Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Mídia não deu a principal decisão do STF

Por Luiz Weis em 25/08/2007 | comentários

A mídia parece que não atinou com o dado mais importante implícito nas decisões do Supremo Tribunal Federal. Por causa das árvores, não enxergou a floresta.


 


Ao não rejeitar por inteiro o pedido de abertura de processo contra os 40 arrolados pelo procurador-geral da República, o TSF já julgou que o sistema de suborno de deputados para votar ao gosto do governo, chamado mensalão, existiu.


 


O que se discutirá no futuro – sabe-se lá por quantos anos – é quais dos não-inocentados em princípio dessa ou daquela acusação formulada contra eles são efetivamente culpados.


 


Não é razoável esperar, se e quando o julgamento dos réus, caso a caso, chegar ao fim, que todos sejam absolvidos.


 


Não só não é razoável, como o Estado ressalta hoje que o ‘julgamento do mérito já aparece’. Dos repórteres Leonencio Nossa e Eugênia Lopes:


 


‘Foi assim, por exemplo, quando o ministro Cesar Peluso defendeu uma ação contra o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. ´Há desvios concretizados em contrato, no mínimo é peculato culposo´, afirmou ao comentar o desvio de R$ 73 milhões do banco para o esquema. O ministro Carlos Ayres Britto chegou a comparar os acusados no mensalão aos governadores corruptos do Brasil Colônia.’


 


E por falar em Estadão, compare-se a pobreza informativa de sua manchete sobre o assunto com as da concorrência.


 


Folha: ‘Gushiken e Valério viram réus; Dirceu escapa de uma acusação’, com o sub-título ‘STF abre processo contra 19 por mensalão; ex-chefe da Casa Civil ainda enfrenta denúncias’.


 


Globo: ‘Gushiken e Valério puxam lista dos 19 primeiros réus’, com o sub-título ‘Dirceu, Genoino e Delúbio escapam de peculato, mas ainda podem ser processados’.


 


E o Estado: ‘Mensalão já tem 19 réus’, com o sub-título ‘Dois ministros de Lula entre os acusados no Supremo por peculato e lavagem de dinheiro’. Nomes dos já réus, ou dos ainda não, nem pensar.


 


P.S. Ainda a ‘privacidade’


 


Para todos quantos escreveram ao Verbo Solto, condenando o Globo pela publicação dos e-mails dos ministros do Supremo – e apreciam se expôr a opiniões divergentes das suas – eis os editoriais da Folha e do Estado a respeito.


 


O da Folha se intitula ‘Colóquio na corte’:


 


‘Poderia ter sido muito pior -e mesmo assim não haveria nada de incorreto. Os meandros do mensalão começavam a ser postos em debate no Supremo Tribunal Federal quando uma conversa eletrônica entre dois membros daquela corte de Justiça foi flagrada por lentes fotográficas.


 


A ministra Cármen Lúcia trocava impressões com seu colega Ricardo Lewandowski, não só a respeito do teor das acusações em pauta, mas também do comportamento presumível de outro ministro, a quem, de modo mais jocoso do que sibilino, denominou de ‘Cupido’. Não foram necessários longos esforços de hermenêutica para deduzir-se que se tratava de seu vizinho no plenário, o ministro Eros Grau.


O incidente não teria, à primeira vista, dimensões para suscitar mais do que um pálido sorriso, como aqueles que pairam, por vezes, nos rostos da estatuária clássica. Humanos, demasiado humanos, também os juízes se articulam nos bastidores, trocam informações reservadas e lançam em segredo, sobre seus colegas, as farpas da suspeita.


 


Mais que isso estava em jogo, todavia, e houve quem reagisse à divulgação do colóquio pelo jornal carioca ‘O Globo’ de forma exacerbada. Ex-presidente do STF, o atual ministro da Defesa Nelson Jobim qualificou de ‘intromissão anticonstitucional’ aquele flagrante fotográfico.


Vão-se tornando comuns as situações em que, por força do progresso tecnológico, reduz-se de forma drástica o diâmetro da privacidade individual. Certamente renova-se, com isto, a discussão sobre quais as responsabilidades da imprensa quando se trata de divulgar aquilo que, tempos atrás, não havia meios de captar.


 


É o interesse público que deve presidir o exame de cada caso específico. A conversa entre os dois ministros do STF incidia sobre assunto indiscutivelmente relevante. Tratava-se de um hipotético acordo entre Eros Grau e o governo Lula, em torno da nomeação de um novo membro daquela corte. Na interpretação do ministro Lewandowski, a tendência de Eros Grau para não acolher a denúncia contra os envolvidos no mensalão viria a corroborar essa hipótese.


Seria ingênuo imaginar que o STF esteja imune ao jogo das considerações políticas; seria também abusivo considerar que, num caso de grande complexidade jurídica como o do mensalão, não possa haver decisões independentes e fundamentadas em favor de qualquer lado no debate.


 


Nem a legitimidade das decisões do Supremo Tribunal Federal nem a dimensão política de todo julgamento desse tribunal tornam-se suscetíveis de reavaliação automática a partir desse episódio. Mas este ampliou, entretanto, os recursos à disposição da opinião pública -já beneficiada com a própria transmissão das sessões pela TV- para acompanhar as atitudes de seus membros. Toda instituição republicana, por mais augusta que seja, pertence ao conjunto dos cidadãos; e estes só têm a ganhar com a transparência.’


 


Agora, o do Estado, ‘A imprensa fez a coisa certa’


 


‘Mais uma vez a imprensa foi levada ao banco dos réus por ter o jornal O Globo divulgado as mensagens de correio eletrônico entre os ministros Ricardo Lewandowski e Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), captadas pelo fotógrafo Roberto Stuckert Filho. Eles trocaram e-mails na sessão de quarta-feira da Corte, reunida para decidir se abre o processo requerido pelo procurador-geral da República contra 40 acusados de envolvimento com o mensalão. O presidente Lula falou em “invasão de privacidade”. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, ex-titular do Supremo, em “intromissão anticonstitucional em um poder da República”. O presidente da OAB, Cezar Britto, afirmou que o Brasil não pode ter um Big Brother nem cair num “estado de bisbilhotagem”. O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Walter Nunes, considerou que “a revelação das conversas entre os ministros maltrata o princípio basilar da democracia”.

A confusão é geral, diria Machado de Assis; mas não precisava ser. As democracias são regidas, entre outras, por duas leis de bronze. Uma assegura à sociedade o direito à informação. Outra assegura o direito à intimidade. Por vezes esses princípios parecem a caminho de colidir na zona de sombra de onde termina o primeiro e onde começa o segundo. Porém não – definitivamente, não – neste caso. A informação que a ordem democrática assegura diz respeito aos atos de interesse público praticados por agentes públicos, ainda mais em recintos públicos, mais ainda em eventos públicos – abertos aos “do povo”, como dizem os juristas, e àqueles cuja missão consiste em lhes dar ciência do que se passa nas instituições que sustentam e existem para servi-los. Fora disso, a vida privada é inviolável, salvo por ordem judicial em contrário, como nas autorizações para a interceptação de comunicações de suspeitos de atividades ilícitas, em inquéritos criminais ou na instrução de processos penais.

“Bisbilhotar”, para usar o termo do dia, a esfera particular de figuras públicas – ou seja, as suas atividades e relacionamentos, quando não há motivo razoável para presumir que possam afetar o apropriado exercício de suas funções – é algo inaceitável e merecedor de sanções severas. É também, na sociedade do espetáculo dos dias atuais, em toda parte, um aviltamento dos padrões elementares de decência comum sem os quais a civilidade é no máximo um simulacro. Mas não faz o menor sentido equiparar aos malefícios da cultura de massa, simbolizada por esse detrito televisivo chamado Big Brother – e muito menos à sua versão orwelliana -, o registro e a divulgação de diálogos – por que meio se dêem, ao alcance de terceiros – entre dois membros da mais elevada instância do Poder Judiciário num julgamento de interesse nacional e franqueado à mídia. Esse último fato, aliás, só engrandece o Supremo. O televisionamento dos seus debates é um exemplo reconfortante de que, apesar de tudo, as instituições funcionam.

Onde, portanto, a invasão de privacidade ou a intromissão anticonstitucional quando os ministros interlocutores, na plena condição de agentes públicos togados, trocavam idéias sobre questões públicas? A imprensa não só nada transgrediu, mas fez a coisa certa, aquela que é a sua razão de ser: desvendar para a coletividade o que ela precisa saber, como atributo de cidadania. Jornalista e jornal serviram ao público, informando-o do que pensam dois ministros do STF sobre a matéria a respeito da qual devem se pronunciar, sobre os motivos do presumível voto de um colega no mesmo caso e sobre aspectos da nomeação do eventual substituto de outro, que acabou de se aposentar. O problema – e cada qual julgue como queira se problema existe – seria a adequação da conduta dos dois magistrados, naquelas circunstâncias específicas, e o teor do que se escreveram, de forma acessível às lentes de um fotógrafo a poucos passos deles. O que conta é que os brasileiros comuns puderam conhecer algo do funcionamento da sua Corte maior.

Nas palavras do jurista Ives Gandra Martins, “foi um brilhante trabalho de jornalismo, mas, para quem vive a rotina do Judiciário, nada do que foi apresentado é novo”. Exemplifica: “Às vezes, frases agressivas são trocadas até na hora do café. Só que para o público isso não costuma ser revelado.”


 


***



Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 27/08/2007 Laurelia Monteiro

    Alguns ministros do STF sentem agora na pele o preço da liberdade!

  2. Comentou em 27/08/2007 jorge xavier

    qualquer operador jurídico medianamente informado sabe que o Procurador-Geral da República cometeu erro do ponto de vista estratégico ao amarrar toda descrição dos supostos delitos numa única denúncia. Tanto é assim que a Polícia Federal continua a fazer investigações para buscar prova sobre parte dos fatos delituosos apontados (e não só laudos periciais), já que o PGR usou como principal subsídio da denúncia o resultado das CPIs, sabendo ele que boa parte da argumentação apresentada não resistirá ao contraditório (não porque os acusados sejam inocentes, mas porque a coleta da prova foi mal feita – como é normal nos julgamentos políticos). Do ponto de vista da pessoa fíca Antonio Fernando, a denúncia, embora ruim tecnicamente, garantiu a recondução dele: a uma porque pareceria retalicação não reconduzí-lo; a duias porque a denúncia empacotada atendeu o interesse da grande imprensa, como se demonstrando que as coisas aconteceram como foram noticiadas, o que não é verdade (mas ninguém é doido de enfrentar a ‘verdade da mídia’). Se a denúnicia houvesse sido oferecida por grupo de delitos/indiciados, seria muito mais fácil encontrar a verdade…mas a verdade não interessa, não é mesmo ?

  3. Comentou em 26/08/2007 Jose de Almeida Bispo

    “Ao não rejeitar por inteiro o pedido de abertura (…), chamado mensalão, existiu.”
    Nem a turma do ‘Santo Ofício’ era tão rápida no gatilho quanto o Sr,, Mr Weis. Ali, o processo era inquisitório, mas havia processo. Com V. Sa. é rito sumário: SE ACEITOU PROCESSAR é PORQUE (JÁ) É CULPADO. Coitado do Torquemada! Era um otário. Tão bem intencionado em livrar as almas da perdição dos metais e mandá-las branquinhas (pelo fogo) para o céu e ainda ficou na história como vilão. Weis acaba de provar que ele (e seus pares) era um asno, um atabalhoado. Não suporto certas posições de gente inteligente, pois pra mim isso não pode ser burrice. E se não é burrice é maldade, mesmo.

  4. Comentou em 26/08/2007 José Paulo Badaro

    Achei ótimo o Globo divulgar o diálogo eletrônico dos dois ministros do STF. Quem sabe assim fica mais fácil para os hipócritas de plantão entenderem o quanto o top-top do Marco Aurélio significou uma invasão da privacidade, uma exploração rasteira da intimidade alheia.

  5. Comentou em 26/08/2007 ubirajara sousa

    Às vezes eu me questiono se existe, ou já existiu, alguma espécie de mensalão entre os governos e a imprensa. Tipo, eu contrato publicações no seu jornal, ou revista e você não publica certas coisas a respeito do governo. Será que isso existe? Acho que não, senão esses jornalistas detetives já teriam descoberto. O que vocês acham?

  6. Comentou em 26/08/2007 Ivan Moraes

    ‘Tão legítimo quanto achar que a decisão em prol do oprimido é justa em si mesma é achar que a decisão em prol de quem ‘quer a tutela do direito conquistado pelo trabalho próprio ou de gerações antes dele’, na linguagem de Locke’: nao era isso que eu queria dizer exatamente mas sim: independente do tipo de crime e de sua gravidade, SO tem preto e pobre pagando pecado em prisao brasileira. Ja afirmei publicamente antes e vou continuar afirmando que 95 por cento das decisoes judiciais brasileiras sao a favor do lado mais rico ou mais poderoso, e vou continuar afirmando o ate essas estatisticas forem publicas e o resultado for 94 por cento, entao pedirei desculpas, nem uma fracao de segundo antes. Tou esperando zero da justica brasileira. Esse eh o teor da minha reclamacao. (Errei burramente, Ricardo: senador, e nao governador, certamente.)

  7. Comentou em 26/08/2007 Ricardp Camargo

    ‘O STJ EM CONLUIO COM O CONGRESSO’: em primeiro lugar, como é que o STJ entrou na história, gostaria de saber, já que, embora seja um Tribunal Superior, tem competências e estrutura diferentes do STF. Caso a este se esteja referindo o comentário, é de se observar, novamente, que os conluios não se presumem, até porque isto implicaria manchar a própria imparcialidade que se esperra de um julgador. Não se pode presumir que um juiz ‘venda sentença’, da mesma forma que não se pode presumir que alguém seja assassino ou ladrão.

  8. Comentou em 26/08/2007 Aluízio Valério da Silva Valério da Silva

    É inacreditaável! Não dá para acreditar no que têem sido nos principais jornalões do país! E que distintos personages tenham vindo a público defenderem que a espionagem, arapongagem e coação ao Ministros do STF, são atividades legítimas da impressa e assim fazem para atrender a necessidade da população de ser informada. Não dá para aceitar que personalidades de plumagem tão conhecidas venham a publico dizer o que têem dito nos últimos dias.
    Pode se espionar, publicar a bisbilotagem para caagir ministros do STF, que estão anilizando a admissibilidade da denuncia, fabricada pela mídia e fanfaronada por um ex-deputado do PTB, que por conta ter feito acusação sem provas foi cassado; mas, essa mídia golpista, está agora coagindo Supremo Tribunal Federal que reitere a sua sentença que já condenou vários.
    Mas, que história é esta, aonde os ministros que estão encaregados de julgar admissbilidade da Condenação publicada pela mídia golpista. Nem na mais remota, Comarca de 1.º do Pais, poderia se coonestar com tal patifaria, COAGIR OS QUE JULGAM, para assinarem as suas Sentenças, já prolatadas nas páginas morrons deste Jornalões golpista. Para aonde foram levados os princípios Gerais do Direito; para sequestraram o direito a privacidade? A nação não pode permitir, que quem quer que seja, teste versões com a dignida alheia.

    Seria co

  9. Comentou em 26/08/2007 Marco Vitis

    A conclusão do jornalista Luiz Weis é falsa. O STF não decidiu que o mensalão existiu. Aliás, o STF não pode confirmar a existência real de uma marca criada para que Roberto Jefferson saísse do foco das investigações e denuncias (gravadas em vídeo). O que já ficou provado é que o mensalão nunca existiu. O que está provado é que o PT usou Caixa 2 da mesma forma que os demais partidos políticos. Inclusive com os mesmos métodos e personagens (Marcos Valério e PSDB de Eduardo Azeredo). Por favor, Luiz Weis, não nos trate como tolos. Sabemos como as campanhas políticas são feitas no Brasil. Os empresários usam dinheiro do seu Caixa 2 direto para o Caixa 2 dos partidos políticos. Esta é a verdade.

  10. Comentou em 26/08/2007 neimyr guaycurus

    O que ninguém percebe é que, por trás do discurso da liberdade de imprensa, a grande mídia está se portando, pensando ser, o estado, querendo impor sua ideologia e forma de como devem todos se comportar. A princípio com a aprovação de democratas que defendem o direito de imprensa. Esses democratas no futuro perceberão o que ajudaram a criar.
    Eu gostaria que começassem a aparecer matérias sobre as mutretas financeiras da grande imprensa, que todos sabemos ser imensa. As importações de aparelhos, os empréstimos públicos, os laranjas, as parcerias internacionais etc. Claro que a mídia é muito forte, parece ter todos nas mãos e dificilmente será investigada. Que tal uma CPMI da mídia?

  11. Comentou em 26/08/2007 Ricardo Camargo

    ‘e o convento/museu apropriado por Sarney, governador do Amapa que sequer vai la? ‘: SE bem me recordo, Sarney foi Presidente da República de 1985 a 1990, tem sido eleito Senador pelo Amapá, mas não Governador. Por sinal, este tema é objeto de discussão em sede de ADIn, no STF. ‘E os juizes cujas decisoes a favor dos oprimidos que sao repetidamente sabotados por tribunais superiores?’: As decisões a favor dos oprimidos não são ‘sabotadas pelos Tribunais Superiores’, mas sim, eventualmente, reformadas quando, no sentido do julgador do Tribunal, não sejam autorizadas pela interpretação da lei. E reformadas – quando o são – publicamente, com fundamentos que se expõem à crítica de toda a coletividade, diversamente de um período em que se admitia que a filtragem dos recursos para a Corte Suprema se desse em sessão secreta, sem a necessidade de fundamentação. Não é por beneficiar a este ou àquele que a decisão deve ser mantida ou reformada, mas sim pela aplicação imparcial da lei, sem os filtros de simpatias ou antipatias. Tão legítimo quanto achar que a decisão em prol do oprimido é justa em si mesma é achar que a decisão em prol de quem ‘quer a tutela do direito conquistado pelo trabalho próprio ou de gerações antes dele’, na linguagem de Locke. Sou conhecedor da orientação dos Tribunais Superiores em várias matérias, dado que consulto sistematicamente a sua página eletrônica.

  12. Comentou em 26/08/2007 Ricardo Camargo

    Quanto à observação do colega Ricardo Donizetti, manifesto a seguinte divergência: o Prof. Ives Gandra não é ligado ao PSDB, mas sim ao Opus Dei. Sob o ponto de vista partidário, suas ligações eram com a antiga ARENA e, depois, com o PDS, tendo seu irmão, o pianista João Carlos Martins, sido Secretário da Cultura em São Paulo durante a gestão do então Prefeito Maluf. Profissionalmente, ele atua a defender a FIESP e a Folha da Manhã. Preferi deixar de lado este aspecto, para não poluir o debate com considerações de cunho partidário que somente serviriam para toldar o que realmente interessa, até porque prefiro acreditar que as posições por ele tomadas decorrem muito mais da hermenêutica jurídica – que, por vezes, pode conduzir a conclusões divergentes, sem violação do texto legal (confira-se a Súmula 343/STF) – do que da militância político-partidária. Podemos manifestar divergências sem efetuar ‘patrulhamentos’, o que não significa, por óbvio, em se identificando qualquer tipo de desonestidade intelectual, de quem quer que seja, denunciá-la. Quanto a ser cotado para Ministro do STF, atualmente, seria impossível, dados os 72 anos de vida que tem. Um de seus filhos, por sinal, é Ministro do TST.

  13. Comentou em 26/08/2007 Vera Pereira

    Incrível como nem os jornalistas acreditam na narrativa que criaram em conjunto para atacar o PT e o governo Lula, valendo-se de um termo inventado na hora pelo R. Jefferson. Tanto não têm certeza que a grande ansiedade dos jornais e jornalistas agora é dizer que o STF afirmou a ‘existencia’ do chamado mensalão, e com a pressa ansiosa esquecendo-se de que até agora o STF apenas admitiu que existem indícios de crimes cometidos por várias pessoas. Incrível ainda como matérias publicadas em alguns jornais de hoje procuram com microscópio a existencia de algum dinheiro público envolvido na coisa toda, sendo que Banco Rural, BMG, empresas do Marcos Valério, empréstimos falsos ou não do PT, Visanet – que é uma empresa privada de cartões de crédito, adquirente e administradora da marca Visa Internacional associada a mais de 20 bancos, dos quais um é o BB, e o dinheiro que circula no sistema Visa é todo particular, meu, por exmeplo, que uso cartão Visa – são inegavelmente empresas particulares. É óbvio, a grande ansiedade da imprensa e seus jornalistas é justificar perante os leitores e a opinião pública a veracidade da narrativa que criaram. Até agora o que os indícios sugerem são movimentos de pessoas e partidos, ao arrepio da lei, para acumular recursos para financiar partidos e campanhas, por meio de empresas de publicidade, estas sim visando lucro privado. Até agora, pelo menos.

  14. Comentou em 26/08/2007 ricardo donizetti

    ‘Nas palavras do jurista Ives Gandra Martins, “foi um brilhante trabalho de jornalismo, mas, para quem vive a rotina do Judiciário, nada do que foi apresentado é novo”. Exemplifica: “Às vezes, frases agressivas são trocadas até na hora do café. Só que para o público isso não costuma ser revelado.”

    O jornalista PENSA QUE SOMOS IDIOTAS. CITA COMO FONTE UM JURISTA UMBILICALMENTE LIGADO AO PSDB. PARTIDÁRIO DAS CAUSAS E POSICIONAMENTOS. ‘QUANTA IMPARCIALIDADE’NA CITAÇÃO. IVES GANDRA É TÃO LIGADO AO PSDB QUE A MAIOR DÚVIDA É SE ELE SERIA O MINISTRO DA JUSTIÇA DE ALCKMIN OU O ADVOGADO DA UNIÃO.

    MAIS RESPEITO COM NOSSA INTELIGÊNCIA , SENHOR JORNALISTA

  15. Comentou em 26/08/2007 Isabel Silva

    Sr.Cid Elias (Fortaleza/CE), parabéns pelo comentário. Conseguiu resumir, em poucas linhas, o que todos nós já sabemos e a imprensa insiste em esconder.

  16. Comentou em 26/08/2007 Marco Antônio Leite

    O STJ EM CONLUIO COM O CONGRESSO costuma jogar na RETRANCA, o CRAQUE faz o leva e trás no meio de campo, com apoio do Lobista bom de BOLA. Já o GAIATO fica no MOITÃO aguardando um vacilo de seus jogadores para chamá-los à atenção. Como a equipe não vai bem, o GAIATO lança mão da VELA que queima no banco de reservas, este jogador como MARINHEIRO de primeira viagem não foi suficiente para reverter o placar. Quando a Justiça apitou o final da partida o VELEIRO afundou em águas rasas, consequentemente os torcedores LARANJAS morrem na praia. ESTE É O BRASIL DA SALVAÇÃO DO MENSALÃO.’

  17. Comentou em 26/08/2007 Alexandre Carlos Aguiar

    Se fosse possível fazer uma análise psicanalítica da profissão Jornalismo, atestaria-se, ao final, uma síndrome psicótica: voyerismo. Essa é aquela tara em que o sujeito se satisfaz com observações de comportamentos alheios. Alguns chegam ao orgasmo. Os meios de comunicação, consistentemente, sob a alegação de liberdade de expressão, vão até às últimas conseqüências para obter os seus objetos de prazer: a informação e o fato. E tratam toda a população, que não é profissional de mídia, por estúpidos e cretinos (patológico mesmo), pois ‘vocês não entendem, that´s our job’, dizem. O caso da princesa Diana, divulgado por aí, é lapidar. O acidente que a vitimou teve por trás a participação desses bisbilhoteiros (que alguns insistem em chamar de jornalistas), que acham que uma foto ou uma gravação valem muito mais que a vida privada das pessoas. Que se danem, dizem, afinal o povo quer saber. Criou-se, com isso, uma imposição de virtudes sociais, uma vez que cada cidadão é, subliminarmente, ‘obrigado’ a não cometer deslizes, pior ainda se tiver uma função dita pública. Nos calcanhares de cada um de nós há uma lente ou um microfone a nos medir os passos e as palavras, um ‘estamos de olho’ é ouvido a todo instante. Isso é bom para a democracia? Não sei, mas há quem ganhe muito dinheiro com isso. E o pior que há quem defenda essa postura. É patético!

  18. Comentou em 26/08/2007 Vivian Stipp

    Seria cômico se não fosse trágico o que vem ocorrendo com os jornalistas ultimamente. Há pouco, vários deles repentina e rapidamente tornaram-se ‘ESPECIALISTAS’ de tráfego aéreo e de acidentes aéreos também, como não? Isso ocorreu inclusive com o sr. Weis, que chegou até a se DESCULPAR pelas bobagens que falou… Com relação ao Direito, bem, nesse assunto de fato parecem se considerar especialistas, já que DIARIAMENTE JULGAM, CONDENAM e EXECUTAM de acordo com seus interesses. Este artigo do sr. Weis é emblemático: novamente opinando sobre o que não sabe, faz uma afirmação absurda. Nem sequer parou para pensar porque SÓ ELE viu uma floresta onde não se sabe AINDA se existem plantas. Ao contrário do sr. e de seus colegas jornalistas sr. Weis, a Justiça EXIGE provas para a condenação e ‘in dubio pro reu’. Portanto melhor o sr. se abster desses comentários ou consultar um especialista antes de fazê-los. Quanto aos editoriais dos ‘grandes’ jornais, é até ingênuo acreditar que eles se posicionassem de outra forma. A imprensa não se conforma mais em ser o quarto poder, quer ser o primeiro. À ela tudo é permitido! Se fosse o contrário, donos de jornais flagrados pela PF combinando a pauta e a manchete para derrubar o presidente Lula vocês iam ver a gritaria que essa gente faria. Não é à toa que a vendagem dos jornais só faz cair.

  19. Comentou em 26/08/2007 Samuel Lima

    A mídia não deu esse enfoque porque talvez não tenha conseguido alcançar o primor da obtusidade de seu pensamento. E olha que o jogo midíático foi pesado, valeu até o uso de paparazzi. Ora, o que o STF acatou foi a abertura de processo para apurar, investigar e julgar, nos termos da lei e do Estado de Direito (coisa bem diferente que o tribunal midiátio, no qual vale a presunção de culpa) os nomes arrolados pelo Procurador-Geral da República. Nestes termos, sua apressada conclusão é apenas um chilique ideológico. Frente a negativa de processar Zé Dirceu por peculato, tido como capo di tutti capi do suposto esquema, você mantém esse miserável raciocínio intelectual? Ou é apenas o vício do conservadorismo, marca registrada do Estadão? Se o Supremo não está julgando o mérito das acusações, mas tão-somente a existência de indícios como sustentar que ‘o STF já julgou que o sistema de suborno de deputados para votar ao gosto do governo, chamado mensalão, existiu’? Neste caso, a culpabilidade já estaria provada, em todos os casos. Que bola fora, meu caro!

  20. Comentou em 26/08/2007 Paula Milkevicz

    Qual é a importância desse processo a não ser para dar esta ou aquela manchete nos paupérrimos jornais golpistas? O mais importante seria dizer aos leitores que esse processo não dará em nada e que demorará 30 anos para ser finalizado, portanto, caducará e ninguém será punido. Mas a única coisa que vemos hoje é essa tentativa de golpe contra a democracia promovida desde a reeleição de Lula. Chega de análises toscas, os jornais são uma porcaria que certamente acabarão. Quem lê jornais não é idiota, essa manipulação não cola mais.

  21. Comentou em 26/08/2007 Cássio Augusto da Costa

    Podia até não ser mensalão. Em alguns casos era samanalzão. Tinha também as mensalinas.

  22. Comentou em 26/08/2007 Rogério Ferraz Alencar

    O relevante mesmo é que José Dirceu foi inocentado da acusação de peculato, embora a mídia prefira dizer que ele ‘escapou’ ou ‘se livrou’ da acusação, embora a mídia prefira destacar que José Dirceu, inocentado da primeira acusação, ainda pode enfrentar outras denúcias e ser processado. Agora, tendo sido José Dirceu chamado de ‘chefe da quadrilha’ e tendo sido inocentado, como se vai sustentar a lorota do mensalão? E afinal: de todos os deputados da Cmara, apenas Roberto Jefferson sabia da existência do mensalão? Todos aqueles deputados que, na CPI, perguntavam se ‘Lula não sabia’, também não sabiam do mensalão?

  23. Comentou em 26/08/2007 Douglas puodzius

    Tem gente utilizando o fabuloso olhar de Pirata para observar a quantas andam o amigos ‘cansados’ da midia. Explico: Já é habito de alguns ‘observadores’ do governo Lula… Digo… Da imprensa, utilizar o apetrecho em um de seus olhos para observar a imprensa… Um Tapa olho. Este é o olho que fica do lado onde eles carregam o Papagaio, ou seja, o olho do papagaio. Entenderam? Este é o famoso OLHAR DE PIRATA. Nesse caso eles veem, ouvem e repetem, com o olho do papagaio, o que interessa a grande midia. Porem, para observar o governo, usam o Olho da luneta. Veem coisas onde muitas vezes ninguem ve. Foi assim que Weis, ouviu nas palavras do ministro Carlos Ayres Britto a total procedencia do mensalão. No entanto, o olho do tapa olho, não enxergou que outros ministros veem sempre fazendo ressalvas, em seus votos, contra denominações como: quadrilha, organização criminosa e sempre destacando que preferem discutir essa questão em momento apropriado, o que poderia ensejar, para alguns, que os mesmos não estão convecidos desta estória.
    Mas, quando se trata de pirataria não podemos mesmo esperar coisas muito sérias… Não é mesmo?

  24. Comentou em 25/08/2007 Célio Mendes

    E o Eduardo Azeredo vai passar novamente incólume na nova ofensiva midiatica sobre o dito mensalão? Quando a PF o ligou a origem do esquema Valério a midia ignorou solenemente, alias justiça seja feita manteve sua ‘coerência’ habitual de poupar tucanos, vamos ver se agora algum reporter vai puxar o fio da meada que leva até Minas, dificil crer sempre que trepeçam em um bico nossos engajados jornalistas desconversam, porque sera?

  25. Comentou em 25/08/2007 Ibsen Marques

    Luiz, discordo de sua primeira afirmação, creio que a decisão apenas confirma que há ‘fortes indícios’. Se houve ou não algum mensalão só o julgamento dirá e, nesse caso, só saberemos se ainda estivermos vivos quando ocorrer.

  26. Comentou em 25/08/2007 Cid Elias

    Sr Weis, o senhor como editorialista do Estadão, poderia dar sua opinião sobre os seguintes questionamentos: Por que pagar ‘mensalão’ ao Roberto Brant-PFL, opositor ferrenho do governo? Brant recebeu dinheiro do valerioduto exatamente da mesma maneira que os outros ‘mensaleiros´, mas disse ‘Como posso ser chamado de mensaleiro?’ Para comprovar a farsa do termo inventado pelo imprensalão, O GLOBO, na primeira página, publicou assim a absolvição de Brant: ‘Câmara absolve pefelista do mensalão’. E então Sr. Weis? O pfl recebeu mensalão? A Folha de SP noticiou em manchete também de primeira página:’Câmara absolve 2 do ‘mensalão’. se referindo a absolvição dele e do deputado Professor Luizinho (PT-SP). E então Sr Weis? À respeito, o deputado Brant declarou: ‘No fim, estavam discutindo a minha cassação, que sou da oposição, e de deputados do PT. Pergunto: qual a razão que o governo teria para pagar mesada a parlamentares do PT?
    O Prof. Luizinho, líder do governo na Câmara, precisava receber dinheiro para defender o Executivo? Outra coisa, é impressão minha ou o senhor dificilmente ‘lembra’ da origem do valerioduto, comprovadamente montado pelo ex-presidente nacional do psdb, o senador eduardo azeredo?

  27. Comentou em 25/08/2007 Ivan Moraes

    ‘um dia as ilusões acabam’: mas nao vai ser dessa vez que ela vai voltar. Mais certo eh dizer que o mensalao nunca HAVIA EXISTIDO antes da esquerda estar no poder. Esta clarissimo pra todo mundo que a media sabe muitissimo mais do que esta falando a respeito de corrupcao e que nao o diz porque a media eh essencialmente direitista. Foi ela que mudou as regras do jogo pra seus proprios interesses nas denuncias do mensalao e inumeras outras denuncias. Fui visitar minha irma e acabei de ler a Veja com o ‘Ate Quando’ na capa. As companias brasileiras praticamente desapareceram da publicidade cobrada em dolar. Foi A MEDIA que mudou as regras do jogo com as ‘denuncias’ de coisas que todo mundo ja sabia mas que nao A incomodavam antes da esquerda estar no poder. A razao: mais dolares. Companias internacionais PRECISAM da imprensa pra ocultar quem manda no Brasil.

  28. Comentou em 25/08/2007 Ricardo Camargo

    É bom deixar claro: (1) não estou aqui dizendo que o Mensalão não existiu, mas sim que o recebimento da denúncia atesta apenas a existência de indícios, como é, aliás, próprio desta fase processual; (2) isto quer dizer que ainda é cedo demais para comemorar, tanto do lado do Governo quanto do lado da Oposição; (3) ao colocar a questão em termos rigorosamente técnicos, não estou defendendo o Governo ou o seu Partido. Digo isto proque há alguns comentaristas que gostam de chamar de petistas quantos não venham com palavras de ordem clamando pela morte da patralha. Não sou petista e não apóio o Governo, mas daí a considerar necessário um compromisso com uma opodição sistemática à moda UDN..

  29. Comentou em 25/08/2007 Carlos Martins

    Não, Sr. Weis, o Sr. é que (propositalmente?) ocludiu a agenda da ‘mídia’: criar um – mais um! – ‘escâdalo’, e com isso pretender pressionar o STF a proferir decisão já pré-pautada pela mesma ‘mídia’. Danem-se filigranas como destacar que o acolhimento de denúncia (já sob pressão ‘midiática’) não é julgamento de mérito. A ‘mídia’ já decidiu e decretou, vale-se de todo e qulaquer expediente por mais torpe quem seja para alcançar seus objetivos, a ‘mídia’ é soberana, onisciente – e viva o ‘paparazzo’ com carteira assinada, novel contribuição da Metástase ao achincalhe do jornalismo -, onipotente e intocável, o resto (ética, interesse público, ‘common decency’, essas coisas de somenos) que se dane.

  30. Comentou em 25/08/2007 Ivan Moraes

    ‘mídia deixou passar, realmente, não foi o fato de que o STF reconheceu a existência do Mensalão – o fato que ele reconheceu foi que existem fortíssimos indícios de que exista o Mensalão’: e o convento/museu apropriado por Sarney, governador do Amapa que sequer vai la? E os donos de media em Brasilia e na governadorias e prefeituras e senados e camaras de deputados e de vereadores? E os juizes cujas decisoes a favor dos oprimidos que sao repetidamente sabotados por tribunais superiores? E a media? Como fica o resto do Brasil? Esse assunto vai dominar a pauta por dois anos enquanto o resto do Brasil esta na situacao que esta? Nao, nao vai. Juro.

  31. Comentou em 25/08/2007 Eugênio Simões

    A mídia não anunciou que o mensalão existiu simplesmente pq apenas acreditaram na inexistência do mensalão os mesmos que acreditam em papai noel, coelhinho da páscoa ou na Mula-sem-cabeça…
    Analistas e comentaristas petistas, interesseiramente, saíram repetindo as formulações de Madame Chauí (que nunca produziu uma teoria sequer de relevância na academia) de que o ‘mensalão era invenção da imprensa’.
    Sinto muito, mas um dia as ilusões acabam.

  32. Comentou em 25/08/2007 Marco Tognollo

    O recebimento de uma denúnica significa que há indícios de que o conteúdo da denúncia seja verdadeiro. Dizer que pelo da denuncia haver sido recebida significa que o mensalao, da forma como a imprensa passou para a sociedade, existiu é um erro monumental. Pode ser – veja bem, pode ser – que no curso da ação sejam todos absolvidos por falta de provas cabais para a condenação.
    O recebimento da denúncia nada tem a ver com o mérito da ação, mas esperar isso da imprensa brasileira – que fala sobre tudo sem entender sobre nada – seria demais….Continuem falando das futriquinhas entre ministros que é mais a cara da imprensa brasileira mesmo….

  33. Comentou em 25/08/2007 Ricardo Camargo

    I que a mídia deixou passar, realmente, não foi o fato de que o STF reconheceu a existência do Mensalão – o fato que ele reconheceu foi que existem fortíssimos indícios de que exista o Mensalão -. A distinção pode parecer sutil, mas é de ser observada, justamente, para que se possa proceder à produção das provas necessárias à reconstituição dos fatos alegados pela acusação e pela defesa. O simples reconhecimento da existência de justa causa para a instauração da ação penal já constitui um dado digno de atenção. Recordando o caso Collor, a denuncia foi recebida, pelo reconhecimento de justa causa e, afinal, foi ele absolvido – fato com o qual temos de conviver, independentemente de gostarmos ou não do ex-Presidente, assim como teremos de receber com naturalidade as condenações e absolviçoes que vierem depois da atividade de produção de provas.

  34. Comentou em 25/08/2007 Alaina Santos

    É incrível com as mesmas táticas de desvio da atenção pública são usadas há anos pela politicagem brasileira.
    Neste caso mesmo das mensagens dos ministros, foi pare segundo plano o conteúdo por eles discutido enquanto o presidente da repúbica, ministro da defesa e outros representates do alto escalão, vêm a público criticar a imprensa quando esta, na verdade, está em seu pleno exercício de dever e direito.
    Essa é só mais uma prova da força da imprensa quando utilizada para o interesse público.

  35. Comentou em 25/08/2007 Ricardo Camargo

    A possibilidade de um ‘hipotético acordo’ entre terceiros ao processo – seja o Planalto, sejam entidades sindicais, sejam associações empresariais – e um juiz implica colocar sob suspeição da integridade do julgador – e este julgador, o Min. Eros Roberto Grau, especificamente, conheço-o pessoalmente há 22 anos, por conta das bancas examinadoras de que participou (e, há 11 anos, tive a honra de tê-lo como componente da minha banca de doutorado, na Universidade Federal de Minas Gerais), e posso responder acerca da sua integridade -. Suspeição não se presume, nem sequer se intui: prova-se, contundentemente, ou não se a pronuncia. Se assim não fosse, dever-se-ia presumir a suspeição, por exemplo, de Ministros que advogaram para bancos antes de ingressarem na magistratura – e os houve -, cada vez que proferissem julgamento favorável a instituições financeiras, o que não passa pela cabeça de ninguém de bom senso. E um Professor Titular da USP. que é também Professor-visitante tanto na Itália quanto na França – o currículo do Ministro é acessível na página do STF -, tem um nome muito precioso a zelar, para se permitir negociar sentença, como consta da reportagem da FSP. Beira a leviandade tal imputação, o que reforça a tese acerca do perigo para o Estado de Direito, em qualquer dimensão que se o queira visualizar. Mas concordo que, preocupada com a fofoca, a mídia olvidou o relevante.

  36. Comentou em 25/08/2007 marina chaves

    ora, parece que a folha de sao paulo aderiu ao manual de jornalismo da globo…….. o principio primeiro do jornlismo é o de testar hipoteses…… ‘ trata-se de um hipotetico acordo entre judiciario e o governo lula’…. ou ainda: nao acolher denuncia contra acusados do mensalao viria a corroborar na hipotese…….. ora, jornalistas viraram narradores que podem pressentir tudo sobre mensagens trocadas por emails… sao oniscientes, que coisa! viraram deuses que podem estar em todos os lugares e saber de tudo…

  37. Comentou em 25/08/2007 rinaldo vitor da costa

    ora vejam só. que jabor acredite na existência do mensalão tudo bem, mas o senhor weis, quem diria? Se houve mensalão por que não apareceram os comprados? Se o dinheiro para comprar os deputados era aquele, não dava pra ser 30 mil por mês. Ou senhor demonstra direitinho de onde veio o dinheiro e quem foi comprado para votar em qual projeto de lei ou qual emenda ou o senhor estará sendo leviano como grande parte da imprensa desse país. Ou será que o senhor também está seguindo a cartilha kameliana e está apenas testando hipótese?

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