Sábado, 19 de Agosto de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº954

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Lendo jornal contra o vento

Por Luiz Weis em 05/11/2006 | comentários

Alguns dias de ‘auto-reflexão’, como diria o agressivo presidente petista Marco Aurélio Garcia, me levaram a concluir o que há de ser óbvio para todos quantos sabem como funciona o mundo – e não deixam que o fígado lhes suba à cabeça na pior hora.

A obviedade se divide em duas partes:

1. Mesmo se, por hipótese, o governo e o PT tratassem a mídia com a incomum ‘condescendência’ que, na visão acertada do presidente Lula, ela tratou o seu antecessor, nem por isso a mídia passaria a tratá-los como desejariam.

2. Mas, tratando-a como a trataram na primeira semana depois da reeleição – exacerbando a agressividade dos últimos quatro anos – podem estar certos de uma coisa: só a tornarão ainda mais hostil.

O resultado será o mesmo qualquer que tenha sido o motivo do recrudescimento dos ataques oficiais e oficiosos aos meios de comunicação. Se a idéia, como aventou Alberto Dines no Observatório no Rádio de quinta-feira, é ‘manter a mídia na defensiva’, para não ir fundo no escândalo do dossiê, trata-se de um tiro no pé digno do Guinness.

Até para desfilar independência como instrumento de marketing, nenhum grande periódico ou emissora baixará a bola diante do Planalto e do seu partido. Sem falar que os meios competem entre si e que essa competição se acentua quanto mais quente a história em pauta.

Não será dando prensa em repórteres numa delegacia federal que se fará o rio mudar o seu curso.

Brigar com a imprensa, quando não se tem como dobrá-la, no Brasil ou em qualquer lugar, é tão contraproducente como tentar ler jornal contra o vento.

O espantoso é que não aprendem com a experiência – própria e recente.

No primeiro quatriênio lulista, nem o governo, muito menos o PT, ganharam uma única queda-de-braço com a mídia: perderam todas. Larry Rohter não foi expulso; o projeto do Conselho Federal de Jornalismo foi abortado; o presidente fez mea-culpa pelas poucas entrevistas que concedeu, prometendo se emendar daqui para a frente.

Razão tem Lula quando diz que bater na imprensa é bobagem – quando quem bate é o poder político –, porque permite aos agredidos dar a volta por cima, no papel de vítima.

Além do mais, os disparos contra a mídia revelam má pontaria. Os meios, na maior parte dos casos, merecem ser duramente criticados não porque trataram mal o PT ao longo da sua jornada ladeira abaixo que começou com o Waldogate e terminou (terminou?) com o dossiê, mas porque vêm tratando bem demais tucanos e pefelistas desde os anos Fernando Henrique.

Ecoaram, quando não amplificaram, ou até fabricaram, os ‘erros’ petistas. Murmuraram, quando não calaram, sobre os ‘erros’ dos seus adversários, no plano federal e nos Estados.

E o curioso é que, salvo engano, não apareceu ninguém no petismo dizendo: ‘Deixa a mídia pra lá. Com toda a sua torcida contra, ganhamos o jogo de goleada’.

Em toda parte, a mídia deve ser criticada com persistência e severidade comensuráveis com a sua importância. Mas, por definição, os menos qualificados para criticá-la são os donos do poder e do dinheiro, que em relação a ela não fazem outra coisa salvo tentar usá-la.

Os meios, por seu lado, com as proverbiais exceções que confirmam a regra, fazem tudo menos se ocupar criticamente de si mesmos – em público.

É de assinar embaixo do que escreve hoje na Folha o ombudsman Marcelo Beraba:

A imprensa tradicional erra ao não dar espaço para o debate esclarecedor das idéias e propostas em jogo (mesmo as que considera equivocadas) e a só se manifestar quando se sente agredida.’

Já os seus observadores profissionais ainda somos poucos e não raro na situação de aprender a caminhar enquanto caminhamos. Nenhum blog ou site do gênero no Brasil tem estrutura nem remotamente comparável a qualquer organização de mídia.

E uma parte do leitorado on-line, enfim, ainda confunde crítica de mídia com ‘linchamento digital’, como escreveu Dines a propósito do relato da colunista Eliane Catanhêde, da Folha, sobre os insultos que os eternos patrulheiros lhe enviam.

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 12/11/2006 Vivian Stipp

    Quem agiu durante 18 meses, e ainda continua agindo com TRUCULÊNCIA, AGRESSIVIDADE E PARCIALIDADE foi a midia. MENTIRAS, CALÚNIAS e DISTORÇÕES foram criadas por ela. Mesmo assim ela não foi capaz, como pretendia, de implacar seu candidado. Sinal que não tem mais o poder e a influência que outrora tive. E a continuar agindo desta forma, terá cada vez menos. FELIZMENTE.

  2. Comentou em 07/11/2006 Ruy Acquaviva

    Essa conversa de que a imprensa foi tratada com excessiva agressividade é só uma forma da imprensa fazer-se de vítima. Com excessão de um ou dois incidentes isolados e de pequena monta, que não representam nada, a mídia não sofreu agressividade alguma. A mídia está sim sendo questionada. E fortemente questionada. Mas isso é apenas o resultado normal de sua própria forma de ação. Uma democracia estável como a do Brasil exige imprensa livre. Há mais de um ano que a mídia vem sendo pautada exclusivamente pelos interesses imediatos do poder econômico, havendo perdido sua liberdade queas que totalmente. Passado o período eleitoral, a sociedade se dá conta que não tem uma imprensa livre e questiona a imprensa pelos seus erros. Essa reação dos jornalistas é simples corporativismo, compreensível, mas que não pode impedir a sociedade civil de exigir uma imprensa livre de pressões indevidas do poder econômico.

  3. Comentou em 07/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    Sr. Gonçalo, opinião pública é opinião pública, é a maioria, o senhor está minoria. Quanto ao senhor escrever que os supostos ‘populares esquerdistas’ sempre terem o mesmo comportamento em seus textos, eu afirmo que em seu texto está presente os mesmos maneirismos, clieches e palavras de ordem dos seus companheiros de direita, do PSDB e dos inconformados com a vitória de LULA. Posso discordar do senhor, mas, sou capaz de lutar pelo seu direito de opinar. Não faça parte daqueles que querem afastar o direito das pessoas opinarem. Nós temos um veículo pequeno e ainda pouco amplo para opinarmos, o senhor Weis é um medalhão, tem poder e influência e sua opinião é ampla geral e irrestrita é uma verdadeira avalanche sobre a opinião dos outros. Não seja tacanho, mesquinho e obtuso a ponto de rotular as pessoas. Não rotule, pois, o rótulo pode estar em você.

  4. Comentou em 07/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    Sr. Gonçalo, opinião pública é opinião pública, é a maioria, o senhor está minoria. Quanto ao senhor escrever que os supostos ‘populares esquerdistas’ sempre terem o mesmo comportamento em seus textos, eu afirmo que em seu texto está presente os mesmos maneirismos, clieches e palavras de ordem dos seus companheiros de direita, do PSDB e dos inconformados com a vitória de LULA. Posso discordar do senhor, mas, sou capaz de lutar pelo seu direito de opinar. Não faça parte daqueles que querem afastar o direito das pessoas opinarem. Nós temos um veículo pequeno e ainda pouco amplo para opinarmos, o senhor Weiss é um medalhão, tem poder e influência e sua opinião é ampla geral e irrestrita é uma verdadeira avalanche sobre a opinião dos outros. Não seja tacanho, mesquinho e obtuso a ponto de rotular as pessoas. Não rotule, pois, o rótulo pode estar em você.

  5. Comentou em 07/11/2006 Ademir Tamanini

    Má Pontaria?

    As discussões suscitadas sobre o papel da mídia, nos íltimos tempos e sua total parcialidade, com a reação dos leitores on-line ou impressos na mesma proporção, assim como a quantidade de material produzida justificando os dois lados da questão, demosntram que a indignação dos leitores de bem, que assim como eu, tem procurando manter o debate em alto nível, procurando trocar idéias no intuito de melhorar a qualidade jornalistica em nada errou o alvo. As criticas conscenciosas fez a mídia sair do sua parcimônia, já que a sua ‘parcialidade’ gerou críticas ao passo suscitou exageros e estes devem ser desconsiderados. Lamentavelmente alguns articuliastas, dentro deste jogo de gato e rato, estão saboreando estas críticas exacerbadas deleitam-se e usam essas, como argumento para seus pontos de vistas, que a meu ver em alguns casos, são míopes. De toda essa refrega, não houve destaque em nenhum lugar e nem pelos articulistas de alguns bons argumentos sobre o assunto, apelaram apenas para o apelativo, exdruxulo e o ‘patrulhamento’, somente por que lhes convinham e porque poderiam usar isto como mote para dizer que somos contra a liberdade de imprensa, não é verdade, separem o joio do trigo e vamos levar a discussão a sério, todos nós sabemos que o Brasil precisa de uma nova imprensa, todos nós temos direito a essa liberdade, não há insanidade mental em toda a parte.

  6. Comentou em 07/11/2006 Daniel Mello

    Engraçada a sua auto-inclusão entre os que ‘sabem como funciona o mundo’ e a incoerência factual do resto do texto, incluindo um pretenso afago do governo à grande mídia para o esquecimento do dito dossiê ou ainda ao comportamento da polícia federal na oitiva dos repórteres da Veja ! Ao que parece a mídia deixou de veicular notícias sobre o tal dossiê por falta de interesse político, haja vista o fim da eleição, ou será que alguém, tirando os que ‘sabem como funciona o mundo’, achou que aquilo era sério !? E quanto a ‘prensa’ da polícia federal…isso é risível… prensa acompanhada de Procuradora da República? a prensa existia na polícia federal quando a rede globo e outros meios de comunicação se eximiam de informar o que se passava nos porões da ditadura! que ao que parece era de conhecimento só dos que ‘sabem como funciona o mundo’ mais não tinham coragem de divulgar !

  7. Comentou em 07/11/2006 Junior Barbosa

    O Dines e o Weis não estão errado ao defenderem a Eliane Catanhêde, como jornalistas, estão defendendo a sua coorporação. Há jornalistas que chegam até a linchar outras pessoas verbal e fisicamente(aja visto a mordida no dedo, no Rio de Janeiro) para defender as idéia que seus chefes dizem ser suas. Nós, pobres comentaristas, só queremos ter o direito de defender nossas idéias e fazer nossos questionamentos, indo até mais do que o linchamento digital, podendo até arrancar os dedos de vocês virtualmente, MAS SÓ VIRTUALMENTE!!!
    Nós também temos a nossa coorporação, que ainda é uma minoria, mas podem ter certeza que somos maiores do que vocês. Então, vocês estão em uma situação ruim, porém, nós estamos de braços abertos para vocês, porque nossa corporação abrange a de vocês e a de muitos outros: SOMOS, EM GRANDE MAIORIA, EMPREGADOS. TRABALHADORES E DESEMPREGADOS submentidos a lei e ao sistema de uma minoria.
    Mais do que defender os jornalistas, Sr. Weis e Sr. Dines, vocês precisam defender os trabalhadores e desempregados deste país, pois creio que vocês também o são, ou não?
    Eu assisti a semana passada o seu programa Dines, e vi o linchamento linguístico-gramatical ( preconceituoso) que o Jornalista do Estadao mais alguns outros fizeram ao ironizar a capacidade linguistica formal do nosso presidente. A mídia ( vocês) já vem fazendo isto a décadas.

  8. Comentou em 07/11/2006 Nádia Chacra

    Concordo com o sr. Weis que blog algum pode ser comparado aos oligopólios midiáticos. É óbvio. Mas também é notório que grande parte daquela pequena porcentagem da população que tem acesso aos jornais, às revistas e à internet está questionando duramente os meios de comunicação. E se não o fizer, quem fará? Quem ousará falar mal do poder mais absolutista do planeta? A violência da grande mídia nessas eleições foi de tal proporção que muitos se sentiram subjugados, humilhados e violentados. Esses sentimentos, tão reais e dolorosos quanto uma agressão verbal ou física deveriam ser considerados nessa avaliação ‘midiática’. Portanto sr. Weis, paciência. O povo foi violentado e a reação dura é pura consequência da ação de inescrupulosos a serviço do poder econômico. Apesar de tudo amadurecemos muito…E acredito que a ‘era passiva da comunicação’ passou…Pois é, parece que a história de David contra Golias tem mesmo algum fundamento.

  9. Comentou em 06/11/2006 Salvador Rocha

    Weis, você não foi feliz nesta postagem, se não leu ainda, leia o artigo do seu colega do OI, o sr. Venício A. de Lima intitulado ‘Quem ganha é a Democracia’, lá ele faz uma análise muito lúcida sobre as derrotas da ‘grande imprensa’. O senhor está com uma visão meio míope a respeito dos acontecimentos recentes. Sabemos que a mídia ainda tem o poder de criar agendas. Mas o poder de persuadir foi colocado à prova nos últimos dias e ela não se saiu bem. O processo que se iniciou não tem mais volta, quanto mais reacionários forem os veículos de comunicação, quanto mais reacionários forem os profissionais que neles trabalham mais perderão a credibilidade, lhes restando apenas o deserto como telespectador/leitor/ouvinte.

  10. Comentou em 06/11/2006 Gonçalo Osório

    Weis,

    Você está perdendo o seu tempo. Dá a impressão que você — velho veterano de Veja, por sinal, com seu texto apurado e brilhante, e excelente articulista e editorialista do Estadão, pela maneira sempre contundente com que compra uma briga — realmente está tentando ensinar alguma coisa a essa gente que aproveita qualquer de seus argumentos para justificar posturas ideológicas obtusas e ultrapassadas. Quer ver? Você sabe que não existe essa tal de ‘grande mídia’. Existem órgãos de imprensa mais ou menos profissionais, que muito mais refletem do que são capazes de moldar as principais correntes do debate político. A internet sugere um ‘linchamento digital’ quando, na verdade, é sempre o mesmo grupo vociferante do lulo-petismo (parafraseando seu velho conhecido Clóvis Rossi) que se arvora a porta voz de qualquer coisa ‘popular’ ou de ‘ esquerda’ — quando, na verdade, não são nem um e nem o outro. Acho que você, Weis, lembra cada vez mais uma espécie de moderno Savonarola. Com uma diferença: você não está desafiando o ‘Príncipe’ da grande mídia, que simplesmente nem existe. Você me parece é perplexo com o que você mesmo sempre criticou em sua longa e bem sucedida carreira: o baixo nível do debate político brasileiro. As ‘ opiniões’ desses lulo-petistas aqui é o mais eloquente testemunho. Continuarei lendo você com imenso prazer e admiração. E um pouquinho de pena.

  11. Comentou em 06/11/2006 nelson perez de oliveia junior

    Sr. Weis, fico feliz que o senhor, ao contrário do Dines, leia nossos e-mails até faça comentários, Mas, comprar a informação da Cantanhede
    como irrefutável é no mínimo uma ingenuidade. A máxima de que ‘si hai gobierno soy contra’, não fica bem no século XXI, onde os consumidores e os governos são reféns das grandes empresas de mídia. Será que o Clovise e a Cantanhede naõ têm nada de bom para falar do governo? O senhor leu o artigo de Rossi, praticamente ele não quer nem saber e ponto final. Ponto final para o autoritarismo. Senhor opinião é poder, que dirá se ela for amplamente divulgada. Os jornalistas devem ter o mínimo de controle emocional, senão vira CIDADE ALERTA, VIRA O DATENA E SUA LOUCURA. Se a Cantanhede foi ameaçada que mostre os autores, que abra os arquivos.

  12. Comentou em 06/11/2006 Samuel Lima

    Seu texto nada acrescenta à idéia declarada por inúmeros críticos da mídia de ‘ensarilhar armas’ e apostar num outro tipo de diálogo.
    Assume como ‘verdade’ o factóide de VEJA (negada de forma categorica pela representante do Ministério Público). Trata a discussão como “briga de torcida” – os eleitores do atual presidente contra o partido da mídia (?).
    O papel da imprensa em qualquer país democrático (e civilizado) do mundo é fiscalizar, apurar e denunciar o poder de plantão, tendo como norte os códigos deontológicos da profissão e o interesse público. Publicar ‘escândalos políticos midiáticos’ em profusão, achincalhar, linchar sumariamente figuras públicas e não-públicas ligadas ao governo do PT é outra coisa.
    Peguemos um exemplo do colunismo mais abjeto: “É justo dizer que no revólver que matou Jean Charles estão também as digitais do PT e de seu governo, incapazes de criar a esperança que o mineiro foi procurar tão longe. De ricochete, as balas atingiram igualmente o slogan ‘a esperança venceu o medo”, mais um caixa dois do PT e de seu governo” (coluna de Clóvis Rossi, Folha SP, 26/07/2005). Detalhe: o brasileiro havia entrado na Inglaterra, legalmente, em 13 de maio de 2002 e em outubro do mesmo ano havia solicitado o visto de estudante. O governo Lula começou em 2003… É desse tipo de imprensa que estamos falando, caro Weis.
    O fígado parece ter lhe subido à cabeça…

  13. Comentou em 06/11/2006 César de Paula

    Por que a mídia, de um modo geral, entende como ofensivo, a sugestão de fazer uma ‘auto-reflexão’? Mais: por que cargas d´água esta mesma mídia, comete a desqualificação de qualquer um que insinue, ainda que timidamente, que o Brasil precisa discutir a ‘democratização dos meios de comunicação’? Por que essa mesma mídia se coloca acima do bem e do mal?

  14. Comentou em 06/11/2006 Conceição Oliveira

    Compartilho da opinião de alguns leitores que já comentaram anteriormente:

    1) Dines e o Observatório estão comprando uma briga que não são do OI, estão agindo no mínímo de modo corporativo.

    2) Para saírmos da cantilena eleitoreira queria relembrá-lo (como já tentei fazer em outros comentários) da cobertura sofrível da grande imprensa quando está e m jogo importantes questões nacionais:

    a) Referendo sobre o comércio de armas;
    b) Estatuto da Igualdade Racial.

    Alguém pelo amor dos deuses deseja de fato refletir para além do presente imediato?

    Tem a grande imprensa de fato feito sua lição de casa e está preparada a discutir ou ainda vamos ‘ler’ Veja e engolir a capa de chamada ao Não ao referendo, vendida como imprensa livre?

    Ainda iremos topar com os editoriais de Folha e Estado contra o Estatuto da Igualdade Racial, ou a cruzada do Kamel (em o Globo), assustado com o fato de ‘até gente de bem’ como a Miriam Leitão escrever pró políticas de ações afirmativas?????

    Eu, acho que de novo vcs substimam a capacidade desta e outros leitores que aqui vêm anos a fio discutir jornalismo sério.

  15. Comentou em 06/11/2006 Edson Caetano

    ‘Os meios, na maior parte dos casos, merecem ser duramente criticados não porque trataram mal o PT ao longo da sua jornada ladeira abaixo que começou com o Waldogate e terminou (terminou?) com o dossiê, mas porque vêm tratando bem demais tucanos e pefelistas desde os anos Fernando Henrique.’

    Parabéns!!!! Objetivo e claro!

  16. Comentou em 06/11/2006 Angélica Matos

    O trunfo da MINORIA DOMINANTE é o desconhecimento dos DOMINADOS de eles SÃO A MAIORIA. O controle da nossa mídia, por exemplo, está nas mãos de MEIA DÚZIA DE FAMÍLIAS QUE DIRIGEM E DOMINAM O PENSAMENTO DE MILHÕES DE BRASILEIROS. Nós somos os seus clientes, se pararmos de consumir os seus produtos, eles desmoronam. No entanto, no artigo acima, o jornalista, se reportando à imprensa, diz que “Brigar com a imprensa, quando não se tem como dobrá-la, no Brasil ou em qualquer lugar, é tão contraproducente como tentar ler jornal contra o vento.” E diz mais: “… exacerbando a agressividade dos últimos quatro anos – podem estar certos de uma coisa: SÓ A TORNARÃO AINDA MAIS HOSTIL.” Ou seja, nós, que somos A MAIORIA ABSOLUTA, ainda somos levados a pensar que NÃO PODEMOS, NEM DEVEMOS, lutar contra este domínio. Ora, a nossa luta é facílima, não requer violência, armas, ou mesmo um esforço maior; basta escolhermos com mais critério os produtos que iremos consumir. Mais fácil, impossível!

  17. Comentou em 06/11/2006 Sonia mavignier

    Li em blogs depoimentos de pessoas que foram insultadas nas ruas,
    principalmente em SP, por portarem algum simbolo do PT ,
    ou simplesmente por terem ido votar com uma roupa vermelha.
    Alguns jornalistas e/ou colunistas se acham no direito de insultar os eleitores de
    Lula, de insultar o povo que votou nele.

  18. Comentou em 06/11/2006 Léo Bueno

    Há, de fato, um clima de animosidade no ar contra o que se chama grande imprensa. Nesta hora, cautela é a palavra de ordem e generalização, imprudência. Não vi nenhum jornalista com conduta tão louvável nas últimas semanas quanto Luis Weis. E vejam: ele escreve no Estadão. Além disso, o revanchismo é uma postura que o próprio presidente Lula não pretende aplicar; se subordinados e adeptos o fizerem, estarão, mais do que contradizendo o governo, prejudicando-o. Quanto à mídia, convém dar nome aos bois. Eu tenho um boi para nomear. E começo lembrando que às vezes um ato falho fala mais do que uma explicação. Daniel Piza, neste domingo, primeiro parágrafo: ‘Lula foi reeleito porque as pessoas acham que ele merece oito anos como FHC.’ Daniel Piza, mesmo texto, segundo parágrafo: ‘O pobre vota em quem lhe garante comida mais barata no prato.’ Daniel Piza, ainda o mesmo texto, quarto parágrafo: ‘Achei divertida a quantidade de articulistas que tentaram explicar por que Lula ganhou as eleições ou por que Alckmin perdeu. Depois é fácil… São os ´enegenheiros de obra feita´’. Daniel Piza, ombudsman de si mesmo. O verdadeiro linchamento contra a imprensa é reflexivo; quem pratica é ela própria.

  19. Comentou em 06/11/2006 Luiz Carlos Luchini

    Caro Luiz Weis,

    O que me causa indignação é o corporativismo de alguns joirnalistas. Qualquer crítica à imprensa ou a jornalistas é desqualificada. Assim, é muito mais fácil a Sra. Elaine Catanhêde acusar os leitores de petistas do que responder ou refletir sobre as críticas que recebe (obviamente as civilizadas é claro). Fui cooptado para a leitura dos jornais diários pelos textos e posições de Cláudio Abramo, exemplo de idempendência e profissionalismo tão carente hoje em dia. Infelizmente, hoje não consigo ler esses periódicos nem a favor do vento. Tenho imensa simpatia, respeito e acompanho o trabalho do Dines ao longo de sua h istória, mas acredito que ele está comprando uma briga que não é dele, isto é, não é dos jornalistas honestos e corretos profissionalmente. Confundir crítica com empastelamento da imprensa só interesa aos autoritários senhores da mídia.
    Em tempo, não consigo entender a resistência de alguns chefes de redação e colunistas à formação do Conselho Federal de Jornalismo. Todos as categorias profissionais são regulamentadas por Conselhos, e não li nenhum jornalista criticando a existência desses. Será que eles também servem para restringir o exercício da profissão ou serviria somente no caso dos jornalistas?

    Saudações

    Luiz C. Luchini

  20. Comentou em 06/11/2006 Maria Helenara Frantz

    Céus que texto mais autoritário, cheio de ameaças a quem ousar querer dobrar a infalível imprensa. Ela só vai ficar ainda mais hostil com o nosso ‘patrulhamento’… ‘o espantoso é que não aprendem com a experiência…’ Isso significa que deveríamos estar todos calados vendo a dita imprensa fazer o que bem entende? Espantoso, digo eu é ver vocês não aprenderem, depois de tantos erros cometidos. . Defender a castanhede como jornalista com toda a parcialidade é comprometimento dela com o psdb (não declarado) é falta de seriedade profissional. A imprensa raivosa no estilo Mainardi/ leitão/jabour estão com os dias contados. tentem ser jornalista de verdade e mostrar os dois lados da questão e então poderemos vê-los com outros olhos.

  21. Comentou em 06/11/2006 João Oliveira

    A verdade é que a Grande Mídia (obviamente representada pelos auto-proclamados ‘formadores de opinião’) não suporta ser criticada. Quantas vezes vimos pessoas serem caluniadas, difamadas e injuriadas, tudo escudado na ‘liberdade de expressão’? O que se pode dizer, p. ex., de uma revista semanal que estampa em seu site, um link intitulado ‘xingando petistas’? Isso é jornalismo? É isso que queremos da Imprensa?

  22. Comentou em 06/11/2006 Manoel Pinto

    Meu caro Weis, boas vindas e feliz regresso. Mas, meu nobre, com todo respeito à sua competência, confesso que me preocupei bastante ao ler esta postagem, chegando até mesmo a pensar: Não teria trocado os lados na advertência? Fico com o comentário de dona Maria José Rêgo, Funcionária Pública, Goiânia/GO.

  23. Comentou em 06/11/2006 Marcelo Barroso

    Nao quero entrar no mérito partidário. Até parabenizo a postura de Luiz Weis, raro profissional da imprensa que aparentemente tenta manter a imparcialidade e seriedade. Porém, o fato não é o embate entre os donos do poder, do capital, governo e a imprensa brasileira, isso existe e é claro, se é legitimo, pode até ser questionável, mais é uma outra historia e secundário. A questão é que a população está cada vez desacreditada da imprensa, nas universidades, ruas, trabalhos o que se ve é o descrédito desde intelectuais a cobradores de onibus, taxistas, donas de casa com o serviço prestado pela imprensa. Isso é triste, senão perigoso. É preciso rever, discutir a imprensa brasileira. Não sei como, estou longe de ser especialista, mas é urgente a discussão, democratização da imprensa brasileira.

  24. Comentou em 06/11/2006 JOSE ORAIR DA SILVA Silva

    Sou leitor da Folha de São Paulo e de Carta Carpital. A segunda, teve um papel muito mais digno. Explicitou seu apoio e posição. Não enganou ninguém. Quanto à Folha de São Paulo, não teve a dignidade de um posicionamento expresso, porém, qualquer leitor medianamente informado percebe claramente nas matérias, na escolha das fotos e até nas vírgulas, de que lado está. É claro que alguns articulistas, na ânsia de agradar ao patrão, costumam exagerar e se tornam mais realistas do que o próprio rei…. Quanto à Eliane Castanhede, se, como afirma, foi chamada de ‘vaca nazista’ é um evidente exagero, pois trata-se apenas uma empregada que obedece ao seu patrão. Poderia desobedecer e continuar empregada? A cobertura e opinião da mídia reflete a opinião dos seus donos. Serão eles isentos? A velhinha de Taubaté e o nosso caro Alberto Dines acreditam que são…

  25. Comentou em 06/11/2006 Mauro Moraes

    Vc estes estão mesmo preocupados com o que aconteceu nas últimas eleições… E é para ficarem preocupados mesmo. Não essa preocupação ensaida com relação a uma abstrata ‘liberdade de imprensa’. Se a preocupação fosse mesma essa, a midía estaria já a bastante tempo preocupada com a concentração dos grandes meios de comunicação de massa e com a ‘ditadura’ que as redações estabelecem dentro das redações do principais meios. Na verdade, a preocupação surgiu, pois ficou patente a PERDA de poder que os ‘donos do poder’ sofreram com os resultados das últimas eleições. Após uma campanha absolutamente PARCIAL e sem limites, a ‘mídia dos poderosos’ não logrou em manipular os resultados da eleição ao seu bel prazer. Não porque lhe faltou empenho, mas sim porque as coisas estão mudando na América Latina, quer queiram quer não. Mas é lógico que vocês da ‘mídia dos poderosos’ ainda tem muito poder, ainda que diminuindo exponencialemente, e é claro que os blogs e outras formas alternativas de mídia ainda são mais frágeis, ainda que crescendo exponencialmente. Mas o ‘perigo’ de uma mudança para MELHOR na vida democrática brasileira os assusta e muito. Mas é bom irem se acostumando, pois parece que o poder da ‘grande mídia’ de por e tirar governantes a hora que quizer está ficando com os seus dias contados. Salve o POVO BRASILEIRO!

  26. Comentou em 06/11/2006 João Negrão

    Interessante o ‘linchamento digital’ propalado por você e outros que não admitem críticas. Interessante como alguns colegas não observam o óbvio.: o cidadão está mais consciente, crítico, tem muitas alternativas de informação sobretudo na internet e sabe identifica as manipulações da grande imprensa. Acorde, ô Luiz.

  27. Comentou em 06/11/2006 Marizio Ribeiro

    A postura dos que fizeram + ‘sucesso’ nas eleições, Folha, Estadão, Veja e Globo, é a de que não há espaço para retroceder. Eu concordo! Tal atitude, no entanto, não impedirá os avanços na democratização dos meios de comunicação, que devem e podem acontecer nos próximos anos.

    A história julgará todos! Os ‘Weis’ pagarão seu preço.

    O momento é de avançar, pois a sorte está lançada.

  28. Comentou em 06/11/2006 Bernardo Costa

    Esse texto tem pelo menos a qualidade de reconhecer que as atitudes da imprensa não foram nada exemplares, se fizermos as contas do que aconteceu de 94 para cá, e que ela tomou lado na questão, ao tratar com muita condescendência o PSDB. A piedade que sobrou ao PSDB faltou a Lula e ao PT ou simpatizantes. Já é uma evolução. Cabe talvez ao autor agora escrever um texto mudando ligeiramente o ponto de vista: ao invés de falar dos erros e excessos do governo que estimulariam o tal ‘linchamento’ da mídia, que tal ver o quanto a mídia contribuiu para ser linchada nesse período ? Será que tudo isso que se passa é gratuito ? Será que a própria mídia não estimulou o surgimento desse tipo de reação, ao tomar não só posição como posturas radicais no debate ? Com a palavra os observadores da imprensa, e porque não dizer, os comentaristas dos observadores da imprensa.

  29. Comentou em 06/11/2006 Gilson Coimbra

    O que mais me entristece é ver jornalistas como o Dines, que sempre admirei, entrar no jogo do corporativismo, mesmo sabendo que eles estão errados….e ele sabe. Estamos vivendo há muito, a ditadura econômica da Globo. Alguém já viu nos últimos tempos, um corrida de F1 a não ser na Globo ? E Copa do Mundo ?Olimíadas ? E Mundiais de outros esportes? Temos que ´aturar´ o Galvão, se quisermos assistir. A final da Liga Mundial desse ano a Globo não transmitiu, embora ela detivesse os direitos de transmissão….o Brasil jogando.Foi campeão e nós não vimos. Isso pra ficar apenas nos esportes.Ciro Gomes está certo: vamos democratizar as comunicações, acabar com os ´feudos familiares/políticos´ (´eita´ utopia…) inclusive pra dar empregos para jornalistas que saem da faculdade e ficam desempregados. O que o ´poderoso´ Dines tem a dizer sobre isso???TV ´fechada´ não vale…a patuléia não tem dinheiro pra pagar assinatura de TV não…
    Aí vem o colunista falar sobre o ´linchamento digital´. Cá pra nós, se o que a Veja fez com o Lula este ano não foi um linchamento, o que seria então ? Até uma capa com um pontapé no traseiro dele ela fez…quer desrespeito maior com a instituição ‘Presidência da República’ ?
    ‘Ah! Não é linchamento….é crítica de mídia’
    Com a palavra Luiz Weis e A.Dines….

    Ah! ‘Backing vocals’ foi EXCELENTE !!!!!…hehehehehehehehe
    Parabéns Luiz Antônio.

  30. Comentou em 06/11/2006 Marcelo Seráfico

    Quem estará lendo jornal contra o vento? Talvez, todos, imprensa, governo e alguns leitores. Não creio ser confirmável a hipótese de que o governo quer manter a imprensa na defensiva, como sugere o Sr. Dines. Antes, o que se vê, é a crítica de alguns membros do governo à postura da grande imprensa em relação ao PT e ao governo nos últimos dois anos e, particularmente, durante a eleição presidencial.
    A despeito de haver muitos leitores exaltados, indignados – em meu entender, com toda razão – com o comportamento dessa grande imprensa, também não me parece correto falar em ‘linchamento digital’. Pelo que tenho podido acompanhar neste OI, a parte do leitorado que assim se comporta é minoritária e a grande maioria tem procurado fazer críticas muito diretas, claras e objetivas à grande imprensa.
    Finalmente, as críticas não reivindicam, até onde pude ver, que se trate os governos de FHC do mesmo modo que vem se tratando o de Lula. O que se tem procurado mostrar é que nem a complacência, nem a mordacidade são boas colheiras se se quer objetividade.
    O que fica claro com a complacência para um e a mordacidade para o outro é a opção política da grande imprensa. Que façam suas opções, mas a revelem e não se escondam atrás dos biombos da ‘liberdade de expressão’ e da ‘isenção’ para defender posições interessadas.

  31. Comentou em 06/11/2006 Maria José Rêgo

    Sr. Luiz Weis,
    Esquece o Sr. que o maior derrotado nestas eleições foi a grande mídia?
    Isto é fato.

  32. Comentou em 06/11/2006 Paulo Mora

    Freud Godoy, Mainardi-Jabor adjetivando o Lula, Dines demonizando e genralizando os petstas, dedo arrancado a mordidas, agressões ao ex-ministro José Dirceu (ainda não condenado)…

    Diga-me, QUEM realmente vem sendo linchado ?

  33. Comentou em 06/11/2006 Tiago de Jesus

    Estou lendo o jornal a favor do vento, para não sentir o cheiro. A maioria dos integrantes da imprensa não está percebendo que a discordância, o questionamento, a desconfiança parte da sociedade. Me preocupa muito a virulência crescente dos editoriais e das colunas de opinião dos jornais desde o final do segundo turno destas eleições. Os jornalistas precisam compreender que não estão criando simpatia, mas sim semeando a incredulidade e alienando os seus leitores.

  34. Comentou em 06/11/2006 Angélica Matos

    Luiz, no seu ponto de vista temos que aceitar quieto todos os descalabros da nossa mídia, senão ELA PODERÁ SE TORNAR AINDA MAIS HOSTIL. Cara, isto é TERRORISMO BARATO! Desacreditada como a mídia está, ela pode ser hostil o quando quiser que pouco vai adiantar. Outra coisa, quem está criticando a mídia, são os seus leitores, ouvintes, e telespectadores. Esse crescente movimento é totalmente espontâneo, uma reação instintiva a essa hostilidade citada por você.

  35. Comentou em 06/11/2006 ubirajara sousa

    O Rei está nu?

  36. Comentou em 06/11/2006 Dilermando Botelho

    Noooossa, Paulo Lima.

    Quer dizer que você cancelou sua assinatura de Veja e não assiste mais à Globo?
    E está se informando onde? No Pravda?

    Ah! Esqueci que hoje você tem a Chapa Capital…

  37. Comentou em 05/11/2006 nelson perez de oliveria junior

    Sr. Weis, o senhor também chama os 600 e-mails que o Dines recebeu
    de linchamento digital? Chamar o presidente de ignorante, bêbedo, ladrão e de vagabundo, em sua opinião é o quê? Dou algumas alternativas: a) Imprensa crítica; b) Crítica educativa; c) Jornalismo ético; d) Perseguição; e) Linchamento no jornal. O senhor leu as mensagens e comentários contrários aos artigos do Dines? Achou aquilo linchamento digital? Eu acho que o senhor e o Dines estão ‘comprando’ a versão da Cantanhede na íntegra. Ela tem ligações com o PSDB, como seria se tivesse com o PT. A patota da imprensa punha
    ela rapidinho no ‘caso dossiê’. Ao invés de atirar nos leitores críticos da internet, vá atrás da Rose de Pouso Alegre, do PSDB de lá para investigar o envolvimento da patota do PSDB no caso dossiê. A imprensa só investiga o PT e o LULA. Mas voces não 58 milhões de votos para protegê-los.

  38. Comentou em 05/11/2006 Braulio Signorelli Amereno

    Me parece que a preocupação da imprensa não é a briga do governo e midia, e sim perder leitores, de maneira geral a imprensa está surpresa pela gritaria contra sua postura durante a cobertura das eleições, e tenta se omitir daquilo que publicou, não é preciso ficar assustado os governos passam, em relação aos leitroes terão um pouco mais de trabalho, selecionando melhor seus profissionais, melhorando texto , fazendo realmente um papel investigativo, já que gostam da palavra, exercer a profissão com um pouco mais de ética.
    Não leio Folha, Estadão etc. mas infelizmente tenho assinatura da SKY ( Globo) e fiquei muito irritado com a postura da equipe de comentaristas (não do jornalista) da Globonews, no final do primeiro turno, estavam comemorando abertamente a vitória de José Serra.

  39. Comentou em 05/11/2006 José Lídio Moura Pinho

    Não são insultos, uma colunista, ainda casada com um membro da campanha politica do partido concorrente, usar uma linguagm no seu post, tão agressivo ao partidarios do Pt, como se todos os 58000.000 de votantes do Lulla fossem do partido. Ora se fossem, teriamos elegido até os presidentes da FIESP CIESP

  40. Comentou em 05/11/2006 Luiz Antonio

    Que lê esse artigo e não conhece a vendida imprensa nacional (paulista mais ainda) até imagina que ela é livre, imparcial e …. quase censurada, ou melhor, injustiçada.
    Ê backing-vocals ….

  41. Comentou em 05/11/2006 Adma Viegas

    O conceito de ofensivo é relativo. Como vocês jornalistas não aceitam críticas, uma mensagem crítica e ácida pode ser ceusurada sob esse pretexto, mesmo que não contenha palavrões. Eliane Cantanhede carece de credibilidade. Como ela pode rotular de petistas autores de mensagens anônimas? Ela conhece a filiação partiária de seus autores? A mídia perdeu credibilidade e quer virar o jogo posando de vítima.

  42. Comentou em 05/11/2006 Marco Costa Costa

    Os membros que participam ativamente dos partidos dos pobres deveriam virar as costas para a mídia em geral. Infelizmente, no Brasil a imprensa de papel, botão e congêneres gostam de bajular o sistema capitalista, pois este pessoal tira o seu ganha pão fazendo fofoca do povo cuja corta sempre arrebenta do seu lado. A imprensa caipira não merece ser levada a sério. Os profissionais meia boca da imprensa, gostam de falar bem da escol dominante e seus laranjas, ou seja, PSDB.

  43. Comentou em 05/11/2006 Luis Santos

    Parabenizo seu texto, por não incluir adjetivações ligadas a ‘nazismo’, ‘ku Klux Klan’. Essas generalizações são extremamente injustas e ofensivas, já que, pelo menos neste espaço (OI), os comentários em sua maioria são de opiniões de leitores e não são nem 10% ofensivas quanto têm sido as opiniões de Dines. Além do mais, ter como base as plavras de uma jornalista (Eleiane Cantanhede), que sabidamente é casada com um marqueteiro do PSDB, é no mínimo insensato.

  44. Comentou em 05/11/2006 Paulo R N Lima

    O que está acontecendo, a meu ver, é que, após décadas comportando-se como ‘dona da verdade’, a toda-poderosa mídia, que se julgava uma deusa , finalmente começou a ser questionada.
    Há uma grande diferença entre liberdade de imprensa e imprensa corrupta. A imprensa não pode usar e abusar do princípio da culpa presumida, fabricar notícias , tentar manipular a opinião pública a seu bel prazer. A imprensa deveria ser imparcial, honesta e apartidária.
    Dizer que as pessoas que criticam a mídia são de ‘uma ala do PT’ é simplesmente absurdo, eu não sou filiado a nenhum partido, e mesmo assim fiquei profundamente indignado com o comportamento da imprensa nos últimos anos.
    Cancelei a assinatura da Veja, sim, há muito tempo , também deixei de assistir à Rede Globo, parei de comprar a Folha de São Paulo…e recomendei a várias pessoas fazer o mesmo. Aliás, continuo fazendo isto. Quando o Arnaldo Jabor, Miriam Leitão ou o Raul Mazza começam a falar, mudo de estação de rádio. Esses pseudo-jornalistas sempre repetem a mesma coisa, então para quê ouvi-los?
    Diogo Mainardi, esse eu não leio há muitos anos.
    O fato é que, como parcela do povo , eu e muitos outros simplesmente ficamos cansados de ver órgãos de comunicação como meros instrumentos para expressar unilateralmente a opinião de seus patrões e patrocinadores.
    A ‘era dos deuses’ acabou… aceitem isso!

  45. Comentou em 05/11/2006 Eduardo Guimarães

    1º – Lula perdeu, de fato, algumas quedas-de-braço com a mídia, mas ganhou a mãe de todas as quedas-de-braço, que é a eleição. E fez isso contra a vontade da mídia.
    2º – Os patrulheiros existem dos dois lados, mas vocês (você, Cantanhêde e Dines) insistem em atribuir ‘truculência’ a só um dos lados, quando a truculência é conduta generalizada num país que a mídia leva ao paroxismo da radicalização.

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