Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Mainardi, um estilo à procura de idéias

Por Mauro Malin em 12/05/2007 | comentários

Diogo Mainardi assina uma coluna na Veja. A coluna é semanal. Mainardi precisa ter um assunto por semana. Ninguém tem inspiração toda semana. No aperto, Mainardi inventa. Não me arrisco a dizer com que freqüência. Falta-me a experiência de leitor regular da coluna semanal de Diogo Mainardi na Veja.


Na edição desta semana Mainardi mostra o tamanho de sua ignorância sobre classificação indicativa de programas de televisão, assunto atual, e sobre o que foi a censura durante a ditadura. Diz que a equipe encarregada da classificação indicativa no Ministério da Justiça é ‘o novo Dops’. O “Dops lulista”.


Dá nomes de funcionários. É uma técnica conhecida. Como a dos filmes que dizem: “Baseado numa história real”. Verossímil. O dicionário define verossímil: “Que parece verdadeiro”.


Mas é falso. Triplamente falso. A classificação não é “prévia”. Em entrevista ao Observatório da Imprensa, o encarregado desse setor no Ministério da Justiça, José Eduardo Romão, comparou a classificação indicativa a colocar um rótulo que informa o que está dentro da embalagem do produto. Quem o coloca é quem produz. O governo fiscaliza. Clique aqui para ler a entrevista de Romão.


Caso a classificação fosse prévia não poderia haver programas ao vivo. Mesmo que o Ministério da Justiça quisesse colocar um funcionário em cada estúdio.


O que existe é a autoclassificação. O Ministério da Justiça verifica depois se a classificação atende a determinadas normas. Mas nem isso as emissoras querem. As redes de televisão não querem nenhuma classificação que as obrigue a transmitir os programas de acordo com os fusos horários do país. Hoje, no horário de verão, a novela dita das oito, que vai ao ar às nove, encontra crianças no Acre diante da televisão às seis da tarde, hora local. O Acre tem duas horas a menos do que Brasília, sem horário de verão. Três horas de diferença no horário de verão. Horário de verão dura no mínimo um terço do ano. Não é só o Acre. Dezoito estados têm fuso diferente do de Brasília durante o horário de verão.


A segunda falsidade é escrever, neste caso, “Dops lulista”. Quem criou a classificação indicativa foi José Gregori, ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso. Faz sete anos. Mainardi já assinava colunas na Veja mas não deu atenção ao assunto.


Mainardi não tem idéia do que possa ser um verdadeiro “Dops lulista”. Mainardi é diletante.


A terceira falsidade, por ignorância, é a respeito da censura durante a ditadura. Não era exercida pelo Dops. Cabia a um órgão chamado Divisão de Censura de Diversões Públicas. A Censura, como abreviadamente era chamada, foi durante alguns anos chefiada por ‘Antonio Romero Lago’. Era um impostor. Fora condenado como mandante de um assassinato, preso em 1944 no Rio Grande do Sul. Falsificou um documento de identidade e subiu nos escalões do Ministério da Justiça. Seu nome verdadeiro era Hermelindo Ramirez Godoy. O carimbo com a assinatura de “Romero Lago” apareceu na introdução de todos os filmes exibidos no Brasil durante anos. Romero Lago assumiu em 1966, caiu alguns anos depois. Mainardi nasceu em 1962. Ainda não ia ao cinema. Tenta ser inventivo, mas não entendeu que a realidade sempre supera a ficção. Hermelindo foi melhor do que Diogo na arte de se fazer passar por algo que não é. Era profissional.


Mainardi escreve que “Lula é cria de Ernesto Geisel”. Mainardi é cria de leituras mal feitas ou de todo não feitas. Cria de impulsos oportunistas.


Mainardi cavalga um antilulismo de conveniência artística. Para o governo, um bálsamo. Sua crítica é quase sempre inconsistente.


Mainardi é um estilo à procura de idéias.


[Nota em 15/5. Antonio Claudio Netto, consultor da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), enviou a seguinte mensagem:


A respeito de seu artigo ´Mainardi, um estilo à procura de idéias´, esclareço que a Portaria 264/07 do Ministério da Justiça, que regulamenta a classificação indicativa, é uma ameaça à Liberdade de Expressão, entre outros motivos, porque prevê a necessidade de análise prévia das obras pelo Ministério para que as mesmas possam ser exibidas. Entre os requisitos para que seja feita a classificação indicativa da obra está o previsto no art. 7º, parágrafo terceiro:


´Além dos documentos relacionados no parágrafo anterior, deverá ser efetuada a entrega ou exibição da respectiva obra audiovisual para a qual se pretende obter a classificação´.


O dispositivo afronta a Constituição, que garante a liberdade artística, independentemente de censura ou licença. Se uma emissora de televisão não pode exibir uma obra sem antes submetê-la a um setor de classificação, evidentemente a exibição está sujeita a uma licença, o que é incompatível com o texto constitucional.


A Portaria tenta minimizar essa submissão afirmando que criou a autoclassificação, por meio da qual a própria emissora poderá atribuir uma classificação à obra que pretende exibir. No entanto, para que possa autoclassificar sua obra, a emissora depende de uma autorização do Ministério, caso a caso (art. 9º, parágrafo primeiro). Segundo o texto da Portaria, a emissora apenas ´pode solicitar dispensa da análise prévia realizada pelo DEJUS/SNJ´. Fica a critério do Ministério decidir quem precisa e quem não precisa submeter suas obras ao crivo da classificação. O dispositivo da Portaria, é preciso repetir, é totalmente incompatível com a Liberdade de Expressão garantida pela Constituição Federal, que independe de censura ou licença.


Antonio Claudio Netto, consultor da Abert.’


Talvez o artigo 9º possa ser redigido de outra maneira, mas de modo nenhum existe censura. A censura é proibida pela Constituição. Aqui se trata apenas de classificação indicativa. Indicativa quer dizer o seguinte: indicada ou não para determinado horário. Durante a ditadura o governo decidia se um filme ou programa de televisão poderia ser exibido ou não, ou se poderia ser liberado com cortes. Agora não há proibição nem cortes. A classificação é apenas para dizer: especialmente recomendado para crianças e adolescente, livre, 10 anos, 12 anos, 14 anos, 16 anos ou 18 anos.


O texto da portaria tem defeitos (mesmo quanto à redação mais adequada segundo a norma culta brasileira), mas não é isso que está em debate.


O representante da Abert encontra na portaria pretexto para bradar em nome da liberdade de expressão (com iniciais maiúsculas), que não está ameaçada. Boas informações disponíveis sobre o assunto indicam que o artigo 9º significou uma facilidade maior para as emissoras em relação às condições existentes anteriormente. As redes de televisão não querem: 1) respeitar os fusos horários brasileiros; 2) seguir a padronização adotada para uniformizar os avisos relativos à indicação do programa para determinado horário.


Acabo de entrevistar, às 19 horas, o diretor do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, José Eduardo Romão. Ele se preparava para entrar num programa da TV Justiça e anunciou que vai ‘mudar o nível’ da discussão: passar a discutir a questão das concessões de rádio e televisão. Romão diz que a Abert, em nome das emissoras, fala como se essas fossem indivíduos privados titulares de direitos à liberdade de expressão, mas não o são. São titulares de concessões dadas pelo Estado brasileiro. Segundo Romão, o Ministério da Justiça não pode se eximir do cumprimento de algo que está prescrito na Constituição brasileira: ‘exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e televisão’ (artigo 21, XVI, que enumera aquilo que ‘cumpre à União’). Em breve publicarei uma síntese da entrevista, parte da qual entrará amanhã no programa de rádio do Observatório. A entrevista completa será publicada neste blogue.


Clique aqui para ler a entrevista.


Ver o texto de Alberto Dines ‘Em defesa da lei da selva na terra de ninguém‘.] 

Todos os comentários

  1. Comentou em 15/05/2007 Mario Domingues Netto

    Piorou………Essa ‘mudança de nível’ da discussão pelo Sr. Romão , questionando as concessões , está me fazendo lembrar o que ocorre na democrática Venezuela do democrata Chávez, em relação à RCTV.
    Se continuar nessa direção, nosso Brasil vai mal…muito mal…
    Com a palavra os democratas defensores da livre expressão do OI !!!

  2. Comentou em 15/05/2007 Pedro Costa

    O Mauro Malin deve ser algum petralha se passando por jornalista. Já sei no que elle acredita : não houve mensalão, o governo Lulla é o mais ético da história do Brasil, etc.

  3. Comentou em 15/05/2007 Marco Tognollo

    1. Mainardi é apenas mais um cara que de trouxa não tem nada. Ele apenas vomita todo aquele lixo que é publicado na sua – dele – coluna semanal, em troca de uma grana no final do mês. É um porta-voz do patrão, nada além disso. Não escreve nada que seja aproveitável. Todas as teorias dele são facilmente desmentidas; não sei como o Malin tem tanta paciência para escrever tanto para provar que o escrito pelo tal colunista é pura mentira. Tem de ter muita paciência. Enquanto a equação (a) Salário e Ações na Justiça X (b) Ridicularização de seus Desafetos for favorável à Abril ele permanece escrevendo aquele monte de besteiras. Quando der prejuízo, levará um pé no traseiro. O pior de tudo é que há quem dê razão às besteiras escritas por ele, ainda que desmentidas. 2. Não tem uma notinha sequer das, digamos, entidades patronais que não vejam ameaça a liberdade de expressão ou de imprensa em tudo. Chega a ser hilário.

  4. Comentou em 15/05/2007 Ivan Moraes

    ‘Se eu estivesse no governo ergueria um brinde para desejar longa e operosa vida a todos os críticos dessa estirpe’: e eu tambem sou muito estirpudo mas ‘Lula eh cria de Geisel’ eh bem acima do que eu jamais conseguiria!!!

  5. Comentou em 15/05/2007 Marcelo Ramos

    Réplica ao Mauro.
    Sendo 100% correto e ético, eu diria a mesma coisa…

  6. Comentou em 15/05/2007 Carlos Queiroz

    Sei nao….. sinto um certo ressentimento lulista nessa critica. Coisa de gente ‘tomando as dores’ do governo Lula, coisa a que o Mainardi ja deve estar mais que habituado…..

  7. Comentou em 15/05/2007 larissa bueno ambrosini

    congratulações, caro malin.
    opiniões à parte, realmente me impressiona a incapacidade de analisar o cerne da questão. julgo a classificação indicativa de assunto de suma importância. parabéns pelo artigo.
    as emissoras utilizam o argumento falho da ‘liberdade de expressão’ (pra inglês ver), os leitores-telespectadores engolem sem digerir, o conteúdo da programação é absurdamente de baixa qualidade. e o debate é pro ou contra lula… é inacreditável.

  8. Comentou em 14/05/2007 Paulo Pereira

    Mauro Malin, sendo do Observatório, você precisa ler tal colunista. É uma pena, pois acho tão difícil como assistir programa do Ratinho.
    Agradeço seus esclarecimentos, muito bem feitos.

  9. Comentou em 14/05/2007 Marcelo Ramos

    Quando eu era estudante, na década de 80, a Veja era uma boa revista, tinha opiniões próprias. Hoje, as opiniões são de quem paga mais. O escrevedor de palavras D. Mainardi é coerente com a qualidade atual da revista, ou seja, muitas palavras que não dizem nada. Como bem disse o autor, suas críticas inconsistentes são uma benção para o governo.

  10. Comentou em 14/05/2007 Carlos N Mendes

    Mainardi não é jornalista; só escreve opiniões. No máximo podemos chamá-lo de cronista. O grande problema se encontra no fato da Revista Veja misturar jornalismo e opinião (começou a mudar, mas devagar; já vi escrito ´opinião´ no alto de algumas colunas). Seu talento é escrever de forma azeda. Quem lê Mainardi está buscando um espelho : quer alguém que alicerce seus conceitos e preconceitos, mesmo que seja com pés de barro. Acho triste. Só espero que o Lula não tente com Diogo Mainardi o que fez com o Mangabeira Unger. Deus nos livre…

  11. Comentou em 14/05/2007 Orestes Ianuzzi

    Pegou mal, Malin, não tem jeito. Fico com o Danilo, critique os fatos, eventuais equívocos, mas atacar a pessoa de um colega jornalista e ainda com análises deturpadas fica parecendo “dor de cotovelo”. O Diogo mais uma vez foi pioneiro (o que vcs chamam mesmo, ah…!, um furo), em levantar uma “lebrona” que é essa classificação prévia que ontem pudemos comprovar na TV, estarrecidos, ao ver todas aquelas advertências, letrinhas entrando, antes dos programas. A polêmica está fervendo e não adianta ódios furibundos contra o Mainardi. A iniciativa foi dele. Agora vir criar pauta em cima da matéria dos colegas para defender iniciativas desastradas do Governo Lula é que é vergonhoso.

  12. Comentou em 14/05/2007 Danilo Ragazzi

    Caro Autor!

    Ao invés de me mandar explicar onde está o erro da vossa analise, o Sr. deveria ler a Portaria por inteiro. Dei a dica, quem se interessar em ler o fará! Eu, particularmente procuro ir a fonte, ao invés de ficar com discussões infrutiferas. Inclusive já mostrei onde estão os seus erros.

    O Link para a portaria esta no meu comentário abaixo.

    Sei da longa briga que se arrasta por anos entre este site e o colunista da veja, e não dou a minima para a briga de vocês. Problema vosso!

    Mas a Portaria 264 de 2007 esta sim recriando a censura no país e vocês deveriam estar preocupados com isso e não com o Diogo.

    E tem Mais: Tem que pagar alguma taxa para que a analise seja feita por um órgão do Governo! Portanto aumento de arrecadação.

    []s

  13. Comentou em 14/05/2007 José de Souza Castro

    Devo estar lendo Mainardi mais ou menos pelas mesmas razões de Mauro Malin. E me divirto, porque sei que ele é um humorista que às vezes consegue até ser engraçado. Não me irrito, porque não levo a serio o que ele escreve. Agora, humorista por humorista, prefiro o Millôr, na mesma Veja. O artigo dele nesta semana é impagável. Millôr conta porque está sendo processado pelo deputado Aldo Rebelo, por um artigo que escreveu quando estava ainda na Folha de S. Paulo, criticando a proposta do comunista de proibir o uso de palavras estrangeiras em nossos escritos. Millôr comentou: ‘Ele sabe do que está falando? Quanta idioletice!’. O deputado e a advogada dele, Zilah Joly, entenderam que quanta idioletice é o mesmo que quanta idiotice. E pediram indenização de R$ 32.200, mesmo não tendo sido citado o nome do deputado no artigo de Millôr. Que tem sempre o que ensinar. Aprendi agora que idioletice é uma palavra criada por Millôr, que apenas colocou a desinência ICE na palavra IDIOLETO. E idioleto, segundo o Aurélio, é a fala de um único indivíduo. Ou (Houaiss) sistema linguístico de um único indivíduos, que reflete suas características pessoais, os estímulos a que foi submetido, sua biografia etc. Espero que o nobre juiz leia o dicionário, antes de punir o humorista com o pagamento ao nobre deputado de 32 mil reais. Aliás, este devia ser punido por não ocupar a justiça com ninharias…

  14. Comentou em 14/05/2007 Roaldo Luís Valiati

    Meus parabéns! Finalmente a crítica definitiva sobre este menino amestrado dos ‘Civitas’.

  15. Comentou em 14/05/2007 diego matias

    Nada como a definição do Ricardo Noblat numa entrevista que li (http://www.oblogdocapeta.blogspot.com): ‘Ele é um aspirante a Paulo Francis – que foi um grande jornalista -, mas muito distante do Francis. Eu desconfio que ele inventou um “tipo”, que é esse que ele faz, sempre na contra mão, muito irreverente, crítico das pessoas que ele aponta como de esquerda, ou petistas ou não-petistas. Ele acabou refém desse personagem…’

  16. Comentou em 14/05/2007 Mario Domingues Netto

    Jornalista Mauro Malin O que você diz: ‘Mas é falso. Triplamente falso. A classificação não é “prévia”. O que diz a portaria: ‘O exercício da classificação indicativa corresponde essencialmente à prática dos seguintes atos processuais: I – Análise das características da obra ou produto audiovisual, podendo ser realizada previamente no âmbito do DEJUS/MJ; O que eu digo: ‘ Considero falso , triplamente falso, dizer-se que não há classificação prévia’ Um abraço fraterno Netto

  17. Comentou em 14/05/2007 Alexandre Ferreira Já disse

    Adoro Diogo Mainardi. Aliás, adoro TODOS Que falaM mal do Lula. Mesmo que não se comprovem. Não é assim que o PT faz?Não é assim que LUla faz?Mente descaradamente para depois discutir.
    Mas diz aí:Não é o LUla que é cria de leuturas mal feitas? OU na verdade não feitas? É o PT do Mensalão que criou impusltos oportunistas,rapaz. Acorda pra vida. Acho que foi você que não leu.

  18. Comentou em 14/05/2007 Alexandre Carlos Aguiar

    Graças a Lula e ao PT esse Mainardi existe. Tivéssemos outro governo e essa caricatura de Lacerda com Paulo Francis há muito já teria perdido o emprego por falta de assunto.

  19. Comentou em 14/05/2007 Jurandyr Passos

    Disse-o muitíssimo bem.

  20. Comentou em 14/05/2007 Danilo Ragazzi

    Vamos ver o que diz a lei? Art 2º Compete ao Ministério da Justiça proceder à classificação indicativa de programas de televisão em geral Art 4º Cabe ao departamento de justiça Classificação, Titulos e Qualificação, vinculado à Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça – DEJUS/SNJ, excercer a classificação indicativa dos programas e obras audiovisuais regulados por esta Portaria. Art. 5º. Não estão sujeitas à análise prévia de conteúdo no âmbito do Ministério da Justiça as seguintes obras audiovisuais: …. V – Outros programas veiculados ao vivo. §1º. Os programas veiculados ao vivo, de que trata o inciso V, poderão ser classificados, com base na atividade de monitoramento, constatada a presença reiterada de inadequações. §2º. A não atribuição de classificação indicativa aos programas de que trata este artigo não isenta o responsável pelos abusos cometidos, cabendo ao DEJUS/SNJ encaminhar seu parecer aos órgãos competentes. Art. 8º. A análise prévia, exclusivamente para atribuição de classificação indicativa, será realizada e publicada pelo DEJUS/SNJ no Diário Oficial da União em até 20 (vinte) dias úteis, ressalvados os casos de comprovada urgência. segue o link para a portaria: http://www.mj.gov.br/classificacao/legislacao/2007portaria264.pdf Acho que seria legal vocês checarem a fonte para não serem comparados com o Diogo Mainardi!

  21. Comentou em 14/05/2007 Adalberto Braga

    Qual a possibilidade do Mainardi ter lido este seu artigo? Peço a sua autorização para copiar e mandar para ele.

  22. Comentou em 14/05/2007 Antônio Carlos

    É verdade, Diogo Mainardi nem escreve tão bem assim, todavia presta um serviço inestimável à democracia e ao Brasil, só pelo fato de fustigar Lula e seu governo, e assim quebrar um pouco a hegemonia da esquerda na imprensa.

  23. Comentou em 14/05/2007 Lica Cintra

    Não gosto trabalho de Diogo Manardi, chuta muito e não escreve bem. Na coluna dessa semana, extrapolou, um show de desinformação sobre a legislação que cria a classificação indicativa. Todo dia tem programa e publicidade inadequados sendo exibidos em horários de público infantil, a lei manda que esse programas sejam veiculados depois das 22 horas (não é censura). Acho essa lei de Gregori de muito bom senso e apoio sua implantação.

  24. Comentou em 14/05/2007 Luis Neubern

    Ótimo artigo Malin. A melhor critica sobre um texto tendencioso, incoerente e mentiroso é exatamente esta, desconstruí-lo ponto a ponto, humilhando o autor com a lógica e não com xingamentos e processos. Parabéns. Malin, uma dúvida, sobre as propagandas de bebidas, existe alguma possibilidade de serem veiculadas em horários ‘adultos’?

  25. Comentou em 14/05/2007 Cesar A. Dutra da Rosa

    Caro Malin, um grande analista e jornalista com você não deveria perder tempo com este Sr, cujo trabalho tem o mero intento de ampliar sua submissão ao EGO, este Diogo é escravo do próprio EGO, o que faz refletir que ele é digno de pena, as pessoas devem ler sua coluna, pois esta pobre alma esta atormentada e se alimenta da notoriedade, pessoas com espirito elevado precisam ajudar este pobre profissional que em outras encarnações poderá – duvido – vir como ser humano de verdade, sem sua grande vaidade e propósito mesquinho de iludir as pessoas. Uma pena. Pois nem todos sabem utilizar para o bem da humanidade o dom dado por Deus.

  26. Comentou em 14/05/2007 Jose Roberto Nóbrega (Bob Devasso)

    Desculpe-me o reenvio do meu comentário. Apenas mais uma chance para testar a democracia do ‘OI’. O comentário passou pelo crivo das normas de publicação do ‘Estadão’. A propósito: quando é que o OI vai publicar as suas normas de comentários de artigos e blogs? Uma boa oportunidade para a ‘polícia da imprensa’ desfilar sua cartilha.

  27. Comentou em 14/05/2007 ailton filho

    Atualmente uma das maiores dificuldades para o leitor que acompanha a grande mídia é acreditar em alguém. Nunca sabemos quem está sendo sério e imparcial. Acreditar em quem só critica ou em quem só faz babar ovo é impossível. Essas pessoas não conseguem analisar fatos e situações e mesmo se intitulando jornalistas, suas idéias estão impregnadas por um preconceito que não se vence por palavras sóbrias, mas sim por interesses empresariais ou políticos.

  28. Comentou em 14/05/2007 Jose Roberto Nóbrega (Bob Devasso)

    Seu artigo tenta analisar o estilo de jornalismo de opinião que está vendendo hoje em dia, pró ou contra o governo de Vossa Majestade, o Rei Luiz… Ou não?. Diogo Mainardi, Paulo Henrique Amorim, Reinaldo Azevedo, e outros vêm praticando um estilo de jornalismo que poderia ser chamado de ‘irritando o adversário’. Diogo Mainardi com o ‘Lula é cria de Geisel’, Paulo Henrique Amorim com ‘a CPI do Apagão foi um golpe da mídia para derrubar o Governo Lula’, Reinaldo Azevedo com ‘mafaldinhas e remelentos’ (abordando a invasão da USP) são exemplos do jornalismo engajado pró e contra. Tem espaço, e leitores que se satisfazem com a irritação que lhes trazem o estilo das suas colocações, ou o humor da sua picardia. O que eu acho engraçado é a capacidade dos colegas que não se dizem engajados de se irritarem com eles. Acabam entregando o ouro e demonstrando de que lado estão. Não creio que estejam em buscam das verdades ou das mentiras contidas nas matérias de Mainardi, PHA e Reinaldo. Buscam tomar o lado, se engajar sem deixar transparecer ao leitor o verdadeiro lado em que estão. Ou eles acham que os donos de Veja e do Portal BT/IG não estão satisfeitos com os lucros que eles lhe dão? Veja é ser lida pelo leitor de Veja e não pelos do Portal BT/IG, e vice-versa. Quem não for há de se preparar para ‘ficar irritado’. Ou então para escrever artigos com idéias e sem nenhum estilo.

  29. Comentou em 14/05/2007 Marnei Fernando

    Não se trata de colar rótulos… mas de se ter um mínimo discernimento para se identificar o que é evidente em todos os seus textos Malin… Você não faz e nunca fez a mínima questão em deixar clara sua posição alinhada ao jornalismo terrorista que faz a Veja, a Folha, O Estadão e a Globo… Então não pode se queixar se alguém apenas diz o que você nunca se preocupou em esconder.

  30. Comentou em 14/05/2007 Marnei Fernando

    Malin, embora eu lhe considere tão golpista quanto o Mainardi… acho prudente avisar que esse seu texto poderá lhe valer um processo na justiça e uma coluna na revisteca Veja… O Mainardi vai lhe acusar de lulista inveterado e dirá que você chama ele a toda sua família de cabeças ocas e dementes… E que o OI virou um antro do lulismo e do Neo Dops do PT.

  31. Comentou em 14/05/2007 Marcos Paulo Silva

    Dizer que a classificação indicativa é censura é demonstrar má-fé ou muito desconhecimento sobre o assunto. Como o próprio nome diz, a classificação é apenas indicativa, serve para orientar os telespectadores e principalmente os pais. Democracia não é ‘liberou geral’, senão as emissoras não terão nenhum escrúpulo em colocar no ar uma cena de incesto às 5 horas da tarde.

  32. Comentou em 14/05/2007 José Roberto Nóbrega

    Este é o estilo de jornalismo de opinião que está vendendo hoje em dia… Ou não?. Diogo Mainardi, Paulo Henrique Amorim, Reinaldo Azevedo, e outros vêm praticando um estilo de jornalismo que poderia ser chamado de ‘irritando o adversário’. Diogo Mainardi com o ‘Lula é cria de Geisel’, Paulo Henrique Amorim com ‘a CPI do Apagão foi um golpe da mídia para derrubar o Governo Lula’, Reinaldo Azevedo com ‘mafaldinhas e remelentos’ (abordando a invasão da USP) são exemplos do jornalismo engajado pró e contra. Tem espaço, e leitores que se satisfazem com a irritação que lhes trazem o estilo das suas colocações, ou o humor da sua picardia. O que eu acho engraçado é a capacidade dos colegas que não se dizem engajados de irritarem com eles. Acabam entregando o ouro e demonstrando de que lado estão. Não creio que estejam em buscam das verdades ou das mentiras contidas nas matérias de Mainardi, PHA e Reinaldo. Buscam tomar o lado, se engajar sem deixar transparecer ao leitor o verdadeiro lado em que estão. Ou eles acham que os donos de Veja e do Portal BT/IG não estão satisfeitos com os lucros que eles lhe dão? Veja é ser lida pelo leitor de Veja e não pelos do Portal BT/IG, e vice-versa. Quem não for há de se preparar para ‘ficar irritado’. Ou então para escrever artigos com idéias e sem nenhum estilo.

  33. Comentou em 13/05/2007 André Martins

    No Brasil, infelizmente o crime compensa. Uma revista que custa quase 10 reais com uma tiragem de 1.200.000 exemplares denigre a imagem de uma pessoa que não tem o mesmo espaço para se defender, e paga por isso 15 ou 20 mil reais. É evidente que, enquanto essa estratégia angarir leitores, ela não será mudada.

  34. Comentou em 13/05/2007 PAULO KAUTSCHER

    As viuvas de Francis, Jabor, Azevedo, Diego Mainard, Olavo ‘filosofo’. O tempo passa, nada é perene e tudo é dinâmico.

  35. Comentou em 13/05/2007 Ananias Paulo

    Diogo Mainardi fez uma denúncia séria. José Gregori, ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, apenas criou – registre-se bem – a classificação indicativa dos programas de televisão (ouvidas as entidades representativas das emissoras). O governo Lula foi mais longe. Extrapolou mesmo. A Portaria 264/2007 (Governo Lula) determina, em seu artigo 4o., que o DEJUS (Departamento vinculado ao Ministério da Justiça), poderá realizar análise prévia ‘das características da obra ou produto audiovisual’. Para que possa solicitar dispensa da tal ‘análise prévia’, é preciso que o titular da obra apresente requerimento ‘rigorosamente instruído com descrições fundamentadas sobre o conteúdo e o tema’ (art. 9o.). Portanto, a crítica de Diogo Mainardi não fiu ‘inconsistente’. Inconsistente mesmo foi este artigo e a tentativa de desqualificar aquele articulista (desculpe a sinceridade).

  36. Comentou em 13/05/2007 Eduardo Oliveira

    Nós estamos vivendo num momento contestável, enquanto vêm a tona diversas acusações da mídia em favor da eleição presidencial para o Geraldo Alckmin, fato de haver no último debate eleitores indecisos e depois surgem as denúncias dos conhecidos que a pessoa nunca foi indecisa, só faltando serem filiados ao PSDB. Agora com toda essa diarréia verbal, preconceituosa e partidária, estalam nas edições semanais da revista Veja tais comentários do Sr. Mainardi e de alguns outros, em detrimento da moral e ética de vários bons e honestos jornalistas.
    Este tipo de contestação do jornalista Mauro Malin, vem sensibilizar e defender uma linha para todos os profissionais da categoria e abrir um debate no próprio Observatório da Imprensa, sobre tal tema, onde não aconteça o que ocorreu no passado. Ninguém é bobo e este tipo de linha pode trazer o lado mais obscuro que nós possamos compartilhar o setor de qualidade governamental de toda mídia.

  37. Comentou em 13/05/2007 Rafael Chat

    Ou não tens clareza no entendimento, ou estás nos manipulando ao comparar a ‘classificação’ prévia com rotulagem de produtos. Como podes comparar um saco de arroz, por exemplo, com um programa da TV? Há regras e técnicos especializados em avaliar o conteúdo de um saco de arroz. Mas o conteúdo de um programa é opinião, é visão de mundo, é parcialidade. E como avaliar opinião, com que critérios? isto é CENSURA. E o argumento do fuso-horário é tergiversação. Simplesmente não é isso que está em discussão. O que está em discussão é o controle do conteúdo, não a necessidade óbvia de adaptar a programação ao fuso. Nos dois argumentos fugiste do tema misturando as coisas.

  38. Comentou em 13/05/2007 Hélio Amaral

    Como Lulista, odiaria ler quem só espinafrasse a oposição. Que graça tem? Bom é ler articulistas minimamente imparciais, como Clovis Rossi e Dines que criticam a Lula sem dó nem piedade, mas que sentimos não haver interesse por trás das críticas, se não o jornalístico. Outros, como sabemos, estão a serviço de algum interesse escuso, como Jabor, Mauro Chaves, Kujavsky, Mainardi…

  39. Comentou em 13/05/2007 Ibsen Marques

    Mainardi deveria ter um quadro fixo no ‘Pânico na TV’. Ele é hilário. O problema é que talvez tirasse o emprego de muitos comediantes.

  40. Comentou em 13/05/2007 Sérgio Damasceno Guerra

    Mainardi ??? Na minha opnião esse Senhor só quer criar confusão! É a tal coisa quer criar polémica em cima do que não existe. Há pessoas que crescem em cima de crises. Mainardi, o Senhor da Veja, como é o caso do Arnaldo Jabor na Globo…que sempre fala a mesma coisa…compara o Governo aos Bolcheviques…etc…etc..etc, fala em Democracia e prega a coerência absoluta…

  41. Comentou em 13/05/2007 Fernando Maciel

    Mainardi é somente um ex-‘jornalista’ em atividade (ainda)… O tempo dará a ele o prêmio que merece: o ostracismo jornalístico.

  42. Comentou em 13/05/2007 Thomaz Magalhães

    O que Diogo Mainardi faz é a esquerda desmaiada chorar na rampa. E com esse truque tem mais leitores que todos os jornais, revistas, sites e blogs de esquerda no Brasil juntos. Ficam aí os petistas que chamam assalto a banco de’expropriação de dinheiro’, que chamam caixa dois de ‘numerário não contabilizado’ a botar banca de corretos, cobrando ‘provas’ das coisas que Mainadi conta muito bem contadas, e que só fazem baixar a calça dos esquerdos.

  43. Comentou em 13/05/2007 Sérgio Coutinho

    Penso que estamos alimentando o cachorro morto. As colunas dele são sempre sobre si mesmo (como é perseguido, como o ofendem) ou sobre ‘lulismos’ que vê em tudo. Nem mesmo o ‘estilo’ (sentenças coordenadas em profusão sem conseguir ligar argumentos por subordinação, metáforas repetidas, diletantismo rápido, não vejo estilo) parece estar à procura de idéias.

  44. Comentou em 13/05/2007 Clovis Grimaldo

    Lamentavelmente a Veja exarcerbou em sua atitude partidária de oposição ao PT. É lógico que todos nós podemos ter posições políticas. É lógico também que o PT (e eu não sou Petista) fez muita besteira no poder! Mas muita! Porém, daí a querer dizer que 100 do que fazem, ‘disto tudo que está aí’ é errado, tem uma grande distância. Eu votei em FHC em 94, Ciro em 98, Lula em 2002 e Cristóvão em 2006… mas no segundo turno tive que me render: Não poderia permitir que o Brasil voltasse às mãos do PSDB, que, em matérias de erros, superou, em muito, este governo.

  45. Comentou em 13/05/2007 Dante Caleffi

    ‘Não chutarás cachorro morto’.Primeiro mandamento jornalístico.Malin,
    Mainardi, morreu com PauloFrancis ,a quem procurou inutilmente imitar,ou clonar. Escreve ao abrigo da decadente VEJA, e emite ‘opiniões’, do igualmente decadente ‘Manhattan Connection ‘,uma tertúlia semanal ,de
    brasileiros residentes em Nova Iorque.
    PS.:’Romero Lago’,ou dá uma reportagem histórica ou,romance político…

  46. Comentou em 13/05/2007 Marco Costa Costa

    Não se trata de censura, trata-se de um mal necessário, impor a classificação indicativa de programas de televisão por horários adequados para às faixas etárias certas para assistir isto ou aquilo. Infelizmente, o que ocorre nas programações televisivas são programas sem conteúdo algum, que não trás um mínimo de retorno educacional para a população. São programas que enaltecem o corpo feminino, a pederastia ativa/passiva, músicas de duplo sentido entre outras bobagens do gênero. Quanto ao Lula, ele é filho legitimo do frei Beto e da igreja católica, agregando neste pacote às pastorais operarias e a burguesia da época, a qual tinha interesse em lançar um laranja para combater a ditadura militar. Há necessidade de enquadrar a programação em horários que a criança e o adolescente não estejam livres para ter contato com o famoso lixo cultural. Quanto àquilo que os filhos devem assistir com o aval dos pais é pura utopia. Se não houver uma disciplina rígida sobre esse assunto, nunca se formará um país de homens com educação e cultura para que sejamos respeitados pelas outras nações, o que não ocorre hoje, pois o volume de analfabetos é uma vergonha mundial.

  47. Comentou em 13/05/2007 Sérgio Troncoso

    Li Mainard duas vezes, numa coluna ele falou de conversas que não se confirmaram, na outra dava números parciais, tipo meia verdade, para falar mal de uma estatal, sem levar em conta o tempo de maturação do investimento, o que impactava justamente o governo FHC e não o de Lula. Há inúmeros modos de criticar o governo Lula, governo que apresenta, em minha opinião, muita coisa errada.O problema é que Mainard prefere a injúria, a versão mal pesquisada ou parcial, e muitas vezes vai justamente contra os acertos, no estilo terra arrasada. Mainard me parece um filhinho de papai que viajou, mas não viu, estudou, mas não aprendeu, fala de honestidade mas não a pratica.

  48. Comentou em 13/05/2007 Ivan Moraes

    Gosto muito de sentenca burra, involuntariamente me especializei nelas, mas… “Lula é cria de Ernesto Geisel” eh uma obra prima!

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