Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

CÓDIGO ABERTO > Desativado

O personagem é o cônsul [II]

Por Luiz Weis em 16/01/2007 | comentários

O colunista Janio de Freitas escreve hoje na Folha que, num almoço no Rio, em data não informada, o ex-governador paulista Paulo Egydio Martins disse ter ouvido do cônsul inglês em São Paulo – ao se encontrarem num evento não identificado, ‘quando ainda não divulgada a morte de Herzog’ – que ‘um homem nosso’ morreu no DOI-Codi. ‘Era agente nosso’, teria dito ainda o diplomata.

Domingo, a Folha revelou que, no seu livro de memórias, a sair em março, Paulo Egydio atribuiu ao mesmo interlocutor a versão de que o jornalista ‘prestava serviços para o serviço secreto inglês’ e que ele, cônsul, foi a ‘última pessoa’ que Vlado ‘viu antes de morrer’.

[Ver a nota ‘O personagem é o cônsul’, neste blog].

É impossível saber o que foi exatamente que o diplomata falou. Ele morreu em 1980, depois de ter sido embaixador do Reino Unido em Brasília. Mas a palavra de Paulo Egydio não esgota o assunto. Insisto em que a mídia, especialmente a Folha, deve garimpar no Foreign Office, em Londres, o que existir sobre essa peculiar figura, seus relatórios, atividades e ligações no Brasil.

Pois onde já se viu um diplomata dizer o que o ex-governador dele afirma ter ouvido? [Aliás, com palavras diferentes, a julgar pelos dois textos.]

Como está é que não pode ficar.

***

Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 16/01/2007 Ivan Moraes

    Nao esta muito *im*provavel que ele ouviu alguma coisa parecida, Weis. Herzog realmente era brilhante e culto, e poderia perfeitamente ter feito algum trabalho de analize como free-lancer pra qualquer um que pagasse, sem que isso fizesse dele um ‘agente’ externo. Nao vejo problema aih, e -de novo- nao eh a menor insinuacao a respeito dele. Fazer analize free-lance –ou pro bono– eh uma coisa, ser agente pago que vai diretamente contra as ordens latidas dos EUA ao governo do Brasil, isso eh bem outra! (alguma possibilidade de alguem fornecer assistencia tecnica aa familia dele pra que eles se dirijam diretamente ao governo da Inglaterra?)

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem