Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Feia, suja e malvada

Por Luiz Weis em 17/01/2007 | comentários

O artigo de Gilberto Dimenstein na Folha de hoje, ‘Por que me sinto desrespeitado’, é a segunda importante manifestação na mídia impressa paulistana sobre o parentesco entre a tragédia do desabamento da obra do metrô em Pinheiros e este horror cotidiano que se chama São Paulo.


A primeira manifestação, também na Folha, foi o artigo de Clóvis Rossi, ‘E havia uma bala na agulha’, publicado segunda-feira.


Nada a discordar de um e de outro. Mas é pouco para o tamanho do buraco em que jaz em São Paulo qualquer coisa parecida com qualidade de vida para a maioria e também para amplas minorias da população.


Aqui o desrespeito real e as balas na agulha, reais e metafóricas, se somam ao caos arquitetônico, à espantosa feiúra da paisagem edificada (com milagrosas exeções), ao ar empesteado que faz a fortuna dos pediatras e alergistas, à miséria onipresente e à cafajestice das pessoas de todas as classes – mas principalmente daquelas que podem mais – que expulsou o que a cidade pudesse ter tido de civilidade em outros tempos.


Saudosismo? Experimente atravessar uma rua quando o sinal está aberto para você e também para os carros que podem virar à direita ou à esquerda enquanto você segue pela faixa de pedestres. Se reclamar dos motoristas que não se detêm, eles lhe mostrarão risonhamente o dedo. É isso ou ser atropelado.


Uma vez vi uma raridade absoluta: um carro na contramão da medonha falta de respeito às pessoas. O motorista, entrando à esquerda, deixava passar os transeuntes que seguiam em frente. Do carro de trás, buzinaria e xingamento: ‘Deixa de ser puxa saco, seu idiota’.


Outra vez escrevi no Estado um artigo elogiando o recém-criado Código de Trânsito Brasileiro. Um leitor paulistano comentou em carta que eu queria o quê: transformar o país numa Suécia?


E tem a selvageria dos motoqueiros: o fato de eles precisarem voar porque ganham por entrega no tempo que lhes determinam os empregadores explica apenas em parte o seu comportamento delinquente.


Por aí vai. Você é desconsiderado por uma legião de primitivos – desde os funcionários robotizados das burocracias públicas e privadas até os comerciantes que põem a circular carros com alto-falantes apregoando a todo volume os seus produtos, a qualquer hora.


Tudo coroado por um bairrismo feito de insensibilidade, egoísmo, prepotência e analfabetismo cívico que a mídia rotineiramente varre para debaixo do tapete nos editoriais ufanistas sobre a metrópole quando ela faz aniversários redondos (o último deles foi em 2004 – 450 anos).


É verdade, como ensina o tango, que el mundo siempre fue una porquería. Mas não conheço nenhuma cidade do porte de São Paulo, num país com o grau de desenvolvimento do Brasil, que seja ao mesmo tempo tão feia, suja e malvada.


Não corre perigo de melhorar – até onde a vista alcança.


O artigo de Gilberto Dimenstein está disponível, apenas para assinantes da Folha ou do UOL, em www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1701200724.htm


O de Clóvis Rossi, com as mesmas limitações, em www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1501200716.htm


***


Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 20/01/2007 Marco Costa Costa

    Solicito uma correção no comentário abaixo, habiente – ambiente. Moral na Suácia, Morar na Suécia.

  2. Comentou em 20/01/2007 Marco Costa Costa

    Senhor Hélcio Lunes, voltou com toda verborragia direitista. […]. Sucesso esta relacionado com distribuição equitativa de condições de vida a toda a população deste zoológico desvairado. Se deseja viver em paz e usufruir das boas coisas da vida, vá moral na Suécia e/ou nos Estados Unidos da América que é lugar de pessoas individualistas. Não seja mau humorado, bem como não se esqueça que você trabalha com pobre, mora em bairro de pobre, suas amizades esta relacionadas com pessoas pobres, com certeza sua conta bancária é de pobre e, quando você desaparecer deste habiente terá como vizinhos ao seu lado nos cemitérios da vida um montão de pobres. Porém, o pior disto tudo não é ser pobre economicamente, mas de intelecto e espirito.

  3. Comentou em 19/01/2007 Felipe Guerra

    Caros leitores desse blog, esse sr. Hélcio Lunes representa fielmente o setor mais reacionário, consumista e culturalmente pobre de meu estado, porém, há muitas pessoas boas e com uma nova perspectiva de vida, mais humana, para a cidade de São Paulo. Creio que essas figuras representam o entrave para o desenvolvimento social acelerado que a cidade carece, otimista que sou, vejo que com essas ´barreiras´ nossas conquistas tem e terão um sabor muito melhor quando alcançadas.
    A propósito, sou corintiano acostumado com o sofrimento e com as vitórias…

  4. Comentou em 19/01/2007 Marco Costa Costa

    Poucos foram tragados pelo enorme buraco do metrô. No entanto, todos estão num buraco muito profundo, ou seja, buraco da corrupção, incompetência, intolerância racial e muita miséria. Miséria esta em função da falta de educação/cultura, prostituição infantojuvenil, crianças jogadas a própria sorte nas esquinas da vida. O sistema vigente não se importa com o que esta ocorrendo de ruim, porém um dia a casa cai e esta gente vai estar num buraco ainda mais profundo que o pobre encontra-se hoje. Alguém vai estar aqui para contar a história que ora vem ocorrendo.

  5. Comentou em 19/01/2007 Bruno Brasil

    A cidade de São Paulo só é querida pela mídia porque é o centro econômico do Brasil. Quanto ao povo de São Paulo, bom, todo povo que mora em um grande centro urbano acaba ficando meio neurótico, meio arrogante, meio mal-educado. Sou natural de Curitiba, igual o outro rapaz do comentário abaixo, e moro no Rio a 1 ano. Aqui vejo muita maluquice também, se bem que não chega ao nível de São Paulo, a julgar pelo que vocês estão dizendo. Mas uma semelhança entre as duas cidades é o preconceito e a ignorância com relação às pessoas de outros estados, principalmente do Nordeste. Já cheguei até a conversar com pessoas que, ao saberem que eu sou de Curitiba, respondiam algo como: ‘Ah, nossa, não conheço nada do Rio Grande do Sul!’ Até hoje um monte de gente acha que eu sou gaúcho. Curitibano gaúcho.

  6. Comentou em 19/01/2007 Hélcio Lunes

    Realmente esta ficando insuportavel aguentar os comentarios depreciativos da cidade de São Paulo, e de seus cidadãos que pagam impostos! Bastou ser um pouquinho bem sucedido na vida para que venham as cassandras acusa-los de ‘elite insensível e provinciana’!
    É só excluido pra cá, movimentos sociais prá lá.
    São Paulo não se pretende num concurso de beleza, nem campeão de ‘solidariedade’. Nós que pagamos impostos (não temos nossa emprezinha individual para não recolher impostos) só queremos um pouco de paz para usufruir o que tem de bom essa maravilhosa cidade. Ir a um bom restaurente, ao teatro, frequentar um bom clube, coisas banais que parecem pecados veniais para os ‘proto socialistas do seculo XXI’ que adoram a miséria, falar sobre ela, despejar seu mau humor cotidiano nos pobres dos contribuintes, que pagam seus impostos direitinho para sustentar as bolsas isto ou aquilo.
    Essa fracasso mania que atinge jornalistas bebedores de whisky ‘Gold Label’, que passam suas madrugadas discutindo pobreza, exclusão, meio ambiente, e casamento de homosexuais.
    Já deu! Nõ gosta daqui,vai colher cana em cuba, ou viver sob o teto preto de um acampamento sem terra! Mas dá um tempo né o camarada!

  7. Comentou em 18/01/2007 Rafael Chat

    Só não entendi o que é ‘ampla minoria’… haha

    O Ronald encontrou o culpado: é a mídia capitalista. Claro. O fato de existir anúncios de televisão nos últimos 30-40 anos transformou o brasileiro em egoísta, materialista e etc. Antes éramos todos bonzinhos.

    Concordo com o goiano abaixo na implicância com os paulistas, mas sem o ressentimento pueril. Tem um cronista aqui de POA que volta e meia fala sobre a pessoa mais detestável que existe: O consultor paulista.

    Nada mais engravatado, arrogante e louco pra botar em prática suas teorias no negócio dos outros.

    Quando acontece uma coisa ruim, o cronista diz: ‘Não desejo isto nem para um consultor paulista’

  8. Comentou em 18/01/2007 Adriano Soares de Assis

    A feiura, o descaso, o egoísmo, a ingratidão, o desrespeito e muitos outros ajetivos que se possa colocar nesse pequeno espaço, serão, juntos ou separados, a expressão exata daquilo que os homens que detêm o poder querem que sejam. Para eles, o importante é o seu dinheiro rendendo bem no mercado financeiro, que suas vidas sejam ‘confortáveis’, que seus filhos estudem fora do Brasil e o resto que se dane. E assim São Paulo ficou feia porque os seus ricos donos assim o quizeram. Se algum lunático tentar lhes convencer de que precisam ganhar um pouco menos e pagar um pouco mais a seus empregados, será trucidado em minutos. A feiura de São Paulo é, sem dúvida, a feiura do Brasil e de seus cidadãos.

  9. Comentou em 18/01/2007 Luis Neubern

    Que el mundo fue y será una porquería, ya lo sé;
    en el quinientos seis
    y en el dos mil también;
    que siempre ha habido chorros,

    maquiavelos y estafaos,
    contentos y amargaos,
    valores y dublés,
    pero que el siglo veinte es un despliegue

    de maldad insolente
    ya no hay quien lo niegue;
    vivimos revolcaos en un merengue
    y en un mismo lodo todos manoseaos.

    Hoy resulta que es lo mismo
    ser derecho que traidor,
    ignorante, sabio, chorro,
    generoso, estafador.

    Todo es igual; nada es mejor;
    lo mismo un burro que un gran profesor.
    No hay aplazaos ni escalafón;
    los inmorales nos han igualao.

    Si uno vive en la impostura
    y otro roba en su ambición,
    da lo mismo que sea cura,
    colchonero, rey de bastos,

    caradura o polizón.
    Qué falta de respeto,
    que atropello a la razón;
    cualquiera es un señor,

    cualquiera es un ladrón.
    Mezclaos con Stravinsky,
    van Don Bosco y la Mignon,
    don Chicho y Napoleón,

    Carnera y San Martín.
    Igual que en la vidriera irrespetuosa
    de los cambalaches
    se ha mezclao la vida,

    y herida por un sable sin remaches
    ves llorar la Biblia contra un calefón.
    Siglo veinte, cambalache
    problemático y febril;

    el que no llora, no mama,
    y el que no afana es un gil.
    Dale nomás, dale que va,
    que allá en el horno nos vamo a encontrar.

    No pienses más, echate a un lao,
    que a nadie importa si naciste honrao.
    Que es lo mism

  10. Comentou em 18/01/2007 Giovanni Moscato Júnior

    Olha, Luiz, sinceramente, só pode achar São Paulo, ou qualquer outra grande cidade brasileira, habitável, quem tem muito mal gosto ou absoluta falta de meios para comparação. São Paulo é horrível e detestável sob todos os pontos de vista, mas, como você mesmo escreveu, são os paulistanos, em sua imensa maioria (exceções há, claro), mas ouso dizer que 99% das pessoas dessa cidade simplesmente não prestam. Simples assim! Ontem mesmo, sai do metrô república e entrei na 7 de Abril. Quando olhei para a rua Gabus Mendes, a vi completamente tomada por moradores de rua, dormindo debaixo de uma marquise, de uma esquina a outra. Entrei em um mercadinho para comprar uma soda, dei um gole e saí. Fui atacado por duas crianças de rua: ‘tio, dá um gole?’. Pôxa, são só crianças, dei a garrafa inteira. Um ‘bravo’ paulistano que passou por mim soltou um sonoro ‘mas que trouxa!’, que me deu vontade de voltar e quebrar-lhe todos os ossos da cara. Deixei pra lá. Depois, saindo do Shopping Light, presenciei dois garotos de uns 16 anos no máximo, completamente drogados (um deles até trazia um saco com cola nas mãos), praticando furtos no viaduto do Chá, debaixo das barbas do Kassab, coisa de 20 metros de uma base da PM, e sob os olhares daquelas nulidades chamadas câmeras de vigilância. E tem mais, muito mais, isso em um só dia, e só em uma pequena parte do Centro. É o inferno total.

  11. Comentou em 18/01/2007 Kleber Carvalho

    Marnei, sintomático seu comentário, retrata com fidelidade duas questões, o modo de ser de boa parte dos paulistas e também o que os habitantes de outros estados pensam deles.

  12. Comentou em 18/01/2007 Marco Tognollo

    1. Concordo em gênero, número e grau. Lhe digo mais, dê uma lida em uma cartinha do OESP de ontem (18/1) no Caderno Metrópole, em que uma leitora que se diz pagadora de impostos, ficar indignada com o fato do centro da cidade estar cheia ‘dessa gente’ (pessoas) e a prefeitura nao as retira das ruas. Mereceu uma resposta do A. Matarazzo.
    2. O leitor do trânsito seria o Bob Sharp, colunista do ‘Best Cars’ do UOL?hehe..

    Abraço.

  13. Comentou em 18/01/2007 RONALD BITTENCOURT

    Vivemos numa sociedade do Cada um por sí e Deus por todos. O que importa é ´eu me dar bem´. Sou natural de Curitiba e ja faz 4 anos que moro em Brasília. Não faz diferença nenhuma. É cada um por sí e falta de civilidade, educação. Será que isto não é reflexo de nossa mídia capitalista que prega simplesmente o consumismo, e você não será feliz se não tiver o carrão do ano mais potente e mais veloz? E as garotas do Faustão e as garotas do Gugu, e a vida boa da novela malhação?? Se você não participar de uma festa maravilhosa de reveion ou carnaval como mostradas na Globo você não é feliz???

  14. Comentou em 18/01/2007 Ivan Moraes

    ‘(…)o caos arquitetônico, à espantosa feiúra da paisagem edificada’: a primeira vez que eu fui ao Br em 93 eu atravessei dezenas de bairros em varias cidades, bairros que do comeco ao fim, inteirinhos, so consistiam de casas de tijolo vermelho exposto, sem acabamento, sem design, em ‘bairros’ visivelmente sem qualquer estrutura feita pra humanos. Goiania, BH, SP, Brasilia, Rio, tudo que vi estava assim. Brasilia tinha feito uma cidade satelite nova como se fosse um espetacular favor direto das maos de Deus (nao lembro o nome) que so tinha as casas na mesma situacao que o governo sempre fez, sem confiavel fornecimento de agua, esgoto, escolas, seguranca, saude -telefone nem pensar. Nas vizinhancas pobres, casas inacabadas, nas que podiam investir, todas as casas com muros altos. Eu nunca tinha visto nada parecido, um pais massivamente favelizado. Sempre tive medo de SP, e o pouco que vi de la realmente era e eh literalmente pavoroso pra mim. Tenho certeza que existem bairros ricos e cidades boas no Br. Se nao as vi nao tenho razao pra acreditar que os brasileiros as viram tampouco. O Br exporta tudo que os brasileiros nao teem, nao investe nada, e os brasileiros crescem jogados pros cantos, no seu proprio pais. Todos os sinais que voce aponta ja estavam la ha 3 decadas. Eu sei o que o mundo eh e o que pode ser. Tou suposto a estar feliz de visitar o Brasil?

  15. Comentou em 17/01/2007 Marnei Fernando

    Se São Paulo é feia, suja e malvada não posso opinar… nunca fui aí… nem tenho a mínima intencão de fazê-lo… Mas gostaria de expor o que pensa um cidadão do interior do estado de Goiás a respeito dos paulistas de hoje… A primeira impressão que passa aos outros (e faz questão de passar) um paulista chegando na empresa onde trabalho é de superioridade… Seres iluminados esses executivos paulistas… Vêm citando autores estrageiros e termos em inglês… Reconheçemos o alto nível industrial e cultural paulistas… mas agradeceríamos se vocês nos reconhecessem inteligentes e dotados de raciocínio também… a informação está uniformizada a nível mundial eu diria… Nos interiores do Brasil existe vida inteligente sim senhor… Mas os paulistas em geral se acham muito acima da média… A midia paulista não tem nem como comentar o nível que chegou… Os políticos alinhados a esta midia elitista também só fazem m… Sei que existe um movimento separatista de São Paulo para o Brasil. Nunca fui a favor… Mas pelo nível de intervenção maléfica que o São Paulo da contra mão do Brasil vem representando. Hoje, se ouvesse um plebiscito eu voraria pelo sim… Separen-se. Que vocês vivam num país paulista de 1 mundo… Que se esbaldem nas Daslu da Vida… Que leiam muita revista Veja… Que votem sempre no PSDB… e deixem o Brasil seguir o rumo que deseja… E deixem o Brasil em paz.

  16. Comentou em 17/01/2007 Eduardo Guimarães

    Assino embaixo, Luiz.

  17. Comentou em 17/01/2007 jorge cordeiro

    Eu quero saber quando é que o site vai discutir o envolvimento de Rebeca Scatrut , mulher de Ricardo Noblat, no escândalo do desvio de R$ 33 milhões do Incra/Ministério do Desenvolvimento Agrário, que envolve também o atual deputado federal Raul Jungmann?

    http://www.escriba.org/blog/2007/01/16/sai-da-toca-noblabla/

  18. Comentou em 17/01/2007 José Ayres Lopes

    Infelizmente, a sua lista poderia ser aumentada enormemente. Temos os Planos Médicos, por exemplo, que – na hora em que as pessoas mais precisam – não assumem as suas responsabilidades. Mas o que podemos esperar de um país que criou o kilo de 900 grs e o litro de 900 ml? Ou vc não tinha se dado conta desta criativa matemática?
    Também devemos acrescentar a imprensa, que se fosse outra, poderia ajudar a construir um país e uma São Paulo diferentes. Os dois articulistas citados, por exemplo, passaram os oito anos do período FHC gastando as suas tintas aplaudindo a terceirização do Estado e a privatização da coisa pública, em nome da racionalidade e da gestão e agora no seus desabafos nem se deram conta de que, eles mesmos, ajudaram a construir o monstrengo que enfrentamos.

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem