Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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Onda de pessimismo se abate sobre a Web 2.0

Por Carlos Castilho em 13/10/2008 | comentários

A indústria da internet começou a sofrer os efeitos da crise no mercado financeiro mundial e a primeira conseqüência é a decisão dos investidores de risco de reduzir, e até congelar financiamentos para novos projetos na área da chamada Web 2.0, ou Web social.


 


Há uma semana, os principais capitalistas de risco da Califórnia iniciaram uma série de reuniões com seus financiados para cobrar resultados imediatos e avisar que estavam fechando as torneiras do dinheiro, à espera de tempos melhores.


 


Financiadoras como a Sequoia Capital, uma das mais importantes na área do Sillicon Valley, advertiram que vai ser muito difícil daqui por diante obter novos financiamentos e alertaram que as vacas magras devem durar entre 10 a 15 anos, o ciclo histórico de duração dos períodos de recessão econômica.


 


Isto deflagrou uma imediata onda de rumores sobre a situação de inúmeros projetos vinculados à Web social, as páginas virtuais que usam intensivamente a interatividade com usuários para formar capital intelectual, como é o caso do Google.


 


Os primeiros a sofrer os efeitos do aperto de cintos são os departamentos de marketing das empresas da Web 2.0 que consumiam quase metade dos orçamentos na tentativa de obter visibilidade rápida num mercado entulhado de novos programas e softwares cuja única diferença está, muitas vezes, apenas no nome.


 


Francis Pisani, um respeitado especialista europeu em questões da internet, Ilustração reproduzida do site Techcrunchadiantou em seu blog Transnets que o aperto pode vir em boa hora para pôr um pouco de ordem no mercado de softwares. Outros especialistas assinalam que a troca de marcha nos negócios da Web vai aumentar o interesse por projetos baseados na produção colaborativa, nos quais os custos de mão-de-obra são menores e a propriedade coletiva pode reduzir as necessidades de financiamento.


 


Como acontece em toda a encruzilhada econômica, há os que apostam no pior e já falam na morte da Web 2.0 — um slogan que ficou muito popular por volta de 2005, quando sites como a Wikipédia, YouTube, Flickr, Orkut e outros dispararam na preferência dos usuários da Web.


 

Mas ao que tudo indica não haverá uma repetição do pânico que tomou conta da indústria da internet logo depois da explosão da bolha especulativa, na virada do século, quando o mercado se deu conta que havia dinheiro demais investido em projetos inviáveis. Houve uma marcha-a-ré coletiva dos investidores e foi um deus-nos-acuda entre as empresas web.

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