Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Mídia esquece parceria com procuradores punidos

Por Luiz Weis em 22/05/2007 | comentários

Está em todos os jornais. Numa decisão inédita, o Conselho Nacional do Ministério Público censurou e suspendeu por 45 dias os procuradores regionais da República Luiz Francisco de Souza e Guilherme Schelb.


Entre 2000 e 2001 eles fizeram o diabo para provar a participação do então secretário presidencial Eduardo Jorge Caldas Pereira no monumental esquema de desvio de recursos para a construção da nova sede do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo, chefiado pelo juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, o afamado Lalau.


Nunca nada foi provado contra Eduardo Jorge, que disparou rajadas de processos contra os seus acusadores. A decisão do conselho dos procuradores resulta de uma dessas ações.


A ofensiva politicamente motivada contra EJ, como se tornou conhecido, para desestabilizar o governo Fernando Henrique incluiu um artigo do então presidente do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, na edição de 31 de agosto de 2000 da Folha de S.Paulo.


Lula acusou FHC de ter abafado vários escândalos de corrupção, dos quais o mais notório seria o que ‘envolve relações do seu braço direito, Eduardo Jorge com [o então] foragido número 1 do Brasil, o juiz Nicolau dos Santos Neto’.


E mais: ‘A cada dia surgem fatos novos e novas revelações que desmentem as declarações de EJ e demonstram que ainda há muito a investigar e a descobrir.’


Muito de fato se investigou – e nada se descobriu. Mas Lula voltou à Folha.


Numa entrevista publicada em 29 de junho de 2002, ele confessou [o verbo é seu] que estava ‘de saco cheio do denuncismo neste país’. [Salvo engano, foi o jornalista Alberto Dines quem criou a expressão, com as variantes ‘jornalismo denuncista’ e ‘jornalismo fiteiro’.]


Perguntado se o PT tinha parte da culpa pelo denuncismo, Lula respondeu:


‘É bem possível que tenha. Só é possível denunciar alguém com prova. Acusou, prova. O Ministério Público presta um serviço ultra-relevante. Mas acho grave que muitas vezes dê mais atenção à imprensa do que ao conteúdo do processo. Aí começa a deformação.’


Só que o mecanismo da deformação não funcionava bem assim. No caso concreto de Eduardo Jorge, os procuradores – em ‘off’, naturalmente – plantavam denúncias contra ele em jornais como a Folha e nas semanais. E se valiam das reportagens com as acusações anônimas para iniciar procedimentos contra o acusado.


Isso – a parceria cúmplice da mídia com uma sistemática operação de linchamento moral de uma autoridade – nenhum jornal se lembrou de dar na notícia sobre a pena imposta aos procuradores federais pelo próprio conselho nacional do setor.


Para não deixar de graça o silêncio da imprensa e para o leitor fazer o seu próprio julgamento, eis alguns trechos do artigo ‘Denuncismo e apuração negligente’, do jornalista Rui Nogueira, hoje na sucursal do Estado de S.Paulo em Brasília. Foi publicado em 7 de agosto de 2002 no Observatório da Imprensa. A íntegra está aqui.


‘Chamados à objetividade por dever de profissão, impressiona como os jornalistas conseguem manipular o debate sobre o caso Eduardo Jorge e desviá-lo para um foco onde o centro da discussão nunca é o erro do jornalista e do jornal.


Esta é a profissão em que as fontes oferecem as informações, mesmo quando dão a cara ao tapa (on), e o jornalista fatura os louros sozinho. Os erros – ah, os erros – são debitados, direta ou indiretamente, na conta de uma fonte que não se mostrou confiável, nos tropeços naturais (!) do exercício da profissão. Seja lá o que isso for. E estamos a braços com essa mesmice ao tratar do caso Eduardo Jorge.


Execrar primeiro e perguntar depois. Espírito de manada. O procurador Luiz Francisco de fonte primária da informação. Tudo isso é muito grave, mas depois de 24 anos nas redações criei a firme convicção de que isso tudo é efeito de um mal maior. A saber: um relacionamento pusilânime com o leitor, fruto de uma competição predatória da indústria de notícias.


Indústria e jornalistas estabeleceram como parâmetro de apuração e excelência informativa a competição pelo furo, a qualquer preço – o mais caro de todos é o de publicar notícias, saiba o leitor, sem apuração. Vou repetir: sem apuração.


O que eu vi em Brasília, como secretário de redação da Folha de S.Paulo, foi isso: nunca houve apuração de nada. Ninguém me contou, eu vi, eu sei.


Eu vi, um dia, quando o caso EJ já estava no ventilador da mídia havia mais de mês, uma curiosa tabela do procurador Luiz Francisco na mão de um jornalista – um ‘setorista’ de Luiz Francisco.


A tabela tinha quatro colunas: a primeira dava título aos casos em que supostamente Eduardo Jorge estaria envolvido; na segunda, uma pequena descrição do caso, não mais que uma ou duas linhas impressas; na terceira, o nome do veículo de comunicação e do jornalista a quem o procurador entregou o caso – para ajudar (!) na investigação; na quarta, o que o jornalista havia conseguido investigar.


A quarta e última coluna da tabela estava vazia. E continua. Nenhum jornalista conseguira uma mísera informação. Mas todos os jornalistas publicaram, às vezes em matérias de página inteira, as suspeitas descritas em sinopses de pouco mais de duas linhas.


E batizaram os casos, na mídia, com o mesmo nome proposto pelo procurador. Assim nasceram o Caso EJ/Casa em Boca Raton, o Caso EJ/Contrato Banco do Brasil, o Caso EJ/uma ou duas dezenas de casos.


Os jornais sabiam da fragilidade de tudo, absolutamente tudo. Publicaram tudo sob o argumento de que se eles não dessem, outros dariam. Essa competição é mortal.


***


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Todos os comentários

  1. Comentou em 23/05/2007 francisco latorre

    e o mp paulista?
    aparelhado. aparelhadíssimo.
    no caso celso daniel, até morto testemunhou.
    até hoje os promotores não aceitam os fatos.
    lembra o buratti, aquele da coação premiada,
    quer dizer, delação premiada.
    gostaria que você comentasse o caso celso daniel.
    mp aparelhado é o fim.

  2. Comentou em 23/05/2007 ubirajara sousa

    Os procuradores Luiz Francisco e Guilherme foram punidos. Foi branda a punição? Não sei. E agora, quem irá punir os jornais, revistas e seus respectivos editores, jornalistas investigativos e demais envolvidos? Quem? Como? É isso que está faltando. Está na hora da criação daquele órgão que os jornalistas de plantão nem gostam de ouvir falar (não é à-toa que não citei o nome). Contamos com você, Luiz Weis.

  3. Comentou em 23/05/2007 Afonso Gurgel

    A Midia e o MP tem uma ligação umbilical onde dão vazão á interessees partidário e outros escusos e inconfessáveis e não vejo nenhuma pespctiva que isso vá mudar.

  4. Comentou em 23/05/2007 Clovis Segundo

    É engraçado, a JUSTIÇA não deixa o Procurador investigar, põe um monte de obstaculos, e depois que ele não consegue provar. Ele (o Procurador) é punido.

    (PARAGRAFO) É como amarrar alguém e em seguida mandar a pessoa correr. E ainda dizer: corra ou será punido!!!

  5. Comentou em 23/05/2007 Alexandre Carlos Aguiar

    Vivemos, parece-me, numa sociedade sórdida. Temos meliantes na imprensa na mesma medida em que aparecem calhordas na política. Um poder paralelo, ‘governado’ por traficantes, contrabandistas e corruptos, se espalha por todos os lados, com certa conivência desses.
    Invariavelmente, aqueles que se destinam a mexer nesse abelheiro estão fadados à execração. A Constituição nos garante a inocência até que se prove o contrário e a sentença seja dada, mas é impossível não perceber as picaretagens correrem ao lado e em todas as instituições, entidades e estabelecimentos. Até ONGs que supostamente se destinariam a caridades são fachadas para picaretas. O problema, então, não está na imprensa em si, que divulga e julga sem provas e comete um crime bárbaro, mas na sociedade que estamos construindo.

  6. Comentou em 22/05/2007 Luis Fernandes

    A imprensa vai muito mal. Primeiro, aceita sem checar a acusação e faz um estardalhaço, como foi o caso EJ. Depois, nada sendo provado, silencia. Não caberia à imprensa reabilitar a pessoa que foi injustiçada. Não existe grandeza na imprensa nacional? Vejam o caso do também injustiçado juiz Mazloum. Existe um silêncio em torno do caso. Por que? A imprensa não pode admitir que errou? Li em um site que esse juiz está processando criminalmente os procuradores pelo vazamento de informações falsas, que tanto deliciaram a imprensa.

  7. Comentou em 22/05/2007 Ivan Moraes

    ‘Mídia esquece parceria’: voce acertou em cheio uma riquissima veia, Weis! 10 anos atraz eu falava quase isso e ninguem ouvia, e olhe hoje o que aconteceu com a credibilidade da media…

  8. Comentou em 22/05/2007 Pedro Costa

    Os petistas devem estar loucos da vida, inclusive os jornallistas do PT e o próprio Lulla. Afinal, onde está o […] petista do procurador?

  9. Comentou em 22/05/2007 Ivan Bispo

    Prezado Weis, o Procurador Luiz Francisco Fernandes de Souza, que fez escola decente, sempre digo para meu filho, que é um exemplo a ser seguido. O que ele cometeu é um erro – todo ser humano cresce a partir de seus erros – e não um deslize. O Henry Sobel teve o beneplácito da mídia, e o Procurador? Quanto ao jornalismo praticado no caso, estou mais para acreditar que seja publicidade enganosa. Você poderia me dizer qual diferença entre um jornalista e um publicitário?

  10. Comentou em 22/05/2007 Ivan bispo

    Weis, me diga por favor: qual a diferença entre um publicitário e um jornalista? Pois ao que me parece, o jornalismo hoje só consegue divulgar matérias oriundas do MPF, típico caso de publicidade. O Procurador Luis Franscisco Fernandes de Souza, tenho em boa conta, pois o mesmo é um dos responsáveis pela credibilidade alcançada pelo MPF. Quanto ao jornalismo hoje praticado acredito que o mesmo é tão sómente publicitário, são incapazes de confirmar, pesquisar, investigar uma notícia.

  11. Comentou em 22/05/2007 Marco Costa Costa

    A imprensa vive de denuncismo de toda ordem. Seja político, esportivo, artístico, principalmente a imprensa menor que vive do crime praticado pela ralé da periferia. A imprensa não se dá ao luxo de ter um ou mais profissionais especializados no jornalismo investigativo de verdade. Como a matéria-prima dos meios de comunicação é exclusivamente a notícia pela notícia, o leitor que é o maior interessado em saber o que se passa de verdade, fica perdido na avalanche de matérias que sucumbem na mesma hora. No outro dia, vem mais notícias para alimentar a discussão do leitor sobre o que ele não sabe de fato se esta ocorrendo ou não. O papel da imprensa não é bem esse, pôr isso que a cada dia a sua credibilidade cai vertiginosamente perante o público interessado em saber a verdade. Para ficar ruim, a imprensa precisa melhorar muito.

  12. Comentou em 22/05/2007 Eduardo Vasconcellos

    Antes que o Eduardo Jorge vire santo, é bom relembrar o passado. E. J. era o secretário particular do FHC . Uma semana depois de sair do governo E. J. comprou um apartamento de cobertura num dos condomínios mais caros do Rio de Janeiro, como noticiaram os jornais da época, nunca desmentidos. A partir desta compra milionária, começaram as investigações sobre sua vida. Se a investigação tivesse sido feita pela atual Polícia Federal, o desfecho talvez tivesse sido surpreendente.

  13. Comentou em 22/05/2007 italo dueck

    O quarteto da Imprensa que está mais envolvida com campanha para retomar o Poder do que com Jornalismo ou informação afronta a democracia, criminaliza o governo e abafa fatos mais graves da oposição e dos erros que cometeram, atitudes que denotam duas situações: Compromisso com grupos fora do poder e a impaciência da retomada antes que se torne irreversível ou o temor que se descubra como tanta corrupção pode ser instituida sob os olhares atentos dessa mesma imprensa, que tanto cresceu e se desenvolveu, no mesmo periodo em que afundaram o País em desigualdades.

  14. Comentou em 22/05/2007 Silvio Miguel Gomes Miguel Gomes

    O Procurador Luiz Francisco também investigou Luiz Estevão. Nesse caso ninguém reclamou, exceto é claro o próprio investigado que ofendia sempre o Procurador de ‘aberração’. A Justiça não permitiu a quebra de sigilo dos telefonemas de Eduardo JOrge. Recentemente a revista Isto É publicou denúncias contra Eduardo Jorge e mostrava prova material (notas fiscais). E há o caso do Juiz Mazloum: se este não pode processar aqueles que o acusavam injustamente (haja vista que foi absolvido). Ora então porque os argumentos utilizados pelos ‘grandes juristas’ a favor dos acusadores de Mazloum, estes mesmos argumentos não podem servir a favor da ‘ aberração Luiz francisco’ .

  15. Comentou em 22/05/2007 Jose Geraldo Luiz da Silva

    Nunca tive muitos amores pelo FHC e, por extensão, ao Eduardo Jorge. No entando o que esse procurador Luiz Francisco andou fazendo naquela época foi um desserviço à Procuradoria e a todos que investigam seriamente os descalabros. Nos tempos atuais, também acho que a Polícia Federal também exagera em alguns casos.

  16. Comentou em 22/05/2007 julio julio david

    A imprensa deve ter liberdade para investigar, denunciar , esclarecer. Entretanto deve ter responsabilidade de antes de expor fatos saber se são verdadeiros ou que não esteja a serviço de interesses escusos. Lembro-me de um fato que ocorreu a alguns anos atras que donos de uma escola foram massacrados pela midia , acusados de abusarem de crianças. Posteriormente foi provado que eles nao tinham culpa nenhuma, entretanto nao via nenhum pedido de desculpa por parte da imprensa por ter destruido a vida destas pessoas. Até porque já estavam preocupados em fatos novos que ajudassem a vender mais jornais e revistas. Este cuidado e responsabilidade que as pessoas que detem o poder da palavra escrita e falada devem ter. Lembrar que seus atos vão influenciar a vida dos outros. E histórias de vida construidadas com sacrificio e trabalho , podem ser destruidas por uma simples materia exposta aos leitores , ouvintes ou telespectadores sem o devido cuidado.

  17. Comentou em 22/05/2007 Antonio Neto

    Infelismente em nosso país, os meios de comunicação fazem o que querem….O Pior é o publico acreditar em tudo que dizem.
    E como sempre o PT, quando é oposição, acha que tudo deve ser investigado. Porém quando está no governo chama tudo de denuncismo frajuto….
    Temos que esperar a próxima eleição e mostrar para esse bando de corruptos que estão no congresso, que nós que mandamos neste país

  18. Comentou em 22/05/2007 Paulo Roberto dos Santos

    Eliane Catanhede, Diretora da Folha de S. Paulo em brasília, em artigo da pág. 2 há mais ou menos dois anos, declara que a imprensa vive e sobrevive das más notícias, pois esta é sua essência.
    Tenho até que concordar, mas o que vimos no caso em tela, é que houve total irresponsabilidade, não somente dos repórteres (se é que assim poderemos chamá-los) mas especialmente das publicações.
    Daí passo a entender o porque das grandes indenizações que pululam nos Estados Unidos.
    Uma simples notícia, colocada de maneira certa, no local certo, PODE MATAR EM VIDA UMA PESSOA, e não há ‘erramos’posterior que a ressucite.
    Como no Brasil contemporizamos com o crime (até radar para flagar meliantes do trânsito deve ser explícito) quem comete homicídio moral nada sofre.
    Nos States, há pena de morte em pelo menos 25 estados, e este espírito é passado para toda a sociedade.
    Matou moralmente, deve morrer também, é a base filosófica dos gringos lá de cima, da mesma forma que a pena de morte para os crimes assim capitulados.
    Não morro de amores pelo EJ, mas tenho que respeitá-lo e parabenizá-lo pela conquista, pois Funcionário Público que usa seu cargo ideologicamente é minimamente irresponsável e indigno de qualquer investidura, mormente quando é o fiscal da Lei.
    Fico enojado, mas continuo acreditando na Democracia, valor não querido pelos MR-8 da vida e dos adeptos da filosofiade marx

  19. Comentou em 22/05/2007 norival palumbo

    O caso EJ e Luiz Francisco é muito mais grave do que os denuncismos normais que correm até hoje pelo país, visto que foi intensamente estimulado por um Procurador da Republica para fins políticos, exorbitando de forma delituosa suas atribuições constitucionais. A punição foi muito branda, pois a meu ver esse rapaz é indigno de ocupar as funções que ocupa.

  20. Comentou em 22/05/2007 Dante Caleffi

    CPI dos Correioe e o famigerado ‘mensalão’,foram um caso ED,mais espetaculoso. Eduardo Jorge,foi poupado de CPIs,contudo,foi longamente linchado. Se, perguntarem ,qual é a acusação provada,contra José Dirceu,por exemplo, quem poderá ,honestamente responder?
    Houve empenho,em descobrir a existência de um sistema com características orgânicas,supra partidária, de cooptação? Por que, as acusações,mais robustas, no governo de FHC,sobre método semelhante,não foram adiante,apesar de todos indícios apontarem positivamente? A imprensa que acusa, é a mesma que protege.Investigar,não é importante.Denunciar,sim.

  21. Comentou em 22/05/2007 Valdo Menezes de Oliveira Menezes

    Em nosso lindo País, infelizmente, a punição chega rapidamente para quem é menor na escala de poder e prestigio. Vejam se os maiores envolvidos nos milhares de escandalos desse País estão na cadeia ou devolveram o que roubaram!

    Esse estimado procurador se me recordo foi quem deu o pontape inicial para desmascarar varior corruptos, mas agora esta sendo penalizado pelo ato de ombridade e cumprimento do dever. A moral dos homens publicos de detem o poder de decisão esta cada vez mais na lama, imoralidade é que persiste em todas as instancias, não se ensina nas escolas o que é ser civico, honesto cidadão de bem, nossa não, a classe politica cada vez mais aprova medidas para seu proprio bem. Os politicos com processo podem votar serem votados etc. os ‘condenados’ são liberados sem a menor rigor da lei, porque a grande maioria esta envolvida de uma forma ou de outra, portanto vai manter preso quem??? esta é a grande pergunta, se quem deveria mater alguem preso é quem no fundo deveria estar no xadrez.
    A cada dia mais me parece impossivel termos uma nação vibrante e honesta, pois não se cria cultura de ensinar os pequeninos da necessidade de ser honesto e patriota…acordem politicos e autoridades……vocês tem filhos, pensem um pouquinho, será que os bandidos precisam fazer algum mal para seus familiares para tomarem uma providencia?? Democracia, precisa de um pouco de firmeza.

  22. Comentou em 22/05/2007 lael menezes

    … sem comentários, é simplesmente repugnante tudo isso, onde vamos parar, ou melhor quando vamops reagir a tudo isso. a mentira pelo dinheiro e a mentira pelo poder. esse é o Brasil em que cada dia o nosso velho aurélio ganha um significado novo para uma palavra, a bola da vez agora é: ‘propina’ definida agora como ‘mimos’.

  23. Comentou em 22/05/2007 Luiz Guimarães

    Como, e em quem acreditar depois disso tudo. Judiciário cheio de problemas: desembargadores presos, ou sob fortes suspeitas. Vem agora essa de procuradores suspensos pois estavam a serviço do denuncismo. E a imprensa??? Em quam acreditar??? Também, pelo jeito, fazem o denuncismo, pelo puro fator do denuncismo barato e espúrio, ou pior, fazem isso por estar a serviço de alguém. Creio eu, se hipoteticamente fosse possível de punir de alguma forma os autores e principalmente quem se beneficia do denuncismo, seria muito melhor feito (com bases mais sedimentadas e realistas) as ditas denúncias, as quais não devem jamis deixar de serem feitas, porém que as sejam feitas com mais imparcialidade e com mais VERDADES.

  24. Comentou em 22/05/2007 josé aroldo de carvalho queiroz

    muito cômoda a tomada de posição Sr. Weis ,não me lembro do senhor criticando a imprensa ou a noticia ,naquela época , nem veja só , ao estado em que nos chegamos, isto é , é muito fácil de fazer críticas ,depois que temos outra perpesctiva , e que este grande e imparcial orgão que é o Conselho Nacional do Ministério Público, dá uma decisão totalmente apolítica hahaha. convenhamos Sr.Weis

  25. Comentou em 22/05/2007 Zilda de Araujo Rodrigues Araujo

    Infelizmente é o que continua acontecendo. Apesar de ombusdmans. Temos visto pessoas linchadas moralmente numa atitude totalmente desproporcional ao fato. Precisamos de jornais que nos ajudem a entender o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Não é o que a imprensa (seja escrita, falada, televisionada) oferece. Mais confunde que é para manter o povo ignorante ou subjugado ao senso comum.

  26. Comentou em 22/05/2007 Robledo Luiz de Oliveira

    É por isso que contra a liberdade de imprensa que apregoam por aí. Gostaria, sim, e muito, que a imprensa tivesse a liberdade de investigar, de informar. Contudo, essa liberdade de opinião, onde a inescrupulosidade impera entre alguns profissionais que não possuem a mínima ética, é um ambiente favorável à esse tipo de injustiça.

    O que fizeram com Eduardo Jorge é um crime. Essa suspensão aos procuradores, isso não pode ser considerado uma punição exemplar. Isso, sem falar que os órgãos denuncistas, sequer correm o risco de serem incomodados… Absurdo inaceitável. Até quando?

    Esse movimento em pról da liberdade de imprensa é um pretexto. As pessoas que o reivindicam não têm a menor noção do que é ser livre para investigar. Já chega de irresponsabilidade neste país. O estado não pode entregar, de mão beijada, a ferramenta para a balbúrdia. Basta o que já temos de policiais, autoridades concedidas pelo estado, que, com uma arma em punho, saem em plena rua, entre pedestres, inocentes, populares, correndo e atirando atrás de bandidos.

    As desculpas que acontecem, logo em seguida às tragédias, não são suficientes para afagar a dor de quem perdeu um ente querido. Embora já estejamos século XXI adentro, essas coisas, infelizmente, ainda acontecem, sem que ningüém que tenha autoridade para mudar essa realidade grite, propondo mudanças, em busca de uma nova era.

    Até quando?

  27. Comentou em 22/05/2007 Reginaldo Araújo

    Eu me lembro muito bem do caso Eduardo Jorge e da figura soturna do Procurador Luiz Francisco, parecendo um inquisidor; Parecendo? Mais lamentável que isso como salienta o articulista foi a atuação da Imprensa e aí nos perguntamos: A imprensa deve ter ideologia? Nesta perseguição Kafkiana felizmente o ¨EJ¨pode provar sua inocência mas isso deve ter lhe custado muito para sua idoneidade e também para suas finanças, por isso pergunto:É justa a punição aplicada aos Procuradores? Que se faça como na Revolução Francesa, enforque-se o Robespierri (procuradores) isto é ponha-os para fora do serviço público.

  28. Comentou em 22/05/2007 Pedro Augusto Roncoli

    Por falar em Luiz Francisco, alguém sabe onde anda o contestador mór doe governos anteriores? Gosando louros do passado?

  29. Comentou em 22/05/2007 carlos roberto moreira

    ESSAS ATITUDES ERAM OS QUE OS PETISTAS USAM ATÉ HOJE PARA INCRIMINAR GOVERNANTES DE PARTIDOS CONTRARIOS.O SR LULA DEVERIA VIR A PUBLICO E PEDIR DESCULPAS POIS HOJE ESSE DENUNCIMOS NÃO SERVE PARA ELE

  30. Comentou em 22/05/2007 Marnei Fernando

    Perfeito Sr. Weis… elucidativo e cristalino como é sua marca… Continue a lançar luzes e mostar os caminhos para as novas gerações de jornalistas… O Brasil dos meus filhos agradece.

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