Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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O personagem é o cônsul [II]

Por Luiz Weis em 16/01/2007 | comentários

O colunista Janio de Freitas escreve hoje na Folha que, num almoço no Rio, em data não informada, o ex-governador paulista Paulo Egydio Martins disse ter ouvido do cônsul inglês em São Paulo – ao se encontrarem num evento não identificado, ‘quando ainda não divulgada a morte de Herzog’ – que ‘um homem nosso’ morreu no DOI-Codi. ‘Era agente nosso’, teria dito ainda o diplomata.

Domingo, a Folha revelou que, no seu livro de memórias, a sair em março, Paulo Egydio atribuiu ao mesmo interlocutor a versão de que o jornalista ‘prestava serviços para o serviço secreto inglês’ e que ele, cônsul, foi a ‘última pessoa’ que Vlado ‘viu antes de morrer’.

[Ver a nota ‘O personagem é o cônsul’, neste blog].

É impossível saber o que foi exatamente que o diplomata falou. Ele morreu em 1980, depois de ter sido embaixador do Reino Unido em Brasília. Mas a palavra de Paulo Egydio não esgota o assunto. Insisto em que a mídia, especialmente a Folha, deve garimpar no Foreign Office, em Londres, o que existir sobre essa peculiar figura, seus relatórios, atividades e ligações no Brasil.

Pois onde já se viu um diplomata dizer o que o ex-governador dele afirma ter ouvido? [Aliás, com palavras diferentes, a julgar pelos dois textos.]

Como está é que não pode ficar.

***

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