Quarta-feira, 18 de Julho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº996
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New Yorker pegou pesado contra Obama

Por Carlos Castilho em 16/07/2008 | comentários

A lua de mel da imprensa norte-americana com o candidato democrata a Casa Branca, Barack Obama, acabou e a guerra suja começou com a capa da edição de julho da revista New Yorker.


 


A charge da capa mostra Obama vestido de Bin Laden e sua mulher Michelle usando um traje guerrilheiro no salão oval da Casa Branca, diante de uma lareira onde uma bandeira norte-americana esta sendo queimada. Para completar, na parede há um quadro com uma figura que parece Osama Bin Laden.


 


A identificação da charge produzida pelo ilustrador Barry Blitt  é ainda mais explícita: A Política do Medo (The Fear Politics) e vem na linha de uma série de movimentos na mídia norte-americana na questão tendo em vista o quadro político eleitoral das eleições presidenciais de novembro. Capa New Yorker


 


Tradicionalmente a imprensa dos Estados Unidos assume candidaturas, mas este ano a coisa está mais complicada, por conta da presença de Obama, um político que alguns jornais como os liberais The New York Times e Washington Post terão alguma dificuldade para digerir. O Times apoiou Hillary Clinton as primarias democratas, mas depois ficou em cima do muro, pelo menos até agora.


 


Por outro lado, os conservadores na imprensa norte-americana estão começando a trocar as luvas de pelica pelas de boxe no tratamento dado ao candidato democrata à sucessão de George W. Bush. Os principais comentaristas políticos da rede Fox de televisão começaram a endurecer o vocabulário contra Obama, mas até agora ninguém havia chegado tão longe quanto a The New Yorker.


 


David Remmick , editor da revista, procurou desvincular a mensagem da capa dos três textos da matéria principal numa entrevista ao site The Huffington Post, na qual as perguntas carregavam um forte criticismo à revista e ao desenho.


 


As capas das principais revistas norte-americanas são um capítulo a parte na guerra política que está começando e que não será nada cordial, a julgar pelos primeiros rounds. Enquanto Newsweek e Rolling Stone Capas Rolling Stone Newsweekmostram o candidato democrata como um bom moço, do outro lado, a conservadora The National Review pegou no fígado de Barack ao investir contra sua imagem de organizador de associações de bairro e líder comunitário.


 


Barack Obama ainda é uma grande incógnita política, mas a mídia norte-americana já está cavando trincheiras de um lado e do outro. E pelo jeito, vai ser uma briga de foice no escuro.


 

Todos os comentários

  1. Comentou em 19/07/2008 Márcio Tavares

    Quem chama alguém de burro está apenas se olhando no espelho. Além do mais, qualificar Obama de ‘esquerdista’ é desconhecer completamente a política americana.

  2. Comentou em 18/07/2008 Thiago Conceição

    Ivan, para quem escreve ‘comprehensao’ está ótimo. Além do mais você deve ser cego, surdo e burro se está nos EUA e não acompanha o que cada candidato diz. O Obama começou com uma campanha totalmente esquerdista, e agora está se posicionando mais ao centro para atrair eleitores brancos. Ele contradisse muita coisa que dissera anteriormente. O cara é um sacana!

  3. Comentou em 18/07/2008 Ivan Moraes

    ‘contará mentiras sem nenhuma vergonha para ser eleito’: e voce que so conta mentiras e jamais sera eleito, Thiago? Quer contar las? 1-New Yorker é uma publicação liberal (de esquerda). Como isso pode ser relacionado a ataques de conservadores? 2-ataques ao Obama tem sido, em sua maior parte, bem fundamentados. 3-Ele antes da campanha se posicionava mais a extrema esquerda 3-após a sua nomeação de candidato ele inverteu em 180 graus a sua retórica. 4-críticas são focadas justamente nessa constante mudança de posições, 5-um dia diz uma coisa e no outro diz o oposto. 6-Obama é um político, do tipo mais cara de pau que existe, 6-ele promoterá o que for necessário e contará mentiras sem nenhuma vergonha para ser eleito, 7-mesmo que depois de eleito faça justamente o oposto, assim como o Lula. Comprehensao de texto ajuda, Thiago.

  4. Comentou em 18/07/2008 Pablo Vilarnovo

    Acho que você não entendeu bem o humor na capa da New Yorker…

  5. Comentou em 18/07/2008 Albano Fonseca

    !!! Demonstre que VOCÊ não está satisfeito !
    AQUI >>>> ABAIXO-ASSINADO CONTRA GILMAR MENDES
    http://www.viomundo.com.br/denuncias/abaixoassinado-contra-mendes-atinge-9300-mil-assinaturas

  6. Comentou em 18/07/2008 Thiago Conceição

    O New Yorker é uma publicação liberal (de esquerda). Como isso pode ser relacionado a ataques de conservadores? Seria o mesmo se a Carta Capital fizesse uma charge de mau gosto do Lula e por isso culpassem a Veja. E os ataques ao Obama tem sido, em sua maior parte, bem fundamentados. Ele antes da campanha se posicionava mais a extrema esquerda, defendendo coisas como tirar as tropas do Iraque, etc, após a sua nomeação de candidato ele inverteu em 180 graus a sua retórica. As críticas são focadas justamente nessa constante mudança de posições, pois ele um dia diz uma coisa e no outro diz o oposto. O Obama é um político, do tipo mais cara de pau que existe, e ele promoterá o que for necessário e contará mentiras sem nenhuma vergonha para ser eleito, mesmo que depois de eleito faça justamente o oposto, assim como o Lula.

  7. Comentou em 18/07/2008 Pedro Meira

    Criticar uma determinada idéia através da extrapolação da mesma é complicado; para isso é necessário deixar bem claro a intenção da crítica, para não gerar mal-entendidos. Quando, se não me engano em 2002, a Carta Capital (que em princípio seria insuspeita pelas suas óbvias simpatias políticas) publicou numa capa uma fotomontagem onde Lula aparece como Lúcifer, com chifres e tudo, pôs embaixo uma legenda dizendo que aquele era o modo como o candidato petista era representado pelo resto da mídia. Faltou uma legenda explicativa na capa da New Yorker.

  8. Comentou em 18/07/2008 Ivan Moraes

    Fiquei infeliz com o comentario abaixo porque ainda nao disse o mood do ‘conservador’ americano la na rua, especialmente fora das grandes cidades, e especialmente o ‘conservador’ pre-fabricado pela media… eu vi isso com os proprios olhos em Colorado, no ano passado: Obama eh muculmano, portanto terrorista PONTO FINAL. O ‘conservador’ pre-fabricado norte americano eh tao sabio como o paulista medio.

  9. Comentou em 18/07/2008 Ivan Moraes

    ‘até agora ninguém havia chegado tão longe quanto a The New Yorker’: a capa eh barbara. Nao se esqueca, Castilho, que estamos falando do New Yoker! Dentro da sequencia de capas que o New Yorker publica, essa cabe perfeitamente. Nao, o NY´er nao estava discriminando Obama, nem sequer pensaria. Nao eh o historico da revista e ainda por cima eles **nunca** se deixaram infiltrar, a nenhum ponto de sua historia.

  10. Comentou em 18/07/2008 Luiz Antônio Puton

    Se aquele povo sentir o que o povo brasileiro sentiu quando partiram para factóides para atacar um cadidato popular, o veneno pode dar resultado contrário e o interessse por Obama crescer. O exemplo Dilma andava que sumida no cenário político. Foi só atacar ela que o ibope dela subiu.

  11. Comentou em 17/07/2008 Bruno Brasil

    Pelo que li em outro artigo, a intenção do cartunista foi fazer uma sátira a mitos infundados a respeito de Obama. Mas estampando a charge na capa, desse jeito, dá a entender que a intenção foi prejudicar Obama. Até entendo a revista, mas foi uma decisão infeliz.

  12. Comentou em 17/07/2008 Bruno Brasil

    Isso tudo faz lembrar a charge sueca que retratava Maomé com uma bomba na cabeça. Existe uma linha tênue entre a crítica proveniente da liberdade de expressão e o apelo ao choque. Parece que o cartunista, neste caso, optou pela 2ª alternativa. Vivendo numa sociedade neurótica, como a americana, é óbvio que a aproximação de um candidato à presidência (o ‘bem’) a um terrorista (o ‘mal’) vá causar certo frenesi. O cartunista errou na mão, e feio. De certa forma ele acabou usando da própria política do medo, promovendo uma visão demonizada do Obama.

  13. Comentou em 17/07/2008 Mariana Seixas

    Mas a The New Yorker não é um ícone da imprensa liberal norte-americana?

  14. Comentou em 17/07/2008 Pedro Meira

    A capa da new Yorker foi de um mau gosto tremendo. Se houve intenção de ironia, esta não funcionou. Na verdade, a mídia americana não gosta de Obama e parece estar, já há muito tempo, tentando derruba-lo. Tentou fazê-lo durante as primárias, martelando na tecla do caso do pastor Wright, para tentar salvar a candidatura da ‘valorosa guerreira’ Ms. Clinton, ungida por colunistas e barões da imprensa como salvadora do mundo e do projeto neoconservador. Como não tiveram sucesso, vão difundir baixarias e preconceitos para tentar eleger, a contragosto, John McCain, do qual parecem também não gostar por alguma razão obscura, mas a quem aparentemente vêem como mal menor em relação a Obama. Provavelmente em 2012 vão tentar levar novamente a conservadora enrustida Ms. Clinton à Casa Branca.

  15. Comentou em 17/07/2008 Rodrigo Aguiar

    O autor não tratou da versão dada pela revista: a matéria exporia a agressividade da imprensa norte-americana para com Obama. A charge representaria a imagem do candidato na visão dos principais órgãos de imprensa. Ou seja, seria, por incrível que possa parecer, uma matéria ‘favorável’ ao democrata.

  16. Comentou em 17/07/2008 Henrique Dorneles

    Ei pessoal, sei que vocês devem estar com boas intensões ao corrigirem errinhos de digitação do colunista Carlos Castilho, mas me parece que com isso vocês estão deixando de perceber a importância do texto, ou seja, o significado que é bem mais útil que a forma impecável. Castilho é um ser humano e seres humanos cometem pequenos errinhos freqüentemente, principalmente quando escrevem muito. Por outro lado máquinas não pensam, não produzem significados, ao preocuparem-se tanto com a forma, talvez estejam perdendo a chance de desenvolver mais o lado humano, a habilidade crítica, deixem a ‘perfeição’ para as máquinas. Não se considerem infalíveis, pois essa atitude nos traz muito sofrimento e atua como obstáculo para nosso desenvolvimento.

  17. Comentou em 16/07/2008 Eliane Magalhães

    Tudo bem que já passei dos vinte anos e assim vou ficando a cada dia mais e mais chatinha, mas não entendo a necessidade de se fazer este tipo de ‘humor’ do The New Yorker. Será que precisarão desenhar para que eu entenda isso? Oh, Deus que triste fim o meu….

  18. Comentou em 16/07/2008 Bruno Brasil

    Mais uma correção, em frase do 5º parágrafo: ‘…estão começando a deixar a trocar as luvas…’

  19. Comentou em 16/07/2008 Lucas Fry

    Carlos, ajuste seu texto, você esqueceu um E no final da palavra Boxe. Boxe = Esporte, Box = caixa. Abraço!

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