Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Eleição polui investigação

Por Luiz Weis em 27/07/2006 | comentários

Os que acham que a imprensa brasileira chega a ser pior do que políticos
corruptos decerto vão achar ingenuidade, mas tenho por dever de ofício esperar
dos jornais de amanhã – hoje não teria dado tempo – algum editorial condenado a
‘eleitoralização’ do caso dos sanguessugas.


E aí os fatos são públicos e notórios. Os candidatos Geraldo Alckmin e
Heloísa Helena perderam uma excelente oportunidade de ficar calados quando
saíram a afirmar que a ‘matriz’ do escândalo é o atual governo, porque um
ex-ministro da Saúde de Lula, o petista Humberto Costa, teria sido citado nos
depoimentos do capo mafioso Vadoin – o que o advogado dele nega – e porque
outro, o deputado pemedebista Saraiva Felipe está entre os 90 parlamentares e ex
já notificados pela CPI dos Sanguessugas para apresentar suas defesas
prévias.


Levaram o troco em menos tempo do que leva para dizer bai-xa-ria. Mas o troco
não despoluiu o debate.


O ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos e o da Controladoria Geral da
República, Jorge Hage, convocaram uma conferência de imprensa para informar que,
entre 2000 e 2004, a Planam, de Vedoin, ganhou 891 licitações [em
3.048 convênios com prefeituras] para fornecimento de ambulâncias com
recursos federais, a partir de emendas parlamentares aos orçamentos anuais da
União.


Todas, disseram os ministros, com ‘fortíssimos indícios de fraudes’,
envolvendo 128 prefeituras do PSDB, 107 do PFL e 106 do PMDB [o mesmo
partido cujos caciques são sempre corajosamente a favor do governo,
qualquer que seja]. Prefeituras petistas fecharam apenas 19 convênios com a
Planam.


Nada disso, em si, quer dizer muita coisa. PSDB, PFL e PMDB governam cada
qual, muitíssimos mais municípios do que o PT. Devagar com o andor,
portanto.


Segundo o jornal Valor, a sigla que teve o maior número de prefeitos
envolvidos, em relação ao total de eleitos em 2000, foi o PDT (17%). Seguem-se o
PPS (14%), PTB (13,6%), PSDB (12,9%), PT (10,9%), PFL (10,4%), PL (9,8%), PMDB
(8,4%) e PP (5,9%).


De todo modo, é difícil não dar razão ao ministro Hage, da CGU, quando
pergunta, retoricamente:


‘Por que o governo que estourou e investigou o esquema [pura verdade] tem de
ser posto na condição de réu?’


E emendou de primeira:


‘Não se trata de jogar os sanguessugas no colo do governo passado, mas de
repelir o escamoteamento da verdade. A fonte da CGU não é A ou B nem quem está
interessado em delação premiada. São dados objetivos. Desafio qualquer um a
refutá-los.’


Eu conheço um pouco da história recente da CGU. No governo Fernando Henrique,
a sigla era a mesma, mas o órgão se chamava Corregedoria e – o que mais
interessa – ganhou novos poderes aos ser rebatizada de Controladoria. Desses
poderes acrescidos a CGU fez bom uso no outro governo e continua fazendo neste.
Nada sei que desabone o seu pessoal, antes ou agora.


Com a finesse de sempre,o líder tucano no Senado Arthur Virgílio em
seguida cobriu o ministro Hage de impropérios. Chamou-o de taifeiro ‘que
joga para debaixo do tapete as roubalheiras que o governo faz’. Mas esperar o
que do nobre parlamentar?


O que conta realmente – e em relação a que a imprensa precisa tomar posição
clara e forte – e não se permitir que as investigações
e processos contra a vampiragem sejam contaminados pela disputa
eleitoral.


Mesmo porque, infelizmente, nenhum partido pode atirar nos demais a primeira
pedra, como se fosse a proverbial imagem de santa na casa de tolerância. Uns
mais, outros menos, quase todas as principais agremiações representadas no
Congresso, e algumas periféricas, têm suspeitos identificados de prestar
serviços a Don Vedini.


Assim se distribuem os 90 políticos já notificados pela CPI [cujo presidente,
por sinal, é um petista, e o vice é do PPS que apóia Alckmin – e ambos trabalham
juntos pela verdade]:

PL 18
PTB 17
PP 17
PMDB 11
PFL 9
PSB 6
PSDB 4
PPS 2
PSC 2
PRB 2
PT 2

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 04/08/2006 marcelo zanetti

    não existe um site com o nome de todos estes politicos envolvidos em fraudes para se saber em quem não votar este ano??

  2. Comentou em 29/07/2006 Sonia Mavignier

    ‘Por que o governo que estourou e investigou o esquema(pura verdade) tem de ser posto na condição de réu?’ É a pura verdade mesmo!
    Quem investigou foi sim este governo com a PF e a CGU.

  3. Comentou em 28/07/2006 Sérgio Moura

    ‘Por que o governo que estourou e investigou o esquema [pura verdade] tem de ser posto na condição de réu?’

    Esse é o mesmo governo que fez de tudo para impedir que a CPI fosse instalada e se não fosse a cruzada solitária dos Deps. Fernando Gabeira e Raul Jungmann ela nunca teria sido instalada em primeiro lugar? Bem, devo estar vivendo em país diferente que o Sr. Weis…

  4. Comentou em 28/07/2006 Humberto Guimarães

    Caro José Carlos dos Santos.
    Com relação ao seu comentário,sei que de intenções, boas e más, o diabo gosta e o inferno está cheio.Você afirmou que o que guiou meu post foi o afã de proteger os prefeitos da oposição.Não foi o que pretendi.No entanto,a intenção da gente, quando é escrita de maneira confusa(ou dissimulada), pode ser percebida como não gostaríamos que fosse. Nas entrelinhas, pode-se descobrir que a intenção verdadeira não é igual à declarada.
    Quando a CGU apresentou uma relação de prefeitos envolvidos com a máfia das sanguessugas, PSDB e PFL estavam no topo,com muito mais prefeitos do que outros partidos) . A editoração feita pelo jornal Valor Econômico, usando cálculos percentuais,modificou a notícia tal qual apresentada pela CGU e tirou do topo PSDB e PFL. Considerei que – apesar das boas intenções declaradas – havia, ali, uma intenção dissimulada, que pretendia ficar escondida: favorecer a oposição. Embora Valor Econômico se distinga de outros jornais, por ser muito mais analítico, em minha opinião, com tais cálculos, de maneira sutil, o editor demonstrou que faz parte do exército da imprensa que está em guerra santa contra este governo.
    Quanto aos valores (hipotéticos, inventados – 500 mi/100 e 100 mi/20) queria apenas dizer que se fossem usados outros critério para manipular a lista, os resultados poderiam ser outros.

  5. Comentou em 28/07/2006 André Lissonger

    Acho que o problema maior no brasil,é que esse país tem donos, apesar de não sabermos quem são os donos de fato,sabemos que os de plantão são os políticos,todos,sem excessão,as disputas pela fatia maior do bolo chamado Brasil,são apenas detalhes,fáz parte do do prazer de ser candidato a faraó,afinal,prazer sem orgasmo é decepçao dupla,e oorgasmo é chegar ao poder.O povo e tudo mais,são apenas outros detalhes.

  6. Comentou em 28/07/2006 francisco silva neto

    todos os esses políticos demonstram uma sede insáciavel por ´mais um voto´ mesmo que isso seja às custas de propalações que não representam totalmente a verdade, talvez tendo em mente que a luta seja sempre favoravel ao adversário, que ele está em desvantagem e algo precisa ser feito, ou seja, a qualquer custo. Gente que fala tanto em verdade embora, não compromissados com ela inteiramente adotam uma postura pragmática que infelizmente dá certo. É o tipo de assunto que vira jargão na boca de gente menos atenta, e daí já é tarde…

  7. Comentou em 28/07/2006 André Lux

    Abaixo do meu último post está escrito ‘Comentários do Autor’ e mais nada. Uma falha?

  8. Comentou em 28/07/2006 André Lux

    Em sua tentativa de nos convencer que a imprensa é imparcial, os textos do sr Weis vão ficando cada vez mais absurdos. Primeiro ele escreve alertando sobre a Folha não ter agido corretamente ao destacar factóide envolvendo o aumento do patrimônio de Lula. Só não explicou os fatos que levaram a esse ‘erro’. Lapso, incompetência?

    Depois, debochou daqueles que enxergam uma conspiração midiática (leia-se, dos barões da mídia que visam o lucro acima de tudo) contra o PT e o Lula. Sua prova cabal disso? A Folha de SP ter dado manchetona sobre os brasileiros que subiram de classes sociais. Eles terem dado centenas de manchetes negativas e atrelhado a alcunha ‘escândalo do mensalão’ a qualquer notícia vinculada ao PT são fatos ignorados pelo articulista. Por que?

    Em seguida, veio um artigo defendendo a imparcialidade da imprensa e a desvinculação entre editoriais e notícias, cujas ‘raras’ excessões, na lógica dele, apenas confirmam essa regra.

    Agora afirma que as eleições poluem investigações. Como assim? A mídia não é imparcial e isenta? Como pode deixar então que interesses eleitorais atrapalhem investigações e a divulgação das notícias? A resposta é óbvia: a mídia (seus barões) tem sim candidato. Só que não assumem publicamente. Conspirações só existem em filmes do 007?

    Sr. Weis, quem é seu candidato e por que vai votar nele? Ou sua ‘imparcialidade’ o impede de votar?

  9. Comentou em 28/07/2006 rinaldo costa

    este governo federal teve a coragem de investigar, fato que nenhum outro teve e por isso vem sendo chamado de corrupto, se corrupto fosse porque investigar o que segundo a oposição, envolvida até o último fim de cabelo no escândalo, lhe beneficiaria. Limpo talvez fosse o governo anterior que não investigou nada muito provavelmente por saber quem estaria envolvido nos ‘assuntos polêmicos’, tais como privataria, lista de furnas, compra de votos pra reeleição, etc…bota etc..nisso

  10. Comentou em 28/07/2006 Maria Izabel Ladeira Silva Silva

    Prezado Weis. Seria instrutivo esclarecer aos seus leitores que as PROVAS estão em poder do aparato judicial e repressor, que conduz as investigações ‘em segredo de justiça’. Agora que os capos do ‘regime’ anterior se veem enrrascados até os ossos, os ‘justiceiros’ antipetistas clamam por Provas. Acham que a Policia Federal chegou a estes nomes sem provas? Seria mesmo bom que o aparato judicial divulgasse tudo, soltasse tudo. Não iria sobrar pedra sobre pedra dessa nossa fragil republica democratica. O mais ironico de tudo isso é que o governo que investiga e desmascara a corrupção, é agora, acusado de corrupto e indolente! Por que estes esquemas não foram desmascarados antes? Onde estavam os paladinos da decencia e bastiões da honestidade na era FHC? Onde estava a revista VEJA? Onde estava a Policia Federal?

  11. Comentou em 27/07/2006 alfredo sternheim

    Perfeito o comentário, Weis. Mas creio que não é só a investigação que a eleição está comprometendo. A divulgação dos fatos está obedecendo critérios mais eleitoreiros dos donos e diretores dos grandes veículos de comunicação. São títulos, espaços que refletem esse viés. Aliás, o clima ‘quente’, radical desta eleição está atingindo até relações de amizade, de trabalho. O clima está passional e a imprensa e alguns políticos (como o citado Artur Virgílio) acirram essa tensão. Alguns articulistas da imprensa diária, em vez de resvalarem na agressão e na ironia fácil, poderiam usar seus espaços para apontar os acertos e erros de cada candidato, o que foi feito e e o que deixou de ser feito em certas áreas (Justiça, Saúde, etc) por Lula na presidência e Alckmin no governo do estado, já que os dois têm experiência administrativa. E apontar o que Heloisa Helena e Criustovan Buarquem fizeram no Congresso, seus projetos, suas emendas. Precisamos também de mais espaço para os candidatos ao senado, a deputados federal e estadual. Na Câmara e na Assembléia Legislativa vai ser dificil escolher, renovar, porque há total ausência de informação. Depois, não digam que o povo não sabe votar. Os partidos é que não sabem informar, a imprensa idem.

  12. Comentou em 27/07/2006 Odracir Silva

    Se o blogueiro/jornalista tem alguma info. q no caso dos sangue sugas houve corrupcao e envolvimento do pessoal de alto escalao (ou atee mesmo dos prefeitos) no gov. passado tem q informar, nao? Pelo q li atee agora, nao haa. Com relacao aa oposicao, acho q ee o direito dela em politiza-la, assim como ee direito dos governistas baterem na mesma moeda. O q nao daa para aturar ee esta mistura entre o partido marjoritario do governo (aka PT) e o Estado. Pelo q li, a CGU e o MJ, atraves dos seus ministros, serviram como uma policia politica contra a oposicao.

  13. Comentou em 27/07/2006 Maria José Pila D´Aloia

    Essa CPI da sanguessuga foi um verdadeiro ‘tiro pela culatra’, ainda bem que alguns papéis são preservados para provar . Já estou admirando o Vedoim!!!! Deus proteja sua memória e documentos.

  14. Comentou em 27/07/2006 Odracir Silva

    Caro Weis, mas q indicios foram apresentados contra o gov. passado? quais as provas apresentadas. Atee agora nada… entao se justifica usar orgaos do governo para colocar em suspeicao a oposicao? Nao se estaa usando a maquina do gov. a favor de uma candidatura, quemossabi? Tando a CGU como o MJ nao deveriam ser instrumentos para o uso partidario, mas neste triste episodio isto foi feito descaradamente. Nao mostraram um unico indicio ou provoa de corrupcao nas emendas do gov. anterior… deixem a politica partidaria p/ fora do expediente, nao gastem o meu dinheiro para o uso do PT.

  15. Comentou em 27/07/2006 José Carlos dos Santos

    Caro Weis, você de vez em quando me surpreende com textos como o de hoje, mas o que eu queria mesmo é fazer um comentário sobre o post do Humberto, o aposentado, acho que ele foi infeliz em seus comentários no afã de proteger os prefeitos da oposição, infere que talvez um prefeito tenha roubado muito e os outros tenham roubado um pouquinho, eu pergunto que diferença faz? mas fica evidenciado se há tantos prefeitos do PSDB e do PFL é por que haviam facilidades nas tansações e portanto seria mais lógico acreditar que os montantes também seriam maiores, mas como eu disse antes que diferença faz os montantes, o que realmente interessa é que é dinheiro público.

  16. Comentou em 27/07/2006 Rogério Abreu

    Caro Luiz Weis, muito bom seu artigo sobre riscos da cobertura da mídia frente as ‘necessidades’ políticas do momento. Acrescento apenas uma observaçao: todos os veículos (principalmente os impressos) têm destacado que a maioria dos deputados indiciados pertencem a base governista. A Folha SP chegou a indicar que 82,2% pertenciam a esta base. Entretanto, nenhum jornal se quer recomenda cautela sobre este dado, ‘esquecendo-se’que a maioria dos citados basistas também perteciam a base de apoio do gov. FHC em 2000, 2001 e 2002. Os dados da CGU indicam que a maioria das emendas ligadas a Planan foram liberadas neste período. Só pra lembrar…
    ass.: Rogério Abreu

  17. Comentou em 27/07/2006 Humberto Guimarães

    Transformar o número de prefeitos envolvidos na máfia das sanguessugas em percentuais referidos ao número dos eleitos por cada partido, comparando os percentuais depois (como fez o Valor) faz sentido?
    Poderíamos verificar quantos votaram nos prefeitos de cada partido e deduzir quantos votantes foram enganados por cada partido. Ou verificar o percentual de eleitores dos prefeitos de cada partido em relação ao total dos votantes enganados para saber qual deles ludibriou percentualmente mais eleitores. Mas um prefeito de uma cidade grande não arrastaria o percentual do seu partido para cima, caso os outros fossem de cidades menores? Uma terceira possibilidade: verificar o volume de recursos que cada um garfou em números absolutos ou percentuais. Porém um só prefeito pode ter roubado muito e o resto dos prefeitos do partido, pouquinho, e 500 milhões diluídos por 500 valeriam menos que 100 milhões distribuídos entre 20.
    Critérios diferentes podem interessar ora a um ora a outro partido por favorecê-lo.
    Na Imprensa, você mesmo já disse, o diabo se esconde nas entrelinhas de acordo com a editoração da notícia. O cálculo do Valor, tirou o partido do candidato Alckmin (PSDB) e o PFL (seu mais forte aliado) do topo da lista e colocou lá o PDT (cujo candidato atualmente conta com 1% das intenções de voto) e em segundo o PPS (aliado menos forte de Alckmin). Dá para ver o diabo agora?

  18. Comentou em 27/07/2006 Fábio Carvalho

    Prezado André, olhei o teu link, mas não gosto da teoria do complô, porque ela me lembra o Delúbio Soares. Mas sabia que eu também recebi correspondência curtinha do ombudsman Marcelo Beraba sobre o mesmo assunto? Ele disse que iria levar as críticas aos escalões superiores. Ontem, veja só, a senadora petista foi notificada pela CPI das Sanguessugas e teve acesso ao trecho do depoimento (sigiloso, rarará, isso só é crime com Francenildo) do capo Luiz Vedoin, onde o nome dela aparece. Ontem, ela concedeu coletiva à imprensa, em Cuiabá. Segundo ela, Vedoin citaria três emendas de sua autoria como parte do ‘esquema’. Duas delas referem-se a um anel viário e a um posto de saúde em Pontes e Lacerda. Ela disse que as emendas não são de sua autoria, mas de outro(a) parlamentar, cujo nome ela preferiu preservar. A terceira e última, no valor de R$ 2,5 milhões, é dela. Refere-se à pavimentação de ruas de um bairro da periferia de Cuiabá. Não tem nada de ambulância, nem Planam. Pior: após liberada, essa emenda, ainda segundo ela, teria sido devolvida integralmente aos cofres públicos porque a Prefeitura de Cuiabá estaria inadimplente num cadastro exigido pelo governo. Daí, pergunto: cadê a notícia da FSP, que a trata como ACUSADA há dois meses? Ela tem até segunda-feira para entregar a defesa. A FSP foi seletiva: Serra foi apenas mencionado no depoimento de Vedoin, mas não foi ACUSADO.

  19. Comentou em 27/07/2006 Ernesto assumpção

    Serra não será convidado? Por que?

  20. Comentou em 27/07/2006 JOSÉ AROLDO CARVALHO QUEIROZ

    Caro Weis, eu não sei mais o que pensar, pelo que eu li,não sei se vc leu, a CGU já sabia desse fato desde novembro do ano passado , portanto,até ser denunciado nada foi feito a não ser as interminaveis comissões, para indicar quem vai fazer parte de outra comissão, que vai indicar quem vai investigar e por aí vai,bom o problema não é quem começou, mas sim quem soube e não tomou nenhuma atitude para coibir o abuso ,se houvesse este governo feito alguma coisa ,não teríamos tantas denuncias e tantos escândalos. não consigo entender seu raciocínio,o amigo está defendendo este governo corrupto?ilumine-me!!.grato.

  21. Comentou em 27/07/2006 Fábio Carvalho

    O Valor foi na veia ao fazer as contas, isso é ir além do copiar-e-colar. Quando li, na Veja e na FSP, que 60% dos sanguessugas – ou 70%, sei lá, a lista aumenta a cada dia – ‘são de partidos da base aliada’, também pensei nisso. Dos 513 deputados, quantos são da chamada ‘base aliada’? Uso aspas porque, muitas vezes, de aliada essa base não tem nada: historicamente alia-se a qualquer governo para fazer seus negóciso$. O PP, que é base aliada, elegeu Severino Cavalcanti e derrotou o governo. E o PMDB, que realmente merece o nome de PARTIDO? Proporcionalmente, então, quem tem mais deputados e senadores envolvidos com a máfia das sanguessugas: a base aliada, ou a oposição? Hummmm, essa conta o Valor (e acho que ninguém) não fez. Eu não tenho tempo para fazer, mas entendo ser claro que crime não tem partido. Heloísa Helena está fazendo proselitismo eleitoral, assim como Alckmin. Tomara que essa comissão faça um trabalho decente. Gabeira, Biscaia e Jungman (para citar dois de oposição e um do governo e para não mencionar outros) podem somar o mais decente resultado de todas as CPI´s. Seria meio balsâmico. Tomara. Ás vezes, sou insuportavelmente otimista.

  22. Comentou em 27/07/2006 André Lux

    Para aqueles que acreditam em jornalismo imparcial e defendem a inexistência de uma complô da imprensa corporativa contra o PT e o governo Lula, sugiro ler esse texto que traz uma grave denúncia feita pelo jornalista Germano Leite, editor de país e mundo do jornal ‘Agora’:

    http://tudo-em-cima.blogspot.com/2006/07/ameaa-democracia-jornalista-denuncia.html

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