Segunda-feira, 21 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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Mais quatro canais estatais

Por Mauro Malin em 03/07/2006 | comentários

O Estadão critica hoje (3/7) em editorial vários aspectos da adoção do padrão japonês de TV digital. Em especial a reserva de quatro canais digitais para exploração direta pela União, decisão que atribui “à simpatia petista pelo modelo estatal de comunicações”.


Levado às últimas conseqüências, o modelo estatal simplesmente acabaria com a liberdade de imprensa.



Lavagem cerebral II


A reconversão da Rede Globo foi rápida. Agora é Portugal. Pelo menos até amanhã. Se Portugal ganhar a semifinal contra a França, é bandeira até domingo. A razão disso é uma escolha editorial comandada por um condicionamento econômico, como falou Alberto Dines quinze dias atrás, quando apontou que os principais veículos de comunicação do país precisam “rentabilizar o investimento e monetizar rigorosamente cada centímetro do seu espaço e cada segundo do seu tempo”.


Estados no radar


Começou atrasada, mas finalmente começou a cobertura das eleições nos estados. Na sexta-feira a Gazeta Mercantil tratou da crise econômico-financeira no Rio Grande do Sul, objeto de reportagem publicada hoje no Valor.

Todos os comentários

  1. Comentou em 04/07/2006 Wilson Oda

    A imprensa deve ser de utilidade pública, não importa se for controlada pelo setor privado ou governamental. O Estadão tem todo o direito de criticar em editorial qualquer projeto para o Brasil, só não pode distorcer – o que costumeiramente faz – as notícias para satisfazer a matiz ideológica dos seus controladores.

  2. Comentou em 03/07/2006 Paulo de Tarso Neves Junior

    Caro Mauro Malin, eu não sou jornalista nem dono de qualquer meio de comunicação mas acho absurda a dependência da imprensa em relação às verbas públicas, não creio que haja independência editorial descolada da dependência financeira. Quando o senhor disse que o modelo estatal acabaria com a liberdade de imprensa eu entendi que o senhor se referia à liberdade de imprensa do paí­s inteiro e não do meio de comunicação estatal em particular. Quanto ao PSDB, é clara para mim a tentativa de tornar a TV Cultura um ninho de tucanos, o presidente da TV Cultura já foi sabatinado a respeito disso (ver http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=348ASP021), planejaram um talk show para Gabriel Chalita e quem assiste ao programa de entrevista do Alexandre Machado percebe claramente seu partidarismo. Por 3 anos ouvi a grande imprensa brasileira falar sobre o fracasso desse governo na área social, enquanto a imprensa internacional dizia o contrário. Tudo era taxado como incompetência, amadorismo, burrice, a única coisa que prestava era a política econômica; hoje não sabemos que não foi bem assim, os indicadores sociais nas regiões atendidas pelo governo mostram isso. Se o governo mandava notícias boas para os meios de comunicação provavelmente eles esqueciam de publicar.

  3. Comentou em 03/07/2006 Paulo de Tarso Neves Junior

    O que tem a ver a criação de canais da União com a liberdade de imprensa? O PSDB se mostra extremamente simpático ao modelo estatal tornando a maior parte do jornalismo da TV Cultura um lixo e não me incomodo nem um pouco com isso. Só mudo de canal. A confiança que tenho na imprensa privada é a mesma que tenho na imprensa estatal, quase nula. Mas as duas se somam e eu formo minha própria opinião. É preciso ouvir todos os lados porque, infelizmente no Brasil, notícia boa sobre o governo não é notícia para a imprensa privada e notícia ruim sobre o governo não é notícia para a imprensa estatal. E nenhuma das duas é imprensa pública.

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