Terça-feira, 22 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
Menu

CÓDIGO ABERTO > Desativado

O making of dos vexames do Congresso

Por Luiz Weis em 05/07/2006 | comentários

A mídia está cobrindo apenas as consequências ostensivas do fato de ser este ‘o pior Congresso da história do país’, como diz – e dele ninguém há de discordar – o presidente do Conselho de Ética da Câmara, Ricardo Izar.


Mas como é que Cãmara e Senado produzem essa realidade? O que acontece, ou deixa de acontecer, nas entranhas do Parlamento e nas suas relações com o Executivo, que gera os monstrengos legislativos, políticos e éticos que a imprensa divulga um dia sim, o outro também. 


Está na hora de um grande jornal investir numa série de reportagens sobre o making of dos vexames que se sucedem sem que o país venha abaixo e que fazem deste Congresso Nacional um verdadeiro Congresso antinacional.


E está na hora de a mídia encarar uma questão ainda mais cabeluda: quem garante que o próximo Congresso será melhor? Quais podem ser os fatores políticos e institucionais capazes de reverter, por pouco que seja, esse quadro de horrores?


Descartado o voto nulo, por inútil, como pode o eleitor – com as regras do jogo eleitoral que estão aí – fazer a sua partezinha para deter o desastre anunciado?


Dá trabalho, mas não é impossível a imprensa ir além da superfície do problema. É só uma questão de ‘vontade jornalística’.


***


Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 08/07/2006 Nelson Santos Silva

    Chorar no leite derramado não resolve, pois eles foram eleitos por nós, conscientemente.Que tal, mandá-los todos às favas e fazermos o seguinte: cada Estado elegerá 5 deputados dentre os mais capazes.Virão trabalhar em Brasilia, legislando de segunda a sexta, das 9/16horas. Não terão nenhum tipo de mordomia. Ganharão um ótimo salário que lhes possibilitará sustentar com conforto a familia etc.etc. Alugarão ou comprarão suas próprias residências, colocarão seus filhos nos melhores colégios e tudo o mais para uma vida confortável e sem percalços. Viajarão para seus Estados somente nas férias, com despesas por suas contas. Prestarão contas mensalmente aos seus eleitores. Após 4 anos merecerão ou não, novamente o voto dos habitantes do seu Estado. Ah. ! não terão direito a aposentadoria após os 4 anos de mandato.

  2. Comentou em 07/07/2006 joão carlos martins

    Concordo inteiramente com á Nívea, o voto NULO não tem nada de inútil. É um voto consciente, um voto de protesto, um voto que demonstra que nenhum dos candidatos alcançou aprovação do eleitor. Um percentual alto de nulos demonstraria um alto grau de insatisfação.

  3. Comentou em 06/07/2006 Maria José Pila D´Aloia

    O nobre Deputado deve ter dito isso pq conhece bem o ambiente que frequenta. Por acaso ele tomou alguma atitude para reverter a situação ou ficou do lado da oposição tentando de todas as formas emperrar as votações e paralisar o governo. Não é interessante para oposição nenhuma, já que temos eleição de quatro em quatro anos que alguém se sobressaia. Bando de ridículos, que são eleitos pelo povo para proteger a si próprios.

  4. Comentou em 06/07/2006 Radamés A. P. Silva

    Se Ricardo Izar engrossa o coro da mídia de que este é o pior Congresso da história do país, os jornalistas deveriam investigar o próprio Ricardo Izar. Uma simples busca encontra no endereço http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&id_materia=3537 matéria com o título de “AS DUAS ÉTICAS DE IZAR”, onde Nicolau Kohle, afilhado político de Izar, casado com uma prima-irmã, está sob investigação do Ministério Público Federal que analisa, à luz da lei, o papel do servidor junto à chamada “máfia da areia”, exploradores clandestinos que atuam na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, na gestão de Kohle, entre 1997 e 2002, à frente da seção paulista do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão do Ministério das Minas e Energia encarregado de fiscalizar a exploração de minérios no País. A investigação interna, realizada entre outubro de 2003 e fevereiro de 2004, levou ao pedido de destituição de Kohle do serviço público. A proposta foi acatada em 26 de julho de 2004 pela então ministra das Minas e Energia Dilma Rousseff. Será que o funcionário público Nicolau Kohle vai gostar de um governo que acabou com uma carreira construída ao longo de mais de uma década à sombra do deputado federal Ricardo Izar ? será que o primo dele gostou?

  5. Comentou em 05/07/2006 Nívea da fonseca

    Não acredito que o voto nulo seja inútil. Creio que ele seja bastante significativo e que demonstre que o eleitor não acreditou em nenhuma proposta ou não foi comtemplado por nenhuma. O que na minha opinião representa consciência política. O nulo pode ser o voto de alguém que sabe exatamente o que quer. A máxima ‘dos males, o menor’ é típica de um povo submisso e acomodado. Quero deixar claro que defendo o voto nulo como um direito e como uma opção. Mas infelizmente essa discussão não é siquer cogitada na mídia. O nulo nem mesmo é uma opção. É segregado aos ditos ‘extremistas’, é visto com désdem pela maioria dos jornalistas e intelectuais que preferem não bagunçar o’coreto’.

    Quanto à utilidade dele vejo a possibilidade ‘educativa’ no mesmo sentido anterior. Talvez ,devido a essa possibilidade, a mídia não difunda esse direito como uma opção.

  6. Comentou em 05/07/2006 Adir Tavares

    Povo que comenta, quem é esse Ricardo Izar para constatar que esse é ‘o pior Congresso da história do país’? o pior cego é aquele que não vê.
    Me poupe…

  7. Comentou em 05/07/2006 Maurício Araujo

    Quem é o deputado Ricardo Izar para falar em ética, não foi ele que contratou como acessor uma pessoa condenada por improbidade administrativa.
    Os jornalistas não tem moral para pedir nada. Pois cobrem o Congresso Nacional conhecem os bastidores a anos e nunca vi um debate sério sobre o parlamento.
    O que a imprensa quer é confundir e não informar, pois precisam estar perto do poder para ter informações e proteger a suas fontes. Quando aparece um governo que não dá bola para imprensa, o que os jornalistas fazem? Combatem com todo fervor e se for necessário mentir não há problema, pois os jornalistas até hoje não tem código de ética regulamentado e pelo que parecem não querem ter, como foi visto na proposta do Conselho Federal de Jornalismo.

  8. Comentou em 05/07/2006 Edinaldo Augusto Garcia

    Consequencia extensiva das ações de nossos governos desde a República.

    O Obs Imp pode dizer porq esta entrevista foi glosada

    É assustador eu sei. Mas é a vida como ela está… no Brasil…

    Caiu na minha caixa postal, por acaso. É estado paralelo mesmo.
    “… Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feitas ‘com autorização da Justiça’? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.”

    ENTREVISTA DO MARCOLA DO PCC. ESSA VOCÊ TEM QUE LER

    Incluí essa entrevista aqui (que segundo estou pesquisando foi dada jornal de nome o qual foi pressionado a não publicar) porque acho que é uma questão de responsabilidade social minha. É pra meditar!!!

    -Você é do PCC?’

    – Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvi

  9. Comentou em 05/07/2006 taciana oliveira

    Quem disse que esse é o pior Congresso que já houve no Brasil? Alguém conhecia os outros tão a fundo ou pensava conhecer, pelo menos?Bobagem!O que o Deputado Ricardo Izar quer é se valorizare.O que todos querem é que se pense que Congresso e Governo são a mesma coisa, ‘farinha do mesmo saco’. E não é tão simples assim. Governos e Congressos ruins e corruptos sempre houve. Agora é mais fácil se escancarar e até mesmo o que não é verdade e o que se quer distorcer. O Governo e o Congresso somos nós, não só porque os elegemos, mas também representam a nossa cultura e a nossa ética. Quer ver: todo mundo quer levar vantagem em tudo e não é isso que eles fazem? Eles são nós do outro lado(J U Ribeiro). Por que esse Congresso é pior do que os outros?Quem são seus caciques tradicionais? Mudou algum dos grandes?Desde quando a’meia dúzia de seis’ continua mandando? Qual o diferencial dele?Existe gente boa no meio, mas a correção, ética e lisura não dão manchete. Não vendem jornal.E não servem para atacar inimigos políticos.Numa coisa esse Congresso é pior do que os outros mais recentes: nos linchamentos políticos.Ele é useiro e vezeiro em condenar sem provas.Precisamos lutar por um novo, melhor que os outros e podemos começar trabalhando a cabeça dos nossos filhos eamigos para votarem bem.

  10. Comentou em 05/07/2006 tony knopp

    Nas palavras do Pantera Negra Eldridge Cleaver é possivel que a midia seja parte do problema e não da solução … ‘Vontade jornalistica’ necessita lideranca, recursos, ‘balls’ e independencia … Quando é que a midia brasileira vai ter a coragem para educar os seus leitores com a verdade brasileira – um pais, como a seleção, rica em talento mais sem liderança e espirito comunitário – o individual nao faz futebol nem um pais.

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem