Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

O gasto do governo e a preguiça da mídia

Por Luiz Weis em 12/11/2006 | comentários

Temo que 90% dos leitores de jornais e revistas – que por sua vez representam pouco mais de 1/3 da população adulta brasileira – não têm informação, muito menos opinião fundamentada, sobre a principal questão do segundo governo Lula – a política do gasto público federal.



 


O tema praticamente passou incólume pela campanha eleitoral. E na imprensa só aparece entre aspas, por assim dizer: em artigos, editoriais, entrevistas e declarações públicas reproduzidas, aqui e ali acompanhados de gráficos e tabelas que podem, ou não, descrever adequadamente a evolução das contas do governo.



 


Jornalismo declaratório, em suma. Jornalismo preguiçoso, portanto.



 


Até anteontem, sexta-feira, o que se tinha era a versão dos economistas, colunistas e políticos não alinhados com o lulismo, ou em franca oposição a ele, e a versão do presidente e das principais vozes petistas.



 


Os primeiros afirmam que sem que se meta a tesoura nas despesas correntes do governo – que, em proporção ao PIB, subiram de 16,1% no primeiro ano da atual administração para os 18,6% estimados para 2006 – não haverá queda de juros capaz de alavancar o crescimento econômico porque o Executivo ficou sem dinheiro para gastar em investimentos produtivos.



 


O governo responde que é perfeitamente possível recuperar a capacidade de investimento do Estado nacional sem cortar despesas. Do presidente Lula: “Tem gente que só fala em corte, corte, corte; tem de parar de falar nisso e falar em crescimento.” E ainda: “Todo mundo fala em corte. Acontece que tem pouco de onde cortar.”



 


De seu lado, o neolulista Delfim Netto diz que, além de considerá-los impraticáveis, os cortes são desnecessários. Bastaria controlar o ritmo de crescimento do gasto. “Cortar é conversa para boi dormir”, mata o assunto o czar da economia na ditadura, já há algum tempo um dos interlocutores mais ouvidos pelo presidente.



 


Mas na sexta-feira aconteceu algo que já não permite à mídia se limitar a “ouvir as partes”, sem se dar ao trabalho – que exige empenho, mas não é nenhum bicho de sete cabeças – de apurar, esmiuçar, organizar e expôr de forma ampla e clara não só a numeralha miúda das finanças federais, mas a sua evolução previsível (conforme os diversos cenários de expansão do PIB, entre outros indicadores).



 


E, principalmente, as alternativas realistas para o desempenho da economia nos próximos anos, com ou sem os cortes que muitos acham indispensáveis. Fazendo isso, deixaria claro também se Lula tem razão quando diz que “tem pouco de onde cortar”. Indicaria ainda os eventuais ganhadores e perdedores do reforço da austeridade fiscal, pois essas coisas não são exatamente neutras do ponto de vista social.



 


Com isso, o leitor interessado poderia julgar por si o que está em jogo – algo de que o eleitor foi privado na campanha tanto pelo lulismo (“cortar gastos é cortar o Bolsa-Família”) como pelo alckmismo (“o corte deve começar pela corrupção”).



 


Pois na sexta-feira, o candidato petista derrotado ao governo de São Paulo, economista Aloizio Mercadante – caído em desgraça por ter sido o seu coordenador de campanha, Hamilton Lacerda, acusado de entregar o dinheiro para a compra do dossiê aos aloprados Gedimar e Valdebran – reapareceu no Senado com um discurso desconcertante.



 


Ele criticou “o velho desenvolvimentismo” e “um certo romantismo econômico” dos que


defendem a idéia de que é possível crescer aceleradamente, sem pressão inflacionária, baixando os juros e até aumentando o gasto corrente. “Eu advogo outro caminho”, afirmou.



 


O seu modelo ecoa o da oposição: “Como aumentar a taxa de investimento? Cortando gastos de custeio, reduzindo os gastos correntes, contendo essa expansão dos gastos correntes.” Ele defende também uma nova reforma da Previdência, com a extensão da idade mínima para a aposentadoria pelo INSS.



 


O senador, que antes do escândalo do dossiê era cotado para ministro de Lula II, pois a sua derrota em São Paulo era pule de 10, como se diz no turfe, nem é a rigor o primeiro petista de envergadura a quebrar o tabu da questão do gasto.



 


Na mesma sexta-feira, a sempre competente Claudia Safatle, diretora adjunta de Redação do Valor, aproveitou a sua coluna semanal para chamar ao debate outro companheiro tido como ministeriável, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.



 


No artigo “O jogo econômico no campo da política”, ela o cita como tendo dito: “A questão fiscal é um nó poderoso que precisa ser desatado.” Nesse nó, ele inclui o cavalar déficit da Previdência, coisa de R$ 40 bi este ano.



 


Ele não nega o argumento da colunista de que implementar um programa de ajuste fiscal será “um enorme exercício de engenharia política, pois se terá que se escolher quem vai perder, ou, na melhor das hipóteses, quem deixará de ganhar”.



 


Mas, vê uma luz no fim do túnel. Suas palavras: “Acho que o país está agora maduro para abrir essa discussão e o presidente Lula talvez seja o personagem da política brasileira mais autorizado a fazer isso. Qualquer outro que viesse a propor essa discussão seria visto como alguém que está querendo tomar dos pobres. Mas Lula, não. Ele tem esse aval e poder dizer que quer racionalizar o gasto público para poder dar mais justamente aos que têm menos.”



 


A esta altura, não será pedir demais à imprensa que deixe de ser preguiçosa e leve o público a enxergar o problema com nitidez e por todos os seus lados – sem a mediação das aspas.



 


Guardadas todas as imensas proporções, é o que Al Gore faz com a questão do aquecimento global no filme imperdível “Uma verdade inconveniente”, baseado no seu livro do mesmo nome.



 


Está mais do que na hora.



 


P.S. Qual é a do Senado?



 


Na semana passada, a Folha revelou que o tucano Eduardo Azeredo, o precursor do valerioduto, tem um projeto para controlar o acesso dos brasileiros à Internet. (Leia neste blog a nota “Deixem os internautas em paz”). A revelação tirou a matéria da pauta de votações da comissão de Constituição e Justiça da casa.



 


Hoje a mesma Folha informa que tramita na comissão de Educação um projeto do senador Marcelo Crivella, do evangelismo fluminense, hoje abrigado no PRB, para obrigar a imprensa, sob pena de multa e pena acrescida por crime de calúnia e difamação, a só publicar notícias “potencialmente” ofensivas à honra depois de “criteriosa” investigação prévia da veracidade da denúncia e da autenticidade dos eventuais documentos em que se baseia.



 


O projeto saiu de pauta por ter recebido dos pareceres conflitantes: o da senadora petista Fátima Cleide, de Rondônia (a favor) e o do senador e líder da bancada do PSB Antonio Carlos Valadares, de Sergipe (contra).



 


Para a senadora, é preciso “coibir a atuação leviana dos meios de comunicação”. Para o senador, a Constituição já pune isso.



 


Argumenta: “Se a publicação de notícias falsas é condenável, não se pode por outro lado exigir que os órgãos de imprensa assumam as funções investigativas próprias das autoridades competentes, estas sim incumbidas de descobrir a verdade das denúncias que venham a motivar notícias e reportagens.”



 


O presidente da ABI, Maurício Azedo, acrescenta que o artigo 220 da Constituição garante a irrestrita manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo.



 


Desta vez, patrões e empregados ficaram do mesmo lado. Tanto a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) – a mesma que teve a baldada iniciativa de propor a criação Conselho Federal de Jornalismo – condenaram o projeto.



Do presidente da Fenaj, Sérgio Murilo: “É uma lógica burocrática capaz de inviabilizar uma investigação. Baseado em informações reais, a prova, em último casao, é tarefa da Justiça e não do jornalista.”


***


Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 22/07/2007 fatima chagas

    acho que governo subtima o povo, a minha opinião é existe mais gente pagando a previdência do que tirando pois segundo o próprio governo o desemprego está diminuindo, sendo assim existe tem entrado dinheiro para a previdência.

  2. Comentou em 14/11/2006 Selmi Escobar

    Fernando Pimentel não é ex-prefeito de Belo Horizonte. É o atual prefeito. Dificilmente deixará o cargo.

  3. Comentou em 14/11/2006 Frederico Fonseca

    Caros srs Leio com frequência o OI, e apesar de alguns impulsos para tecer comentários, freio o impulso, por se perceber tanto fanatismo e falta de percepção (ou falta de condições para melhor avaliação do que se lê/escuta?) da realidade. Vejam, o sr Marco Costa afirma que quando se fala em cortar custos entenda-se cortar na Saude Educação Habitação e Saneamento. Para quê então os outros ministérios ? Só para dar cargos? À sra Marcia Coelho jornalista e atriz, em sua atividade de jornalista, cabe ajudar a esclarecer aquilo que pede seja esclarecido, e não cobrar dos outros. Senhora, corrupção não se acaba por decreto, como foi a Lei Aurea, mas com efetivo combate, e não com amenidades de ‘aloprados, meninos, companheiros, não sabia de nada, sempre houve isso, fui traido’ etc. A autoridade maior de uma nação não pode querer explicar erros ‘dos amigos’ desta forma. Se não quer criticar ou condenar, fique em silêncio, que muitas vezes vale ouro.Concordo plenamente com os comentários da sra Elizabeth Martins e do sr. Ailton Castro.
    Sem paixão ou fanatismo.

  4. Comentou em 14/11/2006 Walder Barcelos de Paula

    Parabéns pela matéria. A discussão dos gastos públicos, e suas conseqüências para a sociedade, talvez sejam, depois da reforma política, a mais importante. O difícil para mim é esperar que a mídia faça uma discussão séria e isenta deste assunto, tamanhos os interesses envolvidos, após o que vimos na última campanha eleitoral. Mas não custa nada ser otimista, quem sabe agora tenhamos algo proveitoso para os leitores terem as suas próprias conclusões, e não manipulações grosseiras. Relativo ao ‘controle da mídia’, em minha opinião é totalmente contraproducente o proposto, pois quem deve controlar a mídia é o próprio leitor, exigindo reportagens bem feitas tecnicamente, que atendam aos seus interesses de ser bem informado. Apenas na mídia concessionária, o rádio e a TV, acho que deveríamos ter uma mídia pública e não estatal, como na Inglaterra e mesmo os EUA, como contraponto às redes privadas, mas este é outro papo.

  5. Comentou em 14/11/2006 Oscar Araripe

    Incrível. Lula se diz vítima (e com razão) de ter sofrido um terrível, inimaginável, como ele mesmo diz, golpe midiático… como o que foi orquestrado na Venezuela de Chaves(que sorriu ao ouvir) e, fantástico, hoje, horas depois, o OI e o IG nada dizem. Acabou-se o que não era doce. E no entanto o mundo todo acredita, inclusive muitos venezuelanos, que houve mesmo um golpe midiático falido, orquestrado contra Chaves, como muitos acreditam(e com razão) ter se repetido no Brasil. Pergunto: seria isto imaginação?
    Minto. Hoje o Alexandre Garcia disse que somos todos burros e iletrados, ao contrário dos chilenos e uruguaios, que são mais escolarizados, e cujos presidentes eleitos não foram citados por Lula em seu discurso de inauguração da ponte sobre o lendário Orinoco…incrível, inimaginável.
    O nome da ponte? Sugiro ‘ da Imprensa Livre’.

  6. Comentou em 14/11/2006 Marnei Fernando

    O problema são as aspas…
    o uso irresponsável do subterfúgio das aspas que tem levado o jornalismo a esta situação de descrédito total…

    temos que aprovar urgente a regulamentação da mídia… chega de irresponsabilidade… chega!

  7. Comentou em 14/11/2006 Conceição Oliveira

    Sr. Glaucio Costa, lusotropicalismo como explicação histórica?
    Faça-me um favor, estamos próximos ao 20 de novembro e este é o mês da consciência negra. Seu comentário faz girar ao túmulo até mesmo Gilberto Freyre.

    *************
    Quanto ao rombo da previdência, gostaria de ver uma campanha séria a respeito da aposentadoria dos representantes do legislativo e executivo e judiciário associada a outra sobre o trabalho dos cortadores de cana, do sisal, carvoeiros e o trabalho infantil. Se quiserem enriquecer a pauta poderiam pensar nas condições do atendimento do SUS versus seguro saúde e previdência privada.
    Seriam bons contrapontos pra discutir reforma previdenciária, redução da média para aposentadoria e coisas afins. Nossos economistas poderiam trabalhar com médias de expectativa de vida (no campo e na cidade) considerando os mais de 5 mil municípios brasileiros, uma criança carvoeira que começa a trabalhar aos 3/4 anos deveria se aposentar com que idade?

  8. Comentou em 13/11/2006 ubirajara sousa

    Ora, Elisabeth Martins, comerciaria de barreiras(BA), você espera que haja interesse da mídia em tornar público o montante despendido com propaganda? Você está-se esquecendo de um pequeno detalhe: o OI também é mídia. Os seus editores, escritores etc são jornalistas, também. Não há interesse nenhum em matar a galinha dos ovos de ouro do patroões. Todo governo gasta horrores com propaganda, mas quanto a isso, a imprensa não oferece nenhuma resistência: dinheiro foi feito foi pra gastar, não é mesmo? Quanto ao que é gasto para levar comida aos miseráveis que estão morrendo de fome, aí o negócio é outro: tem-se que ensiná-los a pescar e não dar-lhes o peixe para comer. Há muita hipocrisia neste mundo e na imprensa então!

  9. Comentou em 13/11/2006 Eloy martins

    Não entendo alguns eleitores, principalmente os contrários a Lula. Desqualificam o programa bolsa família, chamando-o de esmola, assistencialismo. Não obstante, culpa o governo pela criminalidade, aumento de favelas, aumento de mendigos nas grandes cidades. O bolsa família cumpre outras funções, quais sejam, a maioria dos beneficiados vive na zona rural e este benefício ajuda a desenvolver a economia local e ajuda a fixá-los no campo evitando imigrar para as cidades já saturadas e criando mais problemas para a já precária segurança pública. É importante analisar sob este ponto de vista tambem.

  10. Comentou em 13/11/2006 Ailton Castro

    Admiro o PT, mas quanto às considerações do senador Aluizio Mercadante para aumento da idade mínima para a aposentadoria pelo INSS, chego a chorar. Gostaria de ver esmiuçado na mídia qual a parte do bolo para cada classe de beneficiários. Quais as despesas com os pobres que só se aposentam quando imprestáveis e que receberão a miséria do salário mínimo? Qual o custo da outra parte da população que se aposenta com salários integrais aos 8 anos, daqueles que acumulam salários e benefícios que são incorporados integralmente à aposentadoria. Daqueles isentos de IR e das outras aposentadorias especiais. O rombo é de qual classe de aposentados? Dos pobres que irão trabalhar mais alguns anos até que sua aposentadoria torne-se pensão em poucos meses? Apontem as classes, os custos, mostrem onde está o rombo. Com certeza não é da maior quantidade de ‘beneficiários’ do salário mínimo e sim de uns privilegiados ‘BENEFICIÁRIOS’. Digam para o país quais os custos do executivo, do legislativo e judiciário. Das pequenas câmara municipais e das estaduais. Mostrem os custos de desembargadores por estado e qual o custo na ativa e quando aposentam. Enfim mostrem que milhares de privilegiados deveriam mesmo é pagar um plano de aposentadoria e não quebrarem a previdência oficial. Advogo vergonha na cara e mudança das leis.

  11. Comentou em 13/11/2006 Filipe Rodrigues

    Muita informação, mas pouca coisa concreta…discutir é fácil, colocar em prática nem tanto.
    Quanto a reforma da previdência, é simples debater isso quando as pessoas que irão deixar de ganhar ou até mesmo perder o que já têm não somos nós. A opinião, nesse caso, tem que ser dada pelo afetado.

  12. Comentou em 13/11/2006 daniel castro

    Caro, para aprofundar o debate seria interessante (e necess[ario) conhecer o estudo do Unafisco SP sobre gastos (de FHC a Lula) – http://www.unafiscosindical-sp.org.br

  13. Comentou em 13/11/2006 elisabeth martins

    Falando em corte de gastos, quem me informa sobre gastos com propaganda? quanto por cento do PIB é gasto em TV e revistas e jornais etc ? os colunistas do OI deveriam fazer um artigo abordando esse tema.

  14. Comentou em 13/11/2006 Ivan Moraes

    Mas principalmente, Marcos, a media nao fala aos brasileiros quanto custa o seguro de saude completo dos politicos e trabalhadores de alto escalao do governo brasileiro.

  15. Comentou em 12/11/2006 Márcia Coelho

    Weis, em relação à questão do corte de gastos, ou crescimento com base na redução das taxas de juros, creio que um ou outro jornalista já vem tocando no assunto. A Lúcia Leme (Espaço Público/TVE), por exemplo, vem de alguma forma contribuindo com essa questão. Ela tem convocado acadêmicos e o que se constata é que eles mesmos divergem quanto à receita correta para colocar de novo o país na trilha do crescimento. Só acho pertinente lembrar que a proposta econômica que se saiu vitoriosa na eleição – e que tem sustentação em estudos bem fundamentados – foi a de Lula, que foi reeleito dizendo que não vê de onde enxugar gastos significativos e que seria a partir da redução das taxas de juros que viria a redução da dívida interna. Eu espero que a imprensa não resolva forçar a barra e respeite a implementação da proposta vitoriosa. Mas como os defensores da proposta perdedora insistem em pautar o projeto econômico de um governo que acabou de ser (re)eleito, seria, no mínimo, pertinente que mostrassem as contas e dissessem claramente onde propõem cortar. O Alckmin disse que tiraria da corrupção. Seria bom que esclarecesse, inclusive, como se acaba com esse mal secular por decreto.

  16. Comentou em 12/11/2006 Murilo Santos

    O conformismo nacional consequência da alienação midiática oferece ao público um analfabetismo político partidário. O jornalismo político está cingularmente aruqitetado atrás da grande corporação governamental. Para esses a desinformação política é como um ‘zap’ num jogo de truco, onde seu trunfo depende de um blêfe.
    O jornalista preguiçoso representa a parcela comercial do jornalismo ‘parcial’, por isso acho que é pedir demais para esses ‘preguiçosos’, fazerem o público enxergar os problemas enfrentados na economia brasileira, principalmente na ciência atuarial, com NITIDEZ.

  17. Comentou em 12/11/2006 Marco Tognollo

    Caro Weis, vou ser muito breve, somente quanto ao ‘Qual é a do Senado?’. Pois bem, sem entrar no mérito do texto, não é somente o Senado ou a Camara que está repleto de projetos estranhos ou inconstitucionais. As Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais são a mesma coisa. Os eleitos sequer produzem alguma coisa. Dê uma olhada em projetos de vereadores, por ex. – pode ser qualquer Município, o que mais se vê é projeto de lei para dar nome à praça ou rua, ou ainda homenagear ‘figuras ilustres’. No final das contas, só votam os projetos propostos pelo Executivo.

    Agora, convenhamos, muitas denúncias decorrentes de fontes que plantam a notícia, ou completamente distorcidas pelo jornal, nao deveriam estar sujeitas somente a punicao judicial, mas tambem por um conselho de classe……

  18. Comentou em 12/11/2006 Glaucio Costa

    Como sempre o OI mete o dedo nas feridas da nossa querida situação de submissão social. É. É esta mesmo que você como eu esta pensando. A que emperra a vida de todos nós.
    Sempre comparo o Brasil com outros países e no todo o brasileiro tenta comparar o Brasil com a Europa-(seus países) e com os EUA, ou mesmo com a Argentina. Nosso visinho ao lado.
    Creio que isso é uma grande burrice. Vou dizer porquê.
    Primeiro. A Europa -(o seu povo) é de maioria nórdica foi quem derrotu o poderoso exército romano. Os EUA, é parte deste povo. A Argentina também é parte deste povo. E o Brasil o que é! Pelo ilustre Professor Darci Ribeiro a mistura e missigenação brasileira deu no povo mais pacato da história das civilizações. Foi a mistura dos´indíos dos trópicos com o que de não muito bom da escoria de Portugal a agregação de um povo. Somente depois com a invasão dos Bonaparte em Portugal é que a nobresa veio aportar aqui. De quebra, fugido.Assim, não temos muito o que comemorar.
    Então com relação ao assunto exposto acho muito dificil a intolerante elite nacional entregar um mísero anel para a ajuda do bondoso Robin Wood presidenciável por mais quatro anos querer e ter sucesso na sua nobre vontade. A oligarquia dos funcionários públicos de carreira não irá deixar seus polpudos contra cheques para ajudar 15 milhoes de brasileiros que necessitam ingressar na vida digna. Pena.

  19. Comentou em 12/11/2006 Clerton de Castro e Silva

    Sr. Marco Costa, por diversas vezes divergi das suas opiniões aqui postadas, principalmente quando o Sr. afirmou que o PT é um partido de direita. Entretanto, concordo plenamente com esta opinião agora postada, pois muitos dos leitores que fazem comentários neste espaço, negam a existência de corrupção em qualquer nível do Governo e tambem do PT.

  20. Comentou em 12/11/2006 Paulo Bandarra

    O neolulista Delfim Netto faz sentido completo. Não mudou Delfim, mas o novo rei ao assumir o poder aderiu ao neoliberalismo e a globalização nos moldes de “crescer o bolo para dividir” que virou “a árvore crescer para dar frutos”. Fez a mais ortodoxa política do FMI do que FHC. Lógico que Roberto Campos (se vivo) e Delfim deveriam apoiar estas política econômica. O que não faz sentido é o Mercadante que perdeu em SP propor a política do Alckimin que perdeu as eleições. O pior inimigo do Lulismo é o petismo que perdeu as eleições mas não perde tempo em importunar o presidente pedindo que traia as urnas e lhes dê cargos para fazerem das suas! Veja estes números: A Petrobrás, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Eletrobrás fecharam os primeiros nove meses do ano com lucro total de R$ 27,26 bilhões, segundo balanços divulgados na última semana. O maior lucro líquido consolidado foi o da Petrobrás, que fechou o período janeiro/setembro em R$ 20,7 bilhões – o maior da história da companhia para o período – e com um crescimento de R$ 33% em relação aos primeiros nove meses de 2005. Quem defende o consumidor brasileiro e negocia o seu petróleo com a estatal que lucra cifras absurdas vendendo para nós mesmo o que é nosso? Precisamos de um Evo Morales brasileito defendendo o que é nosso contra as estatais!

  21. Comentou em 12/11/2006 Marco Costa Costa

    Quando a imprensa escreve sobre cortar custos, leia-se reduzir verbas para as áreas da saúde, educação, habitação, saneamento básico, etc. Outro item questionado pela imprensa é evitar que o gorverno de aumento de salários para o funcionalismo público, cortar cafezinho nas repartições públicas, entre outros pequenos privilégios. Vale lembrar que, a imprensa não cobra a redução de custos com as viagens desnecessárias do Presidente da República, Deputados, Senadores e Ministros de Estado, A imprensa não denuncia o número exagerado de gastos com salários de Deputados e Senadores, bem como o alto íindice de corrupção que existe nos palácios da vida. Querida dona imprensa, tirar recursos destinados ao pobre e muito fácil, quero saber se a imprensa tem coragem de brigar para eliminar os privilégios dos grandões.

  22. Comentou em 12/11/2006 Paulo Mora

    Quem fiscaliza e pune os jornalistas ? Olhando daqui a maioria parece acima da lei e raivosamente refratário à opinião contrária.

  23. Comentou em 12/11/2006 Eduardo Guimarães

    Caro Weis, não se trata de preguiça da mídia e sim de ela não ver nesse assunto a possibilidade de causar grande prejuízo político-eleitoral a Lula. Entenda que a imprensa brasileira hoje só tem um objetivo: desmoralizar o governo Lula. Tudo o mais que você puder imaginar está submetido a esse objetivo.

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