Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Globo e SBT fazem campanha oblíqua

Por Mauro Malin em 31/01/2007 | comentários

O Ministério da Justiça lança na semana que vem, segundo sua Assessoria de Comunicação Social, portaria que oficializa o padrão de classificação indicativa (faixa de idade recomendada) para programação de televisão aberta. O responsável pelo texto é o diretor do Departamento de Classificação, Títulos e Qualificação do ministério, José Eduardo Romão.


A Rede Globo iniciou há alguns dias a exibição de um anúncio institucional que parece ser uma “vacina” contra possíveis conseqüências da portaria. [Nota em 2/2: vários leitores advertem que a mesma campanha é veiculada no SBT. Por isso modifiquei o título do tópico, que era ‘Globo faz campanha oblíqua’. ] Faz uma espécie de crítica não declarada à censura.


Reproduzo os comentários feitos no programa de rádio de hoje (31/1) e em adendo a ele.


A Globo fala aos pais [o título aqui deveria conter também o SBT]


Uma portaria sobre classificação indicativa de programas de televisão aberta sai na semana que vem, depois de três anos de discussão pública. A classificação já existe, mas hoje cada emissora adota uma maneira própria de indicar aos pais a idade recomendada pelo Ministério da Justiça. Há dias a Globo martela anúncio institucional em que uma criança tem os olhos vendados, como se estivesse sendo impedida de ver, e o locutor tece loas ao discernimento dos pais.


Eis o texto:


Todo programa de TV aberta tem uma classificação por idade. Mas o que conta mesmo é a sua opinião. Ninguém melhor do que os pais para saber o que os seus filhos devem assistir. A televisão brasileira oferece informação, diversão e entretenimento de qualidade e de graça. Os limites é você quem dá. Cidadania, a gente vê por aqui.”


Ontem, para capturar essa fala, passei algum tempo diante da Globo em horário vespertino. Vi muita coisa que eu não exibiria para crianças pequenas. Por exemplo, chamadas para programas adultos. Por exemplo, o noticiário que irrompe entre a Sessão da Tarde (onde alguns diálogos hão de ter provocado no mínimo perplexidade em crianças; Robin Williams, protagonista de Uma Babá Quase Perfeita, diz para o namorado de sua ex-mulher que ela tem em casa ‘um vibrador que você não faz idéia’, ou algo parecido, e, em seguida, como o interlocutor expressasse estranheza em face do diálogo, explicita coisas como ‘afogar o ganso’ e assemelhadas); por exemplo, propagandas dirigidas a crianças, protagonizadas por crianças para comover adultos e para comover crianças.


É claro que a classificação indicativa só funciona se o pai ou responsável levá-la em consideração. Ainda não existe televisão com câmera para vigiar quem assiste à programação (poderá haver, algum dia, mas será usada para entender o comportamento do público e modelar o marketing). Estaria a Globo chovendo no molhado? Não. Quando se combina a fala em ‘off‘ com as imagens a sugestão é de que cabe aos pais remover a censura que venda a visão de seus filhos. (Ver imagens abaixo.) Ou seja: a Globo já antecipa uma campanha ‘anticensura’.


Dizer, de modo genérico, que a televisão aberta ‘oferece informação, diversão e entretenimento de qualidade’ soa como piada. Pior. É mentira.


Finalmente, é preciso reiterar que a televisão aberta não é ‘de graça’. O telespectador, como o leitor, o ouvinte ou o internauta, dá seu tempo, vendido a patrocinadores que embutem o custo da publicidade no preço dos produtos. Além disso, ainda não tenho notícia de distribuição gratuita de aparelhos de televisão, nem me consta que as emissoras paguem a conta de luz dos telespectadores.



Portaria quer padronizar indicações




Como se sabe, há motivos para suspicácia em relação a intenções censórias de setores do governo. O Observatório da Imprensa aborda essa questão desde pelo menos 2005. Isso poderá criar uma base de aceitação, entre setores mais politizados da audiência, para a mensagem subliminar do anúncio da Rede Globo.


Mas o Ministério da Justiça afirma que não se trata de censura. A Assessoria de Comunicação diz que a classificação já existe. É feita por equipes de psicólogos, pedagogos, profissionais de comunicação e advogados. Grupos de voluntários são mobilizados pelo ministério quando não há consenso ou quando os produtores pedem reclassificação. Quando algo é considerado atentatório à lei, não é o Ministério da Justiça que move ação contra o responsável, é o Ministério Público. Como ocorreu no caso de um programa do humorista João Cléber tirado do ar.


A portaria tratará de símbolos e maneiras de exibi-los. Segundo a Assessoria, vem sendo discutida há três anos com as emissoras de televisão. Houve consultas públicas. O site do Ministério da Justiça recebeu 23 mil visitas. O documento legal vai oficializar o Manual de Classificação para as TVs abertas. Hoje cada emissora faz do jeito que entende. A indicação só aparece no começo da exibição.


Apenas um aviso inicial


Essa prática de mostrar o aviso só no início já deu muito rolo na história das comunicações. Foi o caso do célebre programa de rádio A Guerra dos Mundos, dirigido por Orson Welles em outubro de 1938. Reproduzo trecho de texto de Gisela Ortriwano publicado no site do Instituto Gutenberg:


A CBS calculou na época que o programa foi ouvido por cerca de seis milhões de pessoas, das quais metade passaram a sintonizá-lo quando já havia começado, perdendo a introdução que informava tratar-se do radioteatro semanal. Pelo menos 1,2 milhão tomaram a dramatização como fato, acreditando que estavam mesmo acompanhando uma reportagem extraordinária. E, desses, meio milhão tiveram certeza de que o perigo era iminente, entrando em pânico e agindo de forma a confirmar os fatos que estavam sendo narrados: sobrecarga de linhas telefônicas interrompendo realmente as comunicações, aglomerações nas ruas, congestionamentos de trânsito provocados por ouvintes apavorados tentando fugir do perigo que lhes parecia real, etc. O medo paralisou três cidades. Pânico ocorreu principalmente em localidades próximas a Nova Jersey, de onde a CBS emitia e Welles situou sua história. Houve fuga em massa e reações desesperadas de moradores de Newark e Nova York (além de Nova Jersey), que sofreram a invasão virtual dos marcianos da história”.


Trata-se, é claro, de um caso extremo. Tanto que ficou na história da comunicação. A portaria do Ministério da Justiça certamente não vai obrigar as emissoras a colocar um aviso permanente na tela.


Indicações positivas


A portaria deverá dar orientação também para TV fechada. Nesse caso, a classificação indicativa não é obrigatória. Mas hoje a única emissora que já segue os padrões do ministério é a MTV, segundo o ministério.


Em julho de 2006 o ministério lançou um manual e uma portaria destinados a cinema, jogos eletrônicos, jogos de interpretação (RPG) e diversões públicas (teatro, shows, espetáculos ao vivo). Permite o acesso de menores a filme não indicado desde que acompanhado por pai ou responsável, ou com autorização para ser acompanhado. Os próprios produtores podem fazer a classificação, até porque o Departamento de Classificação, Títulos e Qualificação não teria como verificar todas as obras ou eventos.


Na portaria do ano passado, uma novidade foi a indicação de “especialmente recomendado para crianças e adolescentes”, segundo critérios de promoção da paz, do respeito aos direitos humanos, da higiene, da solidariedade, e de valorização de obras de caráter regional.


Eis a lista das “obras especialmente recomendadas para crianças e jovens”:


1 – Título: Cocoricó – Casa da Fazenda
Produto: DVD
Produção: TV Cultura – Fundação Padre Anchieta
Classificação: Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes (Livre) – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa. Estímulo à sociabilidade infantil e ao desenvolvimento cognitivo da criança.
Tema: Amizade/Aventura/Informação


2 – Título: Cocoricó – Diferenças e Costumes
Produto: DVD
Produção: TV Cultura – Fundação Padre Anchieta
Classificação: Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes (Livre) – respeito à diferenças étnicas e sociais da pessoa. Estímulo à sociabilidade infantil e ao desenvolvimento cognitivo da criança.
Tema: Amizade/Aventura/Educativo.


3 – Título: Cocoricó – Saúde e Meio Ambiente
Produto: DVD
Produção: TV Cultura / Fundação Padre Anchieta
Classificação: Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes (Livre) – Estímulo à sociabilidade infantil e ao desenvolvimento cognitivo da criança. Estímulo à consciência ambiental.
Tema: Amizade/Aventura/Informações ecológicas.


4 – Título: Cocoricó – Medo e Mistério
Produto: DVD
Produção: TV Cultura / Fundação Padre Anchieta
Classificação: Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes (Livre) – Estímulo à sociabilidade infantil e ao desenvolvimento cognitivo da criança.
Tema: Amizade/Aventura.


5 – Título: Um Pé de Quê?
Produto: DVD (Fitas 1, 2 e 3)
Produção: Canal Futura / Pindorama Filmes
Classificação: Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes (Livre) – Estímulo à sociabilidade infantil e ao desenvolvimento cognitivo da criança. Estímulo à consciência ambiental.
Tema: Amizade/Aventura/Informações ecológicas.


6 – Título: Toquinho no Mundo da Criança
Produto: DVD
Produção: Universal Music / Editora Delta
Classificação: Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes (Livre) – Promoção do cancioneiro popular brasileiro destinado ao público infantil.
Tema: Musical/cultural.


7 – Título: Adriana Partimpim – O Show
Produto: DVD
Produção: Sonopress Ritmo da Amazônia Indústria e Comércio Fonográfico LTDA Classificação: Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes (Livre) – Promoção do cancioneiro popular brasileiro destinado ao público infantil. Valorização do universo lúdico infantil
Tema: Musical/cultural.


8 – Título: Programa Megafone!
Veiculação: Televisão
Exibição: TV Ceará (TV Cultura do estado do Ceará)
Produção: Encine (Núcleo Sócio Cultural de Arte Audiovisual)
Classificação: Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes (Livre) – Regionalização da produção cultural e artística. Promoção do protagonismo infanto-juvenil.
Tema: Informativo/cultural/musical.


9 – Título: Câmara Ligada
Veiculação: Televisão
Exibição: TV Câmara
Produção: TV Câmara / ANDI / UNESCO / SESC
Classificação: Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes (Livre) – Regionalização da produção cultural e artística. Promoção do protagonismo infanto-juvenil.
Tema: Informativo/cultural/musical.


10 – Título: Paz (Disco 1)
Produto: DVD
Produção: Charlotte Damgaard / Erin Wanner / Clive Juster / King Rollo
Classificação: Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes (Livre) – Valorização do universo lúdico infantil. Estímulo à sociabilidade infantil
Tema: Amizade/aventura.


11 – Título: O Poço do Visconde e o Saci
Produto: DVD
Produção: Denise Garrido/ Ricardo Ottoboni
Classificação: Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes (Livre) – Valorização do universo lúdico infantil/estímulo à cultura e ao conhecimento.
Tema: Aventura/educativo.


12 – Título: Um menino muito maluquinho (26 episódios)
Produto: DVD
Produção: TVE Brasil
Classificação: Especialmente Recomendado para Crianças e Adolescentes (Livre) – Respeito aos valores éticos e sociais da pessoa. Estímulo à sociabilidade infantil e ao desenvolvimento cognititvo da criança.
Tema: Aventura/educativo.


# # #


Cobras e Lagartos reclassificada


A novela Cobras e Lagartos, da TV Globo, foi reclassificada pelo Ministério da Justiça, depois de sair do ar, em novembro, para idade mínima de 14 anos. Não poderá, por exemplo, ser exibida no programa vespertino Vale a Pena Ver de Novo.

Todos os comentários

  1. Comentou em 19/05/2007 Carlos N Mendes

    Concessão pública, lucro privado, luta para manter o lucro privado. Qual a novidade aqui ? Internet. A internet permite a pessoas que têm certeza que há algo de podre no reino da TV aberta brasileira se expressem. Imagine se há 15 anos atrás eu teria um espaço como o OI para conhecer e repassar diversos aspectos de um tema como esse. E já percebi : grupos como a Globo só se mexem quando algo realmente pode prejudicá-los de alguma forma. Portanto, vale a pena prestar atenção aos editoriais lidos por William Bonner e as aparições aparentemente bufônicas de Arnaldo Jabor.

  2. Comentou em 10/02/2007 Edson Raschelli

    Novelas onde crianças de 10 anos beijam na boca e meninas de 12 engravidam e pênis e vaginas desfilam livres, leves e soltos, ou presos um ao outro. O problema é que as crianças tendem a copiar o que vêm na TV e não vejo bons exemplos na tv brasileira. De meu lado, não assisto e nem meus filhos, porém não posso me calar diante de milhões de desinformados que têm na TV a única opção de lazer. O problema não está apenas no erotismo, mas nos péssimos exemplos que a programação distribui a torto (só a torto mesmo). Tudo na vida tem limite e acho que limitar certos tipos de imagens e mensagens em determinados horários e faixa de idade não induz de forma alguma a censura. Ademais, é hipócrita a afirmação – neste país – de que os pais é que devem distinguir o que os filhos assistem, até porque, em milhões de lares os pais saem para trabalhar e deixam seus pequenos aos cuidados da babá eletrônica, que, a cada dia, transforma mais e mais crianças em meros consumidores, seja de sexo, alimentos imprestáveis e produtos que vão além da imaginação, sem contar drogas e afins. A medida, em minha opinião, já vem tarde.

  3. Comentou em 08/02/2007 Jussara Simões

    Caro autor, a minha pergunta é igual à sua. Desculpe-me se não esclareci que os meus comentários se destinavam ao que os leitores escreveram a respeito de beijos, como se beijar fosse uma coisa terrível que as crianças não devam ver. Pergunto o mesmo que o senhor: qual é o problema dos beijos?

  4. Comentou em 08/02/2007 Jussara Simões

    Só mais um comentário. O OI se arvora em paladino da liberdade de expressão, mas publica esta frase ao final da página de comentários: ‘Seu comentário foi enviado! Assim que for autorizado, será publicado.’ Assim que for autorizado por quem? Pela minha mãe? Pelo meu pai? Isso é ou não é censura prévia? Ou será que os leitores do OI são criancinhas que precisam de uma mamãe que autorize o que podem ou não podem ler? Por que não começar em casa o combate à censura? O OI deveria estar livre de censura para poder combater a censura. Ou será que a coisa é ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço’? O OI não é Observatório da Imprensa, é apenas serviçal dos poderes constituídos e tenta, muito mal, disfarçar.

  5. Comentou em 08/02/2007 Jussara Simões

    Como é grande o número de moralistas hipócritas! Todos os telejornais divulgam notícias a respeito da violência cotidiana. Até criança de 7 anos arrastada por um carro até a morte! E os senhores que comentam aqui se preocupam com beijos? Que venham os beijos. A televisão que mostre todo tipo de beijos, de todos os ângulos! Vocês pensam que todas as crianças do Brasil têm quarto exclusivo? Visitem as residências pobres, caros fariseus! As crianças presenciam a cópula dos pais ao vivo porque vivem todos misturados em casas miseráveis de um cômodo. Mas a televisão está ali presente. O beijo da TV é apenas mais bonito que o dos pais, com certeza. Se tiver de escolher entre beijos a granel e violência, tiros, sangue, eu sei muito bem o que escolho. E os senhores fariseus? Aproveitem para responder: o que os senhores têm contra os beijos?

  6. Comentou em 03/02/2007 Karine Fonseca

    Acho a iniciativa do Ministério muito válida, mas concordo também que muita coisa vem de casa, vem da educação e controle que os pais tem sobre a criança. Do que adiantaria, por exemplo, uma faixa indicativa de censura se o pais não se importam com isso? O botão da TV existe para ser desligado e existem aparelhos que bloqueiam canais impróprios para crianças. A educação está nos pais. Eles é que devem se orientar e indicar o que é próprio ou impróprio para seus filhos. No texto quando fala-se do filme de Robin Williams, me imagino quando criança ouvino a palavra ‘vibrador’… sabe o que aconteceria? Eu poderia ficar em dúvida, poderia perguntar à minha mãe: _Mãe o que que é vibrador? Ou ainda poderia ir buscar o significado no dicionário… Isso tudo se no momento da exibição eu tivesse procurando saber o que era vibrador. Algumas cenas distorcem a atenção das crianças e muitas vezes elas não sabem exatamente o que estão vendo ou ouvindo, exceto a cena seja voltada totalmente para crianças. O limite e a educação vai de cada um. O que não podemos é acreditar que dá para se criar crianças como antigamente. O mundo modernizou-se, e não foi somente para os adultos. As crianças não brincam mais de casinha como antes.

  7. Comentou em 03/02/2007 Fábio Carvalho

    Na Inglaterra, são proibidos todos os comerciais dirigidos a crianças, pois existe o consenso de que esse público não tem discernimento para tomar decisões de consumo. Os comerciais, dessa forma, são dirigidos aos pais ou responsáveis pelas crianças. No Brasil, existe até programa infantil com merchandising de uma ‘sandália da fulana de tal’. O exemplo a seguir é real, eu vi. Lara, quatro anos, é filha de trabalhadores rurais. Reside a 13 quilômetros do núcleo urbano de Mar de Espanha (MG), uma cidadela com cerca de 15 mil habitantes. No natal passado, ela queria um computador da Xuxa de presente. Viu na televisão, é claro. O brinquedo custa mais ou menos a metade da renda familiar dessa menina. Clodoaldo, o pai, quase rifou metade de seu 13º salário para fazer a vontade de sua única, espertíssima e linda filha. Foi demovido da idéia, para o bem da própria Lara, que irá se vestir e se alimentar melhor nos próximos meses. Sugeri que ela brincasse com papel carbono, um ‘papel mágico’, onde todos os desenhos dela aparecerão do outro lado. A mãe gostou da idéia, iria gastar 2 reais na próxima ida à cidade. Na residência de Lara, administrada com responsabilidade, tem forno de microondas e DVD: confortos inimagináveis para quem não se dá conta de que que consumir brinquedos caríssimos não é uma demonstração de amor. Sem falar em estímulo adequado a uma criança de quatro anos.

  8. Comentou em 02/02/2007 Christiano Pereira

    Caro Mauro Malin

    Li os últimos artigos postados por você, aqui no observatório da imprensa. Gosto do seu texto e achei interessante
    publicar futuros artigos de sua autoria, no jornal GOYAZ, fundado em 1884. Sou apenas um dos editores, mas tenho certeza que podemos abrir um espaço para você. A idéia é publicar diversos artigos sobre O PAÍS em (01) página exclusiva. Será que poderíamos discutir a possibilidade desta parceria? Gostaria de detalhar essa proposta por email, pode ser? Abraço.

  9. Comentou em 02/02/2007 Alexandre Souza

    Toda idéia que tenta tocar/analisar/avaliar a conduta do conteúdo ofertado pela mídia é violentamente rechaçada e taxada de CENSURA. Como se as pessoas que dirigem/controlam a mídia tivessem bom senso suficiente para decidir o que devemos assistir/ler. Não aceitaram o CNJ. Escamoteiam a classificação etária de programas do Ministério da Justiça. Que tal ser criado para a mídia órgão similar ao CONAR? Entidade civil, a qual avalia os abusos/excessos denunciados por concorrentes, telespectadores ou leitores e indica a correção ou punição a ser implementada.

  10. Comentou em 02/02/2007 Marnei Fernando

    Esse meu último comentário foi publicado em post errado… essa minha resposta deveria estar no texto sobre Programa 449 >>Erundina pede informações sobre contrato da CNT >>Como melhorar o Congresso

  11. Comentou em 02/02/2007 Marnei Fernando

    Malin… O Povo aqui, é aquela gente que vota no Lula… um pessoalzinho assim que é taxado de desclassificado, ignorante, pobre e desdentado… é uma gente que normalmente vocês da mídia desconhecem e imaginavam que seria eternamente irrelevante… Se enganam. Esse povo aqui tem brio, está ficando cada vez mais politizado e esperto… Esse povo aqui exige respeito… Esse povo aqui agora tem vez e voz… Muito prazer Malin, eu faço parte orgulhosamente desse povo aqui.

  12. Comentou em 02/02/2007 Eduardo Mesquita

    O que a leitora chama eufemisticamente de ‘aborrecimento’ ou ‘estresse familiar’ na verdade é parte fundamental da educação de um filho. Ou será que chegamos ao ponto hedonista de achar que até mesmo a educação de um filho é puramente prazer? Ensinar limites é chato, cansativo e gera ‘aborrecimentos’, senhora.
    Impressionante ver que depois de delegarem a responsabilidade de educar suas crianças para as escolas, agora aparentemente assumiram sem pudor a figura da ‘babá eletrônica’, que – essa sim – é somente gratificação e prazer para crianças e adolescentes que assistem. Tentativas de regulamentar são válidas, desde que isentas esse perfil tirano e despótico – ou diria chavista? Mais em moda – de gente que arrota ‘extirpar os direitos’ e ‘nem um segundo antes’, determinando o que é certo e errado, e dando poderes divinos a um governo.
    Devem estar adorando a situação da Tv venezuelana, que corre o risco de perder a concessão e querem o mesmo por aqui. Nunca se mexeram contra a Globo, nunca se organizaram, e agora acham que um voto em urna é o suficiente para se sentirem ‘limpando o país dessas mazelas’. Tenham a santa paciência. Assumam seus papéis de educadores, pais, cidadãos e parem de esperar que um ‘Grande Pai’ resolva tudo para vocês.
    Ou é a escola, ou a tv, ou o noçoguia presidente, sempre alguém precisa resolver os problemas de suas vidas?

  13. Comentou em 02/02/2007 wanderley oliveira

    O verdadeiro slogan da Globo deveria ser ‘ GLOBO, FAZ DA GENTE UM POVO BOBO’, o compromisso da emissora sempre esteve ligados a interesses politicos e comerciais, nunca com a Naçao, portanto essa de que os pais sao responsaveis pelo que os filhos assistem eh mais uma tentativa de se isentar das suas responsabilidades. Claro que esta campanha tinha que partir deles mesmos que continuam desprezando a inteligencia da nossa maioria.

  14. Comentou em 02/02/2007 renato vieira andrade

    Essa conversinha de culpar a Globo por tudo de ruim que acontece
    no país já cansou. Indecência para nossas crianças é ver a quantidade de corruptos e desonestos que lotaram o congresso.

  15. Comentou em 02/02/2007 José Carlos da Silva

    Gostaria de saber quem autorizou a veiculação de uma novela chamada ‘Rebeldes’, ouvi muitas críticas a respeito e fico pensando: quem autorizou uma coisas dessas não é pai . Já não confio nos rgãos públicos, e acabo acreditando que as classificações, se já não são, passarão a ser compradas. Neste caso a imprensa deveria das sua contribuição, mas aí é querer demais… E a internet, nao tem e nem deve ter censura. A veiculação de programas alertando os pais, em empresas, escolas, e na propria televisão – um minuto por dia todo o dia em horário nobre, o governo tem direito, afinal é uma concessão – sobre como um exemplo ruim poderá afetar seu filho, e maneiras de substituir a TV, poderá abrir os olhos dos pais, pois a educação moral depende deles e não do estado.

  16. Comentou em 02/02/2007 Farlley Jorge Derze

    Em primeiro lugar, este fórum é como um gole de água gelada quando a temperatura é a mais quente do ano. Esta questão da Emissoras de TV preocupadas com as decisões sobre as classificações de sua programação, eu prefiro olhar sob o ângulo da ‘cadeia alimentar’ do sistema. Imaginem uma pirâmide. Da base para cima, segue a ‘cadeia alimentar’ da qual depende uma emissora de TV. 1 – Na base, podemos pegar…. deixar eu ver…. tá: as novelas. Suas tramas carregadas de valores e crenças. O povo está vendo, se divertindo e assimilando. A mulher está grávida no sofá. 2 – Um nível acima da pirâmide, a garotada herdando dos pais o hábito de não ler, não dialogar e psiu!!! Silêncio… começou a novela. Na trama: tiros, sexualidade, sutiãs e cuecas de grife, corpos atléticos, lábios e olhares, neologismos, corrupção e sorevivência a qualque preço – tudo isso, nas personagens. 3 – Enquanto isso, na vida real, crenças e valores do mundo novelesco são transportados par aa prática das relações sociais. 4 – Seguinda a cadeia alimentar, a TV denuncia nos noticiários as atrocidades, os estupros, as corrupções, as chacinas. Novela e vida real se confundem no espelho um do outro. 5 – O sistema de formação cultural se retroalimenta (escolhemos apenas o item: NOVELA) enquanto no topo da pirâmide jazem os magnatas donos das emissoras. Seu compromisso? Rir de vez em quando!

  17. Comentou em 02/02/2007 Marnei Fernando

    Isso sem falar naquela mulata linda totalmente nua que invade nossas casas a qualquer hora do dia sem a menor cerimônia, a globeleza é o símbolo maior da prepotência e falta de respeito à família e às leis brasileiras.

  18. Comentou em 02/02/2007 Márcia Coelho

    Tudo o que tenho a dizer é: louvo o Ministério da Justiça pela iniciativa. E o argumento da Globo não cola. Desde quando, nos dias de hoje, a família tem tempo pra controlar o que a criança deve, ou não, assistir? E mais? O quanto de estresse familiar rende proibir uma criança de assistir a um programa violento ou de grande apelo sexual em pleno horário em que ela está acordada? A Globo me paga quanto por esse aborrecimento? Essa propaganda dela é muito hipócrita!

  19. Comentou em 01/02/2007 Ivan Moraes

    ‘É o que propõe, explicitamente, a Globo.’: propoe se indecorosamente. Ela vai ter todo o direito de **escolher** publico atravez de sua programacao o dia que for boa. Nem um segundo antes. Nao basta estar satisfeita com o que tem. Alguem ja tentou dizer aa Globo que ela nao eh tv que presta?

  20. Comentou em 01/02/2007 victor seixas

    olha para aqueles que defendem a ‘liberdade’ de expressão e que os pais devem escolher eu me lembro de ter assistido em um fatídico domingo uma mulher nua servir de bandeja para sushi… desculpem mas essas TV´s Tudo por dinheiro não podem ter a liberdade de escolher… se não obedecerem regras vão impor suas próprias que não servem à sociedade, só aos seus próprios interesses econômicos…

  21. Comentou em 01/02/2007 Elísio Neto

    Por incrível que pareça, um dos maiores motivos dessa campanha global está na última notinha
    do texto: a proibição da reprise de novelas de sucesso no Vale a Pena Ver de Novo, uma das
    atrações mais rentáveis da emissora e com o menor custo (a única despesa são os direitos
    conexos). As histórias de sucesso do horário das 21h estão proibidas, e isso pode causar a
    queda da audiência da faixa, já que só sobram ‘àguas com açúcar’ infantis como a novela que
    atualmente está sendo reprisada, cujo nome me foge.

  22. Comentou em 01/02/2007 Marco Costa Costa

    A rede Globo manda e desmanda e ninguém tem coragem de enfrentá-la. Ou falta destículos roxos ou o jabá é dos bons?

  23. Comentou em 01/02/2007 Marco Costa Costa

    DEMOCRACIA NÃO SE FAZ COM PALAVRAS BONITAS. DEMOCRACIA SE FAZ NA PRÁTICA. SE FAZ COM SAÚDE DE PRIMEIRA, HABITAÇÃO DE QUALIDADE, EDUCAÇÃO/CULTURA PARA TODOS. DEMOCRACIA SE FAZ COM O POVO E, NÃO COM MEIA DÚZIA DE APROVEITADORES E COM UMA IMPRENSA BAJULADORA DOS PODEROSOS.

  24. Comentou em 01/02/2007 Danielle Camilo

    O espírito capitalista fala mais alto nessas horas. As emissoras de televisão estão preocupadas em se manterem e, para isso, precisam manter seus telespectadores, que as sustentam em diversos sentidos. Utilizam-se desde comerciais até as suas novela. Nem os telejornais escapam. Não dá para se dizer que os pais devem saber escolher os que os filhos devem assistir e nem que as emissoras são totalmente responsáveis por certas exibições. A medida tomada pelo Ministério é apenas para acalmar os ânimos de pais desesperados e uma tentativa de padronização da tevê brasileira.

  25. Comentou em 01/02/2007 Marco Tognollo

    A Rede Globo que evito assitir, até porque não tem nenhum programa que presta pensa o que?Logo logo vão passar pornografia durante a tarde e quem nao goste que mude de canal? Malin, se não me engano o SBT – Sistema B… (caso seja censurado, a palavra tinha a ver com glúteos) de Televisão também veicula essa vinheta.

  26. Comentou em 01/02/2007 Ivan Berger

    Sou de opinião que deve liberar geral,simplesmente porque não há nada que possa ser feito para regulamentar a contento a coisa.De modo que o negócio é investir na educação e deixar o resto por contas dos país e usuários,como aliás,também deveria ser feito em relação as drogas.Quer usar,use,mas sabendo que terá que arcar com as responsabilidades.Afinal,qualquer proibição é um estímulo a transgressão,e paliativos não vão resolver.Pode ser uma posição meio cínica de encarar os fatos,em face de nosso baixo nível de escolaridade,mas, de qualquer forma,do jeito que está não falta muito para isso mesmo.

  27. Comentou em 01/02/2007 Nelson Costini

    Pois é, Malin, quando eu me referi ao faturamento puro, foi também devido a essa falta de pauta sobre a educação das crianças e adolescentes. Estes últimos, entretanto, só recebem mensagens de consumo e sexualidade, que incrementam a vendagem das novelas, por seqüência. Aos adultos cabe o quê? Novelas, jornais tendenciosos e mascaradores da realidade, programas de auditório, futebol e etc. Se eu, particularmente, não enxergo boas intenções na grade da Globo, é porque ela não reúne nenhuma condição para ser chamada de a número um, exceto pelo faturamento e monopólio de certas categorias de programas. Talvez minhas linhas de texto tenham apenas retratado meu descontentamento com tanto potencial que nossas TVs têm, mas não o sabem utilizar. Minha opinião se resume, infelizmente, a interesses estritamente comerciais, que essas TVs têm…, dando nenhuma importância a outras preocupações. Não acretido numa classificação indicativa, se interesses financeiros falam mais alto, mas é apenas minha opinião.

  28. Comentou em 01/02/2007 Leandro R

    Não defendendo a Globo mas acredito que o tema em questão tem seus prós e seus contras, não é responsabilidade da sociedade educar as crianças, cabe também aos que mais do que ninguém são as autoridades maiores que com certeza devem decidir o que seus filhos devem ou não devem assistir, mas concordo que se deve exigir dos meios televisos abertos essa responsabilidade por que realmente as crianças e adolescentes absorvem tudo o que lhe é passado. É isso aí um, abraço ao Observatório.

  29. Comentou em 01/02/2007 Levi Souza

    Essa campanha da Globo (e também do SBT) é realmente recheada de mensagens subliminares: nunca se viu tamanha democracia nas tão diferentes cores das peles, nas mãos que aparecem, tão diferente da programação. Mas, parece que numa coisa a campanha está certa: se o limite somos nós que devemos dar, já que as emissoras preferem transferir sua (ir)responsabilidade para os pais, o que o espectedor pode e deve fazer é pressionar o governo para que haja efetivamente algum controle. Chega de lixo. A classificação é apenas o começo da faxina.

  30. Comentou em 01/02/2007 Marco Costa Costa

    A rede Globo de Porno-grafia deita e rola e ainda da um pé na b… dos telespectadores, os quais por falta de verba para outros meios de lazer se vê obrigado a ligar o famigerado aparelho de fazer bobalhão. O que ocorre de fato é um sistema democrático às avessas, ou seja, o poder emana dos meios de comunicação de massas. Por esta razão, vivemos uma verdadeira balbúrdia democrática burguesa. Se o governo federal não cortar o poder que as emissoras de televisão, principalmente a rede Redondo de TV, têm sobre a população carente do ponto de vista educacional/cultural/econômico seremos obrigados a dormir com o barulho destas empresas.

  31. Comentou em 01/02/2007 Clerton de Castro e Silva

    Acho que é um problema de difícil solução. Não vejo como se poderia fazer uma classificação num País em que existe uma população tão diferente. Para a região sul e sudeste seria uma classificação e para as demais regiões seria outra.O próprio consumidor é quem deveria classificar a faixa etária.

  32. Comentou em 01/02/2007 Karina Ernsen

    O grande problema é que a Rede Globo pensa ser a dona da verdade. Decide o que é bom/ruim/certo/errado para a população. Quem presta e quem deveria ser abolido. Através da programação jornalistica, que na verdade parece novela, decide quem vai pra cadeia e tentou, mais uma vez decidir quem vai para a presidência. O povo dá essa autonomia a eles? Acredito que sim, pois muitas vezes seguem o jeito globo de ser. A Globo mente quando diz que é uma instituição preocupada com o bem-estar social, pois só está interessada nos lucros que esse tipo de marketing pode trazer. A Globo mente e consegue com suas mentiras manipular um país todo. Passou a ditadura toda defendendo-a e hoje se diz democrática, com um discurso que só acreditam os ingênuos! O povo será sempre bobo de acreditar na Globo?

  33. Comentou em 01/02/2007 Daniel Florencio

    A cara-de-pau da Globo é extrema… Esquecem-se que são uma concessão pública, e que o poder legitimamente eleito é o atual governo… Como a criancinha forte ameaçada no recreio, sentem-se no direito de retaliar a uma decisão (bem tomada, consciente e fundamentada) do Ministério da Justiça, provocando com chamadinhas tendo os pais como alvo… Toda ameaça ao faturamento publicitário da emissora é uma ameaça à democracia e à liberdade de livre pensamento do país…

  34. Comentou em 01/02/2007 Nelson Costini

    Gostei da matéria, Malin. Algumas TVs podem até tentar empurrar essa nobre obrigação dos pais de controlarem o acesso a certos programas para seus filhos, pois sabem que atuamente isso é algo impraticável. As TVs só teriam a ganhar com isso, pois sua essa indicação estaria nas mãos de pessoas sem condição alguma de exercê-la. Os pais não conhecem a programação de Tv; trabalham e não têm tempo de acompanhar os filhos; têm seus deveres com a própria residência onde moram; as crianças e adolescentes já não reconhecem autoridade nos próprios pais e etc. Mas o que está em jogo é manter-se as coisas como estão, ou seja, faturamento puro. Esse recurso que as TVs estão usando é supor que sejamos extremamene ingênuos quanto às suas intenções.

  35. Comentou em 01/02/2007 Guilherme Mallet

    Acredito que mais grave que a má programação é a publicidade. Criança em propaganda é trabalho infantil. Além disso, uma propaganda não pode ser direcionada às crianças, mas aos pais e em horário próprio.

  36. Comentou em 01/02/2007 Clovis Pereira

    Com certeza. Não sou um falso moralista, mas a novela Pé na Jaca, se analisada com um mínimo de rigor, jamais teria liberação para o horário que é exibida. Beijos em profusão, vulgarizados, machões e mulheres seminuas onde todo mundo beija todo mundo, uma zona total encoberta por uma sutil crítica ao crime do colarinho branco que se perde no meio de uma trama pouco delicada e comédia de gosto duvidoso. Poderia ser exibida tranqüilamente em um horário mais avançado. Mas na hora em questão, para ser visto e “apreciado” por crianças, pior, pré-adolescentes suscetíveis a copiar os comportamentos exibicionistas. Não me venham dizer que assiste quem quer. É um horário em que muitos pais não estão em casa para desligar a televisão.

  37. Comentou em 01/02/2007 Juliana de Lima Abdon

    É fácil perceber as verdadeiras intenções da Rede Globo presentes nesta propaganda. Primeiro, desviar o foco da questão: Há coisas próprias para crianças e outras não. Segundo: fugir da responsabilidade que possui, porque afinal, é uma concessão pública e, por isso tem função social. Censura é impedir o acesso a informação, a cultura. Como feito na ditadura militar. Adequar a programação aos telespectadores é o mínimo as concessões públicas ligadas a informação podem fazer.

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem