Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

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Folha atribui aspas falsas para sustentar ‘revelação’ e colhe, sem estrilar, esculacho de chefe militar

Por Alceu Nader em 18/02/2006 | comentários

Uma das cartas dos leitores publicadas pela Folha de S.Paulo de hoje merece registro. Trata-se da que assinada pelo tenente-brigadeiro-do-ar e comandante do CTA -Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, Carlos Augusto Leal Velloso, que esculhamba a reportagem do jornal do último dia 15 (‘Viagem de astronauta brasileiro é ‘marketing’, diz diretor do CTA’), na qual repete-se a insinuação de que a viagem do astronauta brasileiro, tenente-coronel Marcos Cesar Pontes, da FAB (Força Aérea Brasileira), foi antecipada para servir como efeito de marketing da campanha eleitoral de Lula.

O jornal já fizera a insinuação na semana anterior, concedendo superpoderes ao PT e ao governo brasileiro. A reportagem da Folha de S.Paulo, assinada por Fábio Amato, não deixou margem para dúvidas:



‘Na semana passada, a Folha revelou que a viagem, antes prevista para outubro, foi adiada para março a pedido do governo brasileiro. As eleições teriam motivado o pedido. O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, negou que o adiamento tenha motivação política’.


O desmentido do ministro de nada valeu. Predominou a versão ‘revelada’ pela Folha, sabe-se lá de onde.
De novo, não se trata de defender o governo Lula, mas de apontar o prejuízo da informação ao leitor quando a ignorância e a falta de bom senso sustentam a repetição de uma suspeita desmentida, agora metendo aspas em declarações que não foram ditas – e que são o principal motivo da indignação da carta do tenente-brigadeiro no esculacho ao jornal.

A predisposição em gerar suspeitas escorou-se na ignorância (ou na preguiça, ou em ambas) e não levou em conta informações elementares.
Uma delas é a de que a suspeição da jogada de marketing teria de ser aprovada pelos outros quinze países que participam do projeto da Estação Espacial Internacional (ISS). O Brasil participa do programa desde 1997 e é o único do terceiro mundo a participar da associação que ainda reúne Estados Unidos, Rússia, Canadá, Japão, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Noruega, França, Espanha, Itália, Alemanha, Suécia, Suíça e Grã-Bretanha.
Se para favorecer Lula, a viagem foi antecipada, a estação deveria mudar de nome. Talvez para Estação Espacial Internacional Maria Joana.




Íntegra da carta do tenente-brigadeiro-do-ar e comandante do CTA -Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, Carlos Augusto Leal Velloso:


Astronauta
‘Tendo em vista a reportagem ‘Viagem de astronauta brasileiro é ‘marketing’, diz diretor do CTA’ (Ciência, 15/2), julgo necessários alguns esclarecimentos. O termo ‘marketing’, atribuído a mim, foi retirado do contexto em que foi expresso, ganhando uma conotação totalmente diferente. Na verdade, o objetivo dos comentários, durante entrevista que concedi a este e a outros órgãos de imprensa presentes, foi o de destacar como a realidade do vôo do primeiro astronauta brasileiro facilitou a visibilidade de todo o Programa Espacial Brasileiro. Deixei claro também que o avanço tecnológico não se deve apenas ao vôo em si mas também aos trabalhos que o tenente-coronel Marcos Pontes realizará no espaço, continuidade de um processo iniciado há cerca de oito anos, envolvendo a participação do Brasil na Estação Espacial Internacional, a seleção e o próprio treinamento do astronauta, sendo uma oportunidade única de incluir o Brasil em estudos de alto nível e capacitar pesquisadores e estudiosos brasileiros na área aeroespacial e o início de um processo de grandes conquistas. O Comando da Aeronáutica trabalha em total consonância com os objetivos previstos pelo governo federal e pela Agência Espacial Brasileira para o desenvolvimento do programa espacial e os benefícios e vantagens advindos desse investimento para o país.’




Íntegra da reportagem de Fábio Amato:

RUMO AO ESPAÇO

Retorno viria da divulgação do programa

Viagem de astronauta brasileiro é ‘marketing’, diz diretor do CTA

FÁBIO AMATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM S. JOSÉ DOS CAMPOS

O novo diretor do CTA (Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial), tenente-brigadeiro-do-ar Carlos Augusto Leal Velloso, afirmou que a viagem do astronauta brasileiro ao espaço é ‘questão de marketing’ e que a experiência ‘não trará nenhum avanço científico para o Brasil’.

Velloso, entretanto, defende a viagem do tenente-coronel da FAB (Força Aérea Brasileira) Marcos Cesar Pontes. Para Velloso, gastar cerca de US$ 10 milhões com o lançamento do primeiro astronauta brasileiro é melhor do que ‘pagar mensalão’ e ainda servirá para divulgar o programa espacial brasileiro.
‘Eu acho que, para efeito do que se pretendia com o vôo do astronauta, que era dar visibilidade ao programa espacial brasileiro de uma maneira geral, está sendo muito bom. Estamos mostrando o programa espacial para o país inteiro’, disse Velloso no final da tarde de anteontem, após entrevista coletiva sobre as mudanças na estrutura do CTA, em São José dos Campos (interior paulista).
Pontes viajará à ISS (Estação Espacial Internacional) a bordo da nave russa Soyuz. O lançamento está marcado para o dia 30 de março. Atualmente, ele passa por um período de treinamento na Cidade das Estrelas, na Rússia. Pontes aproveitará o ambiente de microgravidade para fazer alguns experimentos encomendados por instituições nacionais.

Na semana passada, a Folha revelou que a viagem, antes prevista para outubro, foi adiada para março a pedido do governo brasileiro. As eleições teriam motivado o pedido. O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, negou que o adiamento tenha motivação política.
Quando lhe perguntaram se considerava razoável o governo gastar US$ 10 milhões com o projeto, sob o argumento de dar visibilidade ao programa, Velloso citou o escândalo do ‘mensalão’ para defender sua posição.

‘Eu acho que foi bom [o investimento]. É uma opinião pessoal. Tem gente que prefere dar US$ 10 milhões para mensalão do que lançar um astronauta. Eu acho que o mensalão foi muito pior do que o astronauta’, disse.
‘O fato de ele [Pontes] voar não traz nenhum avanço tecnológico. Claro que alguma coisa você ganha de conhecimento. Mas o que quero dizer é que nessa etapa o programa espacial está ganhando, porque está sendo divulgado para a nação’, declarou. Segundo ele, é preciso mostrar à população que ‘um programa espacial não é só lançar um foguetinho’.

Velloso ainda lembrou que o lançamento do astronauta brasileiro foi apenas um dos pontos do acordo original, que previa ainda a transferência de tecnologia para o Brasil, que então ficaria responsável pela fabricação de componentes para a ISS.

Todos os comentários

  1. Comentou em 30/03/2006 Alex Medeiros

    Com o devido respeito, pergunto com que maneira mais comum vc vai assistir a Copa da Alemanha no Brasil. Se vc estivesse em uma cidade do Texas na iminência de ser incendiada ou se estivesse no litoral da região Sul do nosso país prestes a ser arrasado por ventos superiores a 100 km/h, se vc soubesse por antecipação desses fenômenos naturais vc deixaria sua família ali?
    Dos benefícios com que nos acostumamos, damos, bastas vezes, pouco valor.
    Essa tecnologia beneficia, sem que muitos saibam, a agricultura e indústria para que haja maior produção e por conseguinte maior conforto. Este mesmo pc possui tecnologia, conseqüência dos estudos aeroespaciais. Abominar o investimento em tecnologia, é comprazer-se em viver em clima dos tempos da caverna.
    A Tecnologia da Comunicação oriunda dos investimentos em Tecnologia Espacial, no Brasil e no Mundo, contribui decisivamente para o esclarecimento de povos e profissionais em termos práticos, técnicos, dinâmicos e interativos.
    Marcos C. Pontes, não vai fazer turismo espacial. Ele é mensagem viva aos povos de outras nações de imposição silenciosa de respeito à nossa pátria. Nada se sabe de país desenvolvido sem investimento em tecnologia, pesquisa, educação.

  2. Comentou em 21/02/2006 Odracir Silva

    Acho q haa um pouco de paranoia na critica sobre a materia da folha. Haa uma parte do texto q diz q o gov. pediu o adiamento por motivos politicos, mais p/ frente o ministro desmente (como o propio Alceu escreve no post). Estaa correto, nao? Se nao estaa correto, como deveria ser feito???? Desdizer o q a Folha disse antes???? Alias, antes de fazer a critica, nao seria o caso de 1) Verificar se realmente o gov. pediu o adiamento? 2) Se sim, qual foi a razao? se (1) for correto entao daa margens para interpretacoes, nao? Acho q haa uma grande paranoia dos petistas em geral, e do titular do blog em particular, em pensar q tudo ee uma grande conspiracao contra este governo. Quer dizer, nao vejo nada errado no texto, e o post do titular do blog parece mostrar uma percepcao deste grupo. O jornalista da materia me parece que foi correto. Mas, talvez, pela otica petista isto deve ser um mau jornalismo. Talvez a midia deva dizer q tudo estaa numa boa, e que Alcantara nunca aconteceu… alias, aconteceu!!!! jaa lancamos o foguete brasileiro c/ o satelite chines. Tudo isto executado somente neste governo maravilhoso…

  3. Comentou em 20/02/2006 Célio Mendes

    É arriscado ? é. Custa caro ? custa. Existem gastos mais prioritários ? existem. Você pode concordar ou discordar mas essa viagem foi decidida quando o Brasil decidiu entrar no consórcio internacional para construção da Estação Espacial Internacional, existem necessitados nos EUA, Reino Unido, Russia e em todos os outros países que formam o consórcio e nem por isso vão deixar de explorar o espaço. O que me causa estranheza é a súbita descoberta pela mídia nacional de todos estes fatos que qualquer pessoa bem informada tem por obrigação saber, quanto mais os jornalistas. Esta missão por sinal já deveria ter ocorrido não fosse o atraso causado pelo acidente com o columbia, não me lembro de nenhum meio midiático na era tucana ter questionado a utilidade deste projeto, e olhe que muito dinheiro tem sido desembolsado desde aquela época com isso, ou os jornalista acham que os EUA treinaram o brasileiro de graça em homenagem aos velhos tempos? depois não querem que eu acredite em conspiração da mídia.

  4. Comentou em 20/02/2006 Dermeval Vianna Filho

    Mas será possível que não existe uma política de controle, ainda que posterior, destas matérias manifestamente inverídicas? Cade a aplicação da Lei de Imprensa? Chegamos a um estágio crítico da legitimidade dos órgãos de mídia. Enquanto o gravame é instantâneo, a reparação leva uma eternidade, as vezes esperando o término de trâmites judiciais. Enquanto não for instaurado neste país um Conselho Federal de Jornalismo, onde setores organizados da mídia, bem como cidadãos tenham voz, estas situações só tendem a se exacerbar. Ninguém está falando em controle prévio, mas será que ninguém enxerga o problema? Reputações são distruídas num piscar de olhos e nada, absolutamente nada, é feito. Tanto o responsável pela publicação quanto o autor da matéria deveriam ser sumariamente demitidos e expurgados de qualquer veículo de comunicação. Jornalismo é um ofício sério, que deve ser pautado por valores éticos. Quem não corresponde a estes não lhe deve fazer parte.

  5. Comentou em 20/02/2006 Carlos Alberto Gesteira

    O POVO brasileiro, tem aprendido o significado de ‘LIBERDADE DE IMPRENSA’.
    È: Mentir impunemente, condenar sem provas, acreditar em Roberto Geferson quando interessa, apoiar os eleitos pelo dono do orgão em que o jornalista está empregado, etc, etc, etc.

  6. Comentou em 20/02/2006 Ronald Bittencourt

    Falam de controle de gastos de campanha eleitoral e de sua propaganda. Mas e quem vai controlar a mídia altamente tendenciosa que elegeu e vai continuar elegendo os políticos que lhe interessa, e sempre esta fazendo propaganda eleitoral ?????

    Falam de controle de gastos de campanha eleitoral e de sua propaganda. Mas e quem vai controlar a mídia altamente tendenciosa que elegeu e vai continuar elegendo os políticos que lhe interessa, e sempre esta fazendo propaganda eleitoral ?????

    Falam de controle de gastos de campanha eleitoral e de sua propaganda. Mas e quem vai controlar a mídia altamente tendenciosa que elege os politicos que lhe interessa e sempre esta fazendo propaganda eleitoral???

  7. Comentou em 20/02/2006 Haroldo M. Cunha

    Concordo em tudo com o Fabio Ribeiro, na realidade o que se está enviando ao espaço pela imprensa brasileira, é o porque desse investimento científico, que já data de mais de oito anos, portanto, muito anterior ao atual governo. Provalvelmente, esse fato está sendo matéria em alguma revista do gênero, fato por mim desconhecido, pois não tenho o costume desse tipo de leitura. Seria uma excelente oportunidade de se investir nessa pauta. Séria! E não partidária, como essa coisa publicada pela FSP que foi intitulada de matéria. Podre!

  8. Comentou em 19/02/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    A crise do astronauta é mais uma daquelas artimanhas que a imprensa cria para vender jornal. Alguém faz uma denúncia bombástica que pode abalar o governo ou a campanha presidencial. Não demora para que os envolvidos desmintam a denúncia. Os especialistas e jornalistas travam uma guerra de palavras por uma semana e na semana seguinte tudo foi esquecido. O que é uma pena, pois neste caso a questão mereceria um pouco mais de atenção, pois os contribuintes brasileiros estão custeando a viagem do astronauta e o programa espacial brasileiro sem saber ao certo quais são as vantagens e desvantagens de fincar uma bandeira brasileira no espaço enquanto dezenas de milhões de brasileiros não tem água, não tem luz, não tem segurança, não tem nem mesmo o menor arremedo de cidadania.

  9. Comentou em 19/02/2006 José Silva

    Não há o que comentar. Já passou de todas as medidas.
    Jayson Blair fez escola nas redações brasileiras.

  10. Comentou em 18/02/2006 Jorge Washington Astigarraga

    ‘Até que enfim uma boa notícia:o Brasil conseguiu convencer a quinze países de que o nosso astronauta,ajudaria na campanha presidencial e,por este motivo, deveria ser o próximo a visitar a Estação Espacial ainda em construção’.Falando sério,será que o jornalista em questão acha que somos todos uns perfeitos idiotas,ou como ‘pau mandado’,que deve ser,só cumpriu ordens superiores e,nos tenta impingir mais esta asneira?Seja qual fôr o motivo,deixa claro que mais uma vêz,tentam nos fazer engolir as suas verdades,por mais falsas que sejam elas.Talvez esteja neste ponto,uma das várias razões pelas quais os ‘jornalões’ vem perdendo tantos leitores.

  11. Comentou em 18/02/2006 Jose de Almeida Bispo

    A folha é tucana
    A folha é tucana
    Mil vezes: a folha é tucana. Ser tucano significa ser da chamada DIREITA PROGRESSISTA, (existe isso?)
    Ser da DIREITA PROGRESSITA significa ser Neo-Udenista.
    A Folha é Neo-udenista. Tal quanto a Veja, o Estadão etc. A diferença é que pelo menos a Veja e o Estadão são honestos ao se mostrarem como Neo-udenistas.

  12. Comentou em 18/02/2006 Bruno Silveira

    Observei que você fez questão de dizer que não estava defendendo o governo Lula (“De novo, não se trata de defender o governo Lula, mas de apontar o prejuízo da informação ao leitor quando a ignorância e a falta de bom senso sustentam a repetição de uma suspeita desmentida”) e lembrei do blog do Noblat. Lá, se você não fala mal do Lula/ PT, você é petista, e se fala mal, é tucano/ oposição. Parece que não existe pessoa que critica pelo simples fato de ser (ter consciência) cidadã. Parece pecado ser apartidário. E isso é muito estranho e até contraditório, porque do jornalista se cobra a tal da imparcialidade. É claro que questionar a reportagem, que depõe contra o governo, não significa ser a favor dele. O engraçado é que o jornalista que faz a matéria é cobrado e o jornalista que critica a matéria do outro jornalista também é cobrado. Entendo o seu cuidado e se fosse você faria o mesmo. Mas é triste ter que fazer isso.

  13. Comentou em 18/02/2006 Jaiel de Assis Lopes

    Sobre a reportagem da Folha de São Paulo e a carta do Tenente, podemos notar duas tentativas de atingir o Governo Lula. A primeira dando a entrevista demonstrando ser a viagem do astronauta brasileiro algo menor jutisficável apenas por ser um investimento mais ético do que o mensalão. A segunda é que o reporter da folha já utilisou o que ouviu para formar uma opinião tendenciosa contra o governo, e assim, jogar suas farpas como sua mais representativa qualidade de jornalismo parcial.
    Quando se trata de noticias como a pretença lista de furnas, onde o lobista que já provou o envolvimento do Senador Azeredo no esquema de financiamento de capanhas, agora é desacretitado e quando se fala da lista refere-se a ‘politicos’ sem informar ao público que entre os nomes da lista, ainda que pretensa, estão nomes de de estrelas do tucanato como Geraldo Alckmin, José Serra, ACM Neto e Roberto Jerffeson que já declarou ter recebido o valor que consta da lista.
    Diante de uma imprensa tão parcial e engajada com a direita temos que louvar os ultra-direitistas Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Olavo Carvalho entre outros por serem verdadeiros e assumirem que são da extrema direita em macha no Brasil como a nossa imprensa disfarçada.

  14. Comentou em 18/02/2006 Francisco das Chagas Alves

    A propósito, que fim teve a ‘crise’ do Ministério da Cultura? Eu sei que a Folha aproveitou que Gullar não sabia bem do que estava falando – e nem precisava, disse Caetano – para tentar uma cisão entre os baianos. Porque, no que se referia a Gil, as palavras do amigo eram, no máximo, de alerta (coisa comum entre amigos). Mas a FSP achou que renderia mais se acontecesse o afastamento. Já pensou: ‘Distribuição de verbas provoca rompimento entre Gil e Caetano’?

  15. Comentou em 18/02/2006 mediaz tufaile

    É incrivel como nossa imprensa distorce os fatos, para tentar prejudicar o atual governo. Será que não dá para incentivar um pouco o otimismo; porque esse pessimismo constante. Até´parece que o brasileiro é uma raça inferior!

  16. Comentou em 18/02/2006 Igor Healt

    Depois querem que não acreditemos que os Jornalões são, na verdade, partidos travestidos de veículos de comunicação. As notícias são tão escancaradamente tendenciosas e parciais que qualquer criança de 12 anos perceberia o que está por detrás desses. Outro dia, em pleno depoimento do Tal Dimas atolado, a Folha e o Globo, requentaram a notícia sobre o sucesso do filho do Lula com a empresa Gamecorp. Pergunto, foi coicidência? Claro que não, mas uma tentativa de desviar a atenção para o tal dimasduto. O que mais me entristece é ver que parte da mídia, em troca de seus interesses obscuros, está ressussitando o que há de mais atrasado na política deste país. Esta notícia denonstra o quão torpe são os jornalistas que se submetem a este tipo de maniqueísmo, se não para conservar o próprio emprego, e dessa forma demonstram o quanto são incompetentes e despreparados, ou por total fraqueza de caráter. Jornalistas deste tipo deveriam ser execrados de qualquer Jornal com uma mínima credibilidade. Infelizmente não existe um conselho para esta profissão, que possam punir os maus jornalistas e premiar os que, pelo menos, tentam ser imparciais, mesmo preservando a sua visão de mundo.

  17. Comentou em 18/02/2006 José Carlos dos Santos

    Até que ponto a Folha e os outros grandes jornais vão se portar dessa forma, será que a queda das vendas e assinaturas não é aviso suficiente? Acordem Srs. da mídia

  18. Comentou em 18/02/2006 chorando se foi elias

    Vindo de um pseudo-jornalista como este , e ainda por cima do panfletário diário dos ‘vestais da ética’ , o que poderíamos esperar ??? Somente mais uma distorção da verdade e como diz a vítima desta reportagem mentirosa ‘ foi retirado do contexto em que foi expresso ganhando uma conotação totalmente diferente’
    Tornou-se uma especialidade destes ‘seres divinos’ da mídia , como este pau mandado fabio amato ( letra minúscula igual ao seu profissionalismo )

    grato pelo espaço , Cid

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