Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

CÓDIGO ABERTO > Código Aberto

O que fazer com os xingamentos via comentários?

Por Carlos Castilho em 10/02/2006 | comentários


O jornalismo convencional tem uma longa tradição de uso de pseudônimos para disfarçar identidades sob os mais diversos pretextos. Mas a internet está obrigando a imprensa a conviver com outro tipo de identidade oculta, o anonimato.


Até agora esta convivência foi razoavelmente tranquila, mas a medida que a rede mundial de computadores ganha popularidade e mais usuários, os problemas tendem a crescer exponencialmente, aumentando a importância do dilema manter a liberdade de publicação ou submeter os comentários a um controle.


Os jornalistas que tem weblogs pessoais, os administradores de fóruns virtuais, de listas de discussão via internet e os responsáveis por páginas de autoria compartilhada como a enciclopédia Wikipedia vivem este problema quotidianamente. Mas o que pouca gente se dá conta é que a questão começa a desafiar não apenas a capacidade controladora como principalmente a própria essência de programas de autoria coletiva, uma das mais revolucionárias inovações da web.


Os comentários, discussões e colaborações são uma característica chave na interatividade entre produtores e usuários de conteúdos informativos na internet. Nenhum outro veículo de comunicação pode levar este intercâmbio a um nível tão elevado quanto a rede mundial de computadores. O livre fluxo de notícias, dados e conhecimentos é também um elemento de importância crítica na era da informação, porque esta só se multiplica quando circula sem obstáculos.


A primeira década de existência da internet foi marcada pelo elitismo, pois estava restringida à usuários com maior poder aquisitivo e com maior conhecimento técnico. Seu público era predominantemente profissional e jovem. Mas o crescimento vertiginoso da rede mudou a sua cara e ela fica cada vez mais parecida com o mundo real em que vivemos. As mazelas da sociedade contemporânea estão se infiltrando na web com a mesma velocidade com que ela ganha capilaridade social.


No ano passado, o Los Angeles Times tentou dar a seus leitores a possibilidade de participar na produção de editoriais mas recuou dois dias depois do início da experiência porque usuários colocaram imagens escatológicas no site do jornal norte-americano. Coisa parecida aconteceu com o The Washington Post, em janeiro, quando o jornal suspendeu a publicação de comentários anônimos após a publicação de mensagens racistas e pornográficas.


Aqui no Brasil, Ricardo Noblat enfrentou alguns problemas com os leitores de seu blog no auge das investigações do mensalão. Meu vizinho aqui ao lado, Luiz Weis, também pagou o preço das paixões políticas e ideológicas no seu Verbo Solto, a exemplo de vários outros blogs que lidam com informações políticas.


O problema vem se agravando não só pelo aumento frenético do número de usuários da internet mas também pela proliferação de ferramentas tecnológicas facilitadoras da participação online. Os chamados softwares sociais são hoje a grande moda entre os desenvolvedores de programas.


Isto estimulou vários gurus da internet a acreditar que a tecnologia, além de criar novas ferramentas de participação, desenvolveria também os antídotos necessarios para controlar os abusos e mau uso intencional das mesmas ferramentas. Isto aprofundou o divórcio entre os nerds (usuários compulsivos) e os realistas criando uma polêmica que tem tudo para dar em nada, ou pior, dar em sectarismo.


A internet derrubou o muro que isolava o jornalista do seu público provocando duas situações antagônicas: uma agradável, o profissional tem um feedback imediato o que é extremamente gratificante, mesmo quando ele recebe uma crítica; outra desagradável, porque os chatos, espiritos-de-porco, agressivos, xenófobos etc etc passaram a ter acesso fácil aos jornalistas, que nem sempre entendem que o público é uma mistura de tudo que há de bom e de ruim no gênero humano.


É preciso os profissionais consigam distinguir o incômodo natural de ter que conviver com todo tipo de gente na Web da irritação, também natural, causada por aqueles que Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, um dia chamou de ‘idiotas de plantão‘.


O jornalismo online é muito mais transparente do que o convencional, por isto ele, em alguns momentos, é menos confortável porque somos obrigados a lidar com pessoas e idéias muito diferentes das nossas. Mas este desconforto tem seu lado positivo, porque nos obriga a conviver com o mundo real, em vez de isolar-nos nos aquários envidraçados das redações.


Mas o que fazer quando alguem, geralmente de forma anônima, coloca comentários agressivos num blog, distorce informações num texto de autoria coletiva, põe informações falsas numa lista de discussão ou acrescenta imagens pornográficas num texto wiki?


A resposta pode ser de dois tipos: repressão, eliminando a ferramenta usada pelo ‘idiota de plantão’ ou jogando o problema para o conjunto dos usuários. Não elimino a primeira hipótese porque ela pode ser necessária em casos extremos, mas apostaria na segunda, ou seja mostrar para os visitantes frequentes de um blog ou site que eles podem ser prejudicados pela ação dos ‘idiotas’ e propor em discussão uma ação conjunta para resolver o problema.


No nosso caso, encaramos este blog como uma grande conversa, o que implica transparência tanto minha como dos que visitam este site e confiam nas informações que ele procura transmitir.


Para preservar esta conversa é que colocamos sempre no final a advertência de que os comentários ofensivos serão desconsiderados. Mas felizmente, até agora, não foi preciso usar nenhuma vez esta ferramenta. Pelo contrário, os leitores deste blog são a principal razão de sua credibilidade.

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/02/2006 Vinicius Dias

    Sou a favor da liberdade de expressão, não só no jornalismo mas tambem na internet, censurar copmentarios, mesmo que supostamente ofensivos não deixa de ser censura, pois o que mais temos visto em nossa imprensa, e ouvido de politicos é a verdadeira ofensa em cadeia nacional, seja a presidente, ministros e outros, e nem por isso a imprensa censura estas ofensas, ,obviamente não so pela liberdade de imprensa, mas por saber que um bate boca sempre rende otimas tiragens e pontos no Ibope, e como um certo democrata que temos aqui, sociologo, professor de Harvard, uma figura impras, um verdadeiro democrata, que quer ele e mais dois batyerem martelo sobre quem sera o candidato de seu partido, esquecendo de dar voz e de exibir a divergencia de opinião existente em suas trincheiras, por achar que democracia é isto, um manda e todos obedecem….

  2. Comentou em 15/02/2006 Tiago de Jesus

    Caro Castilho, os xingamentos são necessários e úteis, eis por quê. Nesta hora em que se exacerbam os ânimos, os injuriados podem se identificar com Telêmaco e Ulisses no retorno a Ítaca. Reconheçamos nos xingadores os Eurímacos e Antinos, usurpadores e abusadores de riqueza que não lhes pertence, estes pretendentes de Penélope e do poder a congraçar-se com desenvoltura em insídia. Pois mal sabiam que lhes observava Ulisses dentre os humilhados, a urdir-lhes a ruína em um embate que só se realizou porque os tais pretendentes criam ser os únicos concorrentes. Veja que a desenvoltura em humilhar está não apenas nos blogs, mas em editoriais de jornais ou mesmo em matérias, como bem mostrou Luis Weis em seu post ‘Quando o repórter julga o leitor’. Acredito que a interpretação moderna da Odisséia transmutou definitivamente Joyce com Harold Bloom e Stephen Dedalus em Ulisses, pois veja que a correção da injúria pode prescindir de um Ulisses paterno, que somos todos Telêmacos Ulisseidas em nossa imensa Ítaca.

  3. Comentou em 14/02/2006 Roberto Militão

    Pois vá você procurar um psicanalista. Aqui não é lugar para frustrados desafabarem suas frustrações. Não sei se para debater precisa ser mal educado e apelar para baixarias. Você deve se achar muito corajoso falando essas idiotices, mas não teve coragem de colocar sua cidade e profissão (se é que tem uma). Siga o seu próprio conselho: vá procurar o que fazer – e não ficar dando chiliques como um frustrado cheio de ócio.

  4. Comentou em 14/02/2006 Werner Muller Ciriaco

    vc acabou de chamar o kara que te chamou de burro e ignorante de animal e ainda acha que tem moral pra falar alguma coisa? vc viaja, meu! vá arrumar o que fazer…como disse, pessoa que se preocupa com xingamento e que quer processar alguém por ter sido xingado, ainda mais via internet, deve ter problemas psicológicos e devem é procurar um psicanalista. os jornalistas acham que podem tudo, mas quando são ofendidos num blog jah querem sair por aí processando pra ganhar fama e receber um convite da caras…vão todos se foderem…jornalista é uma merda mesmo, é o maior mal da sociedade. dizem que é a imprensa é o quarto poder, mas pra mim é o primeiro. a maior corrupção estah na imprensa e estes mesmo filhos duma puta ficam fazendo este escarcéu do karalho por xingamentos em blogs…quanta improficuidade!

  5. Comentou em 14/02/2006 Werner Muller ciriaco

    que papinho mais improfícuo e ignominioso este hein, tah loko! quem se ofende com xingamentos via internet só pode ter depressão ou algo do tipo…aí meu conselho é que procure um psicólogo. se os anônimos são uns covardes, por que se preocupar tanto com eles. pra mim pseudônimo e anonimato é a mesma coisa! om tantos problemas no brasil a serem resolvidos, ainda tem babaca que se preocupa em processar o kara que o chamou de idiota num fórumn. faça-me o favor, oras bolas!

  6. Comentou em 14/02/2006 Maria Izabel L. Silva Silva

    O senhores Bocage e Camisão, comentadores desse blog, querem banir os petistas. O sr. Bocage vai mais longe e arrisca afirmar a existência de uma ‘estratégia’ petista para difundir a baixaria. Ele também afirma que, ‘a maioria [dos petistas] é de uma escolaridade muito precária, o que se vê pelos crassos erros de português … igual ao querido presidente operário’. Estas são palavras dele. É inacreditável! Se existe alguma baixaria neste blog, é a desse senhor: o verdadeiro retrato do autoritarismo, intolerância e preconceito mal disfarçados… E ainda acusa os petistas de serem ‘companheiros’ de oligarcas! Ora, ele é a própria voz da oligarquia, clamando por segregação! Tenham paciência. É um pobre homem atormentado pela ascensão das massas na vida política nacional. Nós conhecemos muito bem esse ‘tipinho’. Trata-se de uma ‘espécie’ que não desaparecerá tão cedo da fauna nacional, pois nossa sociedade ainda é profundamente hierarquizada, autoritária, racista, etc. não obstante os avanços conquistados pela plebe. Vamos manter a calma e a elegância. Como Gandhi. Mas devemos alertar: as massas, que não sabem expressar-se muito bem em português,vieram para ficar. Não tem retorno. É daqui para melhor! (Sou otimista).

  7. Comentou em 14/02/2006 Alexandre Carlos Aguiar

    Tenho a convicção de que toda a forma de expressão é válida e é o que nos garante a condição de sermos humanos. E por mais que nos incomodem um xingamento, um desaforo ou uma malidicência, tais manifestações comprovam o quanto é democrática essa mídia, cujo domínio ainda estamos longe de conseguir.
    É claro que as reações à lá UDN, em certos momentos, podem nos garantir continuar nosso discurso sem ‘idiotas’ que nos critiquem, seguindo o raciocínio do autor do tópico, mas de certa forma, perde-se o retorno, o que deixa de revelar o sucesso do tema abordado.
    O mais interessante é que tudo acaba se tornando matéria de estudo quando contextualizada. Se hoje admiramos as chamadas ‘artes rupestres’ presentes nas cavernas de Cro-Magnon e Lascoux, poderiam ter sido meras obras de pixadores pré-históricos, se o ‘Abaixo a ditadura’ foi encarado no primeiro momento como um desrespeito à ordem estabelecida, hoje é um libelo da manifestação anárquica mais sublime, se nos incomodamos com rabiscos, desenhos e palavrões presentes nos banheiros de nossas vidas, tal manifestação já faz parte de trabalhos de mestrado e doutorado nas faculdades de comunição.
    Amanhã poderemos presenciar o quanto contribuiu para a manutenção da internet os desvios da linguagem nessa mídia.
    Portanto, viva e liberdade de expressão!

  8. Comentou em 13/02/2006 Tiago de Jesus

    Existem jornalistas idiotas também. Antes de Clóvis Rossi sair chamando todo mundo de idiota na imprensa, ele deveria olhar para a qualidade do serviço da própria categoria dos jornalistas. Daí, quero vê-lo chamar o companheiro de imprensa de idiota na cara.

  9. Comentou em 13/02/2006 Eduardo Guimarães

    O comentário aqui posta em meu nome em 12/2/2006, às 4:00:46 PM, é uma falsificação. Não fui eu que escrevi. Se isso voltar a ocorrer farei uma denúncia ao departamento de polícia que cuidade crimes virtuais.

    O texto diz

    ‘Eu confesso!!! Eu sou um idiota de plantão. E é sempre plantão permanente!!!’

  10. Comentou em 13/02/2006 Marconi Brasil

    Caro Carlos, perfeita a análise. Há de se pensar que também a preguiça tem tomado conta do mundo (online ou não), junto com o niilismo contemporâneo. Temos que repensar esse SINTOMA no sentido de entender QUEM são esses ‘pichadores’ virtuais. Abraços.

  11. Comentou em 12/02/2006 Marcos Herren

    O problema é o anonimato. Ele estimula a covardia. Pessoas que dificilmente ofenderiam você cara a cara na internet criam coragem por supostamente estarem ‘invisíveis’. O pior é que isso virou uma praga de toda internet.

  12. Comentou em 12/02/2006 Telma Reis

    Muitos não sabem que uma ofensa virtual pode ser motivo para um processo. Dá cadeia. Mesmo que um anônimo (odeio saber que existe a possibilidade de anônimos terem acesso à comentários nos blogs) ofenda você em qualquer lugar na internet, é fácil localizá-lo. Talvez fique mais simples se disser que seu computador tem uma identidade como os humanos, exclusiva para cada um. O que chamam de IP é o rastro seguido para encontrar a pessoa que tanto incomoda. Parece assustador, mas é melhor pensar que existe ao menos uma chance de fazer com que o xarope da internet não incomode mais. Mas das duas opções que li no texto, fico com a primeira, sem sombra de dúvidas. Aliás, a opção de comentar como anônimo deveria ser proibida na internet! rsrsrs

  13. Comentou em 12/02/2006 Carlos Camisão

    Pois eu sugiro que se exclua esse Andre Bruno, pois ele é um petista safado que não colabora em nada com o blog. Não vai fazer a menor falta. Fora petralhada!!!

  14. Comentou em 12/02/2006 andre Bruno

    O problema, é quando o jornalista quase sempre sectário, não aceita que os seus leitores sejam providos de inteligência, e não gostam de ler no blog, críticas à estupidez que publicaram. Fazem valer então, aquela ferramenta de exclusão do participante.
    Eu, pessoalmente, fui excluido de um blog de um jornalista citado no artigo, simplesmente pq discordei da opinião partidária desse elemento…E me sinto muito bem, por nada mais ler o que ele publica.

  15. Comentou em 12/02/2006 Eduardo Guimarães

    Eu sou um idiota de plantão. E é sempre plantão permanente!!!

  16. Comentou em 12/02/2006 Afonso de Bocage

    Isso tudo é coisa de petista. Reparem como piorou desde que começaram as denúncias do mensalão. Desesperados em verem a vaca ir para o brejo e sem argumentos consistentes para rebater, eles apelam para baixaria e ofensas pessoais. A maioria é de uma escolaridade muito precária, o que se vê pelos crassos erros de português e concordância, igual ao querido presidente ‘operário’. Desconfio até que seja uma estratégia do PT em arregimentar inocentes úteis para defendê-lo das denúncias da malvada imprensa burguesa e da direita ‘raivosa’ (apesar que quem está morrendo de raiva é o povo), embora não se incomodem em ter como companheiros conhecidos oligarcas como José Sarney e Henrique Meirelles.

  17. Comentou em 12/02/2006 Rodney Brocanelli

    Sobre o seguinte trecho:
    ‘A primeira década de existência da internet foi marcada pelo elitismo, pois estava restringida à usuários com maior poder aquisitivo e com maior conhecimento técnico. Seu público era predominantemente profissional e jovem. Mas o crescimento vertiginoso da rede mudou a sua cara e ela fica cada vez mais parecida com o mundo real em que vivemos. As mazelas da sociedade contemporânea estão se infiltrando na web com a mesma velocidade com que ela ganha capilaridade social’

    Tenho uma observação a fazer: dentro desse unverso elitista verificado pelo autor do texto, existem pessoas que também são desequilibradas e que também criaram confusões na Internet com comentários agressivos e etc.

  18. Comentou em 11/02/2006 Fábio de Oliveira Ribeiro

    Não há duvida de que tudo que ocorre na Internet sujeita-se à legislação em vigor. Também não há duvidas de que qualquer intervensão ‘on line’ deixa uma imagem em algum lugar e que existem técnicas para rastrear os autores das mensagens ofensivas ou destrutivas. Portanto, o autor de uma ofensa feita pela Internet pode ser localizado e responder a um processo criminal e outro civil. Cumpre aos ofendidos tomar as medidas que julgarem necessárias consoante a natureza dos ataques que sofram.

  19. Comentou em 11/02/2006 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Mantenho um blog há bastante tempo e já passei por situações semelhantes. Hoje mesmo recebi uma mensagem de um leitor que me chamou de BURRO e IGNORANTE por cusa da crítica que fiz do fime MUNIQUE. Respondi a mensagem de maneira educada, dizendo-lhe que tenho o direito de pensar de maneira diferente e que não ia chamá-lo de burro porque o animal não merecia ser ofendido. Geralmente, entretanto, uso uma resposta padrão do tipo: ‘Grato pela mensagem. A finalidade de qualquer texto é provocar uma reação no leitor, o meu cumpriu sua finalidade. Portanto, estou satisfeito.’ A única coisa que podemos fazer com as pessoas agressivas e dispostas a usar a Internet para importunar é ter PACIÊNCIA. Caso contrário, a irritação afetará nossa capacidade de pensar e de produzir textos de qualidade. Além disto, a irritação desmedida faz mal para saúde e não precisamos colaborar com aqueles que pretendem destruir nossa vida. Você parece ser bastante PACIENTE. Longa vida os seus textos merecem

  20. Comentou em 11/02/2006 José Ayres Lopes Lopes

    Estou achando ótimo o surgimento desta questão. O jornalista infelizmente aborda o tema a partir de um ponto de vista corporativista e unilateral. Na verdade, a imprensa do Brasil hoje é uma grande ofensa ao leitor. O que a Folha, a Veja, o Estadão, o Globo fazem é estarrecedor. Contrariam qualquer ética. Distorcem, mentem, omitem, falseiam e ainda chamam os seus leitores críticos de ‘idiotas’. Podemos ser idiotas, mas não somos ingênuos nem bobos. Os jornalistas preocupados estão apenas tendo o retorno que merecem. E incomodados querem promover a censura! Não é o fim do mundo? Não é uma grande ironia: os jornalistas com medo dos seus leitores?
    Querem ver o que é jornalismo de verdade? Assistam ao filme Boa Noite, Boa Sorte.

  21. Comentou em 11/02/2006 Helenice Araújo Costa

    Do ponto de vista de quem lê com o propósito maior de compreender a realidade, a pergunta deve ser ampliada: deveríamos perguntar , de um lado, o que fazer com os profissionais de imprensa que manipulam as informações em função de seus interesses e dos de seus patrões, desrespeitando de maneira vergonhosa os mortais leitores; de outro lado, como fazer para evitar que a irreverência dos chamados ‘idiotas’ (ou ‘idiotizados’? Será que o nível do que é veiculado pela mídia não tem nenhuma parcela de culpa por essa idiotice?) sirva como desculpa para que se continue negando qualquer espaço aos que consomem as notícias. Seria muito mais cômodo para alguns ‘donos da palavra’ continuar impondo suas verdades aos ‘ignorantes’.
    Quero esclarecer que esta crítica não é dirigida ao jornalista responsável por este espaço, que, conforme tenho observado, pauta seu discurso pela seriedade, pelo equilíbrio e pelo respeito ao leitor.

  22. Comentou em 11/02/2006 Joao Carlos

    A garantia de anonimato é o elixir da irresponsabilidade, o qual permite que sejamos equivocados, irresponsáveis, indecentes, pois não somos nós que o fazemos, mas um personagem anônimo do qual encarnamos sem digressões morais. Um forum político atrai todo ser politizado e há quem diga que: ‘o homem politizado é o câncer da sociedade. Vive a odiar alguém e a pilhar a sociedade.É uma mistura de senhor da guerra com saúva, travestido de pacifista e ecologista…’ – wunderblogs.com ; somos atraidos a exercer nossa liberdade de expressão, mas sobretudo a divulgar nossa opinião sobre determinado assunto. O mais difícil é manter o bom senso e não querer impor nossas idéias como se fossem as únicas realmente condizentes com a verdade, isto serve a jornalistas também. Quando a carapuça serve à alguém após a leitura de um artigo, não é raro vermos um forista ultrajado pelo fato de estar nú diante de suas idéias apelar ao mau gosto e opor-se, pela inútil tentativa de desviar a atenção, através de seu ´melhor´ vocabulário, esta a sua última alternativa de persuasão. É o equívoco do irracional, a internet permite que troquemos nossos músculos pelo palavrões, mesmo que não tenhamos músculos, protegidos pelo anonimato.

  23. Comentou em 11/02/2006 Jose de Almeida Bispo

    Ora, sobre o Noblat, ao menos no que toca à total falta de respeito ao Presidente da República, ter ou não ter ‘filtro’ ‘censura’ ou raio que o parta parece pouco mudar alguma coisa; o signatário do blog, em si, já descarrega seu fel tucano/neo-udenista com maestria.
    Quanto ao ‘filtro’. ‘censura’ ou qualquer semelhante este será apenas para dificultar os indesejaveis. Aliás, retornando ao Noblat o mesmo parece já possuir um Index prohibitorum para determinados participantes porque já tentei por várias vezes me inscrever no blog e sou bloqueado. Mas, retornando ao filtro e aos indesjaveis, parafraseio o próprio lema do OI: jamais a noticia será vista da mesma forma que antes. As Opus Dei da vida até podem treinar seus cães de guarda em cada redação mas, de alguma forma o neo-Santo Ofício – ainda engatinhando – terá a força que teve outrora. É a Era da Incerteza, uma das maiores obras que já li. Do Galbraith.

  24. Comentou em 10/02/2006 Eduardo Guimarães

    Cavalheiro, só para o seu governo, muitos dos que Clóvis Rossi chama de ‘idiotas de plantão’ hoje, ontem ele citava nominalmente em sua coluna, pois concordavam com ele. É muito fácil chamar de ‘idiota de plantão’ quem, com argumentos, pode destruir a mentira de um pena-paga da mídia. Veja bem: hoje (10/02), a Folha de São Paulo publicou uma entrevista de Roberto Jefferson em que o ex-guru da imprensa emplumada fez acusações ao PSDB ‘de Minas’ e ao PT (sem particularização nenhuma). Só que o jornal omitiu que o ex-dedo-duro preferido da imprensa e dos tucanos acusou também o PSDB de São Paulo, ou seja, José Serra e Geraldo Alckmin, que encabeçam a lista de Furnas. Porém, o mesmo jornal não deixou, claro, de reproduzir citações de Jefferson sobre o presidente Lula. E então? Estou sendo mal-educado? Grosseiro? Incoerente? Estou mentindo? Bem, se a resposta for não, saiba que estou entre os que Clóvis Rossi chamou de idiotas de plantão, justamente por colocar areia no seu angu como acabo de fazer com a entrevista ‘mutilada’ publicada pela Folha. Meu medo, portanto, é que esse seu texto seja prenúncio da censura também na internet a quem diverge de Frias, Civitas, Mesquitas e Marinhos.

Código Aberto

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem