Terça-feira, 30 de Maio de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº943

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O falso segundo lugar da Record

Por Mauro Malin em 22/03/2007 | comentários

Alardeia-se com freqüência que a Rede Record ganhou do SBT o segundo lugar em audiência. É uma balela. Não existe “segundo lugar”. Por enquanto, existem a Globo e o resto. E é preciso ainda dois aspectos: o financiamento da Record, dinheiro não tributado de fiéis da Igreja Universal, é imbatível como fonte de financiamento; no jornalismo, a Record, como muitas outras empresas – mas não a Globo – usa e abusa do regime de contratação de “PJ”, pessoa jurídica. Na prática, salários achatados. O que leva a outra discussão: não seria o caso de buscar soluções intermediárias entre as pesadíssimas obrigações trabalhistas e as avarentas remunerações da “terceirização”. É o que se procura mostrar a seguir.


Volta e meia sai uma reportagem em segundos cadernos na qual pouco se disfarça o contentamento com alguma vitória tópica de audiência da Record.


Leila Reis explicou no Estadão de domingo (18/3) a origem desse fenômeno. Press-releases: “Dia sim dia não chegam às redações comunicados da Record informando o crescimento da audiência e sua colocação na vice-liderança do ranking das emissoras. O último diz que nos ´13 primeiros dias de março´ a Record registrou sete pontos de média no Ibope contra seis da ´emissora terceira colocada´ que vem a ser o SBT na faixa de sete da manhã à meia noite”.


Os press-releases são com tanta freqüência bem-recebidos, embora não signifiquem nada de propriamente relevante, porque caem como sopa no mel para quem gosta de antagonizar a Globo. Por ser hegemônica, ela paga um preço. E também porque sua trajetória registra tantas peripécias legitimamente questionáveis.


Agora, por exemplo, exibe – e arrastou para isso outras emissoras – uma campanha de propaganda, sob o rótulo falso de “cidadania”, que insinua ser a classificação indicativa do Ministério da Justiça uma forma de censura. (Clique aqui para ler “Globo e SBT fazem campanha oblíqua”.)


Mas é preciso, em benefício da verdade, sem facciosismo anti-Globo, chamar a atenção para três pontos.


Primeiro, o conceito de “segundo lugar” na audiência conquistado pela Record é uma fantasia classificatória. A distância que separa a Globo de qualquer “segunda colocada” é monumental. Na semana de 5 a 11 de março, por exemplo, o Ibope registrou em São Paulo que o programa mais visto da Globo, Big Brother Brasil – esse não confere ao público uma medalha de bom gosto –, teve 41% da audiência domiciliar. O mais visto da Record, a novela Bicho do Mato – idem –, que estava nos últimos capítulos, quando aumenta a audiência, chegou a 15%. Diferença de 26 pontos percentuais. A distância é maior do que o ibope da segunda colocada. Outro critério seria confrontar novela com novela. A atual da Globo, Paraíso Tropical, chegou a 36%. A diferença cai para 21 pontos percentuais. Continua maior do que a pontuação da segunda colocada.


Segundo, a principal fonte de receita da Record é dinheiro não tributado de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus. Ninguém pode competir com esse tipo de financiamento de televisão.


Terceiro, o jornalismo da Globo assina carteira de trabalho de todos os profissionais que desempenham funções regulares com horário diário de oito horas. Mesmo de editores que ganham salários mais elevados. E o jornalismo é muito grande na Globo. Como se sabe, é muito difícil fechar modelo de negócios no Brasil com os encargos da atual legislação trabalhista.


A Globo, no jornalismo – onde a Record tenta agora avançar –, só contrata em regime de “PJ”, pessoa jurídica, estrelas que aparecem no vídeo e não têm a obrigação de cumprir uma jornada de trabalho regulamentar. E, mesmo assim, só acima de determinado patamar.


No jornalismo da Record, qualquer empregado que ganhe mais de dois mil reais entra no regime de “PJ”. Diga-se, a bem da verdade, que isso ocorre hoje em dia na maioria dos meios de comunicação. Também nesse caso, uma competição com um mínimo de igualdade de condições se torna difícil.


A terceira observação remete para uma discussão atual, a da emenda à Constituição que o governo Lula vetou. Está em jogo a legalidade das contratações em regime de “PJ”. A Justiça do Trabalho firmou a jurisprudência de que as empresas não podem terceirizar em funções que são suas finalidades precípuas: jornalistas em jornais, médicos em hospitais, professores em escolas, etc. Hoje em dia muitas empresas estão irregulares, desse ponto de vista. Meios de comunicação, então, nem se fala.


Se os jornalistas tivessem uma representação sindical mais consistente, poderiam abrir com os patrões uma discussão sensata: “flexibilizar” a tercerização. Ou seja: continua a contratação em regime de PJ, mas com algumas vantagens essenciais que hoje existem no regime de carteira assinada: férias com acréscimo, décimo-terceiro, bônus, plano de saúde, etc.


As empresas, em meio à crise da imprensa, se deram conta de que não conseguiam mais pagar grandes redações no regime trabalhista canônico e entraram numa febre de “terceirização”. E então foram para o pólo oposto: lei do cão. Quem sabe haveria soluções inteligentes que permitissem melhorar as coisas dos dois lados da mesa?

Todos os comentários

  1. Comentou em 28/03/2007 Paulo Vieira

    O texto é confuso por tentar abordar diferentes assuntos, todos de uma forma um pouco superficial e com alguns exageros. A distância entre a Globo é a Record pode ser enorme, mas a vitória sobre o SBT é significativa e ainda pouco compreendida. Quanto ao dinheiro da igreja, evidentemente não queremos uma emissora a serviço de um grupo religioso. Mas a crítica, para ter credibilidade, precisa reconhecer a realidade. Hoje, o dinheiro vindo da IURD representa pouco em relação ao faturamento da Record, mas faz a diferença. A Globo, no passado, também usou de recursos, digamos, não convencionais (via fundação), enquanto Band e SBT faturaram com a jogatina. Mas o que incomoda é o fato da Record ser controlada pela Igreja Universal. Nesse caso, devemos ser coerentes. A TV Cultura transmite missas católicas, o que me parece errado, especialmente por ser uma emissora pública. A Globo, idem. Isso leva a uma situação que acaba servindo como desculpa para a ação da IURD. A mim, incomoda não apenas o controle de uma grande rede de TV por uma igreja, como também o uso de uma TV pública para promover determinada religião. Quanto à citação da indicação classificativa do MJ, pegou carona no texto. É sabido que o governo federal há muito tempo, desda a era FHC, usa essa história, não para proteger nossas famílias, mas com outros objetivos mais pragmáticos (uma pequena chantagem).

  2. Comentou em 24/03/2007 Ricardo Ramos

    Regime ditatorial nefasto, que durou entre 1964 e 1985 também pariu:
    – BANDEIRANTES: 1967, presentinho pro Adhemar de Barros;
    – SBT: 1981, direto do Figueiredo (pra quem era mesmo que a ‘Semana do Presidente’
    puxava o saco ?)
    – MANCHETE: 1983, nada melhor que um empresário dócil para não provocar os milicos.
    – RECORD era do Silvio Santos e dos Machado de Carvalho naquela época, e também gostava
    muito dos militares.
    e outros grupos regionais de comunicação que também nasceram na égide da ditadura.

    Quem foi contra a ditadura ?
    a EXCELSIOR, que ‘sumiu’ em 1970.

    Façam um favor para a coerência de vocês e comecem a odiar toda a mídia brasileira, não só
    a Globo.

  3. Comentou em 24/03/2007 Marco Costa Costa

    Senhor jornalista, pelo texto vc de levar algum da rede Globo, como também vira e mexe, sempre esta bajulando a poderosa, ou não? Não venha com indelicadeza, pois tenho observado a mais de um ano que comento neste site seu amor pelos Marinhos. Espero também, merecer participar da democracia que vc tanto reclama para a imprensa.

  4. Comentou em 23/03/2007 Felipe Andrade

    Caro, a Record têm muitos defeitos, mas ela não se financiou e nem se ergueu sob um regime ditatorial nefasto, como aconteceu com a Globo.

  5. Comentou em 23/03/2007 sergio martins

    Como já dizia o saudoso ‘ Darci Ribeiro ‘ …. o ovo da serpente faz plim-plim. O que tem de trabalho escravo na Globo não é pouco não. Vc fala dos jornalista pq traz um olhar sindicaleiro, mas o pessoal da limpeza, carpinteiros, costureiras, copeiras, acensoristas, aquele cara do cara-caracha….. é só esculacho….. e sempre rala um sofá quando aparece atriz ou ator novo. O Sr. Roberto Marinho [ofensa removida], e seus filhos continuam [idem]…. Quem viu o vídeo ‘ Além do cidadão Kane’, em que o Sr. Roberto Marinho diz textualmente que ‘Ele é o Poder no Brasil, sim’… Basta lembrar um pequeno epsódio durante a ditadura quando o exército é quem dava as cartas: O então ministro Ibraim Abi-Ackel’, que devia ser descendente de árabe, tentou prender, o Sr. Roberto Marinho por contrabando de equipamento eletrônico ao desembarcar no aeroporto do Galeão. Só que avisado antecipadamente por seus X-9 no SNI abortou em Paris a operação e a Policia Federal pagou o maior mico-preto. Passados seis meses a Globo colocou no ar uma denúncia de que o ministro Abi Akel contrabandeava pedras preciosas, o que devia ser verdade. O ministro caiu e o governo abafou o caso, e a Platinada foi comemorar mais um golpe certo. Agora me diga, caro comentarista, algo mais a declarar? Ou estamos falando de criminosos acima da lei?

  6. Comentou em 23/03/2007 MªCatarina E.S.Lima

    Eu achei um texto um tanto quanto confuso, primeiro começou-se falando de um determinado assunto, aí quando chegou no meio mudou-se o foco e embaralhou tudo. Vamos começar a ser mais claros e coesos no que escrevemos, não?! até pq essa última parte foi bastante complicada pra entender! tive que ler os comentários para entender melhor!

  7. Comentou em 22/03/2007 Edinéa Moreira Da Silva

    -Nada como a pimenta no próprio olho. Digo isto porque quando os bancários estavam sendo massacrados a imprensa ignorava literalmente e alguns jornalistas pareciam ter prazer em ao noticiar falsas verdades, mais tudo bem! Para mim terceirização e o tal de estágio é serviço escravo em pleno século 21. Sobre audiência não se discute, a Globo ganha de dez a zero. Como toda droga, vicia! Pricipalmente por não haver nada melhor no mercado. Os outros canais se nivelam por baixo além de serem verdadeiras nichos de propaganda da Globo, em vez de buscar qualidade em seus produtos. Quanto à Record, todos sabem só o nosso poder judiciário é que não sabe ou aliás nossa Justiça tem sempre uma abertura favorável ao poderio econômico. Se os outros meios de comunicação fossem mais inteligentes já teriam acertado o calcanhar de aquiles da Record. Já pensaram em uma campanha para que diminuísse a taxa de tributação paralela à total extinção de insenção fiscal ? Pois a insenção fiscal só beneficia os chamados ‘espertinhos’. Por isto que todo dia alguém põe uma Bíblia debaixo do braço e se santifica. Em conclusão, será por que ninguém pensou nisto? Será que estão resguardando o futuro??!! Eu, uma mísera analfabeta, Edinéa.

  8. Comentou em 22/03/2007 renato colombo

    Será que é somente os fiéis da Igreja Universal que financia a Rede Record? Difícil acreditar. Concordo com o internauta que diz que isso é caso de policia. Dizem que a Igreja Católica é rica e tem muitos bens. Porém a Igreja Católica tem 2000 (dois mil anos) de atividade, de fundação. Mas o que dizer do Senhor Edir Macedo que em apenas 25 anos montou um império nos meios de comunicação do Brasil e do Exterior? Há pouco mais de um mês o ‘bispo’ Macedo adquiriu o mais tradicional grupo de comunicação do Rio Grande do Sul (TV, rádio FM, rádio AM e jornal diário) pagando, segundo informações da imprensa local, mais de 100 milhões de reais. De onde veio toda esta grana? Dos fiéis da Universal? Acho pouco provável! Reafirmo. Isso é caso de Polícia Federal. Enquando isso o casal Hernandes da Renascer (que também tem culpa no cartório) paga o pato.

  9. Comentou em 22/03/2007 osmar campregher

    Diante dos comentário infelizmente nossa tv deixa muito a desejar. Porem a Record consegue algum sucesso porque imita a Globo em tudo. Quanto a outros membros deste blogues quero dizer que o franklin m. já conseguiu sua boquinha e o outro da conversa fiada esta buscando. Lamentavelmente nossa imprensa esta cheia de orgãos e jornalista de péssima qualidade. Os dois que citei são os ícones.

  10. Comentou em 22/03/2007 Paulo Pereira

    Excelente artigo, Mauro.
    Muito esclarecedor. Parabéns.

  11. Comentou em 22/03/2007 Aloísio Morais Martins

    O repórter Rodrigo Vianna era contratado como PJ na Globo, de onde foi demitido por criticar o comportamento da emissora na cobertura das eleições às vésperas de expirar o seu contrato. O contrato como PJ não deixa de ser uma espada sobre a cabeça do jornalista e uma pedra no caminho da liberdade de imprensa. Outra coisa, Malin, você se baseia em levantamento do Ibope em São Paulo (sem especificar se se refere à capital ou ao estado) e vem com a velha mania de achar que São Paulo é um retrato do Brasil. Está mais do que provado que isso é um equívoco. Aloísio Morais Belo Horizonte

  12. Comentou em 22/03/2007 Ivo Aldo Auerbach

    Neste mercado ninguém é santo. Concordo em gênero e grau com o articulista e acrescento que a Rede IURD (ops) digo Record, sendo umbilicalmente ligada a uma “igreja” não precisa pagar imposto de renda por ser uma entidade sem fins lucrativos. E a Rede Globo não deixa por menos ao criar a “Fundação” Roberto Marinho, que pelo mesmo motivo da sua concorrente, usa de subterfúgios para fugir do fisco. Vocês notaram que nos últimos tempos houve uma proliferação desenfreada de “Fundações” criadas justamente por pessoas ligadas a grandes empresas ? Será coincidência ou mais uma das “teorias da conspiração” .

  13. Comentou em 22/03/2007 Rodolfo Campos

    O português de quem redigiu isso é bastante fraco.Que desastre.Ques desastre…

  14. Comentou em 22/03/2007 Carlos Alexandre Benevides

    Li seu artigo e achei até graça quando o sr. fala da forma que a rede Record tem seu financiamento pois até onde eu sei este país é livre e todos que doam para a IURD o fazem livremente e de boa vontade, não com ma fé, como muitos dizem, e como a Rede Globo, que pega financiamento no BNDES e não paga, em troca apóia o governo, assim como diz o pessoal do PSTU, é tudo farinha do mesmo saco. Quanto a relacionamento trabalhista, cabe ao Ministério do Trabalho fiscalizar, ou à Receita Federal, pois se houvesse inregularidade eles já teriam multado. Eu acho que nós brasileiros ainda somos um povo à margem da cultura e da política, por isso a Globo é essa poitência e pessoas como o senhor a defendem, deve ter interesse. Não gosto da Globo nem da Record ou SBT pois em suas grades de programação não tem nada de interresante.

  15. Comentou em 22/03/2007 João Luiz

    Eu não assisto mais tv em casa. Isso, por dois motivos: primeiro, eu fico horrorizado ao ver a tv brasileira manipulando os pobres ignorantes do país, que além de serem pobres, não terem acesso a tecnologia nem a informação correta e segura, dependem de emissoras do tipo da Globo, SBT e Band. Porém, uma coisa me chama muita atenção. Estou vendo em blogs e sites na internet pessoas comemorando a arrancada da Record, como se isso pudesse mudar alguma coisa quanto à calamidade que acontece na mídia (tanto na tv, rádio e na imprensa escrita). O que essas pessoas pensam? Ser contra a Globo é uma coisa, mas torcer para uma emissora que depende de dinheiro de fiéis, que acreditam que só assim Jesus os abençoará, só pode ser brincadeira. Alguns não falam de onde a Record tira tanto dinheiro para contratar atores, jornalistas, etc., mas tem que falar, sim. Eu, sinceramente, não consigo aceitar Paulo Henrique Amorim fazendo uma campanha anti-Globo, justo ele que trabalhou lá, hoje na Record, faz isso. Estranho, né? Muitos sites falam sobre esse assunto, inclusive um deles diz que o projeto da Record é para dominar, ser a nova Globo; que o Bispo Macedo (muitos o chamam de Bispo Morcego) sonha em dominar o país, enfim, que não é um projeto para mudar a filosofia da imprensa, e sim aumentar ainda mais esse erro.

  16. Comentou em 22/03/2007 Hugo. Mancin.

    Vocês não perceberam que a record é filial da globo?
    Meninos ingênuos !!!

  17. Comentou em 22/03/2007 Aécio Cavalcanti

    Nunca ouvi falar no articulista. Pelo conteúdo deve ser um sindicalista ligado à profissão.

  18. Comentou em 22/03/2007 Ângelo da C.I.A. .

    É interessante esta informação a respeito da forma de contratação adotada como padrão pela Record. Sabe por que? Porque o Paulo Henrique Amorim, este ‘bravo’ e ‘combativo’ jornalista tem se mostrado tão alinhado ao governo, por que então ele não defende o governo no ataque às PJs? Por que ele não critica a Record por adotar este regime de contratação.

    Por fim, sou um PJ mas em outro ramo de atividade. Lógico que nem todos os casos são iguais mas no meu é muito vantajoso tanto para mim quanto para a empresa. Só que o ônus desta relação é saber que EU devo me resguardar fisicamente, EU devo fazer um seguro par ao caso de afastamento, EU devo poupar meu dinheiro e por fim, mais importante de tudo, EU tenho o DIREITO de decidir como aplicar meu dinheiro. Muito diferente da terrível CLT que nos confisca uma fatia imensa e outra grande fatia deixa nas mãos do governo para que somente sob os casos previstos por ele eu possa usá-la.

  19. Comentou em 22/03/2007 ctd brandao

    Isto mostra que alem da religiao que eles pregam mentindo eles tambem as fazem com os numeros e com a mais alta falta de profissionalismo e respeito com todos. Acabei de ler os numeros da audiencia em BH e a record continua em terceiro. Espero que o paulo henrique amorim tenha lido este blog pois ele foi um dos que disse que a record estah em 2 lugar. Globo eh Globo e na minha opiniao eh uma das melhores do mundo nao devendo nada a ninguem.

  20. Comentou em 22/03/2007 ubirajara sousa

    Senhor Mauro Malin, o senhor não teria nenhuma solução inteligente para sugerir? Quem sabe aqui mesmo, no OI, onde várias observações poderiam ser manifestadas e daí, quem sabe, pudesse surgir alguma coisa consistente. Por que não? Fica a sugestão.

  21. Comentou em 22/03/2007 Marco Tognollo

    … um comercial, ou apoio cultural, não me lembro bem, da INDIANA SEGUROS, que, nunca tinha anunciado ou apoiado nada na TV Cultura. Ora, todo mundo (todo mundo não, mas bastante gente) sabe que tal empresa pertence ao Guilherme Afif Domingos, atual secretário do governo do estado. Pois bem, lhe pergunto: Não é no mínimo imoral, ainda que tenha pago (espero que sim, né!) pelo anúncio, utilizar justamente a TV Cultura para divulgar sua empresa??

  22. Comentou em 22/03/2007 Marco Tognollo

    … e sao contratados por prazo determinado, o máximo que poderiam lá ficar seria 4 anos. Por isso, acho que a Globo contrata, sim, por meio de PJ. Mas, isso não é exclusividade de empresa A ou B. Uma infinidade de empresas fazem isso hoje em dia (o Sr. conhece alguem que trabalha com informatica e seja registrado?) Por isso que, fico fulo da vida quando a imprensa demoniza o Presidente por ter vetado tal dispositivo. Estão apenas defendendo o seu interesse e não informando os telespectadores, ouvintes ou leitores. Chamar isso de contrato de trabalho moderno é o ápice da cara de pau. Acho que, lendo os jornais, o único que foi sensato ao escrever algo sobre o assunto foi o Élio Gaspari, que expôs de forma clara, inclusive com números a diferença da contratação. Ver até juristas renomados defender tal forma de contratação foi lastimável. O pior, muitos com argumentacao pobre demais (é claro que o jornais somente ‘ouviram’ o lado que lhe interessa). Talvez porque advogados sejam os primeiros a não registrar ninguem. Todos passam a ser associados (ainda que detenham 0.001%), a fim de se evitar encargos trabalhistas….. Só uma coisa, fazendo justiça, a Record recolhe direitinho todos os direitos trabalhistas dos funcionarios do depto. juridico. OBS. Malin, sei lá, entenda como quiser, mas acho que vale um texto. Assistindo a TV Cultura, vi….

  23. Comentou em 22/03/2007 Marco Tognollo

    Independentemente da Record ser a segunda, terceira ou décima oitava emissora mais assistida, isso não me interessa nem um pouquinho. Para mim, Record e Edir Macedo é caso de polícia, não de jornalismo. Mas o Sr. tocou num ponto importante, Malin, que são os contratos de trabalho. Graças ao ímpeto terceirizador de uns nobres srs. que governaram o país na década de 90 é que se começou a essa verdadeira …(Não precisa me censurar não, faço de livre e espontânea vontade, mas pelo contexto seria um palavrão) … nas empresas. O pior, o governo atual nada tem feito para coibir a terceirização. Se a Globo somente contrata alguém sob a forma de PJ se o salário for muito alto, está agindo errado da mesma forma. Além do mais, até onde pude acompanhar – até porque nao conheco pessoalmente nenhum jornalista da Globo – esta empresa contrata sim, por meio de PJ. Se o Rodrigo Viana, que se meteu naquele rolo todo, não teve o contrato renovado e, outro dia, lendo o blog do Azenda, ele disse que o contrato dele com a Globo vai até determinada data, a contratatação é feita por PJ sim. Contratos de trabalho a termo podem ter duração máxima de 2 anos e somente ser prorrogados por uma única vez. Após isso é uma contrato de trabalho por prazo indeterminado, ou seja, uma tipica relacao trabalhista. Pois bem, se os jornalistas citados estão (ou estavam) ha um bom tempinho na Globo…..

  24. Comentou em 22/03/2007 newton borges hora

    De uma coisa tenho certeza, a população mundial é muito imbécil, porque mantém a insistência em assistir coisas como BBB, novelas estúpidas e jornalismos artifíciais. A Rrede Globo é um grande exemplo dessa baboseira. Porém eu não perco meu tempo p/ ver esssas nojeiras. Assistir um canal por vício é muito triste p/ uma nação. Sinto muito.

  25. Comentou em 22/03/2007 Gilmar Donizete da Cruz Cruz

    Muito interessante este texto. Acho que ele traz uma informação extremamente importante, apesar de não ser novidade ‘Segundo, a principal fonte de receita da Record é dinheiro não tributado de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus. Ninguém pode competir com esse tipo de financiamento de televisão’. Ora, alguém do congresso ou da receita federal precisa ver isso e tomar providência. Sinceramente, ver uns pagando tanto impostos e outros nadas, é extremamene irritante……

  26. Comentou em 22/03/2007 Ricardo Ramos

    A Globo pode não ser a melhor emissora, afinal ””’foi financiada pela ditadura, tem novelas indecentes, é alienante, massificadora, monopolista, etc, etc, etc ”””” mas tem uma concorrente que consegue ser muito pior, a Record, vulgo ‘tv do bispo’. Outra prática da Record é usar de seus contratados (ou PJs prestadores de serviço, melhor dizendo) para usarem de sua ”””independência””” para atacar a concorrência (leia-se Globo), supostamente indignados com o jornalismo global mas prestando o serviço sujo do patrão. Falo daquele jornalista de voz anasalada que tem um blog chamado Conversa Afiada. Não me espantaria até que tivesse o dedo sujo do Edir Macedo por trás da carta ”””’corajosa””’ do Rodrigo Vianna, que atualmente está na TV do bispo com um ‘contrato’ que o impede de falar mal da emissora quando não mais dela contratado fosse. O ”””’monopólio””” da Globo existe, (in)felizmente por pura e simples incompetência de seus concorrentes. Se as outras emissoras fossem melhores, o jogo seria bem diferente. Não tem nada a ver com financiamento da ditadura ou qualquer coisa assim – pelo menos neste caso.

  27. Comentou em 22/03/2007 Tiago de Jesus

    ‘Como se sabe, é muito difícil fechar modelo de negócios no Brasil com os encargos da atual legislação trabalhista.’ Que encargos foram estes que tanto aumentaram nos últimos 30, 40 anos? Ah, a globalização tornou o mundo mais competitivo… mas ainda não soube de ameaça remota que fosse de um eventual noticiário chinês ultracompetitivo tomar o lugar do jornalismo tapuia. A defesa da precarização da mão-de-obra como única forma de viabilizar o negócio parece carecer de bases… dá para imaginar como é caro manter um jornalista, um médico etc na França, nos EUA, ganhando em euro e dólar, com o IRPF maior do que o daqui? Será que lá, também em nome da viabilidade do negócio, está todo mundo virando PJ ou dando consulta sem nota ou será que por lá a elisão fiscal não é tratada com as vistas grossas que aqui vem sendo desde os anos 90? Eu vi o que aconteceu com o meu ramo de atuação nas mãos das ‘empresas de RH’ terceirizadoras, como este negócio prosperou lucrando um dinheiro que, em última análise, seria da sociedade, apenas porque cobra um pouco menos do que o governo para oferecer os serviços do profissional, este uma espécie de sub-classe dentro da instituição em que trabalha.

  28. Comentou em 22/03/2007 Roberto Ribeiro

    O texto é falho. Tem dois focos diferentes: a questão da audiência e a questão da legitimidade da contratação de Pessoas Jurídicas por empresas jornalísticas. Não dá pra entender o que ambos tem em comum. São dois assuntos, interessantes de se discutir, sim, mas mereciam dois artigos diferentes.

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