Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1043
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Ligar a cana na tomada

Por Bruno Blecher em 25/06/2007 | comentários

Marcos Sawaya Jank, o novo presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), quer ampliar os negócios do setor sucrolacooleiro. Com o etanol a franco vapor, a hora é propícia para promover a bioletricidade, a produção de energia elétrica a partir de biomassa, principalmente quando o fantasma do apagão volta às manchetes dos jornais.



Para Jank, a bioeletricidade é uma das maiores fronteiras da indústria sucroalcooleira nacional e pode gerar uma revolução semelhante à do etanol. “Podemos reduzir fortemente a necessidade de licenciamento de novos projetos hidrelétricos em regiões ambientalmente sensíveis, o risco de termos de reingressar na energia nuclear e o custo ambiental dos projetos termoelétricos à base de gás natural, óleo combustível e carvão, mais caros e poluentes’’, diz ele.



A energia da cana também é destaque da edição desta segunda do Valor Econômico. ‘Energia da cana pode evitar o risco do apagão’, diz a manchete do jornal. Para o Valor, a co-geração de energia a partir da queima do bagaço da cana pode aliviar o preocupante quadro de oferta de energia a partir de 2009.


A febre do etanol, que provocou uma expansão acelerada de novas usinas por todo o país, está sendo acompanhado de investimentos em co-geração. Estima-se que hoje já seria possível adicionar entre 6 mil MW e 8 mil MW ao potencial instalado de geração de energia do país, considerando a moagem de 500 milhões de toneladas de cana-de-açúcar prevista para a safra 2007/08. Equivale ao maior projeto de hidrelétrica na agenda do governo atualmente, a usina do Rio Madeira, que prevê potência instalada de 6,48 mil MW.



A Folha também fala da energia, mencionando a reunião do Conselho Nacional de Política Energética que decide sobre a construção da usina nuclear Angra 3. O físico José Goldemberg é contra. ‘Autorizar Angra 3 não vai resolver a crise que se avizinha para daqui três ou quatro anos´´, diz. Segundo Goldemberg, a usina levaria entre cinco e sete anos para ficar pronta.


Jank lembra que as centrais de bioeletricidade têm custos de implantação inferiores aos das usinas termo e hidrelétricas, além de demandar menor tempo para a sua construção (inferior a 30 meses). Também possibilitam menores custos de transmissão para a rede elétrica.
‘Se pudermos ainda aproveitar as palhas e os ponteiros com o fim da queima da cana (em São Paulo, prevista para 2014 nas áreas mecanizáveis e 2017 em áreas não-mecanizáveis), poderíamos ampliar a produção de bioeletricidade para 20% da matriz elétrica brasileira no horizonte de 2020, ou mais de 20 mil MW, equivalentes a duas usinas do porte de Itaipu.´´

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