Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

O desafio da mídia é fazer você entender para crer

Por Luiz Weis em 30/01/2007 | comentários

Na sexta-feira, sai o que tem tudo para ser, desde já, um dos documentos históricos deste século.

Trata-se do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), organizado pela ONU.

Produto do trabalho de 2.500 cientistas, o texto de 1.644 páginas em espaço simples a ser divulgado em Paris resume o mais completo estudo já feito sobre o aquecimento global e os seus efeitos previsíveis. Tem a pretensão, ao que tudo indica fundamentada, de ser a palavra final sobre o assunto.

E se não for, será antes por prudência do que por soberba.

Para não serem acusados de catastrofistas, os cientistas – e, mais ainda, os representantes dos governos membros do painel – resolveram que a versão final só afirmará o que os seus autores considerarem, por consenso, incontestável.

‘O que aterroriza no documento é o fato de ele ser muito conservador’, disse ao semanário londrino Observer um especialista em clima, familiarizado com o texto, que preferiu o anonimato por ser funcionário da ONU.

Conservador como é, o estudo acaba com quaisquer dúvidas que ainda pudessem subsistir sobre os seguintes dados essenciais do problema:

1. O efeito estufa – o aprisionamento do calor solar na atmosfera terrestre – não só é uma realidade, mas se acentua:

* 12 dos últimos 13 anos foram os mais quentes de que se tem registro;

* a temperatura média mundial subiu 0,6 grau no século passado;

* o aumento das temperaturas oceânicas já chegou a 3 mil metros abaixo da superfície; o nível do mar vem subindo à razão de 2 mm por ano;

2. O presente surto de aquecimento global não é um evento climático natural, parte dos ciclos de esfriamento e aquecimento do ambiente terrestre. Em 2001, no terceiro relatório do IPCC, a margem de confiança dos cientistas nessa afirmativa foi estimada por eles mesmos em 66%. Hoje, falam em 90%.

3. O aquecimento é consequência direta do acúmulo, na atmosfera, de gás carbônico, resultante da queima de volumes colossais – e crescentes – de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, as fontes de energia que movem o mundo contemporâneo. Delas dependem praticamente todas as atividades produtivas e de prestação de serviços e a vida cotidiana de todas as populações que já deixaram o estágio tribal.

4. As emissões industriais de gases que provocam o efeito estufa afetam o clima da Terra cinco vezes mais do que as mudanças naturais na intensidade do calor solar. E mais de 90% do aquecimento global registrado nos últimos 50 anos se deve à concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Antes da Revolução Industrial, essa concentração era da ordem de 280 ppm (partes por milhão). Hoje é de 380 ppm. A tendência é chegar a 550 ppm até o fim do século.

5. O efeito estufa atinge o ecossistema por inteiro, provocando mudanças de todo tipo na natureza e vida selvagem, com consequências catastróficas para a existência humana.

6. Essas consequências virão antes e serão mais devastadoras – e duradouras – do que se previa.

Segundo trechos do relatório do IPCC que começaram a vazar na imprensa desde dezembro – primeiro no El Pais de Madrid, depois no Toronto Star, no New York Times, no já citado Observer, no Independent de Londres – e até no Fantástico de domingo, da Rede Globo – a humanidade que se prepare para:

1. Aumento da temperatura média do planeta da ordem de 3 graus, ao longo do século, acompanhado de ondas mais frequentes de calor letal.

2. Elevação do nível do mar de mais de meio metro.

3. Desertificação em ampla escala.

4. Derretimento acelerado de geleiras e da neve, salvo a das montanhas mais altas do mundo.

5. Acidificação dos oceanos, com a destruição de atóis e recifes de coral.

6. Tempestades, ciclones e furacões mais frequentes e intensos. [O tsunami que varreu a Ásia em dezembro de 2004 não teve relação com o efeito estufa. O furacão Katrina que arrasou Nova Orleans em novembro de 2005, sim.]

Em consequência, meio bilhão de pessoas, se não mais, serão obrigadas a fugir das suas regiões devastadas, particularmente nos litorais intensamente povoados dos trópicos e das terras baixas (Bangladesh é o exemplo clássico).

O resultado – já previsto no recente Relatório Stern, do governo britânico – será uma recessão econômica mundial, portanto mais fome, pobreza e doenças.

Atenção: essas não são profecias de ecoxiitas de olhos esbugalhados. São conclusões científicas mais embasadas que as dos relatórios anteriores do IPCC. Antes, os cientistas usavam termos como ‘provavelmente’. Agora, dizem ‘muito provavelmente’ e ‘quase certo’.

Estamos irremediavelmente condenados? É possível, mas não é de todo certo – embora até aqui os pessimistas, em matéria de razão provada, venham goleando os otimistas.

No documentário fora de série sobre o assunto, ‘Uma verdade inconveniente’, o ex-vice americano Al Gore, personagem central do filme que mostra o efeito estufa acontecendo, adverte para que não se passe da descrença ao desespero (‘from denial to despair’, no original).

Já o cientista inglês Peter Cox nos compara a alcoólatras que finalmente começam a reconhecer o seu problema. ‘Agora’, diz, ‘precisamos parar de beber, o que significa reduzir as emissões de carbono’.

Como é que se chega a isso?

O ponto de partida é acreditar nos cientistas quando dizem que nenhum outro problema com que a humanidade se defronta é mais grave que o do aquecimento da Terra. Nem o terrorismo, nem a proliferação nuclear, nem a pobreza e a desigualdade, nem o narcotráfico.

Para acreditar nisso é preciso acreditar nas conclusões dos estudiosos do clima. Para acreditar nelas, é preciso entender as relações de causa e efeito entre o aquecimento, o seu impacto sobre a natureza e dela para a vida humana.

Para que se entenda isso, a mídia tem um papel absolutamente decisivo. Não bastam imagens, tabelas e palavras assustadoras (embora corretas). O desafio da mídia é fazer as pessoas compreender porque um planeta 3 graus mais quente em média é destruição garantida em proporções colossais.

Tempos atrás, ouvi do diretor de um dos mais importantes jornais brasileiros o seguinte: ‘Sinceramente não sei o motivo para tanto barulho porque a Terra ficou 0,6 mais quente. Que diferença faz isso?’

É o passo-a-passo do efeito estufa que tem de ser mostrado uma vez e outra e outra ainda para que as pessoas se convençam da sua gravidade sem precedentes – e pressionem o Capital e o Poder a fazer a revolução que se impõe em matéria de uso de energia. E para que elas mesmas, na sua vida cotidiana, criem hábitos menos destrutivos para o ambiente – e si próprias.

A combate ao efeito estufa é importante demais para ficar restrito aos ambientalistas.

Ou o ser humano passa a crer na ‘verdade inconveniente’ de que fala Al Gore, ou ‘o mundo começou e acabará sem o homem’, na frase do célebre antropólogo francês Claude Lévi-Strauss que serve de título para o artigo do economista Gilberto Dupas na Folha de hoje.

Ele resume o drama em poucas palavras:

Urge aos governos e às instituições internacionais tomarem medidas preventivas drásticas imediatas em nome dos óbvios interesses dos nossos descendentes. Mas, como fazê-lo, se o modelo de acumulação que rege o capitalismo global exige contínuo aumento de consumo e sucateamento de produtos, acelerando brutalmente o uso de recursos naturais escassos? O dilema é ao mesmo tempo simples e brutal: ou domamos o modelo ou envenenamos o planeta, sacrificando de vez a vida humana saudável sobre a terra.’

***

Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 14/02/2007 Fabio Dutra

    Grande professora Maria Izabel. Você fora ridicularizada aqui, mas seu comentário é o mais lúcido de todos. Se o efeito estufa existe e é causado pela ação humana, tenho minhas dúvidas. Muitos sofismas são criados com interesses escusos, e esse pode ser mais um deles.
    Quanto a esses temas catastróficos e muitos outros sou antes de tudo cético. A informação é gratuita e portanto manipulada visando atender interesses alheios. Então pessoal, sejam mais críticos antes de acreditar em tudo que leêm, independente da fonte.
    A questão aqui é de sobrevivência da humanidade e não do planeta. A Terra supera todos estes problemas, pois a natureza é soberba, e mesmo que ocorra um cataclisma onde a atmosfera seja alterada impossibilitando a vida humana, como a conhecemos hoje, pode ter certeza que a natureza encontrará uma maneira de manter a vida.
    Não a subestimem.
    Já o homem, por natureza, é um predador e assim será até o seu fim.
    Por onde passar irá devastar. Afinal, onde jogar seus dejetos? Como manter seu conforto sem consumir combustíveis fósseis, como deixer de comer carne bovina, como não consumir as escassas fontes de água potável? Como morar sem desmatar? Tem como modificar este cenário? É possível, mas improvável.
    A miséia e a Aids estão, juntas, dizimando a África, enquanto os EUA está planejando gastar 3 trilhoes de dólares em armamendos para guerra.
    Falar mais o quê?

  2. Comentou em 01/02/2007 Edlaine Matias

    A maneira com que a imprensa e as autoridades vem tratando do tema passou a ter um tom mas urgente e em pouco tempo.Pena que isso nao possa sensibilizar um maior contingente de pessoas-principalmente os donos de multi nacionais de paises desenvolvidos.
    A mente humana é tão criativa que acho que se as ‘nossas cabeças brilhantes’ se voltassem para ideais menos egoistas e capitalistas conseguiriamos achar uma maneira de dimiuir esses efeitos e prolongar a estadia humana na Terra.

  3. Comentou em 01/02/2007 José Ribeiro

    Vamos começar imediatamente fechando todas as termo-elétricas do Brasil e aumentando o imposto sobre a gasolina, ou estabelecendo algum sistema de quotas para o consumo de combustíveis fósseis. Acho até que a Petrobrás deveria parar de produzir petróleo e fechar as portas. Esta seria certamente uma grande contribuição para evitar o aquecimento. Bem, escasseando a energia, o preço vai subir e teremos que racionar. Podemos começar nós mesmos dando o exemplo, desligando nossos computadores, o que já deve ter ajudar um pouco mais. Acho que podemos ir seguindo adiante e ir cortando tudo, até que estejamos de novo vivendo em tabas. Let´s go.

  4. Comentou em 01/02/2007 Eduardo Panda

    É um momento delicado na nossa história. Isto requer novas formas de utilização de energia, agora renováveis e ecologicamente corretas. Problema: O processo de acumulação de riqueza e a cultura dos combustíveis fósseis deverá mudar. Será que conseguiremos tal proeza com a velocidade necessária? Será que a humanidade, tão complexa e diversa conseguirá tal façanha? E o capital, diretamente envolvido com o problema, será satisfatoriamente domado? O desafio é gigantesco e a mídia deve fazer de tal problema assunto primordial e constante, pois trata-se de nossa própria sobrevivência.

  5. Comentou em 01/02/2007 César Dorneles Soares

    ‘A história ensina que os homens e nações só se comportam sabiamente depois de esgotar todas as alternativas.’ (Abba Eban)

    Abriremos os olhos a tempo?

  6. Comentou em 01/02/2007 Paulo Carvalho

    Prezado Luiz Weis,

    Não custa nada lembrar uma assertiva de Einstein:
    ‘infinitos apenas o universo e estupidez humana’. Alguém se atreve discordar? As provas são incontestes.

    Acho que deu para entender a minha colocação.

    É por aí …

  7. Comentou em 31/01/2007 Floriano Jóse

    Fico muito satisfeito em saber que ainda á tempo para salvar o planeta, é preciso mudar o nosso modo de vida radicalmente se não, não vamos ezisteir por muito tempo!
    Fico torcendo para a ciência nos mostra um novo caminho.

  8. Comentou em 31/01/2007 José de Souza Castro

    Já havia lido esse artigo mais cedo, reproduzido no Boletim Mineiro de História. É o tipo de artigo que precisa mesmo rodar pela Internet, para ser lido pelo maior número possível de pessoas. Mas é querer muito que a turma do Bush tome conhecimento dele – e do próprio documento a ser divulgado. É uma turma de autistas só preocupada com os ganhos imediatos de suas empresas. Ecologia já foi palavrão em passado recente na imprensa. Na década do ‘Milagre brasileiro’, lá nos idos de 1970, só o JB se aventurava a publicar alguma coisa a respeito. Lembro-me do auê que fizemos quando o então prefeito de Contagem, Newton Cardoso, ameaçou fechar a poluidora fábrica de cimento Itaú. Geisel não deixou, e Newtão, que tinha o apoio do governador Aureliano Chaves, meteu o rabo entre as pernas… E não se podia esperar nada mais dele. Um politiqueiro.

  9. Comentou em 31/01/2007 jose otavio penido fonseca

    Precisamos de uma campanha na imprensa mobilizando a opiniao publica para protegermos mais rapidamante a todas as nossas reservas florestais e as nascentes dos nossos rios.
    Assim como um controle e puniçao mais frequente para os que destroem a Amazonas. Vou incluir este tema em parte do meu conteudo na universidade. Parabens pelo trabalho que realizam.
    jose otavio

  10. Comentou em 31/01/2007 Calypso Escobar

    Como já disse sigo a turba,não é preciso ver e sim aspirar,mas o consumismo do homem e a queima de hidrocarboneto e seus derivados destroem a camada de ozônio na atmosfera terrestre,mas lá vai acontecendo em passo de tartaruga,ainda mais em nosso país,Brasil,geograficamente bem posicionado,até viramos adubo para a terra. Grata Calypao Escobar

  11. Comentou em 31/01/2007 Calypso Escobar

    Sigo a turba…consumismo do homem,desvario nos péssimos hábitos,e,já provamos mudanças várias e vamos perder o casulo protetor sendo os causadores da estufa climática.Mas até lá estaremos adubando a terra.Grata Calypso Escobar

  12. Comentou em 31/01/2007 ubirajara sousa

    Olha, há cada professora neste Brasil! O que sabem esses 2500 cientistas, comparados a uma professora brasileira? Isso só pode ser brincadeira. Se não for, coitado de alguns alunos brasileiros.

  13. Comentou em 31/01/2007 Ivan Berger

    A verdade é que o ser humano só reage quando é atropelado ou está diretamente envolvido com os acontecimentos,daí a reação de franco deboche de alguns diante do anúncio da crescente degradação do meio ambiente terrestre.Por mais que os sinais sejam visíveis e evidentes,que os alertas partam de cientistas respeitados,amparados em dados incontestáveis,a turma quer ver para crer.Tudo bem,pode até ser que muitas dessas previsões sejam mesmo exageradas,que o mundo tal qual conhecemos ainda vai se manter por muito tempo,mas acho que não é preciso ser muito inteligente para perceber que nós,humanos,não só temos abusado do direito de degradar,poluir,conspurcar nosso habitat,como já estamos sofrendo os efeitos desse descaso todo com a natureza,cuja devastação está próxima do limite,se é que já não passou.Os ignorantes,catastrofistas e fantáticos evidentemente já estão à postos,mas dessa vez ao lado de um contigente – felizmente – cada vez maior de gente consciente da necessidade de uma relação mais responsável com o meio ambiente.Esse é o ponto.Mesmo que o quadro não seja tão dramático como se pinta,a simples conscientização sobre o que pode vir a acontecer caso não mudemos nossos hábitos já é um grande passo para prolongar a saúde do planeta.

  14. Comentou em 31/01/2007 Diego Cunha

    Maria Isabel,

    Muito me espanta e me assusta que uma professora reflita tal desconhecimento sobre o aquecimento global. Por acaso a senhora não viu o documentário ‘uma verdade inconveniente’? Nele se vê claramente que o ciclo de alteração climática não é mais o grande responsável pelas drásticas mudanças que o planeta está sofrendo. Ao menos leia com mais atenção a reportagem. Uma professora não deve necessariamente saber de tudo, mas deve procurar estar bem informada. Se não for possível, deve ao menos adotar uma atitude crítica de dúvida e se perguntar ‘Será?’, antes de tecer comentários tais como ‘será moleza sair dessa’. A questão é grave e não deve ser levianamente discutida. Os seus alunos, creio, merecem debate mais profundo.

  15. Comentou em 31/01/2007 jorge cordeiro

    Maria Izabel, acho que vc não anda lendo muito sobre o assunto. Que o planeta já passou por inúmeras transformações não é novidade nem negado por ninguém. O fato é que o atual aquecimento global é provocado em grande parte (mais de 80%) pela atuação descontrolada do homem. Ou seja, em vez de trabalharmos para evitar que as mudanças climáticas nos atinjam, estamos dando combustível ao seu poder destrutivo. É ou não muita estupidez? E se Lovelock realmente estiver certo em suas previsões pra lá de pessimistas, Gaia realmente sobreviverá – como sempre -, mas se livrará da gente primeiro… 🙂 (www.escriba.org)

  16. Comentou em 31/01/2007 Andre souza

    Tudo isso acontece porque as pessoas não pensam no coletivo,
    apenas em si mesmas e em obter o prazer o mais rápido possível.
    ‘Até o mundo acabar já morri. Então dane-se’ É lamentável.

  17. Comentou em 31/01/2007 Jorge Valentim

    este link mostra bem como a midia lucra com alarmistas e espertos que se sustentam com estes. Eu achava que, quando o Jornal Nacional, o Globo e a Veja tivessem finalmente comprado a id[eia cataqstrofista, o OI teria a serenidade suficie nte para colocar a questão numa discussão sem viés. Mas parece que me enganei.

    http://www.coxandforkum.com/archives/07.01.25.FoulWeather-X.gif

  18. Comentou em 31/01/2007 Maria Izabel Ladeira Silva Silva

    OK! Lá vamos nós. O aumento na temperatura média do planeta é um problema?? É sim. Não há dúvida sobre isso. Todavia, não há motivos para alarmes e desespero com a proximidade do fim do mundo. Os ignorantes, catastrofistas e fanaticos religiosos já se colocaram a postos para condenar a humanidade. Porém, mesmo sem o advento da Revolução Industrial e sem a emissão de gases estufas, o planeta já passou por diversas mudanças climáticas, extinções em massa, eras glaciais, e tudo isso nada teve a ver com a ação da humanidade. A Antartida já foi verde, assim como o deserto de Saara, quando o ser humano ainda era um promissor primata. A Terra não é estatica. Ela muda de tempos em tempos, de maneira brusca ou lenta. E não há nada que se possa fazer. Há catastrofes muito piores do que o efeito estufa. A queda de um grande meteoro, a inversão dos polos magnéticos, são fatos que podem ocorrer e causar mais danos que o aquecimento global (essas coisas já ocorreram em eras remotas). Relaxem. A humanidade vai se sair bem. Essa é moleza.

  19. Comentou em 31/01/2007 Edward Wilson Martins

    Na vida tudo depende do conhecimento, agimos e reagimos conforme o quanto sabemos. Na Ecologia e Preservação Ambiental é a mesma coisa. Há quanto tempo se discute o efeito estufa e o aquecimento global provocado pela ação humana? Só pelos registros de conferências internacionais, desde 1.972. Não é assunto novo. O artigo colocou que “assusta mais o relatório da ONU ser conservador”. Sim é assustador…!!! O curioso do artigo de Luiz Weis, sempre competente, é afirmar que “o aquecimento global é assunto muito grave para ficar circunscrito aos ambientalistas”. Pergunto: quantos são os ambientalistas? São milhões, se considerarmos as pesquisas feitas por instituto idôneo, que calcula que só no Brasil o tráfego de internautas em sites eco ambientais é da ordem de 30 milhões/mês de “page wiews”. Se considerarmos todos aqueles que gostam de passarinhos, brigam para que não se corte uma árvore, e reagem e protestam contra todas as formas de poluição hoje existentes, o número pode até quintuplicar. Acredito piamente nas “profecias de ecoxiitas de olhos esbugalhados”. Os olhos são esbugalhados porque não são cegos, não dormem enquanto o mundo se esboroa. Não acredito nas palavras “conciliadoras” do grande capital destruidor dos recursos naturais. Prefiro os ecoxiitas de olhos esbugalhados. E acredito em James Lovelock e acho que no fim, Gaia irá sobreviver.

  20. Comentou em 31/01/2007 Leo Laps

    São os jovens com conceitos bem diferentes de qualidade de vida e sucesso pessoal quem vão mudar a política e, consequentemente, os meios de produção e a sociedade. É preciso acreditar que estamos em uma fase muito jovem da nossa civilização, ainda muito egoísta, e que isso irá mudar antes do pior.

  21. Comentou em 31/01/2007 jorge cordeiro

    Não me espanta um diretor de um importante jornal brasileiro soltar essa pérola. Os jornalistas tupiniquins, em sua maioria, passaram anos esnobando os problemas apontados por cientistas e ambientalistas, chamando-os de eco-chatos ou eco-terroristas. Lembro de matérias e mais matérias na revista Veja dando credibilidade às versões que apontavam o aquecimento global como farsa. Agora, que o bicho tá na cara de todos, ela cinicamente se fecha em copas e estuda até um projeto de abrir um portal sustentável !! Aposto 10 contra 1 que vão fazer muito estardalhaço nas páginas dos jornais e no jornal de Homer (Jornal Nacional) com os resultados do IPCC mas não vão tocar nas causas desse problemão todo – consumo exarcebado de combustíveis fósseis, modo de vida esbanjador, consumismo exagerado, desperdicio de energia, falta de investimento em fontes renováveis de energia. Alguém topa a aposta? (www.escriba.org)

  22. Comentou em 31/01/2007 Jorge Valentim

    Um fato incontestável é que a midia vende muito mais quando existem notícias de catástofres recentes, iminentes ou previsíveis.
    O OI deveria salientar que existe no mundo inteiro uma quantidade muito grande de pessoas que se sustentam da previsão de aquecimento global e que se por um acaso ele não acontecer vão perder seus empregos e prestígio.

  23. Comentou em 31/01/2007 Karina Ernsen

    A população entende, a maior parte das pessoas sente na pele. Mas o problema do super aquecimento só será resolvido quando os ‘donos’ do mundo perceberem que a Terra não é descartável, de onde tudo se tira e nada se repõe. Infelizmente os primeiros a sentir as consequencias de tanto desdém pelo lugar em que moramos serão as classes mais pobres e tbm a classe média, mas isso não é nenhuma novidade. A questão é que uma hora todos vão sentir, e não terá dinheiro no mundo que mude isso, mas será tarde demais. Todos os grandes danos foram causados pelos excessos daqueles que não se importam com o todo. O mundo é um só, e tudo que se faz nele é sentido em todo ele. Isso não é romantismo e tbm não é necessário ser nenhum cientista pra saber disso, é apenas uma questão de sensibilidade, mas infelizmente os donos das grandes corporações, esses sim grandes culpados pela devastação da Terra, não tem isso! Tudo pelo lucro!

  24. Comentou em 31/01/2007 Júlio César Montenegro

    Talvez seja o jeito nos prepararmos para sair de cena. Vai ser dificílimo que uma sociedade cada vez mais voltada para o espetáculo queira simplificar o cenário e, sobretudo, apagar os encandeantes holofotes… Pena destruir o belo e variado ambiente onde construimos nosso teatrinho.

  25. Comentou em 31/01/2007 michel chad

    Vivemos numa época de BBB 7 e outros atrativos da grande mídia. Uma sociedade onde nossa expectativa dura em torno de uma semana. Questões como quem está dormindo com quem, ou quem vai ser o novo presidente do Legislativo são mais atrativas do que o acréscimo da temperatura ambiental ou ecologia.

  26. Comentou em 31/01/2007 Marnei Fernando

    GRAVES E ELUCIDATIVAS DENÚNCIAS NESSE LINK… Recomendo que todos leiam e divulguem imediatamente… http://lists.indymedia.org/pipermail/cmi-goiania/2006-April/0408-h0.html

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