Terça-feira, 22 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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Jornais coincidem: Palocci é carta fora do baralho de Lula

Por Alceu Nader em 14/11/2005 | comentários

A fragilíssima situação do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, ocupa apenas duas das manchetes principais dos seis jornais mais innfluentes – Folha de S.Paulo, Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo, O Globo e Valor Econômico -, mas não há sombra para dúvida. Com maior ou menor ênfase, todos coincidem que, depois do ‘capitão’ de equipe, José Dirceu, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, perderá mais um pilar de sustentação. Desde o depoimento de Vladimir Poleto, na CPI dos Bingos, o destino do ministro está selado – e o ataque não tem fim anunciado no horizonte. Além das complicações já fartamente exploradas pelos jornais, há uma nova: a do envio de dinheiro para Angola e de favorecimento para empresários de Ribeirão Preto em negócios com o país africano. Angola figura entre os dez países mais corrputos do mundo.

Rogério Buratti e o promotor Sebastião Sérgio de Oliveira também renovam a varga contra o ministro nos jornais de hoje. O ex-assessor de Palocci na Prefeitura de Ribeirão Preto disse em processo, com benefício da delação premiada, que o chamado ‘mensalinho’ de R$ 50 mil que eram recolhidos entre empresas para o caixa do PT, na verdade, incluía somas maiores. O promotor diz ter indícios sobre o aumento da quantia. Sebastião Sérgio de Oliveira, para refrescar a memória dos leitores, foi aquele mesmo procurador que, em 19 de agosto passado, foi condenado por integrantes do próprio Ministério Público e por pelo menos um ministro do Supremo Tribunal Federal por ter entrado e saído da sala onde o mesmo Buratti estava sendo interrogado para antecipar à imprensa as acusações de Buratti contra Palocci.

Buratti parece ter o ministro da Fazenda na mão, pois, até hoje, Palocci não respondeu às acusações, limitando-se a dizer que desconhece as razões para o comportamento do ex-assessor. Uma pista consistente sobre as investidas de Buratti contra o ministro ocupou as primeiras páginas do dia seguinte ao depoimento de agosto (veja abaixo reprodução da capa do O Estado) – mas a imprensa não seguiu, ou não quis seguir, o recado dado por Buratti. Para situar o eleitor, neste dia Buratti chegou ao depoimento trajando um macacão abóbora de presidiário e saiu do interrogatório de camiseta polo. Entre um momento e outro, ele deu entrevista coletiva aos repórteres com outra camiseta – a da seleção de futebol de Portugal.

Qual a razão do figurino naquela ocasião?

Haverá em Portugal alguma informação ainda mais explosiva contra o ministro?

Clique na imagem abaixo para constatar se Buratti estava ou não dando algum recado.


Clique na imagem para vê-la ampliada

Todos os comentários

  1. Comentou em 14/11/2005 Odracir

    Alias, nao ee a toa que o pessoal acredita nesse ouro de Cuba. Pessoalmente, concordo com vc e isto parece mais uma lenda urbana. Porem, neste governo onde os mortos sao indicios de corrupcao, a inepcia e o amadorismo sao os indicios mais fortes (pelo menos no gov. anterior se montavam dossies mais consistentes).

  2. Comentou em 14/11/2005 Odracir

    Acho que o nivel da imprensa estaa proporcional ao nivel do governo. Se fosse um governo serio, talvez, teriamos uma imprensa melhor. Se os individuos do governo federal nao estivessem tao enlameados, talvez nao teriamos uma imprensa tao marrom, tao denuncista. Do jeito que o governo estaa, estaa dificil. A unica coisa boa ee que a economia se descolou da politica. O presidente ee muito ruim, ee muito amadorismo… ao inves de ficarmos discutindo se o presidente ou o seu partido sabem se diferenciar do Estado (que eu acho que nao sabem…), estamos discutindo se os nossos governantes formaram uma quadrilha criminosa.

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