Quarta-feira, 23 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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CÓDIGO ABERTO > Desativado

Escondendo (de novo) o padre Júlio

Por Luiz Weis em 22/02/2008 | comentários

Toda hora, ou quase, a mídia dá motivo para se condená-la por acusar aos berros e se retratar aos sussurros.


Nesse sentido, o modo como a Folha tratou o caso do padre Júlio Lancelotti merecia ser ensinado nas escolas de jornalismo – como um exemplo a não se imitar.


No domingo, 28 de outubro, o jornal deu na primeira página:


“Ex-interno diz que fazia sexo por dinheiro com padre” [ver aqui].


Na quinta-feira, 8 de novembro, a mesma Folha – mas nunca, jamais, onde já se viu, na primeira página – noticiou a conclusão da polícia de que “padre Júlio sofreu extorsão”.


A omissão, contrastando constrangedoramente com a apelação anterior, foi registrada neste blog [ver aqui].


Para explicar a disparidade de tratamento, o jornal poderia alegar, forçando a barra, que a conclusão policial não seria necessariamente o fecho do caso, apenas uma etapa no processo de esclarecimento dos fatos. Afinal, informava a matéria, “o inquérito será analisado pelo juiz Júlio Caio Farto Sales”, que “poderá pedir novas investigações, caso considere as provas insuficientes’.


Hoje, reincidente, alegaria o quê? Em oito linhas praticamente caíndo de uma página interna do caderno Cotidiano, o jornal dá que “o Ministério Público de São Paulo considerou o padre Júlio Lancelotti vítima de extorsão” e que “a condenação deve sair na semana que vem”.


Fácil imaginar o que a Folha faria se o Ministério Público considerasse que não houve extorsão nenhuma na história – e que o religioso, como o jornal proclamou naquele domingo de outubro, o dia em que mais vende, de fato pagava por sexo com um ex-interno, segundo acusação deste.


E a azeitona nessa empada podre é que a notícia de hoje na Folha chegou atrasada: as conclusões do Ministério Público já estavam ontem no Estado.

Todos os comentários

  1. Comentou em 26/02/2008 Cid Elias

    Lembro aos modernos inquisidores abaixo, que a Idade Média e seu Tribunal do Santo Ofício fazem parte do passado. Quem conduziu as investigações, foi algum Ministro?
    Quem manda na Polícia do Estado de São Paulo? O Lula ou o serrassuga? Convenhamos, o serracard jamais iria ‘amaciar’ sabendo que o padre era ‘ligado ao Lula’, segundo afirmou o maxwell, testemunha-chave do caso. Moral da história: os paulistas que elegeram o serravampi não confiam nas instituições por ele comandadas, portanto não confiam no próprio. Tenho uma sugestão pros que querem ver o padre arder na fogueira, de preferência em alguma praça dos Jardins. Basta levar o max susuel pra prestar depoimento que o Pe Júlio pegará pena máxima, né mesmo?

  2. Comentou em 26/02/2008 jorge antonio Ferreira

    Se o padre fosse tão inocente como dizem agora (só falta a beatificação dele em vida), porque demorou tanto para denunciar o desafeto.
    Só denunciou porque a conta estava ficando cara demais?
    Pensem a respeito.

  3. Comentou em 26/02/2008 jorge antonio Ferreira

    Se o padre fosse tão incente como dizem agora (só falta a beatificação dele em vida), porque demorou tanto para denunciar o desafeto.
    Só denunciou porque a conta estava ficando cara demais?
    Pensem a respeito.

  4. Comentou em 25/02/2008 Ivan Moraes

    ‘você ‘descobriu´ que eu não sou comunista, nem socialista, nem petista, nem tucano, que sou de direita mesmo’: entao faz uma propagandinha e fale o nome do seu partido, ja que ninguem importa mesmo.

  5. Comentou em 25/02/2008 Thomaz Magalhães

    Então, Cid Elias, você ‘descobriu´ que eu não sou comunista, nem socialista, nem petista, nem tucano, que sou de direita mesmo e ficou maravilhado. Anda feliz da vida a destacar trechos do que escrevo. Eu agradeço a gentileza, mas não precisa tanto empenho. Há um link ‘aquivos anteriores’ com todas as matérias desde 2003. Uma olhada lá constata que toda madrugada de sábado publico a coluna do Mainardi, a não ser quando ele não fala mal do PT. A foto dele entra e sai, na medida que preciso espaço no editor durante a semana para outras. E volta no arquivo todo quando a republico com as colunas novas. Obrigado pela força e fique à vontade para fazer propaganda.

  6. Comentou em 24/02/2008 Luiz Lima da Silva

    E dá-lhe Escola Base.

  7. Comentou em 24/02/2008 cid Elias

    thamaz magalhães, não me tires pra besta…’Passar o registro por e-mail’? AFIRMO que o post inserido por ti em 30/09/2006 00:44, NÃO TRAZIA referência alguma de ter sido escrito pelo diogo mainardi! O sr, vendo a casa cair, INSERIU, HOJE, o nome deste outro golpista. Queres a prova? Eu tenho, porque copiei a página toda dois dias atrás, e mostro pra quem quiser. Portanto, se o artigo foi escrito pelo mainardi, isto fica irrelevante, pois assim não informastes. Apenas publicastes como se fosses o autor, obviamente por concordares com tudo. ‘Esquecestes’ que mentira tem perna curta? Confesse que querias muito ter sido o autor do texto-crime…Eu te pergunto: aprendestes a lição? Aproveitando o ensejo, mais demonstrações do ‘norte moral’ do titular do trem azul:
    ‘Animado com a dianteira de Luiz Inácio nas pesquisas eleitorais, o bandoleiro assaltante José Rainha ‘informou’ que as invasões, furtos, roubos, assaltos e depredações de propriedades alheias serão retomadas assim que se confirmar a vitória do petista.’ Viram como o thomaz é um cara correto? Outra:’Lula que se dê por satisteito se mostrar que não é o chefe do bando’, combina beeeem com o texto-crime, não acham? E esta: ‘A coroação da obra petista veio na forma da maior roubalheira sistemática a que o país já assistiu.’ Tem muito mais, é só acessar o trem azul, PELO blog-se, não direto. Os ataques aos gays são D+, e tb

  8. Comentou em 24/02/2008 jose ubiratan solino

    pois é, meu caro: os jornalões, como nesse caso, é que dão razãoà Lei de Imprensa da diadura, agora parcialmente revogada por um ministro do stf que pareceu louco para falar sob holofotes. Logicamente sou contra muita coisa da lei de imprensa que resiste, mas agora, não podendo ser processados, como agirão os órgãos de comunicação que não respeitam as pessoas, mesmo as que são respeitadas como o padre lancelotti?

  9. Comentou em 24/02/2008 Carlos Rubens Montes Pinto

    Prezados Senhores:
    A matéria do Jornalista Luiz Weiss procede, uma vez que a ‘imprensa’ brasileira, em determinadas ocasiões, promove uma verdadeira ‘caça as bruxas’ e, detona com acusações infundadas qualquer denúncia que se faz neste país. A imprensa antes de tudo deve ser investigativa, e não sair as pressas para dar notícias sem antes comprovar os fatos. Uma pessoa como Padre Júlio, que tanto fez e faz por este país, não deveria ser colocada em cheque, em dúvida, antes de qualquer prova, ainda mais quando se trata de acusações partida de BANDIDOS, como foi o caso. É fundamental que haja uma ética jornalística, antes de se fazer ou publicar julgamentos apressados e, sem nenhuma prova; principalmente quando quem faz as acusações não merece qualquer credibilidade. Se for assim que ensinam as escolas de comunicação, estamos fadados a ser vítimas, antes de qualquer prova material. Penso que a se continuar dessa forma, os jornais estarão fadados a extinção. Como mudar esta situação. Até que ponto as empresas farão o que é correto, divulgar informação após comprovação dos fatos. Ou o interesse mesquinho de se vender ‘notícias’, persistirá?
    Atenciosamente.

  10. Comentou em 24/02/2008 Paulo Ribeiro

    Vamos aguardar mais detalhes. Onde há fumaça há fogo. O padre pode não ser culpado este caso específico, embora haja pontos mal explicados. Por que ele não deu queixa antes? Estranho, muito estranho….

  11. Comentou em 23/02/2008 Thomaz Magalhães

    Veja que coisa, seu Cid Elias. Fruto de ‘investigações’ que você vem fazendo sobre minha pessoa, me atribuiu a autoria de um texto, que começa assim, em sua versão original: ‘Estou aqui. Em Jacarepaguá. Rede Globo. Comendo bisnaguinhas com presunto e queijo. Quantas já comi? Seis? Sete?’ Seu autor é Diogo Mainardi, na edição número 1976 da revista Veja. O título é ‘Um golpista sem farda’. Eu achei que você não escolheu, pensando em mostrar minha agressividade contra a [ ], o melhor trecho da matéria do Mainardi. Há, logo em seguida a esse pedaço que você pegou, uma parte mais contundente, que para mim é mais divertida. É esta: ‘É a lei. José Dirceu, Marco Aurélio Garcia, Ricardo Berzoini e Tarso Genro já declararam que aplicar a lei contra Lula é golpe. Tarso Genro alertou para o risco de um ‘golpe branco’, um ‘golpe eleitoreiro’, um ‘golpe jurídico’, um ‘golpe brando’. (…) Depois de legitimar o roubo, o lulismo está conseguindo legitimar o golpe de Estado.’ Pois é, Cid Elias. Em tempo, recebi 11 emails de leitores meus que estavam aqui pelo Observatório, desvendando a informação sobre essa matéria que você apontou como minha. O pessoal é esperto, e eu sei disso. Aproveite a lição.

  12. Comentou em 23/02/2008 Thomaz Magalhães

    Peço-lhe uma gentilza, Cid Elias, use thomaz@thomazmagalhaes.com e me passe o registro – endereço, data e horário – do texto aí abaixo que você me atribuiu. Na internet os posts sempre têm registro. Obrigado pela atenção.

  13. Comentou em 23/02/2008 Kleber Carvalho

    Thomaz Magalhães jornalista (?), por acaso você é proprietário do blog ´TREM AZUL´????

  14. Comentou em 23/02/2008 paulo castro souza

    No minimo esse jornalista Luis …deve ser viado igual ao padre e fica tentando fazer a opiniao publica …viadao fazer troco troca com padre o bichona

  15. Comentou em 23/02/2008 Cid Elias

    Grande Orair, esqueci de te agradecer…Concordo contigo, o Leonardo foi preciso ao comentar sobre a praxe imprensaleira de não respeitar a presunção de inocência. A opinião do advogado Leonardo é semelhante à das pessoas que perceberam a tática golpista do pig, pseudo-notícias que permitam condenar cidadãos ‘alinhados’ com o Governo Federal = grandes manchetes, grandes campanhas orquestradas. Quando a verdade vem à tona, revelando os abusos e os crimes de calúnia e difamação cometidos pelo pig = o que era grande vira ‘nano-jornalismo’ abrç

  16. Comentou em 23/02/2008 Carlos N Mendes

    Bem, Weis, depois que o judiciário decidiu que o responsável, no caso de algum nome ser jogado na lama, é o redator do inquérito policial e não órgão de imprensa que divulgou o nome do suspeito aos quatro ventos (‘Retrato Fiel’ e ‘Mídia & Justiça’, OI, 12/02/2008), basta a Folha contratar um advogado que saiba ao menos o que quer dizer jurisprudência – e aí todos na redação vão dormir com os anjinhos.

  17. Comentou em 23/02/2008 ivan buratto

    Caros senhores,
    Não sou tão letrado quanto a maioria dos que aqui estão a externar suas opiniões porém não posso me omitir. Óbvio que a Igreja católica está envolvida nesta situação. O dinheiro veio de onde?? De uma ONG custeada pelos contribuintes. Para onde foi?? Ninguém sabe, so sabemos que parte disto foi parar na mão destes ‘fascínoras’ que tentaram extorquir o Padre. Será que foi isso mesmo?? A igreja católica está envolvida em sujeiras desde a época do descobrimento quando sob a égide de catequizar os índios apoderou de terras. Quando em nosso País tivermos apurações honestas eu pedirei desculpas ao Padre pessoalmente. A quem interressaria a condenação do Padre com tantos envolvidos nos desvios de dinheiro de ONG´s. Lógico que vão aliviar sempre em favor dos reais culpados. A questão de padres envolvendo-se com homossexualismo não é de hoje. Só não podemos fechar os olhos para a realidade e tentar divagar pelas frases colocando a culpa na mídia. Lembremo-nos inclusive que a mídia ajudou a denunciar diversas atividades ilícitas dentro de governos, prefeituras etc… através de notícias sensacionalistas ou não.

  18. Comentou em 23/02/2008 José Orair Silva

    “acusar aos berros e se retratar aos sussurros”. Excelente observação do comentarista Leonardo. Compreendemos perfeitamente que no dia a dia das redações, principalmente dos jornais diários, inexistem as condições ideais para checar adequadamente cada notícia, até porque o concorrente poderá não ter a mesma preoocupação; todavia a retratação aos sussuros denota realmente uma falta de cárater e um excessivo desprezo pelos seres humanos pisoteados.

  19. Comentou em 22/02/2008 Cid Elias

    Gosto de saber com quem estou debatendo. Aparecem comentaristas do nada, se achando os mais ‘onestos, iZentos e iNparciais’ do universo, e descem a lenha em tudo e todos que não rezam pela sua cartilha GOLPISTA. Por este motivo, revelo trechos dum pseudo-artigo expelido por um destes vestais da ética, que é o exemplo perfeito do comentarista ‘denorex’, parece, mas não é! Vejamos a que ponto [ ] conseguiu chegar o jornalista(?) thomaz magalhães: ‘Quero que Lula perca. Mas perder ou ganhar é igual. Se ele perder, tem de ser cassado. Se ele ganhar, tem de ser cassado. O comando da campanha eleitoral de Lula foi pego com dinheiro sujo. Quem é pego com dinheiro sujo deve ser punido. Os lulistas sabem que o Tribunal Superior Eleitoral acabará pedindo a cassação do mandato de Lula……O golpista Mainardi se entrincheira com seus leitores. Do outro lado da barricada, o lulismo. Falta-nos apenas um comando. Um general bigodudo e truculento. O segundo mandato de Lula será melhor do que o primeiro. Pelo menos para nós, golpistas. Um fato nós já sabemos com certeza: está rolando um bocado de dinheiro sujo na campanha eleitoral. Aquele mesmo dinheiro sujo que seria usado para comprar o depoimento fraudulento dos Vedoin. Procurando um pouquinho, no segundo mandato poderemos encalacrar um petista por semana.’ -PRESTEM ATENÇÃO NISTO QUE O thomaz DIZ AGORA- ‘O golpe dará certo.’

  20. Comentou em 22/02/2008 salete pretto

    A sociedade civil brasileira nunca teve competência para educar, ela só têm competência para o ‘mais fácil’ que é o de culpar.Mas esses senhores que culpam sem provas, só sentirão sua irresponsabilidade quando o acusado for de sua família.Aliás, esses senhores só sentem alguma coisa em dois lugares: no seu bolso e na própria carne.

  21. Comentou em 22/02/2008 Cid Elias

    Engenheiro(?) max suel, após ler atentamente teu ‘depoimento’ sobre o caso do Padre Júlio, por sinal deveras contundente, onde aparentas ter sido íntimo do acusado, visto a riqueza dos detalhes, fiquei preocupado. A bem da verdade, se alguma pessoa envolvida no caso ler teu depoimento, irá concluir que és testemunha ocular imprescindível para a condenação(justa) do criminoso de batina. Portanto, Max Suel, remeterei este teu depoimento à Secretária de Segurança de Sp e ao MP, para que reabram o processo. Certamente irão lhe arrolar como testemunha de acusação. Ah não…me lembrei que o senhor não é o senhor que diz ser. Porém, imagino que pelas demostrações de apreço à justiça, pelas provas testemunhais por ti relatadas, e o MELHOR de tudo, porque trata-se de um ‘…padre ligado ao pres Lula envolvido em casos escabrosos envolvendo…’, lógico que o senhor não fará objeções e fornecerá seus dados reais. Seria o mínimo que um cidadão, consciente como o sr quer parecer, poderia fazer para colaborar com a limpeza da sociedade, né mesmo? Sabiam que o max suel – engenheiro – sp, só existe em dezenas de ocorrência no OI e em UMA no cidadania.com?(podem conferir fazendo todo tipo de busca). Com a palavra, a testemunha-chave de mais um crime envolvendo o Presidente da República, depoente Ma Suel dos anzóis:

  22. Comentou em 22/02/2008 Maria de Fátima Araujo de Morais

    Está autorizada a publicação do meu comentário.

  23. Comentou em 22/02/2008 Maria de Fátima Araujo de Morais

    Há muito tempo a Folha deixou de ser a FOLHA.
    Mantém medalhões como Clovis Rossi e Janio de Freitas eu não sei o por quê.
    Faz dessa maneira com o padre e publica páginas de declarações favoráveis ao jornal no imbróglio com a IURD.
    Não tenho mais paciência com a Folha.

  24. Comentou em 22/02/2008 Alexandre Carlos Aguiar

    Não, não. Algumas coisas são dignas de filmes de Jim Carrey. Autêntico pastelão. Então quer dizer que o processo do padre é tratado como ‘de segurança nacional’. Alguém anda fumando orégano. Só pode ser.

  25. Comentou em 22/02/2008 thomaz magalhães

    Faz lembrar quando, no calor do escândalo, tivemos reportadas nos jornais cenas de tensão (ten), como tapas na cabeça e berros ao telefone; e também de alegria como a contada pelo vendedor de carros, quando da compra do reluzente na agência, todo mundo feliz. Certamente nessa época o padre não sentiu vontade de tocar o coração do protegido ex-detento, que o extorquiu durante uns cinco anos. E agora, que o caso corre sob segredo de justiça, feito aqueles que implicam em segurança nacional, estamos aqui a julgar se a imprensa (janela) tem culpa pelos fatos (paisagem).

  26. Comentou em 22/02/2008 Alexandre Carlos Aguiar

    Compreendi, sr. Max Suel. Compreendi perfeitamente o seu comentário.

  27. Comentou em 22/02/2008 Max Suel

    Ao Sr. Alexandre: favor ler com atenção o que eu escrevi. Eu não acusei / condenei o padre. Eu disse que o caso ainda resta obscuro, pois várias perguntas relevantes não foram respondidas.
    Ao estalajadeiro da terra de Fagner (cabra bom e consciente): sei o tipo de pessoa que é o padre; sei de seu trabalho junto ao povo da rua, sei de sua ONG patrocinada pela prefeitura de SP. Sei também que ele falou ao celular (na calçada de um rua onde está localizada uma casa da ONG) e usou palavras de baixo calão, e em seguida apareceu um rapaz a quem o padre deu uns tapas na cabeça, dizendo que ele tinha demorado. Sei que isto é circunstancial, mas é no detalhe (na minudência) que aprendemos a conhecer as pessoas. Lógico que para um escravo de ideologia, fruto do mesmo POMAR, não fica bem que um padre ligado ao pres Lula esteja envolvido em casos escabrosos envolvendo menores e maiores (não estou dizendo que o padre é culpado de nada, mas permanecem as perguntas não respondidas no caso em questão); o que o obriga (ao escravo ideológico) a absolvê-lo de antemão; usando a velha tática de atacar quem questiona o fato. Ainda ao estalajadeiro: só faço comentários aqui no OI; o tempo é curto.

  28. Comentou em 22/02/2008 Leonardo Candido Bastos

    A presunção de inocência do padre Júlio Lancelloti foi desrespeitada pelo exercício abusivo da liberdade de imprensa! Resultado: a reputação do clérigo, totalmente conspurcada! Argumentavam que o trabalho social dele não poderia absolvê-lo, porém o condenaram sumariamente, sobretudo por causa de suas opiniões e ligações políticas! Os sectários de direita tiveram orgasmos durante o episódio! Como as coberturas jornalísticas eram de um padre de esquerda, consideraram-na equilibrada! “Aos amigos tudo, aos inimigos a lei!” Pois bem. Eis o resumo do péssimo jornalismo empregado: “acusar aos berros e se retratar aos sussurros”.

  29. Comentou em 22/02/2008 Cid Elias

    Meus sinceros parabéns Weis! Este sim é um exemplo perfeito de como observar a imprensa. Só lamento que não mantenhas este padrão o tempo todo…O interessante deste artigo, é que as figuras que comentaram abaixo, estão perdendo tempo nas atividades que exercem. Eles sabem mais que a polícia do serracard e NÃO confiam na polícia do serracard, e contestam a justiça do serracard quando não condena quem eles já condenaram, baseados em informações do pig. Depois de feitas as investigações, cumprido o processo legal, testemunhas, provas, etc., os comentaristas-doutores do OI continuam com a ladainha estilo ‘inquisidores modernos’, que o caso ainda está ‘obscuro’, duvidam do trabalho da polícia, do judiciário e de quem se atrever a NÃO condenar o Padre Júlio, o qual eles não têm a mínima idéia do tipo de pessoa que é, da história de vida que ele tem, nem dos tantos relatos ditos por pessoas sérias solidários a ele. Escola base II, é o que defendem. Faltou acusarem a polícia de São Paulo de ser ‘petista´, só isso.

  30. Comentou em 22/02/2008 Alexandre Carlos Aguiar

    Pois é, Sr. Evanir e Sr. Max Suel. Podemos dizer que os senhores são corruptos. Podemos dizer que um familiar seu saiu de uma loja com produtos roubados. Podemos dizer que, no passado, vocês cometeram atos, digamos, suspeitos com crianças. Podemos? Podemos sim. Basta alguém não ir com a cara dos senhores e lançar isso, sem mais nem menos. Até eu posso ser acusado do que alguém quiser, basta não ir com a minha cara. Quero dizer, antes, que eu sou ateu, não tenho nada a ver com igrejas, por sinal as abomino. Todas, sem exceção. Mas, enquanto a Justiça não der o seu parecer para esse caso, o tal padre tem todo o direito de ser encarado como inocente. Fica muito feio acusar os outros por má vontade, por uma leve suspeita. Isso é fuxico e fulanização e pessoas sensatas não tem esta postura.

  31. Comentou em 22/02/2008 alfredo sternheim

    Discordo, no caso do padre Julio, a Folha tentou cobrir o assunto de ambos os lados: do padre e dos acusados de extorsão. Não houve juizo de valor, mas não se deve blindar o padre por causa de sua obra social. E por causa de sua obrasocial, a questão ainda precisa ser mais esclarecida, está obscura como aponta aqui o leitor Max . Ainda causa estranheza a alta soma dada pelo padre aos autores da chamada extorsão, o porque da extorsão, o porque de sua concordancia com a extorsão, a fonte de tanto dinheiro, a presença do padre na compra do luxuoso carroo… Não sabemos, via imprensa, o que aconteceu com os acusados. O fato é que a sombra de uma dúvida (título de um filme de Hitchcock ) paira sobre o caso. Weis, você foi injusto coma Folha , mas poderia cobrar outras blindagens desse jornal e do Estado.

  32. Comentou em 22/02/2008 Marco Vitis

    Essa é a Liberdade de Expressão e a Liberdade de Imprensa que os proprietários dos veículos de propaganda defendem. Usar o enorme poder da Comunicação Social para destroçar reputações. Impunemente. Cadê a ABI, a OAB e o CNJ para defender o Padre Júlio e atacar a Folha ? Cadê o Ministério Público que permite essa torpe manipulação da Informação ?

  33. Comentou em 22/02/2008 Evanir JR

    Está falando sério? Este caso para mim é mais do que claro. O ‘padre’ deu dinheiro (MUITO!) para calar aquele que sabia demais sobre ele. Há que se ser cego para não ver o óbvio. A cegueira é uma questão de vontade.

  34. Comentou em 22/02/2008 Max Suel

    Este caso, para mim, continua obscuro. Várias perguntas ainda não foram respondidas: Por que o padre deu tanto dinheiro (quantia expressiva) ao rapaz ? De onde o padre tirou o dinheiro que deu ao rapaz? Se houve extorsão, que fatos o padre não queria que aparecessem ? Como ficou a situação dos acusados? ….. Tudo ainda é muito estranho neste caso. Eu tenho testemunho de quem ouviu o padre usando palavras de baixo calão em ligação em celular, não condizentes com a imagem que ele projeta. Este caso não me parece com o da Escola de Base.

  35. Comentou em 22/02/2008 Renato Santos Passos

    Nesse caso do padre Julio há mais dúvidas que certezas (pelo menos pra mim). De qualquer modo, seu post discute a maior ou menor ênfase dada a certas etapas do caso. Como ficam, então, os casos de boicote total à notícia? Exemplo: o filho de FHC com Mírian Dutra. Exemplo mais recente: a doença de Mercadante. Ou muito me engano ou caiu sobre ela um ruidoso silêncio da imprensa. Por que?

  36. Comentou em 22/02/2008 Alexandre Carlos Aguiar

    Embora Luiz Weis e todos que apelam para a democracia plena queiram, este caso não será ensinado nos cursos de jornalismo. Aliás, temos vários, é só olhar para a prateleira. Nessa semana está rolando mais um, o caso do ex-treinador da nadadora Joana Maranhão. Se for verdade, que se condene o instrutor. Mas quem deve fazer isso é a Justiça, só ela, e não as 1as. páginas dos jornais. Seria mais cômodo e menos traumático que se instalasse uma guilhotina em praça pública e os Robespierres das redações puxassem as cordinhas da lâmina.

  37. Comentou em 22/02/2008 Edson Sousa

    Que tipo de reparação deveria a Folha dispor ao Padre Júlio depois da desproporcionalidade dessa cobertura? Cade vez mais a Folha mancha sua reputação. Deveria ter mais cuidado em sua condução jornalística.

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