Domingo, 17 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Estadão lança Lula III

Por Luiz Weis em 24/01/2007 | comentários

Funciona assim:

O jornal publica uma entrevista sem pé nem cabeça com um um cidadão credenciado por um currículo que confere autoridade ao que tenha a declarar no seu campo de trabalho.

O cidadão, que no caso, aliás, merece mais respeito do que as respostas que deu ao repórter, afirma uma enormidade sem fundamento algum nos fatos. O jornal a destaca no título, ainda piorada, porque sem as ressalvas com que o entrevistado, que tem um nome a zelar, tratou de cercá-la.

Publicada a cascata, como se diz na gíria da profissão, o jornal manda a campo os seus repórteres para ecoá-la, tentando transformar um factóide num fato. E pronto: lá está o chute nas núvens alçado à condição de golaço, coisa séria a que o leitor deve ficar atento. Afinal, deu no jornal – e não num jornal qualquer.

E assim, de repente, não mais que de repente, da calma se fez o vento. E da fumaça, fogo.

O jornal em questão é O Estado de S.Paulo. O entrevistado, o cientista político (USP e Unicamp) Leôncio Martins Rodrigues. O assunto, apresentado na primeira pergunta do repórter Gabriel Manzano Filho, é ‘o impacto político do anúncio do Plano de Aceleração do Crescimento’.

Ele diz o que acha e conclui que ‘é difícil falaramos em um governo novo’. Até aí, tudo bem – o leitor que julgue se o professor sabe o que diz. Mas, na resposta à pergunta seguinte, ele afirma acreditar que o PAC está ‘no âmago de uma estratégia futura’. Naturalmente, o repórter pergunta que estratégia é essa. [O certo seria ele usar o verbo no condicional – seria – mas isso é detalhe.]

E aí vem: ‘A que [sic], no decorrer do governo, crie e mantenha condições para que o presidente, no devido tempo, comece a trabalhar por um terceiro mandato.’

‘Então’, volta o repórter, ‘o PAC é uma estratégia destinada a garantir o continuísmo?’ [Ele podia ter perguntado se o entrevistado dispunha de alguma informação a respeito, algum fato objetivo que amparasse a sua opinião, mas deixa pra lá.]

Segue-se uma longa resposta que só engata com a pergunta na primeira frase: ‘Não digo isso, porque um projeto assim depende de uma quantidade enorme de viariáveis e é impossível prever cenários para daqui três ou quatro anos.

O lógico seria o repórter devolver: ‘Se o senhor não diz que o PAC é uma estratégia de continuísmo, por que disse que está no âmago de uma estratégia que seria a de o presidente começar a trabalhar por um terceiro mandato?’

Mas ele preferiu dar corda às especulações do professor, a ponto de, a certa altura, este se precaver: ‘Volto a dizer: não estou prevendo que isso acontecerá. Estou advertindo para que os analistas e os eleitores pensem nisso com seriedade.’

Seguem-se abobrinhas de parte a parte. Publicada, com uma enorme foto do entrevistado, a matéria ocupa 3/4 de uma página que dá ibope, porque ao lado está a coluna de Dora Kramer. Título pá-pum: ‘Estratégia é criar condições para um terceiro mandato’. Sub-título: ‘Analista acha que Lula, dependendo do cenário político, pode tentar mudar a Constituição para ganhar mais 4 anos’.

O ‘pode’ e o ‘dependendo’ empalidecem perto das palavras ‘estratégia’, ‘terceiro mandato’ e ‘analista’.

Se ficasse por isso mesmo, já seria muito. Mas qual o quê! Hoje, o mesmo Estadão ocupa quase todo o espaço útil de uma página com ‘repercussões’. A primeira tem um título e um sub primorosos: ‘Tese de mais 4 anos para Lula inquieta a oposição’ e ‘Mas avaliação é de que PAC é muito tímido para embalar esse projeto’.

Deu para perceber? A oposição está ‘inquieta’, mas ganha espaço para bater no PAC, que não a inquieta.

A segunda matéria volta aos especialistas, com título e sub do gênero sim, não, talvez, todavia, emboramente, contudo – mais conhecido como nó em pingo de água: ‘Para especialistas, muitos fatores pesarão até 2010’ e ‘Pacote seria aposta estratégica, dizem eles, mas depende de variáveis difíceis, como mudar Constituição’.

Dos quatro cientistas políticos ouvidos – pela ordem de entrada em cena, Lourdes Sola, Francisco Weffort, Fábio Wanderley Reis e Celso Roma – só ela concorda que o PAC ‘é uma aposta estratégica de Lula’. Diz: ‘Movimentos [por um terceiro mandato] podem ser feitos não só por Lula, mas também com a construção de apoios através de mobilização de movimentos sociais.’

Weffort, ex-petista, ex-ministro de Fernando Henrique, que não é bobo nem nada, se precavém. Segundo o jornal, destaca que o próprio autor da idéia impõe tantas condicionantes que fica difícil examinar a questão. E, entre aspas: ‘Acho que na conclusão sobre as chances de Lula tentar o terceiro mandato seguido há um excesso de antecipação no tempo.’

Fábio Wanderley Reis, da UFMG, argumenta que qualquer político se dispõe a montar em cavalo que passa arriado, prontinho, sem custos nem riscos. Mas, no que interessa, fulmina: as chances ‘são muito pequenas, mesmo que se leve em conta a existência, no PT, de um grupo que sempre buscou um poder hegemônico’.

Por fim, Celso Roma, da USP, acha que o desejo real do governo, com o PAC, é viabilizar um candidato daqui a quatro anos – ‘não necessariamente o presidente’. E, ‘se esse nome será o próprio Lula, ainda não dá para dizer’.

Agora, é de perguntar: justifica-se jornalisticamente todo esse barulho por nada?

Não, não se justifica. Mas tem um ‘pequeno detalhe’:

O argumento do ex-presidente Fernando Henrique para a oposição não dar mole a Lula II é o de que ela precisa evitar o Lula III. Ele acha, ou diz, que o presidente tem, ou pode ter, a intenção de fomentar uma mudança constitucional acabando com a reeleição no país. Se a emenda passa, zera-se o jogo. E Lula sai candidato sob regras novinhas em folha.

Lula, pode, ou não, sonhar com isso. Mas, se sonha, parece que não repartiu o sonho com ninguém. Se repartiu, ninguém passou a inconfidência adiante, a ponto de ela chegar à soleira da mídia.

Ou seja, a base factual da hipótese é tão sólida como o túnel da estação Pinheiros do metrô de São Paulo.

Se assim é, vai ver o ex-presidente julga os outros por si mesmo. Eleito para um mandato único de quatro anos, ele patrocinou a aberrante emenda que instituiu a reeleição já para o período seguinte – e não, como seria justo e democrático, para vigorar a partir do mandato seguinte ao seu.

Leôncio Martins Rodrigues é um intelectual íntegro e de grande talento, julgue-se como se queira a sua trajetória ideológica. É indispensável que isso fique claro, para que não ocorra a alguém que ele está fazendo o jogo de Fernando Henrique, seu ex-colega, de quem é amigo próximo.

Mas sobre o que fez o Estadão acolher o ectoplasma que acolheu, com todo esse destaque, ontem e hoje, só se pode especular.

Em tempo: escrevi este texto antes de ler Dora Kramer hoje. Título: ‘É difícil, mas não é impossível’. Destaque: ‘Brecha para o terceiro mandato de Lula poderia surgir na proposta do fim da reeleição.’

Não tem perigo de melhorar.

P.S. Ainda o Estadão [Acrescentado às 16h30 de 24/1]

A matéria do Estado de hoje que trata do relatório da ONU sobre o aquecimento global, a ser divulgado em Paris no próximo dia 2, cita, a propósito do vazamento de versões do texto ainda sujeitas a mudança, um dos participantes do trabalho, Jerry Mahlmann, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos.

Segundo o jornal, ele teria dito que os responsáveis pelos vazamentos são pessoas que buscam elementos para aumentar o medo e a apreensão da população.

Meia verdade.

O que ele disse – e o New York Times publicou sábado passado – foi que essas pessoas escolhem para vazar as passagens que lhes interessam por ser ou as mais assustadoras ou as mais tranquilizadoras do relatório.

A verdade toda faz toda a diferença.

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 26/01/2007 André Martins

    O Estadão é uma empresa privada tentando dar lucro, eles têm o nicho de mercado deles e o conhecem muito bem. Pedir que o Estadão noticie os fatos de forma isenta seria como pedir que a Coca-Cola vendesse o Guaraná Antártica para seus consumidores.

  2. Comentou em 26/01/2007 Hélio Amaral

    É engraçado, fala-se que Lula quer ser ditador desde sua posse em 2002, mesmo que nada do que fez na vida demonstrasse isso. No fundo, um operário presidente já é, em si, uma ditadura para nossos histéricos comentaristas. Eles parecem que vivem em outro mundo. Não são capazes de dizer nada que não seja preconceituoso. Agora andam partindo para a ofensa pessoal. Basta ler os artigos de Kujawsky no ‘Estadão’: ENERGUMENO! Sim, chamou o presidente assim! Ou de Demétrio Magnoli, que disse que Lula quer tornar o Brasil um país racista! Ah ‘Estadão’, como pode chegar a este nível…

  3. Comentou em 25/01/2007 carlos alberto

    Weis,
    Só em saber que opósição e grande mídia estão preocupados com a possibilidade de LULA III, começa a me agradar essa possibilidade…

  4. Comentou em 25/01/2007 Marnei Fernando

    Uma fonte inesgotável de achismos e factoidísmos na mídia brasileira é o bloguista Reinaldo Azevedo da Veja… A cada post que o nobre senhor posta é mais uma fumaça que ele transforma em manchete… O cidadão é amigo do Jungmann… íntimo do Mainardi… E fiel discípulo de FHC… E ora Veja… trabalha na Veja ou pra Veja… O cara é o cúmulo do egocentrismo… tem vaidade pra deixar o Clodovil no chinelo… Se acha o suprassumo dos sacerdotes da oposição… Tenho que admitir que depois da derrocada moral e profissional do Diogo Mainardi… Se até o Noblat e o Josias têm adotado um tom mais profissional ora vejam como mudam os tempos… Sobrou apenas esse remanescente falastrão destrambelhado nos moldes mainardianos… Sei que dar notoriedade a ele é jogar luzes nos penachos daquele pavão que escreve… mas tenho o dever de apontar a fonte por onde jorram grande parte do faccionismo que ecoa na mídia…

  5. Comentou em 25/01/2007 Moham Mohamad

    Só para dizer que não falei da possível manobra, engrosso o caldo dos que acham que o Estadão faz bem ao levantar o debate. Acho que não é chute nas nuvens pensarmos que este governo possa enredar para fincar mais quatro anos no nosso peito.

  6. Comentou em 25/01/2007 Diontas Alisson Coelho

    Jornalismo ético e as conjunções.

    Já havia lido a bomba do estadão…e o que mais me chamou atenção no texto não foi o ‘fato’ (?) de se pensar que o que Lula quer é um terceiro, mas a quantidade de conjunções que exprimem uma condição. Nada é certo tudo é condicionado, tudo depende tudo pode vir a acontecer….(!) Mas e os fatos? Ficaram onde? Depende do que para que comecem a aparecer?
    Noticias que carecem de fatos não podem ser nem sequer chamadas noticias….
    O pior de tudo é ‘deu no jornal’ eu li!
    Responsabilidade com o que se noticia, calma com a cabecinha dos nossos não tão esclarecidos eleitores é tudo o que prescisamos…
    Eu bem que podia pegar um analista pra me dizer que os militares acham uma boa um novo golpe e criar uma vale a pena ver de novo de 64….Seria o furo do ano!

  7. Comentou em 25/01/2007 João Humberto Venturini

    Há muito tempo venho dizendo q o Estadão é o grupo jornalístico mais comprometido com a oposição e os interesses da oligarquia racista paulista. O jornal é muito panfletário e são puxa-saco incodicionais dos tucanos. Até q enfim uma boa análise dos inúmeros factóides q o jornal tenta lançar ou perpetuar. Isso sim é um observador da imprensa. Parabéns Weis!

  8. Comentou em 25/01/2007 Renato Silva

    Parabéns pelo artigo, Luiz. Ainda se o Estadão fosse arrumar uma ‘fonte do planalto’ pra vir com essa teoria de terceiro mandato, vá lá. Mas repercurtir por mais de um dia uma tese sem nexo de um cientista político, qualquer que fosse, é forçar muito a barra. Abraços.

  9. Comentou em 25/01/2007 Ruy Acquaviva

    Embora a oposição e alguns ‘jornalistas’ afirmem histéricamente que ‘é coisa de petista’, percebo claramente que a população já percebeu que os maiores jornais e veículos de comunicação do País estão demonstrando um enorme ímpeto em doutrinar os leitores segundo as idéias tornadas dominantes nas redações, do que em informar corretamente. Mesmo os mais renhidos oposicionistas admitem isso ao esperarem sem cerimônia um alinhamento automático das manchetes, noticiários e colunas da grande imprensa, àquilo que for de seu interesse em ser divulgado (equivale dizer, repetido ‘ad nauseam’ por todos os vaículos). Ninguém procura a imprensa para ser doutrinado, procura informações. E a perda de confiabilidade da população na imprensa é preocupante. Pena que eu não veja na maioria dos jornalistas preocupação com isso. Nesse sentido é louvável este texto, pois atinge o cerne da questão.
    As pessoas não vão comprar jornais para receber uma lavagem cerebral. Lavagem suja por sinal.

  10. Comentou em 25/01/2007 pablo lópez

    muita boa análise!
    abs,
    Pablo

  11. Comentou em 25/01/2007 Marcio Flizikowski

    Sabe qual o argumento que baseia os defensores da tese do terceiro mandato? Que o assunto vai continuar repercutindo na imprensa. Parece até piada. Arruma alguém que quer aparecer na mídia, que tem um currículo razoável e faz uma entrevista vôlei com ele, o repórter levanta e ele corta.
    A bola fura na hora de repercurtir. Vejam só: existe a possibilidade de Lula se candidatar ao terceira mandato? Claro que existe, assim como Jesus pode voltar à terra. Enfim, na hora de tratar o assunto com a obviedade necessária, o que encontramos: que existem muitas variáveis e o prazo de três anos é muito longo para se apontar qual será o cenário. Enfim, é impossível endossar a tese do terceiro mandato de forma objetiva.
    Daí vem o Ali Kamel dizer que jornalismo não é batalha ideológica. Claro que não, o texto do OESP é apenas o reconhecimento da realidade. E a realidade é simples. A dupla PSDB-PFL apostava no fracaso do Governo Lula e contava com o apoio de ´coleguinhas´. Não deu. Reeleição. Agora, a preocupação é que não apenas a chamada esquerda continue no poder, mas que Lula continue no poder. Enfim, seria trágico para o príncipe phd saber que o metalúrgico analfabeto teve um papel muito mais relevante na história do país.
    Mas o assunto é quente, bastante verdadeiro, apenas pq vai continuar repicando na imprensa. kkkkkk Como diria Zé Simão: vou pingar meu colírio alucinógeno.

  12. Comentou em 24/01/2007 Kleber Carvalho

    Luis, mesmo não concordando com alguns posicionamentos que assume em outros textos, porém sempre respeitando-o como articulista, noto a ponderação com que escreve seus artigos, é isto aí , cautela e caldo de galinha não fazem mal ningúem.

  13. Comentou em 24/01/2007 Francisco Bezerra

    Não tenho nada a acrescentar ao seu artigo, Weis. Por isso mesmo não posso deixá-lo passar sem um elogio. Nota 10!

  14. Comentou em 24/01/2007 Danilo prociuk

    Parem de ler/comprar esse jornaleco. Não tem credibilidade nenhuma….

  15. Comentou em 24/01/2007 Marco Davis

    O jornal O Estado de SP já se tornou uma piada. Desde que virou apenas uma espécie de ‘filial’ de ´O Globo´ a linha editorial, outrora apenas conservadora, se tornou ridículamente tosca. Fica claro que quem edita este jornal acredita piamente que seus leitores são débeis mentais desprovidos de qualquer tipo de pensamento próprio.
    Triste decadência!

  16. Comentou em 24/01/2007 Washington Ferreira

    Mais uma contribuição do ESP e de Dora Kramer ao febeapá jornalístico que assola o país. Quanto ao amigo administrador abaixo-assinado, deve ser assinante do Estadão, ão, ão…

  17. Comentou em 24/01/2007 BENEDITO F. OLIVEIRA

    Certos jornais e certos jornalistas náo tomam jeito, vão continuar apostando na crise, no confronto e no fracasso do atual governo. Depois reclamam do Presidente da Venezuela…

  18. Comentou em 24/01/2007 Thomaz Magalhães

    Uma olhada mais atenta nos artigos de colunistas, de especialistas e principalmente na blogosfera, mostra que essa tese de terceiro mandato não é novidade nenhuma na imprensa. Um olhar mais apurado também mostra que parte exporessiva da imprensa acha, e faz tempo, que Lula não se incomoda com as pataquadas do Hugo Chávez. Que os dois são iguais. Por inoportuno para o momento, Lula cuida de não aplaudir abertamente o fuleiro discurso da gang dita bolivariana, do Chávez, do Evo, do Correa, Fidel e outros tipos curiosos modelo anos sessenta.. Não é do nada que surgiu a pauta da matéria do Estadão. Nem o comentário do cientista político. O tema vai repicar, pode esperar.

  19. Comentou em 24/01/2007 Sérgio Haroldo Ribeiro

    Magnifíca a análise sobre o texto do ‘Estadão’. O autor do texto, tanto quanto a Srª Kramer, só esqueceram de mencionar que o presidente Lula afirmou que o crescimento econômico deverá se dar em velocidade compatível com a realidade brasileira, sem prejudicar as regras democráticas e beneficiar a todos os brasileiros. Quanto às ‘derrapadas’ do repórter, muito bem apontadas por Weis, demonstram a inutilidade da exigência de formação universitária específica para o exercício do jornalismo. Jornalismo se faz com bom senso e com bagagem cultural ampla e irrestrita, coisas que escola alguma ensina.

  20. Comentou em 24/01/2007 Miraí Oliveira Silva

    OTEM ESTAVA ASSISTINDO UM DOCUMENTÁRIO SOBRE A UNIFICAÇÃO E RECONSTRUÇÃO DE BERLIM, QUE COISA ESPECULAR. … QUEM DERA PUDESSEMOS TER EM NOSSA CLASSE POLÍTICA, POLÍTICOS COMO TEM A ALEMANHA . HOMENS COMPETENTES QUE VISAM O DESENVOLVIMENTO SOCIAL, CULTURAL E ECONÔMICO DE UMA NAÇÃO – E, HOJE LEIO ESTE TRISTE COMENTÁRIO SOBRE A CONDUÇÃO DA NOSSA POLÍTICA — QUE COISA TRISTE. ACHAR QUE LULA É HUGO CHAVES- MAS QUERO DI]LMA ROSSET COMO PRÓXIMA PRESIDENTE DO BRASIL. NÃO ESTOU C/INVEJA DO CHILE, É SO PARA DESBANCAR OS PARTIDOS CONTRA LULA – VAMOS TOCAR ESTE PAÍS P/FRENTE – CRIAR UMA CLASSE ´POLITICA QUE TENHA DIGNIDADE.

  21. Comentou em 24/01/2007 Ivan Moraes

    Kkkkkkkkkk(:-). Engracadissimo! Esse eh o item mais engracado que voce ja escreveu -alta comedia! Mas eu acho que Fábio Wanderley Reis foi cruelmente censurado, e que realmente ele disse que ‘qualquer político se dispõe a montar em cavalinho manco que passa arriado na chuva, de fato ja estao com o traseiro exposto ao ar esperando’. Eh, tenho certeza que foi isso!

  22. Comentou em 24/01/2007 Luis Neubern

    O fato é que o anúncio do PAC não foi o que se esperava. Não há mais espaço no Brasil para medidas populares. É urgente que o país reforme o estado para que saia do círculo vicioso de juros e tributação estratorféricas. Mas o Presidente Lula aponta para outro caminho, vide o Pedagiobras. Simplesmente ignora o óbvio, dentro de um raciocínio capitalista, é claro. Se já reeleito, porquê o Presidente recusa-se a tomar medidas impopulares? Temos o exemplo de Chaves que modificou a constituição para se manter no poder. Porquê Lula não faria o mesmo? Qual foi a declaração do Presidente Lula criticando duramente a atitude do colega venezuelano? Acho que o Estado está certo em lançar este debate. Porquê não Lula III?

  23. Comentou em 24/01/2007 Marco Tognollo

    Estava lendo o Estadao agora a pouco e me matando de rir das ‘reportagens’ de ‘Lula III – A saga continua’. Cá entre nós, como os jornais querem que os levemos a sério se publicam essas bobeiras?O Estadao, nao duvido nada, logo logo vai comparar esse fato com a Venezuela. Quer apostar uma cerveja? A Coluna da Dora Kramer […] é outra canoa furada no assunto…..já que citou ela, te pergunto: quando um colunista político começa a discutir erros gramaticais e entonacao, significa o que? falta de assunto para completar a coluna?
    Leôncio por Leôncio eu preferiria ter lido algo sobre aquele dos senhos animados.
    Agora sem puxa-saquismo, o seu texto publicado hoje no mesmo jornal está 10.

  24. Comentou em 24/01/2007 Marnei Fernando

    Caríssimo Sr. Weis… É com imenso prazer que lí suas críticas ao comportamento do Estadão nesse assunto Lula III… embora sabendo que esse comportamento vem pautando este periódico entre outros na grande mídia… é reconfortante saber que o senhor está aí… que não assina embaixo desse tipo de faccionismo… Já disse em outras oportunidades que o senhor é uma luz a ser seguida pelos novos profissionais… Já disse também em outra oportunidade de minha decepção por um outro texto seu… Mas quero ressaltar que só nos importamos com opiniões de quem valorizamos… Portanto… Quero cumprimentá-lo pelo excelente texto e manifestar minha satisfação em lê-lo… E dizer que o senhor sem sombra de dúvidas, é um exemplo profissional.

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