Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

CÓDIGO ABERTO > Desativado

Onda de violência e barbárie

Por Mauro Malin em 09/01/2007 | comentários

Recomenda-se ouvir a conversa de Sérgio Abranches com Sidney Rezende, na Rádio CBN, nesta manhã de 9 de janeiro. Abranches disse: uma onda de violência e barbárie assola o Brasil de Norte a Sul e a sociedade não se mobiliza na escala necessária contra isso. Mencionou trabalho escravo, muito relacionado com a questão ambiental, e pessoas queimadas em ônibus.l Ver no site www.cbn.com.br.


Mexicanos no Peru


Extensa reportagem do The Dallas Morning News dá conta do avanço dos cartéis mexicanos no Peru.


Em destaque:


1) Alimentação de uma volta do Sendero Luminoso (guerrilha maoísta) para auxiliar no tráfico. A produção de cocaína no Peru aumentou após a redução da área plantada na Colômbia. Mas também, e sobretudo, porque se expandiram os mercados consumidores na Europa, na Ásia e na América Latina.


2) Assassinato de um juiz federal, Hernán Saturno Vergara, atribuído a ordens de cartel mexicano. Mexicanos superaram colombianos no domínio do tráfico no continente.


3) Cientistas a serviço dos cartéis desenvolveram fertilizantes químicos que aumentam em até 1.000 por cento a produtividade por hectare de cocaína plantada.


4) A política antidrogas dos Estados Unidos está condenada ao fracasso, segundo Kenneth Sharpe, do Swarthmore College, da Pensilvânia: “A política de drogas dos EUA, baseada em proibição, alimentou as guerras de drogas na América Latina. Não há rigorosamente nenhuma possibilidade de que uma política de proibição possa algum dia funcionar – aqui nos Estados Unidos, na América Latina ou em qualquer lugar, porque a proibição apenas perpetua o comércio de drogas, fazendo crescer o crime e a violência”.


Clique aqui para ler a reportagem (em inglês; basta cadastrar-se).


Brasil e Cuba


O novo embaixador de Brasília em Washington, Antônio Patriota, diz que o Brasil pode ajudar na transição em Cuba. Certamente pode. De modo menos grandioso do que supõe a imaginação do Itamaraty. E tanto mais quanto menos badalar o assunto.


Nos últimos dias, os principais jornais publicaram reportagens relevantes sobre a situação cubana. Nem de longe aparece tanta relevância do governo brasileiro. E só apareceria se os jornalistas estivessem delirando.


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Cervejeiras


O Conar arquivou queixas da Kaiser contra a Bohemia, informa Mônica Bergamo na Folha. Ao fim e ao cabo, as cervejeiras se entendem. Mas quem sabe isso não abre uma brecha para se rediscutir a propaganda das cervejas. Não do ponto de vista dos concorrentes desavindos, mas do interesse público, monitorado pela imprensa.

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  1. Comentou em 09/01/2007 Ivan Moraes

    ‘Abranches disse: uma onda de violência e barbárie assola o Brasil de Norte a Sul e a sociedade não se mobiliza na escala necessária contra isso’: entao esta tudo como dantes no quartel dele. A ‘sociedade’ nao tem qualquer obrigacao de ‘se mobilizar’. O maximo que acontece eh os aproveitadores clamarem por maioridade penal de 16 anos, mas quem paga por violencia eh preto e pobre (e quem paga por depenar o tesouro nacional nao eh ninguem). E a sociedade eh pobre. Quanto aa ‘onda’ de violencia, ate prova em contrario ela eh feita pela media: os percentuais de violencia estao mais ou menos estaveis pelos ultimos 20 anos, nao estao, Malin? (nao eh uma pergunta retorica, de fato eu nao sei a resposta)

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