Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

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Oppenheimer, do Miami Herald: discurso de Chávez é filho da riqueza ilusória

Por Mauro Malin em 05/02/2006 | comentários

Andres Oppenheimer, colunista do Miami Herald, acaba de publicar o livro Cuentos Chinos [“Contos-da carochinha”]. El engaño de Washington, la mentira populista y la esperanza de América Latina. Em entrevista à revista mexicana Letras Libres, Oppenheimer aborda mostra que na retaguarda do discurso do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está a dependência de uma fonte de riquezas praticamente única, o petróleo. Eis a passagem:


Para Chávez, hay una lógica económica y política en todo lo que hace. Chávez puede darse el lujo de ir a Mar del Plata a despotricar contra el Alca porque Venezuela es un país que vende un solo producto, petróleo, que se lo compran con o sin libre comercio. Venezuela no produce nada fuera de petróleo; entonces, si mañana hubiera un Alca, no tendría nada que venderle a nadie. Para Chávez, salir a despotricar contra el Alca, para su propósito, que es perpetuarse en el poder, le conviene, porque así gana titulares. Para él, crear una confrontación con Estados Unidos le sirve para convertirse en un líder regional, encontrar una excusa para cercenar las libertades internas y continuar en el poder hasta el 2021, como él mismo ha dicho varias veces. Pero, para un mexicano o un argentino o un brasileño, creer en el proyecto venezolano es un delirio, porque en México, Argentina o Brasil se vive de las exportaciones de muchísimos productos, y tener un acceso preferencial a los mercados más grandes del mundo es clave”.


A entrevista foi dada a Jorge Fernández Menéndez. Pode ser lida na íntegra, mas o site requer cadastramento.


Letras Libres foi criada pelo historiador Enrique Krauze, antigo discípulo e colaborador de Octavio Paz na revista Vuelta. Krause foi recentemente entrevistado pelo Estadão. Ver “Visões da História”.


Ver também ‘Editor da Folha fala da polêmica em torno de Chávez‘. 

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  1. Comentou em 09/02/2006 ARMANDO AUGUSTO RIBEIRO RIBEIRO

    Infelizmente, por tudo que venho lendo, há tempos, não concordo com a pseudo-insenção de vocês jornalistas, o que dizer então das empresas jornalistícas deste país – nas mãos, há décadas, de uma elite parasita, golpista e preconceituosa. Quanto ao Sr. Hugo Chávez, não posso concordar com tudo o que dizem, principalmente nas entrelinhas de suas reportagens. Colocam, a todo momento, pensamentos e reportagens européias e norte-americanas sobre o populismo latino-americano, mas que escondem o temor de um nacionalismo saudável que devemos ter, para a nossa própria sobrevivência. Pelo que informa o eminente sociólogo Emir Sader, muita coisa está sendo realizada na Venezuela, assolada, há muito tempo, por uma elite mais parasita que a daqui, mas não menos sórdida e golpista. Esperamos que Hugo Chávez, bem como outros presidentes progressistas desta nossa América Latina, venha a superar a dependência econômica em relação a produtos primários, a miséria e a torcida contra dos direitistas de sempre e dos camuflados também.

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