Sexta-feira, 25 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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Gastos governamentais

Por Mauro Malin em 25/11/2005 | comentários

Começa a ser trocada em miúdos para o grande público a questão absolutamente estratégica do gasto público. Ontem (24/11) o assunto foi abordado em boa reportagem do Jornal Nacional. Alguém poderá lê-la como apoio enviesado à permanência da política econômica do ministro Antonio Palocci. Não é. É uma das questões mais espinhosas da vida política brasileira, porque mexe com interesses profundamente enraizados. Promover uma reviravolta no gasto público é difícil. Na Europa, por exemplo, as principais economias do continente enfrentam problemas de baixo crescimento, desemprego e dificuldade de equacionar o futuro da previdência.

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  1. Comentou em 25/11/2005 Paulo de Tarso Neves Junior

    Caro Mauro As despesas com pessoal independem das ações de curto prazo do Governo Executivo devido aos “direitos adquiridos”, cuja versão para o “mercado” é o “cumprimento de contratos”. Essas duas instituições, sendo que para a grande mídia só a segunda é intocável, drenam uma fatia enorme dos impostos e da renda da maioria dos brasileiros que, como eu, não tem o privilégio de se aposentar com 44 anos, não tem cacife para comprar títulos públicos que pagam juros absurdos e nem foi agraciada com concessionárias de serviços públicos em um processo pornográfico de privatização que determinou tarifas crescentes que já superam (e muito) qualquer índice de inflação, quando se pregava que todos teriam serviços de qualidade com tarifas baixas. A sociedade e o Congresso Nacional precisam escolher: Ou acabam com os direitos adquiridos e o cumprimento de contratos abusivos (e isso inclui essa política econômica ridícula e “rudimentar” que está atrasando o crescimento do país e enriquecendo quem não produz absolutamente nada) ou ninguém terá moral para exigir corte de gastos correntes e sociais do Governo Executivo.

  2. Comentou em 25/11/2005 Paulo de Tarso Neves Junior

    Tenho a mesma dúvida da Vera Pereira. Nós pagamos imposto para quê? Para o governo não gastar nada? Nossa imprensa acha corretíssimo destinar uma parte absurda do orçamento para meia dúzia de bancos e rentista enquanto o Brasil está caindo aos pedaços por falta de manutenção.

  3. Comentou em 25/11/2005 Vera Pereira

    Pode ser desinformação minha, mas ainda estou esperando uma discussão competente desse refrão obscuro e onipresente de ‘cortar o gasto público’. O que é ‘gasto público’? Isso não são os gastos do setor público do país, portanto, municípios, estados e governo federal? E o Brasil não é uma federação, portanto com níveis administrativos autonomamente legislados, até certo ponto (o ponto não é a responsabilidade fiscal)? Além disso, o ‘gasto público’ não contempla a divisão e autonomia relativa entre os poderes? Portanto, as despesas dos Judiciários, Legislativos e Executivos? Gasto público é o quê: despesas de pessoal(vai cortar salários?; despesas da Previdência Social (vai cortar pensões?); despesas com Saúde, Educação, Saneamento, Bolsa Família (vai cortar isso tudo também?) Gostaria que quando se falasse me ‘cortar gasto público’ o eminente economista ou jornalista econômico esclarecessem o que é para cortar ou não. E, ainda, porque só se fala em cortar gasto público quando se trata das despesas do Executivo Federal? Já fizeram as contas para ver quem gasta mais ou pior: governo federal, Legislativo e Judiciário nacional, governos estaduais ou prefeituras? A crítica que mantém a caixa-preta e embola tudo num mesmo ‘gasto incompetente’ me parece ser um argumento mais ideológico do que fundamentado.

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