Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

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O caos criativo na internet e as opções do jornalismo

Por Carlos Castilho em 22/09/2009 | comentários

Esta discussão se o Twitter é ou não é jornalismo tem todas as características de um debate bizantino. Na verdade a questão central não está no microbolg que virou mania mundial, mas nos valores e percepções da realidade de quem se posiciona contra ou a favor.


 


Os críticos do Twitter afirmam que o microblog não favorece o desenvolvimento de enfoques e reflexões “sérias” sobre os fatos, fenômenos e percepções que são objeto de postagens pelos quase oito milhões de usuários do programa criado em 2006, nos Estados Unidos.


 


O sistema que permite textos de no máximo 140 caracteres começou como uma ferramenta onde adolescentes diziam o que estavam fazendo. Obviamente isto levou os mais céticos a qualificar a nova ferramenta de comunicação como promotora da futilidade e superficialidade, coincidentemente, adjetivos que já haviam sido usados para caracterizar os conteúdos do início da Web nos anos 90 e dos blogs no começo do século atual.


 


A preocupação com a seriedade jornalística parte de uma visão defasada da atividade informativa, já que a internet e avalancha noticiosa mudaram radicalmente a conjuntura informativa contemporânea. Até agora a notícia era o produto da atividade de profissionais especializados que podiam decidir o que era válido ou inválido como informação, dada escassez de canais de comunicação.


 


A internet revolucionou tudo isto ao disponibilizar anualmente um volume de informações equivalente a 18,5 exabytes o que equivale, a aproximadamente 70 mil novas bibliotecas do Congresso dos Estados Unidos[1], cujo acervo, em 2007, era de 32 milhões de livros. Isto significa que o volume de livros daria mais ou menos 2,2 trilhões de livros novos por ano disponíveis para consulta na Web.


 


São número aproximados porque as proporções se tornaram tão gigantescas que a precisão se tornou altamente relativa. Mas o que ninguém pode negar é que é um volume de informações inédito na história da humanidade.


 


Nestas circunstâncias não é difícil entender porque o volume de informações sobrepassou a capacidade processadora dos jornalistas. Isto tornou ainda mais longínqua a idéia de que alguém achar que é o dono da verdade. Se nós não conhecemos tudo, isto significa que alguém pode saber o que não sabemos. Portanto, para ampliar nossos conhecimentos a única saída é trocar informações.


 


Isto implica um diálogo que é onde os dados, fatos e informações são recombinadas (remixados no dicionário contemporâneo) para produzir conhecimentos, que necessariamente acontecem em redes. Antes as redes estavam limitadas a espaços físicos, agora elas acontecem no ambiente virtual, por meio de ferramentas como as páginas web, os blogs, os fóruns online e o twitter.


 


Antes o conhecimento era produzido nos recintos acadêmicos, nos centros de estudo, parlamentos e redações, só para dar alguns exemplos. Hoje, estes ambientes já não conseguem mais dar conta da avalancha informativa e a usina do conhecimento transferiu-se para o espaço cibernético, onde as regras ainda estão sendo escritas e reescritas.


 


Além disso, o jornalismo dos próximos anos não vai mais ser caracterizado pelas redações estilo fordista onde a notícia era processada como numa linha de montagem industrial, mas por sua imersão em ambientes marcados pelo caos criativo. O profissional não poderá mais limitar-se a um circulo restrito de fontes e um público que ele só conhecia de forma indireta e geralmente distante.


 


Ele não terá outra alternativa senão mergulhar no grande ágora informativo, do qual o Twitter é um componente. Acostumar-se com o caos, incerteza, insegurança e instabilidade, ou como disse o sociólogo polonês Zygmunt Baumanviver numa sociedade líquida”. E principalmente saber que terá que conversar e ouvir, o que significa que a relação com o público deverá mudar e muito.


 


Voltando ao Twitter, é claro que, da mesma forma que o Youtube e os blogs, ele não é um repositório organizado de dados, fatos, informações e percepções individuais. E nem é realista que algum dia ele chegue a tanto, porque a recombinação criativa é inevitavelmente complexa.


 


Mas apesar de tudo isto, o jornalismo do futuro não poderá prescindir do Twitter e outras ferramentas da chamada mídia social, como os blogs,  bem como de personagens polêmicos como o jornalista cidadão, porque todos eles fazem parte da grande conversa informativa. Sem esta conversa não há troca, sem troca não há recombinação e nem inovação. E sem inovação, a economia pára.





[1] Dados calculados com base nos números contidos no informe How Much Information, produzido pelos professores Hal Varian e Peter Lyman, da  School of Information Management and Systems. Disponível em: http://www2.sims.berkeley.edu/research/projects/how-much-info-2003/execsum.htm . O informe foi atualizado em 2003 e dava u ma projeção, considerada conservadora, de um crescimento de 30% anuais no volume de material digitalizado publicado na Web.

Todos os comentários

  1. Comentou em 25/09/2009 carlos guimaraes

    Atenção. Todos os brasileiros

    Grande Debate Nacional: As Concessões Públicas a Rede de Televisão no Estado Democrático. Limites e perspectivas.

    O Brasil precisa enfrentar este debate.

    Pode uma empresa de TV ameaçar um presidente democraticamente eleito; Pode uma rede de TV tentar obstuir a legalidade. Vejam o editorioal da BAND TV na terça-feira, com, Joelmir Beting.

    Isto é Possíovel numa democracia?? Pode a BAND governar o país???
    Trata-se da questão do Índice de Produtividade Rural. O Dono da BAND é um grande senhor ruralista, a partir de seus interesses pessoais quer barrar as ações de governo. Diga-se Governo constitucional, democrático. PODE?

    dEBATE jà: a concessão pública para TVs no Estado Democrático.

    Passe pra frente.

  2. Comentou em 25/09/2009 Waltair Martão

    Caro Castilho, cada vez que leio o Jornal da Tarde e sua campanha velada pela eleição do Serra ou a Veja em sua campanha explícita contra o Lula e a esquerda, menos eu acredito no enfoques e nas reflexões “sérias”, como você mencionou, do jornalismo atual. Que venham o Twiter e todas as alternativas a esse jornalismo de encomenda que querem que engulamos. Abs.

  3. Comentou em 25/09/2009 J Bat

    O que se vê são excessos dos meios de comunicação manipulando informações, propagandas enganosas, sexo, drogas legalizada, erotismo satisfazendo uma pequena parcela de indivíduos gananciosos, visando lucros a qualquer custo, leis imorais,deformando nossa Juventude, carente de educação de qualidade. Os excessos quanto as drogas licitas,levando ao aumento da violência,dos acidentes de trânsito e doenças mentais. As libertinagens no horário dito como nobres,jornais e revistas, induzindo a atos lascivos,promiscuidades, gravidez precoce, de que sexo é amor,se assim fosse, as prostitutas seriam as pessoas mais felizes do mundo.Programas de TV com conteúdo sexual podem contribuir com a gravidez na adolescência, concluiu estudo feito pela organização de pesquisa americana Rand, divulgado no início da semana(nov/08). A pesquisa levou três anos para ser feita, e é a primeira a relacionar programas televisivos com conteúdo picante a comportamento sexual arriscado entre os jovens.Nossas conclusões sugerem que a televisão pode desempenhar um papel significativo nos altos índices de gravidez na adolescência nos EUA’, afirma Anita Chandra, cientista comportamental que conduziu o estudo na Rand. ‘Não estamos afirmando que há uma relação direta de causa e efeito, mas que este é um dos fatores que podemos relacionar à gravidez na adolescência’, completa Chandra, acrescentando outros fatores,

  4. Comentou em 24/09/2009 Taissa Renda

    O twitter, assim como as outras mídias, é conseqüência da vida imediatista do mundo moderno. A necessidade de imediatismo é insaciável, e justamente por isso, a troca de informação tem acontecido no mundo da internet. As novas mídias sociais atuam como propagação do conhecimento, como ferramenta de troca de informação entre pessoas de todo o mundo, ou seja, o twitter é apenas um novo modelo de blog no qual qualquer pessoa tem acesso e pode escrever sobre qualquer assunto.

    O twitter não pode ser considerado como prática jornalística, ele atua muito mais para a diversão do que para informação. Em relação ao jornalismo, pode-se apenas dizer que o Twitter funciona como um clipping de notícias. Os 140 espaços da nova mídia social é uma ótima ferramenta de divulgação de trabalho e de informações. Revistas e sites divulgam em seus twitters links de matérias, pinceladas de notícias que podem ser vistas no em suas páginas. Não tem como levar informação fundamentada em tão pouco espaço. A nova ferramenta atua como um direcionamento para o jornalismo, como um meio facilitador.

  5. Comentou em 24/09/2009 Talita Barros

    Ôh, seu Jaime, não fique com raiva de mim. Não defendo um jornalismo tupiniquim e muito menos isso que está por se criar via net. Defendo algo mais denso até para os leitores aproveitarem melhor a leitura e não uma mera repetição do que se ouve por aí… sem uma apuração mais elaborada, parecendo e muito com uma conversinha de comadres. Falo isso no que vi exercendo a profissão. Quanto ao fato de estar furiosa, estou só um pouquinho, porque gosto de pensar e muito [acho que a faculdade de Filosofia me deixou mais assim]. Não sou uma maníaca obsessiva por informação meia boca. E ao fato de ser mal paga, não posso responder. Não estou, no momento, trabalhando na área e nem mantenho blogs e coisinhas do tipo para informar ou alienar terceiros. Estou mergulhada nos livros que me fazem refletir sobre tudo isso aí que acontece nesse mundão de meu Deus.

  6. Comentou em 24/09/2009 Jaime Hosken

    O Twitter nada mais é que uma rede de relacionamentos, e como tal, não tem como objetivo informar. Assim como o Orkut e o Facebook, busca o entretenimento, sem levar em conta os grandes acontecimentos do mundo. Claro que, por ser uma rede de relacionamentos, acaba envolvido nos mesmos, tornando-se uma forma não formal de transmissão da informação, o que não é um privilégio seu. O medo que o autor tem da falta de seriedade jornalística já vem acontecendo há algum tempo nos blogs que se disseminam pela internet, e mesmo nessas fontes nada oficiais, pode-se conseguir notícias sérias. Grande parte dos jornais possuem seus perfis, postanto constantemente as notícias do dia. Além disso, o usuário tem o poder de analisar e escolher a melhor forma de se informar.
    O Twitter é apenas uma nova forma de comunicação, que pode ser usada de várias maneiras. Os próprios jornais são assim: alguns sérios e outros nem tanto! A tecnologia apenas acelera o processo.

  7. Comentou em 24/09/2009 Mariana Campos

    Vemos na internet uma enxurrada de informações, vindas de todos os tipos de pessoas, a respeito de tudo que existe no mundo. Apesar de que nem sempre se pode confiar nas informações, estão surgindo na internet novas formas de etiqueta. No twitter por exemplo, tudo que é postado, é acompanhado por um link de onde a pessoa tirou aquela informação. Assim como é costume dar crédito para quem falou primeiro sobre um assunto. Esse tipo de regras sociais fazem com que fique mais facil determinar a veracidade dos fatos que são expostos na web.

  8. Comentou em 24/09/2009 Vitor Komura

    O jornalismo está cada vez mais perto de se consolidar na internet. O jornal impresso vem perdendo força, pois o que tem atraído os leitores são a dinamicidade e a rapidez com que a informação chega até eles. O Twitter é uma rede de relacionamento, essencialmente. O limite de 140 caracteres faz com que os usuários consigam postar uma noticia de maneira bem curta, o que atrai a leitura de muitas pessoas. Como futuro jornalista anseio que noticias, artigos e matérias sejam feitas nos canais certos ou haja uma reformulção, ou até mesmo uma adaptação para um novo jornalismo.

  9. Comentou em 24/09/2009 Gabriela Machado

    A evolução das formas de comunicação dentro da própria internet entra em debate pelo fato de estarem repercutindo na mídia, como se tivessem tirando os deveres dos jornalistas e de outros profissionais. A liberdade de se expor cabe a cada pessoa buscar as informações da maneira que quiser. Como um famoso pode fazer propaganda de seu trabalho, dar suas opiniões e promoverem-nas fazendo com que ganhe mídia e polêmica, como um jornalista pode usar do twitter, orkut, blog’s um meio para divulgar suas notícias. A diferença é uma exposição de uma opinião contra a veracidade do caso, mas tudo em tempo real.

  10. Comentou em 24/09/2009 Gabriel Assunção

    Acreditamos que a discussão sobre o quanto o Twitter interfere e faz perder no exercício da profissão é leviana e trata-se de uma preocupação antiquada levando-se em conta todas as ferramentas e as facilidades da internet na atualidade. A afirmação de que a nova ferramenta atua como “promotora da futilidade e superficialidade” reaparece toda vez que surge um novo meio que possibilite a transmissão de notícias por pessoas que não tenham diploma de jornalista ou não estejam inseridas no meio. Mas deve-se pensar que o twitter atua ainda mais como diversão do que para transmissão de notícias. 140 caracteres não conseguem levar a ninguém uma notícia completa e fundamentada, e na realidade, não são também utilizados para isso. Sites, revistas e jornais que criaram seus Twitters normalmente postam neles os links da notícia, não ela propriamente dita. Isso atua, portanto, como uma facilidade, já que proporciona um direcionamento prévio sobre o que se quer estar informado, sem a necessidade de se navegar em vários sites, revistas etc, à procura do que se deseja saber. A preocupação, acreditamos, é desnecessária. Novos sites e redes surgirão, e estes, na maioria das vezes, atuarão de forma positiva para auxiliar na transmissão de informações de uma forma ou de outra. A facilidade é desejável. Mais que isso, necessária no ritmo da vida acelerado que se impõe a todos na atualidade.

  11. Comentou em 24/09/2009 Alexandra Garcia

    Como diz o adágio popular: “Ninguém ama o que não conhece”, e a recíproca é verdadeira, pois alguns jornalistas, já acostumados com os seus blogs (Noblat, Nassif, Bob Fernandes, etc.) tiveram menos dificuldade para se adaptarem ou perceberem que o Twitter poderia ser uma boa ferramenta de trabalho, seja para divulgarem informações que cabem nos 140 espaços, seja para fornecerem um link para a matéria completa que queriam transmitir aos seus leitores. No meu entendimento a questão é basicamente de timing. No Observatório as novidades normalmente são diárias; nos blogs de hora em hora, e no Twitter podem ser de minuto a minuto ou praticamente em tempo real.

  12. Comentou em 24/09/2009 Clarisse Simão

    A informação digital invadiu o cotidiano da vida moderna e com isso trouxe mudanças significativas à vida social. O Twitter, assim como o Orkut, Facebook e similares, não são, nem nunca foram, ferramentas de propagação de conhecimento jornalístico propriamente dito. Porém, estimula a troca de informações entre pessoas no mundo todo e pode sim, virar um meio alternativo de obter informação. Afinal, o que é jornalismo sem troca de informações e debates? Simplesmente não existe. O público e o jornalista têm que coexistir e interagir para que o conhecimento não se perca no ar.

    Usufruir das novas tecnologias como meio de comunicação é o futuro do jornalismo. Acredito que as redes de relacionamento funcionam no jornalismo como uma publicidade, ou seja, se posta uma parcela da bagagem intelectual dos autores e chamam a atenção dos leitores para o seu trabalho.

    Os novos meios de comunicação nasceram da internet e não com ela. Foram aproveitados os espaços virtuais para se adaptar a Comunicação à outra parte da sociedade que desfrutava da novidade. Assim, as redes de relacionamento não são jornais virtuais, mas fontes para o jornalismo.

  13. Comentou em 24/09/2009 Carolina Costa

    Acho que muitas pessoas ainda têm dificuldade com a tecnologia e o que ela pode nos oferecer. Não vejo nenhum mal o twitter passar notícias, ainda mais direto da fonte, sem precisar passar pela censura dos meios de comunicação. Pelo contrário, saber as notícias direto do presidente de um clube de futebol ou de um político é excelente. Eles dizem o que quer na hora que quiser, e sem nenhum intermediário que possa distorcer as suas palavras, como muitos jornalistas fazem.
    Se muitas pessoas acham que esses meios virtuais irão substituir o jornalismo e que o curso vai acabar junto com os jornalistas e não sei mais o que, é bom que os jornalistas mudem de atitude e as faculdades também melhorem o curso, pois estas questões têm que ser usadas sempre para melhorar, apesar de pensar diferente de que o twitter vai acabar com os jornalistas(pode acabar se eles ficarem só no leva e trás das notícias), até porque o microblog serve para dar notícias rápidas, por isso mesmo que são apenas 140 caracteres. O trabalho de apurar mais profundamente e dar uma análise crítica contundente será do então jornalista.
    Além de tudo, também é bom os jornalistas pensarem na questão de sua independência “noticial”, essa coisa de escrever o que o patrão quer já está chato e ninguém aguenta mais.

  14. Comentou em 24/09/2009 Emilio Fonseca

    O Twitter, como toda novidade, gerou um certo mal-estar e estranhamento. Sem experimentar, alguns se negaram a conhecer a rede social. Felizmente, é claro que muita gente resolveu conhecer a nova ferramenta. Digo felizmente porque o Twitter parece simples mas tem infinitas possibilidades. Falando somente sobre Comunicação Social, podemos dizer que a publicidade ampliou consideravelmente sua área de atuação, já que conta com um novo espaço de divulgação de produtos e serviços – com feedback fácil e rápido. Por sua vez, o jornalismo tem, à sua disposição, um enorme campo para a troca de informações e divulgação de reportagens. É por isso que vejo o Twitter com bons olhos. Dentro de um contexto cibernético, no qual o conhecimento é completamente descentralizado, a troca de informações, opiniões e ideias é de extrema importância na busca pelo conhecimento. Novas mídias – como o Twitter – facilitam esta troca e contribuem para o desenvolvimento social. Entretanto, é claro que nem tudo são flores. Os internautas têm um grande trabalho a fazer – selecionar, selecionar e selecionar, com bastante critério e desconfiança, aquilo que realmente condiz com a realidade e que, portanto, deve ser levado à sério.

    Parabenizo o jornalista Carlos Castilho por trazer o Twitter para ser discutido, já que o tema é importante, pertinente e atual.

  15. Comentou em 24/09/2009 Daniela Souza de Jesus

    O Twitter é uma ferramenta que não precisa ser taxada como instrumento jornalístico, mas com certeza pode ser uma alternativa de propagação da informação. Notícias de última hora são apresentadas primeiramente no microblog, pois ali a instantaneidade é evidente. O acesso por meio de celulares e notebooks nos dá a capacidade de alastrar informações quentes, a qualquer hora e em qualquer lugar. Acredito ser muito difícil acompanhar todas as postagens, mas sabendo administrar o espaço do Twitter conseguimos uma atualização dos fatos atuais do mundo, mas claro, “seguindo” os perfis adequados para tal e sabendo criticar as postagens, não dando total crédito ao que lê. Quanto à discussão se é ou se não é jornalismo, minha opinião é que o Twitter nada mais é do que uma ferramenta a mais na web, e de forma mais enxuta. Cabe a nós, jornalistas, buscar mais conhecimento e participar das trocas de informações. Fazer o nosso papel e acostumar com o caos da avalanche. Boa sorte para nós.

  16. Comentou em 24/09/2009 Nathalia Magalhaes

    O caos criativo na internet é realmente uma situação de risco. Já não sabemos a veracidade das informações e principalmente os valores e percepções da realidade de quem as posta e quem as comenta. A figura do jornalista se perde no meio de tanta informação, o profissional se defasa , pois é impossivel saber tudo. A troca de informações é um ponto positivo na internet mas onde fica a ética?
    Orkut , twitter e tanta outras ferramentas que a internet dispões para troca de informações , tem sim seu espaço conquistado, mas é como se fosse “ o médico e o mosntro”, talvez a criação tenha superado seu criador e ficado fora de controle. A vida imediatista , o caos das cidades e a falta de prazer nas coisas simples, transformam as pessoas e consequentemente o pensamento. Por que há tanta futilidade neste meio? Porque há publico que as consome.
    Então o problema está entre o teclado e a cadeira, e principalmente no senso crítico de quem consome a informação. O ser humano é insaciável, assim como a necessidade é inesgotavel, é essa troca que acontece no ambiente cibernetico em grande escala que proporciona a inovação que move a vida capitalista contemporânea.

  17. Comentou em 24/09/2009 Rodrigo Coimbra

    Tudo que vem para simplificar a Comunicação, simultaneamente abala as estruturas do jornalismo. Falo do jornalismo arcaico, como Castilho nomeou de fordista. Pois para ele fica mais difícil conciliar, pós Internet, nossas efemeridades com nossas reais vontades. Como um estudante que se vê perdido no caos, minha criatividade imagina até o óbito da profissão naqueles moldes. Se o Twitter é ou não é jornalismo, para a nova profissão que imagino esse bate-boca não é de seu interesse, muito menos objeto de discussão. Devemos simplesmente sabê-lo, interpretá-lo e/ou usá-lo.

  18. Comentou em 24/09/2009 Raoni e Frederico Jardim e Rossin

    Ao mesmo tempo em que o Twitter mostra falta de confiabilidade das fontes e dados divulgados em suas notícias, nos traz informações que antes não seriam divulgadas ou teriam espaço na ‘agenda setting’. Quanto mais informação é distribuída livremente, melhor para todos, porém a falta de análises críticas sobre os temas abordados cria uma absorção dos conteúdos muito rápida, fazendo com que o público tenda a se posicionar a favor do redator.

    O problema, em nossa opinião, é a falta de posicionamento, e não a avalancha de informação. Porém essa avalancha, inevitavelmente, cria textos essencialmente rasos de análises e aprofundamento crítico. Outro problema do microblog é a divulgação de interesses pessoais disfarçadas de informações de suma importância, na qual os seguidores levam a sério qualquer coisa que seja dita. Seguir os ídolos da TV que possuem a ferramenta na internet é muito mais do que se declarar fã, é ir de acordo com qualquer coisa que eles escrevem. A possibilidade de resposta existe mas o diálogo é sempre precário e quase nunca rende bons frutos a quem os segue, fazendo com que o Twitter se torne apenas mais uma ferramenta de divulgação noticiosa unilateral.

  19. Comentou em 24/09/2009 Flávia Leão

    Desde que foi inventada, a imprensa sofreu várias transformações e a informação, apresentada de várias formas diferentes. Fomos de textos massantes e longos, para textos sintéticos que agora têm que ser muito claros. E depois veio a intermet, proporcionando um espaço ilimitado onde as informações jorram vinte e quatro horas por dia. É a forma mais rápida de “fazer jornalismo”. Ao meu ver isso é muito bom e o único problema é saber filtrar o que é verdde e o que não é. Não acho que o Twitter, assim como o Orkut e o You Tube podem ser chamados de jornalismo ainda, mas sem dúvida estão caminhando para isso, afinal o que acontece é uma troca de informção, matéria-prima para se fazer jornalismo. A notícia já trocou várias vezes de forma. Essa pode ser mais uma dessas trocas.

  20. Comentou em 24/09/2009 Ana Paula Marum Cruz

    Ao ler texto cheguei à conclusão de que o Twitter tomou uma dimensão muito maior no que se trata de um veículo de comunicação inserido na internet e é uma grande ferramenta da mídia social. Apesar dessa dimensão toda, ele não pode ser caracterizado como meio de comunicação dos jornalistas futuros. Para mim, é apenas um blog onde qualquer pessoa tem acesso, tendo o dom da escrita ou não, para falar sobre qualquer assunto. Seu propósito é unir as pessoas em uma espécie de miniblog e contar o que estão fazendo, sentindo e dar opinião sobre os acontecimentos, o que gera certo desconforto já que é lido por intelectuais e jornalistas, que são responsáveis pela crítica nos meios de comunicação. O que temos que fazer é aceitar essa nova tecnologia ao nosso favor e esperar por outras novidades.

  21. Comentou em 24/09/2009 Ana Flávia Goulart

    A expressão avalancha noticiosa tem sido cada vez mais utilizada e mais facilmente entendida pelo público. O volume imensurável de informações motiva as adequações tecnológicas e provoca alterações na maneira de pensar e agir das pessoas. Apenas os burocráticos, metódicos e antiquados não conseguem enxergar.

    Não podemos ignorar a influencia de uma ferramenta que propaga informações na profissão do jornalista. A discussão, na minha opinião, não deve ser “se o Twitter é ou não é jornalismo”, mas sim “qual a melhor maneira de fazer uso do Twitter no jornalismo”. Se a disseminação de informações é mais ágil, cabe ao profissional responsável por organizá-las e propagá-las realizar seu trabalho da melhor maneira possível.

    Se o trunfo do jornalismo, como citou William Bonner no livro Jornal Nacional –Modo de Fazer, é conseguir um furo de reportagem, porque não ter acesso instantâneo à informação que o levará a atingir tal objetivo? E se o caminho possibilita a mão-dupla, porque não utilizá-lo para informar prontamente o seu público?

  22. Comentou em 24/09/2009 Déborah de Deus

    O que as pessoas precisam entender é que o Twiter não é uma ferramenta séria, nem organixada o suficiente para tomar lugar da prática jornalística. Os críticos estão procurando o que criticar. Se pararmos para pensar os sites de relacionamento como Orkut, Blogs, Twitter etc, são uma forma de repasse de informação, e num mundo onde sempre precisamos estar ligado a tudo o que acontece não podemos dispensar meios para poder estar incerido no contexto. O que acontece no Twitter é basicamente uma conversa, conversa entre vários, tudo pode ser comentado, desde assuntos banais até discursões mais importantes, mas importante para quem? O que é importante para uns pode não ser para outros. Não cabe a um crítico julgar o que é importante para uma menina no auge dos seus 15 anos. Antes o conhecimento era passado na academia, cercado de reflexões filosóficas e complexas, mas o tempo mudou e o conhecimento precisa ser passado, agora sabemos o que acontece no mundo todo, precisamos estar a par da situação, é muita informação de uma vez e não há (ainda) limites para o repasse. O que precisa acontecer com o jornalismo é se adaptar, é fazer parte da criatividade sem perder a elegância, o Twitter, de uma forma grosseira, veio para somar quando se se trata de informar. A informação, a inovação, a criatividade, o conhecimento entre outras, são indispensáveis nesse mundo interligado.

  23. Comentou em 24/09/2009 Paula Sampaio

    O ser humano vai continuar criando coisas novas, afinal vivemos em um mundo capitalista que tem sede de consumo. Cabe a nós, jornalistas, acompanhar todas essas novas criações e aprender a usá-las da melhor maneira possível. Acredito que até com as coisas que aparentam ser fúteis, podemos aprender um pouquinho mais sobre o “homem moderno” que vive dentro deste bombardeio de informações.
    O twitter, orkut, youtube, blogs tudo isso é a vontade de ser visto que grita dentro de nós. Afinal, as celebridades hoje estão no topo da pirâmide da sociedade. Porém, apesar de todos esses meios de comunicação estarem sendo muito usados para auto-promoção, eles podem ser muito úteis também. O grande problema é a forma como eles estão sendo promovidos e utilizados. Como já disse, é preciso se livrar dos preconceitos e aprender a utilizar todas as novas ferramentas que são colocadas a nossa disposição da melhor forma.

  24. Comentou em 24/09/2009 Fernando Kelysson

    É erro capital, em nossos dias, desprezar a informação no formato de rede. A unilateralidade no jornalismo já caiu por terra diante do emaranhado de emissores, receptores e mensagens. O desafio para o profissional da notícia se agiganta, pois, a informação fugiu ao seu controle. Especificamente no Twiiter (a mais nova ferramenta de comunicação e informação), desenvolve-se uma linguagem totalmente inédita. Além desta característica, a abrangência e a veracidade ganha novo significado nessa, como disse Castilho, um dos espaços da nova ágora. Dizer que o conteúdo do twiiter não tem credibilidade ou não é sério não é prudente, como também prudente não é tê-lo como absolutamente confiável. Na minha visão pessoal, acho que o twiiter constitui-se um espaço gigantesco e novo para que as partes envolvidas na notícia se manifestem. As partes têm lá voz direta, não submetida ao filtro do editor. Também elas podem simular mil e uma situações mentirosas. Sendo assim, o twitter é mais que ambíguo, é multifacetado. Nas suas muitas facetas desconhecidas, ele pode enriquecer ou empobrecer, o grande desafio é conseguir distinguir isto.
    De Belo Horioznte,
    Fernando Kelysson, comerciante e jornalista
    emfluencia.blogspot.com

  25. Comentou em 24/09/2009 Henrique Carvalho

    Não é de hoje que o novo assusta a sociedade, afinal a comodidade toma conta de várias pessoas, o mudar demanda trabalho. O site de relacionamento Twiter surgiu como “upgrade” do velho Orkut. Muitas comunidades “orkutianas” são um despedício de bytes na sociedade digital, igualmente a vários jornais impressos, programas televisivos que acompanhamos na sociedade. Cabe a nós, usuários, telespectadores e ouvintes demonstrarmos através da nossa audiência o que desejamos destes meios de comunicação. Agora como estudante de jornalismo entendo que devemos olhar as novas tecnologias como forma de agregação de valor de conhecimento ao fazer jornalístico. Claro que não devemos virar “jornalistas de pijama”, não devemos nos basear apenas nos sites de relacionamento e blogs para pautarmos os nossos jornais. Não devemos abrir mão das redações estilo fordista, mas também não engessarmos as nossas formas de apuração da notícia. O Twiter vem para somar e auxiliar na produção jornalística, afinal não sabemos de tudo nem tudo podemos saber.

  26. Comentou em 24/09/2009 Marcelo Idiarte

    Acho que o problema maior quando se discute novas tecnologias ou novas ferramentas é que normalmente se coloca isso num plano substitutivo. Parece que há certa dificuldade para algumas pessoas assimilarem que talvez o termo adequado seja agregar. O Twitter não vai substituir aquilo que se entende por jornalismo, assim como a internet não vai substituir os jornais impressos – apesar dos prognósticos de algumas mães Dinahs da web. Eu tive uma decepção tão grande com o Orkut, onde o besteirol é institucionalizado e defendido pelos próprios usuários, que relutei bastante a criar uma conta no Twitter. A desconfiança era tanta que até dias atrás eu sequer tinha me dado ao trabalho de examinar como a coisa funcionava. Depois de dezenas de convites, acabei estimulado por um amigo professor de Língua Portuguesa. Não há nada de revolucionário no Twitter, é apenas uma ferramenta a mais na internet. Sua capacidade de reportar e multiplicar uma informação rapidamente é um fator interessante. Quanto à crítica ao formato dos 140 caracteres, é preciso explicar duas coisas: 1º) ninguém que usa o Twitter para fins sérios deixa de citar um link que contenha a íntegra da notícia ou da matéria aludida (ou seja: dá para dizer que o Twitter é como um clipping de notícias); 2º) para um prolixo incurável, usar no máximo 140 caracteres no fim é um grande desafio. Recomendo: http://twitter.com/luisnassif

  27. Comentou em 24/09/2009 José Paulo Badaró

    Tempos atrás ouvi no rádio do carro um jornalista esportivo esbravejando, praguejando contra o Twitter, implorando numa entrevista com o presidente do Palmeiras que não divulgasse através Twitter se e quando estaria fechando com o técnico Muricy Ramalho, e mais adiante ouvi outro jornalista reclamando que o técnico do Corinthians, em vez de dar preferência à imprensa, estaria dando notícias em primeira mão aos torcedores, também através do Twitter, coisa que ele pessoalmente nem teria tempo para fazer, mas que no caso era, e ainda é, muito bem conduzido pela filha do Sr. Mano Menezes. Eis ai um pequeno exemplo, simplório é verdade, de como a notícia pode chegar ao destinatário final de forma rápida e segura, sem distorções, sem necessidade de intermediários. Resta ao jornalista, num caso como esse, pensar grande e exercer uma atividade um pouco mais nobre do que o simples leva e trás cujo roteiro o seu gravador de bolso conhece de cor e salteado, interpretando, criticando, comentando que o tuitero não disse diretamente a ele. Vale dizer, dependendo do ponto vista entendo que o Twitter não só pode colaborar com o aperfeiçoamento da notícia, como pode tirar muito jornalista folgado do ócio.

  28. Comentou em 24/09/2009 Jaime Collier Coeli

    É isso aí, Talita. O maximo que o jornalismo tupiniquim conseguiu (e prossegue conseguindo) é ser a bandinha furiosa de coreto. Furiosa e mal paga.

  29. Comentou em 23/09/2009 Talita Barros

    A tal informação virou um assunto obsessivo. Fala-se em informação como se ela fosse a coisa mais importante do mundo. Manter-se informado, ler jornal, olhar um blog ou um site de algum veículo de comunicação, ver as novidades no Twitter, em blogs e tudo o mais. Somos uns tarados por informação. Claro que devemos ser informados, mas nem tanto, né. Isso é chatinho. De que adianta tanta informação se muita gente nem sabe fazer uma crítica daquilo que vê. Lê e rapidamente esquece. A informação massacra a gente. Dá uma sensação de insaciabilidade sem fim.
    Ante o texto ´O caos criativo na internet… ´, o que mais me interessou foi aquela palavrinha mágica ´ágora´. A internet até pode criar um ambiente de discussões, mas será que ela tem conteúdo como a ágora lá da Grécia Antiga? Hum, acho que não, hein. Alguns caracteres quebram o clima de qualquer boa discussão. Só para escrever isso aqui eu gastei muito mais que 140 toques. Ainda prefiro um bom livro [sou mais as bibliotecas da vida. A do Congresso Americano deve ser muito interessante]. Quanto ao Twitter, estou ao lado do velho e sábio Saramago: grunhido, é pra lá que estamos caminhando.

  30. Comentou em 23/09/2009 Ibsen Marques

    Na verdade, hoje, pouco importa se acham que o twitter, orkut, blogs e a própria internet não são jornalismo. Também pouco importa se acham que são. Hoje temos centenas de opções a nossa disposição para nos mantermos informados. Quem decide o que é e o que não é jornalismo é o leitor; aos que discordarem que optem por outros meios e outras mídias. O fato é que tudo isso já faz parte de nossa realidade e nada que se diga em contrário fará com que esse estado de coisas se altere, ao contrário, as possibilidades de que mal consolidadas essas alternativas, muitas outras novas surjam; numa velocidade que simplesmente não nos permitirá avaliar com muita profundidade se essa ou aquela alternativa é ou não jornalismo. O mesmo se pode dizer das questões éticas, enquanto tentamos discutir as questões, outras novas surgem à velocidade da modernidade. As ações são tão rápidas que, quando chegamos a alguma conclusão, os fatos já não são mais os mesmos. Estamos na era da ética do devir.

  31. Comentou em 23/09/2009 Herman Fulfaro

    Acredito que as críticas ao Twitter tenderão a baixar assim que as pessoas entenderem a sua real utilidade. A primeira vez que vi o Twitter não gostei, até porque sou prolixo e achei uma tremenda besteira esse negócio de comunicação telegráfica, usando apenas 140 caracteres (em que pese já existir a possibilidade de burlar isso com programas do tipo Twitzer), mas, basta pensar em situações como o que estamos vivendo neste instante, com a embaixada brasileira em Honduras cercada e com o ex-presidente daquele país lá alojado, para entender como o Twitter pode ser útil, desde que alguém se disponha a transmitir, praticamente em tempo real, tudo o que acontece por lá, cabendo ao leitor obviamente filtrar, interpretar e ler nas entrelinhas. Gosto, por exemplo, de Formula 1 e através do Twitter acompanho pari passu o que rola nos boxes ou nos bastidores. E basta um notebook e um celular via satélite para sequer ficar na dependência dos serviços locais. Aeroportos e estradas fechadas, vistos suspensos, nada disso importa. A internet não conhece fronteiras.

  32. Comentou em 23/09/2009 José Luís Zasso

    O Twitter tem, em muito, servido para a divulgação de conteúdos jornalísticos. Particularmente, me informo muito pelo microblog, principalmente seguindo não apenas amigos, mas veículos de comunicação… É como unir orkut com um leitor RSS…

  33. Comentou em 23/09/2009 Jaime Collier Coeli

    Apreciei o ‘ Ágora informativo’, que me leva a supor que nas pracinhas caipiras teremos um ‘coreto informativo’. Se me permite, fico com o bombardino.

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