Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Errei

Por Luiz Weis em 01/08/2007 | comentários

Em 18 de julho, escrevi neste blog:

”Pode ter havido falha humana ou mecânica no pouso do 3054. Mas parece óbvio que se a pista estivesse em ordem o desfecho seria outro: ainda que sobreviesse o pior, ficaria confinado ao aeroporto.”

Hoje, no último parágrafo da mais completa matéria publicada até aqui sobre o conteúdo da caixa preta do Airbus da TAM, o jornalista Fernando Rodrigues escreve na Folha:

”Sobre a pista de Congonhas, as caixas-pretas ainda não encerram a polêmica. Mas o fato de o piloto ter conseguido manter o avião na pista indica que a aderência não poderia estar muito abaixo do padrão”.

Se assim é – e se nenhuma nova informação impuser outra avaliação ao caso – eu errei.

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 02/08/2007 Alexandre Carlos Aguiar

    Então, muito mais humano e sincero, do que aquela colunista da Folha, a tal de Eliane. Ela não se conforma de não haver algo que incrime Lula. Quem sabe ela irá achar alguma culpa no presidente pelo desastre na ponte de Minneapolis.

  2. Comentou em 02/08/2007 Henry Fulfaro

    No dia seguinte ao acidente, assistindo ao vídeo do Air Bus correndo sobre a pista em linha reta por cerca de 1 quilometro e numa velocidade 3 ou 4 vezes superiores ao normal, não sei como alguém, em sã e perfeita consciência, poderia atribuir a culpa ao estado da pista, e isso sem falar que 2 minutos antes uma outra aeronave idêntica tinha pousado sem problemas… Em todo caso, como vi inúmeras vezes e em vários canais um tal de Cel Franco Ferreira, afirmando categoricamente que o fator responsável pelo acidente teria sido a aquaplanagem (quando jamais deveria fazê-lo antes de tomar conhecimento sobre o conteúdo das caixas pretas), como condenar um jornalista por incorrer no mesmo erro?

  3. Comentou em 02/08/2007 Zé Magalhães

    Jornalista açodado não merece desculpas. Antes de soltar o verbo preste atenção no que vai dizer ou publicar. O nosso jornalismo é que anda muito escorregadio, com ou sem chuva.

  4. Comentou em 01/08/2007 Paulo Eduardo Araújo Antonechen

    É incompreensível, é um descalabro! “Errei”. Depois de todos esses artigos – de 1 a 12 abaixo –, que faziam “eco” ao que diziam os meios impressos e televisivos, um “errei”, um misero “errei” e ainda com ressalvas, pois são possíveis fatos “novos”, não é mesmo Weis? E se isso ocorrer, será o retorno triunfante às fileiras do “Coro” de que fala Veríssimo! De tudo o que escreveu em nenhum momento colocou dúvida sobre as informações – que se resumiam: é a pista; culpa do governo federal; etc –, sequer outras perguntas, mas nada, e agora “Errei”, errou nada, operou sim com falsidade, agiu erroneamente, mas com total consciência disso. Soa muito estranho e falso esse “Errei”, teve 11 tentativas de fazer outros questionamentos e não o fez sempre o mesmo “eco”, parecia mais uma caixa de ressonância, e agora, “errei”, tenha paciência.
    1 – A tragédia que deixaram acontecer; 2 – O que fez a diferença na tragédia; 3 – Revelação do JN não inocenta a Infraero; 4 – Laudo do IPT muda visão da tragédia; 5 – Presidente do IPT contesta notícia: ‘Não há laudo liberando a pista’; 6 – Resposta a uma desonestidade; 7 – Por quem os sinos dobram; 8 – Os sem-avião e os seus vizinhos; 9 – ‘Ninguém nunca me falou disso antes’; 10 – Previsão, acusação e opinião; 11 – E agora, Congonhas ficou seguro?; 12 – Errei. Quem acredita no “Errei”, foi mau, só dessa – décima segunda – vez. Até mais, Paulo Edu

  5. Comentou em 01/08/2007 Célio Mendes

    Weis,
    Errar todo mundo erra, médico, engenheiro e porque não jornalistas, o dificil é se reconhecer que errou neste quesito é natural do ser humano fugir da responsabilidade, por isso um gesto como este seu deve ser valorizado, esta de parabens, porem teve muita gente que errou nesta história e em alguns casos a palavra ‘erro’ não traduz exatamente o que ocorreu, aqui mesmo neste observatório tem alguem que deveria fazer tambem uma ‘mea culpa’, porem não creio que a arrogância o permita.

  6. Comentou em 01/08/2007 Iorgeon Haemkel

    Caro Luiz vários aviões pousaram antes daquele que se acidentou. Provavelmente, mesmo que a pista estivesse seca o avião não pararia, já que uma das turbinas estava acelerando. Agora apareceu uma curiosidade, quantas pistas no mundo existem grooving? Ou melhor, quantas no Brasil são dotadas de ranhuras?

  7. Comentou em 01/08/2007 Maria Izabel Ladeira Silva Silva

    É uma pena que toda corja que infernizou a vida do cidadão com essa opera bufa de pista assassina, não tenha a mesma grandeza que o senhor em reconhecer o erro. Vão continuar fazendo propaganda enganosa e fundidndo os miolos do pacato cidadão com o disse me disse sobre a pista. Luiz Weis, acompanhe os nojentos da Globo e Globo News: é o samba do crioulo doido parte II, a missão.

  8. Comentou em 01/08/2007 Paulo Eduardo Araújo Antonechen

    Luiz Weis, se puder leia esse artigo (abaixo) de um colaborador do Observatório da Imprensa – talvez não mais da imprensa –, acho que ele detalha bem o que a imprensa fez e você ressoou aqui com seus artigos.
    E se for do seu feitio fazer favor, retire esse ‘Errei’, causa náusea!
    Se não retirar, faça um artigo sobre a cobertura da imprensa sobre a tragédia com o avião da TAM, analise como foi noticiado, pondere também sobre o que você escreveu, pergunte-se dos “erros” e exageros cometidos, leia seus artigos anteriores e pense e diga alto -quais as perguntas que não fiz? Por que não me questionei para além da pista de Congonhas? Qual deve ser o papel do jornalista? Como passar ou repassar informações?
    Talvez, desta forma seu “Errei” não pareça e não soe tão falso, se apresentando de fato como um acertar. E talvez também, não de mais náusea. Mas se não o fizer, tudo bem, pra você é claro, ressoar o “Coro” deve lhe fazer bem.

    RESCALDOS DA TRAGÉDIA
    A primeira vítima é a verdade. Outra vez

    Por Luciano Martins Costa em 31/7/2007
    http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=444IMQ002

    Até Mais, mas não menos nauseado com esse “Errei”, Paulo Eduardo

  9. Comentou em 01/08/2007 Paulo Eduardo Araújo Antonechen

    É incompreensível, é um descalabro! “Errei”. Depois de todos esses artigos – de 1 à 12 abaixo –, que faziam “eco” ao que diziam os meios impressos e televisivos, um “errei”, um misero “errei” e ainda com ressalvas, pois são possíveis fatos “novos”, não é mesmo Weis? E se isso ocorrer, será o retorno triunfante às fileiras do “Coro” de que fala Veríssimo! De tudo o que escreveu em nenhum momento colocou dúvida sobre as informações – que se resumiam: é a pista; culpa do governo federal; etc –, sequer outras perguntas, mas nada, e agora “Errei”, errou nada, operou sim com falsidade, agiu erroneamente, mas com total consciência disso. Soa muito estranho e falso esse “Errei”, teve 11 tentativas de fazer outros questionamentos e não o fez sempre o mesmo “eco”, parecia mais uma caixa de ressonância, e agora, “errei”, tenha paciência.
    1 – A tragédia que deixaram acontecer; 2 – O que fez a diferença na tragédia; 3 – Revelação do JN não inocenta a Infraero; 4 – Laudo do IPT muda visão da tragédia; 5 – Presidente do IPT contesta notícia: ‘Não há laudo liberando a pista’; 6 – Resposta a uma desonestidade; 7 – Por quem os sinos dobram; 8 – Os sem-avião e os seus vizinhos; 9 – ‘Ninguém nunca me falou disso antes’; 10 – Previsão, acusação e opinião; 11 – E agora, Congonhas ficou seguro?; 12 – Errei. Quem acredita no “Errei”, foi mau, só dessa – décima segunda – vez. Até mais, Paulo Eduardo

  10. Comentou em 01/08/2007 Cid Elias

    Luiz Weis, o Senhor é gente! Parabéns! Posso discordar de suas opiniões, mas o admiro por te revelares possuidor de duas das qualidades mais nobres de um ser humano: caráter e humildade. abrç Cid

  11. Comentou em 01/08/2007 Carlos N Mendes

    Caro Luiz, o ‘errei’ é o elemento mais ausente do jornalismo nacional nos dias de hoje. Se metade dos erros cometidos nas redações fossem sucedidos por ‘erreis’, não haveria a metade da fúria que se vê contra a imprensa neste OI. O ‘errei’ é a diferença entre o caráter e a cegueira do dogma. O ‘errei’ é a descida do pedestal que a imprensa breasileira precisa realizar – a internet vai atropelá-la e nem vai olhar para atrás. O seu erro sequer foi confirmado e mesmo assim, isso te incomodou o suficiente para dizer ‘errei’. Não se trata de humildade (nem sei se existe isso), mas de coerência. Obrigado por mostrá-la a todos nós.

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