Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CÓDIGO ABERTO > Desativado

O que está sob suspeita em Alagoas

Por Luiz Weis em 21/01/2007 | comentários

Na sequência dos escândalos dos dois últimos anos – mensalão, sanguessugas e dossiê Vedoin, para ficar nos que deram mais ibope – não foram raros os leitores deste blog (e decerto de outros) a acusar a mídia de facciosismo, apostando na hipótese de que se fossem tucanos ou pefelistas os principais acusados das maracutaias a cobertura dos jornais em cada caso seria muito menos estridente.


O indício tido como definitivo desse duplo padrão foi a reticência com que a mídia tratou do listão de Furnas, segundo o qual 48 tucanos e 34 pefelistas, de um total de 156 políticos, teriam se abastecido fartamente do caixa 2 da estatal de energia.


Outro exemplo frequentemente invocado foi o farol baixo da mídia em relação à primeira operação conhecida do valerioduto, beneficiando o candidato (derrotado) do PSDB ao governo mineiro em 1998, Eduardo Azeredo, depois senador e presidente do partido, e companhia bela.


O retrospecto vem a calhar. Ontem, em reportagem do competente Diego Escosteguy, a Veja – sim, a Veja – revelou que parecem se confirmar as alegações do deputado federal João Lyra, do PTB de Alagoas, de que, apesar da urna eletrônica, teria havido fraude na recente eleição para governador do Estado, na qual Lyra foi derrotado já no primeiro turno pelo tucano Teotônio Vilela Filho.


O que antes de tudo chamou a atenção do perdedor foi ele ter sido derrotado nos seus mais seguros currais eleitorais, além do contraste entre o resultado final e as pesquisas.


Lyra levou o problema ao Tribunal Regional Eleitoral alagoano, que em princípio rejeita a hipótese de burla.


Mas o fato é que um laudo encomendado ao professor Clóvis Torres Fernandes, diretor da divisão de Ciência da Computação do renomado Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) – e aí entra o furo da Veja – apontou diversos indícios de que a eleição que deu a vitória a Teo Vilela, como é conhecido o filho do legendário senador dissidente da ditadura, Teotônio Vilela, pode não ter sido 100% limpa.


Segundo a Veja, sumiram votos em certas urnas (número de sufrágios registrados inferior ao total de votantes), apareceram votos em urnas inexistentes e desapareceram todos em urnas existentes. Teriam sido constatados ‘erros bizarros’ em nada menos de 35% das 5.166 urnas do Estado e teriam ficado faltando 22.562 votos no total oficial de 1.513.750.


Vilela teve 55,85% dos votos válidos. Bateu Lyra com folga: diferença de 332.718 sufrágios.


É a primeira vez que surge uma suspeita convincente de vulnerabilidade do sistema eletrônico a fraudes eleitorais.


Considerando as duas coisas – a ampla vantagem do vencedor e o ineditismo das supostas evidências pondo em xeque a informatização das eleições no Brasil – se compreende que a notícia principal diga respeito às dúvidas sobre a segurança do voto eletrônico.


Mas os jornais de hoje, ecoando a matéria da Veja, não precisavam remeter a plano tão secundário a identidade do candidato que tenha sido eventualmente beneficiado pelas irregularidades apontadas.


Na matéria do Estado, ‘Eleição de Alagoas coloca urna eletrônica sob suspeita’, o nome Teotônio Vilela Filho e a sua condição tucana só aparecem na vigésima-primeira do texto.


Na matéria da Folha, ‘TSE fará auditoria de urnas eletrônicas’, Teotônio é mencionado apenas na última linha do sexto dos seus sete parágrafos.


O Globo ignorou o assunto.


Imagine-se agora que a fraude denunciada tenha ocorrido não em Alagoas, mas no vizinho Sergipe e em proporção ao eleitorado local. Ali o prefeito petista de Aracaju, Marcelo Deda, se elegeu governador, também no primeiro turno, com 52,46% dos votos válidos e 74.421 votos a mais do que o segundo colocado, o pefelista João Alves Filho (45,02%).


Será que, nessa hipótese, o nome Marcelo Deda e a sigla PT teriam tido tão escasso destaque, mesmo – repito – levando em conta que o essencial da notícia é a eventual insegurança do voto eletrônico?


Claro que não se deve raciocinar sobre hipóteses, como gostam de dizer os políticos. Muito menos tirar conclusões taxativas de premissas impossíveis de serem verificadas, como ensina a ciência e, nesse caso, também o mero bom senso.


Mas a julgar pelo passado recente, receio que ao episódio se aplica, sim, a teoria dos dois pesos e das duas medidas, defendida pelos críticos mais duros da mídia.


Imagino até um título: ‘Urna eletrônica e vitória de petista sob suspeita em Sergipe’.


É nada mais do que o título que os jornais do dia deveriam ter dado, obviamente com ‘tucano’ em vez de ‘petista’ e ‘Alagoas’ em vez de ‘Sergipe’.


***


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Todos os comentários

  1. Comentou em 28/01/2007 João Humberto Venturini

    Muito bom Weis!! Parabéns por essa análise perfeita da atuação da imprensa principalmente a paulista. É tão evidente isso q vc relatou q não sei como outros não enxergam isso. Continue assim.

  2. Comentou em 27/01/2007 Leonardo Pereira

    Fazer elogios acerca do repórter diego escosteguy é no mínimo denegir a imagem do jornalismo.
    Está claro que essa reportagem não foi isenta nessa reportagem, e que houve omissão de informações e confronto com as documentações para aumentar a credibilidade da reportagem.
    O laudo NÃO É do ITA. O Prof. Clóvis foi contratado como pessoa física, pelo próprio candidato que perdeu a eleição. O ITA já se manifestou a respeito disso.
    As pesquisas do IBOPE já apontavam um quadro de mudanças, quem quiser pode baixar as pesquisas do site e analisar os dados. Sem contar a pesquisa de boca de urna revelou percentuais tal como ocorrido.
    A revista dessa semana vem com outra reportagem sem dados verdadeiros, pois afirma que o prof. teve acesso a arquivos que o TSE sequer liberou.
    O jornalismo deve ser isento. Não importa as convicções do repórter, mas ele não deve manipular as informações de forma a confundir a opinião pública.

    Abaixo um link com uma das matérias que devem estar na parede do repórter, num quadro.
    http://www1.caixa.gov.br/Imprensa/imprensa_release.asp?codigo=6303645&tipo_noticia=

  3. Comentou em 26/01/2007 Caetano Greco Junior

    ‘Votou no PT, tomou no IPTU’. Era assim que paulistanos reacionários esbravejavam contra a postura da então Prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, quando de sua proposta para o IPTU progressivo. Lembro-me do jurista (das elites) Ives Gandra Martins fazer parte deste coro. Mas, atualmente, sob o manto da dupla PSDB-PFL, comete-se crime sobre o mesmo IPTU, e calam-se a imprensa (já era esperado), o MP e os juristas (sic). No início de 2006 o então Prefeito José Serra lançou o recadastramento do IPTU para que, dentre outras desculpas, os contribuintes continuassem a fazer jus à isenção de que tinham no tal imposto. Agora os contribuintes isentos estão recebendo carnês do IPTU, com cobrança retroativa referente ao ano de 2006, com a justificativa dada pela PMSP, de que os mesmos NÃO apresentaram as documentações solicitadas à época, embora todas as pessoas com quem tive contato tenham em mãos o protocolo da juntada dos documentos. Em visita à uma Subprefeitura a atendente respondeu: ‘Ah, aconteceu com todo mundo. Tem que fazer o recadastramento novamente, mas, quem não quiser pagar tem que entrar na Justiça’. Absurdo! Eu presenciei filas e filas de idosos fazendo o tal recadastramento, e agora têm que faze-lo novamente. E aí Dr. Ives? E aí MP? É aí imprensa? ‘Votou no PSDB/PFL, tomou no ..’. É isso?

  4. Comentou em 26/01/2007 Dionatas Coelho Neto

    Caríssimo Romeu;
    Pelo teu texto também se pode verificar que escreves bem, e que assim como a quem criticas também tem seu lado tendencioso, pois não é normal alguém isento fazer criticas tão veementes a um colega de profissão. Com certeza há um coraçãozinho tucano batendo nesse peito. Em primeiro lugar deveria analisar a critica que contém o texto não a ideologia do jornalista, pois a denuncia que contém o texto é bastante forte e evidencia um grave defeito nos grande jornais brasileiros (não em apenas jornalistas mas na linha editorial de grandes jornai). Segundo, Marilena Chauí não é jornalista de profissão e nunca escondeu de ninguém sua condição de petista e colaboradora do PT. O que é melhor do que fazer como alguns jornalistas que mascaram suas inclinações politicas e que como fim de uma grande hipocrisia mascaram tudo dizendo-se isentos.
    Gostaria de ver um novo ‘post’ teu analisando a denuncia contida no texto não a mente do jornalista que o escreveu.
    Jornalista este que devido sua tragetória tem mais crédito do que tu ou eu.
    Construamos um debate de ideias não de pessoas…

  5. Comentou em 24/01/2007 Romeu Acord

    O jornalista Luiz Weis escreve bem! Não tem a necessária isenção da qual acusa a falta nos outros colegas dos maiores jornais do Brasil, mas escreve bem. Não tem etica portanto. Pois denunciar por sua propria torpeza aos outros, seus colegas, apenas para embalar-se nas suas convicções ideológicas é absoluta falta de ética. Assim, ao escrever de modo tão engajado em defesa do Governo Lula e das coisas do PT, provavelmente como sua colega, a Marilena Chauí, atribui o fato acontecido ao olho que o viu. Para ele, o olho é que cria o fato que esta vendo. Não é o fato que cria uma imagem que o olho registra. Por ai!
    Dessa forma se desacredita a cada linha que escreve, por fazer o papel de um auditor de imprensa a partir do ponto de vista de sua pureza ideológica, em defesa do petismo mais ranheta. Esqueceu que já dispos de sua pena à serviço do PT por muitas vezes, antes de 2003, como o faz agora . Mas escrevo aqui sem esperança que ele tenha coragem de publicar. Não é de seu feitio. Daqui a pouco divulgo esse comentário em algum lugar. Vê se te acorda Weis.

  6. Comentou em 23/01/2007 ubirajara sousa

    […] o senhor demorou muito a ver aquilo que a grande maioria dos blogueiros (frequentadores de blogs) já havia percebido. Mas, nunca é tarde para aprender.

  7. Comentou em 23/01/2007 Apolonio Silva

    Eis aí o Weis tentando subir o próprio ibope fazendo as pazes com o petismo, depois da catástrofe que foi sua intervenção no affair Cicarelli. Taí uma boa saída para o jornalismo decerebrado: não se arrisque em temas irrelevantes para o ‘projeto’ de seu público. Mas, se arriscar, e der com nariz no chão, mande bombons, um buquê de flores e quem sabe uma cereja na tese do ‘complô’ da imprensa, que sua ‘base’ vai te encher de beijinhos. ‘Inclua fora disso’, o complô contra os Maluf, contra os Quércia e etc. (tem um mol de possíveis complôs)- quêisso num era complô, era a verdade de seu público. Se não cair no ridículo frente ao seu público, mesmo sendo absolutamente ridículo, e daí, não é mesmo Weis?

  8. Comentou em 23/01/2007 Sérgio Troncoso

    O nosso sistema de voto em urna eletrônica está sob suspeita de fragilidade há muito tempo.Mais preocupante ainda,é o fato de a justiça eleitoral de Alagoas não deixar que se faça uma auditoria isenta,aí o processo fica mais suspeito ainda.O poder judiciário brasileiro é de uma arrogância ímpar,faz o que quer e não dá satisfações a ninguém.Quanto ao partidarismo da imprensa,êste ja é um velho conhecido.

  9. Comentou em 22/01/2007 Amilcar Brunazo

    O artigo do Weis junta dois temas bem diferentes: a discriminação política na imprensa e a confiabilidade do voto eletrônico. qual a importancia relativa entre eles? Lembro o pensamento da eng. Marian Beddil, uma ativista pelo voto impresso em máquinas de votar: Se você não puder confiar na apuração dos votos, pouca coisa mais importa na política.

  10. Comentou em 22/01/2007 Haroldo Mourão Cunha

    Luis, trabalhei as úlimas 3 eleições para o TRE como Técnico de Urna – função de ‘inseminar’ as UE´s com os dados daquele respectivo pleito e corrigir quaisquer problemas que surgir durante a votação – e até agora só vi denúncias vazias e sem explicações. Ora, todo sistema operacional é falho, o sistema da NASA já foi invadido, por que será que o nosso seria infalível? Só te digo é que sabedor deste detalhe, o TSE se cercou de várias formas de controlar o processo, procure conhece-lo que você terá uma grata surpresa. Este processo é aberto a todo cidadão que queira verdadeiramente parar de tirrar conclusões apressadas e por falta de conhecimento.

  11. Comentou em 22/01/2007 Hudson Lacerda

    Vamos lá pela terceira vez tentar postar um comentário, já que os anteriores foram ignorados pelo OI.

    Vejo dois aspectos: (1) disputa entre políticos e sua discussão pela mídia, foco do artigo acima; (2) a questão da vulnerabilidade do voto eletrônico, no modelo adotado no Brasil, para a destruição da democracia.

    O segundo aspecto é mais abrangente, e por isso, mais relevante, sobrepassando disputas entre políticos específicos. Sobre a intrínseca insegurança das urnas eletrônicas brasileiras, ver:

    http://www.votoseguro.org/textos/alagoas1.htm
    http://br.geocities.com/hfmlacerda/softwarelivre/voto-e.html
    http://br.groups.yahoo.com/group/votoseguro/message/2786
    http://br.groups.yahoo.com/group/votoseguro/message/2778

    (Espero que publiquem desta vez.)

  12. Comentou em 22/01/2007 Caetano Greco Junior

    Caro Jornalista Weis. A pouco tempo atrás assisti novamente a um documentário da TVSESC sobre o assassinato do Jornalista Vlado. Sua entrevista sem a voz embargada, como as de outros entrevistados, indicavam extrema racionalidade, assim como admitir que a mídia usa dois pesos e duas medidas agora. Mas seus olhos lacrimejantes, que me emocionam todas vezes que lembro ou revejo o documentário, denotavam caráter e indignação. E, se me permite novamente fazer paralelos, demonstras neste texto o mesmo caratismo e indignação perante o assasinato: ‘Assassinaram Vlado’ bradavas nos olhos vermelhos; ‘Assassinaram a credibildade da mídia’, bradas agora. Bem-vindo.

  13. Comentou em 22/01/2007 Marcelo Silva

    O problema nessa história é a fraude que são as urnas brasileiras. Os defeitos da mídia tucana são outra discussão. O importante é que o TSE apure essa denúncia com rigor.
    Marcelo, Rj
    P.S – Só uma correção, caro Weis: na revista, o nome do repórter aparece como Diego Escosteguy, e não Diogo. ah, e parabéns pelo blog.

  14. Comentou em 22/01/2007 Jurandyr Passos

    O ‘furo’ de Veja e suas ‘suítes’ chegam com pelo menos dez anos de atraso. Denuncia algo que o site http://www.votoseguro.org apregoa há tempos. Veja acredita que nenhum de nós até hoje desconfiou do voto eletrônico à brasileira. Atribui a nós leitores uma inocência que é só dela.
    Desde que desembarcaram nos EUA sobos auspícios do bushismo, surgiram dezenas de ações civis na justiça americana contra elas, além de um projeto de lei no Congresso para torná-las mais seguras, com a impressão dos votos, entre outras mudanças – http://www.eff.org. Já foram feitos por lá vários testes de resistência a fraudes – todos positivos – que o TSE impede por aqui. Cientistas de Princeton, MIT e Johns Hopkins já provaram a mesma coisa.
    O site http://www.votoseguro.org mostra, claramente, quantas denúncias já foram feitas no Brasil, que o ‘furo’ de Veja não mostra. Inclui até a declaração pública do fabricante de um dos sistemas operacionais usados no Brasil, que sempre foi omitido pela imprensa brasileira.
    Por sua suntuosidade, essa permanecerá para sempre como a mais enorme das barrigas brasileiras. Com poucas exceções, claro, como o blog de Paulo Henrique Amorim.

    Os alagoanos já estão vexados por terem furado essa barriga tão querida dos brasileiros. Deveriam estar orgulhosos: não foi crime nenhum e sim um grande serviço à nossa magra democracia.

  15. Comentou em 22/01/2007 MªCatarina E.S.Lima

    Nossa! Tem alguém ainda que dúvida que a mídia tem dois pesos e duas medidas…eu me lembro no começo no governo do presidente lula em 2003 que a globo só faltava lamber o chão que ele passava pensando que ele ia fazer os gostos da mídia…mas como o tal naum fez (se lascou como agente chama aqui) a mídia caiu em cima…e por qq deslize era motivo de escandalo! mas como todo mundo vê (naum é nem sabe) é vê mesmo, todo mundo vê que é diferente com quem apoia a mídia é diferente com que apoia a globo, com quem diz o que a globo que ouvir…

    ps.: gostaria de perguntar aos jornalistas do OI porque ninguem cobriu o encontro dos governadores nordestinos semana passada? eu respondo pq: pq não é dos seus interesses…só se fala em nordeste para falar de miséria, morte, violência contra a mulher etc…não aguento mais ser tratada assim! VOCÊS FALAM TANTO QUE A MÍDIA SÓ SE RESTRIGE AO EIXO SO SUL E SULDESTE E BRÁSÍLIA, MAS VCS MESMO QUE TB DEVERIAM ESTÁ OBSERVANDO OS JORNAIS DO NORDESTE NÃO O FAZEM PQ ISSO , GOSTARIA DE SABER O POR QUE DA DIFERENÇA DE VCS!? O NORDESTE EXIGE RESPEITO!

  16. Comentou em 22/01/2007 Rikene Fontenele

    Vocês estão fazendo tempestade em copo d´água. Nessa sexta-feira a CartaCapital deve trazer essa matéria na capa com o título que vcs gostariam de ler e as acusações que vcs gostariam que fossem feitas. Daí vcs poderão se reconfortar com a imprensa isenta e imparcial de vcs.

  17. Comentou em 22/01/2007 Clerton de Castro e Silva

    Vejo comentaristas aqui, ainda que involuntariamente, mudando o foco da gravidade do problema das urnas eletrônicas em Maceió, se for realmente confirmada a fraude. O mais importante, não é o partido do pseudobeneficiário e sim, como e quem orquestrou este imbróglio. O TRE deverá se manifestar sobre o problema, sem querer tirar o corpo fora. Isto sim, é que todos aqui deveriam está clamando..

  18. Comentou em 22/01/2007 Paulo Mora

    Ainda resta uma esperança. Talvez daqui a umas duas ou três gerações, quem sabe ? Desculpe, Sr. Weis, esses ‘dois pesos’ só não são óbvios há MUITO TEMPO para os corporativistas e os mal intencionados.

  19. Comentou em 22/01/2007 Marnei Fernando

    Sugiro que o Sr. mude seu título também Weis… O título que melhor se adequaria a este post seria no mínino: A MÍDIA TEM DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS…

  20. Comentou em 22/01/2007 Danilo Rodrigues

    Isso é uma prática tão disseminada na imprensa que eu acredito que os jornalistas em geral já o
    façam inconscientemente, de forma automática.

  21. Comentou em 22/01/2007 Lau Mendes

    Não lí comentário ou entrevista do Sr.M.A.Mello.O que sei é leitura de comentários nos quais teria afirmado que o problema era de menor importância pois decorrente de hardware com baixa memória de operação.Até aí …mas,qual a possível explicação para o aparecimento de votos em urnas inexistentes conforme Sr.L.Weis,reportado na revistinha veja?Há alguma confusão e o problema não é das urnas e sim no TRE?

  22. Comentou em 21/01/2007 Hélio Amaral

    Perfeito, absolutamente perfeito. É somente esta a queixa: a falta de um mínimo de isenção e equilíbrio da mídia com suas preferências. Mas como é difícil por em prática este tão pouco que se pede…

  23. Comentou em 21/01/2007 Dante Caleffi

    Imaginada manchete previsivel.Ao longo desse três anos, os principais meios tem se comportado,segundo esse modelo.Por que buscar um exemplo
    na provinciana Alagoas,se o temos aqui em São Paulo? A ‘cratera’,tem filiação técnica e principalmente política.Nenhum,repita-se,nenhum veículo lançou suspeitas infundadas sobre as administrações tucanas que se sucederam,responsáveis pelo metro.Como seria ‘normal’,se fosse administração petista.Gastar-se-iam, a cada edição,colunas telefonicas com suspeitos,suas genealogias,ligações superiores,vidas pregressas,presente e o inevitável futuro de cada um.Maluf,com sua retrospectiva,e alentada folha corrida,não desperta as reiteradas menções aos seus feitos que sugerem mais uma especialidade,menos uma coincidência.

  24. Comentou em 21/01/2007 Francisco Antero Mendes Andrade

    Perceberam que a revista Veja tocou em dois assuntos que outrora ficariam no limbo? Problemas da urnas em Alagoas a favor do PSDB de lá que fique bem claro. E num outro divulgou que o transpoder do Legacy estava desligado. Pois é ,para mostrar que é isenta logo na semana após o desastre do Metrô da gestão tucana em São Paulo.

  25. Comentou em 21/01/2007 José de Souza Castro

    Realmente, a suposta (para ser politicamente correto) fraude nas eleições em Alagoas teria mais repercussão na imprensa se ocorresse em Sergipe beneficiando um candidato petista. O ranço de certa imprensa com o PT explica a diferença de tratamento, mas não é só por isso que a repercussão seria maior. A realidade é que o PT está no governo do país e, portanto, é a vidraça da vez, como deve ser. A imprensa precisa mesmo acompanhar criticamente os atos e fatos do governo, independentemente do partido. A Veja, tendo acesso a uma informação exclusiva importante, fez bem em divulgar, mesmo que, no fundo, preferisse que o suspeito da vez continuasse sendo o PT e não o PSDB. Já o Estadão, a Folha e o Globo passaram recibo de seu partidarismo pela forma como divulgaram o assunto (ou não divulgaram, como no caso do Globo). Não há como escapar: a imprensa, tanto como o governo, têm telhado de vidro.

  26. Comentou em 21/01/2007 Ivan Moraes

    Suspeita se de fraude eleitoral no Brasil muito mais no exterior do que no proprio Brasil. Gostaria de dizer que eh somente *eu*, mas… nao eh.

  27. Comentou em 21/01/2007 Francisco Antero Mendes Andrade

    A revista ‘Veja’ está tão desacreditada que Luiz Weis no 4º parágrafo exclama: – Sim, a Veja.

  28. Comentou em 21/01/2007 Fernando Soares Campos

    Se fosse em Sergipe?! Ora, o nome que pouco interessaria à mídia, em âmbito nacional, seria o do governador Deda. A coisa seria noticiada à base de ‘PT fraudou eleições no Nordeste’. Até mesmo o Estado seria o último a ser mencionado. Marcelo Deda ficaria em segundo plano. Deda certamente seria citado assim: ‘O governador eleito fraudulentamente foi um dos primeiros a visitar Lula, a quem ajudou a eleger presidente da República, com a expressiva votação nordestina’. Talvez o TSE fosse sondado sobre a possiblidade de anulação da eleição do presidente. Exagero?! Ora… Ah, deixa pra lá!

  29. Comentou em 21/01/2007 marina chaves

    se as denuncias citadas pela revista veja e comentadas aqui pelo o jornalista se confirmarem, nao me supreenderá que no estado de alagoas isso aconteça…

  30. Comentou em 21/01/2007 JOÃO CARLOS ROCHA

    A MÍDIA CONCENTRADA E ANTIDEMOCRÁTICA É O PRINCIPAL PROBLEMA DA DEMOCRACIA BRASILEIRA. O QUE SE TEM HOJE É PRECISO QUE SEJA DESTRUIDO, SÓ ASSIM PODEMOS PENSAR NUM PAÍS VERDADEIRAMENTE DEMOCRÁTICO. GRUPO ABRIL, FOLHA, ESTADÃO, CORREIO BRASILIENSA, ZERO HORA, GLOBO SÃO TODOS INIMIGOS DO POVO BRASILEIRO E DO BRASIL. DEVEM SER DESTRUIDOS.

  31. Comentou em 21/01/2007 william guimarães souza

    Não dá mais gosto ir a uma banca e comprar jornal para ler. É um monólogo insuportável. Não há novidades, principalmente na seara econômica e política. É como se a nossa sociedade não fosse plural. É como se no Brasil só existisse uma ideologia, é como se a Constituição proibisse os movimentos sociais, os partidos de esquerda, os movimentos estudantis… Ler jornal hoje virou algo muito monótono, onde não há mais aquela salada de idéias, de valores… Na sua maioria os jornais indiretamente, e até diretamente, tacham de burros aqueles que não seguem a cartilha das elites econômicas mundiais. O que eles chamam democracia? È mais ou menos essa equação: Democracia=liberdade de imprensa + livre mercado- participação popular. Um jornal custa em torno de R$ 2,00. Ou o pobre compra o pão ou o jornal. O pobre compra o pão. Por isso a padaria é mais frequentada por pobres que as bancas de jornais. Mas pra quê pobre comprar jornal? Só pra ter raiva? Melhor deixar que as tripas leiam as cadeias protéicas do glúten, assim, serão menos infelizes. As notícias hoje andam muito indigestas para pobres.

  32. Comentou em 21/01/2007 Eduardo Guimarães

    Luiz, seu texto me foi uma agradável surpresa – ainda que dizê-lo não seja lá muito elegante. Mas o fato é que mostra um profissional sério que, de repente, tem uma clarividência de que aquilo que rejeitou peremptoriamente, pode ter, ao menos, um fundo de verdade. É um grande passo. O primeiro passo para a sapiência um pouco mais consistente é a capacidade de abrir a mente a possibilidades que até podem nos parecer remotas, mas que, nem por isso, devemos deixar de analisar. Seu post é expressão do mais puro bom jornalismo, do maior apreço por tudo que é bom, justo e honesto. Expressão de um profissional de tão nobre ofício preocupado com sua defesa contra quem não honra o compromisso que assumiu para com a sociedade, ao se propor a informá-la e nunca tentar manipulá-la. Meus sinceros cumprimentos.

  33. Comentou em 21/01/2007 Marcos Amaral

    É a mesma pergunta que muitos fizeram no caso do buracão em SP. E se fosse com um governador petista?? E se fosse com a Marta?? Acho que vamos ficar roucos, de tanto reclamar dos ‘pesos e medidas’ da nossa Imprensa!!

  34. Comentou em 21/01/2007 José Carlos dos Santos

    Caro Weis, me alegro em saber, embora bem atrasado, que você agora comece a aceitar a tese de 2 pesos e 2 medidas , tantas vezes defendida por mim aqui neste espaço, e ainda tenho esperanças que os seus companheiros, principalmente o Dines, acorde para essa realidade. Por enquanto fica o meu elogio ao seu despertar e o meu protesto contra a atitude de censurar o texto do Edu Guimarães, sobre a polêmica Clerton, essa atitude vai contra a liberdade imprensa que vocês tantas vezes disseram defender, principalmente quando o governo apresentou um projeto que visava moralizar a imprensa e vocês logo disseram que era para censurar a mídia, e agora vocês tomam uma atitude como essa apretexto de não transformar o OI em Xingatório dos leitores, fraca desculpa.

  35. Comentou em 21/01/2007 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Cada urna eletronica usada gera um relatório impresso que é subscrito pelos mesários e pelos fiscais dos partidos. Com base nestes documentos, que estão em poder do TRE e podem ser exibidos mediante Habeas Data do candidato derrotado, é perfeitamente possível verificar a correção dos resultados divulgados. Existem, portanto, condições de verificar a lisura do processo. Em Osasco já ocorreram suspeitas desta natureza em eleições municipais. Na época fui procurado por candidato do partido e orientei-o sobre a forma de proceder, mas o PT (que teria sido prejudicado) preferiu divulgar do mito da fraude a usar o remédio jurídico adequado para tentar elucidar o ocorrido. Só posso concluir que às vezes o interesse é macular a vitória do oponente de maneira a lhe impor alguma forma de derrota. Política, meu caro… é uma coisa nebulosa feita de maneira mais nebulosa ainda.

  36. Comentou em 21/01/2007 Kleber Carvalho

    Façamos observações sutis e atentas das manchets o dos textos do criptografados pelos jornalões de São Paulo e seu homônimo carioca, ou reina a omissão ou a velha brincadeira de brincar de esconde-esconde, sei que alguns vão rir do meu comentário, porém o autor do texto nos relata uma pequena mostra do que se transformou a maioria da imprensa brasileira, se vocês tiverem oportunidade, leiam a cobertura do Estado de Minas das eleições para governador, enquanto o candidadato (Oficial) aparecia na página inteira, o candidato Nilmário do PT, ficava no rodapé , triste sina esta da imprensa.

  37. Comentou em 21/01/2007 José Queiroz

    Basta ver a cobertura dos principais meios de comunicação sobre a cratera aberta nas obras do metrô em São Paulo.De forma precisa(por não terem provas ou não terem interesse em procurá-las) não jogam a culpa nos governantes do PSDB que contrataram as empreiteiras.E se o Governo fosse do PT?Com provas,abafariam a culpa dos primeiros;mesmo sem elas,condenariam petistas caso governassem SP,e ainda dariam um jeito de ligar LULA ao problema.

  38. Comentou em 21/01/2007 Marco Costa. Costa

    Senhor Luiz Weis, tenho profundo respeito pela sua profissão, bem como pela sua competência, mas discordo radicalmente contra o seu corporativismo ao defender seus colegas da venenosa caneta.

  39. Comentou em 21/01/2007 Marco Costa Costa

    O processo de votação e contagem de votos nas urnas eletrônicas espalhadas pôr este imenso país, infelizmente, a burla é fato corriqueiro. Nesta nação nada séria tudo é feito de forma desonesta, toda propaganda é enganosa, pesquisa disto ou daquilo nada mais é que que manipulação de números, resultados de esporte são arranjados, eleições em federações, confederações e CBF são comprados através do é dando que se recebe. Outro sistema nada confiável são as eleições nos sindicatos e nas centrais sindicais. A falta de vergonha na face daqueles que são rotulados de ‘autoridades’ merece uma boa dose de óleo de peroba.

  40. Comentou em 21/01/2007 Ivanilson Alves

    A Imprensa conservadora brasileira já se DESMORALIZOU há muito tempo. Só para refrescar a memória de alguns aqui: Alguém aqui ler VEJA? E aqueles Jornalecos paulistas de Direita alguém compra aquilo?

    Eu desisto.

  41. Comentou em 21/01/2007 jonas carvalho

    Verdade sr Weis. Certamente não podemos nos precipitar antecipando o resultado destas investigações. Mas é verdade seus comentario sobre como seriam as manchetes em caso de ser uma vitoria de petista. É isso aí!

  42. Comentou em 21/01/2007 Marco Tognollo

    As vezes os aloprados, linchadores, membros da KKK, entre outros adjetivos, tem razao, nao?

  43. Comentou em 21/01/2007 Hemerson Baptista da Silva

    Com este post, Luiz Weis reforçou a denúncia que muitos comentaristas fizeram no OI, principalmente nos artigos de Alberto Dines e Mauro Malin, jornalistas estes nitidamente defensores da tal prática denunciada aqui. Estou ansioso para ler neste post o que irão escrever certos comentaristas assíduos do OI, que demonizam tudo o que possa se aproximar do PT e do atual Governo. Com certeza vão destilar o seu veneno sem explicar o faccionismo descarado da grande imprensa brasileira.

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