Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1006
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CÓDIGO ABERTO > Desativado

Julgando para a arquibancada

Por Luiz Weis em 08/09/2008 | comentários

O presidente Lula sugeriu ao titular do Supremo Tribunal, Gilmar Mendes, que mandasse parar com as transmissões ao vivo dos julgamentos da Corte, pela TV Justiça. Lula propôs que a emissora exibisse apenas gravações dos trechos mais importantes das sessões.

É o que informa o Estado, em matéria assinada pelas repórteres Mariângela Gallucci e Tânia Monteiro. Segundo elas, Gilmar Mendes não vai atender ao pedido do presidente.


O assunto rende.


Lula argumenta que a transmissão dos julgamentos leva os ministros a “fazer mais críticas ao governo”, além de incentivá-los a fazer “discursos inflamados”. Em suma, o julgamento se transformaria em espetáculo, “influenciando o comportamento dos integrantes da Corte”, diz a matéria.


O comportamento, muito provavelmente. Os votos, que é o que conta em última análise, muito dificilmente, salvo prova em contrário.


De qualquer forma, repete-se no Supremo o que é rotina nas casas legislativas, especialmente nas CPIs, quando os políticos se exibem para as câmeras.


Dá no seguinte problema. De um lado, julgamentos e debates parlamentares são abertos. As galerias do Congresso e a platéia do Supremo, para ficar só na esfera federal, existem exatamente para isso.


O princípio óbvio é de que, nas democracias, a sociedade tem o direito de acompanhar o que se passa nos plenários onde se fazem as leis e onde se julgam se as leis foram transgredidas. Trata-se de questões de interesse público. A exibição dessas atividades na TV, ao vivo, apenas proporciona a incontáveis milhões o equivalente à oportunidade, por definição ao alcance de uns poucos, de assistir a elas em pessoa.


De outro lado, como também é óbvio, a transmissão instantânea dessas atividades afeta o desempenho dos que delas participam. Numa palavra, ficam todos, ou quase todos, mais… exibidos. Passam a jogar, ou julgar, para a arquibancada eletrônica.


O resultado acaba pervertendo a premissa de dar o mais amplo acesso aos atos dos agentes públicos, sejam eles políticos ou juízes. Afinal, sob os holofotes, esses atos sofrem uma mutação.

O alcance disso varia de caso para caso e de protagonistas para protagonistas. Mas a regra geral é a da exacerbação das condutas. Essa “espetacularização”, como diria Gilmar Mendes, ainda quando não determina o desfecho do evento televisionado – uma sentença ou uma votação – passa ao espectador uma versão menos ou mais distorcida do funcionamento da instituição focalizada.


Não há como evitar esse resultado. Fica de pé a questão de saber se, em nome do que a Constituição chama de “publicidade” dos atos oficiais – no momento mesmo em que são praticados, graças à tecnologia das comunicações – vale a pena pagar esse preço.


Para o presidente a resposta é sim e não. Sim, presumivelmente, no caso dos trabalhos parlamentares. Não, declaradamente, no caso dos julgamentos do Supremo, que ele gostaria que só passassem, editados, depois de concluídos.


Deve ser verdade, como diz, que o Brasil é o único país em que as sessões do tribunal constitucional, a última instância de qualquer sistema de Justiça, são exibidas na íntegra em tempo real. “Nem nos Estados Unidos”, comentou Lula. Ali, por sinal, as sessões da Suprema Corte não são nem filmadas.


Resta saber se o que é bom para os Estados Unidos, supondo que isso o seja, é bom para o Brasil. Este blog tem lá suas dúvidas.


Apesar do “efeito TV” no comportamento de ministros do STF, é um ganho para a sociedade poder acompanhar, onde quer que a TV Justiça pegue, o passo-a-passo de deliberações históricas, como a que considerou constitucional as pesquisas com células-tronco e a que dirá se é constitucional, ou não, a criação de reservas indígenas em área contínua (caso Raposa/Serra do Sol).


P.S.

De um ângulo conceitual, é bom lembrar, quando se fala em “efeito TV” está se falando de duas realidades aparentadas.


Uma é a mídia ter se tornado parte dos fatos que registra – o “elemento a mais”, como disse o presidente, se referindo aos julgamentos do Supremo.


A outra realidade é a de que o meio molda a mensagem, para usar o jargão consagrado. A câmera ligada, por exemplo, muda a atitude – a “mensagem” – de quem ela focaliza.


A instantaneidade e a sensação de poder proporcionadas pela internet na comunicação do que passa pela cabeça (e pelo fígado) de cada qual afeta a expressão das opiniões que se quer transmitir. É algo mais do que a velha distinção entre forma e conteúdo. Não se manda um comentário para um blog como se escrevia uma carta a um jornal. Outra hora se voltará ao assunto.

Todos os comentários

  1. Comentou em 11/09/2008 Ivan Moraes

    ‘É mentira. O presidente Lula nunca recomendou nada a Gilmar Mendes… Ao inves de estarmos discutindo aqui os efeitos de transmissão da sessão do stf ao vivo, deveriamos estar discutindo como pode alguem publicar tamanha mentira… ”: muito obrigado. Eu assino embaixo. Presidente pedir pra alguem por alguma coisa implica um degrau de confianca que Gilmar Mentes nao merece.

  2. Comentou em 10/09/2008 Marnei Fernando

    Notícia que sai no PIG – Partido da Imprensa Golpista não se dá crédito Weis… Está no manual do leitor consciente…
    Quem dá créditoa ao PIG sem as devidas, ressalvas e desconfianças, ou é um completo imbecil ou mau caráter… Ainda mais agravado para quem dissemina os venenos contidos no esgoto midiático/dantas/gilmar mendes/demo.

  3. Comentou em 10/09/2008 Ivan Moraes

    ‘Esta matéria aqui – como a maioria que tem sido postada no OI nestes últimos dias – parece mais a escapadinha do tema central que aflige o país com uma quadrilha mandando dentro dos tribunais e no Congresso com o apoio da mídia e a completa ausência dos indignados seletivos’: QUEM SAO OS CLIENTES DE DANIEL DANTAS E DO GRUPO OPPORTUNITY?

  4. Comentou em 10/09/2008 Douglas puodzius

    Caro Paulo,

    Acho interesante vc cobrar de mim o que não cobra nem de Mariangela e nem de Tania, as duas ‘jornalistas’ que teriam produzido esta perola.

    Quando vc elas apresentarem as fontes delas eu apreento as minhas. Combinado?

    Quer mais? Há um boato que Serra sugeriu a Alkimim que renunciasse em favor de Kassabi. Este foi um dos motivos da saida do marqueiro da campanha do ex- governador.

    Espero que Weis aproveite esta minha deixa e faça a repercussão desta gravosa noticia que estou entregando em primeira mão.

    Volto a repetir: ‘É mentira. O presidente Lula nunca recomendou nada a Gilmar Mendes… Ao inves de estarmos discutindo aqui os efeitos de transmissão da sessão do stf ao vivo, deveriamos estar discutindo como pode alguem publicar tamanha mentira… ‘

    Deveriamos também discutir porque nosso observador repercute a mentira.

  5. Comentou em 10/09/2008 George Bruxa

    O colunista da revista Veja, Diogo Mainardi, foi condenado pela 13ª
    Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a três
    meses e 15 dias de detenção, ou a uma multa de três salários
    mínimos, e pagamento de 11 dias de multa. Mainardi foi condenado
    por difamação e injúria pela publicação do texto “A voz do PT”, em 6
    de setembro de 2006, no qual afirma, sem provar, que o jornalista
    Paulo Henrique Amorim mantinha sua página no portal IG com
    dinheiro de fundos de pensão estatais. Na coluna, Mainardi também
    fazia referência aos jornalistas Franklin Martins, Mino Carta (além de
    Amorim), dizendo que todos faziam propaganda do governo e ‘todos
    eles estavam na fase descendente de suas carreiras’.
    O colunista da Veja também afirmou que Amorim recebia R$ 80 mil
    para se engajar, junto com Carta, na ‘batalha comercial do lulismo
    contra Daniel Dantas’. Assim, Amorim entrou com ação na Justiça
    contra Mainardi e a Editora Abril pedindo indenização por danos
    morais, em um valor ‘não inferior a 1,5 mil salários mínimos’,
    acrescido de R$ 0,50 por cada exemplar da revista posto em
    circulação.
    O Ministério Público de São Paulo apresentou parecer pela
    condenação de Mainardi, ao considerar que as afirmações do
    colunista de Veja ultrapassam o limite razoável do “jornalismo
    agressivo”. Dêem a boa notícia!

  6. Comentou em 09/09/2008 Jose de Almeida Bispo

    Esta matéria aqui – como a maioria que tem sido postada no OI nestes últimos dias – parece mais a escapadinha do tema central que aflige o país com uma quadrilha mandando dentro dos tribunais e no Congresso com o apoio da mídia e a completa ausência dos indignados seletivos – aqueles que enxergam mensalão de Lula mas não conseguem enxergar as sanguessugas de Serra. Nunca vi nada tão capaz de detonar com o moral tanto quanto essa campanha infame de subversão do que se convencionou chamar de civilização. É pra acabar com qualquer chama de esperança na vergonha.

  7. Comentou em 09/09/2008 Ricardo Camargo

    Houve um tempo, entre 1977 e 1988, em que havia questões que o Supremo Tribunal Federal decidia em sessão secreta, sem a necessidade de fundamentar a decisão: era o famoso julgamento da argüição da relevância da questão federal, retornou sob o nome de repercussão geral, com a Emenda Constitucional 45. A diferença, contudo, é que hoje o julgamento da repercussão geral é feito em publico e há a necessidade de fundamentar tanto o acolhmento quanto a rejeição. É importante a publicidade dos julgamentos, justamente porque deles, também, provém a indicação de como os cidadãos devem orientar as respectivas condutas para não serem sucumbentes, isto é, para não sofererem restrições em seu patrimônio ou em sua liberdade.

  8. Comentou em 09/09/2008 Nivaldo Silva

    O que é isso, quanta perda de tempo.
    Vocês acham que um Presidente que vive pedidndo para os Juízes não se meterem em política vai fazer um proposta dessas ao Presidente do Judiciário?
    Está faltando notícias nesse país, têm-se que inventar, cada lorota e o povão acredita!

  9. Comentou em 09/09/2008 Antonio de Padua de Andrade Borges

    É preciso dizer que a maioria da população não tem acesso as tvs justiça, câmara etc.
    Essas tvs deveriam ter transmissão pelos canais abertos, já que são bancadas com dinheiro público.
    Peço aos amigos que encampem essa idéia, para o bem da liberdade de informação e conhecimento do nosso povo.

  10. Comentou em 09/09/2008 Ivan Moraes

    ‘Volto a repetir: ‘É mentira. O presidente Lula nunca recomendou nada a Gilmar Mendes e que, ao inves de estarmos discutindo aqui os efeitos da transmissão de tv ao vivo, deveriamos estar discutindo como pode alguem publicar tamanha mentira…’: e eu assino embaixo. Nao aconteceu. Gilmar Mentes, espiao colocado no supremo por Fernando Henrique Cardoso exclusivamente para sabotar a justica e favorecer corruptos, jamais perderia a chance de inventar uma graaaaaaande historia e se fazer de vitima se Lula lhe dissesse qualquer coisa fora da vista de 25 testemunhas, 5 gravadores, e duas cameras de tv. Eh assim que espionagem funciona, e eh pra isso que espioes servem. De fato, seria um milagre se gilmar conseguisse andar sem pisar na lingua ate depois da 6a feira. So falta saber se a folha ja estava na fila de ser a primeira a apregoar a vitimizacao do pobre Gilmar, porque a veja ja ta meio batidinha. TUDO que voces estao vendo no Brasil, toda a sabotagem atravez da media, todas as mentiras, tudo tudo foi o que os NEOCONS fizeram aos EUA –ja viu aonde os EUA esta?

  11. Comentou em 09/09/2008 Victor Meras

    O povo tem o direito de saber onde foram parar os 87 bilhões arrecadados com as privatizações de FHC. O povo tem o direito de saber porque o metrô de SP é o mais lotado do mundo. O povo tem o direito de saber porque as investigações do grampo no BNDES, na época de FHC foram abafadas. O povo tem o direito de saber porque a Rede Globo foi a única emissora a não mostrar José Serra ao lado dos deputados sanguessugas na entrega de ambulâncias à municípios. O povo tem o direito de saber porque a Rede Globo recebeu permissão de ajuda financeira estrangeira quando as leis de imprensa não permitiam, na década de 60. O povo tem o direito de saber porque em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias. O povo tem o direito de saber porque nss campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões. O povo tem o direito de saber que Diogo Mainardi perdeu a ação em que foi réu por calúnia e difamação contra PHA e agora, se cometer mais alguma coisa poderá ser preso pois foi condenado. O povo tem o direito de saber sobre a propina de R$ 15 milhões no governo FHC no caso da Vale do Rio Doce.

  12. Comentou em 09/09/2008 Paulo Marcos de Souza

    É mesmo Douglas? Tem provas disso? Tem informantes dentro do palácio? Ou você também anda grampeando o telefone do presidente?

  13. Comentou em 09/09/2008 UBIRATAN PIRES RAMOS

    Mas a censura do presidente às transmissões em tempo real das sessões do STF não se prende ao fato de muitos brasileiros assistirem as sessões de julgamento sem nada entenderem, mas sim às críticas que os ministros, quando acham brechas para tanto, fazem ao seu governo. E isso eles fazem em linguagem coloquial, portanto ao alcance do brasileiro mediando. Ora, se eu, um pobre mortal, igual aos demais brasileiros, faço uma crítica ao governo pouca chance de vê-la acatada pelos demais. Agora, se as mazelas do governo são apontadas por um ministro do STF, pessoa de reconhecido saber e de conduta ilibada (supostamente) é claro que maior credibilidade a critica terá perante os conterrâneos. CONTINUA

  14. Comentou em 09/09/2008 UBIRATAN PIRES RAMOS

    O Presidente Lula, na sua santa ignorância, e, principalmente, por ter um latente espírito tirano dentro de si, faz ao presidente do STF a indecorosa proposta de retirar do povo brasileiro um direito que lhe é assegurado pela nossa Carta Magna. Reza o art. 5º, inciso LX, da CF: “a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem”. E, não temos dúvidas, o ministro Gilmar Mendes não aceitou de pronto a sugestão em face do impedimento constitucional. Um dos fins justificadores da criação – com dinheiro do povo – da TV Justiça foi fazer chegar ao conhecimento de um número maior de brasileiros os atos processuais. Não se enganem. É bem verdade que o “juridiquês” – já não tanto falado como outrora, por orientação da própria magistratura brasileira – não está ao alcance de muitos. CCONTINUA

  15. Comentou em 09/09/2008 UBIRATAN PIRES RAMOS

    CONTINUAÇÃO
    Vale aqui ressaltar uma outra grande contribuição que as transmissões das sessões do STF transmitidas em tempo real trouxeram para o povo brasileiro: mostrar que o ministro do STF é um mortal, com virtudes e defeitos, possuidores de sentimentos e sujeitos a comportamentos normais de qualquer ser humano; e, que suas reputações não são imaculadas, como pensavam muitos do povo. Relembremos aqui o embate travado entre o Ministro Gilmar Mendes, sim, esse mesmo, e o também Ministro Joaquim Barbosa por ocasião da apreciação da inconstitucionalidade de uma lei que beneficiava servidores com cargo de confiança em Minas Gerais. ‘Ministro Gilmar, me perdoe a palavra, mas isso é jeitinho. Nós temos que acabar com isso’, criticou. Em resposta ao ministro, Mendes disse que Barbosa não poderia ‘dar lição de moral’ no plenário da Casa. O relator da matéria disse que não queria dar “lição de moral” ao plenário, mas Mendes retrucou o colega. “Vossa Excelência não tem condições’, disse Mendes. ‘E Vossa Excelência tem?’, questionou Barbosa.
    É o nosso comentário.
    Ubiratan Ramos – Salvador/Ba.

  16. Comentou em 09/09/2008 Douglas puodzius

    Volto a repetir: ‘É mentira. O presidente Lula nunca recomendou nada a Gilmar Mendes e que, ao inves de estarmos discutindo aqui os efeitos da transmissão de tv ao vivo, deveriamos estar discutindo como pode alguem publicar tamanha mentira… ‘

    Tanto é mentira que antecipadamente se informa que Gilamar mendes não aceitara a sugesta feita ao pé do ouvido pelo presidente da republica…
    É bem claro, para qualquer pessoa de cerebro maior que uma nóz que se realmente Lula tivesse porposto tal descalabro, Gilmar Dantas, seria o primeiro a acata-la, porque se não alguem mais interessado que ele em fazer as coisas por debaixo dos panos..

    Venhamos e convenhamos… Olha o que estamos discutindo aqui… Fofoquinha de quinta categoria…
    O blog esta rebaixado mesmo…

    Aliás… O que vc acharam da virada na novela? Gostaram?…

  17. Comentou em 09/09/2008 Erico Morbis

    1.- Preocupa-me o fato de que este comentário nao é a unica manifestação de nosso Presidente sobre censura!2,- vamos lembrar da criação do conselho de cinema; 3.- e outras manifestações na linha da centralização (sindical, trabalhista); 4.- nada pode prejudicar quem quizer ver e conhecer um julgmento do STF ter acesso facil.Ao revés, é ótimo! 5.- comparar com outros paises é bobagem. Vamos comparar juros, lucro de b ancos, etc. 6.- deploro o pedido do Presid. Lula ao STF. É querer a volta da censura!

  18. Comentou em 09/09/2008 Caia Fittipaldi

    Muita bobagem ´jornalística´, do autor. E mais bobagens ´advocatícias´ dos advogados que comentaram. De fato, até onde li, só havia um comentário interessante, e de um jornalista, corrigindo o comentário do autor professor dessas famigeradas ‘comunicações’.
    Parece-me bem claro que EVIDENTEMENTE a democracia não avança por um público completamente leigo, incapaz de saber o que se faz/diz/acontece numa sessão do STF, assistir àquilo, como assistiria a uma peça de Shakespeare falada em inglês idem. É tão totalmente desnorteado pretender que haveria alguma ´transparência´ dita ´democrática´ na trasmissão de uma sessão do STF, quanto pretender que haveria ´transparência´ ´democrática´ na transmissão por televisão de uma cirurgia de cérebro, daquelas que duram 20 horas e da qual, preto no branco, só o cirurgião sabe, mesmo, às veras.
    Afora o óbvio, deve-se registrar que os advogados que comentaram o postado do jornalista fazem-se de jornalistas e o jornalista que escreveu o postado faz-se de magistrado: duas entidades mais falsas que nota de 3 reais, mas, todos, pressupondo-se ´autoridade na matéria´… pelos títulos que ostentam, mais do que pelo que escrevem. Posso dizer e digo que o presidente Lula manifestou EXATAMENTE a minha opinião. Eu sou o eleitor. Só a minha opinião, portanto, conta, em urnas. O resto é bobajol ou advogado ou sociólogo. Até quando, meu deus?!

  19. Comentou em 09/09/2008 Ivan Moraes

    ‘Afinal, para quem acha que há na Venezuela ‘até excesso’ de democracia, considera herói um tirano como Fidel, admira os feitos de assassinos como o Chê e dá guarida à narco-guerrilheiros foragidos’: documentacao, por favor, com links, de preferencia de nao-lunaticos. Aonde voce viu isso?

  20. Comentou em 09/09/2008 José de Souza Castro

    ‘É mentira. O presidente Lula nunca recomendou nada a Gilmar Mendes’. Em apenas quatro horas, após a publicação do artigo, alguém já chegou a uma conclusão tão definitiva! Gilmar Mendes só não aceita a não-sugestão de Lula se não puder. É muito mais cômodo para o Supremo agir como historicamente vem agindo, na sombra. Esses holofotes de televisão são um perigo! Podem expor a milhões de pessoas aquilo que o Supremo gostaria, sem dúvida, de tratar no recato de seus gabinetes ministeriais. O próprio Lula, que na oposição não piscava sob esses holofotes, se pudesse, faria aquilo que Gilmar Mendes diz que não fará. Como mostrou Tolstoi, a liberdade de ação de qualquer homem é inversamente proporcional à necessidade…

  21. Comentou em 09/09/2008 Ramón Portal

    Se não é verdade, ao menos está bem de acordo com a personalidade do presidente. Afinal, para quem acha que há na Venezuela ‘até excesso’ de democracia, considera herói um tirano como Fidel, admira os feitos de assassinos como o Chê e dá guarida à narco-guerrilheiros foragidos, nada estranho que julgue inconveniente a publicidade dos atos do Judiciário. Públicas só suas próprias aparições como grande benfeitor e propagandista da hegemonia lulo-petista. Para esse cidadão deve ser mesmo um horror que TODAS as decisões do estado não passem sob seu escrutínio…

  22. Comentou em 09/09/2008 Flávio Marques Guerra Flávio

    Sendo verdade a notícia, eu gostaria de fazer uma humilde pergunta ao Sr. Presidente Lula. Se o Senhor, quando liderava e agitava movimentos grevistas em São Bernardo do Campo, tivesse recebido um pedido do então comandante do Segundo Exército para, digamos, se acalmar, pegar leve, diminuir o tom, ou quem sabe fazer manifestação em estádio fechado, não no da Vila Euclides, para que suas palavras não fossem ouvidas por muitos ou captadas pela imprensa, o Sr. aceitaria? Aliás, o Sr. já foi lider sindical alguma vez na vida?

  23. Comentou em 09/09/2008 Jorge Cortás Sader Filho

    Os julgamentos que não podem ser assistidos pelo povo são os que correm sob segredo de justiça. Não é o caso do pedido que Lula fez ao ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, para não serem transmitidos pela televisão. Apurações que envolvem o interesse público, julgamentos dos mesmos, devem ser mostrados na íntegra. O judiciário é poder independente e harmonioso com os outros, fato que não impede de modo algum a plena divulgação dos seus julgamentos. Agiu bem o ministro Gilmar Mendes, em não atender pedido sem cabimento. O povo tem o direito de saber como julgam os seus maiores juízes, e a imprensa o mesmo direito de divulgar estes procedimentos.

  24. Comentou em 09/09/2008 Jorge Cortás Sader Filho

    Os julgamentos que não podem ser assistidos pelo povo são os que correm sob segredo de justiça. Não é o caso do pedido que Lula fez ao ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, para não serem transmitidos pela televisão. Apurações que envolvem o interesse público, julgamentos dos mesmos, devem ser mostrados na íntegra. O judiciário é poder independente e harmonioso com os outros, fato que não impede de modo algum a plena divulgação dos seus julgamentos. Agiu bem o ministro Gilmar Mendes, em não atender pedido sem cabimento. O povo tem o direito de saber como julgam os seus maiores juízes, e a imprensa o mesmo direito de divulgar estes procedimentos.

  25. Comentou em 09/09/2008 Douglas puodzius

    É mentira. O presidente Lula nunca recomendou nada a Gilmar Mendes.

    Ao inves de estarmos discutindo aqui os efeitos da transmissão de tv ao vivo, deveriamos estar discutindo como pode alguem publicar tamanha mentira…

    É a velha maxima: Não tem noticia ruim a gente inventa…

  26. Comentou em 08/09/2008 Maurício Tuffani

    Luiz, não podemos menosprezar na publicidade em tempo real seu aspecto indutor de estratégias baseadas na espetacularização. O 11 de Setembro é um exemplo: o primeiro avião atraiu as câmeras para o segundo se exibir para elas. O ministro Carlos Minc é outro. Isso não basta para argumentar contra a publicidade em tempo real no STF , no Congresso e em outras instâncias, mas já está nos obriganado a aprender a lidar melhor com ela. Outro aspecto é o risco de a publicidade permitir interferências indevidas. Acho que não dá para desprezar o que alguém disse recentemente em tom de piada, mas que é sério: se em 6 de junho de 1944 houvesse transmissão de TV via satélite direta das praias da Normandia, o Congresso dos EUA estaria em polvorosa por volta das 10h da manhã, Eisenhower teria sido obrigado a ordenar a retirada das tropas antes do meio-dia, Roosevelt teria renunciado até o final da tarde e hoje estaríamos falando em alemão. (Nada contra o idioma.) Enfim, nada contra a publicidade em tempo real, mas é bom estarmos preparados para ela.

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