Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Olhar para trás, sim

Por Luiz Weis em 26/01/2007 | comentários

Chamado a comentar a idéia que estaria circulando entre oficiais de pijama, de requerer à Justiça que declare terem sido ‘terroristas’ militantes de organizações de resistência à ditadura militar de 1964-1985, o deputado federal Fernando Gabeira – citado como um deles por sua participação no sequestro do embaixador americano Charles Elbrick em 1969 – aparece nos jornais de hoje dizendo que tem mais a fazer do que ‘olhar para trás’.

Ele diz que do passado só lhe interessa ‘promover a divulgação completa dos documentos’ do período em que perto de 400 pessoas foram mortas e muitíssimas mais foram torturadas pelas matilhas do regime.

Mas isso é, sim, olhar para trás. Por mais que se diga que não se devem reabrir cicatrizes de um tempo que a maioria dos brasileiros só conhece de ouvir falar – pela mídia, ou por livros e filmes –, e olhe lá, o segredo que protege as evidências documentais ainda não destruídas dos horrores daqueles anos de chumbo é uma afronta a um dos direitos fundamentais das sociedades democráticas: o de conhecer a história de seus países.

Mas, no Brasil que ainda mantém trancados os papéis da Guerra do Paraguai (1865-1870), que devem incluir provas das atrocidades cometidas pela tropa brasileira contra a população civil paraguaia, a luta pelo conhecimento da verdade recente tem escassa ou nenhuma chance de vingar até onde a vista alcança.

Na mídia, por exemplo, o assunto só interessa a uns poucos jornalistas louvavelmente teimosos e justificadamente curiosos, entre outras coisas, pelos nexos entre os altos escalões do poder militar e o que se passava nos porões do regime. Dos grandes jornais, apenas a Folha, salvo engano, de vez em quando invoca em editorial o imperativo de resgatar os fatos sequestrados pelos que têm motivos para temer que saiam à luz do dia.

Não se pode, porém, impedir as pessoas de olhar para trás. É o que fez a família de Criméia de Almeida, ex-militante do PC do B. Ela pede, com base em provas, que a Justiça declare torturador o já reformado coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. Ele comandou o infame DOI-Codi de São Paulo, onde morreu sob tortura o jornalista Vladimir Herzog, cujo ‘suicídio’ desencadeou a primeira grande manifestação pública de repulsa ao regime ditatorial.

Boa parcela do oficialato mais idoso de pijama, incluíndo dois ex-ministros do Exército já no país redemocratizado, é solidária com Ustra. Cerca de 500 deles se reuniram ontem no Clube Militar, no Rio, para um almoço de desagravo ao seu ‘amigo’, como a ele se referiu, falando à Folha, um desses ex-ministros, general Zenildo Zoroastro de Lucena, no início dos anos 1990.

O próprio Ustra foi quem falou aos jornalistas da idéia de imitar de ponta-cabeça a iniciativa da família do casal que teria sido torturado no DOI-Codi na presença dos seus filhos pequenos, o que Ustra obviamente nega.

Ao justificar o troco, perguntou: ‘Eles não querem que eu seja chamado de torturador?’

Além de Gabeira, Ustra inclui na categoria dos ‘terroristas’ o secretário de Governo de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira. Ele foi da Aliança Libertadora Nacional (ALN).

Se a idéia de Ustra & Cia é criar um clima político adverso a ações como a que corre na Justiça paulista, o resultado pode ser um tiro no pé.

Isso não impedirá que pessoas comuns tenham motivos plenamente justificados para revolver o passado. E quanto mais se o fizer, mais fatos de interesse público acabarão por emergir. A Lei da Anistia não pode ser um Muro de Berlim para impedir que a verdade fuja do calabouço onde foi trancada.

‘Ustra defendeu a Constituição’, diz o delegado David dos Santos Araújo, que trabalhou sob suas ordens no DOI-Codi. ‘Ele era a legalidade. Os demais é que eram a ilegalidade.’

Para o eventual leitor que tenha acabado de desembarcar de Marte: entre os dias 31 de março e 1º de abril de 1964, o governo legal e legítimo do presidente João Goulart foi derrubado por uma intervenção militar que criou a sua própria ‘legalidade’ e ‘legitimidade’, cujo ponto culminante foi o tenebroso Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968 – o golpe dentro do golpe.

Pode-se condenar, ou não, no plano dos valores políticos ou no da adequação dos meios aos fins, atos cometidos pelos movimentos de oposição à tirania que recorreram à luta armada. Mas a resistência à opressão é um direito consagrado desde a criação dos Estados Unidos da América.

***

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Todos os comentários

  1. Comentou em 02/02/2007 Paulo Bandarra

    Encerrado!!! Uma da poucas conversas sem ofensas pessoais entre os comentaristas!!! Uma verdadeira raridade!

  2. Comentou em 02/02/2007 João Humberto Venturini

    Mais uma vez o Paulo não entendeu o q eu disse, mas como ele sabe tudo então fica dificil. Essa é a sua visão, a sua tese generalizada da esquerda e mais uma vez não disse se os arquivos da ditadura aqui devem ser abertos ou não. Se o q importa para Paulo é a tal ‘livre iniciativa’ e o ‘individualismo’, então iremos voltar para uma espécie de semi-escravidão, onde trabalhadores só terão deveres e nenhum direito. Ao contrario dos patrões só terão direitos de fazer o q quiserem. Benefícios sociais, saude pública, direito do voto feminino dentre outras são conquistas dos trabalhadores em todos os países capitalistas. Se não fosse por isso, ainda estaríamos trabalhando 12 horas por dia empregando crianças, apesar q isso ainda ocorre. Não acho boa a medida q o governo venezuelano tomou, mas não é o fim do mundo, pois queira ou não Chávez tem projeto para o país, coisa q a oposição golpista e incompente nunca fez. Chávez e Evo Morales representam (queira ou não ) a vontade do povo q os elegeu, pois se estivessem contentes com os q estavam antes deles, então eles seriam eleitos. É difícil pra gde imprensa enxergar isso e para alguns leitores como Paulo tb. Aliás, Bush qdo eleito pela primeira vez, foi eleito por uma fraude q aconteceu no estado onde o irmão dele era governador,mas a gde imprensa assim como Paulo só procuram demonizar Chávez e Evo, por puro preconceito mesmo. Q pena!

  3. Comentou em 01/02/2007 Paulo Bandarra

    Veja só quem disse que eram preconceitos históricos! Não sabe nada do nacional socialismo! Leia antes de afirmar coisas sem nexo com a realidade. Anti-semitismo até a esquerda tradicional cultiva. Foram perseguidos na antiga URSS. Veja quem apóia agora o presidente do Irã! Mas o nacional socialismo não era antijudeu por nada, mas por representarem o capitalismo. O sucesso entre os trabalhadores e operários alemães, agricultores e pequenos proprietários não foi pelo anti-semitismo, mas pelo socialismo radical, revolucionário. Pelos benefícios sociais conquistados, pela saúde pública a assistência ao trabalhador. Após subir o poder, que empresário poderia se opor ao ditador. Veja o número das indústrias nacionalizado para perder a ilusão com um capitalismo exercido por Hitler. Veja a CLT de Vargas! Contra o individualismo e a livre iniciativa. Mas me diga, quem antes de Chaves na história obteve um mandato como este numa “democracia”? Apenas Hitler e Mussolini! Comparar com Bush? Ora, Bush já tem dia e hora para sair, e seus planos para o Iraque estão indo de mal a pior pela ação da oposição. Função patriótica de um deputado é julgar as leis do país, e não fornecer superpoder para tiranos! Não pode se abster do seu poder ganho do povo para beneficiar projetos fascistas de governo! Sé é uma boa idéia, que seja julgada e aprovada como qualquer medida de um governo democrático.

  4. Comentou em 31/01/2007 João Humberto Venturini

    Caro Paulo:não quero entrar numa discussão histórica, mas dizer q Hitler era ídolo da esquerda e ainda q era anticapitalista,já é um pouco demais.É muita paranóia!Hitler era ultra-nacionalista e teve o apoio de boa parte do empresariado germânico.É como eu disse anteriormente q essa mania de generalizar é errada, pois será q a esquerda judaica tb adorava Hitler?Acho q não, por isso dizer q toda a esquerda achava isso é um pouco de ignorância da tua parte.Mas, enfim, acho q vc não entendeu o q eu disse e sobre o assunto do texto em questão,acho q é urgente q se abra os arquivos da época da ditadura brasileira e a imprensa tem q ficar em cima para q isso venha acontecer.Como nossa imprensa ainda guarda esse ranço anti-esquerdista (igual ao q o Paulo demonstra aqui) isso vai ser difícil.Obs:Engraçado q a imprensa esta horrorizada com o Chavez por causa q a Assembléia Venezuelana concedeu poderes exclusivos para ele (o q foi feito tb por muitos antes dele na Venezuela),mas qdo o gov. norte americano aprovou na surdina o “patrioct act”,o qual perdura até hoje e da poderes ao gov. investigar,fazer escutas, abrir correspondências e até prender qualquer cidadão “suspeito de ligação com o terrorismo”,a mídia foi subserviente e relatou isso como normal e não fizeram o mesmo “auê” q fizeram com a noticia de Chavez.Não precisa dizer mais nada.

  5. Comentou em 30/01/2007 Paulo Bandarra

    Desculpe-me, caro Biólogo João Humberto Venturini, (Piracicaba/SP), mas esta definição de esquerda que eu dei foi a do Presidente Lula. Será que nem nisto ele sabe o que fala? A sua qual é, a do Hugo Chaves, Evo Morales e do Mahmoud Ahmadinejad? Só uma correção, Hitler foi um grande ídolo da esquerda e não da direita. Era anticapitalista, antielite, contra os poderosos, socialista e revolucionário. Nada a ver com a democracia, livre iniciativa, com o liberalismo, o status quo da Alemanha da época e os direitos individuais. A grande frustração que os nacionais socialistas tinham com os comunistas foi à ação de quinta coluna que tiveram trabalhando para Alemanha perder a guerra como forma de se aproveitar da fraqueza do estado! E o desejo de submeter o país à Rússia!

  6. Comentou em 30/01/2007 João Humberto Venturini

    Caro Paulo: essa discussão sobre a esquerda revela essa mentalidade atrasada e preconceituosa q foi construída durante todo o período militar e a guerra fria. Qdo alguém se diz de esquerda rapidamente vem a cabeça as inúmeras vítimas do stalinismo e ao totalitarismo chinês e outros, mas isso não quer dizer q esse alguém apóie ou seja simpatico a tais atrocidades. Creio q vc deve ser mais velho do q eu e provavelmente tenha essa mentalidade retrógrada e simplista de generalizar as coisas. Aliás se a esquerda despreza a democracia, quem então a valoriza? Um jornalista inglês chamado Greg Palast deu um título a um bom livro dele q se chama: A melhor democracia que o dinheiro pode comprar. Na verdade é essa democracia q vivemos hoje independente se tais governos se denominem de esquerda como é o caso da China. Espero q vc ainda tenha tempo para abrir a cabeça e aprenda a ouvir o contraditório, ler o q boa parte da esquerda hoje pensa. Defender a ditadura dizendo q se fosse de esquerda seria pior é um dos argumentos q Hitler utilizou na Alemanha para manipular o povo a apoiar seu regime contra o perigo comunista. Não acredito q alguém ainda fale em ouro de moscou!! Daqui a pouco vc vai dizer q os guerrilheiros do Araguaia comiam criancinhas como dizia na época para assustar a todos contra o tal ‘perigo comunista’.

  7. Comentou em 29/01/2007 Paulo Bandarra

    Caro Biólogo João Humberto Venturini, (Piracicaba/SP), não é uma questão de defender os militares, afinal Hugo Chaves é um militar da gema e se considera ele um grande cara. Não importa quantos matou em 1992 no seu golpe militar para tomar o poder. Mas também não se pode descontextualizar a situação da época. E nisto que se compara com a vitória da esquerda no mundo. Seja no exemplo do nacional socialismo ou no comunismo, as mortes foram imensas em todo o caso. Só tolos deixariam isto acontecer no Brasil achando que os comunistas daqui,financiado pelo ouro de Moscou, seriam melhores! Treinados em Cuba e financiados por Moscou como Prestes. A resistência não foi feita por quem pegou em armas, mas por quem lutou pela democracia na resistência democrática! Não tinha nenhum democrata no Araguaia. Ela só manteve a razão para o governo militar se perpetuar. A esquerda despreza a democracia. Tanto o nacional socialismo como o modelo soviético e chinês! Ditadura nunca mais, a não ser que seja de esquerda, é a razão dos que condenam o golpe de 64. Lula pelo menos amadureceu e sabe que este troço de esquerda ser de esquerda depois de certa idade é de quem tem problema mental! Por isto que o modelo que está dando certo para ele foi o usado por Delfin Neto na época. Contra a opinião da esquerda da época! Hoje está provada que é a única saída. Espero que você ainda seja jovem!

  8. Comentou em 28/01/2007 João Humberto Venturini

    Para todos os internautas que aqui nesse blog estão defendendo os militares, pq então a recusa em abrir os arquivos daquela época?? Até hoje esse pensamento anti-comunista e essa visão de que se fosse a ditadura de esquerda seria pior, prevalece não só nesses que aqui estão escrevendo, mas em boa parte da grande imprensa. Tanto q esse assunto não é polemizado, mas deveria ser. A resistência q houve na época foi um último recurso a tirania estúpida que estava no poder apoiada é claro pelos norte-americanos. Muito bom esse post do Weis e acho q a maioria da mídia nacional deveria se empenhar em reabrir e relatar esses casos, já q se depender das autoridades isso vai demorar muito. Terrorista foi e é esse Ustra e todos q compacturam com as práticas de tortura e perseguição a todos naquela época. Com relação a imprensa nacional, eu não entendo ter prêmios e homenagens todo ano em homenagem ao jornalista Herzog e ao mesmo tempo em editorial a Folha pedir q se esqueça tudo o q houve no passado e só pense pra frente defendendo q a Anistia não seja revista. É ridiculo isso, pois Herzog deveria ser um símbolo na luta pela abertura dos documentos daquela época. É triste ver q a cabeça de alguns aqui pensem de forma tão preconceituosa em relação aos q se dizem de esquerda. Coitados, ainda vivem na Guerra Fria.

  9. Comentou em 28/01/2007 Paulo Bandarra

    Caro Sr Paulo Cesar da Rosa Romão Romão, Tec. Seg. Patrimonial (São José/SC), não precisa ir a tanto, é só imaginar o que teriam feito ao Brasil José Dirceu e José Genuíno, junto com seus terroristas que tombaram no Araguaia, se tivessem chegado ao poder trinta anos atrás. Veja trinta anos depois o que já fizeram no poder sem o ouro da Rússia que financiava isto em todo o mundo! Mesmo Lula, se tivesse chegado ao poder 16 anos atrás teria sido um desastre. Felizmente ele ficou velho e sua cabeça veio para o lugar, ficou sadio. Hoje sabe que ser de esquerda depois de certa idade é não estar bem das idéias. Caro empresário Ivan Sampaio, (Ananindeua/PA). Todas as grandes conquistas dos trabalhadores foram feitas nos regimes autoritários. A CLT e a Siderurgia foram conquistas no governo Vargas, ditador fascista, e o INPS e a previdência social, foram criadas na época dos governos militares. Todas as grande obras de infra-estrutura que o país contou para crescer nos últimos anos foram feitos naquela época. A dívida externa deixada pelos militares era uma merreca perto do que cresceu nos governos civis. Mesmo assim, gostaria de ter o otimismo seu de que aventuras totalitárias de esquerda não venham a perturbar o continente. Quanto à indenização dos que lutaram para impor um regime comunista aqui, é ver que foram os mesmo que se auto-remuneraram com indenizações ao atingirem o poder.

  10. Comentou em 27/01/2007 Adriano Soares de Assis

    Quem não viveu aqueles anos escuros de nosso país e não for curioso, dificilmente saberá do que estão falando. Todos nós temos o direito de saber da nossa história, para que não esqueçamos do acontecido. Vide Israel e o holocausto. Quem nunca ouviu falar dele? E é exatamente para que não nos esqueçamos dele é que sempre se fala do dito cujo. Em nome de quem fizeram a tão falada ‘revolução’, segundo os militares? O golpe veio por que os americanos tinham que preservar o seu quintal e os nossos ‘bravos’ militares fizeram exatamente o que eles queriam. E o pior; muitas vezes a troco de uma viagem à ‘América’ como se dizia na época. Agora vêm os militares de pijama, todos recebendo suas boas aposentadorias, defender novamente a mesma burrada de antes? Tenham a santa paciência! Parem com essas bobagens, mostrem os arquivos para quem quiser estuda-los e acabem logo com essa discussão desnecessária. ‘Cumunista’ já não come mais criacinhas, como era voz corrente naqueles tempos.

  11. Comentou em 27/01/2007 Edu Marcondes marcondes

    Só um reparo no texto
    Foi digitada errada a data do famigerado AI5. É 13 de dezembro de 1968.
    Grato

  12. Comentou em 27/01/2007 Paulo Cesar da Rosa Romão Romão

    Sugiro à Sra. A DR (injustiçada) de SP, para saber o que realmente aconteceu no pré-64, que leia o trabalho do historiador Carlos I. S. Azambuja chamado ‘Notícias de Jornal Velho’ – ‘O PCB e a deposição de Jango’ – para saber exatamente quem era quem; quem iniciou a violência política no país e quais eram suas intenções. O trabalho foi publicado no site MÍDIA SEM MÁSCARA em 09 de fevereiro de 2006. A mídia esquerdista, da qual o Sr Weis é emérito representante, é craque em desinformar, falsificar a história e naturalmente mentir.

  13. Comentou em 27/01/2007 Paulo Bandarra

    É difícil reconhecer que estas pessoas eram ‘movimentos de oposição à tirania’, e não a tirania que queria se instalar na América do Sul em vários países financiados pela antiga URSS e treinados em Cuba, não em democracia, mas em como acabar com ela. Hoje em dia mais do que sabido, o que na época era negado pelos seqüestradores e guerrilheiros. Pessoas que alegavam lutar pelo povo oprimido pelas elites, e usaram os cofres da nação para se transforma em elite material! Mas fatos e documentos devem ser lembrados. E parece que transcorreu em brancas nuvens por aqui no OI a ação da ONU de aprovar medida política policial de determinar que o holocausto é agora um dogma de fé. Duvidar de qualquer parte da versão oficial da história do holocausto por falta de provas deverá levar cidadãos à prisão. Provavelmente se criará uma jurisprudência para caçar os hereges do novo dogma.

  14. Comentou em 27/01/2007 ivan sampaio

    É decepcionante, ainda mesmo de todas as transformações que tivemos nos ultimos 20 anos no fortalecimento da democracia mundial, que ainda existam pessoas que defendem o regime mlitar, talves porque não foram perseguidos ou sofreram torturas. A ditadura militar precisa ser questionada, estudada e discutida pela sociedade que assim resguardará o direito de conhecer sua verdadeira historia. Não havia motivos verdadeiros para o golpe militar. A sociedade só tomou conhecimento após ser decretado. Foi urdido pelos generais à revelia de discussão ou apoio popular. O Brasil nunca seria uma Cuba. Não havia tanta insatisfação para que dobra-se o desejo dos barsileiros do gozo de suas liberdades individuais e civis. Perdemos muito com o regime. Herdamos uma dívida externa monstruosa e impagavel, graças ao desperdicio e a falta de visão de um futuro que hoje vivemos. Também, politicamente deixamos de evoluir e graças as mordaças e dissolução do congresso nacional, as grandes discussões nacionais jamais nesta época poderiam ser discutida e o que sobrou do regime foram a ira de sua vitimas, dívidas e as velhas raposas conhecidissimas e ‘ainda’ no cenário politico atual e muitas delas se dizem (também) vítimas do regime.

  15. Comentou em 27/01/2007 Vicente Cardoso

    Nosso pais decidamente, não é sério. Os dois ultimos presidentes foram perseguidos, e sequer discutiram a abertura dos documentos. A ditadura é um fantasma que deviamos exorcizar, ainda mais quando constatamos que muitos dos politicos daquele tempo estão nas rodas do poder (ACM, Delfim, Sarney…)

  16. Comentou em 26/01/2007 Marcelo Soares

    O direito de acesso a informações públicas é fundamental. É uma questão ainda muito mal discutida no Brasil. Pessoalmente, acho que um aspecto fundamental sempre fica à margem do debate. É obviamente absurdo que os documentos da ditadura ainda estejam em boa parte secretos. Isso confisca da coletividade o direito de conhecer melhor sua história. Mas é ainda mais absurdo que os documentos da democracia ainda sejam de difícil acesso. Tente obter qualquer informação numa prefeitura do interior, por exemplo. Na maior parte dos casos não consegue – ainda que o artigo 5º, inciso 33 da Constituição determinem que todo cidadão tem direito a obter do poder público informações de interesse pessoal ou coletivo. Isso porque tal determinação ainda não foi regulamentada por lei que determine prazos razoáveis para entrega e sanções aplicáveis em caso de negação irrazoável. Tal regulamentação certamente também abarcaria os documentos da ditadura. Há um projeto de lei parado na Câmara a respeito, e a CGU elaborou outro (com dentadura mais afiada). Salvo engano, também há outros. Mas nenhum deles jamais foi a votação. Quando surge algum ato legal a respeito de acesso a informações públicas, é alguma medida provisória criando o sigilo eterno ou uma comissão fantasma ligada ao Executivo para análise da possível liberação de documentos.

  17. Comentou em 26/01/2007 Thomaz Magalhães

    Os milicos querendo chamar os comunistinhasde 64 de terrostas é o mesmo que eles querendo o título de guerrilheiros. Nunca o foram. Nunca trocaram tiros com forçar regulares. Fizeram-no contra caixas de banco, clientes na fila, seguranças bancários e recos – conscritos – em guaritas de quarteis. Chamam de guerrilha do Araguaia um acampamento fuleiro, duns 50 gatos pingados, armados com trabucos rabo de égua. E o governo mandou milhares de soldados despreparados para lá, gastando gasolina, vendendo peças dos carros do exército, engravidando as moças locais. Enquanto que o serviço de mata-los foi feito por uma dúzia e pouco de curiós, se tanto. Desperdício de dinheiro. Contra um movimento que uns sessentõs fiam aí querendo apresentar como glorioso. Mas que foi mambebe que só ele. Os filmes que tratam do assunto, viu-se num deles recentemente, a platéia às gargalhadas.

  18. Comentou em 26/01/2007 Claudio B Ferreira Ferreira

    Sr Weis

    Estupefato conheci o contido no seu blog. Esperava mais.
    Ao contrário do informado, o Presidente João Goulart foi deposto por haver descumprido a Constituição. O foi pelo pelo povo que foi as ruas exigir o término da baderna a fim de que o Brasil não se transformasse em uma Cuba, modelo Fidel.
    Ou se cumpre a LEI Nº 6.683 – DE 28 DE AGOSTO DE 1979, ‘concede anistia’, os marginais de outrora, assaltantes, sequestradores, assassinos, ladrões, caterva, foram anistiados ou, parece ser o caso, rasguem-se as leis que de nada servem a não ser encher os bolsos de companheiros do governo.

    Esperava-se mais desse jornalista. Esperava-se imparcialidade. Esperava-se o encorajamento ao cumprimento das leis.

    Conheci textos melhores.

  19. Comentou em 26/01/2007 Fabio de Oliveira Ribeiro

    Apoiado. Meu pai era comunista e a vida dele foi destruída em 1967. A minha vida e a de minha mãe e de minhas irmãs também foram profundamente marcadas pelo Golpe. Assim como as outras vítimas, tenho direito de passar a limpo parte de meu passado. Os militares que fizeram mal a minha família e a meu país tem que ser expostos ao ridículo. Os burgueses gordos que dormiram felizes e tranquilos em cima de suas fortunas enquanto seus concidadãos eram espancados, perseguidos, procurados, torturados e mortos ilegalmente, merecem entrar para a história como a iscória deste país.

  20. Comentou em 26/01/2007 A DR

    O período a partir de 1964 foi e continua sendo exaustivamente divulgada. O que a sociedade trabalhadora que está arcando com os prejuízos de indenizações e benefícios previdenciários precisa saber é sobre o período pré 1964. Eu, por exemplo, anseio em saber os nomes e o que cada iniciador dos movimentos que tinham por objetivos importar e implantar regimes terroristas no Brasil. Por que esses primeiros torturadores nunca falam sobre seus pais ou sobre seu currículo antes de 1964?

  21. Comentou em 26/01/2007 Daniel B Novais Novais

    A exemplo do que aconteceu com os filmes e documentarios sobre a 2ª guerra mundial, muitos fatos de nossa historia somente virão a público quando os envolvidos se sentirem fora do alcance de qualquer punição, e ou acharem que DEVEM que ser condecorados por serviços prestados à Nação, e ou receberem um bom incentivo de algum cineasta. Tenho fé. E Acredito sim, que muitas verdades serão expostas, e que várias páginas de nossa historia serão REESCRITAS. – O povo tem que saber. pois só assim é que se dará ao povo Brasileiro o verdadeiro conhecimento do que foi o Abominal poder daquela Ditadura Militar que Torturou, exilou, e deu sumisso em muita gente que lutava por melhores condições de vida pelos trabalhadores e população menos favorecida de nosso País.

  22. Comentou em 26/01/2007 Gerhard Erich Boehme

    ‘PAC ou PIRIPAC? – PIRIPAC, pois somente assim podemos nominar um programa de governo que não assegura a igualdade de todos perante a lei, cria privilégios, e um Estado que não faz as Reformas que o país necessita: Tributária, Previdenciária, Trabalhista, Segurança, Política e Universitária’. (Gerhard Erich Boehme)

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