Enquanto isso, na educação... | Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito
Sexta-feira, 17 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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Enquanto isso, na educação…

Por Luiz Weis em 01/05/2008 | comentários

Se não fosse, evidentemente, “Brasil se torna país mais seguro para investimentos”, qual seria a manchete do Globo deste Primeiro de Maio?


 


Pode apostar que seria uma variação do título de página inteira que abre a seção nacional do diário:


 


‘Repetência maior, só na África’.


 


O assunto, que a Folha ignorou e o Estado escondeu, é o relatório da Unesco, divulgado na véspera, segundo o qual apenas pouco mais da metade (53,8%) das crianças brasileiras que entram para a escola ficam até o final da oitava série.


 


No Nordeste, não chegam a 40%.


 


As causas imediatas são conhecidas: os desastrosos índices de repetência e evasão. Vinte e sete por cento dos alunos levam bomba já na primeira série.


 


Pior do que isso, daí o título do Globo, ‘só nos países africanos’, informa o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, “sem conter o espanto”, conforme o jornal.


 


Os dados são de 2005. Quem sabe as coisas tenham melhorado desde então. Mas o fato é que a situação naquele ano era ainda pior do que a de 1999, quando terminavam o ensino fundamental 61,1% dos matriculados na primeira série.


 


A coincidência entre a promoção do Brasil ao patamar BBB-,onde já foram colocados, por exemplo, a Rússia e a África do Sul, como lugar para investir, e a liberação de mais esse relatório que reprova a educação de base no país, confronta a imprensa com a emaranhada questão da ordem de importância dos acontecimentos.


 


Não há dúvida de que, no caso da hora, a boa notícia econômica prevalece sobre a má notícia social. Não porque uma seja boa e a outra má, mas porque a primeira corrige uma injustiça, consagra uma aspiração legítima do governo brasileiro e confirma que o país está chegando lá graças a diretrizes macroeconômicas que batem rigorosamente com as expectativas do Capital, codinome ‘mercados’. É o presente.


 


Já a segunda notícia projeta para o futuro uma incompatibilidade com os avanços em curso na economia nacional. Além do caráter desumano da exclusão educacional — que será de todas essas crianças que não conseguiram nem ao menos aprender o básico dos básicos? —, os seguidos fracassos do sistema de ensino projetam um obstáculo medonho para a construção de uma sociedade efetivamente desenvolvida e a mais próxima possível da igualdade de oportunidades entre os seus membros.


 


Em geral, a mídia não é lá essas coisas em matéria de balancear presente e futuro, menos ainda de integrar no noticiário uma coisa e outra. À falta de melhor, realisticamente, vale a solução que o Globo dá hoje na primeira página.


 


Imediatamente abaixo do texto sobre o tal grau de investimento, vem a chamada para a matéria com o relatório da Unesco, sob o chapéu “Enquanto isso, na educação…”


 


Caso interesse, o ‘enquanto isso’ é o seguinte:


 



‘Um relatório divulgado ontem pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que apenas 53,8% das crianças brasileiras matriculadas na escola conseguem terminar a 8ª série (ou 9º ano).

O dado diz respeito a 2005, e indica que a situação piorou em relação a 1999, quando 61,1% dos jovens concluíam o nível fundamental.

O problema é provocado pelos altos índices de repetência e evasão. Na 1ª série do ensino fundamental, informa o relatório, 27,3% das crianças brasileiras foram reprovadas em 2003.

No Nordeste, apenas 38,7% conseguiram terminar o ciclo fundamental.

— A repetência só é maior nos países africanos — disse, sem conter o espanto, o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny.

Com uma das maiores taxas de repetência do planeta, o Brasil corre o risco de não atingir pelo menos três dos seis objetivos do chamado compromisso Educação para Todos, estabelecido mundialmente em 2000, com metas até 2015. Entre elas, a oferta de ensino de qualidade e a redução pela metade do analfabetismo de jovens e adultos.


 


O Relatório de Monitoramento de Educação para Todos acompanha o que 129 países estão fazendo para atingir os objetivos. O Brasil não tem muito a comemorar: aparece em 76º lugar, atrás de vizinhos como Argentina, Chile, Uruguai, Venezuela, Peru, Equador, Bolívia e Paraguai. A posição intermediária indica que o país poderá não cumprir o que prometeu em 2000. Na ponta de cima, 51 nações já chegaram lá ou estão muito perto disso. Enquanto, na ponta de baixo, 25 países, incluindo a Índia, o Paquistão e nações africanas, dificilmente conseguirão atingir as metas.

Em 2001, quando o ranking foi elaborado pela última vez, o Brasil estava em 72º lugar, e recuou quatro posições, mas entraram mais quatro países no universo da pesquisa. Em 2001, eram avaliados 125. Agora, 129. Como não existe um teste mundial de conhecimentos, o estudo avalia a qualidade do ensino por meio de um indicador comparável internacionalmente: o número de estudantes que chegam à 5ª série do ensino fundamental (6º ano), ou seja, que ‘sobrevivem’ à escola.

No Brasil, essa taxa era de 80% em 2005. O indicador piorou em relação a 2004 (84%). Para a Unesco, no entanto, essa variação é desprezível, pois pode estar dentro da margem de erro estatística. O mesmo vale para o Índice de Desenvolvimento de Educação para Todos (IDE), que serve de referência para o ranking e caiu de 0,905 para 0,901, entre 2004 e 2005. A escala vai até 1.

A consultora da Unesco Angela Rabelo Barreto, uma das autoras do relatório, disse que o problema maior está na estagnação do país em torno desse índice: tanto em 2001 quanto em 2002, a taxa brasileira já ficara em 79,9%. Ou seja, a escola pública ensina pouco e ainda expulsa parte dos alunos ao longo dos anos, seja por meio da repetência ou da evasão.


 

A taxa de repetência brasileira na 1ª série, assim como nas demais, supera não só a dos vizinhos sul-americanos como a dos países em desenvolvimento mais populosos, o grupo do chamado E-9, que reúne nações com características semelhantes às do Brasil: China, Índia, Nigéria, Indonésia, Paquistão, Egito e Bangladesh.

— O Brasil comete dois equívocos simultaneamente: criou uma indústria da repetência e uma indústria da aprovação automática — admitiu o ministro da Educação, Fernando Haddad, fazendo referência também a outro contingente de alunos que até consegue completar o ensino fundamental, mas pouco ou nada aprende.

O relatório diz que o Brasil terá dificuldades para garantir a paridade entre gêneros. Diferentemente do que ocorre no mundo árabe ou na Ásia, onde as mulheres têm menos acesso à educação, no Brasil são os homens que abandonam a escola, fazendo com que elas sejam maioria. Outro objetivo é a redução do analfabetismo na população de 15 ou mais anos: a meta prevê uma queda de 50% em relação ao índice de 1990, o que significaria uma taxa de 6,8%. Em 2006, 10,5% não sabiam ler e escrever.

A meta mais próxima de ser atingida é da universalização do ensino primário. Defourny observou, porém, que o acesso à escola é só um meio de dar transmitir conhecimento.

Ou seja, é preciso que os alunos ingressem, permaneçam, mas, acima de tudo, aprendam.

O estudo enfatiza que a superação das desigualdades regionais, assim como socioeconômicas e raciais, é outro grande desafio: — A dificuldade de incorporar os segmentos da população mais excluída sempre foi o problema da educação brasileira — disse o ex-representante da Unesco no Brasil Jorge Werthein.

A consultora Angela ressalvou, porém, que o relatório monitora os índices de 1990 a 2005. Deixa de fora, portanto, os esforços do governo federal nos últimos anos.

Haddad procurou minimizar o estudo, enfatizando que se tratam de dados produzidos pelo IBGE e já divulgados.

Ele disse que os problemas identificados serviram de base para o Plano de Desenvolvimento da Educação, lançado em abril de 2007 e que recebeu a adesão de 5.400 prefeitos e de todos os 27 governadores, com metas até 2022. O ministro defendeu maiores investimentos no ensino. Segundo ele, o país precisa aplicar pelo menos 6% do PIB. Hoje são 3,9%.

— Hoje se vê empresários falando sobre educação. Até eles perceberam que não é só o lucro das empresas que conta. Há muito o que fazer ainda.

Há uma longa avenida pela frente. Mas era uma avenida esburacada. Hoje acho que é pavimentada e vai permitir acelerar o passo — disse Haddad.’

Todos os comentários

  1. Comentou em 03/05/2008 Alexandre Carlos Aguiar

    Caro Helio Jost, não vou aprovar e nem desaprovar o que o professor João Humberto nos colocou. Sugiro ao sr. que, antes procure dar algumas aulas em escolas da periferia. Uma aula basta. E experimente dar uma nota baixa, ou mesmo uma reprimenda àquele aluno, digamos, mais encrenqueiro da turma. Depois, venha nos contar o resultado da experiência. Uma colega minha fez isso e no dia seguinte o ‘anjinho’, que tinha 14 anos, voltou para a sala com um 38. E o pôs sobre a carteira. Nem o diretor pode se meter e tiveram que engolir o ‘coitado’ pelo resto do ano. A realidade é assim. Mas, sugiro que tenha essa experiência e volte aqui.

  2. Comentou em 03/05/2008 Hélio Jost

    Caro João Umberto: lamentável que vc seja professor e tenha essa visão sobre os alunos: ‘alunos problemáticos’, ‘que não fizeram nada dutante o ano todo’, ‘alunos que vão para a escola apenas para traficar drogas’, que ‘só arranjam confusão’ e ‘outros que nos agridem’. Õra essa é uma visão preconceituoso, na linha da famigerada visão eugenistica: é só acabar com os ‘maus’ ou ‘ruins’ e estará tudo resolvido.
    Na verdade, são essas crianças, esses alunos que são vítimas. Não nós, não vcs professores que, infelizmente, tem de enfrentar isso. Vítimas de um sistema excludente, iníquo, desagregador, reprodutor das desigualdades, etc. Vítimas de preconceitos da sociedade e de quem deveria lhes ensinar a se libertarem: os professores.

  3. Comentou em 02/05/2008 Fabiano Mendes

    Gente, peço desculpas pelos errinhos de digitação e alguns assassinatos na língua pátria que aconteceram no meu comentário. É que estava atendendo e tinha que deslocar rapidinho então não deu para fazer aquela revisãozinha básica. E como dizem que dois sentidos não assam milho…

  4. Comentou em 02/05/2008 Alexandre Carlos Aguiar

    Concordo com você, Fabiano, que estão começando a acender a luz do corredor. Há gente boa tentando reverter o quadro de anos de inépcia nos processos educacionais, que teve uma ênfase marqueteira na governo militar (afinal, tinha-se que passar a idéia de que tudo estava bem) e atingiu seu ápice imbecializante no governo do intelectual. Aliás, não por acaso que em São Paulo a Educação como princípio de desenvolvimento vai muito mal. Agora, como educador, vejo que as atitudes, mesmo com boas intenções, são pífias. Um ou outro estabelecimento nas grandes cidades estão tomando as rédeas. Mestres e orientadores abnegados estão arregaçando as mangas e, por mais triste que seja, só quando as crianças de 5 e 6 anos que estão entrando agora se formarem numa universidade (se chegarem até lá) é que poderemos começar a vislumbrar alguma coisa de positivo. Estamos com 15 a 20 anos de atraso.

  5. Comentou em 02/05/2008 Adilson Silva

    E o que o governo federal está fazendo Sr. Fabiano? Aqui na Federal da Bahia, onde estudo, os prédios estão caindo aos pedaços, falta material de limpeza e instrumentos até para aulas de medicina – que por sinal é um dos piores entre as federais, apesar de ser o mais antigo do Brasil. Está para nascer um governante que realmente priorize a educação e que comece a resolver o problema. O que se faz hoje é só conversa mole e paliativos. Quanto ao grau de investimentos, o PT fez direitinho a lição de casa neoliberal que dizia tanto detestar e se rendeu ao mercado – este ente todo-poderoso que hoje governa o mundo.

  6. Comentou em 02/05/2008 Carlos ALBERTO

    Os diretores são indicados pelos políticos; muitos professores idem; os pais não querem mais se responsabilizar por seus filhos(preferem o barzinho da esquina); a imprensa falseia as notícias, ou se compraz em veicular crimes, assassinatos; as emissoras de televisão passam descaradas novelas, filmes infames, incentivo ao sexo, ao fumo e à bebida; os desenhos incitam à violência; os artistas dão mau exemplo de vida, bem como muitos atletas , notadamente do mundo do futebol; os políticos desonestos são os donos do pedaço; vendo tudo isso, os jovens e crianças corrompidos, por tamanha descompustura da sociedade, não gostam mais de estudar. Os professores lutam, mais não vêem o retorno. Algumas prefeituras, obrigam-nos a aprovarmos os alunos; em outras, apesar de todo o esforço com testes e mais testes, trabalhos e mais trabalhos, vistos em cadernos e mais cadernos, avaliações pessoais e mais avaliações pessoas, notas por presença e mais notas por presença, enfim só resta a reprovação. Hoje os alunos têm tudo: lápis, canetas,livros(não saem por menos de R$400,00 por aluno), caderno, tênis, calção para educação física; sala de vídeo, muitas escolas com computadores…Tudo isso gratuitamente. Ah! Esqueci-me de falar sobre a merenda, dificilmente falta. Muitos alunos não gostam, porque é ovo ou carne moída ou legumes. O que falta então? O resgate da FAMÍLIA, e de suas OBRIGAÇÕES.

  7. Comentou em 02/05/2008 Ilda de Freitas

    Melhorar a educação significaria oferecer aos cidadãos a oportunidade de desenvolver o discernimento, a capacidade de compreender as políticas públicas e conceder-lhes o verdadeiro livre arbítrio diante das urnas. Deixaríamos de ser um povo tratado como gado e como tal levado a perpetuar o colonialismo, a imjustiça social, a corrupção. Sendo assim, a quem interessaria realmente melhorar a educação?

  8. Comentou em 02/05/2008 Fabiano Mendes

    Meu Deus Weis . Vcs não acompanham o que o Governo Federal esta fazendo nessa área ou se informam só através do PIG? Vai acontecer até a chamada provinha, exatamente para que o atual Governo analise como está o ensino nas escolas públicas dos alunos do segundo ano.
    Serão criadas duas Universidades Federais cujo o currículo dará ênfase as culturas de países africanos que falam a língua portuguesa e sul americanas, exatamente melhorar o ensino não só no Brasil mas também nos países do Mercosul.
    A inclusão digital dotará todas as escolas públicas do Brasil com computadores e banda larga em tempo integral para que os alunos possam suas pesquisas e navegarem a vontade. Estão sendo criadas cento e quatorze escolas técnicas, extensões universitárias em várias regiões, e a verba do transporte escolar deverá ser repassada diretamente para as prefeituras e não para os governadores para diminuir a tal da burocracia.
    Ou seja, providências estão sendo tomadas para a melhoria e consequentemente a permanência dos alunos nas escolas. É claro que não se conserta em pouco mais de cinco anos décadas de descaso. Falando nisso como foram as avaliações das escolas estaduais de São Paulo?
    Enquanto isso uma turma do cansei entrou com recuso no STF questionando o PROUNI e o REUNI.

  9. Comentou em 02/05/2008 Adelina Lapa

    É muito triste o resultado. E não pode ser dissociado do anunciado sucesso macroeconômico do país no item investimento. O sucesso de um país tem que ser total: na educação acadêmica e de formação humana, saúde, economia interna e externa. Um país de sucesso tem que percorrer incessantemente o caminho da paz e justiça social, um não existe sem o outro. Esta situação do relatório só nos faz vislumbrar o fosso crescente entre ricos e pobres, e a conseqüentemente cultura da violência que se instala no país. É realmente muito triste. Mais triste ainda é não ver uma pauta consistente sobre o assunto na nossa grande mídia.

  10. Comentou em 02/05/2008 Carlos N Mendes

    O ensino público paulista há muito trocou educação por aprovação e atenção às crianças por índices. Escola não dá licitação vultosa; além do mais, tem o sistema ppfp, papai-pagou-filhinho-passou, tão querido dos pais ausentes que hoje abandonam seus filhos na rede particular paralela – essa vai muito bem, obrigado. Procurei na internet para saber se havia alguma outra Nação com tantas escolas primárias particulares quanto o Brasil, e encontrei a Somália, país africano dividido por uma guerra civil e tem um Governo quase virtual. Vergonha. Talvez jamais tenhamos por aqui alguém como Domingo Faustino Sarmiento, presidente argentino que, mesmo 150 anos depois, é lembrado como o criador dos alicerces da Argentina moderna, pois duplicou o alcance da escola e fundou dezenas de bibliotecas. Acho que aqui tem gente que acharia isso desperdício de dinheiro público.

  11. Comentou em 02/05/2008 Alexandre Carlos Aguiar

    Boa discussão posta. Enquanto as corporações de mídia estão ‘lamentando’ (sim, lamentam porque e´bom pro Lula) as sucessivas vitórias do país no quesito econômico, vamos assistindo a isso que o colega de Piracaba abaixo colocou. Que é pura e triste realidade no resto do país. Temos uma Saúde sofrível, estradas esburacadas, portos e aeroportos saturados, energia quase à beira do caos. Enquanto iso, meia duzia de jornalistas estão evitando discutir o Estado, para não dar trela ao Lula. Contra ou a favor.

  12. Comentou em 02/05/2008 marina chaves

    trste pais que alcança o grau de investimento de agencias estrangeiras e descuida do bem estar da populaçao, da maioria…. em pleno seculo XXI, ainda nao sabemos bem o que fazer com o transito das grandes cidades, com o modelo educacional a ser seguido, nao sabemos se favelas devam ser urbanizadas ou ano, se a amazonia deva ser preservada ou nao…….. a lista é enorme…. desde que o andar de cima continue com lucros estupendos, estamos bem…. mas uma hora essa faz de conta virará pó, e quem pagará a conta seremos nós…

  13. Comentou em 02/05/2008 Luis Alberto Da Silva

    Sr. Weis, gostaria se saber o que pensa o Sr. Paulo R. de Souza sobre a questão da educação e talv~ez seja interessante fazermos a comparação entre o aumento da população e o aumento do número de professores e de salas de aula, e, para não ser politizada/partidarizada, a comparação pode ser a partir da ‘redemocratização’. Não houve aumento efetivo no número de professores e nem de policiais nas ruas, houve um aumento efetivo no número de vereadores e deputados e asseclas.

  14. Comentou em 02/05/2008 João Humberto Venturini

    O problema da evasão e repetência escolar infelizmente fez com que os governos pressionassem as escolas a facilitarem para os alunos não repetirem. Isso se acentuou na década de 90 até hj. Aqui em SP onde leciono é assim. O governo do estado pressiona as diretorias de ensino das regiões do estado e estas pressionam as escolas e os professores para não repetir os alunos. Para isso, o conteúdo exigido é mínimo e facilitado e tb conselhos de final de ano q decidem qual aluno passa ou não. Como a escola não pode ter uma taxa alta de repetência, então aqueles alunos problemáticos, que não fizeram nada durante o ano todo é aprovado por esse conselho. Os q são reprovados, geralmente desistem no ano seguinte e esperam para fazer supletivo em tempo menor. No caso da evasão há uma pressão para as escolas segurarem ao máximo o aluno para não perde-los, pois se ficar pouco aluno na escola, essa mesma é fechada.Então, temos q suportar alunos q vão para escola apenas para traficar drogas, que só arranjam confusão e outros q nos agridem. Isso tudo tem q ser feito e tolerado pelas escolas e professores para as estatísticas não serem desfavoráveis ao governante atual, pois serão usadas na eleição ou reeleição do candidato.Há tb o interesse dos grupos privados de ensino, pois se a escola pública fosse de extrema qualidade, a quantidade de alunos matriculados em suas instituições seriam menores

  15. Comentou em 01/05/2008 beatriz Negrão

    Weis, Parabéns pela matéria.
    Algo que ninguém gosta de comentar …, os prejudicados são os novos filhos desta geração de analfabetos!!!
    Seu Blog é Lido em Lisboa/ PT.
    Um grande abraço,

    Bea Negrão

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