Domingo, 22 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Mais versões no ringue e um leitão no fim

Por Luiz Weis em 09/08/2007 | comentários

Sob o título ‘Atletas não agüentaram pressão do governo cubano, diz empresário’, a Folha publica hoje a seguinte reportagem assinada por Eduardo Ohata:

O empresário Ahmet Öner, da empresa alemã Arena Box Promotion, que assumiu ter organizado a suposta deserção dos boxeadores Guilhermo Rigondeaux e Erislandy Lara, no Pan, afirmou que os cubanos não agüentaram a pressão de seu governo, inclusive sobre suas famílias, e que, por isso, adotaram discurso nacionalista e a versão de que foram aliciados e drogados, em vez de assumirem que queriam desertar.

‘[Rigondeaux e Lara] dizem agora que estão arrependidos, que não fizeram nada. É tudo blablablá. Eles queriam ir para a Alemanha para se profissionalizar, pelo dinheiro. Só mudaram o discurso porque não agüentaram a pressão’, disparou Öner, ao tomar conhecimento dos relatos da dupla por intermédio da Folha.

O turco baseado na Alemanha Öner também diz que as famílias de Rigondeaux e Lara sofreram pressão da parte do governo de Fidel Castro. ”Falaram para Rigondeaux e Lara que, por conta da tentativa de deserção, fariam isso ou aquilo a seus parentes. São bastante jovens, e não suportaram’, afirmou o empresário.

Os cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara afirmam agora que foram drogados por representantes da firma alemã e, acima do peso, desistiram do torneio de boxe.

Em sua estréia no Pan, Rigondeaux batera o porto-riquenho Miguel Marrero por pontos, na tarde de sexta. Foi sua 104ª vitória consecutiva. Rigondeaux e Lara vêm afirmando nos últimos dias que amam seu país, e o primeiro, que é bicampeão olímpico e mundial, até cantou o hino nacional durante uma entrevista divulgada ontem pela TV. Em artigo ontem, o ditador cubano, Fidel Castro, afirmou que os dois não participam mais da equipe do país.

O turco baseado na Alemanha reagiu com indignação ao ouvir que os cubanos dizem agora que foram drogados. ‘Nunca. Nem eu e nem as pessoas que foram encontrá-los aí [no Brasil] jamais fariam isso. Não somos esse tipo de gente’, argumentou Öner. ‘Eles beberam e estiveram com as dançarinas porque quiseram, por vontade própria’, esclareceu o empresário sobre o comportamento dos pugilistas cubanos.

A seguir, Öner argumenta que não necessitaria lançar mão desse recurso para levar os cubanos para a Alemanha. Ele aponta como principal evidência o fato de empresariar quatro desertores, três deles amigos de Rigondeaux e Lara, campeão mundial até 69 kg. ‘Sou o promotor dos três cubanos amigos deles, por que faria isso? Não precisaria, meus cubanos são meu cartão de visita’, argumenta Öner, em referência a Yan Barthelemy, Yuriolki Gamboa e Odlanier Solis, pugilistas que desertaram em dezembro, durante campeonato na Venezuela, e assinaram com a Arena Box Promotion.

Como dizem os hispanos, va uno saber. Principalmente no sub-mundo do boxe, onde o aliciamento de atletas beira o tráfico humano. Mas é para tentar saber que existem jornalistas. Fica em todo caso a pergunta: o que é que o Brasil poderia ter feito de diferente nas circunstâncias, supondo que o empresário Ahmet esteja dizendo a verdade? Contra-pressionar os pugilistas? Retê-los? Mas com base em quê, se eles não chegaram a pedir asilo?

Ainda não acabou. Tem mais essa matéria, também na Folha de hoje, a partir de despachos de agências internacionais:

O pugilista cubano Guilhermo Rigondeaux, 26, deportado do Brasil na noite de sábado depois de desaparecer da Vila do Pan, no Rio, afirmou ontem que não desertou, mas que foi indisciplinado. Ele deu nova versão para o ‘desaparecimento’.

Segundo Rigondeaux, bi-campeão mundial e olímpico até 54 kg, ele e Erislandy Lara, 24, campeão mundial até 69 kg, saíram da Vila sem autorização depois de terem notado que tinham engordado e não poderiam lutar. ‘Não me apresentei a pesagem porque não havia tempo para perder peso, estava acima do peso e seria desclassificado’, explicou Rigondeaux.

Nos dia 3 e 4, em depoimento à Polícia Federal, os dois cubanos afirmaram que saíram da vila para comprar um videogame e que teriam encontrado dois homens que os teriam dopado e os mantidos presos. Segundo o boxeador, depois de perderem a pesagem, os dois pugilistas decidiram acompanhar dois empresários.

‘Nós fomos com eles porque tínhamos perdido a pesagem e estavamos com medo de regressar.’ Mas depois de um tempo, ele e Lara viram ‘que estavam errados e resolveram voltar a Cuba’.

Ao chegarem em Cuba no domingo, os dois lutadores foram levados a uma casa do governo, em Havana, onde ficaram sob vigilância até a manhã de ontem, quando foram autorizados a retornarem para seus endereços. Rigondeaux mora em um apartamento em Havana, com a mulher e dois filhos, e Lara em Guantánamo.

O boxeador disse que durante a permanência na casa prestaram depoimentos para funcionários do governo, e que foram ‘bastantes pressionados’. ‘Saímos da Vila sem autorização, cometemos uma grande indisciplina e estamos dispostos a assumir o que seja.’

Considerado o melhor boxeador cubano do momento, Rigondeaux disse que ‘espera orientações das autoridades’ para definir seu futuro e admite que não sabe se poderá voltar a boxear. ‘Estamos esperando ver o que vai acontecer.’

Rigondeaux continua recebendo o salário de 650 pesos cubanos (por volta de R$ 50), mantém o seu apartamento, propriedade do governo, e o carro, que tinha sido retirado depois do seu desparecimento, foi devolvido. Para celebrar a volta, a família de Rigondeaux fez uma festa, ontem à noite, em que prepararam um leitão.

P.S. Acrescentado às 17h15 de 9 de agosto:

Por motivo de ausência, os eventuais comentários recebidos de agora em diante só poderão ser lidos e publicados a partir do dia 13. Obrigado.

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 15/08/2007 Marco Antônio da Costa

    Acredito 100% nos boxeadores Cubanos, inclusive ponho minha mão no fogo. Vale salientar, capitalista não tem pátria, bandeira e muito menos hino nacional, o negócio dessa camorra chama-se dinheiro. Pôr isso, eles atuam em todos os lugares do mundo, com um único objetivo, faturar milhões de dólares. Caso os jovens Cubanos aceitassem essa proposta indecente, daqui uns anos essas criaturas estariam abandonadas numa sarjeta qualquer da vida, de preferência no Brasil, a grande lata de entulho do mundo.

  2. Comentou em 14/08/2007 Ivan Moraes

    ‘Quando Fidel se for, quero ver a correria.’: eu tambem. Os cubanos de Miami vao financiar a guerra civil de Cuba com a ajuda da Opus Dei?

  3. Comentou em 11/08/2007 Mairo Zancanaro

    Os que atacam o governo ou quem seja pela digamos liberação, afinal isso nunca foi deportação, dos dois boxeadores, devem tambem enaltecer este mesmo governo que não fez o mesmo, com o jogador de handebol e o treinador de ginastica que QUIZERAM FICAR NO BRASIL E PEDIRAM ASILO, ou continuam usando dois pesos e duas medidas, para o que eu concordo aplauso, para o que discordo, pau neles………..

  4. Comentou em 11/08/2007 Felipe Faria

    Lamentável se ler por aqui defensores da maior ditadura da America latina, mais longo regime tirânico que usa seus atletas como peça de propaganda ( e ainda reclamam da propaganda/jornalismo capitalistas). Os atletas sabem das torturas que seus familiares seriam submetidos, não apenas medraram mas foram chantageados pelo regime mais decrépito, velho, senil, comandado por uma dupla de octogenários feudais. Até quando o povo cubano tereá que suportar? Quando Fidel se for, quero ver a correria.

  5. Comentou em 11/08/2007 douglas puodzius

    Muito bem. Acabou a crise aerea. O problema agora é o caso dos cubanos. E para atacar o governo vale até transformar agenciador de boxe em santo. Assim é nosso ‘Observador’ :Observa + o Gov. do que a imprensa. Mas, o mais interessante é que os aviões continuam voando e pousando e o ilustre Weis nem comentou os ultimos resultados da cx preta que acabam com qualquer especulação sobre o acidente da tam e infelizmente depositam no piloto a culpa pelo ocorrido ou pelo menos rechaçam a estória da pista calando a boca deste Observador que já um dia após o acidente vaticinava:’… não seria justo cobrar da imprensa que já ontem opinasse sobre a tragédia. Isso se verá nos diários de amanhã. Será um desapontamento se eles não chamarem as coisas – no caso, os responsáveis – pelos nomes. São a Anac, que faz o que as aéreas querem; a Infraero, que é um poço de politicagem e corrupção; a Aeronáutica, que não conseguiu melhorar em nada a segurança de vôo no país desde o desastre da Gol, em setembro do ano passado; a Defesa, que não apita nada no pedaço; o PRESIDENTE DA REPUBLICA, mais perdido diante do apagão aéreo do que passageiro em dia de vôos cancelados; e, por último, mas de modo algum menos importante, o capitalismo selvagem praticado pelas companhias que mandam e desmandam na aviação civil brasileira.’. Seria comico não fosse tragico. É melhor observar mais a imprensa e – o governo.

  6. Comentou em 10/08/2007 José Paulo Badaró

    Onde eu escrevi : Presidente da OAB/SP leia-se: Presidente da OAB/RJ.

    O reacionário e ‘cansado’ presidente da OAB de São Paulo, ainda que tivesse alguma informação parecida, jamais a divulgaria se fosse para beneficiar o governo Lula. Basta lembrar que no ano passado ele entusiasticamente defendeu o impeachement do Lula (mas agora diz que o CANSEI é apolítico!), levando para o Largo de São Francisco, carregado nos braços, o então importante caseiro Francenildo, aquele que conseguiu derrubar o ministro Palocci.

  7. Comentou em 10/08/2007 José Paulo Badaró

    Só rindo mesmo… Depois da imprensa em geral, e muito especialmente a Rádio CBN de São Paulo, através de todos os seus âncoras e comentaristas, alardearem por uma semana inteira que o governo sacaneou os cubanos, mandando-os de volta para a ilha rapidinho e sem chance de asilo político, assim que foi divulgado o esclarecimento do Presidente da OAB/SP, consubstanciado com a informação de que houve uma entrevista reservada do representante do Ministério Público com os dois boxeadores, os quais reafirmaram o desejo de voltar para ilha (ver abaixo o post do colega Euclides R de Moraes), depois disso mais nada disseram a respeito. Silêncio total ! Viola no saco!

    tsc…tsc…tsc…tsc… esses reaças não dão uma dentro mesmo!

  8. Comentou em 10/08/2007 Paulo Bandarra

    Ainda bem que a OAB-RJ mais uma vez nos esclarece que apenas a CIA é que faz das suas, as outras forças ocultas só fazem o bem e não pressionam ninguém de forma nenhuma, apenas colocam no hotel ‘vigiados’! Pode? Eu também comeria um leitão assado se os ovos de ouro da família fossem trazidos de volta para continuar a ter os privilégios negados para o resto da população!

  9. Comentou em 09/08/2007 Adriano Finozzi Molero

    ôpa! nada de jogar para escanteio esse texto do Dines diretamente relacionado:

    http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=445CID005

  10. Comentou em 09/08/2007 Paula Abreu

    O que mais me impressiona no petismo (e seus militantes) é a maneira como apelam para o relativismo na vã tentativa de justificar o injustificável. Se o PT é pego em delito, é porque ‘ninguém presta mesmo’, ‘não há nenhum partido santo’, etc, etc. Pegam irregularidades, as menores que sejam, para justificar grandes esquemas de corrupção controlados por uma cúpula partidária e por aí vai. Da mesma maneira, qdo o assunto é a ditadura cubana, fazem toda sorte de malabarismo mental (e se perdem em suas próprias confusões mentais) para ‘provar’ que ‘não existe liberdade absoluta’, interpretando as coisas em termos de zero ou cem e fazendo exercícios mentais não só inúteis como a serviço do retrocesso, que não têm compromisso com o aprimoramento democrático.

  11. Comentou em 09/08/2007 Marco Antônio Leite

    Liberdade, a faculdade de cada um se decidir ou agir segundo a própria determinação. Estado ou condição de homem livre, confiança. No entanto, não existe liberdade absoluta, a liberdade que temos é determinada pelas leis do Estado, seja ele de direita, esquerda, centro ou ‘democrático’. A humanidade vive sob a ditadura que os mais esperto nos impõe, seja em qualquer ideologia política. Aqui nesta bagunça generalizada somos obrigados a cumprir normas e regulamentos que muitas vezes vão de encontro a nossa liberdade individual. A nossa democracia é tão democrática que analfabeto vota, o voto é obrigatório, jovem de 16 anos podem votar, para dizer de algumas situações que a democracia nos obriga a conviver. A nossa democracia é uma farsa, pois não somos nós quem escolhemos o candidato a este ou aquele cargo, são os partidos políticos que impõe goela abaixo. Viver na bandalheira é uma beleza, viva o nu, carnaval, cachaça e assistir a rede Globo de porcarias!

  12. Comentou em 09/08/2007 Sandra Sabella

    Pois é, né? O que intriga nessa novela é esse tempero de Polícia Militar, Polícia Federal, agente secreto de segurança cubano, serviço de segurança nacional. É muito policial para nenhum crime cometido em solo brasileiro: eles passearam, beberam, comeram, namoraram, e pagaram todas as contas e teriam prazo de 90 dias para regularizar sua situação no Brasil. Então fica a sensação de intimidação aos dois estrangeiros que disseram, enfim, amar muito seu país e que suas família em Cuba vão muito bem, obrigado. Ainda mais quando nos chegam as notícias de fuzilamento sumário para desertores. Essa novela é muito mais interessante que o paraíso tropical.

  13. Comentou em 09/08/2007 Euclides Rodrigues de Moraes

    Para os apressadinhos que adoram um pré-julgamento, quando se trata do Governo atual:

    Os cubanos, segundo a OAB-RJ

    Na seção de cartas de “O Globo”

    OAB esclarece

    Diante das notícias desencontradas sobre os dois boxeadores cubanos que abandonaram sua delegação durante os Jogos PanAmericanos, esclareço: a) na qualidade de presidente da OAB/RJ, estive na Polícia Federal em Niterói, sexta-feira à noite, para conhecer a situação dos dois atletas e oferecerlhes assistência jurídica, caso a desejassem; b) quando cheguei à PF, os boxeadores não estavam mais lá, mas num hotel, em liberdade vigiada; c) na PF pude conversar não só com o delegado federal responsável pelo caso, como também com o procurador da República Leonardo Luiz de Figueiredo Costa, representante do Ministério Público Federal, órgão independente do governo. O procurador me informou que entrevistara os atletas a sós, sem a presença de agentes policiais, e ofereceu-lhes a possibilidade de ingressar com um habeas corpus para que permanecessem no Brasil, mas ambos lhe informaram que, por livre e espontânea vontade, tinham decidido regressar a Cuba.

    WADIH DAMOUS, presidente da seção Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (por e-mail, 8/8), Rio

    E agora, não será que estava no momento da ‘grande imprensa’ baixar um pouco a bola e deixar de criar notícias? Pois, não tem acertado uma!

  14. Comentou em 09/08/2007 André Bandeira de Mello

    Gostaria de saber se o governo agirá tão célere na deportação do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia para os EUA como agiu na deportação suspeita e ilegal dos atletas cubanos.

    André Bandeira de Mello

  15. Comentou em 09/08/2007 Leonardob Bnb

    Se Cuba fosse um país tão bom de se viver, como querem fazer crer alguns, não precisaria proibir a saída de seus filhos. Conheço testemunha ocular da pobreza e a dificuldade em que vive a maioria dos cubanos. Não podemos negar vários benefícios que a revolução trouxe, como a saúde e educação universalizadas. Porém esses benefícios não justificam a morte de opositores e a privação do bem maior de qualquer ser humano, que é a LIBERDADE. Espero que quando Cuba conseguir se livrar do ditador Fidel Castro, o seu sucessor venha a provocar muitas mudanças, pois creio firmemente que liberdade e justiça social são totalmente compatíveis.

  16. Comentou em 09/08/2007 Paula Abreu

    Aquele regime é tão podre que até seus atletas se comportam de maneira animalesca e vergonhosa nessas competições mundiais. Vide jogadoras de vôlei, que agridem até fisicamente suas adversárias, que provocam com chularias e risinhos. É curioso como nessas oportunidades acaba-se, mesmo a contragosto, por constatar como o comunismo parece ser o nivelamento dos indivíduos ao mais baixo fundo do poço, em todos os sentidos. É impressionante a estreita relação entre os defensores dessa ideologia com a violência mais primitiva.

  17. Comentou em 09/08/2007 Paulo Bandarra

    Ora, José Paulo Badaró, “como é que os outros três cubanos, anteriormente aliciados por ele (e respectivos familiares) resistiram as pressões e/ou eventuais ameaças do governo cubano!???” É óbvio que não foram presos e permaneceram presos e interrogados pela nossa polícia federal enquanto chamavam o chefe da segurança cubano! Marco Antônio Leite diz que ficarão abandonados no futuro na Alemanha! Certamente já estão abandonados e condenados no seu país hoje! Junto com toda a equipe de boxe que não poderá ir a outras competições pelo “risco” de novas deserções! Em que país do mundo as pessoas não podem viver de seus próprios talentos? Em que países do mundo as pessoas não podem sair livremente?

  18. Comentou em 09/08/2007 Thiago Conceição

    O governo brasileiro deveria ter jogado às claras, pelo menos para garantir que não ficasse a impressão que foram eles que enviaram os boxeadores de volta por apoio ao regime criminoso de Cuba. É lógico que agora os boxeadores contarão o que quiserem que contem, pois sabem que se não o fizerem estarão mortos, mas o governo brasileiro deveria ter demorado mais com o processo de deportação e não feito tudo às pressas. De preferência manter a imprensa informada durante todo o processo até que os cubanos decidissem voltar ou pedir asilo.

  19. Comentou em 09/08/2007 José Paulo Badaró

    Pena que o insuspeito empresário turco não tenha esclarecido como é que os outros três cubanos, anteriormente aliciados por ele (e respectivos familiares) resistiram as pressões e/ou eventuais ameaças do governo cubano! Mas uma coisa parece certa: esse turco não veio ao PAN apenas por amor ao esporte…

  20. Comentou em 09/08/2007 Michael Möebius

    Interessante, a PF dá a versão das drogas e do pescador e os próprios lutadores em Cuba dão
    uma versão diferente. Acho que este caso deve ser pesquisado profundamente, pois as
    contradições são gritantes, alguém a PF ou os boxeadores, ou ambos, estão mentindo.

  21. Comentou em 09/08/2007 Marco Antônio Leite

    Esperar o que do submundo do boxe, como também de empresários capitalistas despudorados que visam somente o lucro pelo lucro, não se importando se o cidadão de compromissos com a sua família e seu país. Convém salientar que, os boxeadores Cubanos entraram numa fria ao manter contato com pessoas pouco honestas para que viessem a ganhar muito dinheiro vendendo seu trabalho de boxer para malandros que vivem como proxenetas internacionais. Caso esses jovens fossem trabalhar na Europa, momentaneamente ganhariam algum dinheiro com a prática do boxe, porém quando o peso da idade chegar, com certeza, ficarão abandonados a própria sorte num desses países, jogados e no ostracismo do mundo do boxe. Esses empresários não tem escrúpulos, vivem de aliciar jovens em troca de alguns tostões. Entendo que às autoridades brasileiras fizeram o que deveria ser feito, ou seja, devolver os desertores. Existem muitos brasileiros desertores que vivem em outros países do mundo, no entanto esse tipo de deserção é considerada legal, haja vista que o cidadão recebe um passaporte para tal fim, mas não deixa de ser uma deserção. No entanto, uma deserção é igual um relacionamento sexual, nunca é a dois, mas sim a quatro?

  22. Comentou em 09/08/2007 Luiz carlos Bernardo

    Considero um absurdo pixotesco, em pleno século XXI, o Estado impedir a liberdade de ir e vir de seus cidadãos, como é o caso de Cuba que, ainda, mantendo um regime ditatorial manipula a seu bel prazer a vida de seus pares. E qualquer que seja a versão desse episódio, não há motivos para festejos. E ainda há quem defenda a truculência de Cuba, como se ela fosse diferente da do Bush. Pelo menos na América se respeita a liberdade humana de seus compatriotas.

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