Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

CÓDIGO ABERTO > Desativado

O Kuwait carioca da cocaína

Por Mauro Malin em 19/02/2006 | comentários

A “guerra da Rocinha” é hoje a questão decisiva da segurança pública no Rio de Janeiro porque a Rocinha é, como diz o editor de um jornal carioca, o Kuwait da cocaína na cidade. A Rocinha é uma grande empresa. Faz o marketing de vender a cocaína mais pura da cidade. Tem um sistema azeitado de entrega (“delivery”). Tem uma rede grande de assistência social. O editor calcula que na Rocinha sejam feitos por varejo e atacado, 25% dos negócios da cocaína na cidade. A situação divide opiniões entre a elite da cidade: um grupo importante de pessoas, várias delas com papel destacado na mídia, está convencido de que é melhor manter uma espécie de acordo tácito com o crime organizado, porque o enfrentamento seria pior. Outro grupo, polícia incluída, discorda. O Exército, na época da Rio-92, chegou a fazer um plano de Estado-Maior para destruir militarmente o tráfico nos morros cariocas. Seria uma carnificina impensável.


A tentativa de retomada de controle da Rocinha por um grupo criminoso feita na noite de quinta-feira (16/2) tem a mesma natureza da que ocorreu em abril de 2004, quando, entre outras tragédias, uma mulher que passava de carro com o marido e três sobrinhos pela Avenida Niemeyer, Telma Veloso Pinto, foi morta. Em duas semanas daquele mês de abril morreram 12 pessoas. Os bandidos partiram do vizinho Morro do Vidigal. Em 2006, vieram, como da outra vez, de várias favelas, mas se reuniram na do Pavão-Pavãozinho. Seis mortos. O Globo calcula 100 mortos ou desaparecidos em 20 anos. Não vai parar nisso.


A informação sobre “guerra da Rocinha” não é de boa qualidade e não ajuda a população a entender o que ocorre. Os jornalistas não conseguem nem sequer chegar a um acordo quanto ao número de habitantes do bairro, que varia de 56 mil (Censo do IBGE, citado na coluna de Míriam Leitão no Globo de sábado, 18/2) até 200 mil (O Globo, 19/2), com estágio intermediário em “100 mil a 120 mil”, segunda a vereadora Andrea Gouvêa (M. Leitão, mesma data).


As autoridades dizem que a Polícia evitou o pior na quinta-feira passada. O Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio, Marcelo Itagiba, afirma (site da SSP-RJ) que os “bandidos contaram com apoio interno de pessoas que desejam ver outra facção criminosa dominando a favela”. O principal líder comunitário local, William de Oliveira, presidente da União Pró-Melhoramentos da Rocinha, não foi ouvido por nenhum jornal. Ele esteve preso com policiais e um capitão do 23° Batalhão da Polícia Militar, responsável pela área em que fica a Rocinha. Todos acusados de ter ligação com o tráfico. Não deve ser difícil ter acesso a ele. William foi entrevistado pelo Globo em reportagem sobre áreas sob risco de deslizamentos no Rio publicada na véspera (15/2) do ataque.


Os fatos chegam a ser noticiados, mas sem a devida articulação. Por exemplo, no dia 14 um cabo do Exército foi morto no Morro do Vidigal durante operação para buscar armas pesadas (notícia dada no dia 16, o dia da tentativa de invasão). No dia 17, em página próxima à do noticiário sobre a nova invasão da Rocinha, o Globo informou que a polícia prendeu em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, Bruno Rogério de Almeida Tavares, o “principal fornecedor de cocaína para uma facção criminosa do Rio” (o Globo não nomeia as facções). Onde Bruno, segundo a polícia, comprava a cocaína? Sem novidades: em São Paulo. E não se publica nenhuma notícia vinda de São Paulo.


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A mídia não consegue parar para fazer um retrato mais preciso da realidade do tráfico no Rio, o que seria indispensável para minimamente avaliar o trabalho da polícia, acusada de ser inepta e de fornecer quadros para o crime.


Duas principais razões são apontadas por jornalistas do Rio. Primeira, ninguém reflete direito sobre o problema. Trabalha-se de uma forma factual. Falta articulação e reflexão ao trabalho jornalístico. Segunda, o próprio e incontornável factual, o ritmo dos episódios criminosos que se sucedem nas favelas e no asfalto do Rio. Um caso atrás do outro. Não dá tempo para pensar.


Acrescente-se que existe uma politização exacerbada da questão da segurança pública no Rio de Janeiro. O caso da “Corefolia”, festa promovida por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), é típico. Fez-se um estardalhaço por causa da festa, mas ela não teve nada a ver com a invasão da Rocinha. Foi feita no dia seguinte. Como o governo Garotinho-Rosinha é antagonizado pelo Globo, virou reportagem, até manchete de primeira página, notícia no Jornal Nacional. Pura agitação.


Neste domingo, o Globo volta a um tema que serve para fustigar o governo: o desentrosamento dos serviços de inteligência da polícia. Em plena era da telemática, o subtítulo da reportagem (19/2) é assim: “Subsecretaria fica em prédio separado da Secretaria de Segurança, o que prejudica comunicação entre os setores”. Tenham a santa paciência: nem quando os telefones do Rio levavam uma hora para dar linha a distância física chegou a ser problema. O problema não é o que se desconhece. O problema é o que se conhece: o poder das armas e do dinheiro.


E daí se chega à intimidação. Desde o assassinato de Tim Lopes, há três anos e meio, a mídia carioca recuou. Evita entrar em “zonas conflagradas”. Desde novembro, o jornal O Dia está com segurança reforçada da Polícia Militar. O Disque-Denúncia teria detectado ameaça de atentado à sede da empresa, em represália contra uma série de reportagens sobre o tráfico de drogas no Morro da Providência.


Na fronteira do México com o Texas jornais adotaram a estratégia do silêncio, porque a polícia está envolvida demais com as poderosas gangues que operam a passagem da droga pela fronteira. Não adiantou. No mais recente episódio, bandidos invadiram atirando o jornal El Mañana, de Nuevo Laredo.


Ah, sim. Há mais uma ponta solta na história, que nos remete de volta ao começo: o consumo. Quem consome a cocaína. Reina piedoso silêncio sobre o assunto. Não existe, ao que se saiba, nenhuma política séria para reduzir o consumo, sem o qual a Rocinha teria que repensar inteiramente o seu modelo socioeconômico. Nem política, nem noticiário.


Ver também ‘Prefeito: mídia critica pouco o consumo de drogas

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  1. Comentou em 20/02/2006 Wagner Moraes

    A velha história: como criar uma chamada para que o leitor leia a notíca, crítica, seja lá o que for? Recentemenente foram as tais charges. Eu pergunto: a para que usar o nome de um país produtor de petróleo como sinônimo de produção de cocaina? É uma comparação infeliz e você deveria pedir desculpas aos kuwaitianos, e preste atenção, daqui a pouco, a versão de que você os estão chamando de traficantes, é o próximo passo.

  2. Comentou em 20/02/2006 FELICIO HONORIO DA SILVA silva

    Melhor seria descriminalizar o uso de dorgas, para que qualquer pessoa pudesse comprar e qualquer botequim pudesse vender, assim acabaria a força dos traficaficantes, a corrupção da polícia, o interesse pelos pontos de vendas, pois os preços iriam desabar e o negócio deixaria de ser interessante. Com o dinhieor do imposto, o governo ainda poderia tratar os dependentes.

  3. Comentou em 20/02/2006 Alex cardoso

    SIMPLESMENTE TODOS FICAM QUERENDO ACHAR SOLUÇÕES MIRABOLANTES PARA A QUESTAÕ DA DROGA, SOLUÇÕES QUE SATISFAÇAM A POLÍTICA,ONGS,BANDIDOS,OPINIÕES INTERNACIONAIS,DIREITOS HUMANOS E POR AÍ VAI! ISSO É IMPOSSÍVEL, OU SE CHEGA à RAIZ DO PROBLEMA COM CORAGEM OU ESQUECE ESSE ASSUNTO. DIGO QUE PRECISAMOS é REPRIMIR O CONSUMIDOR, SIM, ELE QUE LEVA LUCRO AO TRAFICANTE, TEMOS QUE CORTAR ESSE ELO, PARAR DE DIZER QUE QUEM CONSOME DROGA É DOENTE, ISSO É RIDÍCULO, QUER DIZER QUE SE UMA PESSOA COMEÇA A COnSUMIR DROGA, TEM SUA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA, ELA Já É DOENTE? O PROBLEMA É QUE SE QUER MEXER EM TUDO, MENOS NO CONSSUMIDOR… UMA PENA, ASSIM NÃO CHEGAREMOS A LUGAR NEHUM, SE NÃO TIVEMOS LEIS DURAS PARA REPRIMIR O CONSSUMO. VEMOS NA INDONÉSIA ONDE UM BRASILEIRO ESTA PRESTEs A IR PARA O PELOTÃO DE FUZILAMENTO, QUAL O NÍVEL DE CONSUMO NAQUELE PAÍS… NÃO QUERO DIZER QUE PRECISAMOS ENVIAR NOSSOS CIDADãoS PARA UM PELOTÃO DE FUZILAMENTO MAS SIM DIZER QUE DEFINITIVAMENTE QUE NÃO VALE A PENA ENTRAR NESSA VIDA DE DROGAS ONDE GERALMENTE É UM CAMINHO SEM VOLTA.

  4. Comentou em 20/02/2006 Alex

    SIMPLESMENTE TODOS FICAM QUERENDO ACHAR SOLUÇÕES MIRABOLANTES PARA A QUESTAÕ DA DROGA, SOLUÇÕES QUE SATISFAÇAM,POLÍTICA,ONGS,BANDIDOS,OPINIÕES INTERNACIONAIS,DIREITOS HUMANOS E POR AÍ VAI! ISSO É IMPOSSÍVEL, OU SE CHEGA A RAIZ DO PROBLEMA COM CORAGEM OU ESQUECE ESSE ASSUNTO.DIGO QUE PRECISAMOS E REPRIMIR O CONSUMIDOR SIM, ELE QUE LEVA LUCRO AO TRAFICANTE, TEMOS QUE CORTAR ESSE ELO,PARAR DE DIZER QUE QUEM CONSSOME DROGA É DOENTE,ISSO É RIDÍCULO,QUER DIZER QUE SE UMA PESSOA COMEÇA A COSSUMIR DROGA, TEM SUA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA COM ELA, JA É DOENTE? O PROBLEMA É QUE SE QUER MEXER EM TUDO, MENOS NO CONSSUMIDOR..UMA PENA, ASSIM NÃO CHEGAREMOS A LUGAR NEHUM, SE NÃO TIVEMOS LEIS DURAS PARA REPRIMIR O CONSSUMO.VEMOS NA INDONÉSIA ONDE UM BRASILEIRO ESTA PRESTE A IR PARA O PELOTÃO DE FUZILAMENTO,QUAL O NÍVEL DE CONSSUMO NAQUELE PAÍS..NÃO QUERO DIZER QUE PRECISAMOS ENVIAR NOSSOS CIDADÕES PARA UM PELOTAÕ DE FUZILAMENTO MAS SIM, DIZER QUE DEFINITIVAMENTE NÃO SE PODE CONSSUMIR ESSA DROGA.

  5. Comentou em 20/02/2006 Jeová Oliveira

    Confesso que o comentário do prefeito tem sentido, entretando vale ressaltar que a falta de segurança no RJ esta extrapolando qualquer justificativa política que não venha acompanhada de medidas concretas visando minimizar a violência no RJ. Está demais, O governo Rosinha Garotinha desvia as verbas para o canal ‘social’ TUDO POR R$ 1,00. Pura demagogia!!!! E o pior querem se tornar representantes máximos no nosso País. Sinceramente, não dá!!!!!

  6. Comentou em 20/02/2006 TIago Silva

    Realmente a cocaína da Rocinha é a melhor q tem , a mais pura. É a cera!!

  7. Comentou em 20/02/2006 Ivo Korytowski

    Acredito que existe um grave erro de foco na abordagem do fenômeno tráfico. Leituras de jornais – sobretudo os menos elitistas – e informações ouvidas de moradores de favelas revelam que os traficantes condenam à morte quem ouse desobedecê-los, torturam e queimam vivos em ‘fornos de micro-ondas’ seus rivais, inimigos ou meros desafetos, expulsam moradores de casa etc. Ou seja, nas áreas sob domínio do tráfico vigora uma suspensão do Estado de direito. Ora, qualquer atentado contra o Estado de direito, seja no nível nacional, como ocorreu no tempo da ditadura, seja em áreas delimitadas, deveria despertar o repúdio da sociedade organizada – das ONGs, dos órgãos da sociedade civil, do establishment político de direita e esquerda, da imprensa. Parece que a sociedade optou por um pacto: ‘eles’ nos fornecem as drogas e ‘nós’ fingimos que está tudo normal. Mas pessoas serem mortas, torturadas, expulsas de casa não pode ser normal sob hipótese nenhuma (nem mesmo como o preço pelo suprimento da droga), e é estranho que – numa sociedade onde tanta gente protesta contra tanta coisa – ninguém proteste contra isto. Nem a imprensa, nem o próprio Observatório da Imprensa.

  8. Comentou em 20/02/2006 francisco chagas costa

    A impressão que se tem quando a imprensa dá grande destaque à guerra das gangs na Favela da Rocinha é que a briga para obter o domínio da venda das drogas na Rocinha é para vender o produto aos moradores. Pelo menos dá essa impressão. Porque a imprensa não dá destaque ao fato de que as gangs têm a Rocinha como base para vender ao mercado consumidor da Zona Sul. Na verdade o morador da Rocinha na grande maioria é mão-de-obra para a cidade do Rio de Janeiro (comércio, hospitais, residencias – domésticas, etc.) Acontece que o morador convive com as gangs que se reúnem em casa vizinha à sua.E ele não nem pensar em denunciar pois vira presunto em menos de 24 horas.Essa conversa de que as gangs ajudam com contribuição no plano social é uma capa.O que existe é pavor da população e que se abrir o bico é morte na certa. Vá ver que os últimos cinco que morreram não foi bala perdida. Foi recado

  9. Comentou em 20/02/2006 Saulo Padilha

    O consumo nunca vai acabar e dificilmente diminuirá a ponto do tráfico de drogas entrar em crise financeira. Uma solução é a legalização, mas parece que ninguém consegue debatê-la de forma séria.

  10. Comentou em 20/02/2006 Dermeval Vianna Filho

    Enquanto as redes de mídia batem, incansavelmente, nos ‘traficantes’, ‘bandidos’ e afins vindos das favelas, quando um ‘jovem da classe média aliciado pelo tráfico’ é flagrado comerciando drogas, ele é visto como uma vítima. Esta política de estigmatização, promovida pela mídia e defendida pelos setores mais abastados é que continua a gerar o problema do tráfico e da violência. Ora, para um sujeito pobre ser preso basta ele estar com uma mísera trouxa de maconha. As cadeias estão abarrotadas deles. Mas quando uma pessoa com maior poder aquisitivo é flagrada nas mesmas condições, a situação se inverte. Qualquer festinha privê tem lá seus consumidores de entorpecentes. Vá em qualquer show, seja ele de rock ou pagode, para você ver que as pessoas consomem toda a sorte de drogas. A mesma situação é verificadas em festas promovidas em apartamentos à beira-mar ou condomínios fechados. A polícia fica a matar os ‘soldados do tráfico’ porque ela sabe que isto não interromperá a função. Vão continuar a existir novos traficantes e a sociedade continuará a exigir uma resposta mais agressiva da polícia, desde que não lhes impeça de consumirem o baseadinho na cabine vip do show dos rolling stones. Basta de hipocrisia!!

  11. Comentou em 20/02/2006 Marcos Santos

    A Rocinha é um paradgima nacional. Falta a ação vigorosa do Estado (em todo o Brasil)principalmente nas comunidades mais carentes, que são as mais suscetíveis a apadrinhamentos ilícitos (que vão desde o tráfico de entorpecentes a compra de votos em currais eleitorais). A ação do Estado àss quais me refiro são as ações sociais (de cidadania, cultura, educação e saúde) e as ações de segurança (da prevenção à forte repressão do crime). Além disso, faltam às diferentes esferas de governo (federal e estadual, principalmente) reconhecerem que o problema existe e assumirem suas respectivas parcelas de responsabilidades na resolução do problema. E, em vez de trocar declarações se eximindo de responsabilidade, deveriam trabalhar conjuntamente (e humildemente) na solução de problemas desse tipo.

  12. Comentou em 20/02/2006 Sandro Paulo Campos Campos

    Verifica-se que sempre quando o assunto é tráfico de drogas, sobra no sentido exato da frase,’para a Polícia’. O jornalista ‘Carlos Henrrique Amorim’, em seu CV/PCC, a irmandade do crime’, enfoca bem os diversos fatores e segmentos que envolve o crime organizado. Quem lucra com o erário arrecado com o dinheiro do crime, ou do tráfico? Por onde passa a sua lavagem? Enfoca-se muito em repressão ao entorpecente mas, na sua linha de consumo, porém vejamos: e a linha de produção, como as plantações de coca na Colômbia, Bolivia? A linha de distribuição que passa por nossas fronteiras? Mas, o que mais intriga a nós policiais é o como e quem consegue burlar o fisco tributário nacional, com o lucro disso tudo, pois somente um desprovido de cultura para acreditar que o ‘Zé do Morro’, que fatura com esse ilícito comércio. Parabéns pela reportagem.

  13. Comentou em 20/02/2006 Regina Paixão Linhares

    Seu texto é birlhante, mas acaba, também, por não indicar caminhos. É preciso refletir e agir. Como conter o avanço da permissividade generalizada? O que faz vivermos esse clima de total insegurança é a certeza da falta de limites, internos e externos, à qual está a sociedade como um todo submetida. A criança quando nova não conhece limites. Quer um brinquedo; toma. Não lhe importa se tem dono, se é de outro. Quer; isso é o suficiente. A educação e a socialização lhe ensinam a diferença entre querer e ter. A distância que existe em querer e alcançar. São os limites internos que acabam por nos fazer respeitar os limites externos. Acontece que nossa sociedade está ao abandono. O que vemos todos os dias na midia é a louvação à total falta de limites. Ter é poder. Não se vale pelo que se é, mas pelo que se tem. Tudo é possível, tudo é permitido. É a política dos fins justificam os meios. Será que há jeito para acabar com tanto equívoco?

  14. Comentou em 20/02/2006 gerson

    Desde sempre a questao das drogas em nosso estado, e por extensão, em nosso país vem sendoo tratada de forma displicente e politizada, o que evidentemente favorece aos criminosos e ao consumo crescente. Junte-se a isso a corrupção policial, a glamurização do uso,o abandono do estado as populações periféricas em todos os níveis (municipal, estadual e federal) e o compromentimento político de parte da imprensa e teremos o caldo de cultura ideal para que o consumo se expanda e uma espécie de estado paralelo se estabeleça. O que´, a meu ver, é necessário para que se possa pelo menos pensar em se formular uma política eficaz para a questão das drogas é o real comprometimento da sociedade na questão, ajudando a elaborar políticas consistentes de enfrentamento da questão e debatendo o consumo, a legalização ou não e o papel das polícias, principalmente a Federal, pois sabemos que as armas usadas pelo tráfico são todas estrangeiras e a própria droga comercializada não é produzida no Brasil.

  15. Comentou em 20/02/2006 Djalma Honorio

    É certo que a violência no Rio está longe de uma solução. Não é possível que em pleno século XXI a técnologia não possa dar uma resposta à sociedade no sentido de estudos e mais estudos sobre o desarmamento e a monitoração da entrada ilegal de drogas no Brasil. Hoje o que vemos é o bandido ser mais forte de que o próprio Exército nacional. Não dá para admitir que o bandido, o traficante fique como herói em favelas esquecidas pela sociedade e pelo poder público. Enquanto os moradores de favela forem marcados como abandonados pela sociedade com certeza haverá um caminho para entrar no tráfico, e assim mais e mais soldados do morro se alistarão para poder tentar sobreviver em uma cidade que esta tomada por bandidos de todas as espécies, desde politicos de alto escalão até um pobre morador de favela. Parabens pela reportagem, está excelente.

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