Mídia poupa Itamaraty no drama dos brasileiros | Observatório da Imprensa - Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito
Domingo, 19 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
Menu

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Mídia poupa Itamaraty no drama dos brasileiros

Por Luiz Weis em 22/07/2006 | comentários

Salvo a coluna de Merval Pereira, no Globo de hoje, que cita extensamente as palavras angustiadas do deputado Fernando Gabeira, nenhum dos grandes jornais brasileiros se dignou comentar o que tem todo o ar de ser o comportamento burocrático do Itamaraty em relação aos milhares de cidadãos brasileiros – turistas e residentes – que suplicam por ajuda do governo para escapar à carnificina no Líbano [onde sete dos nossos já perderam a vida nos últimos dias].


Nada tampouco nas páginas editoriais e de opinião sobre o contraste entre esse vexame e o bem-sucedido empenho de outros países – não necessariamente mais ricos que o Brasil – para resgatar os seus nacionais do inferno libanês.


O próprio noticiário a respeito tem duas caras: a da vida real no país ensanguentado e o do oficialismo gélido das inconvincentes versões dos diplomatas – nem contestadas nas entrevistas, a julgar pelo que se lê, muito menos objeto de checagem independente pela mídia – para a sua chocante incompetência. Se é disso que efetivamente se trata.


Enquanto os enviados especiais da Folha e do Estado a Beirute, Marcelo Ninio e Eduardo Salgado, mostram em textos e imagens contundentes a decepção, o isolamento, a desesperança e a revolta dos concidadãos – palavras usadas pelos jornalistas – o reportariado de Brasília se limita a registrar o blablablá do embaixador Everton Vieira Vargas, que coordena, por assim dizer, o Grupo de Trabalho, por assim dizer, de apoio, por assim dizer, aos brasileiros que padecem da desventura de depender do pessoal das Relações Exteriores.


O embaixador – que, por sinal, é nada menos do que chefe de gabinete do segundo homem do Itamaraty, o polêmico secretário-geral Samuel Pinheiro Guimarães – diz, por exemplo, que o governo recebeu ofertas de empresas aéreas estrangeiras para ajudar a resgatar os brasileiros [pela Síria ou Turquia]. Pois bem. Aparentemente, ninguém lhe perguntou o que precisa acontecer para essa oferta ser aceita.


A pior das histórias é a do cancelamento à última hora do transporte de 800 brasileiros praticamente ilhados no vale do Bekaa, um dos principais alvos das bombas israelenses. Eles deveriam seguir para Damasco em 15 ônibus fretados pela embaixada do Brasil na capital síria.


Da Folha: ‘Preocupado com o custo de aluguel dos ônibus e com a hesitação dos motoristas sírios dos veículos em cruzar a fronteira com o Líbano, o conselheiro Felipe Goulart, da embaixada em Damasco, comunicou o cancelamento aos coordenadores do resgate a menos de 12 horas da partida. Em Brasília, no entanto, o Itamaraty deu outra explicação. Os motoristas contratados desistiram da tarefa devido à falta de segurança.’


Ou desistiram por que os diplomatas, ‘preocupados com o custo do aluguel dos ônibus’, acharam que o serviço ficaria caro demais para os cofres públicos da Pátria?


Do brasileiro Mohamad Abduni ao repórter Marcelo Ninio, da Folha: ‘Não estamos em férias. É uma situação de guerra, numa região de risco, mas parece que o governo não percebeu.’


Da brasileira Zahra Rada Naddi ao editor Eduardo Salgado, do Estadão: ‘Por que não nos tiram daqui, o que está faltando, explica para mim, me diz o que é preciso fazer?’


É o caso de perguntar também o que está faltando para a mídia cobrar serviço do serviço diplomático brasileiro cujo profissionalismo ela não se cansa de enaltecer.


P.S. Da série ‘Pegou na veia’


Pegou na veia da questão o comentário do colunista Jorge Bastos Moreno, no Globo de hoje:


‘Heloísa Helena contou à coluna que, menina, não podia ultrapassar a área de serviço das mansões onde sua mãe trabalhava. Esse fato torna ainda mais imperdoável a expressão ‘empregadinho’ usada por ela para desqualificar ministros de Lula. Uma pena.’


***


Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 19/10/2006 Nadwa Husseini

    So lembrando: Quem sao os brasileiros????? Sao pessoas de varias nacionalidades. Alemao, italiano, americano, portugues, espanhol, ÁRABES, etc. nao se esqueçam!!!

  2. Comentou em 16/10/2006 Nadwa N. Husseini Husseini

    Sou brasileira naturalizada libaneza e achei muito bom o comentário sobre o drama dos brasileiros no Líbano com relação ao governo brasileiro que pelo que parecia não estava nem aí para as pessoas que estavam na guerra no Líbano assim como eu.Pelo que soubemos,países como a França e os EUA falaram por telefone às pessoas que têem passaporte francês ou americano,por exemplo,para serem resgatadas de lá,pois cada embaixada,por exemplo,a do Brasil tem um cadastro(com todos os dados da pessoa) de brasileiros residentes no Líbano e nada foi feito.Mais o que eu queria realmente é que os jornalistas também procuracem saber como o Consulado-Geral do Brasil em Beirute trata os brasileiros que vão para lá e que inclusive emprega funcionários como:recepcionista e telefonista do Consulado não sabe falar a língua brasileira.Vê se pode, o que aconteceu comigo foi o seguinte:liguei para o consulado do Brasil no Líbano para esclarecer a situação da minha mãe(como poderia tirar um visto)e uma moça atendeu ao telefone.Comecei a fala com ela em português e em poucos segundos ele me diz em árabe para falar com ela na sua língua(árabe).Imagine o que eu iria fazer se não soubesse a lígua para falar com ela.O melhor de tudo é que 3 meses antes haviam selecionado 3 entre 22 candidatos,entre eles o de recepcionista.E eu tenho provas que entre os candidatos haviam pessoas com mais de 3 indiomas,ETC..

  3. Comentou em 25/07/2006 Euclides Rodrigues de Moraes

    Dona Marta,
    Nao me venha com esse discursinho bobo, que eu nao sou crianca, nem desinformado, como a senhora pensa, nos pagamos cerca de 34,5% de impostos ou seja trabalhamos cerca de, em numeros redondos, tres meses do ano para o Governo, municipal, estadual e federal.
    Quer a Senhora acredite, aceite ou nao, nos paises nordicos e assim mesmo. Agora se questionar o retorno desse imposto para a populacao, realmente ai o bicho pega, nao tem comparacao.
    Mas ate nessa questao, tudo e relativo, o tamanho dos impostos, sempre vai depender do tipo de sociedade que queremos, se for a de cada um por si que Deus e por todos, os impostos devem ser bem baixinhos, se for o contrario, se desejamos uma sociedade solidaria, entao, os impostos serao mais altos e nesse caso devemos cobrar, sempre e constantemente, nao a ‘reducao’ do tamanho das aliquotas, mas, a aplicacao adequada e correta dos recursos.
    E alem disso, chega de hipocrisia, quem verdadeiramente, ganha dinheiro neste nosso Pais, nao paga imposto, pois normalmente, nao sao pessoas fisicas, mas juridicas, so para citarum caso famoso o Boni da Globo o maior salario pago a uma pessoa fisica, no Brasil, recebia restituicao de IR, pois todo o seu rendimento pertencia a Boni PJ. Mas, sao esses o que mais reclaman.

  4. Comentou em 25/07/2006 Roger Freitas

    Que nacionalismo é esse? Por causa de dois soldados fazem carnificina. Creio que desse tipo de nacionalismo não precisamos. A questão dos dois soldados foi só uma desculpa para invadir o Líbano e aniquilar com o Hesbolah, nem que para isso milhares de civis tenham que ser massacrados.

  5. Comentou em 24/07/2006 marta tajra

    Sr. Euclides bancário e um pouco desinformado: pagamos sim senhor os impostos mais altos do mundo se compararmos o nível de vida da população brasileira com a desses países a que se referiu… mas o assunto aqui não é imposto sr. Euclides , mas repatriação. Lembre-se: Israel está destruindo o Líbano por causa de dois (apenas dois) soldados sequestrados. Se tivéssesmos o mínimo desses patriotismo judeu seríamos um povo imbatível, em todos os sentidos, inclusive nos impostos (que o sr. paga e parece não perceber).

  6. Comentou em 24/07/2006 rodrigo aguiar

    Detalhe: a comunidade libanesa calcula em 70 mil o número de brasileiros vivendo no Líbano. Nem isso o colunista checou. Poderia ter feito como eu, e colocado no google a exata expressão: ‘número de brasileiros no Líbano’. Mais de dez vezes mais do que a ´informaçao´ passada pelo colunista…
    ver link http://oglobo.globo.com/online/mundo/mat/2006/07/20/284934676.asp

  7. Comentou em 24/07/2006 rodrigo aguiar

    Nem acho o governo Lula bom, nem o colunista ruim. Acredito que ambos estão na média de seus pares – Luiz Weis um pouco acima dela. Apenas achei lamentável tirar conclusões tão duras sobre o serviço diplomático brasileiro a partir, apenas, da leitura de meia dúzia de jornais brasileiros. Não acho correto igualar o Itamaraty a este ou a outro governo federal. De um jornalista como Weiss, de quem já li tanta coisa boa, espero apenas mais pesquisa e tranquilidade.

  8. Comentou em 24/07/2006 Iolando Fagundes

    Concordo com o Euclides. Resgatar pessoas numa guerra não é passear em Shoping center e nem brincar em pleyground. Derrepente vai ver que estão querendo que o Lula mande o exécito invadir o Líbano para resgatar os brasileiros, como muita gente queria que ocorresse durante o episódio da nacionalização dos hidrocarburos na Bolívia. É hilário, se não fosse tão trágico.

  9. Comentou em 24/07/2006 João Csatlos

    Tem uns comentários totalmente sem sentido nenhum aqui. Gente fazendo comparação com governos anteriores, número de brasileiros repatriados, oras o governo brasileiro não está fazendo p. nenhuma para ajudar brasileiros que estão em situação complicadíssima no Líbano. Semana passada brasileiros ligavam para a embaixada de Beirute e uma mulher mandava retornarem na segunda porque era sábado e tava fechado!!!! Brasileiros pedindo ajuda na embaixada da Argentina e do Canadá!!! ENQUANTO OUTROS PAÍSES FAZEM DE TUDO PARA RESGATAR SEUS FILHOS, O BRASIL DEMORA DUAS SEMANAS PARA DAR UMA RESPOSTA, QUE ELES LÁ FICAM SABENDO APENAS PELA IMPRENSA BRASILEIRA COM INFORMAÇÕES PASSADAS POR PARENTES DAQUI, E FECHAM A MÃO PARA ALUGUEL DE ÔNIBUS E FAZEM CARA FEIA PARA O FRETE DE AVIÕES DE EMPRESAS PRIVADAS APENAS POR ORGULHO? E FICAM TIRANDO DE 50 EM 50 SENDO QUE EXISTEM MAIS DE 2000 BRASILEIROS PEDINDO AJUDA? CONTANDO APENAS BRASILEIROS, PORQUE A MAIORIA TEM FILHOS, MARIDOS, ESPOSAS, PAIS NASCIDOS LÁ QUE NÃO QUERENDO SE SEPARAR, PEDEM PARA VIR JUNTO!!! E O GOVERNO BRASILEIRO NÃO FAZ NADA!!!!!! QUANTOS BRASILEIROS MAIS VÃO TER QUE MORRER PRO LULA ACORDAR???VÃO POR A CULPA DISSO NO FHC TAMBÉM???ESQUEÇAM O FHC PELAMORDEDEUS TEM GENTE MORRENDO LÁ!!! CRIANÇA BRASILEIRA ILHADA E PASSANDO FOME PORQUE A COMIDA E A ÁGUA ACABARAM FAZ TEMPO, CIDADÃO BRASILEIROS SUPLICANDO AJUDA E GENTE PREOCUPADA COM O FHC!

  10. Comentou em 24/07/2006 Euclides Rodrigues de Moraes

    Hugo Hermida,
    Corroboro, total e integralmente com o seu pensamento, nunca houve, mas como o governo é do PT, se cobra o que nunca foi feito e que se faça rápido, como se efetuar o transporte de pessoas no meio de uma guerra fosse a maior moleza, é brincadeira!
    Quanto a questão de pagar os impostos mais altos do mundo, chega de acreditar nessa bobagem, batida e rebatida pela mídia, quer fazer um teste do que é imposto, vá morar nos países nórdicos (Noruega, Islândia, etc), para ver o que é imposto, em alguns deles beirando os 70%, então, por favor menos…menos.

  11. Comentou em 24/07/2006 Hevlyn Negrão

    Sabemos gloriar o futebol no exterior, agora em ajudar nossos irmãos, brasileiros, patriotas, e que de forma desesperada, pedem ajuda o governo fica parado. Já se passa uma semana e ainda há muitos brasileiros pedindo socorro… Sem saberem o que fazer. Pagamos os impostos mais alto do mundo… pra onde esse dinheiro esta indo? O que o exercito, fab e a marinha brasileira fazem com todos os exercicios… está na hora deles mostrarem que fazem valer o que pagamos e ajudarem os que estão lá no libano em meio a todo esse horror.

  12. Comentou em 24/07/2006 Paulo de Tarso Neves Junior

    Weis, independente do Itamaraty estar sendo eficente ou não (as coisas não são tão simples como parecem, Israel está destruindo tudo o que se movimenta no Líbano sem dó nem piedade), eu fico impressionado com alguns comentários que beiram o racismo e a xenofobia aqui. Parabéns para a nossa mídia; ela conseguiu espalhar o ódio e o preconceito contra os árabes com uma eficiência inquestionável. Até o islamismo se transformou em ‘religião de árabe’.

  13. Comentou em 24/07/2006 marta teresa tajra

    Sim, são brasileiros sim (mesmo com sobrenomes de ascendência árabe) são brasileiros do mesmo jeito que nordestinos (sempre discriminados em todos os sentido) e sulistas e com os mesmos direitos que os que aqui vivem (ou sobrevivem, melhor dizer). Quer dizer que só porque estão do outro lado do mundo não têm direito à repatriação? Quem pode julgar os motivos pelos quais eles estavam lá? Gostaria que os ‘críticos’ de plantão estivessem na pele de pessoas com parentes que estão passando pelo drama do Líbano, mas como pimenta nos olhos dos outros não arde, como diz o ditado popular, vamos ser do contra, porque ser do contra é tão cômodo, é tão reconfortante, dá até um certo ibope! Caros ‘bobões de plantão’: nós, brasileiros pagamos a gasolina dos sucatões da FAB (esses que estão resgatando os brasileiros no Líbano); nós brasileiros pagamos também o luxo e o conforto do avião presidencial ultimo modelo que leva o sr. Lula prá lá e prá cá; nós brasileiros pagamos os impostos mais altos do mundo; nós brasileiros pagamos pela incompetência de todas as ações de todos os governos (e não só do ultimo); portanto, parem de descriminar BRASILEIROS

  14. Comentou em 23/07/2006 Hugo Hermida Hermida

    Tenho 56 anos de vida e nunca ouví fafar de resgate de brasileiros em outros governos por quaisquer que fossem os motivos. Será que alguem pode me dizer se estou correto?

  15. Comentou em 23/07/2006 Nelson Nolasco dos Santos

    UM MOMENTO: o aeroporto de Beirute foi destruído e as pontes das rodovias foram bombardeadas. Nao deve ser tao fácil assim.
    Quem já comprou algo de negociantes árabes sabe que se voce nao pechinchar eles te estorquem logo, o governo deve pechinchar sim, pois deve haver motoristas cobrando muito mais caro do que seria um preço justo, principalmente porque a situação exige pressa. Acho que o Governo poderia pressionar as comunidades judaicas e a embaixada de Israel, pedindo que os que tem cidadania israelense se mostrassem a favor de uma saida pacifica, ou pelo menos que as ações do exército de Israel não bombardeassem áreas públicas como aeroportos estradas e bairros residenciais. Nao se trata de interferir nos negocios de outros países, mas se o Brasil pretende fazer parte do conselho de segurança da ONU, é interessante se apresentar como um povo pacificador. Nao acho que isso resolvesse, mas dizer que acha a guerra muito feia, nao contribui em nada.

  16. Comentou em 23/07/2006 Claudia Rodrigues

    Como está se tornando difícil prover informação neste país dominado pelo populismo! A população brasileira não quer se informar, quer apenas ler textos enaltecendo a figura mítica de Lula, independetemente das circunstância… E a imprensa, com isso, mergulha no atraso. Não pode cumprir o seu papel, devidamente.
    O Brasil enfrentar hoje o ‘dilema Tostines’. As pessoas não podem se informar, pq não querem conhecer a verdade dos fatos; e não podem conhecer a verdade dos fatos porque não querem se informar.

  17. Comentou em 23/07/2006 Katia Muniz

    Concordo com o ponto de vista apresentado. O jornalismo deveria cobrir um cenário mais amplo do que aquele apresentado até o momento.
    Por sinal, toda a cobertura jornalística brasileira sobre esse conflito (para alguns guerra) é fraca. Não apresentam os diferentes aspectos, oferecem pouco espaço para refletir sobre um tema com impacto em nossa vida cotidiana. Por exemplo, a pressão sob o aspecto econômico, o sectarismo religioso, as desigualdades.
    Concordo que não abordaram adequadamente o tema Itamaraty. Este nos últimos anos não vem executando plenamente seu papel: isso porque embaixadas e consulados em países europeus e nos EU consomem os maiores recursos com festas e eventos que trazem pouco retorno aos negócios brasileiros.
    Engana-se quem imagina que no Líbano (e em outros países)existem apenas brasileiros ‘classe média’. Muito são trabalhadores que foram atraídos pelos empregos de reconstrução do país nos últimos 10 anos e enviam anualmente importantes recursos ao Brasil, movimentando a economia de pequenas e médias cidades. Os turistas também são importantes para garantir reciprocidade.
    Pena que a imprensa brasileira ainda seja tão f raca e pobre em qualidade. Fico envergonhada quando vejo a BBC, CNN. Fox, NY Times, CNN+ e outras cadeias a cabo estrangeiras. Como somos pequenos em cobertura internacional. Esse isolamento não ajuda o Brasil a crescer.

  18. Comentou em 23/07/2006 Hélcio Lunes

    Inacreditáveis os comentarios anteriores, dizendo ser responsabilidade desses ‘brasileiros’ assim mesmo entre aspas, o retorno ao Brasil. Isto é o que faz o governismo empedernido e estúpido. Vale mais defender a incompetência e o descaso deste governo calhorda, do que um pouco de humanidade e solidariedade para com aqueles que aqui escolheram constituir suas famílias. Essa cegueira ideológica é a que impera em todas as manifestações Petistas agora sob orientação do chefe de soviet, o camarada Walter Pomar, que orienta a militância a abrir a cartilhinha de relações internacionais, para excretar o ódio marxista à liberdade de ir e vir. Não é de se estranhar vindo de admiradores do Ditador Cubano , amigo do PT, Fidel Castro. No Líbano certamente não existem cubanos pois o ‘Noço Líder’ deles não permite a saída do pais, a não ser em canoas, e fugido! Gente nogenta!

  19. Comentou em 23/07/2006 Wilson Oda

    Quer dizer que para ser brasileiro é preciso estar de tanga e com pandeiro na mão??? A diversidade etno-cultural é uma das maiores riquezas do Brasil e brasileiro nato mesmo só o índio. Quanto a ajuda do Itamarati, sr. Weis, me desculpe dizer que ajudar milhares de pessoas num pais estrangeiro em conflito não é uma mercadoria – paradiando o nosso competente Secretario Saulo Abreu – que se encontra na prateleira.

  20. Comentou em 23/07/2006 Maria do Carmo

    100 mil, 6mil… E alguém aí sabe quantos brasileiros foram repatriados dos países em querra durante os 8 anos de reinado do FHC? Nadica, necas de pitibiribas, Ah!!! desculpem, não é prá comparar!!!

  21. Comentou em 23/07/2006 Luciana Covolan

    Aquela sempre foi, e pelo que vemos sempre será uma região de conflito. Os brasileiros tem consciência disso e se preparam meses para fazer essa viagem. Ninguém pediu licença ou a opinião do governo antes de embarcar. Essas pessoas não são ignorantes ou mal informadas, são pessoas de classes mais altas, com poder aquisito, senão não teriam condições financeiras de viajar. Agora querem que o governo faça milagres, com o dinheiro do povo, pra trazer de volta pessoas que não se consideram brasileiras, a grande maioria se considera árabe, fala árabe, se veste como árabe, tem religião de árabe, só se casa com árabe, e assim que parar os bombardeios volta pra lá.
    O governo está fazendo o possível, e nem sei se isso é certo. Morreu uma brasileira na itália, se não me falha a memória, a família realmente não tinha condições, e o Itamaraty não ajudou no translado do corpo pois não tinha verba pra isso. Diante desse fato, o que está fazendo agora me parece o bastante.
    O Sr. já trabalhou na Veja, parece que está com saudades.

  22. Comentou em 23/07/2006 Pedro Tardelli

    Nós, que trabalhamos e sofremos em nosso país, perguntamos: quem são esses ‘brasileiros’? Resolvam os problemas deles por lá mesmo! Com todo respeito aos que sofrem com a guerra, mas está muito longe de nossa realidade (PCC, morros cariocas, pobreza). Mas que culpa temos desse embate ridículo? A PRIORIDADE DEVERIA SER SEMPRE O BRASIL E OS BRASILEIROS QUE ENFRENTAM A NOSSA DURA REALIDADE!

  23. Comentou em 23/07/2006 Celso Scodie

    Weis,
    Achei prolíficas as justificativas para essa sua gana tendenciosa de criticar um governo que não está conseguindo fazer milagres no resgate de milhares de brasileiros que se encontram sob covarde e injustificado bombardeio cerrado, em uma terra que dista uns 20 mil quilomêtros daqui.
    Por outro lado, repare bem – se o absurdo que vem ocorrendo aqui em São Paulo, desde Maio último (para não dizer desde 2001) fosse sob um governo estadual do mesmo partido do atual governo federal, você não acha que os jornalões e redes de TV estariam salientando exaustivamente que a culpa é da longa e atual gestão estadual de São Paulo?
    Dado o nível de seus artigos neste estimável blog, eu prezo que não estejas querendo competir com certos colunistas políticos da Veja.

  24. Comentou em 23/07/2006 Haroldo Mourão Cunha

    Caro Weis, você checou essas informações ou leu nos jornais? Mesmo que sejam 6 mil e não 100 como escreveu um leitor, retirar essas pessoas de dentro de conflito não pode ser fácil com estalar um dedo. E afinal, a grande maioria são de descendentes que trabalham lá, ou seja, foram para o território libanês ganhar dinheiro e fincar raízes, fizeram esta opção mesmo sabendo que o Libano é uma área fadada aos conflitos armados, é uma área de ninguém. Não estou dizendo com isso que devamos deixa-los ao Deus dará, não!
    Mas quem quer enfrentar os tiros de super tanques de guerras e mísseis americanos de peito aberto? Eu garanto que não! Isso parece ‘O resgate do soldado Ryan’ e sem as câmeras de hollywood.
    Talvez devessemos mandar os Rambos norte americanos.

  25. Comentou em 22/07/2006 Claudia Rodrigues

    É cada coisa que a gente lê às vz que não dá nem pra acreditar! O participante rodrigo Aguiar logo abaixo surrupia e desloca a crítica ao discurso paternalista e demagógico que é próprio do atual governo em determinadas questões, crítica esta, aliás, feita pela oposição, e se apropria indevidamente dessa crítica no contexto mais impróprio e absurdo possível. Enfim, “chose de loque”, ou melhor, de simpatizante do petê, muito provavelmente!

  26. Comentou em 22/07/2006 Dão Ferreira Ferreira

    Senhor Weis, entre o Itamarati, a Folha e os vossos comentários, fico com o primeiro.

  27. Comentou em 22/07/2006 Saul RAssy

    Estranho e inaceitavel se ter a varig com seus vôos parados (pelo menos até o dia 19)e dependermos de um sucatão para apanhar os brasileiros lá… um governo realmente interessado em resgatar vidas, teria no mínimo fretado alguns 747 e agilizado essa busca que a todos nós angustia

  28. Comentou em 22/07/2006 Carlos Cassaro

    Não quero polemizar sobre a obrigação do governo brasileiro ajudar seus cidadãos que estão no exterior,mas acho que ,em primeiro lugar,mandar familiares para países em risco de guerra é uma irresponsabilidade,e se tiveram dinheiro para ir,também devem ter para voltar.A utilização dos transportes para resgate é paga com dinheiro do povo brasileiro,99% desse povo nunca pode sair sequer de sua cidade por falta de condições financeiras.

  29. Comentou em 22/07/2006 Isabel Cristina Couri

    É uma vergonha ver o Itamaraty e seus burocratas demorando para resgatar os brasileiros no Líbano.É gurra não se pode esperar.
    Nessas horas devemos invejar a agilidade Americano que no mesmo instante mandou os Mariners resgatar os seus cidadãos.Não importa para Bush o preço ou como ele mandou e seus compatriotas foram resgatados e já estão em casa.Aqui fica esse jogo de empurra e nionguém resolve nada.Só Deus para proteger nossos irmãos brasileiros que lá estão.Se depender do Itamaraty e dos burocratas…
    Não importa o quanto gastem o que importa são as vidas que serão salvas. Gasta-se tanto com bobagens por que não para salvar vidas??

  30. Comentou em 22/07/2006 Paulo Lopes

    Meu Deus! Mais ação do governo é impossível? O governo Lula foi rápido demais!Se não fez mais foi porque não pode por questões de infra-estrutura no Líbano. Não existe colete salva-vidas para tiro de mísseis. Os resgates não podem ser feitos com varinhas de condão!

  31. Comentou em 22/07/2006 Rodolfo P. Alvares

    O governo Lula finge ser amigo dos árabes, libaneses e muçulmanos residentes no Brasil. Ele é bom amigo nas épocas de campanha eleitoral, sobretudo para arrecadar fundos financeiros para sua campanha. Mas que tipo de amizade é essa. Afinal, amigo mesmo é aquele que assim se mostra nos momentos difíceis, como este que vivem os cidadãos brasileiros de descendência libanesa. Mas cadê o governo Lula??

  32. Comentou em 22/07/2006 Roberto Freitas

    Parem de besteira, a mídia tá poupando Israel. Genocídio puro e malvado feito pelo o estado judeu. Matando crianças ,velhos e ninguém nada diz. INSENSATEZ! os povos do mundo não perdoarão essa covardia da mìdia diante do lobby judaico, e desse massacre contra um povo. Nem HITLER fez pior.

  33. Comentou em 22/07/2006 rodrigo aguiar

    ‘Por que não nos tiram daqui, o que está faltando, explica para mim, me diz o que é preciso fazer?’ – desculpem os que nao concordam, mas, mesmo em uma situaçao como essa, chorar assim eh simplesmente levar o coitadismo brasileiro para o outro lado do mundo. sempre outro que nos salve. no caso, a vitima de sempre: o serviço publico brasileiro. sera que todos os paises -mesmo os nem tao mais ricos que o brasil- retiraram seus cidadados com a presteza exigida pelo reporter. eu nao sei, creio que o colunista deve saber, mas nem imagino por onde ele começou a pesquisa. porque afirmar tal coisa sobre o servço diplomatico, creio eu, so depois de muita pesquisa. creio, aliãs, que apenas lendo 3 ou 4 jornais brasileiros -sempre criticados por este observatorio- nao eh possivel chegar a uma conclusao tao dura. obrigado pela atençao.

  34. Comentou em 22/07/2006 José Carlos dos Santos

    Caro Weis, só lhe pergunto o que você sugere para resgatar 100 mil brasileiros em solo Libanês, existe alguma logística de rápida execução para realizar tal tarefa, me parece que a questão é muito mais difícil de resolver do que supõe os analistas sempre prontos a criticar toda e qualquer ação deste governo.

  35. Comentou em 22/07/2006 Eduardo Guimarães

    Weis, prato cheio pra você na ISTOÉ! Título: ‘ISTOÉ! denuncia EJ – cadê o complô?’

  36. Comentou em 22/07/2006 Antonio Carlos da Silva

    Realmente o Itamaraty está irreconhecível, tanto na defesa dos interesses dos brasileiros, quanto na defesa do povo libanês. Comentei isso faz poucos minutos no meu blog (http://proftoni.zip.net), tenho a impressão que o pragmatismo comercial está guiando nossa diplomacia com exclusividade.

  37. Comentou em 22/07/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Mesmo sendo publicamente contrário ao plágio, ASSINO DIPLOMATICAMENTE seu texto como se fosse meu.

    O Itamaraty gasta horrores para manter embaixadas de eficiência duvidosa e servidores diplomáticos inéptos, muitos dos quais políticos que vão passar temporadas na Italia, na Alemanha ou em Portugal.

    Porque é que não pode gastar algum para salvar a vida de brasileiros? Porque tem medo de enfrentar a acusação feita pelos americanos de que o terrorismo árabre graça na Triplice Fronteira?

    Tinha algum respeito pelo Ministro das Relações Exteriores, mas depois da atitude mesquinha do Itamaraty em relação às vidas dos brasileiros menos iguais (para usar uma expressão também sua) gostaria de poder chutar o traseiro dele (diplomaticamente, é claro).

  38. Comentou em 22/07/2006 Hélcio Lunes

    O Itamaraty na gestão Samuel Pinheiro Guimarães, e Marco Aurélio Garcia é uma vergonha! O chanceler não manda nada, e os dois bolivarianos xenófobos tocam o dia a dia com uma visão unicamente ideológica, terceiro mundista, atrazada e incompetente! O Itamaraty que sempre foi uma ilha de competencia nos governos incompetentes do Brasil, na versão Lula não passa de um orgão de repercução das ideias excretadas pelo foro de São Paulo, dando as costas ao mundo civilizado para se aliar ao leão de chácara de sauna gay Hugo Chavez, ou ao índio colalero expropriador da Petrobras, Evo Morales, seguindo todos a linha paranoico/anti americanista, outrora liderada pelo eterno Ditador Cubano Fidel Castro. Com essa tropa Brancaleone no comando, o Itamaraty fez fiasco na OMC, no BID, e no Conselho de Segurança da ONU, entidades onde pleiteou cargos e não teve apoio nem dos ‘colegas’ do Mercosul. Isto sem falar na vergonha que estamos passando com as tropas no Haiti! Essa gente vai conseguir resgataralguém de algum lugar? Duvideodó!

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem