Sábado, 17 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

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O jornalismo ‘preguiçoso’

Por Carlos Castilho em 16/09/2010 | comentários


Participei do programa do Observatório na TV, na terça-feira (14/9), e, enquanto debatíamos o tema Jornalismo sem Jornalistas, o telespectador Valtencir, do Pará, perguntou se os profissionais não estavam ficando mais preguiçosos em matéria de produção de informações.


A pergunta, aparentemente, estava apoiada na percepção de que a avalancha informativa provocada pela internet tornou muito mais fácil o acesso às notícias, o que estaria provocando uma burocratização da reportagem e o fato de ninguém gastar mais sola de sapato para investigar denúncias ou fatos novos.


A observação do telespectador paraense é importante porque ela nos leva a dois fenômenos que precisam ser mais discutidos. O primeiro é o de que os repórteres não saem mais às ruas, não ‘gastam mais solas de sapato’. E o segundo é a mudança de ênfases na produção de informações jornalísticas.


É fato que há proporcionalmente muito menos jornalistas nas ruas do que antes da era da internet. As razões são o enxugamento das redações pelos cortes orçamentários realizados pelas indústrias da comunicação e a presença cada vez maior dos informantes autônomos ou cidadãos que praticam atos jornalísticos, sem no entanto serem profissionais da notícia.


Numa cidade de 600 mil habitantes, um jornal médio necessitaria ao redor de 60 a 70 repórteres para cobrir minimamente os eventos e problemas que afetam a vida das pessoas morando em bairros. É óbvio que são rarissimas as empresas que podem assumir uma folha de pagamentos como esta, ainda mais levando em conta que os repórteres precisam de apoio em transportes, equipamentos e comunicações.


O cálculo foi feito com base numa média estabelecida nos Estados Unidos, de um repórter para cada 10 mil habitantes. Dependendo do local e da situação, este número pode ser ridiculamente pequeno, mas serve para efeitos de materialização dos problemas enfrentados pelas empresas. Ao mesmo tempo multiplicou-se exponencialmente o número de pessoas que têm telefone celular e câmeras digitais, bem como acesso à internet para divulgar notícias de interesse comunitário.


Se por um lado pode parecer que os jornalistas se tornaram mais preguiçosos, por outro a mudança de ênfases no processo de produção de informações jogou sobre eles uma carga extra de trabalho. A avalancha informativa obriga os profissionais a contextualizar as notícias para que as pessoas possam identificar sua relevância, atualidade e confiabilidade. Dependendo do tipo de informação, isto pode ser uma tarefa extremamente complexa a exigir até mesmo o início de uma reportagem investigativa.


Esta contextualização das informações já era necessária antes mesmo da chegada da internet, mas agora se tornou simplesmente obrigatória porque fica cada dia mais difícil separar o joio do trigo em matéria de notícia. Se vocês querem um exemplo, basta ver o noticiário sobre a campanha eleitoral brasileira. É um tiroteio informativo que nos obriga a desconfiar de tudo.


Assim, não dá para dizer que a preguiça tomou conta das redações e nem que os jornalistas trocaram as ruas pelo monitoramento de blogs, twitters, chats, fóruns e comunidades virtuais na web. Hoje, o ritmo de trabalho num jornal ou site de notícias tornou-se frenético e é justamente aí que está o problema.


Com redações cortadas até o osso, resta pouco ou nenhum tempo para a contextualização e os repórteres se concentram apenas nos eventos que garantem grandes audiências, como crimes, corrupção, tragédias e escândalos. São obrigados a pular de escândalo para escândalo e os problemas que realmente interessam à população como saúde, educação, segurança e transporte perdem relevância na pauta em favor da cobertura da luta pelo poder.


Não dá para cobrar dos jornalistas e das redações uma performance igual à dos tempos pré-internet porque a realidade mudou. Mas os leitores podem, sim, exigir uma adequação aos novos tempos e às novas necessidades informativas da sociedade.

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/09/2010 Márcia Coelho

    Jaime, sinto muito, mas existem realidades que são substantivas e materiais e não apenas produto de nossa interpretação. Matou ou não matou? Roubou ou não roubou? Existe ou não petróleo no pré-sal? Sinto muito, mas essas coisas e atos materiais são ponto de contato fundamental na reportagem jornalistica (no direito processual também). Ou você quer dizer que a verdade do fato de eu acordar cedo para trabalhar, todos os dias, é uma questão que depende de sua interpretação? Você pode até interpretar se eu acordo com disposição, ou não; de boa vontade, ou não, mas não tem o direito de me tirar a verdade de acordar cedo. A questão é que é dessa realidade substantiva e material que se está abdicando em prol de um inventômetro que você justifica como ‘normal’.

  2. Comentou em 21/09/2010 Jaime Collier Coeli

    Lastimo, novamente, opor-me ao que me parece representar uma visão ‘naif’ da construção da Historia. O que chamamos ‘real’ consiste em um conceito, uma construção verbal (principalmente entre jornalistas) da atualidade. O fato dessa construção ser feita a bico de pena, maquinas de datilografar ou computadores não altera fundamentalmente o problema, nem mesmo o fato dessa construção ser feita com maior numero ou menor numero de comparsas. Acresce que essa construção também ocorre pelo lado negativo, e vou dar um exemplo que fato ocorrido ontem. A OAB pediu a censura da Bienal, porque um ‘instalador’ recifense exibiu montagens em que aparcem figuras politicas sob ameaça de execução. Trata-se, evidentemene, de uma consrução da censura mediante a aplicação de um conceito de ‘pensamento positivo’. Portanto, uma exigencia de padronização dos costumes artisticos. O ‘real’ não é fixo e não ultrapassa o sentido de ser ‘atual’, atividade que os jornalistas praticam dia a dia. Qualé a duração do ‘presente historico’? Até mesmo o ‘socialismo real’ construiu uma atualidade em que se instalou, pelo periodo de tempo que durou. A realidade perene é uma fantasia metafisica, uma calmaria, uma alucinação que qualquer ‘flatus vocis’ dissolve. Mesmo que o ‘flatus’ não seja ‘vocis’. Essa é a razão pela qual o apelo da ‘informação’ tornu-se claramente ‘propaganda’.

  3. Comentou em 21/09/2010 Márcia Coelho

    A questão de fabricar a realidade não tem nada diretamente a ver com a redução do número de jornalistas nas redações. Muito menos com os custos. O problema reside na espetacularização da realidade, na lógica do capital de que pra vender mercadoria (inclusive a notícia) tem que ter fetiche. Essa lógica (e os 1001 interesses que estão por detrás dela) é que faz a redação trocar, cada vez mais, a realidade pelo reality. Tal qual vemos, há anos e anos, a revista Caras fazendo. Com suas ilhas e castelos, a revista montou uma realidade própria e, com isso, fabrica o próprio mundo o qual irá reportar, com direito à equipe de figurinista, maquiador e o escambal a quatro para deixar o entrevistado cosmeticamente lindo e belo. E tudo isso não custa pouco.

  4. Comentou em 20/09/2010 Tiel Lieder

    Essa questão da fabricação da realidade talvez tenha tomado proporções espessas com a redução do número de jornalistas nas redações e o advento da Internet e seu uso, muitas vezes (mas não só) como muleta dentro da prática jornalística. Mas não é nova, e de uma maneira ou de outra sempre ocorreu. Digo isso porque sábado assisti a um filme que versa exatamente sobre esse tema, chamado ‘Rede de Intrigas’ (Network), bela obra de Sidney Lumet e que todo jornalista, na minha opinião, deveria assistir, para saber ‘quanto vale o show’. Enfim, apenas para compartilhar…

  5. Comentou em 20/09/2010 Kleber Carvalho

    Qual o motivo dos blogueiros ditos ‘progressistas’ atacarem diuturnamente a Rde Globo e se manterem omissos em relação à Rede Record? quais são os verdadeiros interesses da Rede Recor? o signatário deste espaço tem algo a comentar sobre isto? voce é um especialista em jornalismo, seria interessante ler a sua opinião.

  6. Comentou em 19/09/2010 Arnaldo Costa

    São mesmos uns oportunistas. O discurso do PIG muda conforme a conveniência. No início, falavam que a campanha deveria discutir propostas e não ser um jogo de acusações, ‘alto nível’. Agora, Zé Escândalo e sua tropa de choque enterraram a campanha e eles mesmos até o pescoço na sujeira de lama. São uns hipócritas mesmo. Sem ética, sem profissionalismo e faltam com a verdade. CANSAMOS DE SER ENGANADOS. P.S.: É interessante observar que a imprensa marrom e os demotucanos erraram todas as análises e apostas nos últimos 7 anos nos diversos setores: economia, política, cenário mundial, entre outros. Seria melhor que fechassem a porta ou mudassem de ramo. Eta jornalismosinho chulé.

  7. Comentou em 19/09/2010 Jaime Collier Coeli

    Permita-me, Castilho, apenas uma observação, posto que o estruturalismo e o Levy-Strauss levaram uma fubecada e o ilustre francês, que participou da formação da USP, merece algum respeito, menos por alguma discussão não academica sobre ‘estruturalismo’ e mais porque ele foi um grande reporter da realidade brasileira, que tratou num livro famoso , o ‘Tristes Tropicos’, em que relata até as condições operacionais da linha telegrafica implantada por Rondon. Grande conceituaista (escrevia em palavras, como todo ser letrado) mereceu, na epoca da ditamole uma campanha do Merchior. Nunca soube de uma tradução brasileira de seu livro, mas tenho uma, portuguesa. Outro grande conceitualista, Nelson Rodrigues, divertia-se em sua coluna ‘ A vida como ela é’, na falecida Ultima Hora, contando suas desventuras com a ‘estagiaria da PUC’. Uma possivel justificativa para o desinteresse por jornais cabe na simples observação de que eles se tornaram cada vez mais ‘cosmeticos’, uma baboseira.

  8. Comentou em 19/09/2010 Edmilson Fidelis

    Sugiro uma leitura neste artigo:

    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4685031-EI6783,00-Os+fatos+da+razao+e+a+razao+dos+fatos.html

    No último parágrafo pode-se trocar ‘conservadorismo politico’ por ‘conservadorismo jornalístico’?

    ‘Por fim, fica evidente mais uma vez o fato de que o conservadorismo político no Brasil é como uma cera rígida, extremamente apegada às sobras do passado e, por isso, indelevelmente resistente às luzes da modernização social. Sempre estão a vislumbrar uma luz ao longe para superar as complexidades da vida, mas quando podem iluminar a verdade que apregoam, alegam que as complexidades são muitas. E a luz misteriosamente se volatiliza. Por isso, não vêm a dimensão dos fatos, apenas o éter dos factóides, que o brasileiro aprendeu a rejeitar. ‘ (Francisco Viana)

  9. Comentou em 19/09/2010 Wilson Merlo Pósnik

    Olha ! Tendo a concordar mais com Márcia Coelho, do que com a argumentação do Castilho. Por trás disso tudo, há uma questão metodológica-cultural, ao lado do viés mecadológico que a informação assumiu, nos últimos 20 anos, no mínimo. A venda até da marca do JB é emblemática. No viés metodológico, o ´rendez-vouz´ apressado, de produtores e consumidores – o ´frenesi´ informativo. No aspecto metodológico, o corte estruturalista é significativo; mas eu iria mais além: não temos nenhuma tradição empírica nas Ciências Sociais. E tudo o que depende delas, na academia e fora dela, se reduz a um processo de especulação reprodutiva – da tradição francesa. Para exemplificar: o nosso ´Principe dos Sociólogos´ FHC, usou alguma vez, ferramenta empíirica ? Acho que a presença de Claude Levi-Straus, na velha USP, não o torna culpado de nada disso. A preguiça endêmica, não é só dos jornalistas. A academia, até bem pouco tempo, como as nossas elites às quais ela sempre serviu, estavam de costas para a nossa realidade concreta. Era mais fácil negá-la do que explicá-la, nas suas especificidades históricas. Espera-se que o fracasso político-eleitoral fragoroso que se aponta e as novas tecnologias, levem com que os avestruzes de todos os matizes, tirem suas cabeças da areia e passem a ver como ´nosotros´, que o País mudou ou vem mudando, de longa data e demanda outro tipo de aparato comunicacional.

  10. Comentou em 19/09/2010 René Amaral

    Resumindo: jornalismo deixou de ser um serviço e tornou-se um show, na realidade um negócio, onde o público (quantitativo) é mais importante que o serviço, com todas as conotações negativas, tipo: cashflow, otimização, corte de gastos, terceirização etc.
    .
    Quem perde com tudo isso?
    O serviço, e o público, agora privado, da informação!

  11. Comentou em 19/09/2010 Lenin Araujo

    A capacidade de armzenamento dos sistemas computacionais
    assumiu proporções abissais. Basta lembrar que na década de 1980,
    quando iniciei minha carreira em TI, como responsável por abastecer
    de papel as impressoras, tínhamos os System/360 (
    pt.wikipedia.org/wiki/IBM_System/360 ), e eu, particularmente,
    trabalhava com Facom 230-15 da Fujitsu (
    http://museum.ipsj.or.jp/en/computer/main/0017.html ). Brigávamos
    diuturnamente para econimizar 2 bytes. Basta lembrar o
    desmoralizado affaire do bug do milênio.
    Hoje, o Google me oferece 7.499 MB só para meus emeios. Tenho
    guardado o 1º emeio que enviei pelo Gmail há cerca de 5 anos atrás.
    Agora, vamos imaginar o banco de dados do Google Earth, mostrando
    pessoas tomando banho de sol no telhado por todo o mundo.
    Estamos na era dos “engines”, os famigerados motores de busca.
    Para quem não é jornalista, como eu, fica a impressão que parte da
    contextualização que o Sr Carlos Castilho reclama, com toda razão, a
    meu ver, poderia vir daí.
    Quero crer que a problemática maior será credibilidade. Sentimos na
    pele este problema quando usamos, no dia-a-dia, estes “engines”.
    Uma busca com os mesmos argumentos no Alta Vista e no Google,
    só para ficarmos com os mais conhecidos, nos mostra coisas
    diferentes. E este “defeito” será (ou é) levado para o texto pseudo
    jornalístico.

  12. Comentou em 19/09/2010 josé anderson sandes

    Comecei na profissão início dos 80 como editor de Cultura. Naquela
    quadra nenhum repórter ficava na redação. A apuração se dava
    diretamente com as fontes. Logo, logo o panorama mudou. Os
    repórteres,acredito, ficaram numa espécie de zona de conforto
    proporcionada pela Internet com a conveniência das empresas. A
    apuração é feita ou por telefone ou Internet, quer dizer algo
    burocrático, frio, distante. O contato face a face entre repórter e a
    fonte fazia toda a diferença. O jornal era mais rico, textos
    diferenciados. Questões econômica, novas tecnologias e postura das
    empresas geraram esse jornalismo burocrático, bonitinho, mas
    ordinário. Não se pode interpretar, nem contextualizar a informação
    (entrevista, perfil, reportagem) à distância. As redações, sem
    dúvidas, estão mais preguiçosas. Um tiro no pé no jornalismo
    impresso, Temos que gastar infinitamente nossas solas de sapatos.
    Em nome do bom jornalismo e da honestidade com nossos leitores.

  13. Comentou em 19/09/2010 Roberto Ribeiro

    Sabem, se um jornalista fosse a rua, visse a lama etc. e fizesse uma investigação sobre onde está a verba que deveria ter sido usada no calçamento e chegasse a desvios de verba da prefeitura, com todo um esquema por trás, ele faria uma reportagem épica. Digna de um Pulitzer, se nós tivéssemos um no Brasil. Mas os jornalistas querem mesmo é ir à cereja do bolo, sem ter de assar o bolo…

  14. Comentou em 19/09/2010 Roberto Ribeiro

    Bem, companheiros comentaristas, vcs acertaram em cheio. Na verdade, o artigo acima é apenas uma mostra de ‘como criar desculpas para que tudo fique como está’. Como seria bom ter um jornalista passando na minha rua vendo o lixo e a lama se acumulando, as lâmpadas do poste queimadas, os moleques fumando crack. Mas jornalista é uma raça de super-homens, nobilérrimos gentlemen, que não podem, naturalmente, gastar a sola do sapato, pois têm de analisar altos documentos exotéricos emanados de outros ‘profissionais de imprensa’ (os acessores) para decidir se devem cortar ou não o último parágrafo do press-release. E depois reclamam do descrédito da imprensa.

  15. Comentou em 19/09/2010 Márcia Coelho

    O fato é que, hoje, a redação tende a abandonar a apuração da realidade em prol da apuração do discurso. E quando o discurso precisa de uma realidade para dar-lhe mais veracidade, fabrica-se também a realidade, cria-se o factóide. Parece que, hoje, discurso e imagem são mais importantes que a realidade substantiiva e que o espírito da propaganda prevalece sobre o jornalismo. A pouca apuração da realidade está muito longe de ser apenas uma questão econômica e operacional, até porque ela é muito conveniente para se forjar a ‘realidade’ que se pretende. Afinal, a imagem e a aparência são mais importantes que a realidade substantiva. Essa situação, aliás, reflete bastante as crenças das escolas estruturalista e pós-estruturalista que dominam a academia de Comunicação Social, já que para elas a realidade material parece estar subordinada à realidade simbólica. Essas questões todas criam uma roda-viva, porque a partir do momento que se passa a perceber o mundo a partir do discurso e da imagem, e não da observação da realidade substantiva e material, as pessoas começam a achar que realidade e discurso-imagem se equivalem. Carlos Castilho, me perdoe, mas acho que você abusou de ser simplista e mecanicista para um problema complexo demais. A metodologia de apuração e construção da informação não pode ser reduzida dessa forma.

  16. Comentou em 19/09/2010 Márcia Coelho

    Não acho que o problema principal seja esse que o articulista levantou. Acho que a questão é de metodologia e de maneira de se compreender o mundo. A redação, hoje, tende a abandonar a realidade em prol do discurso. Ou seja: noticia-se o discurso e se abdica do real. E quando o discurso precisa de uma realidade para dar-lhe mais veracidade, fabrica-se também a realidade, cria-se o factóide. A pouca apuração da realidade não é apenas uma questão econômica ou operacional. É também mais conveniente para se forjar a ‘realidade’ que se pretende. Essa situação reflete ainda as crenças das escolas estruturalista e pós-estruturalista que dominam a academia de Comunicação Social, já que para eles a realidade material parece estar subordinada à realidade simbólica.

  17. Comentou em 18/09/2010 Pedro pereriria pereririra

    Isso dai ta igual a Confecom,, o que seria as …novas necessidades informativas da sociedade…. descreva essa estrovenga por favor…
    por acaso seriam aquelas informaçoes que induzem opinioes, ou aquelas informaçoes que criam opinioes… ou seriam as que sugerem opinioes… qual necessidade deveria ser satisfeita,,,que tipo de informaçoes seriam prioritarias… algo assim como uma agenda de opinioes,, de preferencia com a chancela da confecom e passando pelo seu escrutinio….UM germe de um monstro… ou um ovo de serpente…Esquece o escrevinhador que a pauta e dada por um ou dois jornalistas e o resto corre atras , alguns por preguiça , outros por conveniencia outros por usar coleiras . e outros igual cachorrinho correndo atras de rodas… esses ultimos , os mais numerosos, infelizmente produto dessas novas escolas de jornalismo dominado pela tal obrigaçao do dever social, reverberam e ruminam tudo o que os mestres mandam

  18. Comentou em 18/09/2010 Marcos Faé

    Aqui, o jornal A Gazeta, têm um espaço para o ‘cidadão reporter’ modelo que se aperfeiçoado com profissionalização e regulamentação, pode vir a ser o embrião de uma nova forma de se fazer jornalismo. Os reporteres voluntários poderiam ser compensados com premiações etc. A eletrônica traz a preguiça, mas o ócio traz o pensamento.

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