Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

CÓDIGO ABERTO > Desativado

O que fez a diferença na tragédia

Por Luiz Weis em 19/07/2007 | comentários

O noticiário sobre as prováveis causas da tragédia do Airbus da TAM responde com quase certeza à grande pergunta que o percorre:

Se tudo, tudo, tudo fosse igual – o equipamento, os pilotos, a carga, o tempo lá fora e quaisquer outros fatores que influem no desempenho de um avião como aquele no momento do pouso -, mas fosse outra a pista e outro o aeroporto, será que o desfecho teria sido o mesmo?

Muito dificilmente – ou, simplesmente, não.

Por isso, o Ministério Público pediu a interdição de Congonhas. Por isso – pondo a tranca depois de arrombada a porta – a Infraero decidiu que de agora em diante a pista será fechada quando chover.

Essa mesma pista em relação à qual a Aeronáutica abrandou os procedimentos para fechá-la quando chovesse, apuraram os repórteres Kleber Tomaz e Alencar Izidoro, da Folha.

Essa mesma pista que foi liberada antes do término de sua reforma por ‘pressões das companhias aéreas’, apurou o repórter Iuri Dantas, da Folha.

Essa mesma pista que não dispõe do sistema de contenção de concreto poroso que se rompe com o peso dos aviões e assim ajuda a freá-los – e que já evitou nos Estados Unidos quatro desastres similares ao de Congonhas, como se viu no Jornal Nacional de ontem e se lê na matéria de hoje da correspondente do Estado, Patrícia Campos Mello.

Essa mesma pista ‘que não permite erros, transformando falhas pequenas em grandes tragédias’, como observou o americano Joseph Fox, ex-piloto militar no Vietnã, ao jornalista Roberto Godoy, do Estado.

Escreve Godoy: ‘Entre 1987 e 1990, ele participou de um grupo de consultores internacionais contratado pelo governo estadual para elaborar um programa de reorganização do sistema aeroportuário paulista. O plano não foi concluído.’

Que não se queira, portanto, explicar a tragédia basicamente por alegadas falhas humanas e/ou mecânicas. Congonhas – incluídos no termo a irresponsabilidade da Infraero e a ganância das aéreas – fez toda a diferença.

P.S. Tolerância zero

Disse o presidente da TAM, Marco Antonio Bologna, que a pista escorregadia e sem ranhuras não causou a tragédia, pois, desde a sua (inacabada) reforma, no fim de junho, aviões da empresa pousaram ali 2.160 vezes.

Ele há de saber perfeitamente bem que o princípio maior de tudo que é feito em nome da segurança de vôo é o da tolerância zero. Claro que acidentes acontecem: por isso se chamam acidentes. Apesar do que se faz para evitá-los. Quando sucede o pior, porque não se fez tudo que é humanamente possível para preveni-lo, o nome é outro.

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 20/07/2007 jorge cordeiro

    Quero saber se, depois das ultimas informações sobre o estado do avião da TAM, o senhor Luis Weis terá a hombridade de pedir desculpas por fazer acusações e condenações equivocadas em seus últimos artigos. Terá a decência de admitir que se precipitou no julgamento dos fatos? (www.escriba.org)

  2. Comentou em 20/07/2007 Antero Colucci

    Estamos vivendo a época da exacerbação política, no Brasil. Todos os fatos têm de ser vistos sob o ponto de vista da atribuição de culpas, do descobrimento dos culpados. Ora os culpados são os que compõem o atual governo; ora, os do governo anterior.
    Desta forma, o infeliz texto do senhor Luiz Weis, diga-se de passagem, não o único acerca deste episódio terrível, caminhou no sentido de satisfazer à sede de justiça que grassa no País.
    Mas que justiça? Certamente, não a JUSTIÇA. Mas, com certeza, a justiça apequenada, medíocre, transfuga com que se comprazem nossos jornalistas também menores, incultos, despreparados.
    Onde terá ido parar o sinistro texto do senhor Luiz Weis? Se o procurarmos, encontrá-lo-emos na seção Verbo Solto, para onde foi, muito rapidamente, parar.
    Por outro lado, os danos que o mesmo deverá ter provocado na percepção daqueles que não se dão a uma reflexão – infelizmente, tantos entre nós – onde terão ido parar. Não há uma lixeira para danos, senhor jornalista.
    Nós, brasileiros, não estamos satisfeitos com o que vemos por aí. Nossos governantes, não diferentemente de todos os que os antecederam, são ineptos, despreparados, incultos.
    Queremos, apenas, que haja uma imprensa não politizada, ou seja, que não distorça os fatos, que não avance em conclusões absurdas, enfim, que não minta.
    Apenas isto.

  3. Comentou em 20/07/2007 Maria Izabel Ladeira Silva Silva

    Luis Weis. O senhor agora é espacilista em pistas de pouso e segurança aérea?? Pois eu também sou. Que tal perguntar a TAM, qual o problema com a manutenção de suas aeronaves??Que tal a jagunçada midiatica colocar suas barbas de molho e procurar investigar como as companhias aereas revisam e mantêm os mecanismos mais delicados e fundamentais dos aviões? Como é o treinamento da tripulação? Quantas horas de voo faz uma aeronave até ir para revisão? Como os orgãos publicos regulamentam e fiscalizam estes procedimentos?? Isto sim seria extremamente importante para quem viaja de avião. O senhor não sabe fazer outra coisa a não ser fazer coro, ou atuar como ‘backing vocal’ do PSDB paulista???

  4. Comentou em 20/07/2007 Valdomiro Vidal Vidal

    O autor desta matéria, está perdendo tempo (sendo até irresponsável), pois, parece conhecer de tudo, e até saber de tudo – inclusive o que acontecerá…
    Só faltou nominar o responsável e culpado primeiro, pelo acidente.
    a MATÉRIA ESBANJA TENDENCIOSIDADE…

    Miro Vidal

  5. Comentou em 20/07/2007 Kleber Carvalho

    Leonardo Lani simplesmente hilário o seu comentário, chamei até uns colegas aqui para ler e comentar, concordo com você em genero , número e grau, enquanto o Brasil tiver meia dúzia de famílias bandidas comandando o noticiário, a vigilância contra um golpismo nos mesmos moldes da RCTV terá que ser permanente, por todos que querem realmente um país democrático em todos os sentidos.

  6. Comentou em 20/07/2007 Kleber Carvalho

    Quando houve o desabamento nas obras do metrô de S. Paulo, a Mídia nativa (globo) e seus asseclas tentavam de todas as formas disfarçar a gravidade do desastre tratando a questão de forma subjetiva, um comportamento muito diferente em relação ao acidente com o avião da TAM, qualquer semelhança com o caso da RCTV não é mera coincidência, é golpismo mesmo, em tempo( O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO A REDE GLOBO).

  7. Comentou em 20/07/2007 Glauber Soares

    Bem pessoal… Com a informação, por parte da TAM, de que o acidente teria sido causado por um defeito mecânico no avião, cai por terra a ‘tese’ de que o problema foi a estrutura da pista, em Congonhas. Todavia, deixando os comentários ‘políticos’ de lado, é claro que se fazem necessárias diversas reformas na estrutura de transportes, no Brasil. A cobrança sobre o governo deve ser direcionada ao sucateamento das malhas rodoviária e ferroviária, também. A imprensa (hipócrita em sua maior parte, e política por vocação) fecha os olhos para os outros problemas estruturais do país. Acidentes aéreos têm maior poder para produzir comoção nacional (e isso não quer dizer que o governo não deve fazer ‘de tudo’ para evitá-los). Todavia, muitas vezes nos esquecemos que, no Brasil cerca de 200 (duzentas) pessoas morrem por dia em acidentes nas ruas, estradas e rodovias. Além disso, a malha ferroviária (alternativa menos dispendiosa e mais segura) se encontra sucateada e abandonada. A imprensa (que sempre pousa de boazinha, eximindo-se de sua parte enquanto formadora de opinião) também é culpada, na medida que não coloca em discussão (por questão de ordem política e para não ir de encontro aos interesses das grandes montadoras e fabricantes de veículos) a necessidade de atacar todos os problemas estruturais relacionados ao transporte, tão notórios em nosso país (como a corrupçao no setor).

  8. Comentou em 20/07/2007 Anne Paola Silva e Lima

    Meus caros, depois de ouvir a nova denúncia levantada hj pelo JN, podemos analisar o grave poblema, que resultou em um desastre sem tamanho, e que já mexe no (sub) consciente de qualquer cidadão deste país, sob uma nova ótica e que sai um pouco desta discussão acima e cai diretamente na ´pele´ das empresas áereas, responsáveis pela manutenção dos seus aviões. O Airbus do triste desastre estava com problemas na parte mecânica!!! Uau..Isso muda então o foco da discussão, afinal a coisa é mais próxima do cidadão-consumidor do que eu imaginava, aquele que paga a sua passagem, muitas vezes de forma ´suada´, e no entanto está à mercê de máquinas e equipamentos que não são revisados antes de cada vÔO, já que segundo a denúncia confirmada pelo técnico da TAM, o tal Airbus do desastre tinha um problema desde a última sexta-feira, mas segundo ele, ‘o manual confere a sua utilização por até 10 dias com o probleminha’, como se um avião fosse uma máquina de lavar louça ou uma máquina digital. Ora bolas, são dezenas de humanos em jogo, vidas convertidas a pó e cinzas!! Vidas em chama!! E agora, como será investigada mais essa grave suspeita? Como poderei comprar uma passagem áerea, comprometer-me com o meu orçamento e investir em uma viagem, p. ex., e correr o risco de ser fatal? Quem me garante que o avião que voarei será revisado e não terá algum problema mecânico?

  9. Comentou em 19/07/2007 Humberto Guimaraes

    Criticam o jornalismo “fiteiro”;o “aspista”(=declaratório).Talvez devêssemos incluir o jornalismo “achista-blablablista” (capaz de ter um blábláblá, para todos os acontecimentos,achando todos os culpados antes de qualquer especialista). O último J. Nacional,indo na contramão do blablablismo, fazendo bom jornalismo,adentrou o campo que alguns classificariam de “aspista”.Abriu espaço para que falassem (“ “ ) especialistas: Mas é isso que precisava ser feito.Jornalista não é especialista em tudo,mas não deve ser blablablista. É melhor perguntar e transcrever (“ “) o que vários especialistas pensam e deixar o leitor ou telespectador julgar do que vir com blábláblá que pretensamente sabe de tudo antes de investigar.Um especialista (professor Girardi), disse no JN:“O reversor é o principal freio da aeronave no pouso.Quando entra em funcionamento, o sistema inverte o fluxo das turbinas,diminuindo rapidamente a velocidade da aeronave.Só depois entra em operação o sistema de freio mecânico do trem de pouso.apenas a perícia poderá determinar o que poderia ter provocado o defeito no reversor.”” É preciso ver se houve falha hidráulica,mecânica,se foi no sensor,no computador.”” Girardi disse que sua impressão era de que o piloto ‘simplesmente não parou’,o que poderia indicar o problema no sistema de frenagem do avião.’O piloto chegou no final da cabeceira da pista e não tinha mais pista’.

  10. Comentou em 19/07/2007 Igor Martins

    Bom, não sou especialista em aviação, mas, amo o suficiente para dizer que este é um ‘sonho de menino’ de qualquer pessoa ( salvo rarissimas excessões), quem nunca mesmo sem entrar em um avião, parou embabacado para vê-lo?? . Eu costumo como de praxe usar os serviços desta companhia aerea, sim, acredito na boa fé ( ou acreditava !? ) e naquele jargão que usam ao final dos voos’ …. é escolha do cliente’. Como eu dizia comentando em um outro blog, eram para as companhias aereas estar colhendo frutos de um setor que está em pleno vapor, sim e estão, mas, embora a qualidade de alguns serviços caia em detrimento a queda no preço das passagens, que se continue a fazer as devidas manutenções de suas frotas. Estou profundamente triste em ver como é tratado o fato de um avião não possuir reversor ( mecanismo que será supracitado nos próximos dias ), qualquer leigo que um dia já subiu em um avião, sabe no momento do poso que aquele ‘sopro’ pra frente contribui para a desaceleração do bólido. Como se tratam de conjecturas, especulações, esperemos o saldo deste circo de horrores ( não so a contagem de sacos pretos ), mas, de quem realmente foi a culpa. Groovings?? Reversores?? Aquaplanagem?? , se assim continuar, nós ainda aprenderemos muito sobre aviação.

  11. Comentou em 19/07/2007 Leonardo Lani de Abreu

    Caro Weis, permita-me parafrasear esta fábula de La Fontaine que ilustra com maestria a comportamento da mídia tentando conectar a todo custo o governo Lula e o acidente do Airbus:
    Lula estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um jornalista, também bebendo da água.
    – Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo – disse o jornalista, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.
    – Senhor – respondeu Lula – não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.
    – Você agita a água – continuou o jornalista, ameaçador – e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.
    – Não pode – respondeu Lula – no ano passado eu ainda não tinha nascido.
    O jornalista pensou um pouco e disse:
    – Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.
    – Eu não tenho irmão – disse Lula – sou filho único.
    – Alguém que você conhece, algum político, um sindicalista ou um sem-terra, e é preciso que eu me vingue.
    Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o jornalista saltou sobre Lula, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.
    MORAL: O jornalista tem sempre a razão.

  12. Comentou em 19/07/2007 ubirajara sousa

    Mais uma vez, senhor Weis, se o senhor tivesse esperado um pouquinho mais para escrever o seu artigo, talvez estivesse falando sobre o problema no reversor da aeronave e sobre a má aterrisagem que a mesma aeronave fizera no dia anterior. Mas será que o senhor teria coragem de peitar a TAM? O que me causou espanto, também, na leitura do seu escrito, foi o fato de que o senhor só ouviu (pinçou informações prestadas a outros jornalistas) referências à possibilidade de a causa do acidente ter sido a ausência do ‘groove’. Eu, que não sou jornalista, ouvi muitos comentários, emitidos por pessoas qualificadas, de que isso jamais poderá ser apontado como fator principal da tragédia. Acho que o senhor deveria ouvir um pouco as demais rádios e estações de tv e aí, quem sabe, apurar um pouco mais as suas convicções. Gostaria de ler algum comentário sobre o fato lastimável de o governador de São Paulo, ontem, em frente ao palco do desastre, querer tirar dividendos políticos da ocorrência, afirmando que as providências deveriam ser tomadas pelo governo federal; que aquilo era responsabilidade do governo federal e que ele iria tomar medidas capazes de mostrar o peso de São Paulo. Uma vergonha; um ato ignóbil. Um dia antes propusera o fechamento do aeroporto. Como as pressões foram grandes, ontem propôs a redução dos vôos. É um aproveitador de situações, como a maioria dos psdbistas.

  13. Comentou em 19/07/2007 Cid elias

    O que há de inaceitável neste artigo do Sr Luiz é que ele, um observador que deveria observar a imprensa, cita vários veículos da própria como as fontes ‘confiáveis’ a corroborar sua cambaleante opinião da tragédia. Weis, em vez de nos irritar com este texto ‘non sense’, o observador poderia ter comentado qual foi sua análise das imagens captadas em Congonhas, daqueles segundos que antecederam a tragédia, em especial a última tomada, Câmera 06-minutos 1:59/2:00, onde percebe-se claramente uma explosão na turbina esquerda. Não quero acreditar que não te interessastes pelas imagens ao escrever teus dois últimos artigos, muito embora não tenhas pronunciado uma sílaba sequer disto que reduz a pó todas afirmações levianas (des)informadas pela mírdia grande nativa. Segue o link, não esqueça: minutos 1:59 e 2:00 – explode a turbina esquerda. E agora José? A catanhede, psicólogos e pares, derraparão pra qual direção? Qual o novo movimento ‘alegórico’ que será orquestrado? Pago pra ver…
    http://noticias.uol.com.br/uolnews/brasil/2007/07/18/ult2486u946.jhtm

  14. Comentou em 19/07/2007 nelson perez de oliveira jr

    João Atanásio, taxista… aéreo. Democracia de informação não garante nada no FEUDO do ENTENDIMENTO. O srnhor sabe que 9 segundos antes do 3054 1 outro avião, TAM, pousou na mesma pista na frente daquele e não explodiu, o sr viu este vídeo? Viu q o 3054 estava a uma velocidade muito maior do que o primeiro avião que passou tranquilo em frente às cameras e o 3054 na doida. O senhor infelizmente alegou o avião que hoje de manhã arremeteu de leve, eu vi, muito longe da pista que estava encoberta pela névoa, ou será que o senhor pensa que
    a névoa é culpa do LULA ou da INFRAERO. Agora eu quero ver se o SERRA VAI FECHAR CONGONHAS, TALVEZ QUE O CONSORCIO LINHA 4 DO METRO TOME CONTA DA OBRA NO AEROPORTO e de 2 uma ou ele afunda ou levanta voo junto com os aviões. EM TEMPO, ALGUÉM LEMBROU DE PERGUNTAR AO SERRA QUE ENTENDE TUDO DE AEROPORTO, POUSO E AVIÃO, O QUE HOUVE NA LINHA 4. ELE VAI DIZER QUE NÃO SABE. MAS EU SEI, DAQUI UM TEMPO DESABA O METRO. A TRAGÉDIA SÓ FOI ANUNCIADA NA MÍDIA QUE A CONJUROU EM TODOS OS CREDOS E CRENÇAS, A DESEJOU DO FUNDO DO CORAÇÃO. APERTEM OS CINTOS QUE A IMPRENSA SUMIU…

  15. Comentou em 19/07/2007 Severo Soares

    Para não ficar apenas com opiniões iguais as minhas, vez ou outra dou uma passadinha nos blogs de direita, do tipo noblat, lucia hipólito, etc., onde observo que aquela gente escreve única e exclusivamente para e no interesse do seu público, vale dizer, escrevem o que os seus acólitos desejam ler, sem jamais se atreverem a dar uma no cravo e outra na ferradura. Desse mal – justiça seja feita – o prezado parece não sofrer, pois está cansado de saber que a maioria por aqui é favorável ou no mínimo isenta em relação ao governo Lula, e assim mesmo não se acanha em clamar no deserto… Vá em frente, mas que a pista parece não ter tido nada a ver com o acidente, a cada momento está ficando mais evidente.

  16. Comentou em 19/07/2007 Alexandra Garcia

    ‘Se tudo, tudo, tudo fosse igual – o equipamento, os pilotos, a carga, o tempo lá fora e quaisquer outros fatores que influem no desempenho de um avião como aquele no momento do pouso -, mas fosse outra a pista e outro o aeroporto, será que o desfecho teria sido o mesmo?’ Se, em vez dos portugueses, os holandezeses tivessem colonizado este país, seria ele melhor e em consequência o avião teria pousado com um pouco menos de velocidade?

  17. Comentou em 19/07/2007 Célio Mendes

    Não sou especialista em aviação mas volta e meia me aventuro no Flight Simulator e uma coisa a gente aprende, para parar um jato sem usar o reverso tem que ter muita ranhura na pista. Em porta aviões eles estendem um cabo de aço e o avião tem um gancho que o segura, mas creio que não dá para fazer isso com um avião daquele tamanho. A unica coisa com que posso concordar é que aviões daquele tipo usando o aeroporto de congonhas são um convite a catastrofe, alias lembro que teve um juiz dai que embargou os vôos e lembro tambem que foi tratado pela midia como um maluco legislando sobre o que não entendia, seria um exercicio de bom jornalismo recuperar a memória do que foi publicado naquela época.

  18. Comentou em 19/07/2007 Fábio Linhares Linhares

    Dudu Ferreira disse tudo.

  19. Comentou em 19/07/2007 Duda Ferreira

    Ás vezes eu entro aqui para ver a cobertura sobre a imprensa e me sinto enganado, pois encontro análise sobre os fatos ocorridos (o que é jornalismo) e não das matérias publicadas sobre o fato (o que me parece que seria a principal função deste observatório).

    mais uma bela oportunidade de análise jogada fora.

  20. Comentou em 19/07/2007 humberto guimarães

    Uma pergunta:
    “ Se tudo, tudo, tudo fosse igual – o equipamento, os pilotos, a carga, o tempo lá fora e quaisquer outros fatores que influem no desempenho de um avião como aquele no momento do pouso -, mas fosse outra a pista e outro o aeroporto, será que o desfecho teria sido o mesmo?
    Muito dificilmente – ou, simplesmente, não.”
    Outra pergunta:
    Se algumas coisas fossem diferentes – o equipamento, os pilotos, a carga, sendo o mesmo o tempo lá fora e diferentes quaisquer outros fatores que influem no desempenho de um avião como aquele no momento do pouso -, mas fosse a mesma pista e o mesmo aeroporto, será que o desfecho teria sido o mesmo?

    Muito dificilmente – ou, simplesmente não. Tanto é que outros aviões como aquele pousaram normalmente.

  21. Comentou em 19/07/2007 Paulo Barbosa Gaspar de Lima

    A Rede Globo está de parabéns pela cobertura que faz do acidente, manipulando cuidadosamente cada notícia para que a culpa recaia nos pilotos da aeronave. Não precisa nem de caixa-preta, o povo brasileiro já está informado de que um avião pousou ali pouco antes sem acidentar-se, portanto a excelente emissora conclui que a explosão do airbus da TAM não se relaciona com as condições da pista. Para quê continuar as investigações após essa incrível descoberta dos excelentes profissionais em aviação do jornalismo da Globo???

  22. Comentou em 19/07/2007 Lica Cintra

    Acho que o articulista está prejulgando. Não dá para fazer essa afirmação. Se de fato o aeroporto de Congonhas fosse essa temeridade, as empresas de aviação não operariam por lá, não colocariam seu negócio em risco (imagine o preço de uma aeronave!!!) num aeroporto, por definição, inseguro. Parece-me óbvio que um airbus naquela velocidade dificilmente seria parado por ‘ranhuras’ na pista. O problema é complexo e é preciso aguardar as investigações para afirmar qualquer coisa.

  23. Comentou em 19/07/2007 José Alexandre Matelli

    A única certeza que se tem, fundamentada no vídeo do aeroporto, é que o avião acidentado estava pelo menos duas vezes mais veloz do que deveria estar. O resto só a perícia pode dizer. Como disse a um amigo meu, qualquer coisa além disso é só uma opinião. No mínimo, leviana; no máximo, mal-intencionada.

  24. Comentou em 19/07/2007 José Ayres Lopes

    Um texto subjetivo e superficial que parece ter sido escrito por um estagiário. Mas como também é arrogante (‘Congonhas faz toda a diferença…’; ‘Ele há de saber perfeitamente…’) acho que foi escrito pelo Weis mesmo. Nem precisamos mais investigar o acidente.

  25. Comentou em 19/07/2007 Renato Silva

    Luiz, não duvido que tenha havido pressão das cias aéreas para liberar a pista antes das reformas. Mas como leitor, quando leio algo como ‘por pressão das companhias aéreas’ eu quero saber nomes. Quais companhias? Todas? Foi um representante de todas as companhias que fizeram pressão pra pistar ser liberada? Essa pressão foi em cima da Infraero? Em qual departamento? Qual o nome da pessoa que liberou a pista? Qual a qualificação dela pra ter essa tribuição? Foi essa pessoa que foi pressionada? Existia alguma companhia que era contra a utilização de Congonhas? BRA? Pantanal? Não li a reportagem de Iuri Dantas e nem quero fazer como o Globo de hoje que quer que a causa do acidente seja apontada dois dias depois do acontecido sem sequer analisar a caixa-preta, sei que essas informações podem demandar tempo, mas acho que precisam ser feitas, ao invés da generalização ao falar sobre as companhias aéreas.

  26. Comentou em 19/07/2007 José Paulo badaro

    Minutos antes um equipamento igual ao acidentado pousou sem problemas naquela mesma pista. O bendito grooving, como reiteradas vezes foi dito, por si mesmo não melhora as condições de atrito com a pista; presta para evitar a formação da lâmina de água (coisa que a Infraero jurou não existir naquele momento), e o equipamento que posou antes, sem quaisquer problemas, confirma isso. Quatro minutos antes do pouso e/ou acidente a torre informou o piloto sobre as condições da pista e, em tais condições, a decisão de pousar ali ou seguir para outro aeroporto, passou para o piloto. Portanto, não dá para dizer que o aeroporto e/ou a pista não reuniam condições de pouso. Isso é tarefa para perícia técnica, para a abertura da caixa preta, para o especialistas. Não é tarefa para jornalistas…

  27. Comentou em 19/07/2007 João Atanazio

    Também não sou perito em segurança aérea, e acredito em coincidências:
    Num dia um avião de pequeno porte escorregou, derrapou na pista e foi parar na grama. A pista é aquela que acaba de ser revitalizada a toque de caixa e declarada ‘em condições’ de atender a necessidade imediata. Sorte que era de pequeno porte. No dia seguinte, na mesma pista, a tragédia. E no terceiro dia, mais um de grande porte foi obrigado a realizar aquela manobra arriscadíssima de desce e sobe, NA MESMA PISTA. Coincidência sim, papai noel, coelhinho da páscoa, boitatá não. Se culpados ainda não temos, responsáveis com certeza temos: Governantes incompetentes, pra não dizer salafrários, populistas, demagogos, e outros adjetivos impublicáveis. Alguém vai me lembrar daqui a instantes que o LULA tem mais de 60 % de bom e ótimo nas pesquisas. Haja paciência.

  28. Comentou em 19/07/2007 luix Rodriguez Noriega

    É claro que muito provavelmente a pista deve ter contribuído para o acidente. Mas ‘muito provavelmente’ não quer dizer nada até que saiam os laudos conclusivos. E se ficar constatado que foi pura e simplesmente falha humana? A probabilidade é muito pequena, eu sei, tão pequena quanto as chances de um avião, ao derrapar na pista, ir de encontro ao um depósito de combustível da própria empresa. Jornalistas deveriam, portanto, esperar as investigações terminarem. Mas, pedir isso é pedir demais. Se há uma coisa que caracteriza os jornalistas é a ARROGÂNCIA.

  29. Comentou em 19/07/2007 Marco Antônio da Costa

    Não vou aqui fazer apologia da tragédia ocorrida na vizinhança do aeroporto de Congonhas, com tragédias não devemos brincar. Entretanto, o culpado não é o local, a pista, ou às instalações do referido aeroporto. Quando ele foi idealizado e construído, aquela região não havia uma casa sequer, os aviões da época não eram tão grandes e potentes como os de hoje. Portanto, não podemos sacrificar o aeroporto em questão, caso venham à antecipar a morte do mais movimentado campo de aviação do país, estarão cometendo um crime hediondo, pois aquela região vive em função do movimento que ali existe. Outrossim, muita gente ficará desempregada, causando um caos social de conseqüências imprevisíveis, bem como a cidade de São Paulo deixará de arrecadar impostos em geral. Os verdadeiros culpados estão confortavelmente instalados na capital do planalto central, a bonita Brasília. Vale dizer, eu sei dirigir Brasília, porém elle não sabe!

  30. Comentou em 19/07/2007 henrique rodrigues

    Não seria o caso de se aguardar as investigações antes de se fazer afirmações tão contundentes? Ou o senhor já descobriu a causa do acidente – pois é isso que está em questão -, dispensando a análise da caixa preta do avião? Estranhamente, apesar de um ponto de vista oposto, o seu texto é muito parecido com o do presidente da TAM. Ambos estão cheio de certezas, já têm a resposta certa para o ocorrido. Diante de tamanha tragédia, em que possíveis resposáveis podem responder até mesmo criminalmente, prudência e investigação não fazem mal a ninguém. Tolerância zero contra a impunidade e contra a leniência, mas também contra o achismo no lugar do jornalismo

  31. Comentou em 19/07/2007 Gustavo Conde

    O que esperar de um ouvidor da imprensa que se rende ao Deus ‘noticiário’? Sua função não seria discutí-lo?… Essa é a escapulida recorrente de análises precipitadas: personaliza o ‘noticiário’ (ou não? O Sr. Weis diz: o noticiário responde com quase certeza…). Se os ilustres analistas se dessem ao trabalho de uma breve pesquisa pelo Google sobre o histórico de acidentes do AirBus 320, teriam uma resposta sem o quase: tenham a coragem de dizer que o sistema de aterrissagem da Airbus está aquém das estatísticas internacionais. Aliás, a empresa francesa agradece imensamente a cobertura da imprensa brasileira sobre o acidente (agradece até os pretensos fiscais dessa imprensa).

  32. Comentou em 19/07/2007 Marco Tognollo

    Weis, na caixinha ao lado, onde está descrita toda a sua brilhante carreira, é verdade, adicione também o seguinte: perito em segurança aérea.
    O Sr. só esqueceu de dizer a pressão feita também pela imprensa para a reabertura da pista que, vale frisar, se foi a causa do acidente a perícia dirá. Pitacos sao apenas pitacos, nada alem disso.

    Uma coisa é óbvia. A tal faixa de contençao. Onde seria feita?Só se for na Washington Luiz, pois não há espaço. Isto somente se resolveria com a ampliação do aeroporto. o que é mais viável, desapropriar o entorno ou arrancar o aeroporto dalí? Se se falar de tirar aeroporto, empresas aéreas, usuários e imprensa, sempre ela, cairá de pau no ‘louco’ que falar algo parecido.
    A imprensa solta tanto pitaco – pitaco mesmo, quase tudo se joga fora, que acho que a única profissão que deveria existir no mundo é a de jornalista. Para que médicos, engenheiros, juristas, arquitetos, se os jornalistas (nem todos é lógico, mas basta ler jornal) emitem opinioes sem qualquer fundamento (por isso mesmo simples opinioes) como se fossem vereditos?
    Por fim, parafraseando Willian Waack, no acidente do metro: ‘Nessa hora nao se deve politizar a tragédia’

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