Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

CÓDIGO ABERTO > Desativado

‘Liberdade com responsabilidade’ a essa hora?

Por Luiz Weis em 07/11/2006 | comentários

Já que o presidente Lula, a propósito da mídia, falou ontem em ‘os mais velhos, da nossa idade’, exume-se do bau de velharias o ditado ‘Uma no cravo, outra na ferradura’. Vem a calhar.

Lula deu uma no cravo ao dizer que, na ditadura, ‘era proibido falar contra o governo e agora é proibido falar a favor’. A frase só não é redonda porque antes era proibido criticar, literalmente, e agora, ao menos na sua visão, é como se fosse proibido elogiar. Mas isso é detalhe.

A rata do presidente, a martelada na ferradura, foi ele dizer, no mesmo contexto em que invocou o garrote da ditadura brasileira sobre a mídia, que a imprensa precisa ser plenamente livre, mas também responsável. Suas palavras: ‘Liberdade plena exige responsabilidade.’

Os mais velhos, da nossa idade, lembram plenamente que a gorilada e os paisanos que os serviam – com destaque para o então ministro da Justiça, Armando ‘nada a declarar’ Falcão – falavam o tempo todo em ‘crítica construtiva’ e ‘liberdade com responsabilidade’.

Tanto falavam que isso virou piada nas redações. Humor negro, naturalmente.

A questão de fundo é o anacronismo tanto das proclamações em favor da liberdade de imprensa como das exortações para que ela seja responsável.

De um governante livremente eleito não se espera que se oponha à livre imprensa. Tal seria, como se diz.

Já a responsabilidade, a seriedade que se espera da mídia não deriva da liberdade que lhe é própria nas sociedades democráticas. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Quando a mídia incondicionalmente livre se comporta de forma irresponsável, cedo ou tarde será punida pelo descrédito do público. Quando leviana, pelas sentenças dos tribunais.

O resto é patrulhamento.

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 14/11/2006 italo dueck

    uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa: Sobre problemas pessoais no passado ou seja lá oque for que tenha havido entre o autor e a ‘a gorilada e paisanos que o serviam’, mas isso é só detalhe. A matéria é bem construida, suscita a perfeição da denúncia do deputado cassado Roberto Jeferson que lançou o País a um cenário real: como se faz politica no Brasil, poucos aceitaram, muitos não e reconheceram a hora de mudar, fazer acontecer a mudança, mesmo porque nós sabemos como funciona o processo politico que tem como combustível escandalos rentáveis que destroem biografias, atacando a honra e a moral de pessoas que tem dedicado suas vidas a melhorar as condições no País, diminuindo os esforços e conqistas, rotulando de incompetente o primeiro governo que está reduzindo juros, e criando a possibilidade de se discutir crescimento sustentável e mudanças necessárias ao desenvolvimento que é o papel do governo. Quanto ao papel de parte da imprensa que ainda não se descolou das convicções da oposição em campanha, deveria evitar o comportamento partidário e aproveitar a liberdade de posição e opinião para discutir seu papel na sociedade, a nossa sociedade do jeito que ela é e com o legado que carrega. Posição e opinião jornalistica não deveria virar campanha contra um ou outro governo como determinação de aceitar este e não aquele, ou impor que só o candidato da TV terá trégua.

  2. Comentou em 10/11/2006 Marco Costa Costa

    Existe jornalistas amadores(lavadeiras) que fazem criticas(fofocas no fundo do quintal). Existe jornalistas profissionais formados nas faculdades dos mais variados níveis de qualidade e, cursos de ensinamento duvidoso. Entre estes dois tipos de jornalistas nada muda no espirito de levar a notícias aos ouvintes ou leitores, sempre de forma alarmista e indesejável. Portanto, a mídia tem que ter regras e normas que indica o que ele deve ou não publicar, se não ela se torna igual a jornalista de fundo de quintal. Toda profissão tem que seguir regras e normas que estabelece respeito com as mais variadas funções dentro de uma empresa.

  3. Comentou em 10/11/2006 Silvano Carvalho

    Fazer críticas e pedir seriedade não é patrulhamento, sempre que se cobra a verdade nua e crua, a mídia solta esta que todos querem censurar a mesma. Caiam na real, queremos uma imprensa livre com total responsabilidade quanto queremos de todos.

  4. Comentou em 10/11/2006 Juciano Lacerda

    Weis, obrigado pela pronta resposta. Agora, me diga: chamá-lo de Kusinski foi uma vingança inconsciente por causa do ‘s’a mais do seu sobrenome? (risos). Agora, uma coisa séria: a Veja de 1/11/06, na coluna ‘Veja Essa’ fez uma falsa acusação ao jornalista Marcelo Tas (isso não é patrulhamento?) e não deu espaço para o sujeito se explicar. Ele só conseguiu colocar sua posição no Comunique-se (1o Caderno, 9/11/06) e em seu próprio blog. http://marcelotas.blog.uol.com.br/ Para mim, temos que discutir sim o que tem sido ‘libertinagem de imprensa’ confundida com ‘liberdade de imprensa’. Nossa imprensa, principalmente Veja, tem dado tiros no pé e depois se posiciona de vítima. Para mim pedir responsabilidade na cobertura dos fatos não quer dizer ‘patrulhamento’. Sinto muito, mas discordo de ti. Abraços!

  5. Comentou em 09/11/2006 Juciano Lacerda

    Caro Weis, você foi citado em fundamentado artigo de Bernardo Kucinski, na Agência Carta Maior e, acredito, deveria dar explicações a nós, leitores deste espaço, sobre as ponderações de Kucinski. Seria um ótimo exemplo de maturidade do debate-análise midiático. http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3391
    Abraços!

  6. Comentou em 09/11/2006 Ruy Acquaviva

    ‘Quando a mídia incondicionalmente livre se comporta de forma irresponsável, cedo ou tarde será punida pelo descrédito do público.´… Isso já está acontecendo Sr. Weis. Não percebeu. As críticas da sociedade ao comportamento da imprensa são a expressão desse descrétito público que já chegou.
    A reação correta dos jornalistas seria debater abertamente com a sociedade, o que significa liberdade de imprensa e quais os limites da responsabilidade .
    O resto é corporativismo.

  7. Comentou em 09/11/2006 Pedro Lima

    Concordo com o Luiz Weis.

    O problema é que a liberdade só será valorizada quando for perdida. A sua preocupação vai além da superficialidade de debater sobre abuso desse ou daquele órgão, pois o público saberá – como você bem colocou – repudiar o mau jornalismo.
    A falsa idéia de que somos “o quarto poder” dá a alguns jornalistas a sensação de que podem tudo. É preciso apurar melhor antes de publicar, disso sabemos. Mas eu creio que não é sobre técnica de jornalismo que o Luis está falando aqui. Acredito que a preocupação dele reside nas possíveis conseqüências que são abertas com frases de efeito que parecem soar bem, mas que são implícitas ameaças à liberdade de imprensa.
    Por isso, não vamos aqui desviar o foco e falar sobre eleições e sobre o PT (que o tempo se encarregará de revelar o que realmente é), mas sim dos riscos de uma censura que vai nascendo dissimuladamente nas frases dos “defensores do povo”.
    Aqui o que deveríamos colocar em discussão era quem teria e como teria o “controle de qualidade do jornalismo brasileiro”, pois toda repressão nasce com o falso discurso de defesa dos fracos e oprimidos.

  8. Comentou em 08/11/2006 charles carvalho

    Excelenete artigo. A grande mídia foi sequestrada por interesses que ainda não vieram à tona. Criticar o governo Lula é uma obrigação. entretanto, durante as eleições esconderam o governo do PSDB em São Paulo.

  9. Comentou em 08/11/2006 charles carvalho

    Excelenete artigo. A grande mídia foi sequestrada por interesses que ainda não vieram à tona. Criticar o governo Lula é uma obrigação. entretanto, durante as eleições esconderam o governo do PSDB em São Paulo.

  10. Comentou em 08/11/2006 charles carvalho

    Excelenete artigo. A grande mídia foi sequestrada por interesses que ainda não vieram à tona. Criticar o governo Lula é uma obrigação. entretanto, durante as eleições esconderam o governo do PSDB em São Paulo.

  11. Comentou em 08/11/2006 josé nogueira

    Caro Luiz Weis, recebi um e-mail que, de certa maneira, desmente a sua argumentação. A informação contida nele é de que os seguintes países têm órgãos disciplinadores de seus meios de comunicação: Estados Unidos, Reino Unido, França, Portugal e Espanha. A cofirmação destes dados pode ser obtida nos seguites enderços na internet : http://www.fcc.gov (Estados Unidos), http://www.ofcom.org.uk (Reino Unido), http://www.csa.fr (França) e http://www.audiovisual.cat.net (Espanha). Até onde sabemos, os países citados têm uma tradição democrática e uma imprensa superiores às nossas. Se eu estiver enganado, por favor esclareça-me. De toda a forma, seria interessante comparar a maneira como os diferentes países democráticos estabelecem suas políticas de comunicação.

  12. Comentou em 08/11/2006 Ana Maria Cerviño de Macêdo

    Somos profundamente interdependentes e o dano à liberdade de Um é o dano à liberdade de TODOS. Eis aqui um exemplo, dentre tantos, de liberdade sem responsabilidade:

    http://www.serys.pro.br/destaque.asp?id=223

  13. Comentou em 08/11/2006 Ana Maria Cerviño de Macêdo

    Liberdade com responsabilidade é um princípio que deveria reger os atos de qualquer um de nós, e em todos os momentos, não só os da mídia. Toda ação é um poder e tem conseqüências, favoráveis ou desfavoráveis, sobre a vida dos outros. Só que a mídia tem MUITO poder, e se torna perigosa quando o exerce sem os devidos cuidados e respeito aos princípios democráticos e republicanos. Isso não significa propor a volta da censura. O que acontece é que setores da grande mídia vêm extrapolando seus limites, ferindo o Estado de Direito em seu coração, e precisamos refletir e nos posicionar sobre isso. A imprensa não é a JUSTIÇA e não pode fazê-la por suas próprias mãos, com informações incompletas e baseadas em boatos ou denúncias plantadas, julgamentos apressados, execuções sumárias, “presunção da culpa”, manipulação política e mentiras. A realidade nos mostra que, às vezes, sim, a verdade é estabelecida pela sentença dos tribunais, mas COMO ELA É LENTA! Demora, em média, anos para ser resgatada, enquanto uma acusação infundada só precisa de minutos para ser feita. Mesmo que a verdade, em algum momento, venha à tona, a pessoa atingida estará com a sua reputação e dignidade manchadas para o resto da vida. Os desmentidos não têm a mesma abrangência que uma acusação falsa. Basta ver o tamanho do espaço que os jornais e revistas destinam para reconhecer os seus erros.

  14. Comentou em 08/11/2006 Ana Maria Cerviño de Macêdo

    Liberdade com responsabilidade é um princípio que deveria reger os atos de qualquer um de nós, e em todos os momentos, não só os da mídia. Toda ação é um poder e tem conseqüências, favoráveis ou desfavoráveis, sobre a vida dos outros. Só que a mídia tem MUITO poder, e se torna perigosa quando o exerce sem os devidos cuidados e respeito aos princípios democráticos e republicanos. Isso não significa propor a volta da censura. O que acontece é que setores da grande mídia vêm extrapolando seus limites, ferindo o Estado de Direito em seu coração, e precisamos refletir e nos posicionar sobre isso. A imprensa não é a JUSTIÇA e não pode fazê-la por suas próprias mãos, com informações incompletas e baseadas em boatos ou denúncias plantadas, julgamentos apressados, execuções sumárias, “presunção da culpa”, manipulação política e mentiras. A realidade nos mostra que, às vezes, sim, a verdade é estabelecida pela sentença dos tribunais, mas COMO ELA É LENTA! Demora, em média, anos para ser resgatada, enquanto uma acusação infundada só precisa de minutos para ser feita. Mesmo que a verdade, em algum momento, venha à tona, a pessoa atingida estará com a sua reputação e dignidade manchadas para o resto da vida. Os desmentidos não têm a mesma abrangência que uma acusação falsa. Basta ver o tamanho do espaço que os jornais e revistas destinam para reconhecer os seus erros.

  15. Comentou em 08/11/2006 Marnei Fernando

    Tá… mas o que você tentou dizer? tive um chefe que me dizia que a comunicação tem que ser clara… se não seria melhor mandar uma fita gravada explicando… você tem uma fita pra me mandar aí não?

  16. Comentou em 08/11/2006 Marnei Fernando

    Tá… mas o que você tentou dizer? tive um chefe que me dizia que a comunicação tem que ser clara… se não seria melhor mandar uma fita gravada explicando… você tem uma fita pra me mandar aí não?

  17. Comentou em 08/11/2006 Jose de Almeida Bispo

    ‘Quando a mídia tem liberdade e se comporta de forma irresponsável, cedo ou tarde será punida pelo descrédito do público. Quando leviana, pelas sentenças dos tribunais. ‘ CONCORDO! Ninguém ficará impune; até que pague o último centil. É uma questão de tempo. O problema, caro Weis é o seguinte. Quantos haverão de cair sob as balas assassinas – perdão – aliás, sob as calunias, injurias e afirmações danosas, no sentido mais profundo possivel antes que a ‘Divina Providência’ exercite a sua Justiça que, como todas as justiças, sempre tarde, apesar de nunca falhar? E aí eu faço minhas as palavras dos poetas Fernando Brandt e Milton Nascimento: ‘Procuro a resposta: Porque criar a dor?’ (in Portal da cor – Brandt e Nascimento)

  18. Comentou em 08/11/2006 Braulio Signorelli Amereno

    Concordo com a maioria dos leitores desse Observatório sobre a parcialidade da cobertura da imprensa nas eleições de 2007, aliás o prórprio Observatório vinha alertando sobre o fato ao longo da campanha, mas percebo que a esquerda tem dificuldade muito séria quando criticada, inclusive são muito mal humoradas quando satirizadas, governar é isso, queriam o que?. Critica positiva me lembra Jarbas Passarinho durante os anos 70, quando ‘debatia’ com jornalistas o decreto 477 e dizia ‘bobagens eu não respondo’ , ou o programa ‘O Povo e o Presidente’ no governo Figueiredo conduzido pelo mesmo jornalista que na Globonews quase implorava ao presidente do STE que impugnasse a candidatura LULA, após a suposto ‘grampo’ no STE . Imprensa ‘chapa branca é chata seja qual for a ideologia. PS: Não sou pequeno burguês e nem um porco fascista, por sinal voto no LULA desde 1982 e fiquei muito feliz com sua vitória

  19. Comentou em 08/11/2006 ubirajara sousa

    Podem chamar-me do que quiserem, não importa. Vou continuar batendo na mesma tecla: estamos perdendo tempo deblaterando aqui no OI. Quando mais o fizertmos, mais ‘audiência’ eles terão; e é isso que eles querem. Precisamos nos organizar. Precisamos enviar e-mails aos parlamentares para reforcem a idéia da democratização da imprensa (o maior medo deles, ultimamente; o seu calcanhar de Aquiles). Faz-se necessária a criação de um órgão disciplinador (sem ferir a tão defendida liberdade de imprensa), tal e qual os que nos disciplinam, nós trabalhadores do Brasil, em quaisquer de nossas profissões. Ultimamente tenho tido os meus comentários vetados, ainda que, a meu ver, não tenha transgredido as normas deste OI, pelo menos as que tenho conhecimento. Mas não irei desistir. Se não for possível por aqui, tentarei através de outros blogs. Chega de ‘ouvir’ impropérios: somos burros, imbecis, indigentes mentais, e outros que tais. Chega!

  20. Comentou em 08/11/2006 Thogo Lemos

    Complementando.
    Será que o senhor poderia informar situações reais que reforcem sua teoria, ou, por outro lado, apresentar situações em que os meios de comunicação erraram, prejudicaram, lesaram e nada aconteceu.
    ‘Quando a mídia incondicionalmente livre se comporta de forma irresponsável, cedo ou tarde será punida pelo descrédito do público. Quando leviana, pelas sentenças dos tribunais.’
    A frase é perfeita, mas o senhor realmente acredita no que diz???

  21. Comentou em 08/11/2006 Thogo Lemos

    Sr. Weis, ajude-me a entender a lógica de que a qualidade da mídia deva depender exclusivamente do alto profissionalismo dos agentes em associação à grande capacidade crítica da população. É a velha estória de que, para evitar que uma criança seja contaminada pelo lixo apresentado na televisão, é só apertar o controle e… pronto. Quero concordar com o senhor, só me explique uma coisa: será que a mídia, como é hoje principalmente a televisão, tem contribuido para nossa formação crítica? Aguardo sua resposta, mas acho que, por algum tempo, é melhor acreditar exclusivamente na qualidade técnica e ética dos nossos inquestionáveis jornalistas.

  22. Comentou em 08/11/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Este não é um privilégio só do presidente não. Há uns 6 anos um candidato a prefeito pelo PT em Osasco pediu-me que escrevesse algo para a revista de lançamento de sua candidatura. O texto teria que levar em conta os 500 anos da descoberta do Brasil. Apesar de já não ter ligações com o PT aceitei o desafio. Pesquisei uma vasta bibliografia, caprichei na elaboração do texto e entreguei-o pessoalmente ao candidato (que é o atual prefeito da cidade). O texto não foi publicado por razões que não me foram reveladas. Suspeito que ele se recusou a publicar o material para não ferir os melindres religiosos de sua base católica. O texto foi para a Internet onde tem sido elogiado: – http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=168

    O PT é um partido bastante interessante. Liberdade de consciência e de expressão, desde que… Democracia, salvo quando… Pluralidade de idéias, mas…

  23. Comentou em 08/11/2006 Paulo Mora

    Críticas à mídia são patrulhamento, independente do mérito.
    Críticas ao Lula são liberdade de imprensa, independente da veracidade ou da educação utilizada.

    Fácil, não ?

  24. Comentou em 08/11/2006 Luiz Paulo Costa

    É Luiz Weis: é duro o ofício de jornalista, principalmente no jornalismo investigativo e de opinião. O escritor Graciliano Ramos retratou sua época com esta frase: ‘Começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer’. Derrotamos o regime militar e reconquistamos a democracia, luta marcada principalmente pelo episódio do assassinato do jornalista Vladimir Herzog. Agora, sempre nos mexendo entre os poderes econômico e político, a lei e a ordem, mas extinto os Dops poderíamos substituí-lo, pelo menos no governo Lula, ‘…’e acabamos às voltas com o Departamento de Polícia Federal’.

  25. Comentou em 08/11/2006 Conceição Oliveira

    ‘Quando a mídia incondicionalmente livre se comporta de forma irresponsável, cedo ou tarde será punida pelo descrédito do público.’

    Vcs querem mais punição que a perda contínua de leitores? Mais que o total descrédito que muitos dos veículos de comunicação que vcs escrevem adquiriram ao longo desses anos? ‘Leu na Veja azar o seu’ é uma das comunidades mais atuantes do Orkut e não é de hoje…

    Então tá! Fiquem aí reproduzindo até se convencerem de que as críticas que este Observatório não pára de receber de leitores letrados e no exercício do aprofundamento das práticas de leituras podem ser carimbadas de ‘patrulhamento’.

    Eu já selecionei quem lerei dentro do próprio Observatório. E pode estar certo de que os sem criatividade, sem auto-crítica e que não aprenderem o princípio básico de todo bom jornalista– não há liberdade sem responsabilidade– estão fora de minha lista.

  26. Comentou em 08/11/2006 Mirna Vieira

    E continuam defendendo o que não tem defeza! Justificando o injustificável.
    Já passou da hora do Lula processar o Mainardi….

  27. Comentou em 07/11/2006 Thogo Lemos dos Santos

    Mais uma tentativa de confundir discussão sobre os caminhos da mídia com uma disputa infantil entre anacrônicos do planalto versus anacrônicos das redações. PArem com isso. Vocês podem contribuir muito mais. POr que insistir nessa artimanha? Lembrem-se: vocês nunca mais ‘farão’ a mídia do jeito que fazem hoje. Sr. Weis, questionar a necessidade de responsabilidade já é demais!

  28. Comentou em 07/11/2006 Junior Barbosa

    ‘Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa’ para aqueles que só vêem coisas. Nós não estamos falando de coisas. Estamos falando de grupos minoritários que detem grande parte do poder midiático, e estão em grande parcela, sua maioria, ligados aqueles que detêm o Capital e não ‘ coisas’.
    Neste país, a lei não é igual para todos, e a mídia, com raras exceções, tem saído impune de suas barbaridades e irresponsabilidades…
    LÁ VEM ELE: MÍDIA É A MÍDIA, TRIBUNAL É O TRIBUNAL…
    Não há nenhuma relação entre a justiça e mídia? As amizades e interesses de classe não se confundem com a tal ‘ imparcialidade’? Cadê a Ética nesta hora? Para cobrar de um presidente é um peso, do outro é outro.
    Acordem Jornalistas!!! Vocês não são neutros. Não queiram dar uma de santinhos porque o povo vai cobrar de vocês. Quem está cobrando é grande parcela da população e não o presidente somente , ou os petistas.
    Patrulhamento é o que vocês estão fazendo não aceitando humildemente se redimir dos seus erros, e partir para o ataque exacerbado contra os comentaristas aqui.
    O povo quer ter direito a voz ativa. Percebeu que seus representantes não têm feito isto, e que aqueles que diziam ser uma coisa são outra!!!! Vocês jornalistas, com exceções, têm agido com hipocrisia, se fazendo de neutros, mas completamente engajados…UMA COISA É CERTA: TEM COISA ERRADA AÍ!!! E O POVO TÁ DE OLHO

  29. Comentou em 07/11/2006 Daniel Campos

    Weis, como dizem ‘isso não cola mais’. A imprensa está colhendo o que plantou e ficar inventando desculpas não irá salvá-la de uma reformulação total no mínimo. TODOS nós somos livres, mas esta liberdade nos é dada esperando-se que sejamos responsáveis com ela. E não, não estou insinuando que vamos para uma ditadura, VOCÊ está.

  30. Comentou em 07/11/2006 Julio Rocha

    Eu sou livre e nem por isso saio fazendo tudo que me dá na telha! Liberdade com resposabilidade SIM! Vocês jornalistas precisam discutir com urgência a criação de um Conselho Federal, que assim como na medicina, na farmácia, no direito e em tantas outras profissões regulamenta a profissão, pune os excessos e protege os profissionais. Não é por qur voces tem acesso aos meios de comunicação, principalmente as televisões (CONCESSÕES PÚBLICAS), que voces podem fazer e falar o que quiserem, sem se basear em fatos somente em boatos, sem que ninguém reclame.

  31. Comentou em 07/11/2006 Léo Bueno

    Eu gostaria de sugerir a qualquer crítico deste OI que faça uma análise cuidadosa da última edição da revista Veja. Depois disso é que eu perguntaria se o presidente Lula não tem direito de falar o que falou.

  32. Comentou em 07/11/2006 Juan Luis Rodrigo Gonzalez

    Bem, é de supor que o presidente do país se dirige ao povo, e nesse caso, precisa ser didático.
    Desta forma creio que ele faz bem em cobrar responsabilidade da imprensa, quanto mais não seja para que este possa se dar conta do quanto a imprensa (ou pelo menos uma parcela considerável da grande) tem sido irresponsável.
    Como você denominaria o fato de um jornal, conscientemente, publicar uma matéria que sabe ser falsa para acobertar uma ação de um delegado que o jornal sabe estar deliberadamente atuando politicamente para interferir numa eleição nacional?.
    Sinceramente, você acredita que existe uma verdade acima de qualquer intereêsse? e nesse caso, como pode se exercer a liberdade sem responder a ninguém? ou será que responsabilidade significa outra coisa que não seja responder pelo que faz?.
    Penso que já está na hora de discutir qual é o caráter da imprensa e quais os mecanismos q

  33. Comentou em 07/11/2006 Marcelo Soares

    Se o presidente poderia ter processado o colunista e não o fez, é uma pena. A Justiça é o caminho mais adequado pra dirimir esse tipo de questão. Melhor do que bandeirada, por supuesto…

  34. Comentou em 07/11/2006 priscilamariapresotto presotto

    Não é só o Diogo ,não!Eo tal de Reinaldo Azevedo e Eliane
    Castanhede??E o Senador que quer censura na Internet?Vcs sabem
    pq ,não é??????????Gostaria de saber ;se fosse o PRÍNCIPE DOS
    SOCIÓLOGOS ,A MÍDIA TERIA SIDO TÃO CRUEL COMO FORAM COM
    ESTE SENHOR, E MUITOS OUTROS QUE NÃO VOU CITAR.LULA NÃO
    IMPEDIU NENHUMA CPI ,NÃO PROCESSOU NINGUÉM.AH!!!!!QUER
    SABER ???CANSEI……SÃO DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS PARA OS
    SENHORES…DEUSES….

  35. Comentou em 07/11/2006 priscilamariapresotto presotto

    Concordo plenamente com o comentário acima.
    Kade o Serra???????Serra …Serra …Serrador!!!!!!! Serra o papo do
    vÔvo!!!!!!!!

  36. Comentou em 07/11/2006 tony knopp

    Weis – good to have you back, though being in Canada, sweet Canada was good … attempting to follow the issues laid out here and have the following comments which are in opposition – forever vigilent with one´s freedoms …. and yet … the boy who cries wolf at some point is not listened to …. elucidate me, please – be welll – Tony

  37. Comentou em 07/11/2006 Eduardo Guimarães

    Weis, numa boa, cara. É ridículo ficarem com essas insinuações de que o governo pretenda censurar a mídia. A sociedade já percebeu que vocês da imprensa usam esse artifício para evitar questionamento. Ninguém bom da cabeça acredita que o governo pretenda censurar vocês. Pelo contrário. Lula, chamado de tudo o que há de pior que se possa imaginar, não age como um Bornhausen e processa ninguém. Dê uma lidinha no diogo Mainardi de um ano e meio para cá e calcule quantas vezes Lula poderia processá-lo e não o fez. Pare com isso, Weis. Sugira ao Dines que faça o mesmo. Vocês estão fazendo um papelão muito feio.

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