Segunda-feira, 18 de Março de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1028
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Novidades tecnológicas que abrem novas alternativas para o jornalismo

Por Carlos Castilho em 11/02/2009 | comentários

Hoje o tema do blog vai mudar um pouco. Aliás, mudar é um verbo que se tornou monótono na Web, especialmente na área da comunicação, onde centenas de jornalistas e técnicos tentam encontrar alternativas para os modelos tradicionais de imprensa escrita.


 


Para produzir o Código é necessário garimpar informações o tempo todo e isso acaba me pondo em contato com inovações e projetos que, isoladamente, ficariam melhor num blog de novidades tecnológicas, mas que quando vistos em conjunto mostram um pouco dos rumos que está tomando a inovação na mídia. Printed Blog


 


O projeto Printed Blog, por exemplo, está sendo tocado por um jornalista norte-ameircano que testa uma fórmula intermediária entre o weblog digital e o jornal impresso. Trata-se de imprimir o blog e distribuí-lo gratuitamente a leitores selecionados. O Printed Blog circula desde janeiro em Chicago e San Francisco.


 


O The New York Times [1] classificou o projeto como uma “ousada experiência que revive o início da imprensa, Exemplar do Printed Blogquando os jornais eram quase de graça (penny saver papers).  A maior parte do conteúdo é fornecido por blogueiros comuns e por alguns blogs de grande circulação, que permitem a reprodução gratuita de seu conteúdo.  


 


Outra proposta arrojada é a do site MixedInk, que pretende ser uma combinação do sistema wiki, produção coletiva de texto, com o modelo Digg, no qual os usuários votam nos melhores textos. O MixedInk ganhou grande visibilidade em janeiro deste ano quando, em parceria com a revista online Slate, pediu que seus usuários criassem um discurso de posse alternativo para o presidente Barack Obama.


 


Home page do MixedInkNada menos que 455 editores participaram da formatação do texto final. Embora o MixedInk tenha sido desenvolvido visando a produção coletiva de informações em comunidades e empresas, o projeto está sendo considerado o que mais se aproxima das exigências jornalísticas em matéria de edição compartilhada de notícias, segundo os editores da Slate.


 


Na Inglaterra, o jornal Guardian resolveu dar aos seus leitores da seção esportiva a possibilidade de tornarem-se técnicos virtuais de futebol. O programa Quadro Negro Interativo permite que uma pessoa use o banco de dados do jornal com as estatísticas dos jogos e a performance de jogadores da primeiraQuadro Negro Interativo divisão do futebol inglês para organizar, virtualmente, estratégias de ação para a equipe, como se fosse um técnico.


 


O Guardian criou também um jogo chamado Fantasy Football, em que o internauta pode escalar o time preferido e escolher a formação tática em campo. Todos estes recursos, se por um lado estimulam o lado lúdico da informação, por outro criam um modelo de produção de conteúdos pelo usuário a partir do banco de dados de um jornal. Esta é uma ferramenta que os comentaristas de futebol vão adorar.


 


A experiência do Guardian busca combinar informação, jogo e dados num ambiente virtual criado pelo jornal e por meio do qual ele pretende manter a clientela de leitores nas versões online e impressa. Como os grandes jornais acumularam ao longo dos anos um enorme banco de dados, este material pode ser facilmente usado para projetos noutros segmentos informativos, como economia e meteorologia.


 


O hashtag é um microprograma que está revolucionando o Twitter, o microblog instantâneo que é a grande febre informativa do momento, na internet. O Twitter permite que os usuários transmitam pequenos pacotes de informações ou dados (máximo de 140 caracteres), em tempo real, para recepção em computadores portáteis, telefones celulares e PDAs. Os hashtags permitem agrupar as informações por áreas de interesse reunindo mensagens de usuários diferentes. Hashtag


 Com isto, se você usar o Twitter, pode acompanhar tudo o que está sendo publicado sobre qualquer assunto de atualidade. Esta semana, o incêndio do prédio da TV chinesa podia ser acompanhado minuto a minuto pelo Twitter graças ao hashtag, que reunia tudo o que pessoas em diferentes partes da China e do mundo estavam publicando sobre o assunto.






[1] Para acessar, é necessário cadastrar-se no The New York Times (é grátis).

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