Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Muita gente já não lê jornal do mesmo jeito. Viva!

Por Mauro Malin em 10/11/2006 | comentários

Antes de mais nada, festeje-se este resultado auspicioso de muitos anos de lutas de tantas pessoas que se empenharam em abrir o caminho da crítica da mídia, porque o entenderam indispensável ao aprimoramento do próprio trabalho jornalístico: a maneira de ler jornal, de ouvir rádio, de ver televisão, de navegar na internet mudou. Para melhor.


Mas é preciso, em meio à discussão, fazer duas observações específicas.


Primeira, alguns corifeus do discurso sobre o ‘complô da mídia’ omitem sistematicamente, em suas análises, as malfeitorias do governo e do PT. Falam apenas das maléficas intenções das elites mancomunadas com a mídia, ou vice-versa.


Artigos inteiros, de consideráveis proporções (não se trata, portanto, de falta de espaço), simplesmente não mencionam ‘mensalão’, Marcos Valério, José Dirceu/Roberto Jefferson, Genoíno, Palocci/Ribeirão Preto X caseiro, Berzoini/Lacerda/Bargas/Lorenzetti, etc. Isso é que é imparcialidade. Isso é que é objetividade. Isso é que é defesa dos interesses do povo, defesa da democracia.


Algumas pessoas enchem a boca para falar de democracia, mas se esquecem de que a corrupção é antidemocrática. A menos que estejam falando de outra democracia, não a praticada no Brasil, que seria burguesa. Nesse caso, temos um paradoxo: foi dentro das regras dessa democracia (mais ou menos dentro das regras, digamos, mas ‘todo mundo faz’, sentenciou o presidente Lula) que o povo elegeu e reelegeu Lula.


Querem discutir erros e incompetência da mídia? Não falta material. Mas deve-se trabalhar com fatos e processos bem definidos, não com acusações genéricas. Perto das falhas da cobertura dos problemas sociais do Brasil, idiossincrasias de colunistas são simplesmente irrelevantes. As colunas, em muitos casos, ficam na espuma do processo social. Raramente mergulham mais fundo. Nem é sua finalidade.


Mas o noticiário, esse, sim, importante, não consegue dar uma visão da gravidade das questões, está sempre a reboque dos acontecimentos, embora tenha, em alguns momentos, o mérito de apontar novos e velhos problemas. Isso é relevante principalmente na televisão, e especificamente na TV Globo, que ainda é a mídia mais importante do país. Notar que a mídia não está sozinha no processo de conscientização dos indivíduos. A família e a escola fazem parte dessa articulação, sobretudo nas idades que precedem a criação dos hábitos de exposição aos meios de comunicação.


Querem discutir omissões, vieses, acusações farisaicas, calúnia, injúria, difamação, hipocrisia, conivência com fontes irresponsáveis ou inconfiáveis, ou suspeitas, ideologização, preconceito, preguiça, ignorância, capachismo diante de autoridades, empresários, chefes, patrões? Não falta material. Mas não escamoteiem fatos que maculam o sonho petista. Coragem.


Segunda questão: é lamentável que relativamente poucos jornalistas engajados em redações participem do Observatório. Isso é sintomático, e é mau sintoma. Sintoma de um acanhamento, de uma timidez, talvez de um receio infundado de parecerem “cúmplices” de algo que estaria antagonizando os veículos. Na verdade, o Observatório pode ser valorizado por dar uma contribuição, ainda que modesta, ao aprimoramento dos veículos. E alguns diretores de redação já explicaram que usam ponderações feitas no Observatório em sua batalha diária contra tentativas indevidas de interferência comercial e de outra natureza.


O Observatório da Imprensa fez dez anos de presença regular na internet em 5 de agosto (começou em abril de 1996, sem periodicidade). Foi quando se tornou quinzenal. Meses depois, em outubro de 1996, se não me falha a memória, ele foi hospedado num grande portal, o UOL, de onde migraria mais tarde para outro grande portal, o IG. Ganhou grande visibilidade semanal na televisão aberta (TV Educativa do Rio de Janeiro e Rede Nacional de TVs Públicas) desde maio de 1998. Tornou-se semanal na internet em 20 de janeiro de 2001 e, desde maio deste ano, mudou sua estrutura interna e seu design para promover atualizações diárias. Mas a contagem das edições semanais foi mantida.


Convido o leitor a gastar algum tempo percorrendo as capas, bastam as capas, de edições passadas. Estão na seção Edições anteriores. O tecido de que é feito o Observatório está coberto de críticas a todos os tipos possíveis e imagináveis de falhas da mídia. Dentro da capacidade física e mental dos colaboradores, é claro.


As 405 edições já publicadas formam como um gigantesco mapa das grandezas e misérias da mídia brasileira nesses anos, e também em anos mais recuados, porque há muitos textos de memória do jornalismo.


No momento existe uma pressão contra o Observatório. Ela é salutar. Embora desde o primeiro momento o Observatório tenha pedido e recebido a opinião, o comentários dos leitores, ativando a interação permitida pela internet, desde a criação dos blogs, em maio de 2005, a participação dos leitores se intensificou e se tornou mais contrastada, às vezes mais áspera. O desafio é lidar com essa crescente participação. Não bastaria permitir a publicação de comentários, sem qualquer filtro, como fizeram outros sites onde foram criados blogs. Era preciso ler cada um dos comentários. Em atenção ao leitor. Se possível, consertar-lhes o texto. Em atenção ao leitor. E, sempre, reagir quando o silêncio pudesse ser interpretado como concordância com uma manifestação inaceitável. Em atenção ao leitor. Haja braços!


Mas foi feito. Se a instância não tivesse importância, teria sido deixada de lado, esquecida. Ocorreu, porém, um aumento da atenção dada ao Observatório da Imprensa por diferentes mídias: jornais, revistas, rádio,  


Porque ele não se dobrou a preferências partidárias ou patoteiras, porque seus colaboradores dizem o que acham necessário dizer, em alguns casos uns em divergência com outros.


A pressão é salutar, mas não pode ser contaminada por algum desejo de ferir o Observatório, desqualificá-lo na tentativa de desviar-se de suas críticas. Infelizmente, isso também acontece. Mas não prevalecerá.


Não vai dito aqui que tudo que sai no Observatório é produto da melhor análise, é bom, é correto. Longe disso. Muita coisa provoca discussão e divergência, repita-se. Nem todos os textos têm a mesma qualidade, como em qualquer outra instância de criação intelectual. Mas este momento da trajetória do Observatório deve ser comemorado. É um feito. Não de alguns indivíduos, mas de um grande coletivo que se constituiu, no país inteiro e fora dele, ao longo de 125 meses.


[Ver também: ‘Por que a idéia do complô não funciona‘.]

Todos os comentários

  1. Comentou em 16/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    Agora sou obrigado a concordar com o Ivan, obrigado. Malin, se vc remotamente ouviu falar em Aristóteles, ele disse que ‘O homem é um animal político’, logo, tudo o que o homem faz em sociedade é política. Seu texto é político e não cabe a vc dizer o que pode ou não ser escrito nos espaços reservados a nós leitores, único por sinal, dentro das regras já expostas quanto aos termos e que vc insiste em invadir, mesmo tendo o espaço principal para agir. Não ia comentar a sua invasão, já anotada por um outro leitor, porque até o momento via uma interação que prezava pela atenção, respeitosa, às nossas OBSERVAÇÕES, afinal aqui é o OBSERVATÓRIO, não é?

  2. Comentou em 14/11/2006 Ivan Berger

    Exemplo típico da catequese lulista,as manifestações do Nelson Peres,embora apelativas,ou exatamente por isso,dispensam comentários.Já a sua advertência,Malin,de que o espaço não comporta discussões políticas,francamente,não entendi,já que,a menos que eu esteja,como se diz,viajando na maionese,é exatamente isso o que mais se faz aqui.Se você marcou ponto ao se dispor a participar dos debates,não deixa de ser um contrasenso impedir que eventualmente haja réplicas ou mesmo tréplicas, desde que respeitosas, a não ser, é claro, que você não abra mão de monopolizar o espaço.O que é justo, aliás. Não muito democrático, mas justo.

  3. Comentou em 14/11/2006 Clerton de Castro e Silva

    Um leitor disse que ainda bem que os 61% dos eleitores do Presidente Lula, não acreditaram no que a imprensa escreveu sobre o Presidente. Vou discordar, acredito que mais da metade desses eleitores, não tem acesso a jornais ou revistas. Vou aproveitar este espaço, para lembrar o editorial do Sr. Roberto Marinho, quando o Lula, naquela época, resolveu imitar o Leonel Brizola e falar mal da Globo. A influência da mídia, só é válida quando o influenciado sabe usar corretamente a adesão, como fez o Collor.

  4. Comentou em 14/11/2006 Marco Costa Costa

    Venho por meio deste espaço informar que o site ficou dois dias fora do AR. Qual foi o motivo? Senti muita falta, pois trata-se de um jornal de qualidade e de profissionais de primeira linha.

  5. Comentou em 14/11/2006 Marnei Fernando

    Caro Mauro… o fato de fazer quarenta anos que você tenha pisado numa redação pela primeira vez e ainda assim dizer que quem tem comportamento rigorosamente ético, etc., não sobrevive… já é suficiente para uma análise profunda do que é a imprensa no Brasil…

  6. Comentou em 14/11/2006 Conceição Oliveira

    Mauro então, por favor, vc poderia repetir a resposta a minha questão feita no último comentário (Conceição Oliveira, educadora (SP/SP)
    Enviado em 11/11/2006 às 10:55:01 AM para o seu artigo Por que a idéia do complô não funciona?) .
    Com vc, Castilho, Venício e outros venho tentando ampliar este debate, um pouco sem sucesso.
    Não precisa publicar este comentário meu, só queria saber a sua resposta, já que tenho sentido fora do Observatório um olhar mais cuidadoso para as críticas que venho formulando, Alceu Nader pontuou algumas das críticas no Contrapauta.
    Abraços

  7. Comentou em 14/11/2006 Marnei Fernando

    É evidente que a grande maioria do povo brasileiro não lê mais o jornal do mesmo jeito… pelo menos 61% de nós mostramos isto nas urnas… por que se dependesse de ler jornais como antigamente… o presidente Lula não apenas não seria reeleito, como estaria cassado e esquartejado neste momento… Vocês foram inconsequentes com o país, irresponsáveis com a verdade… Mentiram, caluniaram, escraxaram com tudo… e agora estão colhendo o que plantaram… o chamamento que o OI deveria fazer é para a auto análise, a reflexão… ao invés disso ficam se defendendo numa trincheira rasa… com seus capacetes de vidro… continuam afirmando a mentira até hoje e negando os fatos… um aviso foi dado nas urnas e continua a repercutir aqui neste espaço… QUEM NÃO TIVER COMPORTAMENTO ÉTICO E COMPROMETIDO COM A VERDADE E O PAÍS NÃO SOBREVIVERÁ NO JORNALISMO… É pedir muito?

  8. Comentou em 14/11/2006 Conceição Oliveira

    Seu comentário não é visivel em várias mensagens, tanto navegando pelo firefox como pelo explorer vejo apenas Comentários do autor em branco e em alguns casos aparece seu comentário com fundo azul. Há pelo menos dois artigos que me propus comentar estou aguardando respostas suas a questões que fiz.

  9. Comentou em 14/11/2006 Eduardo Guimarães

    Sr. Mauro, ao responder à minha apresentação de fatos que comprova que não é verdade que a mídia critica com tanta exclusividade o governo federal porque é o poder máximo do país, pois lembrei que o governo de Marta Suplicy e outros governos petistas de todo país foram tratados da mesma forma com que o governo Lula é tratado por essa mídia, o senhor tergiversa. Saca logo o discurso-padrão que apela para a ‘liberdade de imprensa’. O sr. diz o óbvio. A opinião é sua e não seria eu que o impediria de manifestá-la, mas permita-me o senhor discordar dela. E apresentar fatos que lhe comprovam a inadequação. O fato é que a mídia tomou partido na eleição presidencial deste ano e o sr. sabe disso tão bem quanto eu. A recusa da grande imprensa em aceitar esse questionamento irrita as pessoas. Se fosse uma impressão, uma subjetividade, vá -la. Mas negar aquilo de que há tantas provas e que é aceito inclusive por destacados jornalistas deste país constitui desrespeito às pessoas que não se espera de um Observatório da Imprensa. Acredto que para avançarmos seria interessante que o sr. e seus pares do OI refletissem sobre minhas palavras. Vamos tratar o assunto com seriedade e buscar pôr fim num procedimento da mídia que em nada contribui para o aperfeiçoamento da democracia, pois pretende tornar certos políticos imunes à fiscalização que essa mesma mídia tem, sim, obrigação de fazer.

  10. Comentou em 14/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    Ivan Berger, o terrível, é mais um destes iluminados que com sua bola de cristal vê PTISTA e LULISTA em todos os cantos, principalmente naqueles que não se seduzem com o canto de sereia da recente descoberta da ética pela mídia. Ética diga-se de passagem que a mídia sempre cobra dos outros, mas, não de si. Talvez por que a imprensa é livre, livre de prestar contas, livre para ferir a honra e atacar sem provas, livre para desautorizar quaiquer críticas de que seja alvo, livre para se associar a criminosos, réus confessos, malandros, delinquentes funcionais e outros tantos desnorteados de caráter que possam ser as ‘fontes’ para corroborar artigos e opiniões que esta mídia, déspota esclarecida, julgue e determine que seja a verdade que deva ser divulgada sob a capa negra da imparcialidade que esconde os interesses humanos sempre desejosos de interesses. Ivan, o terrível ao rotular as vozes discordantes de sua opinião real e imperativa, cola em seus ‘adversários’ os rótulos de sempre: PTISTAS/LULISTAS. Não tem coragem de declarar abertamente seu voto, mas, se trai, pretensamente, independente, porque ou esteve do lado que perdeu(QUE ÓDIO!!!) ou do lado que não sabe escolher e de dentro do armário róe nos dedos sua indecisão. É terrivel, mas, mesmo a democracia aceita Ivan. PS-Não o considero nem melhor nem pior que nossotros, só escolhe o indefensável para defender.

  11. Comentou em 13/11/2006 Maria do Carmo

    Os jornalistas e escritores, que não se venderam aos interesses do patronato da grande imprensa, deveriam escrever livros registrando a vergonhosa tentativa do golpe midiático de 2006, pois os paus mandados já foram destacados para deturpar mais uma vez a história do Brasil, tentando desmentir e ocultar a sujeira que fizeram a olhos vistos. O pior é que a campanha política contra o governo Lula persiste. Onde estão as fotos e notícias do Prêmio Estadista do Ano que Lula ganhou na ONU, a ponte sobre o rio Orinoco de R$ 1.000.000.000,00 que inaugurou hoje, as manchetes sobre a redução da pobreza, as boas notícias sobre a economia, a redução da desigualdade social. O ano de 2006 não poderá cair no esquecimento ou ser apagado da memória do país por esses […ofensa removida…]. Para o bem da democracia.

  12. Comentou em 13/11/2006 Ivan Berger

    Virou moda criticar a mídia.A maioria nem lê jornal,ou lê apenas superficialmente,e quando lê muitas vezes nem entende o que está escrito,como,aliás,é possível observar nas opiniões e críticas desconexas postadas aqui no OI.Mas a possibilidade de manifestação quase instântanea via intrnet motiva as pessoas a participar mesmo que só para repetir os desgastados slogans do partidarismo cego e irracional,o que não não teria problema não tivesse a coisa virado uma espécie de paranóia,com a imprensa colocada na linha de tiro por lulistas ressentidos pela suposta perseguição a seu candidato.Como já disse,em circunstâncias normais a vigilância sobre a imprensa é não só salutar como indispensável para o aperfeiçoamento da democracia,mas tão execrável como qualquer tentagtiva de manipulação por parte da mídia é a verdadeira campanha de retaliação generalizada de a mesma vem sendo alvo.De repente,ninguém mais presta,pelo menos,os que criticaram e apontaram os podres do governo Lula,e que vem a ser a maioria.E nem poderia ser diferente,pois vergonhoso seria se a grande imprensa compactuasse com tantas mazelas.Bem que os petistas gostariam,mas,ao contrário disso,as deserções nos meios jornalístico,artístico e intelectual de não deixam de ser sintomáticas.Volto a dizer : um novo voto de confiança em Lula é até compreensível,mas não venham com discursos éticos e moralista que não dá pé.

  13. Comentou em 13/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    Gostaria de saber quem deu à imprensa o emprego, a missão oua tarefa de ‘VIGIA’, ‘FISCAL’ dos governos ou de qualquer coisa. A Mídia já tem trabalho demais com a profusão de PAPARAZZI POLÍTICOS e sendo JUÍZES, JURI E POLÍCIA DA SOCIEDADE. Agora Fiscal? Vigia? Qual a avaliação dos vigias que receptam CD`s FURTADOS PELO ED BRUNO e NÃO DIVULGAM ISSO? Estes vigias não vigiam minha casa e não têm minha confiança. Sr. Mauro, o senhor e os outros empregados da mídia não são vigias nem fiscais de nada. Não fiscalizam nem a ‘informação’ que passam adiante!

  14. Comentou em 13/11/2006 Eduardo Guimarães

    Sr. Mauro Malin, quando eu, em comentário anterior, tentando explicar a queixa central dos críticos da mídia de que esta não critica governos que não sejam petistas, o sr. me responde que ‘A mídia vigia de perto o poder maior, federal. Assim como dá a ele a maior cobertura, sem comparação com qualquer outra agência geradora de notícias. Isso é o que está por trás da ´preferência´.’ Sua resposta não me convenceu, sr. Mauro. O próprio ombudsman da Folha de São Paulo tem publicado em suas colunas dominicais que a mídia não cobre governos estaduais e municipais como cobre o governo federal, mas cita casos como o da ex-prefeita Marta Suplicy que estava na mídia todo o tempo sendo acusada, enquanto que Alckmin, por exemplo, passou praticamente seu governo inteiro sem críticas. Pelo que me consta, se eu tivesse que esperar maior compreensão com a mídia seria de um empregado de um veículo que a integra, como é o caso do ombudsman Marcelo Beraba. De um observador – e esta é a crítica que se faz ao OI -, fica estranho que seja mais realista do que o rei, ou seja, que exija tão menos equilíbrio da mídia do que exige um ombudsman que é empregado de um veículo dessa mídia.

  15. Comentou em 13/11/2006 Nilton Bergamini

    Sr. Malin, boa tarde. Concordo em dizer que há muitos que não veêm o próprio umbigo e que acabam só apontando o defeito dos outros, no caso da mídia. Pois bem. Não vou me fazer de rogado. O PT cometeu alguns erros no governo, muitos políticos, não só do PT mas da maioria dos partidos, foram acusados de corrupção. Estão sendo investigados. A mídia acompanhou tudo isso. Denunciou e apurou muitos casos. A questão é: O governo tendo errado e sendo corrupto, está sendo investigado e espero que punido. Mas a mídia, como todos sabem, não é um exemplo de idoneidade. Portanto se o governo e os políticos estão sendo investigados e julgados, por que a mídia e os veículos de comunicação também não podem ser? E mais: por que a opinião da maioria dos leitores aqui está errada? É um absurdo dizer que somos todos petistas e que não vemos o nosso próprio rabo (com o perdão da palavra). Digo mais… Quando as concessões públicas estiverem fora do alcance dos políticos aí eu posso concordar em ver a mídia com olhos menos ‘truculentos’. Porque é engraçado insinuar que os políticos tem que ser vistos com olhos atentos e a mídia (comandada também por políticos) tem que ter olhos atenuados. Gosto muito do OI, acho que vocês são profissionais muito competentes e ótimos formadores de opinião. Entretanto nesse tema divergimos muito. Abraços!!!

  16. Comentou em 13/11/2006 Jandir Benetti

    Caro Mauro, repare que no seu texto, em especial o quarto parágrafo, você não faz nenhuma citação também do pai do ‘mensalão’ (inventado pelo sr. Jefferson e jornalistas), o Sr. Eduardo Azeredo, o Sr. Serra, o Sr. Barjas Negri… é por essas e outras que a grita é geral e irrestrita, meu caro amigo.

  17. Comentou em 13/11/2006 Ricardo Oliveira

    Realmente está algo fora de série ler os Comentários do Autor ao Comentário ao Texto gerando ´comentário aos comentários do autor´. Pelo que parece está impossível reconhecer o ´erro originário´ que foi o tratamento ´impróprio´ dado aos leitores do O.I. por conta das observações de Alerto Dines num determinado momento. Daí para frente parece que ´impropriamente sentindo-se atacado´, tanto o Observatório da Imprensa como instituição e não deveria reagir como ´sujeito´ e Alberto Dines, Demétrio Magnoli e agora Mauro Malin reavivam as questões. Caro Mauro Malin… Perceba que simplesmente os leitores, ao menos eu, com certeza, estou interessado é que parem de me ofender. Ninguém aqui está tentando desmoralizar o OI, ou o Alberto Dines, ou o Demétrio Magnoli ou você. Difícil está vermos a insistência em tomarem para si dores que não lhes são infligidas. A crítica é saudável desde que não estejam agora somente em busca da polêmica para pontuar a interatividade benéfica que o OI proporcionou a todos os seus leitores podendo comentar. Atente para o fato de que, seus comentários a comentários, como já foram observados aqui são apenas mais um ´desrespeito´ aos leitores e aos comentaristas, pois sempre trazem algo novo que ao invés de justificar ou esclarecer, piora. Sugiro que passem recibo dos e-mails que recebem, pois está ficando estranho a dependência de ser publicado ou não.

  18. Comentou em 12/11/2006 Assis Bezerra

    A desfaçatez com que a mídia tenta negar, a conduta mesquinha de criminalizar o governo Lula e silenciar aos descalabros dos governos tucanos de Alckmin e FHC, é ridícula. Sr Mauro Malin, a cega defesa dos seus interesses não o faz enxergar a capacidade de julgamento que possui a sociedade. Chega de hipocrisia, a democracia exige um código de conduta e ética para o jornalismo que proteja o cidadão e as instituições contra os mesquinhos interesses dos barões da imprensa.

  19. Comentou em 12/11/2006 Clerton de Castro e Silva

    Se o Lula e o Serra fundarem um novo partido político, como andaram dizendo, para que lado irá esta turma que defende e tentar blindar o Presidente Lula? Como serão os comentários aqui no OI? Será que a mão esquerda vai querer bater na mão direita?

  20. Comentou em 12/11/2006 Célio Mendes

    Não gosto de entrar em polêmicas da seção de comentários, mas gostaria de fazer uma observação que acho pertinente, no tempo de FHC quando alguma autoridade era envolvida em um escândalo midiatico o procedimento padrão era afastar o sujeito rapidamente, que eu me lembre de cabeça foi o que aconteceu com o Mendonça de Barros, com o Lopes que substitui o Franco no BC e outros que me falham a memória, e nem por isso li na imprensa ilações de que FHC os estava pré julgando, inclusive ele também elogiava muito mas demitia sem dó, inclusive este tipo de procedimento era muito elogiado por alguns jornalistas e fazia parte do fenômeno que eles mesmos cunharam como ‘efeito teflon’.

  21. Comentou em 12/11/2006 Mauricio Azevedo Sá

    A tentativa de desqualificar o Observatório não prevalecerá! Pois tal tentativa chega a ser um absurdo ante tão ilustre e digno trabalho.
    Parabéns a todos que ajudam na manutenção da decência do Observatório!

  22. Comentou em 12/11/2006 Carlos Américo Chaves Nogueira

    Vejam mais essa de nossa mídia imparcial.

    Que relação há entre um assunto e outro??

    E vejam como a linguagem é utulizada.

    Está no site da Folha de hoje (12/11/2006).

    Antecipação de 13º custa mais que Aerolula

    LEANDRA PERES
    da Folha de S.Paulo, em Brasília

  23. Comentou em 12/11/2006 Carlos Américo Chaves Nogueira

    O Mauro no intuito de justificar o posicionamento parcial da mídia cita o fato de nós, ‘linchadores’, omitirmos as ‘malfeitorias do PT’. Mas ele peca por ser mais uma vez parcial e ignorar todos os que escreveram analisando o complô arquitetado pela mídia para levar o Alkmin ao segundo turno e posteriormente eliminar do mapa político ‘essa raça vermelha’ sem entretanto negar o que aconteceu nos primeiros escalões do poder. Se vocês em vários artigos não requentaram assuntos antigos não foi por imparcialidade e sim por que o objetivo a ser atingido necessitava de carne fresca para saciar os chacais. E não se trata de discutir a imcompetência da mídia, muito pelo contrário a trama é complexa e envolve todos os poderes com engajamento de delegados e juízes. Com relação as capas dedicadas a críticas ao comportamento da mídia vejo simplesmente que esse não é o foco do problema. A questão é o contraditório.Não podemos discordar dos deuses da caneta. Somos acusados de linchadores e anti-democráticos. Democracia para vocês é simplesmente falar o que quiserem e ouvir o que convém. Concordo que vocês devem dizer o que acham necessário, mas será que podem me dar o direito de discordar? Será que posso ser petista? Ou em vossa democracia não há lugar para petistas? Foi muito bom esse segundo turno, evidenciou a diferença entre os candidatos e desnudou a mídia e seus reais objetivos.

  24. Comentou em 12/11/2006 Fábio Morato

    O apoio que a grande mídia deu ao PSDB nessas eleições (inclusive distorcendo fatos) e os erros graves do PT são coisas separadas. Uma não justifica, não anula e não atenua a outra. Às vezes acho que o Senhor tenta justificar uma coisa com a outra. Aliás, como aqui é um observatório da imprensa, acho que os erros do PT deveriam ter espaço secundário. De qualquer forma, concordo com a análise feita sobre o Observatório da Imprensa. E escrevo mesmo é para parabenizar o OI pela importância que tem para o Brasil. Gostaria de registrar que o vestibular da PUC-MG, realizado neste final de semana, usou textos do OI em sua prova de português e o tema da redação era sobre a parcialidade ou imparcialidade que a mídia é capaz de ter.

  25. Comentou em 12/11/2006 ubirajara sousa

    Livre pensar é só pensar. É verdade, podemos pensar o que bem quisermos, agora, expressar os nossos pensamentos, aí a história muda de curso. A meu ver, isso deveria ser um dogma da imprensa. Talvez, de uma forma exacerbada, tenha sido essa a mecânica utilizada pelo bispo Crivela para elaborar o seu projeto destinado a um melhor controle dos ‘impulsos da imprensa’ (essa expressão é minha, por favor, não estou dizendo que o bispo falou isso). O projeto já foi retirado de pauta, mas acho que merece uma discussão, à luz da premissa de que ‘livre pensar é só pensar’. O que teria impulsionado o senador Crivela a elaborar o seu projeto? Teria sido o fato de que ele concorda que, se ele pensa assim pode executar o seu pensamento, ou teria sido o contrário, ele pensa que isso não é correto, pois é preciso maior responsabilidade na hora de expressar os nossos pensamentos? Pelo conteúdo do texto do projeto, ao que parece, seria a segunda hipótese, mas só o senador para saber o que pensou.

  26. Comentou em 12/11/2006 Paulo Teixeira

    O que se discute é o comportamento da mídia, a sua atitude tendenciosa e porque não dizer ‘complô’!! Se alguns militantes do PT fizeram coisas erradas, todas devem ser apuradas e cobertas pela mídia…, não há porque não falar a ‘verdade’, isto vale para qualquer partido… Todos responsáveis devem ser punidos se comprovarem suas culpas… As suas palavras, às vezes soam, como nós leitores queremos a leniência para o PT… que queremos que tudo seja empurrado embaixo do tapete. É óbvio que sabemos que existem petistas envolvidos em escândalos, assim como não somos ingênuos de acreditar que também não ocorrem em outros partidos…, mas isto não quer dizer que temos que aceitar esta cultura conformista. O que está em discussão é manipulação da mídia, a lavagem cerebral, mesmo que seja de alguns péssimos profissionais, estes têm o melhores meios de comunicação para espalhar suas idéias e contaminar a população, é o tal poder da mídia… O senhor vai dizer que isto não existe???? Podem falar mal do PT, PSDB, PFL, mas que falem a verdade e não omitam outras, ninguém pode ser privilegiado. Me responda o seguinte: ‘ A mídia não foi parcial??’, ‘O que dizer do comportamento de comentaristas como Lúcia Hippolito e Arnaldo Jabour (apesar que este não é um profissional)??’… Gente, houve excesso, sim.O Sr Alberto Dines, profissional que tanto admiro, teve uma miopia transitória.

  27. Comentou em 12/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    Poucos ‘jornalistas’, ou, poucos empregados da mídia podem citar Millor. Este grande artista e intelecto, ao que me consta sempre foi educado e respeitoso com as pessoas, suas críticas sempre foram pela delicadeza de um humor fino, altamente culto e com respeito às pessoas. Criticar presidente com as palavras bêbado, ladrão, nordestino, ignorante. Chamar leitores de nazistas, PTISTAS, fanáticos, desorientados mentais ou habitantes de realidades paralelas, nunca foram argumentos e usos de linguagem de Millor. Citações para roubar inteligência e autoridade alheia não são garantia de qualidade para nenhum empregado da mídia, que em sua maioria escrevem como se fala em botecos regados a coragem alcoólica e não perdem em nada para os palpiteiros de horóscopo, informação zero e muito chute e palpite e pitaco em tudo.

  28. Comentou em 12/11/2006 Pedro Lima

    Muita gente já não lê O OBSERVATORIO do mesmo jeito. Viva!
    Inclusive eu, pois os Observadores deste site são parte da Mídia, são parciais, fazem PARTE DO COMPLÔ que tentam negar existir.

  29. Comentou em 12/11/2006 Celso Scodie

    É uma excentricidade deprimente, a atual grande mídia brasileira, com toda a sua essência de conservadorismo jornalístico que o vínculo ao neo-coronelismo lhe confere, outorgar-se ao direito de colaborar para desestabilização e golpe de estado contra um governo legitimamente eleito pelo povo. Se essa grande mídia sacana não está a favor do povo, então essa grande mídia sacana não é a favor da democracia. E a liberdade de imprensa com a qual o jornalismo sacana se diz preocupado nada mais é que um sistema manipulatório de informações, direcionado ao favorecimento dos interesses de suas fontes de subsídios. Imprensa livre é sinônimo de dignidade jornalística – mas uma imprensa facciosa, caluniosa, golpista e anti-democrática é totalmente outra coisa. No meu entendimento, a grande imprensa brasileira que aí está, só será deveras livre quando desvincular o seu trabalho das influências nefastas do grande capital.

  30. Comentou em 12/11/2006 Danilo Jorge Barreiros

    Quanta peripécia pra defender a mídia senhor Malin!!Está parecendo militante PTista defendendo Delubio Soares. O senhor se esqueceu da historia recente do país? O FHC foi pego nos famosos( e esquecidos) grampos do BNDES reclamando, às gargalhadas, que a midia estava boazinha demais com o governo dele. Mauro Malim não me venha com esta de que a oposição sistematica da midia em relação ao PT e ao governo é por causa da corrupção, isto é álibi lacerdista. Aqui na Bahia, ACM já falou contente (como FHC), que a midia no Brasil é igual a pu….. Isto é assustador e muito triste. Mas tendo em vista que o velho acompanhou de perto todos os bastidores da devassidão brasileira…

  31. Comentou em 12/11/2006 Antônio Resende Nunes

    Percebe-se que o sr. Malin, embora tenha ótima atitude ao responder pessoalmente os comentários, tem uma leve queda pelo sofisma, ou mesmo pela não-resposta a algumas colocações, ou as duas coisas juntas. Mas não importa já que o essencial ninguém, nem mesmo o sr. Malin, pode esconder (sobretudo dele mesmo): a mídia amplia (e muito) fatos negativos sobre o PT e Lula e diminui, quando não elimina, os positivos. E esconde, pouco noticia ou mesmo elimina os fatos negativos sobre o PSDB/PFL e aumenta (e muito) os positivos. É um fato e não pode ser negado, sr. Malin. Tem de ser, aí sim, discutido e revisto, nem que seja através de uma nova mídia (alternativa ou o que quer que seja). Sobre os fatos negativos do PT, devem ser noticiados, sim. Como tb deveriam ter sido noticiados amplamente as falcatruas do governo FHC (nem convém enumerá-las), as do governo Alckmin (pouquíssimo divulgadas) e do governo Serra (escondidas, a ponto de se chamar de dossiegate o dossiê Serra). Tudo de forma transparente e sem interesses, para que, então, se tenha credibilidade. Caso contrário…

  32. Comentou em 12/11/2006 mauro bertin

    A mída que abriga a sete longos anos o Sr. Diogo como um dos seus escribas, na maior semanal em circulaçào, trabalha na maior rede de televisào do país, apoiado pelos maiores anunciantes do país, precisamos falar mais alguma coisa, este é o retrato nu e cru de nossa mídia corporativa.
    Talvez a frase ‘Este nào é um país sério’, nunca tenha sido pronunciada, se o não foi precisaria ser inventada.

  33. Comentou em 12/11/2006 Paulo Bandarra

    Absurdos de raciocínio. Quem traiu o presidente Lula que ele não contou até hoje? Lula só afastou as pessoas depois de não poder mais sustentar. Quem demitiu José Dirceu foi Roberto Jefferson na CPI. O presidente só fez obedecer ao que não dava mais para sustentar. Presidente não julga ninguém? Que absurdo!!! Pois é sua obrigação como o mais alto mandatário da nação julgar constantemente os seus indicados em tudo. Em desempenho, em honestidade, em saber o que fazem, em punir quando fazem coisas contra a sua orientação. Luis Nassif, no seu Blig, lembra um livro que escreveu em 1990 sobre a mídia. Está a mesma coisa do que aquela época. O que mudou não foi a mídia, foram os moradores do palácio que agora são proibidos de serem criticados ou investigados!

  34. Comentou em 12/11/2006 Eduardo Guimarães

    Mais uma vez, sr. Malin, quero tentar colocar o foco nas queixas que se faz contra a mídia. Não vamos ficar nos escondendo por trás de frases feitas. Todos sabem que petistas se envolveram no mínimo em caixa 2 e pode, apenas apode ser possível até um mensalão – por que não? Mas não há prova nenhuma disso. A queixa é a de que a imprensa trata desvios da cúpula petista como desvios do PT inteiro e não trata desvios do presidente do PSDB como desvios do partido inteiro. Lula afastou várias pessoas de seu governo, mas isso não quer dizer que o fez porque são culpadas. Adotou uma decisão séria de afastar os acusados para que possam ser processados livremente. Se não o fizesse, manteria no governo gente processada, o que geraria problemas gerenciais e de credibilidade para o governo. Por favor não tergiverse. As pessoas percebem isso e ficam zangadas. Reconheça os dois pesos e duas medidas com que a mídia enfocou o processo eleitoral e as denúncias de corrupção que atingiram tanto PT quanto PSDB_PFL. Vamos travar um debate sério, por favor.

  35. Comentou em 12/11/2006 Hemerson Baptista da Silva

    O comentário do autor Mauro Malin ao texto do Sr. Pedro Lima, aposentado (Rio de Janeiro/RJ) é de uma torpeza fenomenal. O autor do artigo quer estabeler paralelo entre a ação político-administrativa do Presidente Lula, que afastou os ministros acusados de cometerem ilícitos para facilitar o processo de investigação, e o pré-julgamento faccioso da grande mídia cuja cobertura das eleições demonstrou o acobertamento de falcatruas dos candidatos tucano-pefelistas. Sem sombra de dúvida, pré-julgaram o PT e encobriram o PSDB/PFL. Isso é imprensa livre e democrática?

  36. Comentou em 12/11/2006 Sandra Almeida

    Quando meus alunos respondem perguntas com outra pergunta eu digo que é porque eles não sabem ou ainda não entenderam a pergunta. Essa última resposta não foi resposta. Ao que eu sei Lula disse que afastaria qualquer um para apurações. Vc não me convenceu com a sua resposta. Me desculpe.

  37. Comentou em 12/11/2006 Pedro Lima

    ‘Berzoini foi demitido pelo candidato Lula da direção de sua campanha. Palocci foi demitido. Dirceu foi demitido. Genoíno renunciou. Etc. O presidente Lula é um injusto que demite sem decisão transitada em julgado?’
    Mauro Malin, estou decepcionado, mas como você terminou o seu comentário com uma interrogação, irei respondê-lo, pela segunda vez, espero que seja publicado, pois mandei meu comentário às 22:00h de 11/11/2006, ou seja, 5 minutos após seu comentário.
    Às vezes acho que eu é quem sou o observador…, Segue resposta: Os cargos de Ministro de Estado são de livre nomeação do presidente, todos sabemos que o Presidente Lula adota o seguinte critério: afastar quem estiver respondendo inquérito policial ou processo judicial. O Presidente frisa que não cabe a ele (e não cabe mesmo!!) o julgamento, se assim o fosse não estaríamos numa DEMOCRACIA, logo o presidente não culpa ou inocenta ninguém, valendo a PREMISSA CONSTITUCIONAL da presunção da inocência. Eu pensei que você soubesse disso.

  38. Comentou em 12/11/2006 Sírio Possenti

    Malin:

    Não confunda demissões do Presidente comcondenações pela justiça. A diferença é elementar, quaisquer que sejam os outros juízos que se possam fazer sobre Lula e os acusados.

  39. Comentou em 12/11/2006 jose carlos lima l

    No momento assisto a um embate entre novas e velhas mídias. Cheguei a comentar minhas insatisfação para com a Tereza Cruvinel porque esta informou em seu blog/O Globo, que não aceitará críticas aos seus colegas jornalistas. Isto não quer dizer que eu não continue admirando a Tereza Cruvinel. Apesar da pisada na bola, continuo a admirá-la. Fiz chegar à mesma tal reconhecimento profissional. Este entrevero entre a internet e as velhas mídias não pode levar a desconsiderarmos pessoas maravilhosas como a Tereza. Vou pedir desculpa à mesma. Talvez ela sinta-se de alguma forma atingida por mim. Não sou disso. Principalmente quando se trata do ser mulher ou pesoas sensíveeis e competentes como a Tereza. Desculpa, tá Tereza. Bjs

  40. Comentou em 12/11/2006 Francisco Bezerra

    Depois do veneno destilado no comentário da primeira questão leventada (não sou de ferro) quero elogiar a segunda questão muito bem abordada por Malin. Acho que os outros comentaristas do observatório, assim como eu, não têm queixas quanto ao comportamento deste observatório numa linha geral. Podemos até afirmar que a reação um tanto corporativa, admita, do Dines aos comentaristas em parte defendida por você e Magnoli contribuiu muito positivamente para o aprofundamente do debate.
    Sem ressentimentos queria só lembrar que o que eu achei mais falho nessa discursão foi o fato de vocês xingarem de forma generalizada a nós comentartistas de ‘petistas’. Eu, particularmente não me senti ofendido. Só não sou filiado, mas já fui. Não vejo crime algum em fazer parte de uma agremiação partidária em um país democrático ou de simpatizar com essa ou outra ideologia. Mas isso não diminui o direito de manifestar a minha opinião. E adjetivar adversários de forma perjorativa, até com aspas, usando termos que deveriam expressar apenas a sua opção político/partidária pode parecer falta de argumentos e/ou deficiência vocabular causada pelas paixões e mágoas de cada um.
    É isso que não queremos no OI: insultos. Queremos respeitar e ser respeitados nas nossas divergências.
    Em tempo: Coloquem o artigo doDines ‘Problemas estruturais da Mídia’ na página inicial. Esse sim, é lúcido.

  41. Comentou em 12/11/2006 Magna Moreira

    Sobre o comentário do autor a respeito de destacar o fato de serem os petistas envolvidos em escândalos dirigentes partidários, registre-se que o dito observador não lembra do mesmo detalhe em relação a Eduardo Azeredo, que era presidente do PSDB quando se descobriu sua participação no esquema de Marcos Valério…É preciso reconhecer que o tribunal de inquisição da mídia só funciona para condenar petistas…E é nisso que reside a maior de todas as injustiças praticadas. Há nitidamente dois pesos e duas medidas, e contra isso qualquer pessoa de bom senso se insurgiria. Todos nós somos um dia julgados com a mesma severidade com que julgamos…Isso vale para o PT, mas vale para vc tb.Que julga, julga…e condena.Tantas certezas são inaceitáveis, quando há tantas versões….E na dúvida, não se pode condenar…Reflexão e auto-análise não fariam mal.

  42. Comentou em 12/11/2006 Eduardo Guimarães

    Sr. Mauro Malin, em suas respostas aos comentários dos leitores deste seu artigo o sr. comete alguns quívocos, a meu ver. Vou elencá-los. 1- Ao leitor Pedro Lima, que invoca o princípio constitucional de presunção da inocência também para os petistas, o sr. argumenta que Palocci e Dirceu foram demitidos pelo presidente Lula, o que, em sua visão, seria uma condenação do presidente aos que foram acusados de corrupção. Resposta: afastar auxiliares acusados até que tudo se esclareça não é condenação, é prática em todo governo sério. 2 – Ao leitor Paulo Silva o sr. diz que há que criminalizar (sem julgamento) todo o PT por conta de que os petistas envolvidos em escândalos eram da cúpula do partido. Resposta: Eduardo Azeredo era presidente do PSDB e foi flagrado com as digitais no valerioduto e ninguém da imprensa acusa todo o PSDB por isso, o que é correto. 3 – À leitora Luzete Pereira, para contestar a afirmação dela de que a mídia não noticia contra os tucanos como noticia contra os petistas, o sr. aponta o fato de que a imprensa denunciou os escândalos tucanos por ela mencionados, pois do contrário ela não saberia deles. Porém, não leva em conta que a imprensa sumiu com esses assuntos em tempo recorde, mas manteve os escândalos petistas no noticiário. Além disso, o próprio ombudsman da Folha diz, neste domingo, o mesmo que a leitora.

  43. Comentou em 12/11/2006 PAULO MEIRELLES

    SALUTAR E NECESSÁRIA A DISCUSSÃO SOBRE A MÍDIA, MAS QUERER CRIAR DESCRENÇA SOBRE A TOMADA DE PARTIDO DA GRANDE MAIORIA DA MÍDIA(ALCKIMIN) E DA CARTA CAPITAL(LULA), É FORÇAR UM POUCO A BARRA. NO CALOR DA DISCUSSÃO, ACHO SIM, QUE FOI MUITO SALUTAR A DEFESA EXAGERADA DE LULA E DO PT PELA CARTA CAPITAL, O QUE NÃO DEIXOU NINGUEM CEGO SOBRE O QUE FIZERAM BERZOINI, GENOINO E COMPANHIA. IMPORTANTE LEMBRAR QUE EXISTEM INSTITUIÇÕES ESTABELECIDAS PARA ANALISAR, JULGAR E CONDENAR, E QUE A IMPRENSA NÃO É O MELHOR MEIO.

  44. Comentou em 12/11/2006 Francisco Bezerra

    O que preocupa é que enquanto ‘alguns’ corifeus do discurso sobre o complô da mídia omitem as malfeitorias do governo e do PT, os infinitamente mais numerosos corifeus do discurso ‘o povo votou mal apesar dos alertas da mídia’ não dão o braço a torcer. E mesmo depois da acachapante derrota do seu pífio projeto de tapar o sol com a peneira da falsa isenção, continuam a insistir na idéia. Admitam de uma vez por todas: Lula venceu, o PT venceu, Alckimim perdeu, o PSDB perdeu (do PFL não é ético falar – é feio bater em gato morto). Não foi a mídia que disputou a eleição, apesar de suas pretenções de direcionar a vontade do povo. Sobre o processo de conscientização dos indivíduos é verdade que a mídia não está sozinha, graças a Deus! Tive um exemplo recente: Na turma pré vestibulanda da minha filha mais velha, o professor de Geografia adotou no início do ano 4 revistas como material de pesquisa. A Veja foi a primeira da lista e a Carta Capital não foi citada. Mesmo assim num universo de 17 novos eleitores só 2 descambaram para o insípido chuchu. Ah! O professor, apesar de discutir à exaustão durante o ano todo os assuntos enumerados no seu quarto parágrafo, também lulou – tinha atá adesivo no carro no final da campanha. No geral a grande mídia, tão eficiente em turvar olhos e ouvidos se mostrou incapaz de tocar os corações e as mentes. Não ensine pai nosso a vigário.

  45. Comentou em 12/11/2006 Márcia Coelho

    Malin, você reclama da omissão sistemática das ‘malfeitorias do governo e do PT’ pelos ‘corifeus do complô da mídia’, mas não acho que seja exatamente assim. Não vou me aprofundar na questão, mas te pergunto: você se refere à Carta Capital e Maior? Vi ´n´ entrevistas e artigos críticos ao governo Lula e PT nesses dois veículos. Tá falando do Paulo Henrique Amorin? Ao menos, ele (e as Cartas) não iludem o leitor dizendo que fazem um jornalismo neutro (o que é uma diferença epistemológica ENORME em relação às grandes mídias). Aliás, essa questão epistemológica não é pequena, é fruto de uma fissura profunda nas formas de ver o mundo e o próprio jornalismo. E o desanimador é ver certos corifeus da teoria do não-complô virem de salto altíssimo defender suas posições de neutralidade, exporem umas teorias sobre o ´fato em si´, como se ´fato´ e realidade fossem equivalentes; como se o ´fato´ não fosse atravessado pelo olhar do pauteiro, do jornalista, do editor; como se só fosse possível uma leitura única da realidade… Como se não bastassem essas teorias, ainda se acham no direito de achincalhar com os comentaristas, utilizando-se de uma retórica agressiva, com muito brilho e pouca fundamentação. Acho que o Observatório cumpre com certo papel crítico, sim… Mas estou vendo que, o tom dominante é de compartilhamento das mesmas ´teorias´ das grandes mídias.

  46. Comentou em 12/11/2006 Humberto Guimarães

    Malin, no seu comentário ao que Sergei Vieira escreveu é dito: ‘Eu tive informação sobre a mesada de exatamente 30 mil mensais pagar a deputados… deixe-me fazer as contas… 250 dias antes da publicação da entrevista de Roberto Jefferson. O que Jefferson fez foi divulgar uma história que já circulava nos corredores do Congresso e fora dele.’ Pode ser que isso realmente seja verdadeiro, mas pode ser apenas uma leviandade. Uma grande contribuição seria dizer à P.Fed. ou em juízo, quem recebeu, de quem e quando: os realmente culpados poderiam ser imputados legalmente, já que o MP, no indiciamento, não indicou claramente quem recebeu para votar com o governo. Esse diz que diz que a imprensa quer utilizar como prova é apenas inconseqüência, irresponsabilidade e se faz no interesse de políticos, também acusados de corrupção por outros jornalistas. P.ex., o termo ‘mensaleiro’ interessa a políticos como Tasso Jereissati,chamado o tempo todo por Hélio Fernandes, da Tribuna da Imprensa, de Corruptaço Jereissati. Enquanto jornalistas acharem que têm direito de fazer acusações conseguidas junto a pretensas fontes a serem preservadas, ou por cartas anônimas, etc.; acharem que a convocação para prestar depoimentos sobre suas declarações significa um cerceamento da liberdade de imprensa, estaremos no país de irresponsáveis inimputáveis,contribuindo para tal ou qual grupo de interesses.

  47. Comentou em 12/11/2006 Cid elias

    A resposta do Mauro ao Sr. Pedro Lima é de chorar. É o supra-sumo da distorção e da falsa argumentação. Quer dizer então Mauro, que o termo ‘demitido’ no seu dicionário é sinônimo de ‘condenado’ ou ‘criminoso’? Pior, quando o Presidente resolver demitir alguém, por motivos diversos(ex. o Palocci foi demitido por pressão da mídia e visando principalmente não afetar o BOM DESEMPENHO DA ECONOMIA DO BRASIL, ou tu vais querer vir gargantear que foi ele que passou o extrato do farsenildo para as víboras da Épouca?), e mesmo se nem indiciado estiver, a ação da Justiça, para ti, está descartada, pois o ato do presidente transforma a pessoa, num passe de mágica, à condição de transitada em julgado? Não dê respostas sem fundamento, pega mal para ti.

  48. Comentou em 12/11/2006 luzete pereira

    Nao Mauro, eu nao fiquei sabendo sobre o casos dos aloprados do PSDB e do PFL atraves de conversa de comadre. Foi, como voce primariamente deduz, atraves da imprensa. Mas se meu comentario tivesse lido com a atencao devida observa-se que voce omite exatamente aquilo que eu destacava. Repito aqui o que disse antes, destacando a palavra que voce ignora : ‘Por que, se esta era a pauta jornalistica, nao houve cobertura IDENTICA sobre o caso PCC, sobre a FEBEM, sobre os vestidos da dona LU, sobre a privatizacoes do governo FHC e Alkmin, sobre as CPIs vetadas na Assembleia Legislativa de Sao Paulo, sobre a Constituicao rasgada e os 200 mil para comprar a emenda da reeleicao do principe? ‘ Esta e a questao:por que so os erros do PT e de petistas sao investigados e julgados tao furiosamente, tao intensamente. Eu tenho certeza (e vc deveria ter tambem) que o PT nao eh o partido mais corrupto mas, sem duvida, eh o partido mais investigado da historia do Brasil. Bom seria que estas investigacoes se estendessem para os que, historicamente, saquearam e saqueiam o Brasil. Por que so o PT precisa ser passado a limpo, como se os outros partidos vivessem num reino de pureza e retidao? E esta a critica. Se houver justica, equilibrio e um cadinho de imparcialidade, tudo ficara melhor. Enfim, falo de uma imprensa que rime com responsabilidade. So isto.

  49. Comentou em 12/11/2006 Ivanilson Alves

    Pedro Lima comenta FATOS E ARGUMENTOS e o Autor responde-o escrevendo: ‘Berzoini foi demitido pelo candidato Lula da direção de sua campanha. Palocci foi demitido. Dirceu foi demitido. Genoíno renunciou. Etc. O presidente Lula é um injusto que demite sem decisão transitada em julgado? Ô Mauro Malin, EU DESISTO!!!

  50. Comentou em 12/11/2006 Alexandre Fernandes

    Engraçado o comportamento do autor do artigo. Comentário do comentário, e somente nos que ele pensa que tem o que dizer. Se for assim responda a todos, isto é um absurdo. Já tenho `mil anos´ de internet e nunca este tipo de coisa. Isto deveria ser inaceitável no OI. Quando ao conteúdo do artigo, Mauro, já pensou em cursar Direito? (para advocar para o patrão, Kamel, que já andou visitando você aí, você sabe disso…) tomara que tenha coragem de publicar isso

  51. Comentou em 11/11/2006 Pedro Lima

    ‘Berzoini foi demitido pelo candidato Lula da direção de sua campanha. Palocci foi demitido. Dirceu foi demitido. Genoíno renunciou. Etc. O presidente Lula é um injusto que demite sem decisão transitada em julgado?’ Pensei que você soubesse, mas como perguntou, segue a resposta: Os Cargos de livre nomeação, o Chefe do Poder Executivo coloca ou tira quem ele bem quiser… Lula usa o seguinte critério: Afasta quem tiver respondendo algum processo (ou inquerito), simples; e diz também que cabe as Instituições Democráticas fazerem o devido julgamento (inclusive com direito a ampla defesa). Às fico me indagando se você já leu a Constituição Federal??

  52. Comentou em 11/11/2006 Sírio Possenti

    Duas observações (ou três: a) o seu texto de anteontem estava bem mais calibrado; hoje, pendeu aó para um lado; b) as pessoas que estão escrevendo aqui não comentam os erros do PT quando as matérias que comentam não tratam deles; agora, o tema é o comportamento da mídia; c) você ‘explicou’ a um leitor que ele deve ter ficado sabendo de dos vestidos de dona Lú etc., pela mídia e que, portanto, aqueles fatos receberam cobertura: mas a reclamação era relativa á intensidade de cobertura. Notas sobre erros do PSDB saíam na imprensa, mas nunca nas páginas ‘nobres’, ou não eram rotomadas nos dias seguintes. Esse é o desequilíbrio. Ele pode ser verificado de muitas maneiras.

  53. Comentou em 11/11/2006 Sérgio Moura

    Mauro, não tenha medo de ser feliz ao afirmar que os que se sentem ofendidos pela postura incisiva da mídia contra a corrupção petista são petistas. O mesmo ocorre na seara tucana. Ora, é apenas natural não é mesmo? Basta entrar em qualquer site de notícias ou blog com comentários do tipo não fiscalizados para perceber que a selvageria corre solta tanto de uns quanto por outros. Os petistas são mais fanáticos por natureza, mas os tucanos são mais arrogantes. Como um frequentador de espaços como esse desde os primórdios dos fóruns virtuais do UOL e do Estado eu sei que liberando de vez os comentários, a qualidade do OI será profundamente afetada.

  54. Comentou em 11/11/2006 Eduardo Guima,rães

    Peço ao caro sr. Malin que leve em consideração que Eduardo Azeredo era presidente do PSDB e, portanto, fazia parte de sua direção e nem por isso alguma vez li na grande imprensa que quem começou o mensalão com Marcos Valério foi ‘o PSDB’.

  55. Comentou em 11/11/2006 Pedro Lima

    Mauro Malin, eu até gosto de ler seus textos. Não concordo com muita coisa, mas tenho profundo respeito pelo seu trabalho e atenção com o leitor. No entanto, existem posicionamentos que me deixam estupefato, por exemplo, quando você fala em Berzoini, como se a operação Tabajara (compra do Dossie) fosse um caso resolvido. Eu ainda não sei exatamente o que houve! Às vezes acho que Vossa Excelência é Juiz de um grande Tribunal de Exceção (a Mídia). Você fala em ‘mensalão’ e ‘Marcos Valério’, mas não fala em Azeredo, por quê? José Dirceu diz que não cometeu crime algum (presunção de inocência), mas o tribunal de exceção já o condenou!! Roberto Jefferson, réu confesso, o Tribunal o transformou em Herói. ‘Genoíno, Palocci/Ribeirão Preto X caseiro, Berzoini/Lacerda/Bargas/Lorenzetti, etc.’ Já foram julgados? Qual foi a sentença que o valorozo Tribunal proferiu??

  56. Comentou em 11/11/2006 Paulo Silva

    Um comentário nada curto, talvez este seja publicado. Lembrando ao moderador que abaixo do quadro do comentário há o limite de toques para os comentários. Não gostar do que escrevi é diferente. Vamos lá: eu sou petista desde a fundação do partido. Não concordo com e não aceito bandalheira vindo de onde vier. E não vi ninguém aqui no OI dizendo que o PT é inocente, mas todos nós vimos a vilanização do partido tomando por base alguns membros do mesmo. Se o partido pregou a ética na política e ainda o faz, não o torna imune aos vícios do sistema seduzindo alguns de seus quadros. A mídia continua condenando pessoas que já foram absolvidas ou na justiça ou nos inquéritos policiais onde foram citados. O que a maioria aqui questiona é que a mídia esqueceu de fazer a mesma cobertura dos outros governos antes e durante os do PT. Não vamos muito longe: 69 CPIs engavetadas em SP, muitas no Pará, governos do PSDB, e por aí vai. Só isso

  57. Comentou em 11/11/2006 ubirajara sousa

    Primeiro, achei estranho, até agora, não ter sido publicado o meu comentário. Mas, tudo bem, deve ser falta de tempo. Ocupo este espaço, agora, para saber a sua opinião sobre a reportagem da Globo , há pouco, no JN, a respeito do sequestro de ontem, realizado pelo ambulante André Ribeiro. Como já se sabe (e sabia desde ontem) o André encontrava-se em estado de desequilíbrio psicológico, movido por ciúmes contra sua ex-esposa. O assunto foi amplamente divulgado ontem, em vários ‘flashs’ jornalísticos. Por que a renovação do assunto, hoje, em horário nobre? Para mostrar, COM EXCLUSIVIDADE, um filme horroroso, sob todos os aspectos, do evento? Como fica a família do André? Como ficam os seus filhos? Ele, ao decidir cometer o delito, poderia estar tresloucado. E o editor-chefe da Globo, estaria sofrendo algum desajuste emocional ao decidir a veiculação do filmete? Acho que a ninguém interessou assistir àquela ‘coisa’. Mas…era exclusivo. É por essas e por outras, senhor Malin, que, a meu ver, a mídia (e olhe que foi a Globo) está na UTI. Espero que o senhor e outros façam ver a seus colegas e amigos (veio-me à mente um termo utilizado aqui neste OI, horrível, o tal do ‘assecla’, mas não comporta neste meu texto, pois o senhor não merece tal associação) ainda não despertos, que os tempos mudaram: os leitores já não lêem jornais (ou quaisquer outros veículos ) do mesmo jeito. Fim.

  58. Comentou em 11/11/2006 Nilson Dimas

    ‘…simplesmente não mencionam ‘mensalão’, Marcos Valério,…’ E precisa? Durante dois anos foi só isso que se ouviu nos ‘noticiários’ e nunca: ‘Marcos Valério/Azeredo’ ou ‘Planam/Serra’. Os chamados ‘petistas’ pela ‘elite branca’ e ‘letrada’ estão COBRANDO da mídia a transparência necessária, inclusive deste OI. E só se cobra o que é DEVIDO, pois uma PARTE dessa ‘mercadoria’ que é a informação, já foi entregue e em doses muito acima do tolerável.

  59. Comentou em 11/11/2006 Hemerson Baptista da Silva

    Antes de estourar esses escândalos do PT, eu sempre votei em candidatos do PT. Depois disso, CONTINUEI a votar no PT porque é um partido que reconhece seus próprios erros e consegue mobilizar-se para uma necessária reestruturação, e o faz de forma democrática e aberta. Bem ao contrário da grande mídia que continua achando que teve comportamento exemplar nas últimas eleições e que sua forma de atuação está condizente com os anseios da sociedade brasileira.

  60. Comentou em 11/11/2006 Rafael Freitas

    Caro Mauro, continuando… Eu sinceramente vejo poucos comentários reduzindo a atuação da mídia nas últimas eleições a um simples complô, como você coloca. O que tenho notado, na verdade, é uma crescente insatisfação com a forma e a homogeneidade dos discuros na mídia. O O.I. acabou por representar o canal de exposição dessa insatisfação, uma vez que na mídia impressa e televisiva essa interatividade não é bem-vinda. Mais um ponto para o O.I. e que infelizmente poucos observadores tiveram a sensibilidade de captar. Sobre os casos de corrupção serem pouco citados aqui, concordo. Mas há de se lembrar que o que está sendo discutido no momento não são os casos de corrupção do governo Lula (que aliás ainda estão em investigação, correto?), e sim a atuação da mídia durante o processo eleitoral. Assim, a noção geral, é que a mídia saiu muito abalada dessas eleições. Atualmente não existe diversidade de opiniões nos grandes jornais e tvs. Uma grande quantidade de colunistas dizem exatamente as mesmas coisas com palavras diferentes. O caso Franklin Martins ainda está mal explicado. As redações ficaram com medo de ocorrer uma caça às bruxas. E o próprio O.I. ausentou-se do debate, infelizmente. O caso Franklin evidenciou a disputa política nas redações e acabou por forçar o silenciamento da diversidade dentro da redações. Está na hora de uma auto-crítica para o bem do jornalismo.

  61. Comentou em 11/11/2006 Danilo Jorge Barreiros

    Foram amplamente divulgadas (e exploradas prazerosamente pela midia) todas as maracutaias do PT, este foi julgado pelas urnas, alguns membros vão ser julgados pela Justiça e já foi há muito tempo condenado pela midia. Até aí ótimo, Viva a democracia! Porém a questão posta é outra: Por que os meios de comunicação tendem a esconder deliberadamente as infindaveis maracutaias do PSDB/PFL?? Com este comportamento, cai por terra a tese da suposta indignação pela decadência moral das praticas politicas, o velho álibi lacerdista… Já este Observatorio é um oásis no meio desértico que vive o jornalismo hoje; apesar da sua nova postura de advogado da midia venezuelizada (me perdoem a palavra), que trabalha justamente contra o bom e honesto jornalismo, o qual vocês representam.

  62. Comentou em 11/11/2006 Nilson Filho

    Não entendo a relação entre um governo ruim e um partido corrupto, ou mesmo de um governo corrupto e um partido ruim com o fato de agentes da imprensa aceitarem e publicarem mentiras passadas por um policial federal como diz o terceiro parágrafo. Não li o resto da
    matéria, preferi cortar o título ‘Muita gente já não lê Jornais’

  63. Comentou em 11/11/2006 Rafael Freitas

    Olá Mauro. Como pode ver, sou jornalista. Um dos poucos, como você aponta, a se manifestar por aqui. Acompanho o Observatório desde a sua criação e na época ainda era apenas um estudante. Considero o site, o programa e todas as suas ramificações um espaço imprescindível de debate sobre o papel da mídia e dos jornalistas na sociedade. Aliás, toda essa avalanche de mensagens e comentários, só aconteceu obviamente porque nós leitores reconhecemos, de longa data, toda a credibilidade e independência conquistados pelo O.I. ao longo desse tempo. Daí o espanto de muitos de nós, com a virulência dos ataques e os reducionismos quanto a participação dos leitores no site. Parece nos que os colunistas, não só aqui, mas também nos blogs e jornais, não estavam muito acostumados a receber críticas e divergências dos seus leitores. É um momento que considero um paradigma. Colunistas reclamando dos leitores! Ora, ora, quanta sensibilidade… Como você bem aponta, o avanço das tecnologias da comunicação caminha justamente para permitir cada vez mais essa interatividade. Quem souber usá-la para cativar seus leitores, dialogar com eles, incorporar suas reflexões e refutar o que não achar correto, estará percebendo as mudanças desse poderoso intrumento de comunicação. O tempo do jornalista de ouvidos moucos, auto-suficiente e encastelado em sua própria opinião acabou. O leitor o abandonará.

  64. Comentou em 11/11/2006 nelson perez de oliveira junior

    Malin, um bom artigo, mas, um dos questionamentos é que a ênfase aos erros do PT não ter tanto ânimo quando se trata dos outros partidos. O senhor fala em ‘mensalão’, uma palavra jocosa para designar a compra de parlamentares que está provado não foi mensal. O que o senhor diz então de qual foi a indignação da imprensa, lacerdista, com os R$200.000,00 pagos a palamentares para garantir a reeleição de FHC, lembre-se que o real era mais forte e valorizado na época. O que o senhor, o OI e a GRAANDEE MIIIDIAA fez neste caso? O senhor lembra de FHC ao telefone como o Mendonça de Barros negociando ajuda dos fundos de pensão a um consórcio de empresas para não melar o leilão de uma estatal por falta de concorrência? Eu lembro porque aprendi que quem bate esquece, mas, quem apanha… Ah, o senhor não esqueceu que o caso do telefonema do FHC foi arquivado porque a gravação foi ilegal. O vídeo da propina no INSS e o que criou a CPI dos bingos também não eram?

  65. Comentou em 11/11/2006 Rosa Sart

    E o homem tem um metro e oitenta. Quanto à minha estatura, de fato não é avantajada. Sou apenas do tamanho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que felizmente foi reeleito. Mas o caluniador, entendam, fisicamente não é tão grande assim. Aliás, eu o enxergo mínimo. Ele permite-se também imitações de alguém que fala o português do Brasil com sotaque italiano. Tenho infinito orgulho da minha origem italiana. Diga-se que na Itália existem a máfia e Berlusconi, mas a Justiça funciona. Se falamos, contudo, do Brasil, direi que vergonha não tenho do seu povo, tenho da sua elite, a despeito das exceções: vulgar, arrogante, feroz, predadora, ignorante, medieval. Presumida elite, disposta a arregimentar jagunços e sabujos, armas e penas de aluguel. Aliás, tempos para cá, pronuncio e escrevo a palavra povo com deleite cada vez maior. E sou mais brasileiro do que muitos. Eles não gozam de mérito especial por terem nascido no Brasil. Eu o escolhi.
    enviada por mino

    Prezado sr Malin, faço minhas as palavras de outro prezado jornalista. Permita-me a postagem deste texto. Grata.

  66. Comentou em 11/11/2006 Augusto Mourão

    Meu caro Mauro Malin, É sempre um renovado prazer ler os seus artigos, seja pelo texto escorreito seja pela justeza das opiniões. Hoje, entretanto, vou me permitir discordar. Que eu me lembre os erros de pessoas ligadas ao PT e ao governo não foram esquecidos, desculpados ou varridos para debaixo do tapete. O que se reclamou aqui, e muito, foi de partidarismos da grande mídia que decidiu aliar-se à proposta dos mais radicais da oposição de fazer o governo sangrar até a morte. Isto foi feito, sim e, inacraditavelmente, o Dines converteu-se em paladino dessa mídia, usando uma adjetivação que nós leitores do OI não merecíamos. Quantos dos que postaram comentários não são filiados ao PT ou até votaram no Lula por falta de opção, para não colocar no poder um grupo mais reacionário do PSDB e seu aliado o PFL? O signatário, por exemplo não é petista, mas teria orgulho de pertencer a um partido com a história de lutas do PT. Aconteceram erros? Sim. Ninguém nega. Mas todas as pessoas implicadas estão sendo julgadas. O poder judiciário existe para isso. Não cabe a nós julgar ninguém, ainda mais que a nossa Constituição ressalta a presunção da inocência, até prova em contrário. O que a mídia fez foi rotular a tudo e a todos. Não se falava do deputado tal sem que se juntasse o rótulo de mensaleiro ou sanguessuga e até adjetivação do adjetivo do Tasso, sanguesungueiros. Abs. A. César

  67. Comentou em 11/11/2006 Rosa Sart

    De volta de uma de suas viagens a Cayman, DD visitou o então presidente da República, e jantou com ele no Alvorada. Dias depois, punhado exíguo de dias, FHC nomeou Luiz Leonardo Cantidiano para a CVM e demitiu em bloco a diretoria da Previ. É do conhecimento até do mundo mineral que ambas as providências agradaram sobremaneira o dono do Opportunity. Manobras entre amigos, e aos amigos tudo, aos inimigos a lei. Não é que aqui, neste breve espaço, já nos passos conclusivos de uma vida austera e digna, tenha arrolado todas as razões da vergonha experimentada, neste exato instante, por viver no Brasil. Este é o País onde há quem diga que você não presta porque não mede um metro e oitenta, e o definem como ladrão sem incomodar-se com os verdadeiros ladrões. Em dia recente, um caluniador contumaz surgiu na minha frente, estava atrás da janela de um táxi e eu na calçada. Ele me viu, e o táxi, que já estacionava no meio fio, saiu de carreira. Trata-se de um covarde. Outras coisas poderia dizer dele, mas não cairei nos seus hábitos, ainda sou partidário da antiqüíssima máxima: in dubio pro reo. Covarde, no entanto, ele é, como um dos patrões dele, que também fugiu faz trinta anos, para ser preciso. E o homem tem um metro e oitenta. (continua)

  68. Comentou em 11/11/2006 Rosa Sart

    10/11/2006 19:15

    Um País sem Justiça

    Tenho vergonha de viver no Brasil. Trata-se, em primeiro lugar, de um País sem Justiça. Onde um pé rapado, mesmo o último dos imbecis, pode acusar os semelhantes de crimes hediondos sem correr risco algum. Onde pessoas honradas são ofendidas, insultadas, caluniadas sem prova. Onde o privilégio é de poucos, pouquíssimos, e onde a mídia cuida pontualmente dos interesses da minoria, em oposição nítida àqueles do País, até porque é um dos rostos do poder. Onde o esforço concentrado dos donos dos meios de comunicação se dá no sentido de entorpecer os espíritos e obnubilar as consciências. Onde batalhões de jornalistas chamam seus patrões de colegas. Onde senhores como Daniel Dantas, que compra literalmente vários profissionais midiáticos (profissionais? Prefiro Totó Riina, prefiro Provenzano, que estão na cadeia), são condenados mundo afora e aqui vivem à larga, e são até paparicados pelo ministro da Justiça, o eminente jurista Marcio Thomaz Bastos. Cujo escritório (diz ele, ex-escritório, de faces lavadas) me processa em nome do mesmo orelhudo Daniel Dantas. Corre o processo no penal porque, lá pelas tantas, tempos outros, escrevi que o próprio parecia ter condições de chantagear o herói da democracia nativa, o príncipe dos sociólogos Fernando Henrique Cardoso. Vamos à verdade factual. De volta de uma de suas viagens a Cayman, DD visitou o

  69. Comentou em 11/11/2006 Paulo Mora

    O Observatório tem que ser comemorado e defendido como espaço, mas daí a querer me chamar de ‘petista’ ou ‘patoteiro’ porque não concordo com o que está escrito…
    Ainda por cima como se ‘petista’ fosse ofensa. Prefiro isso a ser chamado de ‘jornalista da grande mídia’. Ao menos os maus petistas estão sendo investigados, acusados e presos. E os maus jornalistas ?

  70. Comentou em 11/11/2006 Sergei Vieira

    Gostaria de saber o que é ‘mensalão’. Termo cunhado pelo deputado cassado Roberto Jefferson, teve vida prolongada graças à imprensa, seguindo a tradição de Goebbels. O fato é que a mesada mensal de 30 mil paga a todos os deputados da base aliada não existiu. Quer a imprensa goebbeliana queira quer não.

  71. Comentou em 11/11/2006 luzete pereira

    Voce fala que os que denunciam o ‘complô da mídia’ omitem sistematicamente, em suas análises, as malfeitorias do governo e do PT. Falam apenas das maléficas intenções das elites mancomunadas com a mídia, ou vice-versa. Voce esta certo. E sabe por que? Por uma razao obvia: a imprensa corporativa (e parece que voce tambem, agora) exagerou tanto na dose sobre as ‘malfeitorias do PT e do governo’ que cabia apenas à gente mostrar os exageros, as manipulacoes, as mentiras. E cabia à gente mostrar tambem que esta parcialidade de setores da imprensa deixava ileso o PSDB, que aparecia como sendo um partido e um governo de puros. E junto com o PFL. Logo quem?! Por que, se esta era a pauta jornalistica, nao houve cobertura identica sobre o caso PCC, sobre a FEBEM, sobre os vestidos da dona LU, sobre a privatizacoes do governo FHC e Alkmin, sobre as CPIs vetadas na Assembleia Legislativa de Sao Paulo, sobre a Constituicao rasgada e os 200 mil para comprar a emenda da reeleicao do principe? Tudo isto era tao ou mais serio do que a questao do dossie contra o Serra (um anjo, segundo a imprensa). Nao me inclua, portanto , entre aqueles que nao enxergam erros cometidos por petistas, que nao esteja desapontada com praticas que queremos ver banidas da politica, mas sei perfeitamente distinguir a crianca da agua suja do banho. E esta crianaca que quero preservar. E voces? Luzete

  72. Comentou em 11/11/2006 Adriano Soares de Assis

    O que estranho no OI atualmente é a tendência em acompanhar a grande mídia, com todos seus erros e mazelas. Quem se interessa em ler os jornais, ou melhor, os JORNALÕES do Brasil, verá que a arrogância em querer mudar a preferência, eu chamaria de consciência, do eleitor brasileiro foi notória em todos eles. Dizer que mensalão, dossiê Vedoin, Palocci, turma (ou bando) de Ribeirão Preto e tantas outras baixarias cometidas por alguns do PT bastaria para derrubar qualquer político, isso vocês disseram o tempo todo e nem por isso o povo deixou de ser ele mesmo. Independente de suas (da mídia) vontades. Basta esse raciocínio para ver que quem precisa se reciclar para aprender a receber críticas não é o povo mas, sem dúvida, é a própria midia.

  73. Comentou em 11/11/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Já sugeri aqui que a hostilidade entre os políticos, jornalistas e observadores pode ser de natureza psicológica. Agora me ocorreu que ela possa ser também conceitual. Todo bom político é orgulhoso, vaidoso e rancoroso. Se não for orgulhoso não se submete ao julgamento do público. A vaidade às vezes sujeita-o a ostentar qualidades que não tem e a mascarar seus defeitos. A disputa na arena política o obriga a retribuir as ações que acredita ofenderem seus interesses e dignidade. É natural, portanto, que o político encare o trabalho do jornalista com desconfiança, principalmente numa democracia. A democracia pressupõe a CONVIVÊNCIA entre jornalistas e políticos. Em razão de ser orgulhoso, vaidoso e rancoroso o político só pode entender a CONVIVÊNCIA como SUBMISSÃO. É assim que o político tende a conviver pacificamente com os jornalistas submissos e certamente se sentirá tentado e enfrentar aqueles que pretenderem desempenhar sua profissão com autonomia. A defesa da AUTONOMIA, portanto, é uma tarefa fundamental dos observadores. Mas esta defesa não pode ser feita apenas com palavras. Devem ser criados instrumentos jurídicos para preservar a AUTONOMIA do jornalista em face do RANCOR do político. Portanto, os observadores devem discutir mais aberta e intensamente as propostas legislativas que tendam a restringir ou ampliar a liberdade de imprensa.

  74. Comentou em 11/11/2006 ubirajara sousa

    Ao contrário do que sempre faço, hoje não li os comentários postados. Não me permiti influenciar-me com os seus conteúdos, Queria estar apenas com a minha consciência crítica a respeito do seu texto, senhor Malin. Estou errado, ou os parágrafos 2º ao 5º poderiam não ter sido escritos (nenhuma censura, longe disso)? Por que a política e o PT inseridos no contexto? Quem seriam os corifeus? Estariam entre os comentaristas, ou seriam outros não alinhados com o pensamento do OI a respeito do assunto? Uma outra questão relevante, no meu ponto de vista, é a referente à leitura da mídia que, na seu modo de ver, mudou. Não teria essa leitura crítica apenas assomado, a partir da franca permissão ao leitor do exercício de sua manifestação, via internet? Falo por mim. Muitas foram as vezes que encaminhei correspondências a jornais, revistas etc sem que lograsse vê-las publicadas: o filtro era muito denso. Acho que essa leitura é antiga: faltava manifestar-se. Aproveito o ensejo para enviar-lhe meus cumprimentos pelo esforço que o senhor tem demonstrado na busca do equilíbrio das forças antagônicas (anjos X demônios) comuns a nós simples mortais. Acho que o caminho é esse. Afinal, quem pode atirar a primeira pedra?

  75. Comentou em 11/11/2006 Daphne Rodrigues Pereia

    Estou conhecendo o observatório agora, junto com outros sites/ blogs ligados a imprensa. Gostaria de registrar o quanto considero importante este equilíbrio entre conscientização e imparcialidade, apartidarismo. Se todos fossem um pouco menos ‘aos meus, tudo; ao inimigo, a lei’, tudo seria bem amis fácil. Parabéns pelo esforço de vocês.

  76. Comentou em 11/11/2006 Edmilson Fidelis

    Não se discute o mérito do OI. O título de seu texto é resultado deste espaço. Muitos que discursam em prol do complô da mídia tentam apagar erros do PT. Creio também que o espaço OI não é para tratar de política, embora isto se torne por vezes impossível, e sim do tratamento dado pela mídia a estes assuntos.Acusações genéricas são um terror que inviabiliza qualquer discussão que queira se fazer séria, mas apareceram de ambos os lados. Do lado dos críticos poderia até ser esperado, pois o nível de compromisso com o assunto não é o essencial em suas vidas profissionais e muitas vezes confundem-se com suas ideologias político/partidárias. Ressaltem-se textos críticos de excelente qualidade que tenho lido que em muitas ocasiões se tornam peças mais elaboradas que o original.Entristece ver que os jornalistas que emitem opiniões no OI se nivelaram aos críticos mais exaltados, esquecidos de que lado estão e muitas vezes fizeram com que estas opiniões tenham se mostrado como verdade. É da natureza humana preferir elogios à críticas mas, é preciso fazer mea culpa , parar um pouco. Contar até dez, cem, mil e recomeçar. Ou continuar.Impossível que todos os leitores sejam atendidos. Impossível não se ver que estas opiniões não são tão somente pressão contra o OI.
    Que mais olhos se voltem para o OI é a prova de que ele atinge o objetivo: as pessoas pensam no que lêem. Comemore-se o OI.

  77. Comentou em 11/11/2006 Conceição Oliveira

    Memória:
    http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs/blogs.asp?ID={3713689B-7720-4450-B878-4251862BA314}&id_blog=4

  78. Comentou em 11/11/2006 Cleovaldo Batista

    No fundo, e baseado no artigo do Dines ‘Bush e a imprensa’ , concluí:
    _ No fundo, o que a imprensa quer é calar a liberdade do cidadão. Não quer competição. Critica, porém não quer ser criticada. Ora, a liberdade de expressão do Bush lhe permitiria criticar a imprensa, assim como a imprensa pode criticá-lo. E isso é bom.

  79. Comentou em 11/11/2006 Paulo Bandarra

    Parece que os comentaristas estão cegos e surdos. Só repetem a mesma ladainha sem fim e sem raciocinar. Não entendem o que está escrito e usam os mesmos chavões sem fundamento. Coronéis do SUL. O que vem a ser isto? Há pouco propunham o Conselho Federal de Imprensa, mas ao mesmo tempo não acreditam em nenhum, como não aceitam a moderação do OI. Seria preocupante se fossem comentários abalizados e não tendenciosos com o mesmo posicionamento atual. Criticar o poder agora virou pecado mortal para a imprensa não alinhada. Quanto à alinhada, está ótima, fazendo o seu trabalho em prol de despistar as suas ações nada republicanas contra a imprensa que denuncia. Tapear virou honestidade.

  80. Comentou em 11/11/2006 Celia Regina Franzoloso

    Acredito que a analise que está se fazendo da midia, como foi comentado, deve existir até para que se tome pé do que está realmente acontecendo. O que estamos vendo é a repetição do mesmo. Nesse ponto o Observatorio não deixa a batata esfriar. Estou com voces.

  81. Comentou em 11/11/2006 Marco Costa Costa

    Ao grande mestre da caneta de ouro, parabéns pela defesa intransigente da imprensa nacional. Quanto ao que foi dito neste excelente artigo, no Brasil, o que não é genérico e pirata, tudo! Ademais, a mídia não conscientiza ninguém, muito ao contrário, desinforma a população com notícias que nada trazem de útil e de transformação da sociedade. Outrossim, este site mostrou sim, sua preferencia partidária e patoteira. Em momento algum lemos criticas contra o PSDB e, o candidato Alckimin no período eleitoral sempre esteve longe das criticas necessárias da patota deste espaço quase democratico.

  82. Comentou em 11/11/2006 Robert Kocharian

    Essa gritaria toda de petistas que infestaram blogs, chats e afins para defender corruptos é porque eles são extremamente arrogantes. Sempre se acharam superiores aos outros, como uma espécie de supremos sacerdotes da moralidade e da decência. Só que os fatos ocorridos nos últimos meses demonstraram exatamente o contrário. Não – eles NÃO são superiores aos outros. Pelo contrário – são absolutamente iguais. Não admitem ser jogados na mesma vala comum dos partidos e práticas políticas que diziam abominar, mas estão enterrados até o pescoço. E não me admira um dia saber que todos esses ‘defensores’ indignados estejam à soldo do partido para defendê-lo de toda essa ‘perseguição’.

  83. Comentou em 11/11/2006 Walder Barcelos de Paula

    A frase batida ‘um erro não justifica o outro’ cabe aqui. As mazelas cometidas por alguns altos dirigentes petistas, não justificam a cobertura altamente parcial da mídia, desde a nacional, até a local, como a daqui do meu estado e município.

    Se a cobertura da mídia das eleições, a meu ver de forma escandalosa, não tem importância frente a outros problemas nacionais, então o que é importante para a nossa democracia?

    Agora, se para a maioria dos jornalistas da grande mídia, a cobertura das eleições foi isenta e imparcial, a nossa democracia ainda terá um longo caminho a percorrer, para chegar a um patamar no mínimo aceitável.

  84. Comentou em 11/11/2006 Jedeão Carneiro

    Com fervor a imprensa se defende, o Dines se defende, o Ali Kamel se defende, os Globais se defendem. Mas como vai se defender o leitor do OI? Este sim, foi o verdadeiro LINCHADO nesse ”Caso Dines” (ou “Dinesgate”), apenas por ousar discordar da opinião daquele observador sobre o posicionamento parcial e vergonhoso da imprensa nesses últimos 2 anos. Foi descarregada uma bateria de desqualificações como: turba, manada, boiada, capangas, baderneiros, fanáticos, miseráveis intelectuais, asseclas, tribais, canibais, fariseus, desavisados, linchadores, insanos, facção de aloprados, covardes, aprendizes de feiticeiros, militantes encapuzados da nova Ku-Klux-Klan, sem falar no uso insistente do termo “petista” como se fosse o pior dos insultos. Diversidade e democratização da mídia já, senão estaremos fadados a nunca ver o outro lado da notícia.

  85. Comentou em 11/11/2006 Lica Cintra

    Concordo com sua análise sobre o OI, é um espaço importantíssimo nesses tempos em que mídia e poder andam juntinhos. Não concordo com a insistência em relacionar o ‘leitorado’ que critica ao PT. Pelo que li, existem mensagens de petistas que (inutilmente) seguem ignorando as bandalheiras do PT mas a esmagadora maioria dos que criticam não fazem parte dos ‘corifeus do discurso sobre o ‘complô da mídia”. Generalizar e fazer a ligação leitores críticos da mídia/PT é que está totalmente errado.

  86. Comentou em 11/11/2006 Célio Mendes

    Continuação…
    Quanto ao “sonho petista” creio que esta havendo uma falha de percepção não só sua como de outros colunistas no OI, estão tomando por petistas todos os que criticam a mídia, votar no PT não faz de ninguém um petista, ver manipulação e partidarismo em empresas de mídia não torna automaticamente o leitor um sonhador petista, reconheço que os artigos publicados no OI por petistas ou simpatizantes não mencionaram o que você listou ou quando o fizeram relativizaram, mas também não vi nos artigos dos Tucanistas e simpatizantes a menção as falcatruas patrocinadas em suas gestões, que também não foram poucas embora menos investigadas, estariam eles também tendo um comportamento onírico? É claro que não, se trata apenas do bom e velho axioma de Ricupero “o que é bom a gente fatura o que é ruim a gente esconde”, mas para ficar só na concordância aproveito o espírito do artigo para deixar os meus parabéns pelo trabalho de vocês que discordando ou concordando ao contrario da grande mídia abrem espaço para todas as opiniões.

  87. Comentou em 11/11/2006 Célio Mendes

    Malin, Para variar vou concordar com voçe 😉 , mas só no que tange a importância e relevância deste espaço que vocês criaram na Internet, a moderação as vezes atrapalha um pouco mas considero um mal necessário dado o espírito pichador de alguns internautas, ruim com ela pior sem. Acho curioso você provocar os jornalistas a participarem do site, eu durante muito tempo me senti um pouco acanhado e publicar opiniões, pois achava que era um espaço técnico destinado apenas aos membros da comunidade jornalística, e como um simples leitor não seria ‘bem vindo’, apenas depois do advento dos Blogs é que comecei a me sentir mais a vontade para dar os meus pitacos. …continua

  88. Comentou em 10/11/2006 Jeniffer Stephanie Castro dos Santos

    Mais um defensor dos erros da mídia (jornalões podres. revistecas alinhadas com os coronéis do sul), parece até conselho regional de medicina, levam anos para reconhecerem erros, quando reconhecem o paciente já morreu ( A imprensa podre está morrendo).

  89. Comentou em 10/11/2006 Ivan Moraes

    ‘O desafio é lidar com essa crescente participação. Não bastaria permitir a publicação de comentários, sem qualquer filtro, como fizeram outros sites onde foram criados blogs. Era preciso ler cada um dos comentários.’ Fui visitar uns blogs ha pouco tempo, entre eles o do fulano de tal e o do sacomé, e ao ler as seções de comentarios descobri que ja tinha visto esse filme em 77 e ele se chamava ‘Gaiola das Loucas’. Como ja tive alguns comentarios cruelmente nao publicados -so porque nao prestavam!- e outros cruelmente nao publicados -so porque eram insultosinhos pequenininhos, um palavraozinho ou outro!- entao… Viva o OI! Parabens! Happy Birthday! Congratulacoes!

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