Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

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Imprensa expõe ‘expurgo’ no Ipea

Por Luiz Weis em 16/11/2007 | comentários

O furo foi da Folha – ontem, em matéria assinada pelo colunista Guilherme Barros – e é da Folha, hoje, em matéria assinada pela repórter Sheila d’Amorim, a melhor reportagem publicada até aqui sobre os bastidores de uma história que ainda vai render.

Trata-se do afastamento – ou “expurgo, como se queira – de quatro pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Fábio Giambiagi, Otávio Tourinho, Gervásio Rezende e Regis Bonelli.

Eles teriam sido desligados por motivos ideológicos – seriam demasiado liberais para o gosto do governo.

Em espaçosas entrevistas à Folha e ao Estado, que hoje também oferece bela cobertura a respeito, o presidente da instituição, Marcio Pochmann, nega. As razões seriam puramente administrativas.

Segundo ele, os dois primeiros foram cedidos pelo BNDES para realizar um trabalho específico a ser concluído até o início de dezembro. Já os outros estariam em situação irregular porque, embora aposentados, continuavam a colaborar com o instituto.

O Ipea, criado em 1964 pelo ministro Roberto Campos, era vinculado ao Ministério do Planejamento. Foi transferido para a recém-criada Secretaria de Assuntos Estratégicos, dirigida, com status de ministro, pelo filósofo Roberto Mangabeira Unger.

Quando da transferência, mais de um comentarista advertiu para o risco de o instituto – respeitado por sua independência e pela qualidade dos seus estudos – ser despojado da diversidade de idéias que sempre o caracterizou, mesmo na ditadura.

À Folha, Pochmann, economista da Unicamp que foi secretário municipal em São Paulo na gestão Marta Suplicy e é conhecido pelas suas posições “desenvolvimentistas”, ressaltou estar “tão preocupado com a pluralidade no IPEA”, que criou um conselho de orientação “com personalidades de pensamentos distintos, como Delfim Netto, Maria da Conceição Tavares e Reis Velloso”.

Se assim é, a repórter Elvira Lobato, que o entrevistou, poderia ter-lhe perguntado o que achava da reação de Delfim aos afastamentos, publicada na véspera pela própria Folha.

Do texto de Guilherme Barros:

“O ex-deputado Delfim Netto, que comandou a economia no período de 1979 a 1985, durante o regime militar, chegando a ser chamado de superministro, lamentou e criticou a saída dos quatro pesquisados do Ipea. Delfim foi até chamado por Pochmann – e aceitou – para assumir o cargo de conselheiro do Ipea.

‘Tenho esses profissionais em alta conta. São economistas dedicados à pesquisa, com boa formação acadêmica e trabalhos relevantes prestados à economia brasileira’, afirmou o ex-deputado.

Delfim lembrou-se do período do autoritarismo e de sua convivência com o Ipea, quando ministro: ‘Nunca houve censura de nenhuma natureza no Ipea. No período da ditadura, eles atacavam a ditadura à vontade e ainda recebiam aumento de salário. O que espero é que não haja nenhuma censura à pesquisa acadêmica que o Ipea tem produzido’.

Mas é, precisamente, o espectro que ronda o Ipea, a julgar pela reveladora reportagem de Sheila D’Amorim, sob o título “Idéia de mudar Ipea existe desde Dirceu”, mencionada no início deste artigo.

A matéria:

‘É preciso estatizar o Ipea.’ A frase atribuída ao então todo-poderoso ministro José Dirceu (Casa Civil) no início do primeiro mandato do presidente Lula é tida por integrantes do próprio governo ouvidos pela Folha como a base das reformas que estão sendo promovidas no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

O afastamento de quatro pesquisadores que tinham pensamento econômico divergente do predominante no governo, divulgado ontem pela Folha, segue a linha adotada após a transferência do órgão da tutela do ministro Paulo Bernardo (Planejamento) para a do ministro Mangabeira Unger (Extraordinário de Assuntos Estratégicos), há alguns meses.

Desde agosto, quando o novo presidente do instituto nomeado por Unger, o petista Marcio Pochmann, tomou posse, publicações foram modificadas e outros quatro diretores já haviam sido substituídos. A maioria deles foi trocada por profissionais de fora do instituto.

Entre eles, Ana Peliano, que não era tolerada no PT por ter sido a principal auxiliar da ex-primeira-dama Ruth Cardoso no programa Comunidade Solidária. A socióloga ocupava a diretoria de Estudos Sociais do instituto. Também deixaram o cargo de direção Paulo Levy (Estudos Macroeconômicos), João Alberto De Negri (Estudos Setoriais) e José Aroudo Mota (Estudos Regionais).

Segundo a Folha apurou, a idéia com a reestruturação é tentar abrir mais espaço para a corrente autodenominada ‘desenvolvimentista’, que, na avaliação de integrantes do governo, estava sufocada por ortodoxos alinhados com as idéias econômicas do governo anterior e do ex-ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda).

A visibilidade, a exposição e, principalmente, a repercussão que o pensamento de pesquisadores do Ipea, como o afastado Fabio Giambiagi, tinham na mídia sempre incomodaram a ala desenvolvimentista do governo, que ganhou poder neste segundo mandato de Lula.

Com isso, a tensão foi a marca do relacionamento do Ipea com petistas que consideravam que o instituto estava ‘tomado’ por conservadores, quando não rotulados de tucanos. O ministro Paulo Bernardo, remanescente das fileiras paloccistas, era muito criticado nas reuniões internas do governo por não ‘enquadrar’ o Ipea.

Apesar das pressões, o ministro não só manteve a autonomia do instituto como incorporou propostas sugeridas nos debates do Ipea. Uma delas previa equilibrar, no médio prazo, as contas públicas de tal forma que as receitas cobririam todos os gatos, inclusive com juros, o chamado déficit nominal zero.

Após embate público com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que desqualificou o projeto classificando como ‘rudimentar’ no final do primeiro mandato de Lula, a idéia emplacou como uma das medidas fiscais do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A desvinculação do Ipea do Planejamento e a transferência para a esfera no novo ministro Mangabeira Unger provocaram uma revolta geral entre os pesquisadores do instituto no início deste ano. Eles temiam a censura e a implantação de um pensamento único no órgão, que sempre se destacou pela diversidade de idéias. Sem isso, acreditam, o Ipea não existe.”

Todos os comentários

  1. Comentou em 19/11/2007 Ricardo Camargo

    O caso do IPEA e o caso do Maestro John Neschling – que foi noticiado pela Veja desta semana, em relação a seus atritos com o Gov. José Serra – devem ser analisados sob o mesmo parâmetro: verificar que o inciso VIII do artigo 5º da Constituição Federal (inspirado na doutrina do caso Shelley v. Carr, decidido pela Suprema Corte dos EUA) inquinaria ou não de ilegalidade a postura dos Governos Federal e Estadual. A conclusão positiva em relação a um vale para o outro, e assim também a negativa.

  2. Comentou em 18/11/2007 alfredo sternheim

    Marcelo Ramos, obrigado pela sua correção. realmente a palavra expurgo foi intencionalmente mal empregada. Aliás, a imprensa também não informou quanto ganhavam esses senhores ‘expurgados’ e até que ponto a produção do IPea tem sido util ao país. Qual é o custo-benefício? Quando eu via na TV um desss senhores falando mal do governo, acreditava que ele ganhava do Ipea (e do governo) por prestação de serviços, não sabia que eram remunerados mensalmente. A produção deles valia um salário mensal ou era mais uma boquinha, das muitas que existem neste país em nome da cultura e da sociologia? O senador Suplicy pagava (ou paga) 9 mil mensais (o senado paga) à um economista famoso para receber assessoria de vez em quando. Tanto o senador como o assessor reconheceram que o trabalho não era diário. Mais esbanjamento de dinheiro público: na Veja desta semana em ótima matéria de Sergio Martins consta que o maestro Neschling ganha 100 mil por mês da OSESP, orquestra sustentada pelo governo do estado de SP e que tem FHC como presidente de honra. Eu reclamava achando que ele ganhava 60 mil por mês. Isso sim é um escândalo. O maestro 100 mil por mês e um governador do estado 14 mil. Os articulistas do Observatório poderiam se debruçar sobre o modo da imprensa tratar dessas questões de dinheiro gasto (e mal gasto) em nome da cultura. Existe blindagem nessa área.

  3. Comentou em 18/11/2007 Regina Braga

    Parte da imprensa pensa que o brasileiro é idiota.
    Nunca vi um presidente da república, um presidente de estatal ou similar ser questionado por trocar dirigentes, sobretudo dirigentes que parecem ter o traseiro colado na cadeira.
    Qual é o problema deles serem substituídos?
    O Brasil vai parar por causa deles, ou é porque, como notícias de jornais, esta instituição tem informações privilegiadas que abastecem a oposição?
    Para ser sincera e apesar de ser apenas uma senhora leitora de jornais de internet e impressos, eles deveriam ter saído desde o ano passado, antes das eleições de 2006, pois disseram arrogantemente, que a previdência, independentemente de qual fosse o presidente eleito, seria modificada.
    Perderam a boquinha da função de confiança que é uma baba.

  4. Comentou em 18/11/2007 Luiz Oscar Matzenbacher

    A imprensa econômica em geral desse país tem ‘maquiado’ o noticiário econômico, os indicadorers de crescimento e inflação há pelo menos uma década, sempre em benefício da versão dos governos, das estatais e das grandes multinacionais. Mas alguns pesquisadores honestos ainda se levantam em nome da defesa da verdade dos números, que se forem honestamente reproduzidos, jamais mentirão. Os números nunca mentem. Quem mente são os seus (dos números) manipuladores ou ‘interpretadores’.

  5. Comentou em 18/11/2007 ailton amaral

    pois é, a imprensa perde muito com os pseudo jornalistas que infestam as grandes redacoes, perde muito em credibilidade, ja que a sociedade esta mais atenta as noticias e buscando fontes confrontadoras.
    essa noticia, com o palavreado usado, nao tem nada de diferente da grande maioria das publicadas pelos grandes meios de comunicacao, mostram a tendencia e a falta de etica na noticia.
    indiferente de atacar um partido, o presidente ou qualquer outro politico, todo fato deveria ser extremamente estudado e avaliado, antes de sairem dando coices, aqui nao da pra dizer que sao chutes, pois chutes normalmente sao dados por pessoas que nao sabem do que estao falando ou lhes falta conhecimento, no caso dos jornalistas nao falta exatemente conhecimento, falta capacidade de discernimento, etica e boa indole, isso os afastaria de reportagens mediocres, ridiculas e so levando em conta seus interesses ou de seus amigos.
    se houve um fim de contrato, se houveram demissoes de pesquisadores que realmente eram uteis ao pais, cabe uma pesquisa mais coerente e profunda sobre o fato, nao sair ouvindo pessoas que nitidamente sao ligadas a determinados partidos ou politicos ou tem dificuldade em aceitar que outras agremiacoes possam ter razao em suas conviccoes.

  6. Comentou em 17/11/2007 Kleber Carvalho

    Weis um assunto muito mais interessante para a mídia golpista seria a ‘doação’ de míseros R$ 5.717.385,94 que o ministro Gilberto Gil autorizou através do Ministério da Cultura para o famigerado IFHC, uma verdadeira bofetada na cara do cidadão digno e honesto que ganha a vida com muitas dificuldades Brasil afora. Esta ‘doação’ é um acinte ao povo humilhado e vilipendiado diariamente por políticos medíocres como este que criou este instituto, um verdadeiro assalto aos cofres públicos, ainda que seja uma ‘doação’ legal do ponto de vista jurídico eu humildemente qualifico como uma imoralidade, aliás mais uma em que o ator principal é um político de alta plumagem, até quando a mídia golpista continuará com sua heróica e mesopotâmica campanha de viva AO TUCANÊS??

  7. Comentou em 17/11/2007 luiz gor

    acho curioso a menção que no regime militar o ipea foi preservado.porque será que ninguém lembra que nenhum regime militar estrupou a constituição para permitir reeleiçôes?

  8. Comentou em 17/11/2007 Ronaldo Irion Dalmolin

    Conhecem a TESE DO COELHO? (ver no google)

    Vou direto à MORAL DA HISTORIA:
    – Não importa quão absurdo é o tema de sua tese.
    – Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico.
    – Não importa se os seus experimentos nunca cheguem a provar sua teoria.
    – Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos…
    – o que importa é QUEM ESTÁ APOIANDO A SUA TESE…

    – – – – –
    Por isso é importante ler: “A quem serve Giambiagi?”, in: http://www.correiocidadania.com.br/content/view/711/58/

  9. Comentou em 17/11/2007 carlos martinho

    Engraçado esse negócio de achar falta de ética alguém ser pago pelo Estado e falar mal do governo. Falta de ética, por quê? O Estado deve contratar pessoas caacitadas para servir o país, não capangas do governo de turno.

  10. Comentou em 17/11/2007 Gil Santa Fé

    Cade o estudo do Giambiagi sobre o papel do Bndes no desenvolvimento econômico do Brasil? Apesar de estar no IPEA para este fim, nunca li um artigo ou comentário sobre o assunto, apenas deficit previdenciario, despesas públicas, tamanho do Estado, carga tributaŕia e correlatos. Tudo isto com a firme defesa do Estado mínimo. Um exemplo de mau uso do $ público: contratado para fazer uma coisa, deixa sua tarefa de lado e se mete a falar de outras. Fui enganado, pensei este tempo todo que era do IPEA e não apenas um contratado ou colaborador do instituto. Pensei até que falava em nome do IPEA. Que era argentino, já sabia. Não sei se teria tantos defensores lá, como tem aquil

  11. Comentou em 17/11/2007 Marcelo Ramos

    Prezado Alfredo Sternheim, permita-me fazer um pequeno adendo à seu texto: ‘a palavra foi INTENCIONALMENTE mal empregada.’ Na ausência de um projeto político definido, a oposição vêm adotando práticas ‘bélicas’: pressionar, dificultar votações sem críticas ou motivos procedentes, etc. Essa ‘politização’ exacerbada, nesses níveis, é conseqüência desssas práticas. A diferença é que quando há retaliação do governo, vai pro jornal, se tenta ligar Lula/PT, vã tentativa de desgastar o governo. Sobre o fato em si, concordo com você que foi dada importância excessiva. A propósito, ninguém comentou nada sobre a entrevista do Paulo Henrique Amorim na penúltima edição da Caros Amigos. Lá, ele expõe a relação visceral de Serra com a Folha e levanta a bola sobre o Cacciola e de como ele ()Cacciola) pode trazer à tona os intestinos da operação fraudulenta do banco dele e o Fonte Cidam. Engraçado, o Cacciola sumiu do noticiário. Porquê nenhum observador deste observatório sentiu falta?

  12. Comentou em 17/11/2007 João Henrique Pederiva

    Quando vejo essas discussões, fico com a impressão de que, apesar de centenário, Max Weber continua extremamente atual.

  13. Comentou em 17/11/2007 alfredo sternheim

    Weis, você deu muita importância a um fato através mais da versão da Folha. Conforme explicou Pochmann em outros veículos de comunicação, não houve expurgo, a palavra foi mal empregada. Houve a não renovação de um contrato que termina em dezembro e que depende de outro orgão que não é o Ipea. Mas, convenhamos, que falta de ética um sujeito ganhar dinheiro do governo e ganhar de outra fonte falando mal dele. Se o pesquisador Giambagi ganha da CBN e/ou da Folha para atacar planos do governo que também lhe paga, sua atitude é lamentável. Isso sem falar em sua infeliz insistência em reformar a previdência d e uma maneira que prejudica o povão; jamais ele e outros oferecem planos visando acabar com as aposentadorias especiais, diferentes e generosas para congressistas, juizes, funcionários púbolicos e professores de universidades públicas. Essas são intocáveis. Aliás, já recebi inúmeros e-mails contra Lula (alguns grosseiros) na base da desqualificação pessoal enviados por professores de universidades federais e atráves de conta de internet pagas pelas universidades. Haja ética nesses intelectuais. Há assuntos mais relevantes do que o caso do Ipea. E mesmo quanto ao Ipea, gostaria de ver na imprensa uma análise da sua produção nos últimos dez anos. No Brasil, a produção cultural gera muitos gastos públicos. Alguns válidos, outros típicos em esbanjamentos. em empreguismo.

  14. Comentou em 17/11/2007 Marcelo Ramos

    Essa oposição não tem projeto de governo, ou seja lá o que se entenda por projeto político. Assim, juntamente com os donos de alguns grupos de comunicação, ficam que nem criança de quem foi tirado um doce: fazendo pirraça. Já viram o Globo? Está tentando alimentar, em sua página online, uma pirracinha. Essa sobre o fato de Lula ter defendido Chavez, naquele papos bobos na Cúpula Íbero-Americana contra o rei Juan Carlos. Agora, já deu no Globo de hoje (impresso) em manchete, que a oposição quer convocar os caras que voltaram para seus endereços para perguntar porque eles foram ‘expurgados’. É por isso que o Brasil está assim: quando a oposição faz picuinha por causa dessas miudezas, perde autoridade moral para fazer críticas que o governo até mereceria. Demonstra falta de um projeto e incompetência pra ser oposição.

  15. Comentou em 17/11/2007 Jose de Almeida Bispo

    Êta que a turma do Curso Master não perdoa nada que vá de encontro aos interesses de seus patrões reinóis e de Sua Magestade Juan Carlos de Bourbon. Sequer um Estado planejado o Brasil pode ter. Tem que entregar tudo aos emissários de Sua Magestade. Vamos gostar de ser macacos colonizados assim na Conchinchina. Aliás, lá, foi repudiado. Já aqui…

  16. Comentou em 16/11/2007 Paulo Kautscher

    Ué! eu pensava que o Giambiagi trabalhava na radio CBN e, não no IPEA.
    Eu o ouço todo o dia, de manhã sendo entrevistado pelo Barbeiro e a tarde pelo Sardenberg. Será que estou enganado?

  17. Comentou em 16/11/2007 RONALDO ALVES

    Segundo o PHA um desses camaradas era ligado ao serra, e acho que o povão hoje não vai dormir por causa disso.

  18. Comentou em 16/11/2007 Fábio José de Mello

    Sobre o assunto, vale a pena ler o blog Conversa Afiada.

  19. Comentou em 16/11/2007 José Ayres Lopes

    Pensamento único só vale se for o da grande imprensa, o dos pseudo-intelectuais do PSDB. Qualquer outro pensamento único é ditadura.
    Assim sendo, as mudanças da ANAC devem ser consideradas administrativas, democráticas; as mudanças do IPEA devem ser consideradas um expurgo, uma medida de força, ditatoriais. Entenderam?

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