Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

O ataque do papa à mídia

Por Luiz Weis em 11/05/2007 | comentários

‘É preciso dizer não’, exortou o papa, ‘àqueles meios de comunicação social que ridicularizam a santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento’.

Onde se lê ‘ridicularizam’ leia-se ‘não fazem apologia’ de uma coisa ou outra. Culpar a mídia pelas mudanças em costumes que dizem respeito à intimidade das pessoas e às suas pulsões é típico da atitude totalitária, que gostaria de subordinar toda e qualquer dimensão da conduta humana às crenças – religiosas ou políticas – dos que têm horror à diversidade e ao direito de cada qual construir livremente o próprio destino.

Há muitas razões para dizer não aos vícios e deformações dos meios de comunicação social. Mas nelas não se incluem as que o papa deu de mencionar. Já o carnaval da mídia brasileira diante de cada ato ou palavra do visitante, embora previsível, beira o insuportável.

P.S. Por falar em mídia, o papa deu o dito pelo não dito no trecho da entrevista à imprensa, a bordo do avião que o trazia ao Brasil, em que disse achar fundamentada a eventual excomunhão dos políticos católicos mexicanos que votaram a favor da liberação do aborto na capital do país. Com a maior sem-cerimônia, essa resposta do papa foi expurgada da versão oficial da entrevista, divulgada ontem pelo Vaticano, sob a alegação de que se tratava de mera resposta a uma pergunta jornalística…

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Todos os comentários

  1. Comentou em 13/05/2007 Sidarta Martins

    Não é bem assim não. Os meios de comunicação tem responsabilidades sobre os costumes. Não há um controle total. Mas não há esta inocência que o Sr. coloca não.

    Saudações,

  2. Comentou em 13/05/2007 Marco Costa Costa

    A santidade do matrimônio e a virgindade antes do casamento, o Papa pede aos fiéis que não deixem que ridicularizem o catolicismo em função dessas teses que a igreja defende. Temos que lembrar que o casamento nada mais que uma prostituição legalizada, pela qual se constitui a família. Já a virgindade antes ou após o casamento é uma posição que cada indivíduo deve tomar pôr livre expontânea vontade. Já o papel da mídia não é fazer apologia da virgindade e/ou da desvirginada(o), o verdadeiro objetivo da mídia de papel, falada, televisiva e assemelhados, é fazer denuncias sobre os mandos e desmandos dos governantes em atividade. Mostrar o seleto clube das ‘celebridades’ para o grande público, fofocar sobre a vida alheia e agregados. Quanto ao papel da religião é pregar a palavra de “Deus”, a fim de manter o homem na calmaria e no conformismo da miséria em que esta inserido ou contemplar a desgraça alheia.

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