Terça-feira, 20 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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O governo da Geórgia usa blogs para enfrentar os russos e a guerra chega ao espaço virtual

Por Carlos Castilho em 12/08/2008 | comentários

O governo da República da Geórgia criou um weblog para poder distribuir comunicados oficiais depois que a Rússia, aparentemente, cortou o acesso dos georgianos à internet.


 


O weblog do ministério de Relações Exteriores foi o recurso encontrado pela Geórgia para enfrentar o poderoso vizinho numa disputa que pode tornar ainda mais confusa e tensa a situação numa área que é um barril de pólvora desde a implosão da antiga União Soviética.


 


O curioso nisso tudo é que os georgianos tenham recorrido a uma ferramenta tão prosaica, conhecida pelos milhões de blogs publicados em todo mundo.


 


Outro fato inédito é que alguns países do leste europeu começaram a desenvolver o que já está sendo chamado de diplomacia virtual. A Polônia, por exemplo, está publicando os boletins de guerra da Geórgia na página do seu chefe de governo.


 


O esforço para conquistar corações e mentes por meio da internet abre um novo campo na já vasta diversidade de projetos e propostas dentro da blogosfera, hoje povoada por quase 120 milhões de weblogs, dos quais pelo menos 60% são atualizados periodicamente.


 


Os russos estão atacando os georgianos também pela internet, usando recursos clássicos dos hackers como impedir a visitação a uma determinada página, disparando uma avalancha de solicitações de acesso por meio de spam (mensagens não solicitadas).


 


Mas os simpatizantes dos georgianos também estão reagindo. Empresas norte-americanas de segurança virtual, como a Arbor Networks, detectaram ataques virtuais contra vários sites controlados por russos, como a agencia de notícias Novosti.


 


Por enquanto as ações ainda são isoladas e bastante amadoras, do ponto de vista técnico. Mas não há a menor dúvida de que se o conflito aumentar de intensidade, também crescerá a sofisticação e amplitude das hostilidades dentro da internet.


 


O mais interessante é que o custo de uma batalha virtual como a que estão protagonizando russo e georgianos é ridículo em comparação ao preço de equipamentos ou bens materiais destruídos numa guerra real.


 

Bill Woodcock, diretor de pesquisas da Packet Clearing House, uma ONG especializada em pesquisas sobre tráfego na web, revela que o preço para imobilizar um site adversário não passa de quatro centavos de dólar. Com isto dá para bloquear a web de um governo inteiro pelo preço de um tanque — e o que é pior, a partir de um país estrangeiro.

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