Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Ministra quer dialogar com fábricas de cerveja para mudar publicidade

Por Mauro Malin em 04/01/2007 | comentários

A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, aplaude o artigo publicado ontem na Folha de S. Paulo pela socióloga da Universidade de Brasília Berenice Bento, com críticas certeiras contra a exploração da figura feminina em propagandas de cervejas. O artigo se chama “A cerveja e o assassinato do feminino”.


 


            Nilcéia Freire – Quando nós discutimos a violência, nós não nos preocupamos em olhar as matrizes que formam a violência. Essa questão das campanhas das cervejarias tem sido reiteradamente criticada pelas mulheres. Nós já entramos, com relação a outras propagandas, com representações no Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária), mas é preciso que a sociedade se manifeste, como está se manifestado a Berenice, e nós só temos a aplaudir.


 


            A senhora disse que ainda não tem contato com as agências de publicidade que fazem esses anúncios e com empresas fabricantes de cerveja, mas sim com emissoras de televisão.


 


            N.F. – Com a Globo, por exemplo, nós temos dialogado, mas muito mais com relação à própria programação. Isso tem sido interessante, surte efeito, nós fazemos uma parceria, por exemplo, com relação aos temas das novelas, a gente discute com eles quando erram um pouco na mão. Tanto é que alguns temas têm sido tratados de maneira delicada e de maneira correta na dramaturgia na televisão. Mas com relação à propaganda, não. A gente acaba tendo muito mais uma atitude de fazer a queixa, fazer a solicitação de retirada da propaganda do ar. Isso às vezes dá certo, às vezes, não. Quando é muito pesado, a gente acaba conseguindo.


 


            A senhora pode dar um exemplo?


           


            N.F. – Houve uma propaganda de um utilitário, desses poderosos, que dizia: “A gente só não diz que é bonito porque isso é coisa de mulherzinha”. Essa, por exemplo, conseguimos, fizemos queixa, tiramos do ar. Uma outra era de uma concessionária de veículos, que também fazia consertos. Era uma propaganda num jornal. Aparecia o rosto de uma mulher todo golpeado, cheio de hematomas, e a chamada era a seguinte: “Lanternagem, está na cara que precisa”. Uma coisa de um mau gosto, de uma agressividade… E obviamente a mulher tinha sofrido violência. Em relação a essa, por exemplo, nós fizemos uma ação, o Conar mandou retirar e a empresa foi multada, e teve que pagar um seminário sobre violência contra a mulher.


            Começamos a trabalhar numa linha, espero que nos próximos anos consigamos, que é fazer um trabalho formal, mesmo, de observatório, para onde as pessoas possam se dirigir e que vá além da retirada do ar, promova um trabalho de discussão com as empresas. Das cervejarias nós nunca nos aproximamos. Acho que é preciso fazer isso.


 


            Há anos, no Carnaval, a Rede Globo ilustra sambas-enredo com as famosas figuras das mulatas. Não são os mesmos ângulos das propagandas de cerveja, mas é algo que está dentro do mesmo universo cultural.


 


            N.F. – No final de 2005, Rita Lee fez um artigo que circulou na internet e tem um trecho muito bonito que tem muito a ver com esse tema: “Para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d´água e trouxas de roupa, respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos, respeito ao seu dorso que engrossou porque elas carregam o país nas costas”. E terminava com dois trechinhos de uma música: “Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é só bunda”.


 


            A mídia muitas vezes se esconde atrás da defesa da liberdade de expressão para coisas que não têm a ver com isso. Não existe liberdade irrestrita de expressão. Isso não está na Constituição. Se um anunciante chegar com um anúncio em que apareça uma pessoa negra agachada e um branco lhe dizendo “Esfrega direito isso aí”, não vai sair. Não sai em veículo nenhum. Pode pagar quanto quiser. É racismo, ninguém aceita.


 


            N.F. – É claro. A sociedade tem que ter o direito de regular algumas coisas.


 


            Por certo que tem, e o faz, em tantas coisas. Mas também o indivíduo não pode ser agredido. Por exemplo, um anúncio de motel sugerindo prostituição, feito para atrair mecânicos de Fórmula I, como aconteceu no ano passado. Uma senhora, digamos, tem o direito de não querer ver isso na rua, que é pública, é de todos. E as agências de publicidade são muito arrogantes.


 


            N.F. – Anualmente fazemos um seminário sobre Mulher e Mídia. Um deles foi em grande parte dedicado à propaganda. Trouxemos pessoas de agências, mulheres das agências, e foi uma discussão riquíssima. Agora, as agências são dificílimas. Mesmo as que fazem nossas campanhas. A coisa é tão impregnada, tão difícil, que muitas vezes, quando precisamos fazer um cartaz, um filmete para televisão, eu me aborreço, porque é comum as agências não conseguirem entender o que nós falamos, e não conseguirem traduzir.

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/02/2007 Marco Aurélio Cunha

    Nos termos do Código de Defesa do Consumidor, este tipo de publicidade é abusiva, ou seja, é proibida.

    O Ministério Público ou os órgãos administrativos de defesa do consumidor podem propor ações judiciais para retirar esse tipo de anúncio do ar.

    Ainda não conheço as decisões do Conar, mas se chegamos até esse ponto, é pq o Conar tem sido condescendente, ou não?

  2. Comentou em 28/01/2007 DARCLEI SANTOS

    ACHEI EXCELÊNTE A INICIATIVA DA MINISTRA.
    EU ESTOU NO PENÚLTIMO SEMESTRE DO CURSO DE COMUNICAÇÃO- P. E PROPAGANDA. E FICO DECEPCIONADA
    QDO VEJO A EXPLORAÇÃO DO CORPO FEMININO-(CERVEJA).
    CHEGOU A HORA DE MOSTRAR QUE A MULHER É UM SER ESPECIAL, PENSANTE, E QUE TEM OUTROS ATRIBUTOS P/MOSTRAR.

  3. Comentou em 09/01/2007 Sérgio Henrique Cunha Zica

    É sumamente engraçado e patético ler certos comentários sobre tal assunto… Acho que, como sempre, estamos mexendo num vespeiro! Antes de mais nada, percebo e sou contra a maneria como a mulher é vista pela sociedade, de maneira barata e vilipendiada, mas não posso deixar de notar que esta mesma mulher também é parte desta sociedade, e infelizmente em muitos casos reproduzem os mesmos preconceitos aos quais são submetidas. Minha avó nunca me mandou lavar um prato, nem ao meu tio, mas quando minhas primas me visitam, com minha tia, sempre sobram comentários de como ‘elas não ajudam em nada’. Este é um pequeno exemplo da mentalidade vigente. Essa mentalidade é tão enraizada que até mesmo aqui, neste Observatório, em comentários às pertinentes e sóbrias colocações da ministra e do entrevistador, surgem estapafúrdios e grosserias banais. Nada mais óbvio: o comportamento em relação à mulher, e delas próprias, é parte da base fundamental do comportamento humano, em particular do brasileiro. Suscita discussões sérias, ainda que mescladas de comentários que seriam absurdos, se não fossem esperados. Natureza humana. O homem, ou melhor, o ser humano não nasceu ser livre, nasceu para se libertar. Não se espera que esta liberdadde seja tida como garantida, ela é conquistada a duras penas. Certamente, as mulheres que tanto sofrem em nossa (e outras) sociedades estão à altura do desafio.

  4. Comentou em 07/01/2007 Sônia Gutierrez Gutierrez

    Acredito no trabalho desse Ministério [Secretaria] e penso que uma idéia boa, seria produzir anúncios institucionais convidando as próprias agências para produzi-las. Pagando, creio que eles entenderiam perfeitamente os conceitos do cliente/ministra, e usariam sua criativadade de forma mais elegante, cidadã e enquanto procuram as ‘soluções/propostas’ teriam oportunidade de pensar com mais qualidade no tema, já que todos, sem excessão são filhos das mães, pais e irmãos de mulheres. Outra possibilidade seria incentivar a moçada, através de concurso/convite, etc., a produzirem material audiovisual – documentários ou ficção – para divulgação em rede nacional sobre a condição da mulher na sociedade brasileira, a exploração sexual infantil – turismo/hotéis/miséria humana que as explora. Quem sabe a UNE, que recebe verbas públicas, tão sumida do território da cultura e comunicação/discussões importantes, não organiza o debate e divulgação desses temas nas Universidades brasileiras? Parabéns à ministra e ao jornalista entrevistador.

  5. Comentou em 07/01/2007 Hemerson Baptista da Silva

    Gostei da entrevista da ministra e das colocações do Mauro. Me atrevo apenas a ressalvar o seguinte: ‘A sociedade tem que ter o direito de regular algumas coisas.’ No meu ponto de vista, é o Poder Público que precisa ter o direito, ou melhor, o dever de regular essas coisas sem ser questionado ou taxado como contrário à liberdade de expressão. E a sociedade somente se tornará apta a regular essas coisas a partir de uma educação efetiva e de uma cultura de respeito à dignidade humana. Por enquanto, nossa sociedade só faz incentivar a veiculação desse tipo de propaganda (achamos engraçadas e compramos cada vez mais seus produtos). Portanto, o Poder Público precisa ter pulso firme para barrar esses absurdos, ao mesmo tempo em que se reforça nossa educação.

  6. Comentou em 06/01/2007 David Rodrigues

    Podem vetar anúncios com mulheres espancadas à vontade, mas se continuarem anunciando cerveja às 10:00 da manhã, associando-a sempre à alegria, juventude e sugerindo que quem não consome cerveja está fora do mundo, não vai adiantar muito. Mulheres continuarão a ser espancadas, os acidentes de trânsito matarão cada vez mais, assim como os assassinatos por motivos torpes. Será que o que o Estado arrecada de impostos paga a conta do hospital? Bem, talvez tenha mais gente arrecadando no Congressso para barrar leis que limitem ao máximo a propaganda de cerveja, como foi feito com o cigarro, com ótimos resultados. Fumar, hoje, não é mais coisa de machão ou de gente refinada. A imagem popular do fumante já é a de um fedido que apodrece voluntariamente seu corpo.

  7. Comentou em 06/01/2007 Edison Rabello

    Esqueceram de incluir nesse feminismo barato o livre-arbítrio de quem quer colocar a bunda de fora num comercial de cerveja pra ficar famosa. Acho que tem exploração, sim, mas a criatividade das agências também é baseada na possibilidade real de encontrar quem se sujeite a ser explorado dessa forma. E quando aparece um cara com o corpo ‘sarado’ fazendo o papel de ‘personal trainer objeto’ num comercial da Brastemp(se não me engano), as mulheres não reclamam de exploração de imagem ?

  8. Comentou em 05/01/2007 Patrícia Valiño

    Ao Sr. JOSE EDSON MENDES FREITAS, abaixo:
    O que o Sr. quer dizer? Que no Brasil ainda temos problemas demais, e por isso somos muito incivilizados para lidar com o problema do desrespeito ao feminino? Que precisaríamos ser primeiro mundo pra combater esse problema? Que o anúncio que a ministra citou, com o rosto de uma mulher surrada e uma piadinha de mau-gosto sobre lanternagem deveria ser deixado de lado, para que pudéssemos tratar de outros problemas?
    Deixe-me informá-lo de que um Brasil melhor passa necessariamente por uma sociedade bem educada e igualitária, que sabe respeitar todas as diferenças.
    A seguir o seu argumento, também poderíamos deixar de lado a ação afirmativa, pois há assuntos mais importantes do que o racismo a serem resolvidos, não é mesmo? Os negros e as mulheres (e principalmente as mulheres negras) que esperem.
    Raciocine, meu senhor: o trabalho para a solução de um problema não exclui o trabalho para a solução de outro.

  9. Comentou em 05/01/2007 Cláudio Henrique

    Há muito tempo, sérios pesquisadores vêm denunciando todo o processo de prestidigitação a que são submetido os citadinos urbanóides, principalmente. Descobriu-se que a pulsão sexual é um aditivo mais que considerável para acoplar desejos latentes em comodata com as aspirações propostas pelos anunciantes. O gargalo das garrafas de cervejas, estratégicamente na posição horizontal , ‘ejaculando’ a seiva espumante, remete ao subconsciente o êxtase de um coito, incitando nos incautos consumidores do elixir diurético a sensação de gozos adicionais àqueles propostos a priori. Essa é só uma das diversas artimanhas dos ilusionistas das comunicações. Há muitas outras, partilhadas apenas pelos iniciados…

  10. Comentou em 05/01/2007 Guilherme Cardoso

    Acho correta a crítica sobre o uso da mulher para vender cerveja. Por que não se aproveita esse debate e tentem proibir também a propaganda de cerveja nos horários nobres da televisão? Do jeito que a propaganda tem sido feita, é o melhor veículo para estimular os jovens para o alcoolismo e depois, para as drogas.

  11. Comentou em 05/01/2007 Lica Cintra

    Muito boa a entrevista. O setor publicitário atua com o olhar voltado apenas para a produtividade e o lucro fácil esquecendo-se de sua responsabilidade enquanto formador de cultura e opinião.

  12. Comentou em 05/01/2007 João Nilson Dias

    Após a entrevista da sra. Nilcéia Freire, passei a compreender perfeitamente a assertiva feita por alguém, segundo a qual ‘está cientificamente comprovado que a cerveja contém hormônios femininos, pois após algumas cervejas, todos os homens começam a dizer muita besteira, brigar por qualquer bobagem e a dirigir mal.’ Todavia, como tenho meus momentos de absoluta sobriedade, continuarei a sorver o precioso líquido, com ou sem mulher – se bem que foi uma delas que me levou a beber e eu … nem agradeci. E como eu nunca conheci alguém tomando leite, vou continuar com minha cervejinha. Parodiando Shakespeare, eu diria que ‘two beer or not two beer, that´s the question!’. Mas atenção, gente: abstinência alcoólica é uma boa. Desde que praticada com moderação, claro.

  13. Comentou em 05/01/2007 MªCatarina E.S.Lima

    na minha opinião ficar de dialogo com qq tv não adianta…eu acho certissimo o que a ministra quer fazer…mas do que adianta se as mulheres como as ditas modelos fazem tudo e qq tipo de comercial por dinheiro…a própria mulher não se respeita…como conversar com a globo se a globo no carnaval, em programas para jovens (o do Huck por exemplo) no Faustão dentre outros….as mulheres estão todas seminuas e o povo ta rindo as mulheres estão rindo as ciranças estão rindo…e não é só aglobo não. Me refiro a record com programas de namoro onde as mulheres se expoem ao rídiculo. E a MTV essa nem se comenta. Enfim é como a ministra disse é uma questão cultural…MAS ACHO TB QUE É UMA QUESTÃO DE DINHEIRO SERÁ QUE ESSAS ‘ATRIZES’ OU ‘MODELOS’ QUE REPRESENTAM A MULHER BRASILEIRA ESTÃO REALMENTE LIGANDO PARA ISSO?! ACHO QUE NÃO O QUE QUEREM MESMO É DINHERO!

    E DEPOIS FICAM OU FIQUEM AÍ RECLAMANDO DA PROSTITUIÇÃO INFANTIL A CULPA OU A RESPONSABILIDADE É DELAS E DA MÍDIA! CULPO-OS DISSO!

  14. Comentou em 05/01/2007 Marco Vicente Dotto Köhler

    Primeiramente, gostaria de manifestar meu apoio à iniciativa da ministra Nilcéia Ferreira.
    Creio que é importante inibir e desincentivar a propagação dessa cultura machista em que vivemos, na qual a mulher é vista, tida e exposta como um objeto, tendo o corpo cultuado, em detrimento de sua inteligência.
    Algumas propagandas enaltecem a mulher, mostrando-a não apenas como um objeto de prazer, como um ‘corpinho sarado’ e nada mais.
    Mas há muitas outras que continuam a mostrá-la apenas como corpo, sem inteligência, sem sentimentos, sem nada (além de seu corpo supervalorizado, é claro).
    Esse tipo de propaganda deve ser desincentivado até ser banido de nosso espaço publicitário, por ser desprezível do ponto de vista humano. (é valorizado apenas do ponto de vista machista e de mercado, o qual reflete e valoriza tal machismo impregnado em nossa cultura, que faz com que haja incentivo à continuidade de tais propagandas e tal cultura tristemente imbecil). Tem-se que frear esse ciclo.
    abraços.

  15. Comentou em 05/01/2007 RONALDO ALVES

    Tem que restringir o horario tambem, anuncios de cerveja são veiculados logo nas primeiras horas da manha para o publico infantil, e o que é pior todos anuncios veiculam que beber é uma coisa alegre de uma turma descolada, demorou para as autoridades abrirem os olhos para esse tipo de propaganda.

  16. Comentou em 05/01/2007 Guilherme Briaton

    Errado é generalizar o mundo da publicidade como arrogante e ‘burro’, resumidamente é isso q NF disse.

  17. Comentou em 05/01/2007 Marnei Fernando

    Acho que a discussão é chover no molhado… As mulheres sabem que estão sendo e gostam de ser usadas dessa forma na publicidade… Elas que incentivam essa competição da mais bela e mais gostosa… Elas que se arrumam e se emagrecem exageradamente para agradar umas às outras… Elas que criticam a mulher ‘feia’ que está com o cara rico… Quanto aos homens sobra na tv sempre o papel do estereótipo do Homer Simpsons… Isso sim é que deveria ser posto na pauta… Definitivamente não aceito o rótulo de retardado e atrapalhado que é casado com uma mulher inteligente…

  18. Comentou em 04/01/2007 José Vilson Santa Rosa

    Quero manifestar meu apoio à Ministra Nilcéia Freire sobre a falta de respeito para com as mulheres que as propagandas de cerveja disseminam na sociedade. a primeira impressão que se tem ao ver uma propaganda destas é que cerveja dá em seios…. Uma aberração cultural certamente.
    Mas, a raiz disso tudo é o desrespeito, a falta de ética e moral. Os meios de comunicação nunca vão mudar sozinhos, pois, vivem disso: Quanto mais violento, degradante, infeliz e negativo o assunto, mais chama a atenção. A luta é árdua.

  19. Comentou em 04/01/2007 Natália Dias

    É no mínimo interessante dialogar sobre a mulher e a situação em que a mídia a coloca. No entanto, é dificil achar uma solução em uma época de grande transição, que a própria mulher se sujeita a situações constrangedoras, como casar com um jogador de futebol por dinheiro – apesar de ter total liberdade de dizer não e lutar por si mesma. Portanto, mudar uma situação que para umas é crítica é extremamente complicado enquanto muitas preferem agir como antigamente ao se submeter a vontades e corneadas de homens prepotentes.
    Por isso, acredito que qualquer campanha do gênero deve focar em abrir a mente dessas mulheres que ainda não enxergaram, ou que têm preguiça de perceber, o grau de potencial que temos para agir com o cérebro e não com atributos físicos.

  20. Comentou em 04/01/2007 JOSE EDSON MENDES FREITAS

    Trata-se de mais forma de imatitismo [sic] da mulherada anglo-saxã, para não dizer discussão Bizantina, só espero um dia não ter chegar a ter receber uma mulher no escritório ter que manter a porta aberta, ou tentar evitar subir em elevadores quando estiver apenas uma mulher, como já está acontecendo nos EUA. Sinceramente esse papo de feminista em país pobre e cheio de problemas muitos mais sérios como a probreza e a fome, se preocupar com forma de propaganda, isso me parace mais coisa de moral puritana, falta literalmete do que fazer, ou de mostrar serviço a sociedade, VIVA A MULHER BRASILEIRA QUE AINDA NÃO SE TORNOU B… COMO A AMERICANA E A EUROPÉIA !!!!

  21. Comentou em 04/01/2007 Marco Costa Costa

    Não só das cervejas, também do carro, do sabonete, das empresas de saúde, entre outras que usam e abusam do corpo feminino. Seria interessante pôr neste pacote, as jovens que são usadas seminuas nos programas de auditórios. Esta situação deixa a mulher desvalorizada do ponto de vista ético e humano. O que ocorre de abuso com o corpo feminino exposto para milhões de pessoas, não é nenhum pouco honroso. Abaixo a prostituição visual patrocinada pelas empresas em geral.

  22. Comentou em 04/01/2007 Márcia Coelho

    Já estava mesmo na hora desses assuntos voltarem à discussão.

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