Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Oba-oba e omissão na matéria do Times com Lula

Por Luiz Weis em 23/09/2007 | comentários

A julgar pela matéria de 1.300 palavras que lhe dedica o New York Times de hoje, com base numa entrevista de 75 minutos que concedeu ao seu novo correspondente no Brasil, Alexei Barrioneuvo, o presidente Lula parece ter razão em preferir à imprensa estrangeira à nacional. [Leia, a propósito, artigo de sexta-feira neste blog em http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id=
{F2BB2D30-52E5-4A89-8ADA-B6608F623778}&id_blog=3
].


O título da reportagem, em tradução literal, é ‘Um líder resiliente trombeteia potencial do Brasil em agricultura e biocombustíveis’ [resiliência é um termo da física; equivale, em linguagem corrente, à capacidade de dar a volta por cima].


Ao recebê-lo, escreve Barrionuevo, Lula ‘era só alto astral, e com bom motivo’ – e seguem-se os dados sobre a popularidade do presidente e o desempenho da economia.


Pena que a entrevista não tenha sido publicada sob a forma de pingue-pongue para que se pudessem conhecer, uma a uma, as perguntas do entrevistador – que deve interessar a um observador de mídia mais do que as respostas.


De todo modo, o que leva a crer que a matéria deve ter alegrado Lula bem mais do que as que saem a seu respeito na imprensa nacional é uma omissão.


Em dado momento, o repórter registra, em tom de oba-oba, que aquela era ‘a primeira discussão extensa [do presidente] com um jornalista americano desde 2004’.


Essa passagem destampa um problema do presidente com um jornalista americano que o seu colega evitou levantar: a imperdoável tentativa do governo – que só não se consumou graças ao bom-senso e à sensibilidade política do então ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos -de não renovar o visto de permanência no Brasil do veterano antecessor de Barrionuevo, Larry Rohter.


Naquele mesmo ano de 2004, em 9 de maio, o NYT noticiou, em matéria assinada por Rohter, que o gosto de Lula pela bebida tinha se tornado uma preocupação nacional. À parte méritos ou deméritos da história, a verdade é que Rohter tentou ouvir o presidente antes de despachar o seu texto. Não foi recebido, nem por ele, nem por nenhum dos seus assessores mais próximos.


Até por se gabar de ser o primeiro repórter americano em três anos a entrevistar Lula longamente, a omissão da represália ensaiada pelo entrevistado contra o então correspondente depõe contra Barrionuevo. Mesmo que não exumasse o assunto na entrevista, por serem águas passadas no contexto da pauta que o levou ao Planalto, mencioná-lo no texto era mandatório.


No mais, embora passe pelo apagão aéreo e pelo mensalão – dando a Lula a oportunidade de repetir que não tem nenhuma idéia do que fazem as ‘centenas de funcionários à minha volta’ e de anunciar, pela primeira vez, salvo engano, que descrê das acusações contra José Dirceu – o resultado da entrevista, como se ironizava nas redações nos velhos tempos, é ‘corajosamente a favor’ do presidente.


[A reportagem pode ser lida, em português, em diversos sites brasileiros.]


Além disso, o trabalho contém um erro crasso. Escreve o representante do Times – cujo zelo declarado pela informação precisa é proverbial – que o Supremo decidiu abrir processo contra ’40 membros do partido político do presidente’. Os processados são 40, sim. Mas os petistas são apenas 10, incluíndo o ex-tesoureiro Delúbio Soares, expulso da agremiação.


P.S. Nem ovo, nem galinha


Sob o título ‘O ovo ou a galinha’, o Estado publica hoje uma carta breve e contundente do leitor Fernando Ferreira, de Batatais.


Ele pergunta se ‘é o Estado que doutrina os seus leitores ou são eles que direcionam [sic] o jornal’.


Naturalmente, ele fazia referência à uniformidade das cartas que o jornal publica, só de raro em raro quebrada por uma discordância com a posição da casa. Não costuma ser assim, ou tanto assim, nos outros grandes jornais.


Dando ao jornal o benefício da dúvida, descarte-se a hipótese de que a direção mande engavetar a grande maioria das críticas recebidas.


Descarte-se também a idéia de que os leitores ‘direcionam’ a opinião do jornal. Se há um órgão de mídia cujos responsáveis por suas posições fazem praça de não serem ‘direcionados’ por quem quer que seja, é – desde sempre – o Estadão. Eles se consideram, literalmente, donos de suas verdades.


Por fim, não é que, em regra, o Estado doutrine os seus leitores. Provavelmente a maioria deles é que já chega doutrinada, por assim dizer. Lêem o jornal também porque sabem que nos seus editoriais e colunas assinadas encontrarão, salvo raríssimas exceções, o que esperam: corroboração para os seus pontos de vista.


Em matéria de posições, o Estado desgosta da diversidade em suas páginas. Ano passado, num discurso, o diretor de Opinião, Ruy Mesquita, foi claro, ao enveredar pela contramão dos critérios da imprensa nos países democráticos:


‘Não se trata de forçar a falsa convivência, no mesmo espaço, de opiniões contraditórias, como querem os que visam apenas a diluir a resistência [à concentração da propriedade no setor de comunicação] dos que ainda lutam para oferecê-la, mas sim de voltar a fomentar a oferta de múltiplos espaços para abrigar a expressão da diversidade de ideais e de opiniões…’


***


Os comentários serão selecionados para publicação. Serão desconsideradas as mensagens ofensivas, anônimas, que contenham termos de baixo calão, incitem à violência e aquelas cujos autores não possam ser contatados por terem fornecido e-mails falsos.

Todos os comentários

  1. Comentou em 25/09/2007 Marcelo Ramos

    Complementando o Jose Carlos Lima, o ‘Mensalão Mineiro’ só veio à tona porque há um ministro do governo envolvido. E não se assustem se o ministro aparecer como maquiavélico criador do Mensalão… e o senador aparecer como pobre-ético-ingênuo enganado, coitado. Inclusive, podem até dizer que, em1998, o ministro já estava preparando a eleição do Lula e que Azeredo não viu um centavo do dinheiro. A imprensa virou uma piada de mau gosto.

  2. Comentou em 25/09/2007 Ivan Moraes

    ‘algumas vezes quando assopram públicamente é porque estão secretamente a morder ou é porque preparam a mordida’: e como ja dizia Chavez… DOHA, DOHA, DOHARALHO!

  3. Comentou em 25/09/2007 jose carlos lima

    Não é este o problema, Lula realmente tem razão, a ímprensa brasileira só quer saber de proteger tucanos e perseguir Lula. O Mensalão Tucano, que a mídia chama pelo genérico nome de ‘Mensalão Mineiro´ é um exemplo desta omissão da mídia. A mídia esquece que há vários envolvidos no Mensalão Tucano, inclusive o senador e ex-governador de meu Estado, o Marconi Perillo. Mas para a mídia, os únicos envolvidos no Mensalão Tucano são Azeredo e o Ministro Mares Guia.

  4. Comentou em 24/09/2007 jose manoel Silva Silva

    …entre risos, lendo artigo e comentarios: acabo de eleger Sr Luiz Weis, o melhor observador da imprensa desse observatorio. Eh muito melhor que o Dines. O Luiz ‘observou’ – em um artigo que falava bem do Lula – um gancho para poder falar mal, num bolo só, do Lula, governo e PT. Vai ser observador bom assim, la na China. Por isso que eu elegi o Luiz, como melhor observador que o Dines – que estava ficando chato, sem graca e ja nao ria mais das coisas que escrevia. Essa de hoje foi o maximo. Deveriam mudar o nome da profissao, de jornalista para Observadores. Observadores do Lula. E sómente das coisas que podem falar mal. Voces perderam o prumo. Nao observam a imprensa. Trabalham para atacar o governo. Eu ja disse que voces vao entrar para a historia e seus netos e netas vao ver tudo o que voces fizeram…

  5. Comentou em 24/09/2007 Marcelo Ramos

    Complementando a fala do Alfredo Sternhein, agora a fofoquinha do Larry está explicada. Nesse último fim de semana veio uma propaganda, na Revista da Folha, do livro do Larry. Aquela fofoquinha rasteira que ele publicou serviu para chamar atenção para seu livro. O Larry sabe muito bem usar a imprensa, e o desejo desta de publicar coisas ‘polêmicas’. Como muito bem disse o Alfredo Sternhein, os EUA, volta e meia botam jornalista pra fora. Aqui, quando o governo vai fazer o mesmo, a imprensa tenta desqualificar uma atitude totalmente justificada do presidente.

  6. Comentou em 24/09/2007 Maria Izabel L. Silva Silva

    O Observatorio da Imprensa é mais previsível que a revista Veja. Muito zelo em criticar o trabalho da Imprensa internacional, por que o NYT não esfolou o Presidente Lula. Nenhum zelo em apontar os erros da Imprensa nativa, quando esfola o Presidente diariamente, até mesmo, sem motivo!Coisa maldosa e descabida chamar a entrevista do NYT de ‘oba- oba’! E desde quando a Presidencia da Republica tem obrigação de renovar visto daqueles que tratam o Presidente como moleque?? Ninguem nunca disse, que o Boris Yeltsin era irresponsavel por que gostava de vodka!!!Mas quiseram insinuar isso em relação ao Lula! Ora, faça-me o favor Luis Weis, conta outra. Tá???

  7. Comentou em 24/09/2007 Henry Fulfaro

    Como diria o leitor do New York Times: Lula is the best and que se fuck the rest!

  8. Comentou em 24/09/2007 Carlos N Mendes

    Aí está algo a se pôr em debate: os ‘formadores de opinião’ formam opinião ou são procurados por quem já tem opinião formada, mas precisam de um ‘Messias’ para lhes referendar as verdades ? ‘Formar opinião’ é algo bom, inofensivo e democrático ou não passa de ‘fazer a cabeça’ do eleitor ? Qual a diferença entre um ‘formador de opinião’ como, digamos, a Veja, e a igreja Deus É Amor ? Os dois vendem verdades ou dogmas ? Uma coisa eu sei : todo mundo é a favor de formadores de opinião desde que a opinião formada seja a sua…

  9. Comentou em 24/09/2007 calypso escobar

    Que baboseira de comentários…onde um jornal dos EUA vai falar a verdade senão sustentar potencialidades ignoradads,de propósito?Matéria paga? Quiçá.O s filhos de Bush atapetam um lider ,mesmo de menor potência,mas que ainda lhes dê sumo,não são esquentados e sim,cautelosos.Lula vem com tudo e pior para a imprensa brasileira,roupa suja tem hora de se lavar e uma mordaça de material transparente quem,de longe vai enxergar? O jogo está sendo feito em camadas com bons aparelhamentos.’RESILIÊNCIA’né? Grata

  10. Comentou em 24/09/2007 Patrícia Valiño

    Agora ponha-se no lugar do novato: acabou de ser ‘promovido’ a representante extrangeiro do Times no Brasil, vai encarar um presidente da república (não importa o que achemos de Lula, ele ainda é o presidente e intrevistar o presidente de um país é sempre um previlégio para um repórter, ou não?), e certamente tem na memória a experiência de seu antecessor, Rohter. Alguém acha mesmo que ele ia sair contestando e falando mal logo de cara??? Arriscar virar persona non-grata de um presidente da república cheio de marra logo na primeira entrevista é algo que eu acredito que nem os mais ardentes defensores da ética jornalística e da pureza absoluta de princípios editoriais faria…

  11. Comentou em 24/09/2007 Teo Ponciano

    Oba-oba e omissão é o que não falta em todos os jornalões do Brasil.
    Esta matéria é um típico caso de oligofrênico da imprensa.

  12. Comentou em 24/09/2007 Antonio Lyra Filho

    Me parece que as pessoas tomaram consciência que a mídia não vem informando como devia. Tenho observado na leitura dos comentários aqui postados, que já representa uma grande maioria das pessoas insatisfeitas com a imprensa. Este sintoma já detectado, mostra que a mídia deveria ser analisada. Façamos uma reflexão sobre o assunto.

  13. Comentou em 24/09/2007 Luciano Prado

    Para quem os ‘jornalistas’ escrevem? Para algum leitor em especial? Para o desavisado? Para o incauto? Certamente não é para os cidadãos esclarecidos. Será que acreditam que ficar martelando na cabeça do leitor esclarecido vai fazê-lo mudar de opinião? Lamentavelmente o maior inimigo do ‘jornalista’ na ‘nossa’ (deles) grande imprensa brasileira é o tal do fato.

  14. Comentou em 24/09/2007 Isabel Silva

    Weis, omissão é a imprensa brasileira se calar sobre o mensalão tucano.

  15. Comentou em 24/09/2007 Isabel Silva

    Weis, omissão é a imprensa brasileira se calar sobre o mensalão tucano.

  16. Comentou em 24/09/2007 Isabel Silva

    Weis, omissão é a imprensa brasileira se calar sobre o mensalão tucano.

  17. Comentou em 24/09/2007 C Barbosa

    FHC I, o Venturoso, e FHC II, o Magnânimo, devem estar preparando contra-ataque (na língua pátria, o francês) de duas páginas do Le Monde!

    Agora pergunto: qual o sentido de mais este Efe-Bê-A-Pá?

  18. Comentou em 24/09/2007 Rogério Ferraz Alencar

    ‘O resultado da entrevista, como se ironizava nas redações nos velhos tempos, é ‘corajosamente a favor’ do presidente.’ Não deixa de ser corajoso. Os jornalistas brasileiros, apesar de todos os dados favoráveis ao governo, não têm coragem de ser a favor do presidente. E o motivo é simples: bastou um jornalista, ainda que estrangeiro, ser a favor de Lula que já foi desancado por Luiz Weis. A tentativa de expulsar Larry Rohter não foi ‘imperdoável’. Ao contrário. Na época, José Simão disse, na Folha, que em todas as enquetes consultadas por ele, 60 aprovavam a atitude de Lula. Kennedy Alencar, no Pensata da Folha online, disse que, em pesquisa telefônica feita por ele, 51 eram favoráveis à atitude de Lula (44 eram contra). Usei esses dados para contestar afirmação de Alberto Dines de que havia ‘uma indignação nacional’ contra a atitude de Lula, e eu dizia que a indignação era dos jornalistas, e, não, dos brasileiros. Marinilda Carvalho reconheceu que, no OI, a maioria das manifestações era favoráves a Lula e até perguntou se isso não seria motivo para uma reflexão. Aliás, basta olhar os comentários feitos à entrevista de Larry Rohter publicada no OI para ver que nada houve de imperdoável na atitude de Lula. Eu, por exemplo, achei lamentável ela não ter sido concretizada.

  19. Comentou em 24/09/2007 Avelino de Oliveira

    Caro Luiz
    É engraçado essa sua situação, então seria mais prudente para os jornalistas de outras nações, primeiro perguntar aos grandes jornais o que deveria ser questionado? Já que tudo o que eles perguntam, está sempre cheio de lacunas. Assim ele ganharia notoriedade? Claro, sempre em nome dos interesses da ‘preocupação nacional’.
    Saudações

  20. Comentou em 24/09/2007 Marcos Vinícius

    Esta reportagem, mostra direitinho como é a mídia no Brasil, repugnante, recomendo o livro, Chatô o Rei do Brasil, que conta a hitória do fundador do Diarios Associados que é dono de um punhado de jornal espahado pelo país, este livro da uma boa dimensão de como estamos servidos com a nossa imprensa

  21. Comentou em 24/09/2007 Alexandra Garcia

    Se o articulista está indignado com a matéria do New York Times, fico pensando como deve estar se remoendo o paladino do Partido da Imprensa, Fernando Henrique Cardoso depois dessa

  22. Comentou em 24/09/2007 Fábio de Oliveira Ribeiro

    Quem leu os interessantíssimos PRESENÇA AMERICANA NO BRASIL e AS RELAÇÕES PERIGOSAS BRASIL-ESTADOS UNIDOS, de Moniz Bandeira, deve ter percebido que os americanos sempre oscilam entre assompar e moder os ocupantes do Palácio do Planalto. Contudo, algumas vezes quando assopram públicamente é porque estão secretamente a morder ou é porque preparam a mordida. Ao inves de ficar sorridente e tranquilo, Lula deveria abrir os olhos…porque podem fazer com ele o que não conseguiram fazer com o Chavez (o que não deixaria de ser uma compensação pelos fracassos que a CIA tem colecionado no Cone Sul).

  23. Comentou em 24/09/2007 Menjol Almeida

    Eu, assim como o Alberto Dines, acho que o NYT é um jornaleco picareta cheio de anúncios de estatais brasileiras. É bem possível que o Mino Carta, magnata da mídia brasileira, tenho comprado o NYT que passará a se chamar, em breve, de Carta Capital Times.

  24. Comentou em 24/09/2007 ubirajara sousa

    Sr. Weis, gostaria de ver esse seu zelo direcionado para a imprensa brasileira. Quanta falha o senhor encontrou na reportagem do Barrionuevo. E por aqui, vai tudo certo? Os jornalistas estão escrevendo tudo direitinho, pelo figurino? Está na hora de aceitar que o Brasil mudou e foi pra melhor. Mudou tanto que há gente do psdb e do pfl cobrando a paternidade de uma porção de coisas boas que estão acontecendo. Como diria um meu amigo: ‘me comprem um bode!’.

  25. Comentou em 24/09/2007 adhemar gandra

    A MIDIA GOLPISTA SILENCIA SOBRE A CPI DA ABRIL,MAS VE OMISSÃO NA REPORTAGEM DO ‘TIMES’COMO DISSE RICUPERO MOSTRA O QUE INTERESSA,TENHO PENA DO BRASILEIRO QUE SO DEPENDE DA TV AGUENTAR ESTES USURZAPADORES DE LIBERDADE

  26. Comentou em 24/09/2007 RONALDO ALVES

    Muito tipica a manchete da Folha hoje 24/09, gostaria de ve-la comentada nesse OI, verdadeira aula.

  27. Comentou em 24/09/2007 Bob Gambler

    Meu velho, permita-me dizê-lo, nossa mídia é patética. Não estou falando da Globo, da Veja ou outros do mesmo quilate. Estou falando das pessoas que escondem-se atrás do cgc para destilar toda a sua mágoa, preconceito e subserviência. O problema não é os Marinhos, os Civitas e outros da mesma laia. O problema são aqueles que para estes trabalham, ávidos pelo tapinha nas costas, rastejando por seus cobres. Me causa espécie, principalmente, homens com o sinal dos tempos visíveis em seu semblante, justificando o injustificável, defendendo o indefensável. Impacta-me, sobretudo, os argumentos, verdadeiros deboches, odes a estupidez da massa ignara. Somos todos obtusos. No texto acima, entre tantas, salta-me aos olhos a frase ‘tinha se tornado uma preocupação nacional’. Quem aferiu? Quem comentava? Onde os recortes de jornais, imagens, gravações de rádio? Espanta-me pessoas que se dizem comprometidas com a verdade factual, não se enojarem com tamanho atentado a honradez de sua profissão. Todos, a uma só voz, bradam que são compromissados com a verdade, a informação, e que é falsa a afirmação generalizada de que estão submissos às forças que outrora mandaram no país. Entretanto, nesse espaço que deveria servir para a crítica construtiva, quando uma se vê, é justamente contra um que, na visão do autor do texto acima, foi condescendente com o governo. Como diria o Bóris, uma vergonha…

  28. Comentou em 24/09/2007 Evandro Trigueiro Tavares

    Falando de Mr. Larry Rother, é sempre oportuno lembrar que na mesma época em que o Governo federal ameaçou não renovar seu visto de permanência, o jornalista Jorge Kajuru foi ejetado no ar pela Rede Bandeirantes porque fez críticas, ao vivo, ao governador Aécio Neves DO PSDB! Na época, vi muito jornalista fazer discursos apaixonados a favor da liberdade DE IMPRENSA, no caso de Mr. Rother; mas não vi ninguém defendendo Jorge Kajuru da arbitrariedade da Emissora da Família Saad.

  29. Comentou em 24/09/2007 Celso Soares Campos Soares Campos

    Essa foi de fazer chorar a todos os que se dizem ‘Jornalista’ do imprensalão brasileiro, confessa Luiz.

  30. Comentou em 23/09/2007 Luciano Prado

    É fato que a imprensa brasileira está em xeque. Há um inconformisimo generalizado. Mesmo os defensores da grande imprensa brasileira, mesmo os que bradam pela liberdade de expressão a qualquer custo, concordam que há algo nas redações além dos jornalistas. O que causa espécie é a insendibilidade, os ouvidos surdos, a prepotência, a arrgogância, a insistência na parcialidade. A grande imprensa imunizou-se à críticas. E dá peteleco para seus críticos. Por outro lado, enaltece e dá vez aos incautos. Há uma enxurrada de bloqueiros denunciando, com argumentos fáticos, a prática ‘jornalística’ da grande imprensa; o partidarismo, a parcialidade, os interesses econômicos duvidosos e até mesmo a má-fé. Não é por outra razão que o leitor tem preferido os bloqs. Lá eles conseguem desmascarar as falácias. Pobre rica imprensa brasileira.

  31. Comentou em 23/09/2007 Ivan Moraes

    ‘Os processados são 40, sim. Mas os petistas são apenas 10’: o NYTimes tambem esqueceu se de chamar los de ‘chavistas’ e tambem esqueceu de dizer que o outro nome de Lula eh Hugo Chavez e esqueceu de mencionar que o outro nome do Brasil eh Venezuela! Nao sei como isso aconteceu! Logo com o Times! Eh um ABSURDO! Uma vergonha nacional! (Se nao foi esquecimento, obviamente so pode ser porque a propaganda norte americana decidiu tirar o cavalinho manco da chuva, e isso eh impossivel, portanto o ‘partido do presidente’ esta substituindo o chavismo: para os EUA, Lula, Chavez… qual eh a diferenca?)

  32. Comentou em 23/09/2007 luiz gor

    não é só o estado.aimda pior é a veja.

  33. Comentou em 23/09/2007 alfredo sternheim

    Mesmo dando ao O Estado o benefício da dúvida, fica claro que não tem nem a boa educação de responder aos leitores. De quatro e-mails enviados ao espaço Fale com o Leitor, só um foi respondido com termos evasivos e em outro, só Daniel Piza (um dos alvos de m/reclamação) se dignou a responder. O jornal propriamente, não. Entre as perguntas e questões que levantei, foi por que o jornal não tem um ouvidor, como a Folha,a ausência de texto ou editorial indignado e/ou matériaamplas sobre as mais de 20 chacinas que, em 2007, mataram cerca de 100 pessoas na grande SP. O assunto foi tratado apenas em pequenas notícias, enquanto a tragédia do avião da TAM recebeu em alguns dias cerca de 8 páginas no mesmo exemplar. Diante dessa ausência de respostas e da falta de diversidade, não renovei assinatura. O benefício da dúvida deveria cercar também a matéria de Larry Rother; quem disse que ele tentou falar com Lula ou alguém do governo antes da públicação? Ele mesmo? Então tá. Por que não entrevistou pessoas mais próximas do presidente e sómente publicou depoimentos de três inimigos evidentes. Com a fofoca, Larry recebeu a solidariedade dos jornalistas quando se falou em não renovar seu visto, algo que os americanos fazem com freqüência quanto a jornalistas, E o presidente? Nenhuma solidariedde ou o benefício da dúvida a respeito. Como em O Barbeiro de Sevilha, a fofoca se espalhou

  34. Comentou em 23/09/2007 iza souza

    Caro Luiz Weis

    É simples a diferença entre o jornalista do New York Times e a grande maioria dos representantes da imprensa brasileira.
    O jornalista do New York Times não foi pautado pelo patrão para falar mau do governo Lula. Vocês foram e ainda são!
    O jornalista do New York Times não perdeu as eleições de 2006. Vocês perderam e não aceitam até hoje a vontade popular das urnas.
    O jornalista do New York Times apresentou a verdade sobre o governo Lula! Vocês tentam esconder, mesmo com todos os dados inquestionáveis do IBGE.
    Simples, não é mesmo?
    Simples mais vergonhoso para nossa imprensa.

  35. Comentou em 23/09/2007 Bira Mariano

    A diferença é que a imprensa do exterior é menos mesquinha, perseguidora, caluniosa, mentirosa, vil, histriônica e corporativa do que a brasileira, e que vc, Luiz, integra. Morra de inveja! Viva o Lula…

  36. Comentou em 23/09/2007 marina chaves

    perfeita a colocaçao de ruy mesquista……… nao podia ter sido mais clara………. mas eu como leitora vou me deixando ficar cada vez mais sem a midia………. pois eu sinto que o cerco se fecha, os espaços para o contraditorio vao desaparecendo………. nao procuro na midia um espaço para corroborar as minhas ideias……… mas sim um espaço propicio para que eu possa formar as minhas……… nem que elas nao sejam perfeitas…………..

  37. Comentou em 23/09/2007 Fábio José de Mello

    É que o NYT – esse jornaleco – acaba de ser aparelhado pelo PT, por meio do Zé Dirceu.

  38. Comentou em 23/09/2007 Marco Antônio Leite

    É bem possível que se trate de matéria paga, a fim de mostrar um presidente da República otimista com o falso desenvolvimento econômico do país. A pauta é como determina o escrevinhador, ou seja, o secretario da presidência ordena às perguntas e o Lulla responde o que há claque para patearem o espetáculo. Pôr isso, não vamos nos iludir com essa imprensa estrangeira. Ademais, devemos, mesmo com muitos erros e poucos acertos, dar credito para a nossa imprensa conservadora, como também bairrista, no quesito honestidade.

  39. Comentou em 23/09/2007 Paulo Bandarra

    Saber das coisas era obrigação de presidentes do passado! Agora os assessores nem mesmo precisam fazer o que o presidente manda! É um espanto! Um mero tesoureiro enlouquece, e começa a distribuir dinheiro por sua conta nas vésperas de votações de interesse do governo. Está certo, loucura é coisa muito comum nas altas esferas partidária! Aqui o tesoureiro do PT enlouqueceu e foi em cima do Chefe de Polícia mandando deixar os bicheiros em paz que contribuíam com o caixa do partido! Outros aloprados aparecem com um saco de dinheiro dizendo que caiu do céu! É uma epidemia de loucura!

  40. Comentou em 23/09/2007 Ivan Bispo

    Prezado Sr, Weis, o papel do Estadão seria o de falar para os leitores ou falar com os leitores? Tenho sempre essa dúvida em relação a nossa mídia. Por favor me esclareça. Quanto ao jornalista americano, vem provar mais uma vez que nosso Presidente está coberto de razão quando diz que notícias favoráveis ao governo somente na mídia estrangeira.

  41. Comentou em 23/09/2007 Octavio Hollemberg

    Desculpe-me, mas não pude deixar de rir. É que essa matéria do NY Times desmente por completo o que você escreveu 48 horas atrás. Aliás, não só desmente como comprova que a imprensa brasileira é tremendamente ranzinza e pessimista. Prefere destacar os aspectos negativos da pessoa dele, presidente, ou do seu governo, em vez de se ater ao que realmente interessa, sem falar que o seu inconformismo no tocante ao Barrionuevo não ter feito referência ao Larry Rohter, aquela cavalgadura que chamou o presidente de bêbado e disse que a mulher brasileira é gorda, é por demais sintomática. Se a matéria fosse pautada por jornalistas brasileiros ou pelo Rohter os leitores no NY Times iriam fazer turismo no Iraque ou no Afeganistão em vez de fazer aqui.

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