Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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Mercados de previsão entram para valer na onda dos prognósticos eleitorais

Por Carlos Castilho em 04/11/2008 | comentários

Um novo sistema de previsão de acontecimentos baseado em princípios matemáticos e estatísticos entrou para valer na arena eleitoral norte-americana atraindo a atenção dos especialistas em política e pesquisadores da internet.


 


Trata-se do sistema dos mercados de previsão (prediction markets) que há anos vem sendo estudados por várias universidades não só nos Estados Unidos como na Europa e no Japão, pois são considerados muito mais confiáveis do que as tradicionais pesquisas de opinião.


 


O pulso eleitoral dos norte-americanos foi acompanhado desde o ano passado por três projetos online baseados na teoria dos mercados de previsão. O Iowa Electronic Market, criado pela Universidade de Iowa, o NewsFutures e o InTrade . Todos os três apontaram a vitória de Barack Obama sobre John McCain em probabilidades que variaram de 92% (Iowa) , 91% (NewsFuture) e 93% (InTrade).


 


Os mercados de previsão já funcionam em várias setores da economia e se baseiam num sistema parecido com o da bolsa de valores, onde as pessoas apostam dinheiro em determinadas alternativas. Também lembram a bolsa de apostas da Inglaterra, os populares bookies (bookmakers).


 


Eles surgiram antes da internet, mas com a popularização da rede os mercados de previsão passaram a ser estudados como parte do processo de produção coletiva de conhecimentos por autores como James Surowiecki, Cass Sunstein e Douglas Hubbard — os três vinculados a universidades norte-americanas.


 


Hoje, quase todas as modalidades de prediciton markets funcionam via internet porque a rede amplia a amostra de participantes e isto aumenta a probabilidade de exatidão das previsões. Em Hollywood, quase todas as grandes produções cinematográficas passam por um teste em mercados de previsão antes do seu lançamento.


 


O problema da exatidão nas previsões é o grande tema sobre o qual ainda não há um consenso. Experiências recentes em universidades da Europa e dos Estados Unidos tendem a confirmar a tese de que quanto maior for a amostra — ou seja, o número de apostadores —, maior é a probabilidade de acerto, sem nunca chegar a 100%.


 


O próprio governo norte-americano chegou a criar um mercado de previsão para tentar antecipar a probabilidade de atentados terroristas depois do 11 de Setembro, mas foi obrigado a engavetar o projeto por conta de reações adversas, tanto interna como externamente.


 


Agora, nas eleições presidenciais, quase toda a mídia (principalmente as emissoras de televisão) trabalhou com um olho nos gráficos das três empresas, embora publicamente só mencionassem as pesquisas de empresas tradicionais de pesquisa.


 

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