Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

O choro e o vexame

Por Luiz Weis em 08/12/2007 | comentários

O colunista Ancelmo Gois – quem diria! – perdeu uma oportunidade histórica de ficar calado.


 


Eis o que ele publicou hoje, sob o título “Dilma 2010”:


 


“A ministra Dilma Rousseff chorou ontem em público, depois de cinco anos de modelito dama-de-ferro. Agora não resta mais dúvida: é candidata à sucessão de Lula.”


 


Se sete páginas antes, na mesma edição, o leitor já não tivesse se deparado com o porquê do choro, no digno relato do repórter Ricardo Galhardo, podia achar que se tratava de uma daquelas tiradas da imprensa que justificam o velho dito sobre a serventia dos jornais nas barracas de peixe da feira.


 


Mas, sabendo dos motivos das lágrimas da ministra, leitor algum poderá ser condenado se achar que o colunista ultrapassou o limite da irresponsabilidade, ficando perto de cometer uma infâmia que seria a negação de sua admirável carreira.


 


Sendo portanto colossal a distância – como se queira medi-la – entre um Ancelmo Gois e os membros da rancorosa família política dos Azevedos e Mainardis, de quem apenas seria de esperar uma nota do gênero, conto no relógio quanto falta para o colunista se desculpar profusamente do vexame.


 


Enquanto isso, compartilho com o eventual leitor o texto de Galhardo. A propósito, o Globo foi o único dos jornalões a noticiar, sob o título “O choro da ex-guerrilheira” e com chamada na primeira página, o evento em que a ministra não segurou – nem devia segurar – as emoções.


 


Lá vai:


 


Vista dentro e fora do governo como administradora austera e política durona, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, deu vazão ao seu lado emocional, ontem, durante evento promovido por alunos da Faculdade de Medicina da Santa Casa, em São Paulo. Dilma foi às lágrimas e mal conseguiu terminar seu discurso durante uma homenagem ao amigo Chael Charles Schereier, morto em 1969 nos porões da ditadura militar. A cerimônia foi realizada pelo Centro Acadêmico Manoel de Abreu (CAMA).

Chael e Hiroaki Torige, ambos exalunos da Santa Casa mortos pelas forças da repressão do regime militar, foram homenageados com um memorial no CAMA. Dilma, que militou com Chael na organização clandestina Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAL-Palmares) nos anos de chumbo, foi convidada para encerrar o evento – que também teve a participação do secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e do exministro da Justiça José Gregori – com um relato de sua convivência pessoal com o companheiro morto.

Cercada de ex-colegas de militância política e até ex-companheiras de cela, Dilma sucumbiu ao clima de comoção.Com a voz embargada, olhos marejados, se dirigindo diretamente à mãe de Chael, Emília Schereier, que estava sentada na primeira fila, a ministra abreviou sua fala aos prantos.

– Mesmo na clandestinidade a gente vive. E viver significa ter alegrias, amizades, gostar das pessoas. Conheci profundamente o Chael e quero dizer à senhora, que é mãe, que na minha vida ele sempre vai continuar presente e que, como ministra chefe da Casa Civil, ele compõe uma parte disso – disse Dilma, deixando rapidamente o microfone com as lágrimas escorrendo pelo rosto.

A reação da ministra fez com que vários outros ex-presos políticos, professores da Santa Casa e alunos fossem às lágrimas.

Filho de uma família judaica, Chael liderava o movimento estudantil na então recém-fundada faculdade da Santa Casa. Ele foi dirigente da União Estadual dos Estudantes e, a partir da decretação do AI-5, em 1968, partiu para a luta armada na VAL-Palmares, onde também militava a então estudante Dilma Rousseff.

Algumas ex-colegas de prisão de Dilma na ditadura foram ao evento para reencontrar a hoje ministra.

– Ela era uma menininha, não tinha nem 20 anos, mas discutia macroeconomia de igual para igual com economistas consagrados que também estavam na prisão – lembrou a jornalista Rose Nogueira.


Preso no dia 21 de novembro de 1969 e levado ao Batalhão da Polícia do Exército no Rio de Janeiro, Chael morreu no dia seguinte, aos 23 anos, durante uma sessão de torturas. Ele foi enterrado com nome falso no cemitério de Perus, em São Paulo, e seu corpo nunca foi identificado.

– A reação da ministra foi surpreendente e emocionou a todos. Enquanto organizávamos este evento descobrimos que aquele hospital centenário, aqueles tijolos, guardam muitas histórias e os alunos não têm noção disso – afirmou a presidente do CAMA, Maíra Benito Scapolan.’

Todos os comentários

  1. Comentou em 11/12/2007 jorge cordeiro

    Leopoldo, o que o Reinaldo Azevedo mais faz na vida é chutar quem discorda dele. Sua credibilidade só vinga numa pequena patota raivosa que anda por aí soltando perdigoto ao vento. Não gosto do Weis, mas nem por isso acho que ele merecia o texto odioso que o sofista-mor do jornalismo brasileiro – sim, porque o Olavo de Carvalho é astrólogo, antes de mais nada – lhe dedicou no tal ´blog´. Reinaldo parece aquele cavaleiro negro do filme Em Busca do Cálice Sagrado, no Monty Python, que toma pancada de tudo quanto é lado e ainda fica chamando pra briga. Patético… (www.escriba.org)

  2. Comentou em 11/12/2007 Thomaz Magalhães

    A troco, a imprensa tem que enaltecer choro de ex-terrorista?

  3. Comentou em 11/12/2007 jorge cordeiro

    ‘Até poucos anos amicíssimo e afiliado intelectual e político de tucanos de bico muuuuuito grande, Luiz Weis foi chamado, de última hora, pra fazer o texto final do livro Avança, Brasil, o programa de governo de FHC, na campanha da reeleição de 98.

    As afinidades intelectuais e políticas e um bom salário levaram-no a aceitar a tarefa. E Weis mudou-se pra Brasília durante a campanha, integrando-se à equipe tucana de programa de governo. Na biografia que pôs em seu blog, hospedado no Observatório da Imprensa, Luiz Weis omite seu trabalho na campanha de reeleição de FHC bem como a autoria do texto final do livro Avança, Brasil.’

    Tá lá no blog do sofista-mor. Que coisa, heim? E eu ainda acho que Luis Weis deveria também por em sua mini-biografia aqui do blog sobre o que escreve no Estadão – no caso, é editorialista. Pq esconder esses fatos? Eu, heim… (www.escriba.org)

  4. Comentou em 11/12/2007 Leopoldo Dogher

    Parabéns. Você conseguiu ser chutado pelo Reinaldo Azevedo e, assim, aumentou a audiência dos seus textos. Não era este o objetivo?

  5. Comentou em 10/12/2007 Odracir Silva

    Olha eu acho q o Caro Weis ee mais centrado, mas acho q foi viesado neste post. Ao escrever ‘azevedos e mainardis’ parece q soo coloca q existe um lado de tal estilo. Este estilo tb existe no outro lado, como os amorins e minos da vida… Se o Anselmo Goes poderia ter ficado calado, o caro blogueiro poderia ter sido mais equilibrado. Exageros haa em ambos os lados.
    Qto aa ministra, ela ee um animal politico. Como pessoa publica deve ser escrutinizada, e gestos publicos devem ser estudados. Pq a leniencia? Nao me lembro a mesma leniencia c/ o dep. federal Paulo Maluf, por exemplo.

  6. Comentou em 10/12/2007 Max Suel

    Concordo 100% com a Sra Lux Lucis. Parabéns pelas suas colocações que sabemos, nós que vivemos aqueles tempos, que são verdadeiras. Acrescento ainda: Lógico que lamentamos e condenamos a tortura (Vlado Herzog foi um exemplo), mas as indenizações milionárias que , apesar de legais são imorais, estão sendo dadas, são em muitos casos um absurdo.
    Também acho que foi gratuito o ataque aos Srs Reinaldo Azevedo e Diogo Maionardi, talvez para procurar polemizar e aparecer às custas deles. Outra verdade é que o lulo-petismo não tem candidato à presidência em 2010, e está a soltar balões de ensaio. A ministra hoje politicamente é figura apagada, e neo-petista, o que lhe causaria problemas no seio daquele partido. A outra verdade é que será candidato do lulo-petismo aquele que o chefe máximo Lula indicar. Assim é também naquele partido, que vive o assembleísmo apenas para discutir questões menores, mas se fecha num círculo minúsculo naquilo que é importante, tal qual na época da URSS onde o partido falava pelo povo, e o comitê central falava pelo partido, e o secretário geral falava pelo comitê central, ou seja, um só decidia.

  7. Comentou em 10/12/2007 Jorge Luiz Cavalcante

    Luiz Weis, nada mais há de agressivo à democracia do que esse papel pequeno que jornalistas ligados a determinada agremiação política (PT) tenta fazer, com patrulhamento aos demais jornalistas. Não te conheço, mas já sei a quem serves… e com certeza a ética não é uma das suas causas.

  8. Comentou em 10/12/2007 Nelson Barbosa

    Parabéns pelo texto, sr. Weis. Quanto aos comentários raivosos e maldosos de alguns que escrevem aqui, resta-nos apenas lamentar e entender a razão de terem sido tratados sempre com tanto nojo, antes e ainda agora. [ ]Dilma, com choro ou sem choro, meu voto já será seu mesmo!

  9. Comentou em 10/12/2007 LEONARDO CANDIDO BASTOS

    O intelectualmente honesto Reinaldo Azevedo não ficou muito feliz com a citação. Ficou bravo. Chamou o Senhor Weis de petista. Insuperável!!! Realmente demais!!! Esses sectários cabeças-ocas são hilários!!! O pior é que sempre encontram outros mais [ ] que os admiram!!! Aqui mesmo nesses comentários encontram-se alguns… São poucos, são iletrados, porém são devotos. Kkkkkkkkkkkkkkk!!!

  10. Comentou em 10/12/2007 Paulo Cesar Rodrigues

    Muito bom o seu comentário sobre os azevedos ou os mainardis. O unico reparo é que não se trata de uma familia politica, mas uma familia comerciante mesmo. Vendem o seu texto para que paga mais já foi o ex ministro Mendonça de Barros, hoje comem na mão da candidatura Serra.
    Estes sub produtos do Paulo francis são como praga quanto mais apanham mais crescem, até porque não tem reputação a perder

  11. Comentou em 10/12/2007 lux lucis

    Vivi a academia aquela época! Não participava pois sabia que tambem o comunismo matava e matava aos milhões.
    Nunca acreditei no comunismo, nem na esquerda.
    Eu era vista pela esquerda com nojo!
    Tampouco acreditava na direita. Acredito, sim, que há gente boa e gente ruim em qualquer canto ou filosofia. Todavia:
    a- quem entra na parada da guerrila tem que saber o que vai encontrar e nunca é ‘freirinha inicente’.
    b- a guerrilha tambem matou alberto mendes junior, de emboscada, assim como matou nuita gente. Tambem sequestrou, assaltou e vilipendiou.
    c- Achar que essa gente como dilma, palocci, zé dirceu, genoino, marta, silvinho, professor luizinho é gente santa e digna de respeito é estória pra trouxa. E trouxa bolivariano, ainda por cima.
    A História veio me dar razão no exato dia que caiu de podre o muro de Berlim!
    Quanto a voce Weis, falando em distâncias tão a seu gosto, a distãncia entre voce e a família dos Mainardis e dos Azevedos é um abismo intransponível!

  12. Comentou em 10/12/2007 jorge cordeiro

    Huum… sei não, mas acho que essa nota estúpida, tosca toda vida, não foi escrita pelo Ancelmo, mas por um dos integrantes de sua equipe. Pelo estilo, posso até advinhar quem é, mas vou ficar na minha…. E o Reinaldo Azevedo, pra variar, tá dando ataque de pelanca lá pelas bandas dele., p da vida com a ´homenagem´… (www.escriba.org)

  13. Comentou em 10/12/2007 Carlo Bandini

    ,,,
    Graças a Deus que existem Mainardis e Azevedos no Brasil.Se não houvessem não haveria razão para o Weis existir.

  14. Comentou em 10/12/2007 Dante Caleffi

    Ancelmo(sic)Góes,conhecido colunista escatológico,escreve aquilo que a editoria impõe.O provincianismo é uma característica do jornal dos Marinho,reduz o país a ótica do Cosme Velho.
    PS.:Lembram da TV Monte Carlo?Provincianismo,breguice e ‘soluções fiscais’, num mesmo pacote.

  15. Comentou em 10/12/2007 Marcelo Ramos

    Parabéns, Weis, mandou muito bem. O Globo leva sua ‘oposição’ além dos limites da cortesia mínima. Mas estão indo por um caminho que já sabemos onde vai dar. Agressão, veneno, infâmia, foi a mesma fórmula usada por Serra e Alckmin em duas eleições perdidas. Espero que continuem nesse caminho, pois o povo aprendeu que, quando Globo, Folha e Veja caluniam alguém, esse alguém deve ser bom. E agora a ministra pode até posar de vítima da mídia. Se ela for mesmo candidata, seria um bom começo.

  16. Comentou em 10/12/2007 Ney José Pereira Pereira

    ‘Observatórioda Imprensa ou Latrinório da Imprensa?’

  17. Comentou em 09/12/2007 Ibsen Marques

    Sr. Arno Esquivel. Espero que não avalie seus alunos com a mesma precipitação e falta de atenção. O Weiss ‘criticou’ a matéria que classificou o choro com eleitoreiro. Para pessoas em formação determinadas observações poderiam ser devastadoras. Faltou aqui um pouco do tão famoso comedimento mineiro.

  18. Comentou em 09/12/2007 Marco Antônio Leite

    Quanta inconveniência esse quase cidadão escreve. Este espaço inerte, aceita de tudo, é igual um pedaço de papel, aceita textinho de todos os tipos, discursos inflamados, cheio de moralidade e partidários. Aceita discursos amenos, também aceita discursos vazios. Como trata-se de um espaço inerte aceita também discursos conservadores, progressistas, filosóficos, besteirol de direita. Aceita isso e aquilo, aquilo outro e, outro aquilo, aceita falatório inútil, bem como proselitismo e tranqueiras em geral. Esse indivíduo se enquadra no discurso vazio, ou cheio de rancor, preconceituoso, discriminatório e similares. Ele se acha o mais, mais, entre os dez mais?

  19. Comentou em 09/12/2007 Hélcio Lunes

    Quem quer que tenha participado do movimento guerrilheiro no Brasil, ganha uma espécie de ‘salvo-conduto’, um ‘vale-resgate eterno’ por toda a sua vida!
    É sabido que a esquerda carrega dentro de si um mau humor, ou melhor, uma falta de senso de humor sesquipedal, o que talvez explique essa ‘indignação’, com uma bobagem,, um fato corriqueiro.
    A ministra é conhecida por ser durona, é chamada por seu chefe de ‘gerentão’. E finalmente chorou!!!!!! Chorar porque morreu o cachorrinho, ou porque roubaram o carro, perdeu no jogo de pocker, o que seja é choro, e acabou. Tratar ESSES ASSUNTOS, o passado guerrilheiro, da assaltante de bancos, com esse ar de divindade, de solenidade é uma grande bobagem. A Dilma durona chorou, e daí? Palmas para Dilma, que se livrou de seu passado clandestino, voltando a ser gente normal, chorando, rindo independente de motivo!
    De plaquinha, de chavão revolucionário!
    A

  20. Comentou em 09/12/2007 Maria Izabel L. Silva Silva

    Caro Weis. O jornalista de O Globo escreveu ‘VAL- Palmares’. duas vezes? Então não é erro tecnico. É ignorancia mesmo. E o Ali Kamel ainda esculhamba os livros de História que tentam ensinar alguma coisa sobre nosso passado recente?? Ora. Qualquer criança sabe, (graças aos livros de História que o Kamel atacou) que,
    Vanguarda Armada Revolucionária é VAR (e não ‘VAL’) … O PIG não consegue nem fazer justiça à memória dos acontecimentos recentes.

  21. Comentou em 09/12/2007 Cid Elias

    Como é bom ver o grande Luiz Weis de volta às grandes observações, as quais sabe fazer como poucos! Parabéns! Quanto à Dilma, é minha candidata desde o programa tucano roda-morta que foi ao ar em 2006, quando os jornalistas engajados da grande imprensa levaram uma surra de ‘democracia’ e de conhecimento desta Brasileira que, confesso, cheguei a ficar com dó dos pobres…eram rossis e catanhedes pulando na jugular da Dilma e ela só tirando de letra! Uma aula imperdível, comprei o DVD pra poder ‘curtir de quando em vez’.

  22. Comentou em 09/12/2007 reinaldo cabral silva

    Quando começamos a levantar pela primeria vez para o Comitê Brasileiro pela Anistia a relação dos desaparecidos políticos o nome de Chael aparecia com informações tão rarefeitas que não conseguimos montar sobre ele um texto de 10 linhas,apesar dos esforços do movimento da anistia de São Paulo e do apoio logístico que o então Cardeal Arns nos emprestou ao longo desse trabalho. Por causa disso, no livro pioneiro sobre o tema’Desaparecidos Políticos: tortura e assassinatos’, editado pelo CBA-edições Opção que assinei com o jornalista Ronaldo Lapa, aparecem mais de 150 nomes de desaparecidos políticos que ainda hoje-2o. governo Lula-não tiveram seus restos sepultados porque esse mesmo governo Lula pisou na bola, não permitiu o aprofundamento das pesquisas para identificação dos mortos e ainda trata esse assunto com comedimento. É preciso a ministra Dilma ir a uma solenidade num lugar-Cama-que foi cenário de muitas prisões de jovens sonhadores como Chael, para sensibilizar a grande imprensa,que pôs uma pedra em cima de uma questão que o governo Lula já deveria ter tirado a limpo. Quanto ao comentário do Ancelmo, é típico do jornalista desinformado sobre a história recente do Brasil.

  23. Comentou em 09/12/2007 Humberto Guimaraes

    Não houve uma maneira única de lutar contra a ditadura no Brasil,não foi só a luta armada que resistiu.Weis,sabe-se, também participou da luta pela democratização,mas já, aqui, no Observatório,criticou a meta(de organização política do estado)que visavam os guerrilheiros de então.Herzog não comungava com essas metas,mas, por se ter oposto à ditadura,foi torturado e morto,da mesma forma que muitos participantes da luta armada. Visões políticas diferentes não impediram que todos(que detestavam o cerceamento da cidadania e as injustiças)se voltassem contra o que mais indignava:a violência do controle político que,após 1964,tornou o exercício da cidadania difícil,clandestino.Há médicos que,com sensibilidade,lutaram contra a ditadura e sua violência ou se solidarizaram com tal luta,por saberem que a saúde cívica não prospera sob regimes violentos.E há os que como legistas da ditadura,insensíveis à vida,especializaram-se na morte e, das entranhas dos mortos dignos,retiraram palavras falsas e indignas(laudos)para negar a tortura.Dilma e os médicos dignos da Santa Casa choraram juntos,lembrando de uma época de chumbo em que os indignos justificavam a tortura como meio eficiente para barrar “o totalitarismo” dos torturados.Até hoje existem pessoas-entre eles, médicos (??!)- muito mais próximos de legistas da ditadura do que de médicos preocupados com a saúde física e cívica das pessoas.

  24. Comentou em 09/12/2007 Carlos Martins

    Em tempo. Caro Fernando Gomes (‘Fiz o seguinte comentário no blog do Ancelmo: ´Dê uma espiada na coluna do LW no OI. Ele está aguardando uma reconsideração sua a respeito da nota sobre a ministra Dilma. Vc é gente boa, vai. Não deixe o LW, tão brilhante quanto vc, esperando. Um abraço´.’), perdeste teu tempo. ‘Reconsiderações’ não são praxe de AG – a não ser, claro, que a reclamação parta de ‘ôtoridade’ e/ou que a ordem de ‘reconsiderar’ venha do patrão. Sei por experiência própria: também já desperdicei tempo alertando-o, mais de uma vez, para erros *factuais* grosseiros, e néris de retificação, afinal sou o célebre ‘Carlos *de onde*?!?’. ‘Ficou algumas horas no ar e foi excluído.’ E esperavas coisa diferente? ‘Triste.’ Mas típico. Pegando o mote da propaganda da Nave-Mãe, se eu ‘sentar ao lado do Ancelmo’ dou-lhe uma cusparada – e nunca mais volto ao boteco que ele conspurcou com a presença.

  25. Comentou em 09/12/2007 Carlos Martins

    É lamentável, mas bem indicativo do clima irracional de ‘mata-e-esfola’ reinante, que alguns comentários tenham partidarizado ou ‘ideologizado’ o que é uma questão *ética*. Não se trata de PT versus não-PT (ou anti-PT), de ‘esquerda’ ou ‘direita’. Se o choro tivesse sido do não menos ‘presidenciável’ José Serra – que, embora não tendo aderiado à luta armada, muito provavelmente terá perdido amigos e companheiros nos porões da ditadura, e que tampouco se preocupa em se vender como ‘simpático’ -, teria sido igualmente digno de respeito; e a nota de AG teria sido igualmente vil. Idem se tivesse sido o também ‘presidenciável’ Aécio Neves em cerimônia homenageando seu dele avô Tancredo. Mas, pelo tristemente visto, para pessoas para quem o mundo se resume a uma arquibancada de Vasco x Flamengo, tal dimensão humana é inconcebível.

  26. Comentou em 09/12/2007 Marco Antônio Leite

    Senhor Prado, lembrei-me, ‘DEUS’ não existe, se é que existe, só se for na cabeça dos alienados e sofredores do sentimentalismo ‘CRISTÃO’. Abraços socialistas…

  27. Comentou em 09/12/2007 Marco Antônio Leite

    Senhor Prado, quanta brutalidade! Você ainda tem a delicadeza de dizer que este cidadão civilizado não merecia ser alfabetizado. Senhor, será que mereço ser tão lisonjeado assim, na realidade não mereço tanto, mesmo sabendo tratar-se de um agrado vindo de um semi-alfabetizado, o qual perde seu ‘precioso’ tempo agredindo gratuitamente um igual de lutas. Senhor, tenho piedade de pessoas fracas e perdidas na forma de pensar e escrever. Abraços socialistas… Não derrubei lagrimas de crocodilo, mas estou injuriado pôr nunca ter feito nenhum mal a vossa senhoria para receber tamanho desaforo?

  28. Comentou em 09/12/2007 Felipe Faria

    Por Deus, a razão está errada, a asserção está errada e uma nada tem a ver com a outra….

  29. Comentou em 09/12/2007 Arno Esquivel

    VAL- Palmares, seu Weis? Na ânsia de atacar, o moço não atenta nem para o básico da informação? Qual a lógica da crítica de um artigo se o sr. não sabe nem o nome de uma das organizações clandestinas mais conhecidas na época do país sob regime militar? Isto, seu Weis, é pseudo -jornalismo. Quanto ao Gois, sabe-se que Dilma foi Estela, Luiza, Maria Lúcia, Marina, Patrícia e Wanda. Isto é fato. Isto é lógica: quem se faz de muitos, pode não ser uma coisa só. Lágrimas de crocodilo? Weis, aliás como sempre, V. perdeu a enésima oportunidade de ficar calado.

    Nota do OI: O atento leitor deveria ter percebido que o erro na denominação da organização guerrilheira deu-se na matéria de O Globo reproduzida, entre aspas, neste post.

  30. Comentou em 09/12/2007 Carlos N Mendes

    Eu só pediria aos comentaristas do OI não darem audiência à quem está fazendo aqui estágio para Mainardi. Repercussão é o alimento dessa gente.

  31. Comentou em 09/12/2007 Fernando Gomes

    Fiz o seguinte comentário no blog do Ancelmo: ‘Dê uma espiada na coluna do LW no OI. Ele está aguardando uma reconsideração sua a respeito da nota sobre a ministra Dilma. Vc é gente boa, vai. Não deixe o LW, tão brilhante quanto vc, esperando. Um abraço’. Ficou algumas horas no ar e foi excluído. Triste.

  32. Comentou em 09/12/2007 Ibsen Marques

    O choro foi humano, legítimo, sentido. A ditadurs militar como todas- odienta. A luta armada um equívoco e o futuro, atual presente dos guerrilheiros, uma história de negação às convicções defendidas com força e violência. Basta ver FHC, Lula, Genoíno, Dirceu e Dilma. Minto? Olhem então para o tamanho dos lucros do sistema financeiro nos últimos anos. Desde FHC os bancos batem anualmente o recorde de seus lucros e o sistema produtivo, com crescimento pífio, amarga as dificuldades provacadas por tarifas, altíssimas taxas de juros bancários e um sistema tributário incompetente, mau gerido e planejado e com percentuais sufocantes. Ah! a culpa é de políticos coronéis como ACM. Mas ele não compôs a base de apoio do governo FHC? Que nada, a culpa é de coronéis como Sarnei, que não quer ser presidente do Senado e cujo único interesse é lutar pelo povo de seu Estado, o Amapá. Mas ele não é Maranhense e não é lá que tem e mantém seu exército e não é ele, juntamente com Collor e Renan, um dos pilares da base de apoio do ex-ativo sindicalista Lula e dos revolucionários Dilma, Dirceu e cia??

  33. Comentou em 09/12/2007 Fernando Schweitzer de Oliveira

    Só o chapéu… não… Tirar a comida da mesa do trabalhador, tirar vagas do ensino público, tirar o que resta de segurança do povo, tirar mais estatais e vamo tirando… e f***** com o que resta do povo… Em tirar eles são craques e como!

  34. Comentou em 09/12/2007 Nilton Bergamini

    A minista Dilme com certeza é uma pessoa a quem todos deveriam tirar o chapéu.

  35. Comentou em 09/12/2007 Ivan Moraes

    ‘Até ACM cherava…’: concordo plenamente! E tambem fidia!

  36. Comentou em 09/12/2007 luís josé bassoli

    Será que Ancelmo Gois entrou para o PIG (Partido da Imprensa Golpista)?????

  37. Comentou em 09/12/2007 maria olindina vilas boas

    Caríssimo Jornalista LW.
    Belo texto. Tão emocionante qto. as palavras da Ministra.
    Parabéns e obrigada por vc. existir.

  38. Comentou em 08/12/2007 ubirajara sousa

    Ainda bem que, para cada não-petista existem pelo menos uns cinco petistas. E petistas que não se deixam levar por palavras tresloucadas soltas ao vento como as que se vêem por aqui, às vezes. Se a Dilma se candidatar será eleita, com certeza. Parabéns Luiz Weis pela zelo demonstrado para com a imprensa. Feliz retorno ao OI (pelo direcionamento do texto).

  39. Comentou em 08/12/2007 Luiz Serra

    Não foram só anos de chumbo grosso, mas de choro solto. Regredindo os ponteiro, houve lágrimas na fase do Estado Novo, em 1932, 1930, 1922, em Canudos e no entremeio de Floriano Peixoto. Talvez expliquem as dificuldades que ainda temos hoje de pacificação das ruas e das mentalidades! Abraços.

  40. Comentou em 08/12/2007 Eduardo Aunaso

    Será todos que estão cegos?
    O fato de ela ter sido vítima da ditadura não lhe dá direito de achar que pode ser tão antipática.
    Não culpem a mídia. A culpa é dela mesma: o tom de voz, a forma de se posicionar, as respostas grosseiras, o jeito imperativo de tratar a todos …
    Pra uma pessoa que parece fazer questão de a todo tempo transmitir uma imagem de arrogância, prepotência e autoritarismo, haja choro que compense.
    Presidente??? Com essa imagem, só se fosse na França!!!
    Aqui, tem que ser amável e popular. Se ela aprender, quem sabe!!!

  41. Comentou em 08/12/2007 Jedeão Carneiro

    Mesmo depois da derrota da mídia nas últimas eleições, ela ainda despreza o povo e acredita em suas velhas fórmulas. Ainda acha que fazendo seu candidato chorar, vestir um jaquetão com os nomes das estatais, comer buchada de bode, montar em lombo de cavalo, tomar cafezinho na esquina ou comer pastel na feira vai enganar o povo. Se a imprensa não se reciclar nunca mais vai emplacar outro Collor ou outro FHC. Enquanto isso Lula e Dilma, apesar da mídia, deixam transparecer que têm a alma de gente. Não são como os candidatos da imprensa, mais parecidos a picolés de chuchu com palito de plástico, recheio de silicone e cobertura de parafina.

  42. Comentou em 08/12/2007 Luciano Prado

    Marco Antônio Leite, TST (SCS/SP) – Tem gente, como você, que não merecia ser alfabetizado. Prá não ter que usar as letras como você usa e dizer o que você diz. O problema é que Deus é tão misericordioso que também te deixou existir.

  43. Comentou em 08/12/2007 Paulo Bandarra

    Triste ver que estudantes de medicina abandonam os objetivos da mesma para homenagear coisas sem relação com o que deverão enfrentar no futuro: a ciência e o conhecimento dela para bem poder exercê-la com maestria e sem engodo populista e demagógico a serviço do estado! Mas certamente foi um ato político bolivariano para quem não está muito preocupado em desenvolver conhecimento médico! Médicos como Che Guevara que nem colega médico nunca teve, nunca se viu ou ouviu! Médicos dedicados a promover a morte e não a vida! Sem esquecer que a política atual é mais neoliberal e globalizante do que os milicos faziam na época criando um sem número de estatais e fechando o mercado! Hoje entregar para o estrangeiro não é mais pecado! Como diz o nosso guia, mexer na economia não é para qualquer um, melhor deixar como o FHC/FMI traçou!

  44. Comentou em 08/12/2007 Regina Braga

    A ministra Dilma merece todo o nosso respeito, bem como aqueles que tombaram por um Brasil melhor.
    Minha candidata a presidente, apesar de parte da mídia ser contrária.

  45. Comentou em 08/12/2007 Fernando Schweitzer de Oliveira

    Até ACM cherava… Ter passado é ter de que se emocionar, o problema que o PT vendeu a CNI entre outros seu lindo passado… O que me assusta é que os PTistas continuem sendo PTistas após isso!

  46. Comentou em 08/12/2007 nelson lott

    Quem passou pelos porões e masmorras da ditadura militar sabe o quanto emociona ver a homenagem a companheiros que levaram além da vida a luta pela liberdade .
    Como não se comover até as lágrimas mesmo aqueles ex-resistentes curtidos pela tortura e sacrifícios vendo homenageados aqueles lutadores pela liberdade que além de massacrados com requintes de barbaridade – que os bárbaros históricos perdoem o termo – foram exposto à execração pública por muitos anos e agora são relembrados no seu verdadeiro valor.
    Como não chorar diante da recordação de tempos em que se combatia por um ideal, por pessoas que foram ao sacrifício final na
    tentativa de proteger os companheiros do sofrimento por que passavam.
    Como não chorar aqueles tempos duros onde os companheiros rojados mas não batidos, ou mesmo aqueles quebrados, eram prontamente atendidos e animados pelos demais presos em circunstância idêntica.
    Como não chorar diante do fato de finalmente darem valor àqueles que tombaram na luta pela liberdade,
    Como não chorar diante da recordação do companheiro caído, do seu sofrimento e morte nas mão de inimigo feraz e covarde.
    Como não chorar diante da recordação da morte de Homens assassinados fria, cientifica e desapiedadamente por pessoas indignas do nome.
    Choremos todos por aqueles que na luta pela liberdade foram ao sacrifício final. Merecem cada lágrima e todas as homenagen.

  47. Comentou em 08/12/2007 Marco Antônio Leite

    Choro de quem vela defunto que não foi bem quisto em vida, ou seja, choro de alegria pôr se sentir à próxima ‘vítima’ ao cargo de presidente da República do grande salão das lambanças e contradanças da caipirada deita baba ovo, que administram os podres poderes da quase nação?

  48. Comentou em 08/12/2007 Rogério Gianlorenzo

    Quem bom Luiz que você tem esse olhar atento para muito do que sai na imprensa, cruzando notícias e checando detalhes daqui e dali. Isso auxilia muito a entender o funcionamento da mídia, prinicipalmente a um iniciante como eu. Aprendo lendo esse blog.

  49. Comentou em 08/12/2007 Carlos Martins

    AG de há muito se deixou, como tantos outros, corromper pelos miasmas fétidos que assolam a Irineu 35. Quem se presta a velhusco-propaganda da Nave-Mãe…

  50. Comentou em 08/12/2007 Renato Santos Passos

    Fomos, minha esposa (na época) e eu, contemporâneos de Dilma no Presídio Tiradentes. Não me lembro dela. Espero que tenha havido sinceridade nas lágrimas. Em tempo: é VAR-Palmares.

    Nota do OI: O equívoco sobre o nome da organização guerrilheira é original da matéria do Globo.

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