Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

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Obrigatoriedade de diploma: um debate fora de foco

Por Carlos Castilho em 05/10/2008 | comentários

A discussão em curso sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão parece cada dia mais distante da realidade do jornalismo. A maior parte dos argumentos está centrada na reserva de mercado, como se isto fosse a garantia de que a profissão sairá do atual impasse em que se encontra.


 


Vou logo dizendo que não sou contra e nem a favor a obrigatoriedade de diploma simplesmente porque acho que o debate perdeu foco. Os defensores da obrigatoriedade parecem mais preocupados em defender uma exclusividade do que em investigar por que a imprensa está em crise, por que o desemprego tornou-se endêmico nas redações e por que as faculdades de jornalismo não conseguem propor alternativas.


 


O exercício do jornalismo está submetido hoje a pressões inéditas na história da profissão porque as próprias bases da atividade estão sendo postas em questão. As inovações tecnológicas e a internet geraram uma crise no modelo de negócios da imprensa, mas o debate está passando ao largo deste problema que é central.


 


De nada adiantará obter um a decisão judicial favorável à obrigatoriedade do diploma se o número de empregos disponíveis está caindo. Se as faculdades formam cada vez mais diplomados que não encontrarão emprego porque não há vagas no imprensa convencional ou porque não foram capacitados para a demanda de profissionais na nova mídia digital.


 


As questões centrais hoje são o desenvolvimento de um novo modelo de negócios para a imprensa, o novo relacionamento dos jornalistas com o público e o novo papel das faculdades. São questões que afetam diretamente a sobrevivência da categoria, mas são também decisivas para toda a sociedade que, mais do que nunca, depende das informações produzidas pelos jornalistas, profissionais ou não.


 


Os industriais da comunicação podem decidir abandonar o negócio da imprensa quando perceberem que ele deixou de ser lucrativo. Muitos já o estão fazendo, porque a busca de um novo modelo de negócios exige tempo e dinheiro. Nos Estados Unidos, o número atual de jornais já é 60% menor do que nos anos 1940. Só nos últimos dois anos foram demitidos mais de dois mil jornalistas nos EUA.


 


O argumento de que este é um problema dos gringos não convence porque nosso modelo de negócios na imprensa é uma cópia do deles — e nós só não estamos vivendo o mesmo drama das redações americanas por conta de uma bolha de consumo, cuja duração tornou-se incerta depois da crise em Wall Street.


 


Mesmo que a imprensa brasileira não passe pelos mesmos apertos da mídia americana, ainda assim ela terá que adaptar o seu modelo de negócios à era da internet porque a publicidade vai migrar para o ambiente online, especialmente os classificados, automóveis, habitação e mercado financeiro. Os jornais não têm como concorrer com a Web nessas áreas, que são tradicionalmente fonte da maioria das receitas publicitárias da imprensa.


 


A internet já está mudando a rotina dos jornalistas e vai provocar mudanças ainda mais intensas. Não há mais dúvidas de que a grande mudança em termos de rotina de trabalho será a adaptação à interatividade com os leitores, coisa para a qual os profissionais não estão preparados e os estudantes de jornalismo, menos ainda. A internet já deu aos leitores a possibilidade de publicar, e isto não vai ser mudado com a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.


 


As faculdades de jornalismo, por seu lado, não servem mais para certificar a qualificação dos diplomados para exercer uma atividade informativa. Salvo honrosas exceções, elas se limitam a dar um treinamento mínimo voltado para empregos convencionais que estão desaparecendo rapidamente.


 


Poucas resolveram apostar nas novas exigências da comunicação digital e principalmente na capacitação dos alunos para interagir com comunidades, que já não são mais consumidoras passivas de notícias.


 


A própria definição de jornalismo deixou de ser consensual. É uma ciência, uma disciplina, uma atividade ou é uma habilidade? Dependendo da resposta, exercício da função adquire características diferenciadas.


 


Todo o conjunto de rotinas, crenças e valores que serve de base para a atividade jornalística está em questão e este é o grande dilema da profissão. Perto dele, o bate-boca sobre obrigatoriedade de diploma parece inócuo porque fica desvinculado da realidade que nos cerca.

Todos os comentários

  1. Comentou em 08/10/2008 Gilberto Marotta

    ‘De nada adiantará obter um a decisão judicial favorável à obrigatoriedade do diploma se o número de empregos disponíveis está caindo.’ Uma coisa não tem nada a ver com a outra e pra mim quem perdeu o foco foi o autor. Se há um problema de oferta excedente, saturação de mercado, falta de qualidade e baixos salários, me parece evidente que esse problema aumenta se qualquer um puder exercer a profissão, sem a necessidade de um diploma. E ponto. Queria saber porque ninguém questiona a necessidade de diploma dos médicos ou advogados, embora vejamos profissionais cada vez piores por aí… a prática do bom jornalismo tem que ser vista como essencial pela população, até porque ajuda a regular a qualidade de outras profissões consideradas, aí sim, essenciais pela opinião pública. Diploma de jornalismo obrigatório, hoje e sempre! o que não quer dizer que não devamos nos debruçar sobre a qualidade dos cursos… todos eles, e não só os de jornalismo. Acompanhei a formatura de uma ex-namorada e uma turma de maconheiros que não tava nem aí pra nada e vivia desmaiando nas festas (de éter) passaram, todos eles são médicos e estão no mercado, fazendo Deus sabe o quê. Um foi preso puxando carro, depois da formatura. A diferença é a percepção da sociedade sobre a importância da profissão e o corporativismo. Jornalistas são corporativistas (demais, até) p/ o que interessa aos patrões, não a eles.

  2. Comentou em 08/10/2008 Magnus Saavedra

    Vocês continuam batendo na tecla errada, prova de que desconhecem a ferramenta jornalística. Vocês confundem escrever um bom artigo, ser um bom colunista de economia e ‘saúde’ com fazer uma reportagem. Essas técnicas de apuração, contato com as fontes, ética, seleção, conhecimentos das categorias de texto jornalísticas, só quem passou pela academia tem condições. O fato de um médico ou um economista escreverem um bom texto dissertativo, modelo primário do ensino fundamental, não o torna um jornalista, não lhe dá o direito a exercer a profissão como repórter ou editor. Eu escrevo bem na minha área, mas desconheço a técnica. Jamais me envolveria com isso na tentativa de receber uma carteirinha sindical de jornalista apenas para afagar o meu ego diante de meus amigos e familiares. Isso é ridículo. Trata-se de um desejo medíocre de gente frustrada na sua área e que achou que viraria estrela de cinema. Para isso têm os cursos de Artes Cênicas e Cinema. Não jornalismo. Um médico, um economista, um advogado e até mesmo um sociólogo podem ser excelentes colunistas, mas nunca repórteres.

  3. Comentou em 08/10/2008 ubirajara sousa

    Já li muita coisa boa escrita por jornalistas sem diploma e muita porcaria escrita por diplomados. Escrever bem requer duas coisas: 1) conhecimento do assunto; 2) domínio da língua utilizada. Não é difícil encontrar bons economistas que saibam e possam escrever sobre economia; não será difícil encontrar bons médicos também capazes de o fazer, a respeito de assuntos de saúde. E, assim, em todas as profissões serão encontrados bons ‘jornalistas’ sem diploma que, com certeza, irão prestar melhor serviço à coletividade, escrevendo sobre o que conhecem, do que os ‘diplomados’ poderão fazê-lo se não detiverem conhecimento do tema. Não se trata, portanto, de médicos exercendo a advogacia, nem de advogados exercendo a medicina. Tratar-se-á de pessoas qualificadas discorrendo sobre assuntos para os quais estão qualificadas. Por isso, que os bons jornalistas (com ou sem diploma) sejam livres para presta-nos um bom serviço.

  4. Comentou em 07/10/2008 Marcelo Ramos

    Creio que uma das grandes pressões às quais se refere o Castilho é a pressão do capital, a pressão dos donos dos jornais sobre seus empregados, os jornalistas. E só essa questão levanta outras, sobre ética no jornalismo, verdade no jornalilsmo, e por aí vai. A discussão principal do jornalista é como ganhar o pão e conseguir dormir à noite. Claro, o principal exemplo do que descrevo é a revista Veja. Poderiam ser feitos muitos debates produtivos em salas de aulas pelo Brasil afora. Por outro lado, existe no Brasil, assim como em outros países, pessoas que desenvolveram uma aptidão. Elas sabem fazer sem nunca ter ido à faculdade. Na minha área mesmo existem diversos exemplos. Se o cara sabe escrever bem, pra quê diploma? Reserva de mercado não garante nada.

  5. Comentou em 07/10/2008 Magnus Saavedra

    Acho que os médicos veterinários também fazem reserva de mercado. Meu pai, um pequeno ruralista sem o primário, operou um peru que foi mordido por um cachorro. E… sucesso! O peru anterior morreu nas mãos do veterinário. Ele também retirou uma unha encravada. A anterior nasceu toda torta depois que um médico retirou um abcesso. A nova unha cresceu bonitinha, sem problemas. Sou a favor do fim do diploma no ensino superior. Basta comprovar competência. Nem sei por que cursei Ciências Sociais. Eu já tinha as percepções da sociedade desde pequeno quando residia no sítio de meu pai. Conseguia detectar os conflitos entre os pequenos agricultores e os latifundiários. Para bem de poder atuar na área, fui obrigado a cursar o ensino superior na Unicamp, onde assisti lamentáveis aulas de gente doutorada no exterior se achando o rei da pamonha. Muito título para pouca cabeça. E isso que era na Unicamp. Para que faculdade, então, no Brasil, quando os próprios intelectuais defendem o fim de um curso, como Jornalismo? Vamos começar em ordem alfabética, iniciando por Advocacia, depois essa besteira de Biblioteconomia, seguindo por Cartografia, Design, Estatística, Farmácia (meu tio, que era dono de farmácia, e sem estudo, num errou uma indicação para seus clientes), Geologia (essa só serve para aumentar o ego dos evolucionistas), etc.

  6. Comentou em 07/10/2008 Jean-Frédéric Pluvinage

    O problema em questão está no próprio desenvolvimento do
    jornalismo cidadão, digital e participativo. Com a vinda dos leitores
    na própria produção jornalística, enviando fotos e conteúdos, fica
    difícil até mesmo descobrir a função que caberá ao jornalista
    profissional.
    Proibiremos a participação e contribuição dos leitores no jornalismo
    digital porque eles não tem diploma ?
    O fato de se ter ou não o diploma não irá definir esta questão porque
    até as próprias faculdades estão tentando se adaptar a esta nova
    realidade.
    Por enquanto acredito que a credibilidade dos meios de comunicação
    nestes tempos incertos irá se basear na competência para não
    apenas caçar mas analisar e debater as informações com os leitores
    que não são mais passivos.

  7. Comentou em 07/10/2008 Antônio Augusto

    Sou a favor da obrigatoriedade do diploma. Melhora o nível do jornalismo e ajuda a dignificar a profissão, tão aviltada pelos monopólios da comunicação. Se a obrigatoriedade não fosse boa, os patrões não fariam coro unânime contra ela. Antes de ‘pensar primeiro na criação de um novo modelo de negócios para a imprensa’, como falou o Castilho em seu comentário ao Maurício, é preciso primeirissimamente pensar na democratização da mídia, na sua quase totalidade conservadora e antagônica ao direito da livre informação. A ‘liberdade’ de empresa estrangula a liberdade de imprensa. O comentário do Jean-Frédéric é comovente em sua ingenuidade.

  8. Comentou em 07/10/2008 Adriano Soares de Assis

    Gostaria de ver um mestre do texto construindo uma ponte! Um advogado costurando a barriga de recém-operado ou, um dentista defendendo o Daniel Dantas. E melhor ainda: os dois HCs que o tirou da cadeia sendo emitidos por um contador. Já pensaram como seria uma cirurgia de próstata feita por um economista? Será que todos esses profissionais, incluindo os engenheiros, produziriam textos jornalisticos bons? Fica a pergunta…

  9. Comentou em 07/10/2008 Jean-Frédéric Pluvinage

    Um jornalista altamente competente e qualificado será contratado,
    independentemente de diploma ou não. A formação destes jornalistas
    é importante mas não vejo como a necessidade de diploma irá
    melhorar a profissão pois sua exigência não é garantia de qualidade,
    como muitos já disseram aqui ao ver a quantidade de cursos
    medíocres.
    O perigo de que os jornais contratem pessoas sem qualificação para
    gastarem menos é inócua. A falta de competência logo fica visível
    aos leitores, danificando a credibilidade do meio de comunicação.

  10. Comentou em 07/10/2008 Victor Rtamon

    Sou estudante depois de muito pensar decidi fazer Jornalismo antes de fazer o curso que pretendia inicialmente, Ciencias Sociais. O conhecimento que quero mesmo é o de CS mas gostaria de ter a profissão de jornalista pelas oportunidades que ela traz. Seria como virar um ‘sociologo ativo’.
    O artigo gera uma certa insegurança na minha escolha, como se o curso de Jornalismo fosse acrescentar pouco para mim, e em resumo fazer pouca diferença para exercer essa profissão (independente da obrigatoriedade do diploma). Como o estudante de jornalismo ou o que quer fazer o curso de jornalismo fica diante do cenario atual da imprensa?

  11. Comentou em 06/10/2008 Keka Werneck

    A luta pela obrigatoriedade do diploma não é apenas uma luta corporativista. E inclusive não pode e não deve ser. A não ser por um aspecto. Essa ofensiva que parte do sindicato patronal dos radiodifusores de São Paulo não é por liberdade de imprensa, coisa nenhuma. Desde quando? Esse é contudo o principal argumento da petição. A ofensiva aí é pela liberdade de empresa. Contratar qualquer pessoa, para fazer qualquer coisa. Resumindo é isso.

  12. Comentou em 06/10/2008 Max Suel

    Concordo com o Jornalista Maurício: ‘Quanto ao seu artigo, apesar de você dizer que não é contra nem a favor da obrigatoriedade, seus argumentos são todos contrários a ela. Abraço.’. Eu também sou contra a obrigatoriedade do diploma.

  13. Comentou em 06/10/2008 Ana Paula Cortes

    Acredito que o fato de alguém concluir um curso de jornalismo não torna ninguém jornalista, e muito menos, sair por aí escrevendo intuitivamente e publicando os textos é fazer jornalismo. Portanto, defendo a necessidade de uma preparação universitária sólida, ampla e que acompanhe a evolução das formas de comunicação do mundo globalizado.

    No momento em que a sociedade discute a obrigatoriedade ou não do diploma, o que salta aos olhos é que as faculdades de comunicação chegaram ao fundo do poço, são obsoletas, dispensáveis. Mas como pensar um médico que não tenha cursado medicina, um dentista que não tenha cursado odontologia, um advogado que não tenha cursado direito. Cada profissional necessita de treinamento adequado e prática para se consolidar na produção do seu trabalho.

    Hoje o bode espiatório da vez é o diploma de jornalismo, mas no Brasil, o que se faz necessária é uma profunda análise da precária educação a que são submetidos os alunos, crianças e jovens, desde o ensino primário até a conclusão dos cursos superiores. A educação como um todo é que deve ser reavaliada pela sociedade e cobradas do poder público medidas urgentes para reverter esse quadro de falência do ensino brasileiro.

  14. Comentou em 06/10/2008 Jair Roberto da Silva silva

    POR ISSO E POR MUITO MAIS É QUE INÚMERAS EMPRESAS NO PAÍS TEM UMA ASSESSORIA DE IMPRENSA PODRE E COM PESSOAL NO MANDO INCOMPETENTESI, COMO EXEMPLO, TEMOS MONTADORAS DO ABC, COM DIRIGENTES INCOMPENTES E QUE NÃO FAZEM NADA PARA ENGRANDECER SUA PROFISSÃO DE JORNALISMO NO MEIO EM QUE VIVEM E LABUTAM.
    UMA MUDANÇA RADICAL, DEVERIA HAVER, COM OPORTUNIDADES A INUMERAS PESSOAS CAPACITADAS E SEM QI, POIS ESSES DIRIGENTES COM QI (QUEM INDICA) NUNCA SAIRAM DA MESMICE DE PERSEGUIR, ESCONDER E ATÉ CAMUFLAR AS VERDADES JORNALISTICAS NESSAS EMPRESAS QUE NÃO SABEM NEM A METADE QUE SEUS DIRIGENTES, COM ATÉ COM MAIS DE 80.000 DE SALÁRIO APRONTAM PARA SEUS SUBORDINADOS, SIMPLES JORNALISTAS, REPITO, SEM QI.

    TENHO DITO

    JAIR, ADMINISTRADOR DE EMPRESAS HÁ MAIS DE 20 ANOS, E ORGULHOSO DA PROFISSÃO QUE EXERÇO COM ÉTICA PRINCIPALMENTE.

  15. Comentou em 06/10/2008 Luciano Porciuncula Garrido

    Concordo com o Castilho. Essa discussão em torno do diploma se resume a uma única preocupação: reserva de mercado. O brasileiro está mal acostumado com a livre-concorrência. Gosta de monopólios e privilégios. E o sentimento corporativo sempre fala mais alto. E não me venham dizer diploma é necessário à regulamentação da profissão, porque não é. Isso é uma discussão à parte. A grande questão é que faculdades são abertas nesse país em escala verdadeiramente industrial. Exibir diplomas na praça já não é mais garantia de emprego certo. O mercado não pode se dar ao luxo de confiar num simples papel pintado. O mercado, ao contrário, já percebeu que diploma universitário hoje em dia é que nem curso de datilografia no passado: atesta apenas que você sabe usar a maquina, mas não garante que você saiba escrever. Tempos atrás resolvi fazer um segundo curso universitário numa faculdade particular dessas. Fiquei abismado com o nível intelectual dos alunos. E alguns professores não eram muito diferentes…

  16. Comentou em 06/10/2008 Luciano Porciuncula Garrido

    Concordo com o Castilho. Essa discussão em torno do diploma se resume uma única preocupação: reserva de mercado. O brasileiro está mais acostumado com a livre-concorrência. Gosta de monopólios e privilégios. E o sentimento corporativo sempre fala mais alto. E não me venham dizer diploma não é necessário à regulamentação da profissão, porque não é. Isso é uma discussão à parte. A grande questão é que faculdades são abertas nesse país em escala verdadeiramente industrial. Exibir diplomas na praça já não é mais garantia de emprego. O mercado não pode se dar ao luxo de confiar num simples papel pintado. O mercado, ao contrário, já percebeu que diploma universitário hoje em dia é que nem curso de datilografia no passado: atesta apenas que você sabe usar a maquina, mas não garante que você saiba escrever. Tempos atrás resolvi fazer um novo curso universitário numa faculdade particular. Fiquei abismado com o nível intelectual dos alunos. E alguns professores não eram muito diferentes…

  17. Comentou em 05/10/2008 Maurício Tuffani

    Caro Castilho, qual debate? Salvo pelas excecões, os defensores da obrigatoriedade do diploma não têm se disposto a debater coisa nenhuma. Nenhum questionamento de fundo é respondido por eles. Eles nada mais fazem senão repetir ad nauseam palavras de ordem e a rotular como cúmplicess dos patrões os que pensam de forma diferente deles. Quanto ao seu artigo, apesar de você dizer que não é contra nem a favor da obrigatoriedade, seus argumentos são todos contrários a ela. Abraço.

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