Segunda-feira, 21 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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CÓDIGO ABERTO > Desativado

O horror, o horror!

Por Luiz Weis em 07/07/2006 | comentários

As fotos da primeira página da Folha e do Estado de hoje, mostrando uma massa de presos amontoados no pátio a céu aberto do Centro de Detenção Provisória de Ararquara, valem por um poster de recrutamento para o PCC.

É verdade que os detentos destruíram o presídio. Mas estão assim, desde segunda-feira, 1.443 pessoas. Quaisquer que tenham sido os seus crimes, ainda são pessoas. Elas foram confinadas nessa área de 30 x 30 metros. Mais de 100 estão doentes.

O próprio governador Cláudio Lembo, que culpou os presos por seus padecimentos, reconheceu que a situação é “dramática”.

A mídia tem procurado cobrir – e tem conseguido em boa parte – o inferno prisional paulista, já comparado a campos de concentração nazistas. Onde cabem 100 detentos, apertam-se 500, 1.000 – sabe-se lá quantos mais.

Se você fosse um deles, não faria qualquer coisa para acordar desse pesadelo? Mesmo que acordar significasse matar e morrer?

Enquanto isso, como diria Manoel Bandeira, os donos do poder “tiram ouro do nariz”.

Não se iludam. Antes de melhorar, se e quando isso acontecer, vai piorar.

Por ora – e por muito tempo ainda – só repetindo as palavras finais de “Coração das Trevas”, de Joseph Conrad:

”O horror, o horror!”

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 25/10/2006 Kauer Rizzon

    Eu acho assim, queimou colchoes dorme no chao, quebrou telhado se chover dorme na chuva. Nos nao precisamos ficar dando dinheiro do nosso trabalho a esses delinquentes que matam e que roubam as coisas, e se as pessoas acham que devem ser respeitados os direitos humanos, leva pra casa, porque o nosso bem estar-social nao está sendo respeitado, as pessoas tem medo de sair nas ruas nos grandes centros. Talvez aja pessoas la dentro que estao presas por engano mas isso nao nos leva a crer que 95% dos presos sejam essas pessoas por isso dou essa opiniao. E acho que esses casos de super lotaçoes nas penitenciaria deveriam ser resolvidos pois cada vez mais isso se torna comum e cada vez mais os presos se irritam e fazem o que estao fazendo.

  2. Comentou em 11/07/2006 Fernando Almeida

    Há alguns meses eu assisti a um filme, se não me engano, ‘Em nome do pai’, que retrata como pano de fundo a vida de priosioneiros britânicos, entre eles, alguns considerados terroristas de alta periculosidade. Pelo que o filme mostrou as pessoas eram tratadas com dignidade e respeito, independente do crime que cometeram. Numa rápida extrapolação, sem grandes fundamentações científicas, me inclino a afirmar que não há oposição entre dignidade no sistema prisional e baixa criminalidade, uma vez que na Inglaterra e em outros países onde há tratamento digno aos encarcerados os índices de criminalidade são baixos.
    A questão está muito mais relacionada com o que foi postado pelo policial aqui neste blog. Trata-se de oferecer condições para que o crime seja a exceção e não a regra. Além disso a dignidade e a perspectiva de mudança de vida devem ser uma verdade inclusive para os que estão nos presídios, cumprido à exaustão o que a justiça de forma correta e nos preceitos da constituição tenha determinado. Isso é estado de direito, se queremos chegar a algum lugar enquanto nação, esses preceitos não podem nunca ser esquecidos.

  3. Comentou em 10/07/2006 Marcos Simões

    Desprezo com o ser humano e incompetência na administração, recheada por corrupção, malversação de dinheiro público e impunidade, dá nisso. Sem o amparo às crianças de agora ou o que preconiza a constituição, o caos será muito pior. Ainda veremos, infelizmente, mais horrores como o dia das mães ou cadeias superlotadas de pobres desdenhados, porque nada se reformula ou se desenvolve no Brasil. Exceto a canalhice nos poderes.

  4. Comentou em 10/07/2006 ecivaldo Souza

    ‘êta vida besta meu deus!’
    Ao Sr. Fábio Carvalho, Jornalista , parabenizo por seus rompantes de extrema lucidez. Você deve ser uma daquelas pessoas que torna a frase de Drumond inocua e torna nós humanos; humanamente possivéis. Gosto de pessoas como vc… como eu.

  5. Comentou em 10/07/2006 ari camargo

    O problema não é de agora
    O saudoso Plínio Marcos
    Ja tinha uma peça-chamada
    50 onde cabem 2

  6. Comentou em 10/07/2006 Zulcy Borges

    A discussão sobre o caos presidiário brasileiro demandaria mais do que um Foucault. Hoje, havendo um plebiscito, a poupalação em peso votaria pela pena de morte se possível em praça público. O povo é pelo linchamento, pelo dente por dente, pela lei de Talião. Direitos Humanos viraram com isto neste país um assinte aos inocentes. E os esquadrão da morte tranformou-se em dezenas de esquadrões contra um crime organizado e também quase militarizado. Realmente não basta falar que o crime é produto da miséria mas menos puní-lo a ferro e fogo tem resolvido. Por que não se discute prisão perpétua e trabalhos forçados. O país não saiu do regime de masmorras que exterminava os escravos.

  7. Comentou em 10/07/2006 Maurício Tuffani

    Prezado sr. Antonio Gornatti, apesar de jornalista, ou talvez justamente por ser jornalista, não tenho encontrado razões para defender a imprensa por causa de muitos desvios éticos. Mas, com relação à sua observação de a que ela ‘está com uma grande ´dificuldade´ de ler a opinião popular sobre este assunto’, referindo-se ao tema do post de Luiz Weis, gostaria de esclarecer que ser guiado pela opinião pública não é o procedimento que deve ser adotado pelo jornalismo. Nosso dever exige espírito crítico e independência. O papel da imprensa às vésperas da ascenção de Hitler ao poder não deveria ter sido o de juntar-se à torcida uniformizada do NSDAP (partido nazista), da mesa forma que a imprensa da França não pode endossar a opinião popular de solidariedade a Zidane depois do jogo de ontem. A consulta à opinião popular deve sempre existir, mas jamais deve ser a baliza absoluta. Já bastam, para nós, os cabeças de planilha e executivos de negócios que submetem a informação às regras do marketing e da publicidade e que estão levando o jornalismo cada vez mais para o mundo do entretenimento. O jornalismo não deve existir para reafirmar convicções, mas sim para ampliar os horizontes de seus leitores. Na minha visão, infelizmente, o jornalismo que o sr. parece querer está cada vez mais ganhando terreno.

  8. Comentou em 10/07/2006 Hugo Santos

    ‘Se eu fosse um deles’, não estaria preso, e se estivesse não quebraria a cadeia.

  9. Comentou em 09/07/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Se vai piorar, então que piore mesmo. Talvez então as autoridades brasileiras passem a respeitar os princípios constitucionais da inexistência de tortura, penas cruéis e corporais e garantia da integridade física e moral do detento. Os presídios são depósitos de gente, alguns Juizes Corregedores agem como feitores de escravos e nunca se responsabilizam ou são responsabilizados pelos desmandos que ocorrem sob seus narizes empinados e perfumados. Então que piore de vez… porque aí além de combater os presidiários e seus partidos políticos começaremos a combater o grande inímigo da população brasileira: o Estado ineficiente, que abusa dos contribuintes, cidadãos e presidiários, um Estado caro, cujos três poderes são infestados de cretinos e desonestos. Então que piore de vez para que mandemos para a lata do lixo da história todas as legendas, do PT, PL ao PSDB, PFL.

  10. Comentou em 09/07/2006 Fábio Carvalho

    Prezado Antônio, quem comete abuso é bandido, é simples assim. O Estado pode ser rigoroso, exigir disciplina, premiar o bom comportamento, mas não tem o direito de ser bandido. O Estado-bandido renuncia à civilidade, à urbanidade, à lei e à própria Justiça. O Estado-bandido garante a todos dias piores. Transformar ‘ser humano’ em ‘ser vivente’ pode denotar sua indignação contra criminosos, mas, acredite, não irá conter a criminalidade (suponho que o objetivo de todos os que não são bandidos é o de reduzir a violência). O amontoamento de presos contribui para forjar o PCC, que condiciona até a sobrevivência de detentos à filiação ao crime organizado. Veja bem: o Estado não garante nada ao apenado, nem a vida, que é um direito, juridicamente falando, inalienável. Onde não há Estado, os comandos paralelos prosperam perigosamente. O horror fotografado pela Folha é mais do que uma denúncia em favor ‘dos direitos dos presos’. É a denúncia da falência do Estado, que, como um bandido, comete abusos contra quem está sob sua tutela.

  11. Comentou em 09/07/2006 Antonio Gornatti

    Parece que a imprensa está com uma grande ‘dificuldade’ de ler a opinião popular sobre este assunto. ( Ou será que está encomendando pesquisas aos mesmos que encomendou por ocasião do plebiscito das armas ?).

    Minha opinião é que, se tivermos que proteger alguém devido ao extremo da situação, que sejam as pessoas de bem. Se tivermos que cometer algum abuso ou privação de liberdades individuais, que seja contra bandidos. Simples assim.

    Específicamente em relação ao artigo, na minha opinião existem algumas ações que tiram a condição de ‘humano’ de um ser vivente, e , por consequência, seus direitos.

  12. Comentou em 09/07/2006 Maria Angela Pavan

    Prezado Sr. Luiz Weis aproveito seu texto para um desabafo,
    assisti pela terceira vez o documentário ‘Justiça’ de Maria Augusta, depois de me deparar com as fotos dos jornais de ontem. Preciso estar atenta aos problemas que são verdadeiramente nosso. Conversando com uma amiga do Rio depois do dia 15 de maio, chegamos a conclusão que o problema de Sp é bem maior que o Rio. O nosso convívio com os problemas é sempre tão distante, não está na orla, não está presente. Aqui vivem nosconduzindo o olhar para jantares, final de novela, férias escolares, copa que desde sempre não é sinônimo de vitória. Isto é mesmo ‘o horror, o horror…’

  13. Comentou em 09/07/2006 Edinéa Moreira da Silva

    A violência vinda do poder constituído é muito mais devastadora! Pois, significa a capitulação do poder constituído ante o poder marginal. Gostaria de perguntar aqueles que cumpliciam com esta forma de justiça: -‘Quem protegerá teus filhos dos filhos da violência!?’. Nada que eu diga é capaz de expressar minha indignação e vergonha dos que representam a justiça do meu país! Onde está a OAB? ou esses detentos não assassinaram os próprios pais para que possam merecer o mínimo de atenção!

    Edinéa

  14. Comentou em 08/07/2006 Fábio Carvalho

    Prezado Hélcio, a segurança pública é, por definição constitucional (artigo 144), ‘dever dos Estados e responsabilidade de todos’. Portanto, ninguém, muito menos o Estado, a quem compete a tutela de apenados, deveria se lixar para o horror dos presídios.

    Penso que ideologizar o debate da segurança é um erro monumental. A direita ‘bate + prende + arrebente’ não colhe o pretendido resultado de diminuir a violência. A esquerda ‘educação + saúde’ parece fazer de conta que não existe crime. A criminalidade é um chaga social complexa. Jornalistas e empresários não são vítimas costumeiras de crimes contra a vida.

    Em solo nacional, emoções e organizações criminosas à parte, repetimos o que se observa em todo o mundo: as vítimas de homicídio doloso são do sexo masculino, têm entre 15 e 24 anos. Acrescente, no Brasil, serem pobres e pretos. São os rapazes que mais se armam e os que mais cometem crimes contra a vida.

    A diferença entre o Brasil e a Inglaterra é a taxa de homicídios, mas até a natureza revela que machos jovens envolvem-se mais em encrencas. O horror fotografado pela FSP e descrito por Weis é fator preditivo de mais violência (além de ser uma violência em si o amontoamento de presos). Afirmar que criminosos são seres humanos não é opinião, mas uma óbvia constatação científica. Oportuno salientar que, formalmente, presto serviços a policiais civis gaúchos.

  15. Comentou em 08/07/2006 Hélcio Lunes

    Prezado Fábio Carvalho, se estivessem matando, digamos um jornalista por dia e estes não pudessem deixar suas famílias sem ter certeza de que algo lhes ocorreria, creio que este seu aristotélico distanciamento seria reduzido. Sei das dificuldades de resolver os problemas da segurança pública, principalmente pela posição de pessoa sque confundem o momento atual, com o da ditadura militar. O que estamos vivendo é uma pré guerra civil que certamente não autoriza sociologia barata, roupões brancos e pombas da paz. Existe um inimigo, que é quem esta covardemente matando agentes do estado, estou pouco ligando que meia dúzia de viúvas dos direitos humanos tentem impedir a sociedade de se defender, ou pelo menos escrever!

  16. Comentou em 08/07/2006 MANOEL PINTO

    Difícil de acreditar!!! Será que esses senhores de pensamento tão puerís, de argumentos rídículos (misturam alhos com bugalhos), pensam com sensatez, imparcialidade e espírito humanitário?! Será qur sentem pelo próximo -seja ele qual for, um mínimo de amor?! Com certeza, Weis, essa gente se considera o dono da verdade, e quem sabe até do mundo. O mundo é deles e ninguém tasca! A verdade é deles, e infeliz daquele que ousar ficar contra suas ridículas considerações, pra lá de vulgares! Com certeza aprovam com distinção os guetos nazistas, a babárie dos judeus contra os palestinos e com palmas ao Mr. Busch, aprovam Guantánamo!

  17. Comentou em 08/07/2006 Fábio Carvalho

    A ‘mania’ de Weis, prezado Hélcio, não tem amaparo apenas entre militantes de direitos humanos. A solução de paz em segurança pública é complexa e precisa ser vizinha da ciência. Se amontar presos, deixá-los dormindo no chão e estabelecer dez chibatadas diárias reduzirem, grosso modo, a violência, Weis estará errado. Diante do que está acontecendo, diante daquela foto chocante, como pretender que a solução é aumentar o rigor da punição contra os presos? O objetivo punitivo (registre-se: punir sem regras, sem respeito à dignidade, à saúde e à vida), em dados empíricos confiáveis, reduzem a violência? Ou são fatores preditivos de criminalidade? Transformar os apenados em ‘monstros’ parece ser mesmo a catarse aristotélica da sociedade dos ‘justos’.

  18. Comentou em 08/07/2006 Hélcio Lunes

    Por que você não comenta as imagens de destruição da cadeia, promovida pelos ‘pobres ‘ prisioneiros? Parece lógico: queimou colchão, dorme no chão, quebrou telhado, dorme ao relento! Essa sua mania de defender o bem estar de bandidos irrecuperáveis já esta dando no saco Luiz Weis. Tá com pena deles, leva pra sua casa cuidar de seus filhos! Oras bolas… ficar posando de palmatória do mundo, é falta de sentido histórico. Ou não, manda um TV de plasma para eles assistirem o noticiário dos agentes que estão sendo assassinados pelos liderados desses animais enjaulados.

  19. Comentou em 08/07/2006 Antônio Oliveira

    Interessante sua abordagem a respeito da situação dos amotinados presidiários, classificados pelo sr. de ‘pessoas’, que apesar de terem destruído todo o presídio, estão lá, pobrezinhos!, confinadinhos confinadinhos!…. Talvez esperando o sr, para dar-lhes um afago, uma palavra de carinho ou um gestinho de amor. Vá lá, leve toda sua solidariedade. Mas não perca a viagem, peça a alguma pessoinha daquelas que lhe mostre a sensação de como é ter um caninho de revólver, geladinho geladinho, encostado na tua costelinha, do lado onde tu mais preferes: o lado esquerdo, bem pertinho do teu coração; ouvindo-lhe dizer belas palavrinhas de ameaça contra sua vida. Sua paixão por eles talvez até aumente, e você fique cada vez mais encantadinho por aquelas lindas pessoinhas… Leve também ramos de florezinhas, em homenagem a eles; afinal, vê-se que você é um cidadão muito muito solidário.

  20. Comentou em 08/07/2006 Vivian -

    Para os que acham que prisão é lugar de tortura: Como no Brasil não existe prisão perpétua, nem pena de morte, TODOS os preso que estão lá sairão um dia e voltarão ao convívio da sociedade. Com qual deles você gostaria de encontar ao virar uma esquina: A) com aquele que recebeu educação, se profissionalizou e obteve apoio e oportunidade para se ressoacializar e se afastar da marginalidade ou B) aquele que foi brutalizado, humilhado, torturado, formado na universidade do crime, cujo mais forte desejo é devolver seu ódio à sociedade que o desprezou, menosprezou e destriuiu o que restava de sua dignidade humana?

  21. Comentou em 08/07/2006 Lair Silva

    Oba, vou quebrar minha casa, acabar com tudo e depois ficar chorando pra ver se alguma ONG protesta pra que eu tenha uma nova.

  22. Comentou em 08/07/2006 Hecton P

    Infelizmente o povo é mal informado( burro, muito burro) em geral não sabe separar uma matéria de jornal de reportagen real de mentira.
    Infelizmenet é assim, e sempre vai ser.

  23. Comentou em 07/07/2006 Leodomiro Rodrigues

    Com isso, percebemos que o estado é ineficiente e ineficaz no que diz respeito não, apenas à segurança publica, mas também em todos os outros setores públicos. O sistema carcerário, ou melhor, as casas de detenções que se dizem: casas de ‘reabilitação’ prisional, (nada têm em quesito de reabilitação).

    Pois as pessoas que são condicionadas a viverem, ou melhor, a sobreviverem de uma forma que nem os animais merecem (que me perdoem os racionais e irracionais) não tem condições algumas de se (re)socializarem naquele meio tão excludente e opressor.

    Ao meu ver a pessoa ao usar de violência, seja física, seja psicológica para com uma outra pessoa, também está na condição de vitima.

    Pois é, por incrível que pareça todas (os) que estão numa condição relativamente “inferior” a um “cidadão comum” , ou seja, alguém que de uma forma ou de outra cometeram um “crime” contra algo ou alguém, também se encontram na condição de vitimas.Vitimas de um sistema ideologico-político-religioso-economico-social etc, que em sua essência é opressor, excludente, racista, discriminatório machista e (pré)conceituoso para com a, minoria ou maioria, da população, que vive as margens da sociedade.

  24. Comentou em 07/07/2006 Marco Antônio Leite Costa

    A política realizada pela Secretaria da Segurança Pública é aquela do quanto pior melhor, a fim de justificar para a população do caos existente nos presídios paulista. A incompetência dos Governantes deixa com vergonha até o mais bárbaro dos bárbaros. Pois, o que estamos assistindo no cotidiano é algo inacretidavél no que concerne ao abandono que o sistema carcerário foi posto. Se essa política visa castigar os presidiários ao extremo, ledo engano. Essa política apenas faz com que o ódio que o preso tem da sociedade aumente. Esta postura poderá provocar uma piora considerável na conduta social desses facinoras. Acorda senhores Governates de fundo de quintal.

  25. Comentou em 07/07/2006 Euclides Rodrigues de Moraes

    Sr. Weis,
    É impressionante como nós, humanos, não temos a mínima capacidade de sentir a dor do outro e somos capazes de, sem o menor constrangimento, tornarmo-nos em nazistas ferozes.
    Não é porque a pessoa é uma criminosa, que eu devo agir como ela, ser o seu espelho, tratá-la como ele tratou, isso, pelo menos, para mim é inconcebível, recuso-me terminantemente a ser mais um criminoso, corruto, enfim mais um bandido sobre a face da terra.
    Gostaria de ver, qual seria a reação se um desses defensores dessa miséria, tivesse um parente entre essas feras, com certeza reagiria, egoistícamente, diferente, pois, só pensa e defende o que for do seu interesse e incapaz de pensar no bem estar de outrem.

  26. Comentou em 07/07/2006 Sergio

    Amontoados??… ‘onde cabem 100, apertam-se 500, 1000.’ Você já esteve em algum cortiço, onde vivem pessoas honestas e trabalhadoras?? Em que condições são colocadas as famílias pobres quando vitimadas por enchentes? Os presos não têm o direito de destruir aquilo que a população em geral ajuda a construir e manter! Eles que se organizem para reinvindicar de forma civilizada e respeitosa, pois não podem ter tratamento melhor que nossos trabalhadores de baixa renda.

  27. Comentou em 07/07/2006 Eduardo Guimarães

    O PCC impõe toque de recolher a São Paulo, agentes penitenciários paulistas se vêem expostos como numa barraca de tiro-ao-alvo e têm que fugir com suas famílias para não serem mortos e, numa penitenciária do interior paulista, 1443 homens seminus, alguns doentes ou gravemente feridos, ‘vivem’, comem, fazem necessidades fisiológicas e dormem ao relento num buraco lacrado onde cabe, no máximo, 150 seres humanos. E nem vamos falar da Febem… De quem é a culpa por essa situação em São Paulo? Ou ninguém tem culpa? Será que todo esse horror na unidade mais rica da Federação é obra do acaso? Estamos em plena campanha eleitoral e um dos dois candidatos a presidente mais competitivos é Geraldo Alckmin, que governou São Paulo pelos últimos 5 anos e foi vice-governador durante os 6 anos anteriores. Portanto, o tucano é o maior responsável vivo pelo que é hoje a Segurança Pública paulista. Dividir essa responsabilidade igualmente com Lula é uma trapaça sórdida, porque Segurança é responsabilidade dos Estados. Além disso, Lula governa há 3 anos e meio. Que responsabilizem FHC, que governou 8 anos. Diante disso, o que é que se lê nos jornais? Acusações e insinuações sem fim contra Lula e nenhum questionamento ou crítica a Alckmin pelo descalabro na Segurança paulista. Alguém precisa informar o Brasil sobre a ‘competência’ de Geraldo Alckmin.

  28. Comentou em 07/07/2006 José Ayres Lopes

    A situação vai piorar Weis porque, infelizmente, a maioria da população pensa como os leitores Reginaldo e Everton e isto acaba legitimando a ação equivocada do Estado. O que fazer quando a maioria confunde punição/repressão com barbárie? Só resta saber que mundo vão deixar para os filhos…

  29. Comentou em 07/07/2006 reginaldo nogueira

    tadinho dos coitadinhos, as crianças, o que foi mesmo que elas fizeram? São as pessoas mais injustisadas deste mundo.
    Só uma perguntinha Weis, por o Sr. não leva um deles para a casa do Sr.?

  30. Comentou em 07/07/2006 Francisco Eduardo Mazziotti

    Com o PCC organizado, agindo livremente e coordenando rebeliões, o problema da super-lotação dos presídios acabou indo para segundo plano. O barril de pólvora em que se transformou, por exemplo, a penitenciária de Araraquara se deve muito mais à super-lotação do que à organização e ao comando do PCC.
    Onde caberiam 100 convivem 1000 é terreno fértil para uma rebelião, com ou sem o PCC.

  31. Comentou em 07/07/2006 Everton Bastos

    É incrível como jornalista gosta de bandido; sem os bandidos teríamos menos notícias, certo?
    O que gostaria que fizessem as autoridades? Soltassem todos por não ter condições de ficarem presos? Os abrigassem em escolas públicas ao lado de salas de aulas enquanto reconstroem os presidios destruidos por eles mesmos? Que tal o Pacaembu, o Ibirapuera? Ou teríamos que ter sempre uma prisão de backup para que quando destruissem uma, usassem a outra?

    o local onde têm que viver esses ratos é onde estão: amuntuados, doentes e ao relento. Quem sabe asssim os líderes não ordenem que destruam tudo na próxima?
    Até quando o imposto que pagamos será usado para a tal liberdade de expressão e de reinvidicação dessa corja nojenta que só suga recursos?

    Mais punição, mais trabalhos forçados, pena de mortes para os chefes, para os sequestradores, ladrões de banco… prisões no descampado, longe das cidades, das familias, das pessoas que nao deveriam estar presas em suas próprias casa!!

    O que quer a imprensa: notícia, bagunça e kaus!!! Parem de defender esses marginais e se preocupem com o povo pobre e trabalhador!! E também com o que mesmo não sendo pobre, trabalha para viver!!!

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