Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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O que ele diz e o que ele faz

Por Luiz Weis em 10/11/2005 | comentários

Será preciso esperar até a meia-noite de hoje para saber se o governo conseguirá impedir que a CPI mista dos Correios seja prorrogada até 11 de abril, mediante a retirada das assinaturas de um certo número de parlamentares que apoiaram o pedido de prorrogação. O time do Planalto trabalha em tempo integral para isso.

O pedido era para ter sido lido ontem. Com a cumplicidade do presidente do Senado Renan Calheiros, a quem pressionou em pessoa, o presidente Lula ganhou um dia a mais para pressionar também deputados e senadores a dar o escrito pelo não escrito. O requerimento foi lido agora há pouco no Congresso.

Mas desde ontem não é preciso esperar absolutamente nada para ficar comprovado o descaramento do presidente da República.

Como mais de um jornalista se apressou a registrar hoje, a exemplo de Fernando Rodrigues, na Folha, “em entrevista na segunda-feira ao programa Roda Viva, o presidente disse não haver nenhuma ingerência do governo para criar qualquer problema para a CPI”.

Houve ingerência antes e há agora. O presidente, ou o seu pessoal, tentou impedir a criação da CPI. Fracassou. Tenta agora impedir que ela prossiga, entrando ano eleitoral adentro.

Com isso, ficam definitivamente desmoralizadas as palavras de Lula sobre a autonomia das CPIs, no que depender do governo, na badalada entrevista. Fracasse ou tenha sucesso o Planalto nessa nova intromissão, a máscara não só caiu como ficou em pedacinhos.

***

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