Segunda-feira, 21 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
Menu

CÓDIGO ABERTO > Desativado

O ‘jumbo’ de Araraquara

Por Mauro Malin em 24/07/2006 | comentários

Que boas imagens jornalísticas perderam emissoras de televisão e diários ausentes de Araraquara desde quando o furacão da reportagem – tardia e fugaz – abandonou a cidade onde a prisão mais moderna de São Paulo foi inteiramente destruída e 1,6 mil presos ficaram amontoados num pequeno espaço, sem telhado: celulares e carregadores escondidos, com requintes de perícia artesanal, dentro de uma peça de mortadela, um sabonete, uma sola de tênis, uma embalagem de pão de forma, uma rapadura moldada em torno de telefone e bateria, entre outros artifícios. As visitas estão proibidas, mas na semana passada foi autorizada a entrada de “jumbos”, pacotes de produtos levados por familiares. Na revista, alguns desses contrabandos foram descobertos.


Veja algumas fotos feitas por Sério Pierri que ilustraram reportagem de Cláudio Dias publicada hoje na Tribuna Impressa, de Araraquara, sobre a descoberta dos celulares:








Mas o caso aconteceu no mesmo período em que transcorria o julgamento do grupo Richtofen/Cravinhos. Se os grandes jornais tivessem a cabeça em cima do pescoço, e não os olhos na nuca, voltados para a televisão, teriam dado dez linhas sobre o resultado do julgamento e cento e dez linhas sobre funcionamento do júri, lei de execuções penais (os réus confessos de um assassinato horroroso como esse vão sair da cadeia dentro de poucos anos), temas de relevância social. E, principalmente, teriam mantido espaço mais amplo para a cobertura sobre o PCC, a ação policial, a situação nos presídios.


Não. Só quando houver o próximo espasmo de violência (pode estar mais próximo do que muita gente imagina, comentam alguns repórteres de polícia).


Enquanto isso, alguém tem idéia do que anda acontecendo nas cadeias paulistas? Como anda o famoso “controle”, palavra que o governador Claudio Lembo se arrependeu de ter empregado?


Não se tem idéia. É uma crônica jornalística para lá de imperfeita.


O autor da reportagem da Tribuna Impressa, Cláudio Dias, chama a atenção para o fato de que, se 12 celulares e carregadores foram detectados, “mais de cem devem ter passado”, porque a fila tinha 700 pessoas com sacolas ou pacotes.


A função dos celulares em Araraquara não é apenas permitir que presos conversem com familiares. Um grupo de direitos humanos local justificou o contrabando sob o argumento de que, se o Estado não garante a comunicação entre presos e parentes prevista em lei, os parentes precisam dar um jeito informalmente. É um argumento aparentemente amalucado. Filosoficamente, faria sentido – a lei não prevê que uma pessoa em estado de necessidade roube para comer, ou mate em legítima defesa? Faria sentido se os celulares não fossem usados para transmitir ordens – muitas vezes mortíferas – do PCC. Por sinal, dos oito integrantes do primeiro escalão do grupo listados hoje em reportagem da Folha de S. Paulo, três estavam até recentemente em Araraquara.


Eis a reportagem (copyright Tribuna Impressa):









Sérgio Pierri
Mortadela, pão, chinelo, tênis, cigarro, xampu, margarina, sabonete e até rapadura escondiam telefones celulares


Cláudio Dias


Doze aparelhos, entre celulares e carregadores, foram encontrados, esta semana, camuflados dentro de objetos, após a entrada do “jumbo” (como são chamados os produtos levados por familiares) na Penitenciária de Araraquara. Telefones foram escondidos dentro de tênis, sabonetes e até no meio de uma peça de mortadela. O material foi levado por alguns dos quase 700 visitas que formaram uma grande fila para ingressar com sacolas de roupas e comida para os parentes detidos na unidade prisional da cidade.
A Tribuna teve acesso ao material apreendido no 1º Distrito Policial (DP) que surpreendeu até os policiais em razão da criatividade dos familiares dos presos. O caso mais interessante foi um celular  colocado dentro de uma mortadela. O curioso é que, aparentemente, a embalagem não foi violada, apesar de guardar um telefone completo.


Rapadura


Em um outro caso, uma visita teve a preocupação de moldar uma rapadura ao redor do telefone e de um carregador. Para tirar o volume, só foi deixada a placa do carregador dentro do doce. Quando os agentes passaram o alimento no aparelho de raio-X encontraram o celular entre quase 200 gramas de rapadura. Em outros dois casos, pessoas esconderam telefones dentro do saco de pão de forma. O flagra ocorreu quando os funcionários manuseavam o saco e sentiram um peso extra.
Também foram barrados dois sabonetes porque guardavam um celular e um carregador com um chip. Para burlar a segurança, o visitante emendou o sabonete e lacrou a caixa. Quase da mesma forma, um outro aparelho foi encontrado dentro de um maço de cigarros. Dois xampus também não chegaram ao seu destino. A embalagem foi cortada e o telefone, guardado dentro de uma camisinha. Em outro caso, uma margarina com fundo falso guardava um telefone, também embrulhado em um preservativo.
Ainda na revista, os agentes encontraram um celular e uma bateria camuflados na sola de um chinelo e, depois, o mesmo material escondido dentro de uma sandália. Um tênis que não custou menos do que R$ 60 foi usado para ocultar um telefone e uma placa de carregador. Eles estavam na sola do calçado. Os presos e os familiares foram identificados. Os parentes podem ser punidos com a suspensão temporária da visita.


Mulheres se preparam para revista


Mulheres de presos ouvidas pela Tribuna admitiram ter errado ao tentar entrar com telefones celulares na Penitenciária. Por isso, elas sabem que a revista, esta semana, será mais rígida e muitos alimentos e produtos como tênis e chinelos devem ser barrados pela direção da unidade. Mesmo assim, elas não contam como articulam a entrada de celulares. “Tentei colocar os dois celulares dentro do  pão só que não teve muito jeito”, diz uma pessoa, cujo nome foi preservado. Os próprios agentes penitenciários reconhecem que se barraram doze aparelhos, muitos outros entraram no presídio. As esposas e mães não confirmam se droga foi levada até os internos. “Prefiro nem comentar isso aí”,  fala uma delas. (Cláudio Dias)


# # #


Nota: mensagens sem nome e sobrenome e sem endereço válido de correio eletrônico não são publicadas.


# # #


Outros tópicos recentes deste blog


Segurança está 20 anos atrasada


PT, PSDB e corporativismo


Crime e mídia passiva


Debate de elite


Catanduvas ainda está vazia


Erundina quer rever radiodifusão


Raça e pesporrência


Mais quatro canais estatais


Congresso e mídia, relação incestuosa


Em campanha, mais propostas, menos fofocas


 

Todos os comentários

  1. Comentou em 20/04/2007 Platáo Arantes Arantes

    PAPILLON A VERDADEIRA HISTÓRIA
    Sobre esse assunto já publiquei dois livros, neles provo que Henri Charrière foi o maior farsante da literatura mundial, essa farsa foi comprovada em quatro perícias, uma na Suíça e três no Brasil sendo a ultima feita pelos peritos Federais, verdade que eles fizeram questão de colocaram no site com esse titulo: PERITO DA PF ENCONTRA EM RORAIMA O VERDADEIRO PAPILLON
    CONFIRA: http://www.jornalorebate.com/54/pla.htm
    El Dorado prisão Venezuelana foi usada por Henri Charrière como álibi:
    http://www.jornalorebate.com/colunistas2/pla1.htm
    Investigações feitas na França e na Suíça comprova a grande farsa: http://www.jornalorebate.com/49/pla.htm

    Platão Arantes
    Contatos:
    plataopapillon@gmail.com
    http://www.plataopapillon.blogspot.com
    0xx (95) 99649830

  2. Comentou em 04/08/2006 Rondinelli Suave

    Se o complexo de Araraquara é o mais moderno de São Paulo e não consegue filtrar aparelhos introjetados ‘criativamente´ em ‘mantimentos’, imaginemos a situação das demais penitenciárias do país. Recente matéria da Carta Capital diz que a nomeação dos diretores de presídios é política, e não técnica, porque quem manda lá dentro mesmo são os bandidos. Na ocasião do episódio, a mídia deveria ter discutido a rachadura do sistema prisional e as brachas nas leis de execuções. Mas optou por focalizar os capítulos finais da farsa teatral da atriz Richtofen.

  3. Comentou em 25/07/2006 Ana Lúcia Amaral

    Importante a matéria por mostrar como, apesar das tentativas de se evitar a comunicação via celular entre presos, as visitas dos mesmos, parentes ou não, ainda insistem em burlar os controles. O que me parece incorreto é se tentar de alguma forma justificar: entrega clandestina de celular, porque os presos querem se comunicar — como se não fizesse parte da pena a maior dificuldade na comunicação externa — comparada ao crime famélico ou à legítima defesa. Além de inadequada a comparação, deseduca na medida que se aprofunda a mania de brasileiro para tudo arranjar uma desculpa, ainda que esfarrapada. A desonestidade não está somente no agente penitenciário que pode deixar passar, nem no preso que o recebe. O familiar, advogado, ou seja lá quem for, também colabora para a manutenção da organização criminosa. O celular ‘ingenuamente’ entregue para a comunicação com a família, fatalmente, será utilizado na comunicação entre marginais, presos ou não. Noticiar tais fatos é importante, procurar justificá-los, um desserviço.

  4. Comentou em 25/07/2006 Vera Santos

    Escrevo novamente porque li a reportagem. Obrigada. Mas…sigo com o mesmo pensamento. Claro que tem mais presos. Afinal a cada dia quantas crianças nascem e crescem? E quantos se viciam dia a dia. Em todos os sentidos. Tudo anda, não? Tem que ter muito mais rigor e pronto. E mudar muita coisa, claro. Desde a infancia, o governo dar uma vida mais digna para o ser humano. Uma luz para o futuro. O GOVERNO SABE MUITO BEM ISSO E PODE DAR! Não fazem porque não querem, porque quando querem FAZEM!!! Basta ver que rápido resolveram algumas coisas no dia das rebeliões, né? E quanto ao que acontece em outro pais, nem sempre pode ser igual aqui. Do jeito que está já sabemos que estão falidas as leis. Do jeito que vai, vamos chegar aonde? Na verdade já chegamos! E aproveito para dizer que estou completamente de acordo com os que escreveram aqui tambem. Nunca entendi por que tem tomadas nas celas. Para que servem a eles? O senhor saberia me responder? Porque a mordomia de receber comida e outras coisas das visitas? Que vida boa é esta? Estão cumprindo penas ou estão de férias? Bom, já temos resposta por tudo que acontece. Infelizmente a resposta é triste!!! E mais triste ainda é que sabemos o que está pra vir! Uma boa tarde a todos!

  5. Comentou em 25/07/2006 Luiz Leite

    Simples a solução: 1-Lei qualificando como crime tal ato. 2 – Toda e qualquer entrega deve ser registrada e ter um responsável. 3 – Uso de raio-x para toda e qualquer entrega. 4 – Prisão inafiançável e imediata do infrator. 5- Erradicação completa do câncer da corrupção entre os profissionais prisional. 6- Uso da Inteligência e não da força. 7- Conscientização do pessoal prisional que somente depois de algum tempo do cumprimento desses atos é que irão fazer com que os presos voltem a ter respeito por eles, pois, hoje, seus próprios parceiros é que estão descendo ao mesmo nível dos presos e assim perdendo totalmente o respeito dos presos pelos agentes prisionais e neste caso sendo tratados no mesmo nível dos presos. Isso é reflexo da própria postura dos agentes prisionais…… e acabar com isso somente a volta irrestrita das qualidades: RESPEITO; HONESTIDADE; INTEGRIDADE E PROFISSIONALISMO.

  6. Comentou em 25/07/2006 Vera Santos

    O que falta são leis mais ‘rigorosas’, inclusive para as visitas tem que haver tambem. Dar um salário melhor para os agentes para este trabalho tão dificil já ajudaria mais. Os governantes sabem disso! Aos presidiários quando quebram tudo, eles mesmos é que teriam ‘obrigação’ a construir o presidio. Trabalhar para viver e comer como todos nós. Plantar para comer. Quem não planta não colhe! Não é assim a nossa vida? Que mordomia é esta para eles????? E ainda somos obrigados a sustentá-los? INACREDITÁVELLLLLLL!!!!!!! VERGONHOSO! Já se sabe que cabeça vazia é morada do diabo. Como as presidiárias que trabalham, que fazem artesanato e outras coisas estão melhores. Realmente fiquei até revoltada com tanta notícia de Suzane e por fim dentro de pouquísimos anos estará em liberdade. Que vergonha! Mas quantas Susanes, quantos casos tem assim? Muitos e até piores. Porque os nossos governantes não fazem como no presidio dos Estados Unidos que apareceu na TV?? Tem que ser rigorosos. Isso é imprecindível e não é dificil. Muito pelo contrário, acho que é a única saída! Não quero nem imaginar o plano que eles devem estar fazendo para a próxima rebelião. E ainda querem que a Copa 2014 seja no nosso país? Como?? DESPERTAAAAAAA BRASILLLLLL!!!

  7. Comentou em 25/07/2006 darci darci

    O que está atrasado mesmo é a imprensa … realmente, nosso sjornalistas merecem um
    premio especial de burrice.
    E ainda tem jornalista que quer consertar o Brasil.
    Precisamos de melhores escolas … de melhores professores … Realmente … corremos
    o risco de fracassarmos enquanto civilização ocidental.

  8. Comentou em 25/07/2006 Marcos Antonio

    Vendo tudo isso pergunta-se: Por que se permite a entrade de materiais e alimentos em cadeias e presídios? Poderia se evitar tudo isso. O Estado tem de parar de brincar de faz de conta. Brincar que faz presídios seguros, que se tem segurança nos presídios, que a cadeia reabilita etc. Faça pouco mas bem feito. Faça presídios seguros como os federal apresentado pelas emissoras de televisão, onde o preso não recebe nada, nem vestuário, alimentos, materiais de higiene pessoal, onde não se tem superpopolação carcerária etc. O Estado tem a obrigação de dar alimentos, vestuário, materiais de higiene ao preso e mais que isso. Deve tratar o preso com dignidade, procurando ao máximo reabilitá-lo para a sociedade. Deve-se impedir o acesso de materiais, vestuário, alimentos etc. nos presídios e cadeias. É obrigação do Estado fornecê-los. Tenho certeza absoluta que sairia muito mais barato para o Estado. Deve se dar condição, estudo etc. ao preso. Em contrapartida deve haver regras rgiídas nos presídios, que, se quebradas por um detento, este sofrerá conseqüências como a proibição de visitas, de visitas intimas, o banho de sol etc. Não estamos num mundo de faz de conta. O PCC, a morte de policiais, de agentes penitenciário, a roubalheira de milhões de reais por políticos tanto ligados à presidência quanto ao Congresso é real. Quando isto vai ter basta? Passou da hora de se fazer algo…

  9. Comentou em 25/07/2006 ubirajara sousa

    A imprensa? Ah!, a imprensa…Qual delas? Essa de mercenários, de bandoleiros, de franco atiradores? Essa que inunda as nossas mentes com falsas notícias; de propósitos escusos? Veja o IG? O que noticiou antes sobre a máfia das sanguessugas. Veja hoje. Veja como distorce a chamada. É hora de criarem-se movimentos contra esses tipos de quadrilhas (refiro-me às da imprensa). É preciso que eles sintam no bolso. É preciso que se cancelem assinaturas de jornais, revistas, provedores, ‘e-mails’ e tudo o quanto repercute favorável a esses bandos. Há mídia séria. Por que não ficar com elas? A Veja (editora Abril), por exemplo, já sentiu na pele, ou melhor, no bolso. Essa é a linguagem que eles entendem. É hora de o povo responder. Que proliferem os movimentos esclarecedores. Não é só os políticos que estão no congresso que merecem uma lição. Merecem, também, aqueles políticos que estão travestidos de repórteres, cinegrafistas, editores etc. Esses, talvez, sejam os piores políticos, pois dispõem de um grande poder a seus serviços. Acorda Povo Brasileiro! A hora é essa.

  10. Comentou em 25/07/2006 Teca R

    Não acredito nisso!!! O que deveria ser feito???Quem levou estas coisas p/ os presisiários deveriam ser suspensos de visita!!! Sem contar as visitas íntimas. Esta escória continua a procriar mesmo dentra da prisão!!! Amo meu país, mas tenho vergonha disto!!!!!!!!!

  11. Comentou em 25/07/2006 Paulo Aguilar

    Por que não eliminar as tomadas de eletricidade das celas? isso dificultaria a recarga dos celulares, não eliminaria mas iria dificultar um pouco, não acham?

  12. Comentou em 25/07/2006 Almir Silva

    É justamente por isso q eles estão do jeito que estão , sem limites algum , toda impresa esta dando maior valor neste tipo de reportagem , voces da impresa não medem nenhuma consequencia do que divulgam , só pensam mesmo é quantos pontos de ‘ibope’ vão ganhar com a tal reportagem , doa a quem doer e não veem que estam incentivando cada vez mais o crime comtanat ênfase nos que eles fazem , assim estão ajudando e procurando cada vez reportagem como essa e outras tantas.
    Já deixei de ver televisão , ler revistas e jornais e agora a mídia eletrônica esta no mesmo caminho , ‘sensacionalista’ , toda a impresa hoje esta contaminada com essa tomada de lado , cada um quer vender seu peixe e pronto , estou indignado com isso .

  13. Comentou em 24/07/2006 Maria José Pila D´Aloia

    Continua tudo sob controle. Aguardemos, pois, a nova ordem, uns pregam que será no próximo Dia dos Pais, quando milhares ganharão as ruas, provavelmente com muitas tarefas a executar. Agora, convenhamos que, para os ‘candidatos’ , a imprensa mudar o foco e deixar de noticiar o que realmente ocorre é fantástico, melhor ainda seria se toda a população acreditasse que não temos problema algum. E haja matéria editada no JN, para sair bem na foto. Ainda bem que existe jornalismo regional. Parabéns pela coragem. Percebi que quando foi dito que era bom a entrada de celulares porque teriam como monitorar as conversas, encobriram a verdade que é impossível conter a entrada dos aparelhos.

  14. Comentou em 24/07/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Trata-se de uma verdadeira epopéia em que o gato quase sempre é derrotado pelo rato. Quantos celulares forem encontrados, tantos mais acabarão dentro do presídio. Não adianta criminalizar a entrega de produtos proibidos. Isto só encheria mais os presídios e aumentaria os negócios ilícitos dentro de salames e outros lugares mais íntimos mas não menos espaçosos. Quando vemos Papillon e seu colega sugerindo que guardam as coisas no traseiro, rimos amarelo. Quando ocorre aqui não ficamos nem estupefados, nem mostramos as fotografias em público (algo que não foi feito nem nos filmes, pelo menos não nos ditos culturais, porque nos pornográficos rola de tudo). Introduzir celular introduzido pode, mostrar o mesmo saindo ofende a dignidade do portador. Os fabricantes de celulares são responsáveis. Se fabricassem celulares maiores (como os tijolões analógicos), introduzir o telefone na cadeia seria difícil, introduzi-lo em outro local seria impraticável (para a maioria das pessoas pelo menos). Mas como as indústrias têm seus deputados na algibeira, proibir a fabricação de celulares supositóriáveis não dá. Mas dá é para criar um tampax descatável à prova de evacuação ou vaginação do aparelho. Cada um que for visitar seus parentes presos será obrigado a usar um tampax (anal eou vaginal) e só poderá tirar o mesmo na saída, com vistoria do lacre é claro. Só rindo mesmo…

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem