Terça-feira, 22 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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CÓDIGO ABERTO > Desativado

Era só o que faltava: romper o sigilo da fonte

Por Luiz Weis em 29/11/2005 | comentários

O Estado desta terça, 29, parece ter sido o único a dar que o procurador da República Bruno Caiado Acioly quer contestar na Justiça o sigilo da fonte, que garante ao jornalista o direito de preservar o anonimato de informantes de notícias de interesse público.

Segundo o repórter Vannildo Mendes, Acioly quer entrar com mandado de segurança para quebrar o sigilo telefônico de quatro jornalistas que publicaram reportagens sobre corrupção envolvendo servidores do Banco Central e dirigentes de bancos privados.

O procurador quer saber com quem eles falaram ao apurar denúncias de casos de corrupção.

Não é a primeira vez que ele ensaia pedir o que dois juristas especializados em direito constitucional, Carlos Ari Sunfeld e Yves Gandra Martins, ouvidos pelo Estado, consideram um atentado à Constituição. A iniciativa anterior de Acioly foi rejeitada pela Justiça.

O assunto não tem nada de polêmico. O artigo 5º da Carta resguarda explicitamente “o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”.

Por isso mesmo, diz o presidente da OAB-São Paulo, Luís Flávio Borges d’Urso, “o jornalista não pode ser obrigado a violar o sigilo e nem se pode criar qualquer tipo de recurso para quebrá-lo”.

Ouvido pelo Estado, Acioly negou que já tenha decidido entrar com o mandado. ‘Por enquanto, é uma discussão acadêmica, teórica, para promover reflexão sobre os limites do sigilo da fonte”, desconversou.

Os jornalistas, segundo fontes não identificadas do Ministério Público, seriam Policarpo Júnior e Alexandre Oltramari, de Veja, e Expedito Filho, do Estado. O quarto nome não é conhecido.

Acioly é citado como tendo dito se a favor da “flexibilidade” do princípio constitucional quando a fonte está envolvida em crimes. E pergunta, retoricamente, fazendo uma comparação disparatada: “Um terrorista que avisa ao jornalista que vai contaminar o reservatório de água de uma cidade não deve ter seu sigilo quebrado?’

Na sua tentativa anterior de ouvir o que a lei não lhe dá o direito, em processo que correu em sigilo de Justiça, “a maioria esmagadora do MP”, lembra o repórter, “ficou contra a posição de Acioly, por entender a importância desse instrumento para o Estado de Direito democrático. Mas alguns o apoiaram.’

Sempre tem de tudo, em toda parte.

***

Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 04/12/2005 nilce marcondes

    Creio que a questão da qualidade da informação deve estar em pauta, pois a ausência desta tem causado muito prejuízo a nossa sociedade, quanto à compreensão dis fatos; e que, embora se deva preservar o sigilo da fonte como instrumento jornalístico necessário, necessário é também que os jornalistas apurem melhor os fatos antes de propagá-los, e que, principalmente, ouçam os dois lados das questões, o que não vem acontecendo. Para mim, o maior problema da midia atual é a parcialidade, não no editorial, mas no relato dos fatos. Quando se fala de políticos, por exemplo, é indispensável a identificação partidária destes. Sobre o atentado ao jornal de Marília, envolve um político local, cujo partido não sei, apesar de ter lido esta notícia em detalhes, em diversos meios de comunicação.

  2. Comentou em 03/12/2005 Vanderlei Orso

    Nossa Justiça tem coisas mais sérias com as quais se preocupar. E, a propósito, o que o promotor acharia se a situação fosse inversa: os jornalistas é que quisessem acabar com o tal de ‘segredo de Justiça’, que em inúmeros casos é usado para impedir o trabalho jornalístico? Que fique claro, não é a Justiça o problema, mas a atitude de alguns de seus membros que causam espanto…

  3. Comentou em 02/12/2005 Demetrio leite

    alguem pode até ser uma fonte sigilosa desde que antes da publicação da matéria, os reporteres levantem suas próprias provas. Senão vira carnaval.

  4. Comentou em 30/11/2005 Calypso E.Velloso

    Para qualquer pecado existe uma atitude,absolutamente impraticável.Há que existir ‘fontes’,’espiões”,telefone e pé de ouvido’,afinal como saber do monte de baboseiras senão dessa forma,o jornalista que faça,inteligentemente,a triagem.Grata, Calypso

  5. Comentou em 30/11/2005 Joao Carlos

    Teremos no lugar da ´fonte & jornalista´ tão desacreditados por suas próprias patetices, um disque denúncia, o qual será analisado por dois procuradores da situação e um da oposição. E Carta Magna o …, que venha o Campo Majoritário que é disso que o país precisa. No futuro disque 171 e faça sua denúncia até lá aproveite que as coisas vão ficar do jeito que já estão.

  6. Comentou em 30/11/2005 Jose Ronaldo Gonçalves

    Concordo com o Sr. Franco Santos e acrescento: O dia em que vender jornal voltar a ser o objetivo principal da grande imprensa talvez a coisa melhore. Não vejo erro em se vender opiniões. Desde que assim estabelecido de antemão. Agora notícia é notícia e deve ser tratada com tal, com respeito à credibilidade e, principalmente, ao leitor.
    Quanto ao jornalista, este não deve ser forçado a abrir mão de suas ferramentas de trabalho: suas fontes.
    Por tres motivos:
    1) O jornalista é um profissional treinado para alcançar a noticia onde quer esteja, usando os métodos inerentes ao seu mister, entre estes a consulta às suas fontes;
    2) Se quisesse envolver-se em ivestigações policiais, certamente escolheria outra profissão;
    3) Fontes jornalísticas são indivíduos de comportamento peculiar e, creio eu, se quisessem simplesmente aparecer não seriam fontes, seriam testemunhas.

    Assim, como sempre acontece, este procurador além de mexer em vespeiro, perdeu excelente oportunidade de silencio…
    Saudações

  7. Comentou em 30/11/2005 Ary Carlos Moura Cardoso

    Não é possível! Num Estado de Direito digno de ser chamado Democrático isso é um acinte. O Ministério Público tem de cumprir o seu papel usando a inteligência investigativa e a lei, nada mais. Esse nobre procurador padece daquele fenômeno conhecido por ‘tendência infantil ainda não corrigida’.

  8. Comentou em 29/11/2005 plinio aquino jr

    Leonardo Atuchi Isto é dinheiro, sua fonte é Daniel Dantas

  9. Comentou em 29/11/2005 plinio junior aquino junior

    Poliarpo Jr. já tem a fonte plenamente conhecida: trata-se do ex(?) agente do SNI Jairo Martins

  10. Comentou em 29/11/2005 Jedeão Carneiro

    A Globo varreu do mapa a Escola Base e destruiu a vida de seus proprietários e dirigentes com o denuncismo sem provas.
    Era pura mentira. Nem a fonte nem a Globo voltaram lá para tentar remediar o mal que causaram. Se calaram e não pagaram pelo que fizeram. E assim os casos se repetem. Tem que haver um jeito de imputar mais responsabilidade à imprensa.

  11. Comentou em 29/11/2005 Adriano Marchiori Marchiori

    Certo… então tiremos as benesses do Magistrado, a sua arrogância e prepotência e também a preguiça que impera no juduciário. Foices ao magistrados para cortarem cana.

  12. Comentou em 29/11/2005 José Carlos dos Santos

    A queda nas vendas e nas assinaturas, parece não afetar os jornais e revistas, desconfio que outras receitas estejam sustentando-os, pois os mesmos embora atacados por grande número de pessoas, como pode servir de amostra os comentários aqui postados,e que parecem ter condições economicas se tornarem leitores desses veículos, não o fazem por total desconfiança nas notícias publicadas, ou seja falta de credibilidade, mas mesmo assim insistem em se comportar da mesma maneira ignorando os possíveis leitores e agradando sabe-se lá quem.

  13. Comentou em 29/11/2005 mariano capote

    Interessante,hoje em dia,numa cultura que vivemos,a falta de interesse pela informação que acabam gerando atitudes autoritárias pelo suposto bem da nação.
    Não é interessante observar,até que ponto os meios de mídia ainda se encontram numa época formalista e erudita transformando o simples exercício da informação em uma estrutura cansativa?

  14. Comentou em 29/11/2005 PITER PITER

    SE NÃO QUEREM ROMPEREM O SIGILO DA FONTE AO MENOS RESPONDAM PELOS ATOS QUE COMETEM NÃO SEJAM TÃO IRRESPONSAVEIS.

  15. Comentou em 29/11/2005 Marco Antonio Rocha

    A imagem predominantemente negativa que o público tem da imprensa em geral, e de muitos jornalistas em particular,ajuda a explicar por que tantos leitores do VERBO SOLTO apoiam a idéia do procurador Acioly de limitar a proteção legal ao direito do jornalista de manter sigilo sobre a identidade de informantes da imprensa – que aliás já é limitado quando a gente lê com atenção a Alínea XIV do art. 5º da Constituição e também o parágrafo 1º do art. 220. Tudo é uma questão de observação judiciosa e adequada dos termos das leis em vigor, tanto por parte de procuradores, como de jornalistas, sem necessidade de leis ou dispositivos adicionais.

  16. Comentou em 29/11/2005 Diógenes Ventura

    Esse princípio de proteção ao sigilo da fonte deve ser corretamente compreendido, sob pena de ser distorcido e prestar-se a abusos. O sigilo protegido é aquele que serve de proteção ao informante, que se valeu do jornalista para divulgar informação de interesse público, e que estaria, caso descoberto, vulnerável a injusta represália. O sigilo, que serve de proteção contra a perseguição penal a criminoso, que se valeu da cumplicidade de jornalista para a prática de seu crime, não é protegido pelo princípio em discussão. Isso decorre dos termos explícitos do mandamento constitucional, que garante o sigilo da fonte apenas ‘quando necessário ao exercício profissional’. Ora, a cumplicidade na prática de um crime não se inclui no legítimo exercício profissional de um jornalista e, portanto, não justifica a proteção do sigilo da fonte do jornalista que incorreu nessa cumplicidade. Exemplo recente ocorreu nos EUA, onde recusou-se a proteção do sigilo da fonte à jornalista Judith Miller, que acumpliciou-se a sua fonte, o secretário da vice-presidência Lewis Libby, para a prática de crime, consistente na divulgação da identidade da agente secreta Valerie Plame.

  17. Comentou em 29/11/2005 Helio Leao

    Esta coberto de razoes quem tenta limitar o sigilo de fonte de denuncias jornalisticas. Supor que uma denuncia que gere desdouro e prejuizos a imagem de quem quer que seja nao possa ser identificada, para que o caluniador nao seja punido, e admitir que eh valido e correto caluniar e nao ser sequer incomodado por isto eh, no minimo, o maior cinismo e desprezo ao proximo de que se tem noticia.
    No reciocinio coletivo de qualquer sociedade humana, esta sempre implicito que os fins nao justificam os meios; muito menos quando a imprensa se faz ente capaz de julgar e condenar a quem quer que seja, ainda que respaldada por algumas informacoes que so ela detem e decide serem de fonte fidedigna. Apregoa-se o sigilo da fonte ‘quando necessario ao exercicio profissional’ (reza o Artigo 5º da Carta, sim); mas quem disse que a propagacao de ‘ouvi dizer’ ou ‘alguem me disse’ eh exercicio profissional? E, mesmo que fosse, ao se conceber a impropriedade ali contida, nao se deveria entao punir a todos – inclusive aos que tornaram publico o que apenas ‘ouviram dizer’? Nao sao os medicos, por muito menos, severamente punidos? E nao somos todos nos, no exercicio de nossas profissoes comuns?
    Estamos seguros de que, evitando-se a libertinagem que transborda de uma pretensa atitude de liberdade de imprensa como essa, o exercicio da verdadeira imprensa sera bem melhor e muito mais proficuo.

  18. Comentou em 29/11/2005 Carlos Iório

    Todo meu apoio à justa pretensão do Procurador Acyolli. Quais os limites que um jornalista tem para o uso e, em muitos casos, do abuso da utilização do sigilo da fonte? E se um profissional da mídia resolver inventar e, em seguida, plantar, no veículo em que trabalha, notícias que possam causar elevados prejuízos materiais e, principalmente, morais envolvendo um desafeto, grupo, partido político ou empresa que não lhe são simpáticos, alegando tê-las obtido de fontes sigilosas?
    Nossa Constituição Federal, em seu artigo 5º,
    XIV, resguarda o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional. Pode ser deduzido que nossa Lei Constitucional exige que ocorra um motivo premente e relevante para que fontes possam ser utilizadas na divulgação de informações. A pergunta que persiste é: quais os parâmetros adotados e quem, na Redação, estaria apto a tomar decisões a respeito da necessidade ao exercício profissional, no que diz respeito à utilização do critério da preservação da identidade das fontes de informações sigilosas ?
    NÃO NOS ESQUEÇAMOS DO CASO DA ESCOLA DE BASE. Em episódio de ampla repercussão em escala internacional, há pouco,a Suprema Corte dos Estados Unidos da América, dando importamnte passo, exigiu que jornalistas que haviam trazido a público o nome de uma agente da CIA, revelassem a identidade das suas fontes de informações.

  19. Comentou em 29/11/2005 Roberto de Oliveira Benedito

    Embora nossa constituição resguarde explicitamente ‘…o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional’… a ação do procurador mostra claramente que artigos devem ser revistos por não atenderem nossas necessidades e, se buscamos a justiça, a verdade, a mesma não pode obstruir nem ser usada para o acorbertamento de pessoas mal intencionadas do meio jornalístico. A corrupção é algo que se alastrou nas diversas camadas da sociedade e os meios jornalísticos não são exceções. Devemos criar limites, critérios para que as denúcias não sejam infundadas e, ao mesmo tempo, resguardar as suas fontes. Talvez os reais critérios sejam aqueles os quais não possam ser indenizados de alguma forma (vida, moral, etc…). Acho correta a ação do procurador, principalmente nos dias de hoje, onde não são vistas provas contundentes das acusações junto com o aumento de reportagens cada vez mais comprometedoras, as vezes até irreparáveis. ‘Para tudo existe um limite’ já ouvimos essa frase em algum momento de nossa vida, e ela se aplca a tudo! Até mesmo à livre imprensa. Devemos cobrar as responsabilidades pelos erros e por praticar o ‘veredictum’ antes da análise e julgamento da justiça. As ações reparativas devem ser equivalentes em sua abrangência, intensidade, ao dano físico e moral, e isso não temos visto.

  20. Comentou em 29/11/2005 Max Leite Filho

    ë admirável a reação do meio jornalístico quando se fala em verificar os seus métodos de busca de informção. Com a prerrogativa de liberdade de imprensa, hoje estamos confusos não sabemos quando um determinado veículo de comunicação está informando fatos ou fantasias. Porque não há a responsabilidade quanto ao conteúdo da informação, visto que em muitos casos a fonte é mantida sob sigilo. Não sou contrário, em alguns casos, em preservar a identidade daquele que fornece informações, cujo conteúdo põe sua vida em perigo, porém devem ser estabelecidos um critérios para esses casos. Como em tudo é estabelecido. Agora, omitir a fonte de informação fora desses casos, é evidente que a intenção não é reportar a verdade, mas sim defender um outro interesse qualquer.

  21. Comentou em 29/11/2005 Antonio Carlos Pontes

    O sigilo da fonte deve ser sempre preservado. Ele assegura que as pessoas possam denunciar ou contribuir para a investigação de irregularidades em qualquer segmento da sociedade. Mas, a garantia do sigilo não tira a responsabilidade do jornalista ou órgão de imprensa de informar apenas a verdade e deve ser rigorosamente punido se não tiver elementos que sustentem o que foi informado. Uma coisa é o jornalista receber uma informação e ter o direito de manter o sigilo dessa fonte, outra coisa é a sua responsabilidade de apurar a veracidade das informações antes de levá-las a público. Uma vez divulgada a informação, a responsabilidade é de quem divulgou, não é da fonte. A imprensa não é neutra, ela revela ou oculta o que convém aos seus interesses políticos, pessoais, empresariais, etc… Portanto, deverá estar subordinada às mesmas leis que os demais cidadãos. A liberdade de imprensa, característica primordial de uma sociedade democrática, não deve ser confundida com imunidade, caso contrário, os controladores da mídia tornam-se os controladores (ou ditadores) da opinião pública.

  22. Comentou em 29/11/2005 Mariana

    Sou contra a quebra de sigilo Ao quebra-lo estaremos indo contra a constituição do nosso país q é uma das poucas coisas q ainda tem o poder de nos defender no presente momento!!!!
    E como já foi dito quem nao deve nao teme!!!!
    A verdade virá a tona e se o jornalista tiver usado da lei de uma forma desonesta deve ser culpado assim como se ocorrer o contrario,Acioly tb deve ser punido

  23. Comentou em 29/11/2005 JAMESON PEREIRA PRATA

    Se prosperar tal postulação, haverá perigoso precedente para que seja revogada a LEI DE PROTEÇÃO A TESTEMUNHAS e outras proteções às investigações do próprio Ministério Público e da Polícia, comprometendo a administração da Justiça. O sigilo da fonte como prerrogativa da imprensa RESPONSÁVEL NÃO SER ABUSADA e TODA DENÚNCIA DEVE SER APRESENTADA PROVA OBJETIVA/MATERIAL, com documentos, gravações e filmagens AUTORIZADAS PELO JUDICIÁRIO, portanto, o assunto deve ser debatido pelos segmentos direta ou indiretamente interessados.
    Tem um ditado bíblico que diz: ‘um abismo atrai outro abismo’…

  24. Comentou em 29/11/2005 Cassiano Ferraz

    Tanto para que entendem um pouquinho sobre o Direito quanto àqueles que já leram a nossa Lei Máxima, a Constituição Federal, o que todos deveriam fazer, pelo menos uma vez na vida(não se lhes exigindo nem o estudo aprofundado da mesma), a pretensão do digno Procurador, mostra-se, no mímino esdrúxula, porém extremamente perigosa à manutenção do Estado Democrático de Direito.

  25. Comentou em 29/11/2005 JOSE CAMPOS JESUS

    Eu sou a favor de se revelar a fonte quando se trata de crime contra o Estado ou contra a vida. A pretexto de proteger a fonte o jornalista pode estar participando de uma quadrilha em ‘guerra’ contra outra. Muitas vezes já ouvi falar de matérias pagas em formato de denuncias. O famoso jaba.

  26. Comentou em 29/11/2005 vandirson raymundo da silva

    nos ja somos tapeados pelo politicos,imagine
    as coisas acontecendo ficamos nos sem noticias e procurando um culpado e ninguem vai preso nem paga coisa alguma fica tudo por isso mesmo este não é o Brasil que nos queremos para os nossos filhos,será!

  27. Comentou em 29/11/2005 Dalva

    O problema é que a imprensa, principalmente no caso da revista Veja(a mesma usa de ‘maquiagem’ nas notícias, deturpando o verdadeiro teor da mesma)joga muitas vezes acusações inverídicas, sem nenhuma prova e fica por nada. Muitas vezes duvido até da fonte. Uma revista que não tem compromisso com a verdade, e uma violência. Deveria pelo menos, ter a quebra do sigilo, quando a denúncia não fosse comprovada. Daqui a pouco, qualquer um chega numa revistinha dessas, calunia uma pessoa, difama e fica por isso mesmo. Onde estão os meus direitos com cidadã? Ninguém defende? Estamos vivendo uma onda de ‘denuncismos’ enorme no país, um jornalismo de ‘esgôto’, difamatório, sem provas e ninguém quer assumir?
    Esse sigilo tem que ter limites.

    Dalva

  28. Comentou em 29/11/2005 José Carlos Campos

    Por acaso não seria mais um delírio desses senhores que se julgam semideuses.Ou quem sabe, a pobre esperança foi derrotada pelo medo.

  29. Comentou em 29/11/2005 Cesar Grafietti

    Acredito que o sigilo da fonte seja importante, mas é preciso ter regras claras de punição àqueles que se utilizam de fontes falsas para acusar alguém, ou cujo fonte mentiu e gerou problemas para terceiros. A imprensa precisa ser responsabilizada criminalmente quando erra. A atual Lei de Imprensa me parece fraca. Isto gera as famosas ‘Manchetes na Acusão’ e ‘errata na página 3’.

  30. Comentou em 29/11/2005 Lauro Lustosa

    A responsabilidade é toda do jornalista e do Jornal? Será mesmo cidadão? O que você me diz do reporte que acabou com a vida politica do Ibsen Pinheiro? Só pra cita um exemplo.

  31. Comentou em 29/11/2005 Ailton Guedes

    Engraçado! Interessante a impressão de burburinho indignado que fica no ar sempre que os jornalistas (não o jornalismo – que é maior que a classe!) são ameaçados. Ainda que a ameaça, visivelmente, não se conclua. Não há como imaginar que algum cristão consiga mudar esse artigo da nossa Constituição. No entanto, como a mais leve suspeita de constestação a esse ‘privilégio infinito’ incomoda os jornalistas. Afinal, considerando a mais infeliz das verdades existentes na humanidade, há mal caráter em todos os seguimentos sociais; e não seria dentre os jornalistas que iríamos comprovar a exceção. Por este raciocínio, os jornalistas (os de mal caráter, evidente!) são os únicos profissionais da nossa sociedade que possuem o direito Constitucional de ‘mentirem’, ‘plantarem notícias’, ‘armarem verdadeiros caos na vida de quem quer que seja’. Sim, porque se um jornalista mal caráter ‘plantar’ uma notícia sob o argumento de que a origem da mesma é uma fonte sigilosa, babal. Alguém será, ou permancerá, preso, governos cairão, famílias (como aquela dos japoneses daquela escola em São Paulo) serão desmoralizadas, etc. E sequer obriga-se ao jornalista (ou ao seu jornal) dar a mesma ênfase numa possível correção da matéria no mesmo veículo.
    Engraçado! Nada vai acontecer, senhores. Sabemos todos. Acalmai-vos! Me resta a indignação de saber o que restará a um cidadão comum, se mentir?!

  32. Comentou em 29/11/2005 Lauro Lustosa Neto Lustosa

    Porque a imprensa pode tudo contra todos, e nada pode contra ela?
    Será então que um reporte, ou um jornal pode publicar uma materia, mesma que esta não tenha fundamento e ainda assim nada lhe acontecer, nem mesmo dizer quem foi o informante? Acredito que só teremos uma imprensa verdadeiramente comprometida com os intereses da sociedade, quando esta também for transparente.

  33. Comentou em 29/11/2005 Vitor Lima

    Eu não consigo entender como um Procurador, formado em Direito, conhecedor da Lei, pode ao menos pensar em solicitar a quebra de sigilo de um jornalista sabendo ele que, o Artº 5º da Carta Magna, a Constituição da República Federativa do Brasil, resguarda explicitamente ‘…o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional’. É inadmissível este comportamento de um Procurador da Repúlica, pois o mesmo deveria ser o primeiro a apoiar o não rompimento de qualquer Artigo da nossa Constituição. Alguém tem que lembrar este Procurador que o Brasil é um país democrático… pelo menos, é o que nossos representantes do Governo intitulam… Mais um detalhe: o voto é uma obrigação ou um direito??? Brasil: país democrático…??? O povo tem que reflitir sobre esses assuntos e cobrar das nossas ‘Vossa Excelência’.

  34. Comentou em 29/11/2005 Edson Cruz

    Está obvio que tal atitude é para criar um receio nas pessoas que agora, vendo o que está acontecendo nas CPIs, passaram a pensar em denunciar situações que antes tinham receio de não levar a nada e ainda correrem risco. Agindo assim, ele volta a criar receio e, livra a cara dos sabidos mais corruptos e trambiqueiros do momento: o pessoal do Governo e do PT…

  35. Comentou em 29/11/2005 eduardo paes

    quando uma noticia é considerada falsa ou manipulada pelo jornalista a responsabilidade é toda dele por isso não é preciso revelar a fonte, quere fazer igual ao EUA, usar o terrorismo pra justificar tudas.

  36. Comentou em 29/11/2005 Eduardo Melloni

    Escrevi logo abaixo sem ler os comentários anteriores.

    Espantou-me o número de opiniões a favor da quebra do sigilo!

    É lógico que a irresponsabilidade deve ser punida, mas será que o pessoal contra o sigilo tentou imaginar como seria o contrário?

    E pensar que a ditadura se foi há apenas vinte e poucos anos…

  37. Comentou em 29/11/2005 Carlos Augusto Siqueira De Menezes Filho

    O promotor está correto em sua contestação, cabe a ele preservar o direito de cada cidadâo com clareza.!
    Digo mais que a justiça deveria ir mais longe a rever as Leis de Imprensa, pois, venhe aconteçendo por parte de proficionais na area de imprensa verdadeiros abusos contra os principios legais dos direitos individuais da cada cidadão. Certos orgão de imprensa pertencem a politicos e essas concessões deveriam ser revistas pois não agem com imparcialidade, ou estão a serviço de Grandes Grupos ou corporações que utilizam para interferir na opinião pública.
    E bem verdade que a imprensa quando levada a sério contribui para o desenvolvimento de uma formação concienciosa coletiva e solidária. Mas o monopolio desas Zonas de informação não contribui para isso !.
    O ministério público é um orgão da Justica que vem atuando em muitos casos no Brasil e deveria se fortalecido; cabe a ele se pronunciarema esse respeito.

  38. Comentou em 29/11/2005 cristiano veras

    Era so o que faltava ? Por que , observe os diversos setores da imprensa ‘atentamente’ e chegue voce mesmo a conclusão que cheguei , há parcialidade em nossa imprensa , e isso sim era só o que faltava!!

  39. Comentou em 29/11/2005 Claudeide Oliveira

    Em nome da democracia, muitos absurdos têm sido cometidos. O Procurador está certo. A liberdade de informação não pode ser usada para destruir a reputação de pessoas. A Constituição também protege o cidadão, que não tem a mesma ‘arma’ utilizada pelo jornalista irresponsável.

  40. Comentou em 29/11/2005 Antonio Carlos Miranda

    Por que esconder a fonte? Ela especula ou apresenta comprovação? O Estado de Direito impõe uma condição básica: liberdade com responsabilidade. À imprensa não deve ser concedido nenhum privilégio! O jornalista e sua ‘fonte’ têm que responder por seus desvios, irregularidades e manipulações.

  41. Comentou em 29/11/2005 benedito ferreira filho

    Penso que a fonte poderia ser dada para os orgão de investigação, porém é deles a responsabilidade de não passar o nome para os orgão da imprensa, para preservar a investigação e o próprio informante, Bem como o jornalista que faz o papel investigativo, olho do sociedade, também deve ter sua integridade presevada e protegida até a conclusão das investigações, para evitar que ambos passem por constrangimento e perseguições que poderiam acarretar em prejuizos para o Ministerio Público e os setores envolvidos na investigação e apuração dos fatos.

  42. Comentou em 29/11/2005 ANGELA SILVA

    Não é justo romper o sigilo, pois assim o anonimato garante mais informaçoes aqueles que inocentemente confia.Sou contra o procurador, ele que vá procurar o que fazer para o povo brasileiro e faze justiça justa.

  43. Comentou em 29/11/2005 Eduardo Almeida e Cunha

    O sigilo da fonte é pra casos de ameaça ao cidadão. Não deve ser usado a todo instante por jornalistas parciais, em nome da ‘liberdade de imprensa’. Está correto o procurador.

  44. Comentou em 29/11/2005 Eduardo Melloni

    Ao ler a notícia sobre possível questionamento do ´sigilo da fonte´, que não questiono, antes defendo, notei um detalhe interessante, abaixo relatado.

    Luís Weiss fala do ´Estado´ como se identificasse um determinado jornal. Lógico, logo se percebe que ele se refere muito provavelmente ao jornal ´O Estado de São Paulo´.

    Sem dúvida, este é o ´Estado´ mais importante do país, mas não é o único. Se tivesse escrito ´Estadão´, qualquer dúvida seria eliminada.

    Engraçado é que Weiss, no caso, contraria uma conduta quase padrão dos jornalistas, a de apor entre parênteses, por extenso, uma dada sigla e vice versa, redundando, muitas vezes, em exagero.

    É só

    Atenciosamente

  45. Comentou em 29/11/2005 Vitor Lima

    Eu não consigo entender como um Procurador, formado em Direito, conhecedor da Lei, pode ao menos pensar em solicitar a quebra de sigilo de um jornalista sebendo ele, que
    o Artº 5º da Carta Magna, a Constituição da República Federativa do Brasil, resguarda explicitamente ‘…o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional’. É inadmissível este comportamento de um Procurador da Repúlica, pois o mesmo deveria ser o primeiro a apoiar o não rompimento de qualquer Artigo da nossa Constituição. Alguém tem que lembrar este Procurador que o Brasil é um país democrático… pelo menos, é o que nossos representantes do Governo intitulam… Mais um detalhe: o voto é uma obrigação ou um direito??? Brasil: país democrático…??? O povo tem que reflitir sobre esses assuntos e cobrar das nossas ‘Vossa Excelência’.

  46. Comentou em 29/11/2005 José Camilo Santos

    Quem mandou dar espaço para esses procuradores? Agora eles fazem o que devem e o que não devem, muitas vezes só para aperecerem. Coitados!

  47. Comentou em 29/11/2005 wal Villória

    Taí! um bom tema para ser avaliado num plebiscito popular, com certeza esta imprensa de cunho estritamente politiqueiro e capitalista terá uma grande surpresa. O povo está cansado de ‘invencionices’ baratas.
    Expresso meu apoio ao Sr. procurador.

  48. Comentou em 29/11/2005 José Ruggeri Filho Ruggeri

    Quem tem conciência limpa não teme.

  49. Comentou em 29/11/2005 Aguinaldo Muniz

    Embora esse direito seja resguardado pela constituição, deve, sim, ser feito um amplo debate sobre sua eficacia. O fato de jornalistas, e hoje infelizmente parece ser a maioria, ter comprimisso como certos grupos, faz com que eles editem matérias sem nenhum embasamento, apenas se apoiando em fontes sigilosas. A liberdade de expressão é pre-requesito à democracia, no entanto, as denúncias vazias, que condenam inocentes, devem ser consideradas crimes, o que é inviabilizado pelo sigilo. Quando a ética, tão exigida pelos jornalistas, fizer parte absoluta da prifissão, o sigilo pode, e deve, vigorar sem qualquer receio. Esperemos a evolução da imprensa, que já é uma instituição democrática.

  50. Comentou em 29/11/2005 Rafael Guimarães

    Assim como, na hipótese de crime, o sigilo bancário, que também é garantia constitucional, pode ser quebrado, o mesmo deve se aplicar aos casos do uso de sigilo de imprensa no caso de existir ligações com o crime.

    Não é um direito absoluto e deve ceder frente aos casos extremos, quando a finalidade de sua transgressão seja a justiça e manutenção da sociedade.

  51. Comentou em 29/11/2005 patricia pacheco

    Se uma moda dessas pega vai ficar dificil para os jornalistas poderem ir a fundo nas noticias pois ninguem vai querer correr o risco de dar uma informação e ter seu nome divulgado para mais tarde ser ‘perseguido’. Para mim parece que estamos voltando no tempo será que a ditadura está voltando sorrateiramente, disfarçada do que está sendo chamada de ‘flexibilidade do direito constitucional’.

  52. Comentou em 29/11/2005 Eduardo Mammini

    Então, se for isso pq diversos políticos e amigos de políticos tiveram o total apoio da ‘Justiça’ para irem às CPIs e não dar nenhuma informação, puderam manter em sigilo suas informações, ações e tudo o que conhecem sobre as falcatruas deste e de outros governos no mais absoluto silencio e falta de ´memória´. O artigo 5o. serviu para este momento… mas para outros dever ser caçado???? Conforme as conveniencias dos poderosos de plantão. Sr. procurador Acioly, esqueçamos do artigo 5o., o senhor está obrigado a contar por que quer a flexibilidação do artigo, qual o objetivo, em favorecimento de quem? Do cidadão somente, ou de outras pessoas que lucrarão em calar a boca da imprensa? ou lucrarão ou se locupletarão por não poderem ser denunciados. sr Acioly, qual o objetivo fim, último?

  53. Comentou em 29/11/2005 Emanuel Augusto Vieira de oliveira

    Acredito que quando haja forte evidência de manipulação da notícia, a fonte deva ser sim divulgada, até mesmo para resguardar a credibilidade, pois o que vemos hoje são petardos sendo lançados para todos os lados, e no final a maior vítima é sempre a VERDADE. Qual o medo ou o receio de divulgaçào de fontes quando a notícia é verdadeira? O que estaria por tras do resguardo da fonte? Não foi por outro motivo que a jornalista americana foi presa, a notícia era claramente um ataque a uma outra pessoa apenas com o intúito politiqueiro, o Juiz estava ou não com a razão? Devemos sempre pensar que um dia tal atitude, PROTEÇÃO DA FONTE, pode ser virar contra qualquer um de nós.

  54. Comentou em 29/11/2005 José Carlos dos Santos

    Acredito que o procurador está num caminho enviesado, na tentativa de sanear a mídia hoje infestada de canalhas e vendidos ele quer acabar com uma instituição que ajuda a democracia e é instrumento de trabalho dos bons jornalistas no caso o sigilo das fontes. Eu acredito que o melhor seria que se levasse a cabo um modo de acelerar a justiça para que os maus profissionais fossem responsabilizados por aquilo que publicam e punidos exemplarmente fazendo com que as pessoas, por força da punição fossem mais responsáveis com as notícias e principalmente pelas manchetes com que mancham reputações das pessoas públicas, como exemplo dos últimos tempos o suposto homossexualismo do Luciano da dupla sertaneja, a queda do Ministro Palocci, etc.

  55. Comentou em 29/11/2005 Hudson Santos

    Até onde a idéia do promotor está errada? Sabemos que o motivos do sigilo tem origem noutras épocas de ditadura militar, porém, eram outras as posturas da imprensa. E exemplo de outros segmentos, a responsabilidade com as conseqüências de divulgações equivocadas não são tratadas. Existem casos, e não são poucos, em que a imprensa, de forma perversa e inconsequente, já ‘fritou’ pessoas de forma irreversível. Vejamos o exemplo da escola de base em São Paulo. O que falam os chamados ‘profissionais’ a esse respeito? Evidente que ficarão calados. A iniciativa do procurador pode e deve ser vista de um ângulo mais positivo.

  56. Comentou em 29/11/2005 eduardo mammini

    qdo se tira o sigilo da fonte, como um diretio, se tira o sigilo de conversarmos abertamente sobre os nossos pensamentos, nossas convicções. com isso passamos a ser vigiados no ato em que pensamos e exprimimos o que pensamos. Falar algo, mesmo que a execução deste algo seja um crime, não constitui um crime. Dar informações sobre um crime, não é se tornar um cúmplice. Caso o Estado, a Nação, queira cobrar essa postura do cidadão, deveria primeiro dar ao dito cidadão a condição de cidadão de verdade, no que tange educação, saúde, liberdade de ação e pensamento, integridade física e finalmente segurança. Quando o Estado suprir todas essas necessidades do cidadão, sem excessão, poderemos então ventilar a idéias da liberdade da informação ser passada em sigilo.

  57. Comentou em 29/11/2005 Heder Nogueira Nery Helder

    No país em que vivemos todos nós somos surpreendidos todos os dias com interferências dos poderes em todas as esferas para tentarem abafar a podridão dos políticos do nosso país e também os direitos dos profissionais que trabalham para mostrar todas as notícias que são de suma importância para a população.

  58. Comentou em 29/11/2005 Luís Catunda

    É muito prazeroso descubrir que não estou só numa ilha. Sou totalmente a favor e parabenizo o Sr. procurador pela coragem. Siga em frente Doutor. Sugiro que o primeiro a ter que revelar suas fontes seja o Digníssimo Sr. Mainardi. O cara mora no exterior e sabe da vida de todo mundo no Brasil. Como será que ele consegue? De quebra vamos também ‘escacaviar’ a revsiteca Veja. Parabéns Dr. Acioly! Vá em frente!

  59. Comentou em 29/11/2005 Heder Nogueira Nery Helder

    No país em que vivemos todos nós somos surpreendidos todos os dias com interferências dos poderes em todas as esferas para tentarem abafar a podridão dos políticos do nosso país e também os direitos dos profissionais que trabalham para mostrar todas as notícias que são de suma importância para a população.

  60. Comentou em 29/11/2005 cassijobs none

    hahaha e ainda abaixo da reportagem vcs colocam ‘Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.’ ué…sigilo de fonte, oras.

  61. Comentou em 29/11/2005 augusto

    bem, num Estado de Direito como pretende ser o nosso deve-se sempre lutar para que os direitos adquiridos e garantidos permaneçam, no entanto, até que ponto tais direitos dever ser mantidos apenas em funçao do cumprimento da lei? e a justiça aonde fica?
    é lógico que o sigilo enqunto garantia constitucional deve ser mantido , no entanto, em casos extremos o sigilo da fonte deve ser sim quebrado , sempre em que a justiça estiver ameaçada, pois o fundamento máximo do direito é a justiça , e o que vemos hoje em dia e uma mídia sem parametros e sem escrúpulos , cada vez mais o jornalismo correto perde espaço para as noticias sem fundamento e especulativas , o que vemos hoje é uma imprensa que pelo fato d eter sido coibida durante muito tempo não esta sabendo administra sua liberdade !!

  62. Comentou em 29/11/2005 Geraldo Nardi nardi

    Sou a favor de quebra de sigilo de fonte jornalistica, pois muitas das mentiras publicadas em certo orgãos quando mentirosas, a pessoa atingida não tem como defender-se. Este privilégio que o jornalista tem tem que acabar.

  63. Comentou em 29/11/2005 Leandro Lopes

    Era só o que faltava! Aos poucos nossa Constituição vem sendo cada vez mais desrespeitada. É uma situação muito perigosa, eis que a cada concessão que se faz os ‘saudosistas’ da época da ditadura ganham mais força. Primeiro tentam acabar com o direito do cidadão optar por ter eo não armas…depois começam a caçar o direito de se manter fontes em sigilo. São precedentes perigosos que merecem ser rechaçados pela sociedade. Aos maus jornalistas (que foram defendidos em comentários, no mínimo, infelizes) cabem as sanções que a Constituição Federal e a Lei de Imprensa trazem em seus textos. Imaginem só o Jornal Nacional, o Jornal da Band ou a Folha de São Paulo ser obrigados a fornecer suas fontes? Absurdas são as manifestações de apoio a este tipo de iniciativa. Cuidado Brasil…temos um regime democrático especialmente novo (nossa Constituição não tem sequer 20 anos), e ainda extremamente frágil se comparado a outros regimes democráticos que ‘dseram certo’ por este mundo. Portanto, devemos dizer não a toda e qualquer tentativa de se ofender nossa Lei Maior, se quisermos construir um verdadeiro Estado democrático de direito.

  64. Comentou em 29/11/2005 MARCOLINO NOBRE DE QUEIROZ

    è um verdadeiro absurdo, vivemos num país democrata apesar do PT e esse juiz na contramão do DIreito se posisiciona dessa forma autoritária, como se vivessemos numa ditadura cubana ou chavista.

  65. Comentou em 29/11/2005 Carlos Antônio Bezerra da Silva

    Esse ‘Era só o que faltava’ é uma forma bem ‘democrática’ de estimular um debate. Mas vamos lá. Qual é a defesa que tem a sociedade contra repórteres que criam fontes inexistentes para legitimar denúncias, ou os que conseguem informações subornando as fontes. Portanto, qual é a grande ameaça de se discutir a questão. A maior ameaça ao trabalho dos jornalistas não canalhas está nas redações da grande imprensa “livre”. Será que algum jornalista da Revista Veja tem algum futuro profissional se produzir uma matéria, que certamente não será publicada, que vá de encontro às posições do Departamento de Estado dos EUA em questões como Venezuela, Guerra do Iraque, Alça, etc.?

  66. Comentou em 29/11/2005 Andre Muniz Muniz

    Concordo com o sr procurador Acioly. O sigilo da fonte fazia sentido na ditadura. Hoje, com os direitos obtidos pela nossa sociedade, a manutenção do sigilo da fonte é muitas vezes utilizadas para deturpar informações. Os jornalistas costumam utilizar ‘segundo participantes da reunião’, ‘segundo amigos’. No entanto na maioria das vezes as notícias não possuem fontes seguras, que careceriam de maior investigação. Como não há necessidade de se informar as fontes , os jornalistas se acham livres de não realizarem as investigações necessárias. Queremos mudanças. E as mudanças passam também no jornalismo nacional.

  67. Comentou em 29/11/2005 Acácio Santis

    Já trabalhei em Jornal e é comum o repórter investigativo ter suas fontes, umas por darem valor à honestidade, outras por vingança, outras por entreguismo mesmo. Porém, sempre é necessário verificar a veracidade da denúncia, mas às vezes, o MP não gosta porque não foi avisado, aí gera toda essa polêmica.

  68. Comentou em 29/11/2005 reginaldo jorge

    Realmente é espantoso como algumas classes brasileiras adoram copiar as americanas.Sempre que por là inventam moda as de ca querem copiar, sempre em busca de beneficios proprios.Sabedores que somos das classes mandantes e dominadores desse pais, não querem a quebra do sigilo das fontes para resolverem problemas da nação. Querem a quebra para saber quem foi o safado que delatou seus golpes, para colocarem na cadeia esse linguarudo que ficou sabendo das suas lambanças e anda por ai falando aos ventos. Quando mais dificuldades colocarem para as investigaçoes andarem, melhor.Querem ver se com a quebra de sigilo vai aparecer alguem com aquilo roxo para denunciar alguma coisa. Com tanto para se fazer nesse pobre pais ficam inventando modo de facilitar a vidas desses coruptos,safados, ladroes dos cofres publicos.Os salarios desses magistrados e uma verdadeira aberraçao, se comparado a grande maioria do povo brasileiro. Mas nao estao contentes, querem sempre mais.Se voce quer colocar seus filhos numa escola melhor, apenas para que eles tenham algumas chances minimas para no futuro tentar uma vaga em algum emprego melhor pode esquecer, pois nao foram feitos para alguem de fora de meio.Se querem copiar as coisas da America que tal começar com uma Justiça mais honesta , que tal uma classe politica menos corrupta e uma divisao de renda mais justa.Ai sim poderemos falar em quebra de algo.

  69. Comentou em 29/11/2005 José Almi Oliveira

    Tudo bem que a fonte seja preservada, mas que tem jornalista que abusa, isso tem. Inventam histórias, dizem que não podem revelar a fonte, denigrem a imagem das pessoas e fica por isso mesmo, tudo em nome da liberdade de imprensa. Em alguns casos confundem liberdade com libertinagem, como se tem visto com esta onda de denúncias, principalmente por parte de uma determinada revista.

  70. Comentou em 29/11/2005 rodrigo alves

    Infelizmente nosso Ministério Público, com tantas preocupações evidentes e mais importantes, só quer saber de aparecer, através de medidas atentatórias ao Estado Democrático de Direito, que vizam tão somente a repercussão, pois aparecer nos noticiários, ao que parece, é a grande função hoje do MP.

  71. Comentou em 29/11/2005 Rubens Lobo Lobo

    Como o Brasil, nunca foi causa, e sim, sempre
    consequência, somos obrigados a conviver com isso.

  72. Comentou em 29/11/2005 Maria Rapoport

    Meu Deus! Este Governo cada dia se parece mais com o Governo Bush! (Sem falar nas semelhanças de personalidade, pontos de vista sobre cultura, etc. entre Lula e Bush).

  73. Comentou em 29/11/2005 C F

    No meu ponto de vista, isto é um absurdo, pois se estamos em um estado democrático de direito, temos que preservar este sigilo, será que este nosso ‘governo democrático’ vai querer nos tiar até isto, hoje não temos mais segurança, estamos atolados em escândalos que irão virar pizza e vai tudo ficar como está e quando existre alguém que tem coragem de colocar a boca no trombone, o tiram este direito, aonde vamos parar.

  74. Comentou em 29/11/2005 Marcelo Oliveira

    A imprensa é arrogante. Acham que estão acima de tudo. Da mesma forma que tens o direito de escrever, temos de saber quem escreveu. Vocês inventam, caluniam, escracham qualquer um e ainda não querem contar quem foi o Padre. É muita prepotência da imprensa.

  75. Comentou em 29/11/2005 Javan Kendrick

    Pois que mudem a Constituição. Pois na imprensa também tem safados. Tem no Pt, no Psdb, no Pfl e até em sua família. Não é mesmo?

  76. Comentou em 29/11/2005 Arlindo Barbosa de Lira Lira

    esse pessoal do judiciário, deveriam com a máxima urgência, procurar elaborar uma Lei que venha a punir com penas realmente severas, os politicos ladrões (quase 100%), que levam o nosso patrimônio e que deveria ser destinado para a melhoria de vida do povo brasileiro. VERGONHA GENTE, PROCUREM O QUE FAZER E PELO MENOS FAZER PAREÇER JUSTO OS ALTOS SALÁRIOS QUE GANHAM.

  77. Comentou em 29/11/2005 paulo brito vilar brito

    Jornalistas,juizes,ministros,e demais autoridades são humanas e não deuses, apesar de muitos se considerarem, portanto acho que fontes tem que ser investigadas para saber verdadeiras intenções.

  78. Comentou em 29/11/2005 paulo oliveira

    parabens promotor, estou orgulhoso de no brasil nos termos servidores que nem o srº.

  79. Comentou em 29/11/2005 Javan Kendrick

    O sigilo da fonte é um cancer em nossa sociedade. É isso que estamos vivendo em nosso país, a imprensa preocupada só com o denuncismo, um querendo aparecer mais com o outro, faturar mais que o outro. As grandes questões nacionais ninguém descute. Se isso é democracia, é o lado louco da mesma. São várias as oportunidades em que nada se comprova fica tudo só nas calunias. É uma prerrogativa inaceitável dos que se acham donos da verdade absoluta. Que se publique, porém que se comprove as fontes à justiça. Para qualquer outro profissional é assim. Imagine o quanto vou escutar e receber dos senhores ‘donos da verdade’.

  80. Comentou em 29/11/2005 jorge de azevedo julio

    Esse Dr. Acioly está mal prá caramba na fita,
    precisamos continuar guardando a fonte que nos passou a informação de que ele quer violar a Constituição. Urgente.

  81. Comentou em 29/11/2005 paulo oliveira

    concordo que de nome aos bois,pois sou funcionario do banco central e de acordo de como a noticia e publicada fica parecendo que todo funcionario do bacen e ladrao o jornalista tem mais poder do que o presidente da republica. publica o que quer de qualquer pessoa, com ou sem razao e nao dando o direito da pessoa inocente se defender.

  82. Comentou em 29/11/2005 Charles Emerson Bispo

    Há situações fáticas que geram um conflito entre o direito ao sigilo da fonte e o interesse público, como, adequadamente, situou o exemplo do Procurador com a hipótese de um atentado terrorista, previamente anunciado ao jornalista. Repugna à consciência jurídica, até mesmo se o atentado fosse individual, um homicídio premeditado. Será que em casos extremos assim, dever-se-ia preservar o sigilo da fonte em nome apenas do seu conceito? Não conheço os fatos envolvendo os jornalistas questionados e nem creio que as informações veiculadas por eles sejam propícias a terem o sigilo revelado, o que expõe a outra face da moeda. O certo é que, no tensionamento entre a Lei e a Justiça, a distensão deve ser sempre feita em favor da última.

  83. Comentou em 29/11/2005 Américo Vespúcio Ribeiro de Oliveira

    Aquilo que poderia ser útil para construção de uma sociedade mais justa e segura não o é perseguido. No entanto, interferir nos assuntos profissionais de quem quer que seja parece ser uma boa alternativa para fuga dos entraves maiores à justiça. Esta última alijada de uma discussão mais séria que poderia conduzí-la para uma eficiência maior indo de encontro aos anseios de cumprimento da justiça na acepção da palavra. Parece-nos que a filosofia pós-modernista está falhando em todo o mundo.

  84. Comentou em 29/11/2005 jamil chehab junior

    Concordo em parte com o promotor mas acho que deveria haver um pouquinho de trabalho por parte dos vagabundos que estão em Brasilia. Acho que a quebra de sigilo poderia ser feita se fosse criada uma lei condenando de imediato e sem direito a recursos o denunciado em caso de confirmação do delito.

  85. Comentou em 29/11/2005 PEDRO BAROBOSA Filho

    Se e para vestigar vamos sim envestigar as materias que sao publicadas nos jornais em se tratando de corrupçâo. hora respoter estão falando a verdade porque temer as envestigações.

  86. Comentou em 29/11/2005 PAULO NUNES NUNES

    Não é facil tentar qualquer coisa contra certo jornalista os donos do mundo, os intocaveis, os santos de todos os santos, coragem caro promotor, coragem vai em frente que logo teras muitos seguidores…..

  87. Comentou em 29/11/2005 gilberto gil

    Parabéns ao promotor, até que fim uma luz no fim do tunel contra a banda negra da grande midia…..

  88. Comentou em 29/11/2005 franko Santos

    Como leigo , eu gostaria de saber…
    Será que ‘todos’ os jornalistas são pessoas de conduta moral e ilibada ?Porque somos levados a acreditar em tudo que é publicado é a verdade incontestavel? será que no meio jornalistico não haveria nem um que não fosse 100% honesto ? pelo que vejo e leio atualmente, MUITOS , estão sendo manobrados,a imprensa ficou de tal forma repetitiva e direcionada, que basta ler ou ver uma noticia, porque todas as outras serão iguais,em quase todos os veiculos de comunicação.
    Ao meu ver é como se fosse um cartel.
    Eu concordo com o procurador da Justiça , deve haver alguma maneira de controle , porque se em todas as profissões existem os maus profissionais , porque não no jornalismo? Uma má noticia é capaz de destruir a vida inteira de uma pessoa. Portando , pelo tenho lido, visto e ouvido ,
    atualmente…

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